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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Jardim Botânico de Nova York e seu herbário virtual]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b><a name="title"></a>O JARDIM BOT&Acirc;NICO DE NOVA YORK    E SEU HERB&Aacute;RIO VIRTUAL</b> </font></p>     <P><font size="3"><b>William Wayt Thomas    <br>   Barbara Mary Thiers<a href="#nt">*</a></b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>E</b></font><font size="3">m 1891, o Jardim Bot&acirc;nico    de Nova York foi criado em terras reservadas pela Assembleia Legislativa da    cidade para a instala&ccedil;&atilde;o de "um jardim bot&acirc;nico p&uacute;blico    da mais alta classe". O Jardim Bot&acirc;nico &eacute; um espa&ccedil;o    &uacute;nico entre os museus e locais p&uacute;blicos nos EUA, distinguindo&#45;se    pela beleza de suas paisagens hist&oacute;ricas, cole&ccedil;&otilde;es e jardins,    bem como a abrang&ecirc;ncia e a excel&ecirc;ncia de seus programas de horticultura,    educa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia. Os excepcionais recursos do Jardim Bot&acirc;nico    incluem ainda uma biblioteca de import&acirc;ncia mundial nas &aacute;reas de    bot&acirc;nica e horticultura, al&eacute;m de um grande herb&aacute;rio.</font></P>     <p><font size="3">A sua miss&atilde;o &eacute; ser um defensor do reino vegetal,    combinando horticultura, educa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia. Dessa maneira,    suas mostras t&ecirc;m um forte componente educativo, sempre baseado em uma    s&oacute;lida investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. </font></P>     <p><font size="3">Como um marco hist&oacute;rico nacional, os 100 hectares de    paisagem do jardim atraem mais de 750 mil visitantes da regi&atilde;o e de todo    o mundo. Por isso, em 2008, o impacto econ&ocirc;mico do Jardim em Nova York    foi de aproximadamente US$ 144 milh&otilde;es. S&atilde;o estufas com sofisticadas    instala&ccedil;&otilde;es de bastidores. Ele oferece paisagens e jardins de    tirar o f&ocirc;lego, extensas florestas e planta&ccedil;&otilde;es criativas,    al&eacute;m de uma riqueza de programas, exposi&ccedil;&otilde;es e atividades    para os visitantes (1). </font></P>     <p><font size="3">A atra&ccedil;&atilde;o central do Jardim Bot&acirc;nico &eacute;    o Conservat&oacute;rio Enid A. Haupt, com as estufas mais preeminentes do pa&iacute;s,    em estilo vitoriano e um dos marcos cidade de Nova York. Suas dez salas abrigam    exposi&ccedil;&otilde;es sazonais, al&eacute;m de um verdadeiro ecotour mundial,    incluindo ambientes de florestas tropicais de montanha e plan&iacute;cie, desertos    das Am&eacute;ricas e da &Aacute;frica, plantas carn&iacute;voras e plantas    aqu&aacute;ticas em piscinas temperadas e tropicais. Dando apoio ao conservat&oacute;rio,    est&atilde;o as estufas Nolen, outra instala&ccedil;&atilde;o de bastidores,    que re&uacute;nem o que h&aacute; de mais moderno para o crescimento de plantas,    que podem ser cultivadas em 8 zonas clim&aacute;ticas. Ali, orqu&iacute;deas    e plantas tropicais s&atilde;o plantadas, exibidas sazonalmente e propagadas    (2).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As exposi&ccedil;&otilde;es ao ar livre e planta&ccedil;&otilde;es    no Jardim Bot&acirc;nico s&atilde;o fortemente influenciadas pela mudan&ccedil;a    das esta&ccedil;&otilde;es, diferentemente dos jardins bot&acirc;nicos brasileiros.    Um exemplo dos jardins ao ar livre &eacute; o Jane Watson Irwin Perennial Garden,    localizado ao lado do conservat&oacute;rio e desenhado por Lynden B. Miller,    famoso paisagista de jardins p&uacute;blicos e ex&#45;pintor. O Jardim Perennial    combina uma vasta paleta de cores e texturas, flores e folhagens que formam    um caminho exuberante de vida atrav&eacute;s das quatro "salas" tem&aacute;ticas.    Na primavera, ali podem ser vistos os primeiros bulbos de violetas coloridos    e o in&iacute;cio das flora&ccedil;&otilde;es perenes. Em uma visita no ver&atilde;o,    quando o jardim caminha para o seu pico de flora&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o    in&uacute;meras flores brilhantes em ondas de roxo, rosa, amarelo e vermelho.    Mais tarde no ano, retorna para a beleza do outono com seus &aacute;steres arbustivos,    cris&acirc;ntemos, hort&ecirc;nsias, folhagem de carvalho e gram&iacute;neas    ornamentais. H&aacute; ainda outros belos jardins como o Peggy Rockefeller Rose    Garden, o Rock Garden e o Native Plant Garden. </font></P>     <p><font size="3">A &aacute;rea do Jardim Bot&acirc;nico de Nova York tem mais    de 30 mil &aacute;rvores, muitas delas com mais de 200 anos, incluindo grandes    cole&ccedil;&otilde;es de con&iacute;feras, carvalhos, pl&aacute;tanos, magn&oacute;lias,    cerejas, e crabapples (esp&eacute;cie prima da macieira). A floresta nativa    de 20 hectares &eacute; a maior remanescente da majestosa floresta que cobria    Nova York. Com trilhas abaixo de magn&iacute;ficos carvalhos, faias e bordos    &#150; alguns com mais de 200 anos &#150; e passando pelo rio Bronx e sua forte cachoeira,    a floresta &eacute; um para&iacute;so para observadores de aves e amantes da    natureza. </font></P>     <p><font size="3">A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um componente importante do    programa de horticultura. O Everett Children's Adventure Garden (Jardim das    Aventuras Infantis Everett) ensina as crian&ccedil;as sobre as plantas com brincadeiras    em labirintos, exibi&ccedil;&atilde;o de flores exuberantes e atividades pr&aacute;ticas    &#150; um lugar feito apenas para que as crian&ccedil;as explorem as maravilhas da    ci&ecirc;ncia e da natureza. O Home Gardening Center cont&eacute;m uma s&eacute;rie    de jardins e &aacute;reas de exposi&ccedil;&atilde;o de modelos de planta&ccedil;&otilde;es    e programas, concebidos para ensinar qualquer um a criar um belo jardim, produtivo    e que n&atilde;o oferece riscos. Com exibi&ccedil;&otilde;es especiais, como    o Plant Trials Garden e o Compost Demonstration, o local tem sinais informativos    f&aacute;ceis de seguir, folhetos e &eacute; aberto aos finais de semana. O    Garden's Bronx Green&#45;Up, um programa de extens&atilde;o para os bairros vizinhos,    criou mais de 300 jardins comunit&aacute;rios, escolares e fazendas urbanas    em todo o bairro do Bronx e fornece consultoria t&eacute;cnica e cursos de horticultura    &agrave; comunidade dos jardineiros que cuidam desses espa&ccedil;os verdes    essenciais.</font></P>     <p><font size="3"><b>PROGRAMAS EDUCACIONAIS</b> Os programas educacionais do Jardim    Bot&acirc;nico de Nova York focam em quatro &aacute;reas: educa&ccedil;&atilde;o    continuada para adultos, educa&ccedil;&atilde;o infantil, a escola profissional    de horticultura e o programa de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias    bot&acirc;nicas. </font></P>     <p><font size="3">O programa de educa&ccedil;&atilde;o continuada &eacute; bastante    diverso. S&atilde;o mais de 4.400 alunos participando de 600 cursos, com aulas    ministradas no Jardim Bot&acirc;nico e em outras localidades, como Manhattan,    Westchester, Connecticut e Nova Jersey. S&atilde;o oferecidos certificados em    sete &aacute;reas diferentes, incluindo paisagismo, ilustra&ccedil;&atilde;o    bot&acirc;nica e arranjos florais. Existem tr&ecirc;s confer&ecirc;ncias anuais,    com palestrantes de renome internacional. Trinta e dois desses cursos s&atilde;o    reconhecidos como equivalentes ao ensino de n&iacute;vel universit&aacute;rio    da Universidade Estadual de Nova York. </font></P>     <p><font size="3">A Escola Profissional de Horticultura &eacute; reconhecida nacionalmente    e oferece um programa de dois anos, em per&iacute;odo integral, que combina    a forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica com uma forma&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica.    </font></P>     <p><font size="3">A educa&ccedil;&atilde;o infantil combina horticultura e ci&ecirc;ncia.    Suas exclusivas instala&ccedil;&otilde;es de ensino, o Everett Children's Adventure    Garden, extendem&#45;se por 400 metros ao longo da Mitsubishi Wild Wetland Trail,    o Ruth Rea Howell Family Garden, e a GreenSchool, que tornam o Jardim Bot&acirc;nico    uma institui&ccedil;&atilde;o refer&ecirc;ncia no pa&iacute;s de educa&ccedil;&atilde;o    ambiental para estudantes de todas as idades e habilidades. Cerca de 275 mil    crian&ccedil;as, familiares e professores de toda a regi&atilde;o metropolitana    de Nova York participaram dos programas infantis em 2008. </font></P>     <p><font size="3">O programa de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias    bot&acirc;nicas &eacute; um programa de estudos de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o    criado em 1896, em parceria com a Universidade de Columbia. At&eacute; hoje,    foram concedidos 259 diplomas, incluindo 179 doutorados. O programa tem crescido    para incluir as seis maiores universidades da regi&atilde;o de Nova York (Universidade    da Cidade de Nova York, Universidade de Columbia, Universidade de Cornell, Universidade    de Fordham, Universidade de Nova York e Universidade de Yale), registrando uma    m&eacute;dia de 40 alunos por ano. </font></P>     <p><font size="3">Um dos maiores empecilhos para a conserva&ccedil;&atilde;o das    esp&eacute;cies vegetais &eacute; o nosso incompleto conhecimento das plantas    de todo o mundo. Muitas &aacute;reas, especialmente nos tr&oacute;picos, permanecem    inexploradas ou pouco estudadas e, possivelmente, um quarto das mais de 300    mil esp&eacute;cies de plantas ainda n&atilde;o foram catalogadas (3). Com recursos    suficientes, &eacute; plaus&iacute;vel acreditar que os bot&acirc;nicos possam    concluir o primeiro invent&aacute;rio completo de todas as esp&eacute;cies vegetais    do mundo na pr&oacute;xima d&eacute;cada.</font></P>     <p><font size="3">Neste que tem sido descrito como o "s&eacute;culo da biologia",    a abordagem dessa ci&ecirc;ncia no Jardim Bot&acirc;nico de Nova York est&aacute;    evoluindo rapidamente. Durante as &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas,    uma riqueza de novas tecnologias mudou a forma como os bot&acirc;nicos abordam    quase todas as suas tarefas. Desde a utiliza&ccedil;&atilde;o de GPSs no campo,    at&eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o de dados moleculares em laborat&oacute;rio    e a incorpora&ccedil;&atilde;o de rigorosos m&eacute;todos estat&iacute;sticos    para analisar dados sistem&aacute;ticos, os novos m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o    abriram fronteiras para a bot&acirc;nica (4). Nesse contexto, o programa cient&iacute;fico    do Jardim Bot&acirc;nico est&aacute; usando essas novas ferramentas para enfrentar    as quest&otilde;es mais prementes. Os pesquisadores est&atilde;o enfrentando    novas quest&otilde;es cient&iacute;ficas, criando e desenvolvendo abordagens    de pesquisa e conectando os resultados com as mais importantes quest&otilde;es    ambientais e sociais. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Outro empecilho para a investiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o    das plantas &eacute; o dif&iacute;cil acesso a informa&ccedil;&otilde;es corretas.    O Jardim Bot&acirc;nico tem buscado melhorar o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es de alta    qualidade cient&iacute;fica atrav&eacute;s da NYBG Press (Editora do Jardim    Bot&acirc;nico de Nova York) e esfor&ccedil;ando&#45;se para tornar o mais acess&iacute;vel    poss&iacute;vel as informa&ccedil;&otilde;es contidas em sua biblioteca e cole&ccedil;&otilde;es    de herb&aacute;rio.</font></P>     <p><font size="3">A Biblioteca LuEsther T. Mertz &eacute; uma importante biblioteca    de bot&acirc;nica e horticultura. Ela det&eacute;m um acervo com mais de um    milh&atilde;o de itens, de dez s&eacute;culos, abrangendo 72 idiomas e quase    dois quil&ocirc;metros de materiais de arquivo. S&atilde;o cerca de 33 mil visitantes    e pedidos de informa&ccedil;&atilde;o por ano e todo o conte&uacute;do da biblioteca    pode ser visto em seu cat&aacute;logo online (<a href="http://library.nybg.org/" target="_blank">http://library.nybg.org/</a>).    </font></P>     <p><font size="3">O Laborat&oacute;rio Pfizer de Pesquisas com Plantas &eacute;    uma moderna instala&ccedil;&atilde;o de 2.600 metros quadrados, aberta em maio    de 2006. Ela triplicou o tamanho da &aacute;rea de pesquisas anterior do Jardim    Bot&acirc;nico para utilizar novos m&eacute;todos, tais como DNA <I>barcoding</I>    (usando sequ&ecirc;ncias gen&eacute;ticas para identifica&ccedil;&atilde;o de    esp&eacute;cies), e possibilitando responder a perguntas. As sequ&ecirc;ncias    de DNA permitem n&atilde;o s&oacute; compreender como as plantas est&atilde;o    relacionadas, como tamb&eacute;m elaborar classifica&ccedil;&otilde;es sobre    a hist&oacute;ria evolutiva dos grupos de organismos com mais precis&atilde;o    do que nunca antes foi poss&iacute;vel (4;5;6). Como resultado, estamos construindo    classifica&ccedil;&otilde;es mais est&aacute;veis de plantas e fungos. Os novos    m&eacute;todos moleculares est&atilde;o permitindo entender melhor como os genes    funcionam e evoluem. J&aacute; o campo da gen&ocirc;mica comparativa fornece    <I>insights</I> sobre os principais eventos na evolu&ccedil;&atilde;o das plantas.    </font></P>     <p><font size="3">O Herb&aacute;rio William and Lynda Steere (NY), com    mais de 7 milh&otilde;es de esp&eacute;cimes, est&aacute; entre os quatro maiores    herb&aacute;rios do mundo e possui cole&ccedil;&otilde;es importantes de todos    os grupos de plantas e fungos. Destes, cerca de 5 milh&otilde;es de exemplares    s&atilde;o plantas vasculares, 1 milh&atilde;o s&atilde;o bri&oacute;fitas (musgos    e hep&aacute;ticas), 1 milh&atilde;o s&atilde;o fungos (incluindo l&iacute;quens)    e 300 mil s&atilde;o algas. Embora todas as &aacute;reas do mundo estejam representadas,    a &ecirc;nfase das aquisi&ccedil;&otilde;es tem priorizado a flora e micota    do Novo Mundo. Cerca de 3 milh&otilde;es de exemplares s&atilde;o da Am&eacute;rica    do Norte; 3 milh&otilde;es do Caribe e Am&eacute;rica Central e do Sul e os    outros mais de 1 milh&atilde;o restantes s&atilde;o da &Aacute;frica, &Aacute;sia,    Europa e regi&atilde;o do Pac&iacute;fico.</font></P>     <p><font size="3">Ao longo de sua exist&ecirc;ncia, o herb&aacute;rio tem crescido    constantemente, atrav&eacute;s de coletas feitas por funcion&aacute;rios e colaboradores,    interc&acirc;mbio e a aquisi&ccedil;&atilde;o de herb&aacute;rios &oacute;rf&atilde;os.    Imediatamente ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do Jardim Bot&acirc;nico de    Nova York, em 1895, Nathaniel L. Britton, o diretor fundador, come&ccedil;ou    a adquirir exemplares para o herb&aacute;rio prestes a ser constru&iacute;do.    As aquisi&ccedil;&otilde;es iniciais inclu&iacute;ram o herb&aacute;rio da Universidade    de Columbia e uma refinada sele&ccedil;&atilde;o de herb&aacute;rios privados.    Como resultado, o herb&aacute;rio se tornou um importante reposit&oacute;rio    desde o dia de sua abertura, em 1901. O Herb&aacute;rio Steere continua crescendo    a uma taxa de 50 mil a 75 mil exemplares por ano, mantendo o ritmo de aquisi&ccedil;&otilde;es    dos primeiros anos da hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o. As fontes    das novas aquisi&ccedil;&otilde;es hoje s&atilde;o praticamente as mesmas dos    primeiros anos: expedi&ccedil;&otilde;es de pessoal, programas de interc&acirc;mbio    com outros herb&aacute;rios; amostras enviadas para os cientistas do Jardim    Bot&acirc;nico como agradecimento em troca de identifica&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o    e doa&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Como parte de sua &ecirc;nfase em plantas da Am&eacute;rica    tropical, o herb&aacute;rio tem uma grande cole&ccedil;&atilde;o brasileira.    Come&ccedil;ando no in&iacute;cio dos anos 1930, com as expedi&ccedil;&otilde;es    de Boris Krukoff para a Amaz&ocirc;nia brasileira, o Jardim Bot&acirc;nico tem    colaborado com institui&ccedil;&otilde;es brasileiras na compreens&atilde;o    da flora do Brasil. Na d&eacute;cada de 1960, em colabora&ccedil;&atilde;o com    a Universidade de Bras&iacute;lia, H. S. Irwin e W. R. Anderson fizeram extensivas    coletas no planalto central. Trabalhando com o Museu Goeldi e o Instituto Nacional    de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa), Ghillean.T. Prance organizou o intenso    Projeto Flora Amaz&ocirc;nica e sua explora&ccedil;&atilde;o bot&acirc;nica    da Amaz&ocirc;nia no Brasil nas d&eacute;cadas de 1970 e 1980. Hoje, os pesquisadores    D. C. Daly e W. W. Thomas trabalham com seus colegas brasileiros com a flora    do Acre e do Nordeste, respectivamente, com ambos os projetos rendendo importantes    publica&ccedil;&otilde;es recentes (7;8). Como resultados desses esfor&ccedil;os    de colabora&ccedil;&atilde;o, o herb&aacute;rio possui um n&uacute;mero estimado    de 500 mil amostras de plantas brasileiras.</font></P>     <p><font size="3">O objetivo do herb&aacute;rio &eacute; fornecer servi&ccedil;os    essenciais e apoiar projetos de pesquisa cient&iacute;fica em todo o mundo.    Os cientistas do Jardim Bot&acirc;nico e estudantes consultam o herb&aacute;rio    para os seus projetos de pesquisa, e uma m&eacute;dia de 150 visitantes viajam    para Nova York todos os anos para usar a cole&ccedil;&atilde;o. O herb&aacute;rio    empresta cerca de 30 mil a 50 mil exemplares por ano para cientistas de outras    institui&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <p><font size="3">O Herb&aacute;rio Virtual C.V. Starr &eacute; a porta    eletr&ocirc;nica para as cole&ccedil;&otilde;es do Jardim Bot&acirc;nico de    Nova York. Os objetivos desse herb&aacute;rio s&atilde;o: tornar os dados dos    esp&eacute;cimes dispon&iacute;veis eletronicamente para uso em projetos de    pesquisa em biodiversidade, reduzindo a remessa de amostras reais para projetos    em que as representa&ccedil;&otilde;es digitais s&atilde;o suficientes para    estudo e unir dados (por exemplo, fotografias, desenhos, manuscritos, trabalhos    publicados, as prepara&ccedil;&otilde;es microsc&oacute;picas, sequ&ecirc;ncias    de genes), provenientes de uma amostra, com o registro de cat&aacute;logo para    esse modelo. E as publica&ccedil;&otilde;es l&aacute; existentes s&atilde;o    de dois tipos principais: cat&aacute;logos eletr&ocirc;nicos e publica&ccedil;&otilde;es    eletr&ocirc;nicas.</font></P>     <p><font size="3">Os cat&aacute;logos eletr&ocirc;nicos contidos no herb&aacute;rio    virtual s&atilde;o organizados em cat&aacute;logos ilustrados ou anotados. Eles    s&atilde;o de conjuntos espec&iacute;ficos de cole&ccedil;&otilde;es do Herb&aacute;rio    William e Lynda Steere. </font></P>     <p><font size="3">Os cat&aacute;logos ilustrados incluem dados transcritos de    esp&eacute;cimes do herb&aacute;rio, alguns s&atilde;o acompanhados de imagens.    Al&eacute;m disso, alguns registros de esp&eacute;cimes t&ecirc;m imagens da    planta viva ou fungo, ou links para as ilustra&ccedil;&otilde;es, publica&ccedil;&otilde;es    e outros sites. Nossos 21 cat&aacute;logos ilustrados incluem os cat&aacute;logos    <I>Type specimen</I>, da flora e micota do Acre e as <I>Esp&eacute;cies de plantas    vasculares do Brasil</I>. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os primeiros cat&aacute;logos conclu&iacute;dos e disponibilizados    online foram os cat&aacute;logos <I>Type specimen </I>(esp&eacute;cimes nos    quais os nomes cient&iacute;ficos s&atilde;o baseados). Para cada esp&eacute;cime,    os dados foram primeiramente verificados e depois incorporados a um banco de    dados (em conformidade com todas as normas internacionais) e, depois, cada esp&eacute;cime    foi fotografado e a imagem ligada aos dados da amostra. Assim, todas as informa&ccedil;&otilde;es    da cole&ccedil;&atilde;o mantida pelo herb&aacute;rio se tornaram dispon&iacute;veis    para o mundo inteiro. Depois disso, o herb&aacute;rio embarcou em uma aventura    de longo prazo para tornar dispon&iacute;veis online os dados de todas as cole&ccedil;&otilde;es    brasileiras. A primeira fase tinha os dados para as cole&ccedil;&otilde;es dos    estados costeiros do Brasil (Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul). Ap&oacute;s    essa etapa, aconteceu a digitaliza&ccedil;&atilde;o dos dados para os demais    estados do Planalto e do Nordeste. A terceira fase est&aacute; em andamento    &#150; em colabora&ccedil;&atilde;o com o Inpa, o herb&aacute;rio est&aacute; informatizando    as suas imagens de 300 mil cole&ccedil;&otilde;es do Brasil amaz&ocirc;nico,    repatriando para o Brasil as imagens e quaisquer informa&ccedil;&otilde;es adicionais    sobre eles.</font></P>     <p><font size="3">A m&atilde;o&#45;de&#45;obra para tornar esses dados dispon&iacute;veis    eletronicamente n&atilde;o inclui somente a equipe do herb&aacute;rio, mas tamb&eacute;m    estudantes. Para tornar os dados sobre o Brasil dispon&iacute;veis, o herb&aacute;rio    oferece para estudantes brasileiros de doutorado, desde 1988, a oportunidade    de passar seis meses no Jardim Bot&acirc;nico de Nova York dedicando metade    do seu tempo digitalizando dados e a outra metade usufruindo das facilidades    postas &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o no herb&aacute;rio, biblioteca    e laborat&oacute;rios para continuar suas pesquisas de doutoramento. O Jardim    Bot&acirc;nico por ter seus dados digitalizados ganhou por promover um relacionamento    de longo prazo com os jovens bot&acirc;nicos brasileiros.</font></P>     <p><font size="3">Os cat&aacute;logos anotados cont&eacute;m os dados transcritos    de cada esp&eacute;cime, imagens de amostra, outras ilustra&ccedil;&otilde;es,    al&eacute;m de descri&ccedil;&otilde;es taxon&ocirc;micas. Um dos principais    exemplares &eacute; o cat&aacute;logo <I>Flora Borinque&ntilde;a</I>, que inclui    amostras de todos os grupos de plantas coletadas por mais de um s&eacute;culo    em Porto Rico, pelo Jardim Bot&acirc;nico de Nova York, com imagens de amostras,    bem como o texto e ilustra&ccedil;&otilde;es in&eacute;ditas de Nathaniel Britton    sobre flora popular de Porto Rico (chamada de <I>flora borinque&ntilde;a</I>).    O material adicional inclui fotografias de Porto Rico feitas nas expedi&ccedil;&otilde;es    de Britton, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, bem como os livros de campo    Britton e o texto digitalizado do <I>Descriptive flora of Puerto Rico</I>.</font></P>     <p><font size="3">Publica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas s&atilde;o estudos    de grupos taxon&ocirc;micos de plantas e fungos oriundos de &aacute;reas geogr&aacute;ficas    selecionadas e que podem n&atilde;o ser diretamente ligadas aos pertences do    Herb&aacute;rio Steere. Mais do que cat&aacute;logos, essas publica&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o s&iacute;nteses produzidas pelos cientistas do Jardim Bot&acirc;nico    e seus colaboradores com formato semelhante &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas impressas. Elas cont&ecirc;m, geralmente, aspectos de organiza&ccedil;&atilde;o    baseados em esp&eacute;cimes ou em esp&eacute;cies, tais como registros digitais    de todos os esp&eacute;cimes relevantes do herb&aacute;rio, al&eacute;m de descri&ccedil;&otilde;es    completas de cada esp&eacute;cime, de cada esp&eacute;cie, entre outros aspectos.    Composto de p&aacute;ginas din&acirc;micas, classificadas por esp&eacute;cies,    essas publica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o online, com as avalia&ccedil;&otilde;es    de especialistas de determinados grupos taxon&ocirc;micos.</font></P>     <p><font size="3">Um modelo eletr&ocirc;nico de publica&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m:    o nome cient&iacute;fico aceito da esp&eacute;cie, com descri&ccedil;&atilde;o    detalhada, um arquivo PDF do prot&oacute;logo (o peri&oacute;dico em que o nome    foi publicado); uma imagem de um exemplar t&iacute;pico da esp&eacute;cie; sin&ocirc;nimos    de nomes da esp&eacute;cie e informa&ccedil;&otilde;es associadas (prot&oacute;logos,    tipos, etc); uma descri&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie que inclui as suas    caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas; os nomes comuns para a esp&eacute;cie;    os habitats em que a esp&eacute;cie cresce; a &eacute;poca do ano de flora&ccedil;&atilde;o    e produ&ccedil;&atilde;o de frutas; informa&ccedil;&otilde;es sobre poliniza&ccedil;&atilde;o    e dispers&atilde;o de sementes; notas taxon&ocirc;micas, incluindo as caracter&iacute;sticas    de diagn&oacute;stico para identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies;    e uma discuss&atilde;o de problemas taxon&ocirc;micos, usos, e o significado    do nome da esp&eacute;cie; um mapa mostrando a distribui&ccedil;&atilde;o conhecida    das localidades onde a esp&eacute;cie &eacute; encontrada; imagens, v&iacute;deos,    links e outras informa&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas relativas &agrave;    esp&eacute;cie, al&eacute;m de links para os esp&eacute;cimes da esp&eacute;cie    no herb&aacute;rio e de outros herb&aacute;rios, os dados associados a esses    esp&eacute;cimes, incluindo sequ&ecirc;ncias de genes e imagens. </font></P>     <p><font size="3">Atualmente, as seguintes publica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas    est&atilde;o dispon&iacute;veis: <I>The Lecythidaceae Pages</I>, de Scott Mori    e Prance Ghillean (a maioria dessas esp&eacute;cies s&atilde;o nativas do Brasil);    <I>The flowering plants of the Osa Peninsula, Costa Rica</I> de Reinaldo Aguilar,    Xavier Cornejo, Catherine Bainbridge, Melissa Tulig, e Scott Mori; <I>French    Guianan E&#45;Flora Project </I>de Scott Mori, Melissa Tulig, Jean&#45;Jacques de Granville,    Sophie Gonz&aacute;lez, V&eacute;ronique Guerin, Herv&eacute; Chevillotte, e    Dr. Jerome Chave, e <I>Plants and Lichens of Saba</I> de Scott Mori, William    Buck, Carol Gracie, e Melissa Tulig. </font></P>     <p><font size="3">As seguintes publica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas, que    foram originalmente impressas como livros pela editora do Jardim Bot&acirc;nico    de Nova York, foram digitalizadas e est&atilde;o dispon&iacute;veis online,    como e&#45;books, atrav&eacute;s do site da editora (NYBG Press): <I>Manual of vascular    plants of Northeastern United States and adjacent Canada</I>, de Henry Gleason    e Arthur Cronquist, <I>The Pteridophytes of Mexico</I>, de John Mickel e Alan    Smith, al&eacute;m de <I>Cultural uses of plants: a guide to learning about    ethnobotany</I>, de Gabriell Paye.</font></P>     <p><font size="3">H&aacute; um n&uacute;mero significativo de publica&ccedil;&otilde;es    eletr&ocirc;nicas que foram desenvolvidas nos programas de digitaliza&ccedil;&atilde;o    do Jardim Bot&acirc;nico, antes da possibilidade de integrar tais publica&ccedil;&otilde;es    com o herb&aacute;rio virtual. Essas publica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas,    atualmente acess&iacute;veis online atrav&eacute;s dos sites de buscas indicados    pelos autores do jardim, ser&atilde;o integradas com o herb&aacute;rio virtual    em um futuro pr&oacute;ximo. Al&eacute;m disso, os t&iacute;tulos futuros da    editora NYBG ser&atilde;o convertidos para e&#45;books. </font></P>     <p><font size="3">Os programas cient&iacute;ficos do Jardim Bot&acirc;nico de    Nova York integram um not&aacute;vel conjunto de recursos f&iacute;sicos e humanos.    Quando combinados com a educa&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o,    esses recursos tornam&#45;se cada vez mais eficazes na corrida para descobrir, documentar    e preservar a diversidade das plantas do mundo. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><i><b>William Wayt Thomas</b> &eacute; graduado pela Universidade    da Carolina do Norte, com doutorado pela Universidade do Michigan, Ann Arbor,    pesquisador do Jardim Bot&acirc;nico de Nova York e atualmente diretor&#45;executivo    da Organiza&ccedil;&atilde;o Flora Neotropica. Email:</i> <a href="mailto:wthomas@nybg.org">wthomas@nybg.org</a>.    <br>   <i><b>Barbara Mary Thiers</b> &eacute; graduada pelaUniversidade    Estadual de S&atilde;o Francisco (EUA),doutora pela Universidade de Massachusetts    e diretora do Herb&aacute;rio William e Lynda Steere&nbsp;Herbarium, do Jardim    Bot&acirc;nico de Nova York. Email: </i><a href="mailto:bthiers@nybg.org">bthiers@nybg.org</a>.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Long, G.; A. Skillion; K. E. Tripp; T. Forrest; B. M.    Thiers &amp; S. Fraser. <i>The New York Botanical Garden</i>. Harry N. Abrams,    Inc., 247p. 2006.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Site International Plant Science Center, do Jardim Bot&acirc;nico    de Nova York. <a href="http://sciweb.nybg.org/science2/" target="_blank">http://sciweb.nybg.org/science2/</a>.        </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Site da Iniciativa de Taxonomia Globa (GTI, na sigla    em ingl&ecirc;s) <a href="http://wwwnhm.ac.uk/science/biodiversity/gtinfp.Htm" target="_blank">http://wwwnhm.ac.uk/science/biodiversity/gtinfp.Htm</a>    </font><!-- ref --><p><font size="3">4. Thomas, W.W.; Ara&uacute;jo, A.C. &amp; Alves, M.V. "A    preliminary molecular phylogeny of the Rhynchosporeae (Cyperaceae)". <i>The    Botanical Review</i>, Vol.75, pp.22&#45;29. 2009.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5.  Daly, D. C. &amp; M. Silveira. <i>Primeiro cat&aacute;logo    da flora do Acre</i>. Edufac, Rio Branco. 597p. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6.  Thomas, W. W. (Ed.). "The Atlantic Coastal forest    of Northeastern Brazil". <i>Memoirs of the New York Botanical Garden</i>,    Vol.100, pp.1&#45;586. 2008.    </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><a name="nt"></a>(<a href="#title">*</a>) Tradu&ccedil;&atilde;o    de Luciano Valente.</font></P>      ]]></body><back>
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