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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>NO RIO DE JANEIRO, UM JARDIM BOT&Acirc;NICO BICENTEN&Aacute;RIO</b></font></P>     <p><font size="3"><b>Ariane Luna Peixoto    <br>   Rejan R. Guedes&#45;Bruni</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>&Eacute;</b></font><font size="3"> grande a responsabilidade    ao se apresentar uma institui&ccedil;&atilde;o brasileira bicenten&aacute;ria    como o Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. S&atilde;o muitas as suas inser&ccedil;&otilde;es,    oriundas de sua extensa trajet&oacute;ria oficial e no imagin&aacute;rio coletivo.    O Jardim Bot&acirc;nico foi territ&oacute;rio pol&iacute;tico, pois sua implanta&ccedil;&atilde;o    adveio da vis&atilde;o estrat&eacute;gica de Estado por D. Jo&atilde;o VI. Est&aacute;    intimamente associado &agrave; hist&oacute;ria da cidade do Rio de Janeiro,    pois sua localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica acompanhou lentamente a    expans&atilde;o da cidade e o modo de passear das pessoas em seus parques. Inspirou    cronistas, desde Machado de Assis at&eacute; Antonio Callado, fot&oacute;grafos    como Malta e pintores como Margaret Mee. Resguardou obras de arte desde Mestre    Valentim a Burle Marx. Surpreendeu cientistas como Albert Einstein e encantou    chefes de Estado. Encerra desenhos paisag&iacute;sticos de Frei Leandro. Tudo    &eacute; o Jardim Bot&acirc;nico e tudo &eacute; parte.</font></P>     <p><font size="3">Procura&#45;se aqui apresentar o Jardim Bot&acirc;nico do Rio de    Janeiro em tr&ecirc;s momentos: na sua funda&ccedil;&atilde;o e seus primeiros    anos; no per&iacute;odo de seu centen&aacute;rio; no momento atual com os desafios    do nosso tempo, quando a institui&ccedil;&atilde;o comemorou seus 200 anos em    2008.</font></P>     <p><font size="3"> O cultivo das plantas em jardins, restrito, principalmente,    aos hortos medicinais, encerrados em ambientes religiosos, como claustros de    igrejas e p&aacute;tios de conventos, at&eacute; o s&eacute;culo XIV, passou    a ser feito em outros espa&ccedil;os. A descoberta do Novo Mundo e da &Aacute;sia    promoveu a intera&ccedil;&atilde;o entre natureza, sociedade e ci&ecirc;ncia    levando ao surgimento dos jardins bot&acirc;nicos, na Europa, no s&eacute;c.    XVI. </font></P>     <p><font size="3">A cria&ccedil;&atilde;o do Jardim Bot&acirc;nico de Ajuda, em    1768, teve como objetivo implementar a pol&iacute;tica ilustrada, da qual a    coroa era a principal idealizadora, e foi um marco da interven&ccedil;&atilde;o    do Estado portugu&ecirc;s na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias. Juntamente com    a reforma da Universidade de Coimbra, em 1772, e a cria&ccedil;&atilde;o da    Academia de Ci&ecirc;ncias, em 1779, formou um trip&eacute; em que o movimento    ilustrado encontrou formas de aprimorar seu pensamento e, ao mesmo tempo, construir    e consolidar sua pol&iacute;tica (1). O Jardim Bot&acirc;nico de Ajuda tornou&#45;se    importante centro de recebimento, descri&ccedil;&atilde;o e cultivo de plantas    enviadas pelas col&ocirc;nias do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s. Formou&#45;se assim,    uma estrutura que fomentava e orientava a investiga&ccedil;&atilde;o de produtos    com potencial de retorno econ&ocirc;mico, n&atilde;o apenas em Portugal, mas    entre capitanias, sob a tutela da coroa (2;3). Domenico Vandelli que estava    &agrave; frente dessas iniciativas, e seus disc&iacute;pulos, procuraram instruir    os naturalistas viajantes sobre as observa&ccedil;&otilde;es a serem feitas,    os procedimentos de recolhimento, tratamento, embalagem e transporte do material    que pudesse ser utilizado com fins cient&iacute;ficos (1). Domingues (3) disserta    sobre a constitui&ccedil;&atilde;o de redes de informa&ccedil;&atilde;o e recolha    de materiais e amostras diversas, no imp&eacute;rio portugu&ecirc;s, nas quais    estiveram empenhados n&atilde;o apenas cientistas, astr&ocirc;nomos, engenheiros&#45;cart&oacute;grafos,    m&eacute;dicos, cirurgi&otilde;es, mas tamb&eacute;m altos e ilustrados funcion&aacute;rios.    No processo de recolha, prepara&ccedil;&atilde;o, descri&ccedil;&atilde;o e    envio das esp&eacute;cies &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es da corte, participavam,    tamb&eacute;m, moradores e colonos, altas patentes militares e soldados, funcion&aacute;rios    eclesi&aacute;sticos, degredados. Em 1808, por ocasi&atilde;o da invas&atilde;o    francesa a Portugal, o general Junot ordena que se recolhesse todo o acervo    bot&acirc;nico e o enviasse ao Jardin des Plantes, em Paris. Essa ordem d&aacute;    a dimens&atilde;o da import&acirc;ncia dessas cole&ccedil;&otilde;es (1).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Rodrigo de Sousa Coutinho, ministro da Marinha e Ultramar foi    tamb&eacute;m um dos personagens da intelectualidade pol&iacute;tica portuguesa    que "vislumbraram a possibilidade de regenera&ccedil;&atilde;o do reino,    por interm&eacute;dio da natureza f&iacute;sica dos dom&iacute;nios ultramarinos".    Ao ser afastado do cargo de ministro, em 1802, tornou&#45;se inspetor geral dos    Reais Jardins Bot&acirc;nicos e Museus, cargo criado especialmente para ele    (1;2). A intelectualidade e o poder pol&iacute;tico lusos atuaram em conjunto    para viabilizar a economia do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s, por meio do incentivo    &agrave; cultura cient&iacute;fica utilitarista, cujo prop&oacute;sito era conhecer    e obter proveito do patrim&ocirc;nio natural: Vandelli e Sousa Coutinho os exemplificam.</font></P>     <p><font size="3">No Brasil, a repercuss&atilde;o dessas mudan&ccedil;as ocorreu    mais efetivamente a partir de 1798, com a cria&ccedil;&atilde;o, por ordem da    metr&oacute;pole, do primeiro jardim bot&acirc;nico sob administra&ccedil;&atilde;o    portuguesa, em Bel&eacute;m. Esse jardim bot&acirc;nico parece ter sido um projeto    t&atilde;o bem sucedido aos olhos da metr&oacute;pole que esta ordenou a cria&ccedil;&atilde;o    de institui&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;neres em outras prov&iacute;ncias (2),    as quais permutavam, entre si fruta&#45;p&atilde;o, canela, cravo, pimenta e muitos    outros vegetais considerados &uacute;teis, al&eacute;m de documentos, instru&ccedil;&otilde;es    para cultivo e comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos. </font></P>     <p><font size="3">A invas&atilde;o de Portugal pelas tropas de Napole&atilde;o    e a fuga da fam&iacute;lia real com parte da corte portuguesa para o Brasil,    juntamente com a preocupa&ccedil;&atilde;o de D. Jo&atilde;o VI em defender    o territ&oacute;rio da col&ocirc;nia de um poss&iacute;vel ataque do imp&eacute;rio    franc&ecirc;s, faz com que ele crie, atrav&eacute;s do decreto de 13 maio 1808,    a F&aacute;brica de P&oacute;lvora e Fundi&ccedil;&atilde;o de Artilharia. As    premissas que levaram a considerar o engenho e as terras da lagoa Rodrigo de    Freiras como local para "erigir sem perda de tempo uma f&aacute;brica de    p&oacute;lvora" est&atilde;o associados &agrave; necessidade de "n&atilde;o    s&oacute; um local espa&ccedil;oso, mas ainda abund&acirc;ncia de &aacute;gua    para o movimento das diferentes m&aacute;quinas por cujo meio se h&atilde;o    de executar todas as necess&aacute;rias opera&ccedil;&otilde;es". A localiza&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica, distante do centro urbano, com relevo que reunia &aacute;reas    planas e &iacute;ngremes que criavam desn&iacute;veis necess&aacute;rios ao    movimento das rodas d'&aacute;gua da f&aacute;brica de p&oacute;lvora, aliada    &agrave; grande extens&atilde;o para cultivos, certamente, concorreram para    a sele&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea (4). </font></P>     <p><font size="3">Barbosa Rodrigues informa que "seduzido pela beleza daquele    ponto o pr&iacute;ncipe regente", por decreto de 13 de junho do mesmo ano,    mandou preparar, perto da casa do inspetor da f&aacute;brica de p&oacute;lvora,    terreno necess&aacute;rio ao estabelecimento de um jardim de aclima&ccedil;&atilde;o    destinado a introduzir no Brasil a cultura de especiarias das &Iacute;ndias    Orientais"(5). O texto de Barbosa Rodrigues, de modo geral, &eacute; repetido    em documentos que tratam da institui&ccedil;&atilde;o, e acaba por tornar&#45;se    como a certid&atilde;o de nascimento do Jardim Bot&acirc;nico. Em 11 de outubro    de 1808, passou a se chamar Real Horto, e nele foram plantadas sementes e mudas    trazidas do Jardim La Pamplemousse, nas ilhas Maur&iacute;cio, por Luiz de Abreu    Vieira e Silva, que as ofereceu a D. Jo&atilde;o VI. Tamb&eacute;m nesse ano,    um decreto de 12 de outubro criava o cargo de feitor da Fazenda da Lagoa Rodrigo    de Freitas e indicava que, na &aacute;rea sem arrendat&aacute;rio da fazenda,    deveria ser cultivada uma "esp&eacute;cie de cultura que for de maior interesse    e benef&iacute;cio da Real Fazenda, ou qualquer outra planta&ccedil;&atilde;o    que lhe for determinada por ordem superior". O feitor deveria cuidar tamb&eacute;m    para que os habitantes da regi&atilde;o n&atilde;o desviassem o curso das &aacute;guas,    fundamentais &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o da p&oacute;lvora, e para que    n&atilde;o fossem destru&iacute;das as matas do lugar (4;6). </font></P>     <p><font size="3">O Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro (JBRJ), passa a ser    dirigido, de 1824 a 1829, por Frei Leandro do Sacramento, um frade carmelita    que era professor de bot&acirc;nica da Academia de Medicina e Cirurgia do Rio    de Janeiro e membro das Academias de Ci&ecirc;ncias de Londres e Munique. Frei    Leandro foi o primeiro diretor bot&acirc;nico do JBRJ e, par a par &agrave;s    demandas da &eacute;poca pelo cultivo de ch&aacute; e introdu&ccedil;&atilde;o    e cultivo de especiarias, distribui&ccedil;&atilde;o de mudas e sementes para    os jardins do pa&iacute;s, tamb&eacute;m reorganizou o arboreto, aumentando    a &aacute;rea cultivada, construiu um lago artificial (o atual Lago Frei Leandro),    um c&ocirc;moro, no qual edificou a Casa dos Cedros, e iniciou a permuta de    plantas com o Jardim Bot&acirc;nico de Cambridge, enriquecendo a cole&ccedil;&atilde;o    e buscando assim dar um car&aacute;ter cient&iacute;fico &agrave; institui&ccedil;&atilde;o    (6;7). </font></P>     <p><font size="3">Desde a sua cria&ccedil;&atilde;o e at&eacute; a administra&ccedil;&atilde;o    de Barbosa Rodrigues, iniciada em 1890, o JBRJ esteve estreitamente comprometido    com a introdu&ccedil;&atilde;o de especiarias, o melhoramento de esp&eacute;cies    com potencial agr&iacute;cola e tamb&eacute;m com a implanta&ccedil;&atilde;o    do ensino agr&iacute;cola. Esses compromissos foram mais expressivos entre 1861    e 1889, per&iacute;odo em que esteve vinculado ao Imperial Instituto Fluminense    de Agricultura (6).</font></P>     <p><font size="3"><b>O JARDIM BOT&Acirc;NICO EM SEU CENTEN&Aacute;RIO</b> Com    a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 1889, desencadearam&#45;se importantes    modifica&ccedil;&otilde;es na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Din&acirc;micos,    os contornos da paisagem do JBRJ acompanharam essas mudan&ccedil;as. Jo&atilde;o    Barbosa Rodrigues, que assumiu a dire&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o,    em 1890, e na qual permaneceu por cerca de 20 anos, empenhou&#45;se em reformar    o JBRJ buscando retorno da "cientificidade" que lhe parecia "perdida".    Para ele era tamb&eacute;m importante ser aquele que devolvia ao jardim, certa    "cidadania" (1;4). </font></P>     <p><font size="3">Ao assumir a dire&ccedil;&atilde;o do JBRJ, Barbosa Rodrigues,    que tinha vasta experi&ecirc;ncia e importantes contatos, impulsionou a pesquisa    sobre a flora brasileira, deu origem ao herb&aacute;rio (dois herb&aacute;rios    foram criados por decreto de Deodoro da Fonseca: um destinado a plantas cultivadas    no arboreto e outro &agrave; flora em geral), a carpoteca e as estufas e viveiros    foram reorganizadas. Visando aumentar as cole&ccedil;&otilde;es vivas e herborizadas,    ele criou o cargo de naturalista viajante e incrementou o interc&acirc;mbio    com outras institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. A contrata&ccedil;&atilde;o    de naturalistas viajantes possibilitou intensificar estudos nas regi&otilde;es    serranas do Rio de Janeiro, em Minas Gerais e S&atilde;o Paulo e mais tarde,    tamb&eacute;m nos estados da Amaz&ocirc;nia e em outros estados do Brasil (6;7).    </font></P>     <p><font size="3">Paralelamente &agrave; &ecirc;nfase na fun&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica, Rodrigues revela sua preocupa&ccedil;&atilde;o em dotar o    JBRJ de um desenho mais de acordo com sua import&acirc;ncia, com a inclus&atilde;o    de fontes, estatu&aacute;ria, novos plantios, caminhos, entre outros. Ele elaborou    um projeto integral de reforma do JBRJ no qual observa que "o jardim bot&acirc;nico    para bem preencher os seus fins com uma organiza&ccedil;&atilde;o modesta deve    ter sob a mesma dire&ccedil;&atilde;o duas se&ccedil;&otilde;es: Jardim Bot&acirc;nico    e Museu Bot&acirc;nico". Estavam previstas as seguintes divis&otilde;es:    herb&aacute;rios, biblioteca, escola bot&acirc;nica, campo de experi&ecirc;ncias    e viveiros, refrigerat&oacute;rios, jardins, laborat&oacute;rios e observat&oacute;rios    e arboretum (8). </font></P>     <p><font size="3">Duas obras de Barbosa Rodrigues sobre o JBRJ s&atilde;o importantes    para o entendimento de como ele via a institui&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo    nela se via. <I>Hortus fluminensis</I> (8) e <I>Lembran&ccedil;a do 1º    centen&aacute;rio do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, 1808&#45;1908</I>,    este &uacute;ltimo como parte das comemora&ccedil;&otilde;es do centen&aacute;rio    do JBRJ (5). Na apresenta&ccedil;&atilde;o da obra (chamada de Advert&ecirc;ncia)    escreve "Festejando o Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro o seu primeiro    centen&aacute;rio, inaugurando um monumento ao seu Augusto Fundador o Sr. D.    Jo&atilde;o VI, aproveitamos a ocasi&atilde;o para dar como <B>lembran&ccedil;a</B>    desse fato um esbo&ccedil;o hist&oacute;rico". "Como fosse esse trabalho    organizado &agrave; &uacute;ltima hora, tivemos de recorrer ao que j&aacute;    hav&iacute;amos dito no <I>Hortus fluminensis</I>, ampliando e ilustrando com    fotografias" (5).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O JBRJ &eacute; hoje um espa&ccedil;o de rara beleza na paisagem    de uma das cidades reconhecida como das mais bonitas do mundo. Comp&otilde;e    uma zona tamp&atilde;o para o Parque Nacional da Tijuca, com o qual se integra,    como uma faixa cont&iacute;gua de cobertura vegetal de entorno entre a malha    urbana de alta densidade demogr&aacute;fica e os contrafortes do maci&ccedil;o    da Tijuca (9). Sua &aacute;rea f&iacute;sica abrange cerca de 143 hectares,    dos quais 85 hectares de vegeta&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone. No arboreto    est&atilde;o representados 7.240 esp&eacute;cimes em 40 se&ccedil;&otilde;es    (194 canteiros), e mais de 5 mil esp&eacute;cimes em estufas e viveiros (cact&aacute;rio,    orquid&aacute;rio, bromeli&aacute;rio, inset&iacute;voras, plantas ornamentais,    medicinais e jardim sensorial). Recebe cerca de 600 mil visitantes anualmente!    O Centro de Visitantes est&aacute; instalado em um pr&eacute;dio datado de 1576    &#150; a sede do Engenho Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o da Lagoa. As escolas    e professores s&atilde;o recebidos pelo N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o    Ambiental, instalado em um pr&eacute;dio que foi a resid&ecirc;ncia do diretor    Pacheco Le&atilde;o, que administrou o JBRJ entre 1915 e 1931. </font></P>     <p><font size="3">Muitos elementos edificados que ajudam a conformar a paisagem    do arboreto: edif&iacute;cios hist&oacute;ricos, ru&iacute;nas, esculturas,    p&eacute;rgolas, chafarizes, mobili&aacute;rio, cascatas, estufas e pontes,    al&eacute;m daqueles, em geral percebidos como naturais, como os pr&oacute;prios    canteiros, lagos e caminhos. Cada um desses elementos tem sua hist&oacute;ria    e contribui para a forma&ccedil;&atilde;o espacial do JBRJ (10). O chafariz    central, ou chafariz das musas, em ferro fundido que estava anteriormente no    Largo da Lapa, foi trazido para o JBRJ por Barbosa Rodrigues que, com esp&iacute;rito    de oportunidade, se aproveitou de obras de demoli&ccedil;&atilde;o na cidade.    O portal da Escola de Belas Artes, tamb&eacute;m anteriormente no centro da    cidade, foi trazido para o JBRJ em 1940, os bebedouros em ferro fundido, as    gar&ccedil;as de Mestre Valentim...</font></P>     <p><font size="3">O herb&aacute;rio, que se iniciou com 25 mil amostras doadas    por D.Pedro II (11), inclui hoje cerca de 500 mil esp&eacute;cimes, dos quais    6 mil correspondem a <I>Typus nomenclaturais</I>. Est&aacute; acondicionado    num edif&iacute;cio constru&iacute;do especificamente para esse fim, inaugurado    em 2002. Em 2005, iniciou a informatiza&ccedil;&atilde;o de seus acervos visando    disponibilizar para a consulta remota, de maneira eficiente e &aacute;gil, os    dados e informa&ccedil;&otilde;es contidas nas amostras depositadas. Atualmente,    os dados contidos nas etiquetas dos exemplares depositados encontram&#45;se dispon&iacute;veis    online (<a href="http://www.jbrj.gov.br/jabot" target="_blank">www.jbrj.gov.br/jabot</a>),    e tamb&eacute;m no Centro de Refer&ecirc;ncia em Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental    (Cria). </font></P>     <p><font size="3">A biblioteca, que teve como n&uacute;cleo original obras pertencentes    a D. Pedro II que foram doadas a Barbosa Rodrigues, conta hoje com 42.650 mil    volumes, mais de 4 mil obras raras e 1.600 t&iacute;tulos de peri&oacute;dicos.    A institui&ccedil;&atilde;o det&eacute;m dois importantes acervos fotogr&aacute;ficos:    um com 10 mil imagens, merecendo destaque os 2 mil negativos de vidro, datados    do per&iacute;odo 1900&#45;1940, que registram a evolu&ccedil;&atilde;o das cole&ccedil;&otilde;es,    pesquisadores, t&eacute;cnicos e outros servidores em suas atividades di&aacute;rias    no JBRJ ou, muitas vezes, em expedi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, visitantes    e ocasi&otilde;es festivas na institui&ccedil;&atilde;o; e uma fototeca, com    7.770 fotografias de tipos nomenclaturais e exemplares citados em obras cl&aacute;ssicas    sobre a flora das Am&eacute;ricas. </font></P>     <p><font size="3">Os ventos que nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas sopram    sobre o JBRJ o alinham com os paradigmas da conserva&ccedil;&atilde;o integrada.    A Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade Biol&oacute;gica (CDB) tem sido    um norteador para muitas de suas atividades principalmente atrav&eacute;s das    Normas Internacionais de Conserva&ccedil;&atilde;o em Jardins Bot&acirc;nicos    que enfatiza sua atua&ccedil;&atilde;o na conserva&ccedil;&atilde;o, pesquisa,    educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento sustent&aacute;vel. Ent&atilde;o, por    for&ccedil;a de acordos e conven&ccedil;&otilde;es internacionais que tratam    da biodiversidade, o JBRJ tem ampliado suas atribui&ccedil;&otilde;es nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas. Tem a fun&ccedil;&atilde;o de Estado, repassadas pelo Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente, de manter a operacionaliza&ccedil;&atilde;o e o controle do    sistema nacional de registro dos jardins bot&acirc;nicos brasileiros. No ano    do seu bicenten&aacute;rio, ao criar em sua estrutura o Centro Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o    da Flora, em conson&acirc;ncia com o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente passou    a coordenar atividades que tem como prioridade a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento    sobre as esp&eacute;cies brasileiras amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o    (12;13). </font></P>     <p><font size="3">Muitas atividades, nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, contribu&iacute;ram    para que o JBRJ chegasse aos 200 anos planejando a&ccedil;&otilde;es para um    futuro longevo e promissor, sem perder de vista que a elas se somar&atilde;o    muit&iacute;ssimas outras. Pode&#45;se tomar como primeiro marco, o seu reconhecimento,    em 1992, como Reserva da Biosfera da Unesco. Um novo passo foi dado em 2001,    quando se consolida como uma autarquia federal (o que significa poder pr&oacute;prio,    ou seja, autonomia administrativa e financeira), vinculada ao Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente passando a se denominar Instituto de Pesquisas. Em 2002, formaliza    a atividade de ensino, consolidando assim uma atividade iniciada por Liberato    Barroso e que teve a sua maior express&atilde;o na figura da professora Graziela    Maciel Barroso. A cria&ccedil;&atilde;o da Escola Nacional de Bot&acirc;nica    Tropical iniciou suas atividades em 2001, com cursos de extens&atilde;o e, logo    a seguir, com cursos de especializa&ccedil;&atilde;o,  mestrado e doutorado    num programa de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o <I>stricto sensu</I> voltado    para o conhecimento e a conserva&ccedil;&atilde;o da flora brasileira. </font></P>     <p><font size="3">Esse intenso per&iacute;odo de redimensionamento institucional    e sincroniza&ccedil;&atilde;o com a modernidade que torna mais patente a import&acirc;ncia    da bot&acirc;nica como componente dos estudos sobre a diversidade biol&oacute;gica    sua conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel, resultou em in&uacute;meras    aquisi&ccedil;&otilde;es. Esse compromisso com a contemporaneidade se materializou    atrav&eacute;s da constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios para abrigar e    possibilitar a amplia&ccedil;&atilde;o das cole&ccedil;&otilde;es herborizadas    e laborat&oacute;rios &#150; o Centro de Pesquisas Professora Graziela Maciel Barroso,    inaugurado em 2001, al&eacute;m da amplia&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal,    em 2002 e em 2009, o que possibilitou a continuidade de pesquisas j&aacute;    iniciadas e a abertura de novas linhas de pesquisa bem como a inaugura&ccedil;&atilde;o    do Museu do Meio Ambiente, em 2008. </font></P>     <p><font size="3">As demandas contempor&acirc;neas estabelecem um olhar plural    sobre os jardins bot&acirc;nicos, onde tanto as diferentes &aacute;reas do saber    como as diferentes linhas de pesquisa devem convergir para que o JBRJ seja conhecido    e respeitado pelo que &eacute; compartilhado por todos os demais cong&ecirc;neres    no mundo: a pesquisa e a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre as    plantas e o compromisso com a conserva&ccedil;&atilde;o integrada. Por&eacute;m,    h&aacute; muito, muito mais, que lhe &eacute; complementar sem lhe subtrair    ou sub&#45;dimensionar aquilo que lhe &eacute; pr&oacute;prio.</font></P>     <p><font size="3">Assim, ao longo de seus 200 anos de hist&oacute;ria o JBRJ guarda    em si a mem&oacute;ria da transforma&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, ao preservar    plantas introduzidas na &eacute;poca de sua cria&ccedil;&atilde;o e ao mesmo    tempo investir em avan&ccedil;os na &aacute;rea cient&iacute;fica que acompanham    as mudan&ccedil;as da percep&ccedil;&atilde;o sobre meio ambiente, determinantes    para a configura&ccedil;&atilde;o de sua atual miss&atilde;o que tem como foco    a pesquisa, o ensino e a conserva&ccedil;&atilde;o da flora brasileira. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><i><b>Ariane Luna Peixoto</b> &eacute; professora titular aposentada    da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), pesquisadora&#45;associada    do Instituto de Pesquisas do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro e bolsista    do CNPq. Email: </i><a href="mailto:ariane@jbrj.gov.br">ariane@jbrj.gov.br</a>.    <br>   <i><b>Rejan R. Guedes&#45;Bruni</b> &eacute; pesquisadora    titular do Instituto de Pesquisas do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro    Email:</i> <a href="mailto:rbruni@jbrj.gov.br">rbruni@jbrj.gov.br</a>.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <!-- ref --><p><font size="3">Bediaga, B. "Conciliar o &uacute;til ao agrad&aacute;vel    e fazer ci&ecirc;ncia: Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro &#150; 1808 a 1860".    <i>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de &#150; Manguinhos</i>, Vol.14, n.4,    pp.1131&#45;1157. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Sanjad, N. "Portugal e os interc&acirc;mbios vegetais    no mundo ultramarino: as origens da rede luso&#45;brasileira de jardins bot&acirc;nicos,    1750&#45;1800". <i>In:</i> Alves, J.J.A. (Org.). <i>M&uacute;ltiplas faces    da hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias na Amaz&ocirc;nia</i>. Bel&eacute;m: Edufpa,    pp.77&#45;101. 2005.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">3.  Domingues, A. "Para um melhor conhecimento dos dom&iacute;nios    coloniais: a constitui&ccedil;&atilde;o de redes de informa&ccedil;&atilde;o    no Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s em finais do Setecentos". <i>Hist&oacute;ria,    Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de &#150; Manguinhos</i>, Vol.8, sippl. 823&#45;832. 2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4.  Oliveira, A.R. de. "A constru&ccedil;&atilde;o da    paisagem &#150; ordem e natureza". In: Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico    do Rio de Janeiro (Org.) <i>200 anos Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro:    1808&#45;2008</i>. Rio de Janeiro. 2008.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5.  Rodrigues, J.B. <i>O Jardim Bot&acirc;nico do Rio de    Janeiro &#150; Uma lembran&ccedil;a do 1º centen&aacute;rio &#150; 1808&#45;1908</i>.    Officinas da Renascen&ccedil;a, E.Bevilacqua &amp; Cia. Rio de Janeiro. Reprodu&ccedil;&atilde;o    da edi&ccedil;&atilde;o original, 1998. Rio de Janeiro: Banco Safra/ Jardim    Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. 1908.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6.  Lamar&atilde;o, S.T.N. &amp; Souza, L.O.G. "Jardim    Bot&acirc;nico: dois s&eacute;culos de hist&oacute;ria". In: Padilla, R.    &amp; Soares, N. P. (Orgs.) <i>Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro 1808&#45;2008</i>.    Artepadilla. Rio de Janeiro. 2008.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7.  Peixoto, A.L. &amp; Morim, M.P. "O jardim bot&acirc;nico    construindo pontes de saberes". <i>In:</i> Padilla, R. &amp; Soares, N.    P. (Orgs.) <i>Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro 1808&#45;2008</i>. Artepadilla.    Rio de Janeiro. 2008.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">8.  Rodrigues, J.B. <i>Hortus fluminenses ou breve not&iacute;cia    sobre as plantas cultivadas no Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro para    servir de guia aos visitantes</i>. Rio de Janeiro, Express&atilde;o e Cultura.    1894.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9.  "Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro".    <i>In:</i> Costa, M.L.N. (Org.). <i>Diversidade biol&oacute;gica nos jardins    bot&acirc;nicos brasileiros</i>. Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos.    Rio de Janeiro. 2004.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">10.  Neves, M.R. "O patrim&ocirc;nio arquitet&ocirc;nico".    <i>In:</i> Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro (Org.)    <i>200 anos Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro: 1808&#45;2008</i>. Rio de Janeiro.    2008.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">11.  Valente, M.C.; Baungratz, J.F.A.; Silva, N.M.F. &amp;    Carvalho, L.D.F. "A hist&oacute;ria do herb&aacute;rio e seu acervo".    <i>In:</i> Silva, N.M.F., Carvalho, L.D.F. &amp; Baungratz, J.F.A. (Orgs.) <i>O    herb&aacute;rio do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro &#150; um expoente na    hist&oacute;ria da flora brasileira</i>. Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico    do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">12.  Pereira, T.S. A miss&atilde;o global e o papel estrat&eacute;gico    dos jardins bot&acirc;nicos. In: Ormindo, P. (Org.). <i>Guia de &aacute;rvores    not&aacute;veis: 200 anos do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro</i>. Andrea    Jakobsson Est&uacute;dio Editorial. Rio de Janeiro. 2008.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">13.  Bediaga, B. &amp; Guedes&#45;Bruni, R.R. "Jardim Bot&acirc;nico    do Rio de Janeiro: dois s&eacute;culos de hist&oacute;ria". <i>In:</i>    Ormindo, P. (Org.). <i>Guia de &aacute;rvores not&aacute;veis: 200 anos do Jardim    Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro</i>. A. Jakobsson Est&uacute;dio Editorial.    Rio de Janeiro. 2008.</font> ]]></body><back>
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