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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>JARDINS BOT&Acirc;NICOS REAIS DE KEW E A CAPACITA&Ccedil;&Atilde;O    EM BIODIVERSIDADE</b></font></P>     <p><font size="3"><b>Simon Mayo</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>O</b></font><font size="3">s programas de pesquisa em bot&acirc;nica    e horticultura dos Jardins Bot&acirc;nicos Reais de Kew s&atilde;o muito diversos    e contam com a colabora&ccedil;&atilde;o de cientistas e institui&ccedil;&otilde;es    de muitos pa&iacute;ses. Treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o de diversos    tipos, desde est&aacute;gios pr&aacute;ticos e informais at&eacute; pesquisas    ao n&iacute;vel de doutorado e p&oacute;s&#45;doutorado, s&atilde;o importantes    elementos nesses programas.</font></P>     <p><font size="3">Kew combina, institucionalmente, muitos aspectos diferentes    das ci&ecirc;ncias da biodiversidade e da horticultura e &eacute;, precisamente,    essa diversidade que fornece tantas oportunidades valiosas para treinamento.    A cole&ccedil;&atilde;o de plantas vivas engloba mais de 30 mil esp&eacute;cies    de toda regi&atilde;o do mundo, e os jardins, al&eacute;m de recurso cient&iacute;fico,    constitui tamb&eacute;m um local de lazer e de cultura muito querido pela popula&ccedil;&atilde;o    o qual atrai, a cada ano, centenas de milhares de visitantes (1;2). Por isso,    ele fornece excelentes oportunidades de educa&ccedil;&atilde;o para o p&uacute;blico    em conserva&ccedil;&atilde;o e biodiversidade. Os herb&aacute;rios de plantas    e de fungos, junto com a cole&ccedil;&atilde;o de artefatos (originados das    pesquisas em bot&acirc;nica econ&ocirc;mica), registram a ocorr&ecirc;ncia de    esp&eacute;cies de toda regi&atilde;o do mundo, e est&atilde;o sendo utilizados    constantemente n&atilde;o s&oacute; pelos pesquisadores de Kew como pela comunidade    global de cientistas para pesquisas em taxonomia, evolu&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o    e distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. No Laborat&oacute;rio Jodrell    s&atilde;o realizados diversos estudos nas &aacute;reas mais avan&ccedil;adas,    tais como em sistem&aacute;tica molecular, gen&eacute;tica de conserva&ccedil;&atilde;o,    micromorfologia, gen&eacute;tica do desenvolvimento, bioqu&iacute;mica de subst&acirc;ncias    ativas e citogen&eacute;tica. O Departamento de Conserva&ccedil;&atilde;o de    Sementes, no segundo s&iacute;tio dos Jardins Bot&acirc;nicos Reais, em Wakehurst    Place, dirige o projeto de Banco de Sementes do Mil&ecirc;nio (Millenium Seed    Bank), uma colabora&ccedil;&atilde;o internacional para a conserva&ccedil;&atilde;o    da flora de regi&otilde;es semi&#45;&aacute;ridas do mundo e para a realiza&ccedil;&atilde;o    de diversas linhas de pesquisa sobre sementes. Todas essas atividades envolvem    colabora&ccedil;&otilde;es com institutos de diversos pa&iacute;ses e todas    integram treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o como elementos essenciais.</font></P>     <p><font size="3">Jardins bot&acirc;nicos com uma forte base em pesquisa s&atilde;o    bem adaptados para o treinamento de cientistas e de outros profissionais em    biodiversidade por causa das suas cole&ccedil;&otilde;es de plantas vivas e    de material preservado; s&atilde;o verdadeiros museus de esp&eacute;cies vegetais.    As ci&ecirc;ncias da biodiversidade enfocam, acima de tudo, uma abordagem comparativa,    trabalhando com a riqu&iacute;ssima variabilidade de esp&eacute;cies apresentada    pelos ecossistemas naturais. O alicerce cient&iacute;fico tradicional da biologia    comparativa &eacute; a taxonomia biol&oacute;gica, o que nos dias atuais se    tornou uma disciplina rara nas universidades, em particular naquelas que n&atilde;o    t&ecirc;m nenhuma liga&ccedil;&atilde;o com um jardim bot&acirc;nico ou museu    de hist&oacute;ria natural. Quase todos os aspectos da pesquisa em biodiversidade    exigem uma base em taxonomia; no m&iacute;nimo, materiais de trabalho corretamente    identificados, ligados por hip&oacute;teses filogen&eacute;ticas robustas, e    testemunhados e documentados por cole&ccedil;&otilde;es permanentes de refer&ecirc;ncia,    preparadas e arquivadas de acordo com normas internacionais. Quem trata dessas    tarefas s&atilde;o taxonomistas, trabalhando com cole&ccedil;&otilde;es bem    cuidadas, e &eacute; por isso que podemos entender que a infraestrutura b&aacute;sica    para todas as ci&ecirc;ncias de biodiversidade consiste na rede global de jardins    bot&acirc;nicos e museus de hist&oacute;ria natural. Essa rede consta de um    mecanismo gigantesco, distribu&iacute;do pelo mundo, que requer um constante    trabalho de curadoria e manuten&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento de fun&ccedil;&otilde;es    e de amplia&ccedil;&atilde;o, para que seja sempre eficiente e de m&aacute;xima    utilidade. Sua import&acirc;ncia &eacute; hoje reconhecida, como nunca antes,    devido &agrave; chegada de uma das piores crises em perda de biodiversidade    que j&aacute; ocorreu na hist&oacute;ria do planeta.</font></P>     <p><font size="3">A capacita&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias da biodiversidade    &eacute; um aspecto complexo, que requer uma ampla gama de atividades. Os jardins    bot&acirc;nicos s&atilde;o muito apropriados e efetivos quando conseguem interligar    as atividades de estudo e a preserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies com    sua exist&ecirc;ncia natural nos seus habitats. Os cientistas ligados a jardins    bot&acirc;nicos e museus de hist&oacute;ria natural precisam sempre retornar    ao campo para efetivar suas pesquisas e para poder escolher as linhas de pesquisa    de maior relev&acirc;ncia face aos problemas atuais. A grande maioria dos renomados    exploradores em hist&oacute;ria natural, os "Darwins modernos", trabalham    em jardins bot&acirc;nicos e museus. Assim, &eacute; imprescind&iacute;vel que    o treinamento de cientistas da biodiversidade inclua trabalhos de campo, al&eacute;m    de trabalhos em herb&aacute;rio e laborat&oacute;rio. Quem conhece melhor as    esp&eacute;cies de plantas e animais s&atilde;o aqueles que as conhecem n&atilde;o    somente pelas evid&ecirc;ncias preservadas nas grandes cole&ccedil;&otilde;es    herborizadas, mas tamb&eacute;m no habitat natural. Sem essa compreens&atilde;o    e entendimento da complexidade das comunidades naturais, e de como cada esp&eacute;cie    se encaixa e funciona no sistema ecol&oacute;gico, o pesquisador n&atilde;o    pode chegar a resultados realmente &uacute;teis e confi&aacute;veis que possam    contribuir, solidamente, para a resolu&ccedil;&atilde;o das grandes quest&otilde;es    da atualidade: transforma&ccedil;&atilde;o e perda de habitats, perda de biodiversidade,    destrui&ccedil;&atilde;o de recursos ecol&oacute;gicos.</font></P>     <p><font size="3">Uma grande diversidade de habilidades e conhecimento &eacute;    representada pelos profissionais que trabalham em jardins bot&acirc;nicos, desde    o pesquisador, atuando na fronteira de estudos evolucion&aacute;rios, o horticulturista,    respons&aacute;vel pelo cultivo da &uacute;ltima planta de uma esp&eacute;cie    extinta na natureza, e que nunca foi antes cultivada, at&eacute; o educador,    especialista em comunicar&#45;se com o p&uacute;blico e que tem o objetivo de transmitir    para novas gera&ccedil;&otilde;es a import&acirc;ncia da biodiversidade aos    n&iacute;veis global, regional e local. Todas essas atividades podem contribuir    para a capacita&ccedil;&atilde;o de novos profissionais em estudos de biodiversidade.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No Kew os programas de capacita&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido    integrados nos anos recentes ao tema "Criando per&iacute;cia para a conserva&ccedil;&atilde;o    de plantas" (3). A necessidade e a urg&ecirc;ncia de capacita&ccedil;&atilde;o    nas &aacute;reas mais relevantes &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m    sido reconhecidas por todas as grandes iniciativas internacionais desde o come&ccedil;o    da d&eacute;cada de 1990 (Convention on Biological Diversity, Global Strategy    for Plant Conservation, Millenium Development Goals). Esses campos de conhecimento    incluem disciplinas tradicionais com longa hist&oacute;ria como a taxonomia,    a identifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e a horticultura, mas tamb&eacute;m    novas &aacute;reas como o manejo de biodiversidade em &aacute;reas protegidas,    levantamento da biodiversidade e de vegeta&ccedil;&atilde;o pela utiliza&ccedil;&atilde;o    de tecnologia de sat&eacute;lites, bem como a educa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico    em jardins bot&acirc;nicos e museus usando abordagens contempor&acirc;neas.    </font></P>     <p><font size="3">A resposta de Kew a essa crescente demanda tem sido a expans&atilde;o    das suas atividades existentes em treinamento acad&ecirc;mico atrav&eacute;s    de estudos de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, e do desenvolvimento de novos    cursos enfocando o desenvolvimento de carreira em profissionais que trabalham    em conserva&ccedil;&atilde;o. Isso, por sua vez, exige um esfor&ccedil;o adicional    tamb&eacute;m na busca de subs&iacute;dios, atrav&eacute;s de ag&ecirc;ncias    de fomento tanto p&uacute;blicas como privadas, al&eacute;m de doa&ccedil;&otilde;es    feitas por pessoas particulares.</font></P>     <p><font size="3"><b>CURSOS INTERNACIONAIS PARA DESENVOLVER PROFISSIONAIS</b>    H&aacute;, atualmente, quatro cursos, cada um conferindo um diploma internacional,    de dura&ccedil;&atilde;o de cinco at&eacute; oito semanas, sobre mat&eacute;rias    de import&acirc;ncia para bot&acirc;nicos, gerentes de jardins bot&acirc;nicos,    educadores e profissionais em conserva&ccedil;&atilde;o. Esses cursos cobram    uma taxa e os participantes precisam, assim, encontrar fundos para se apoiar.    Desde a inaugura&ccedil;&atilde;o do primeiro curso em 1987, um total de 377    profissionais de 103 pa&iacute;ses foram treinados. Kew publica um boletim "On    course" que apresenta novas atualidades desses cursos e que funciona para    promover a manuten&ccedil;&atilde;o dos contatos e liga&ccedil;&otilde;es firmados    entre os participantes (para outras informa&ccedil;&otilde;es acesse o site:    <a href="http://www.kew.org/learn/highered.html" target="_blank">http://www.kew.org/learn/highered.html</a>).    </font></P>     <p><font size="3"><B>Manejo de jardins bot&acirc;nicos &#150; </b>Juntos, os jardins    bot&acirc;nicos representam a cole&ccedil;&atilde;o mais diversa que existe    de recursos gen&eacute;ticos vegetais. Jardins bot&acirc;nicos t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o    de cumprir diversos pap&eacute;is em conserva&ccedil;&atilde;o, lazer, educa&ccedil;&atilde;o    e pesquisa. S&atilde;o bem posicionados para fornecer apoio a muitos dos objetivos    formais da Estrat&eacute;gia Global para a Conserva&ccedil;&atilde;o de Plantas    (GSPC, na sigla em ingl&ecirc;s), assim como de outras iniciativas e estrat&eacute;gias    internacionais em conserva&ccedil;&atilde;o. Esse curso &eacute; intensivo e    permite ao participante pesquisar e explorar os pap&eacute;is, os contextos    sociais, pol&iacute;ticos e administrativos enfrentados por jardins bot&acirc;nicos    nos dias de hoje. As mat&eacute;rias incluem manejo de cole&ccedil;&otilde;es    vivas, planejamento estrat&eacute;gico, manejo de equipes, educa&ccedil;&atilde;o    e servi&ccedil;os a visitantes, diversidade vegetal e habilidade em comunica&ccedil;&atilde;o.    O objetivo &eacute; que os participantes adquiram a confian&ccedil;a e o know&#45;how    para poderem melhor desenvolver os recursos dos seus pr&oacute;prios institutos.</font></P>     <p><font size="3"><B>T&eacute;cnicas de herb&aacute;rio &#150; </b>Os herb&aacute;rios    t&ecirc;m uma import&acirc;ncia fundamental para a identifica&ccedil;&atilde;o    e classifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies vegetais e representam o principal    recurso para o conhecimento cient&iacute;fico da diversidade de plantas (4).    O curso tem sido realizado regularmente desde 1987, tanto em Kew como em v&aacute;rios    outros pa&iacute;ses. O p&uacute;blico alvo do curso consta de t&eacute;cnicos    e administradores de herb&aacute;rios, de qualquer pa&iacute;s, para facilitar    aos participantes adquirirem experi&ecirc;ncias e know&#45;how &uacute;teis nos    seus pr&oacute;prios institutos, e, em particular, para apoiar pesquisas de    ci&ecirc;ncias da conserva&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; restri&ccedil;&otilde;es    de idade ou de qualifica&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o aos candidatos.    Os objetivos do curso s&atilde;o: profici&ecirc;ncia em conhecimento e habilidades    apropriados ao trabalho t&eacute;cnico de herb&aacute;rios, contextualiza&ccedil;&atilde;o    das necessidades do herb&aacute;rio de cada candidato, os princ&iacute;pios    de manejo de herb&aacute;rios, comunica&ccedil;&atilde;o e acessibilidade das    informa&ccedil;&otilde;es de herb&aacute;rio, conhecimento e entendimento do    papel de herb&aacute;rios nas pol&iacute;ticas internacionais de conserva&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento, e o refor&ccedil;o da rede de liga&ccedil;&otilde;es e contatos    entre os herb&aacute;rios do mundo.</font></P>     <p><font size="3"><B>Estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o de plantas    &#150; </b>A conserva&ccedil;&atilde;o de plantas requer o emprego de uma gama de    abordagens aplic&aacute;veis em n&iacute;veis diferentes como habitat, esp&eacute;cies,    popula&ccedil;&otilde;es e genes. O curso &eacute; intensivo e cobre v&aacute;rias    op&ccedil;&otilde;es para a conserva&ccedil;&atilde;o, desde manejo de &aacute;reas    protegidas, jardins bot&acirc;nicos, bancos de sementes, e criopreserva&ccedil;&atilde;o.    As provis&otilde;es da Conven&ccedil;&atilde;o de Diversidade Biol&oacute;gica    (CBD) e a Estrat&eacute;gia Global de Conserva&ccedil;&atilde;o de Plantas (GSPC)    s&atilde;o estudadas. Os m&eacute;ritos e limita&ccedil;&otilde;es de estrat&eacute;gias    diferentes e a legisla&ccedil;&atilde;o internacional s&atilde;o discutidos    com a participa&ccedil;&atilde;o de especialistas dessas &aacute;reas. Os participantes    fortalecem as habilidades e conhecimentos necess&aacute;rios para planejar e    executar a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o, usando estudos de    caso, discuss&otilde;es em grupo e pesquisa.</font></P>     <p><font size="3">O p&uacute;blico alvo &eacute; formado por profissionais ativos    em conserva&ccedil;&atilde;o de plantas e em manejo de projetos de conserva&ccedil;&atilde;o.    Os objetivos do curso s&atilde;o: aprimorar o entendimento das quest&otilde;es    priorit&aacute;rias e a metodologia em conserva&ccedil;&atilde;o de plantas,    aumentar a habilidade em an&aacute;lise e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas    da &aacute;rea, facilitar estudos espec&iacute;ficos ao contexto de cada participante,    desenvolver ou fortalecer a rede de contatos entre os profissionais da &aacute;rea.</font></P>     <p><font size="3"><B>Educa&ccedil;&atilde;o nos jardins bot&acirc;nicos &#150; </b>Esse    curso &eacute; oferecido pelo Botanic Gardens Conservation International (BGCI)    junto com Kew. Os jardins bot&acirc;nicos s&atilde;o visitados por milh&otilde;es    de pessoas durante todo ano e, por essa raz&atilde;o, t&ecirc;m excepcional    oportunidade para influenciar as atitudes do p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o    ao meio ambiente e sua conserva&ccedil;&atilde;o. O curso tem como p&uacute;blico    alvo os profissionais de jardins bot&acirc;nicos, e organiza&ccedil;&otilde;es    aliadas, respons&aacute;veis pela &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o, particularmente    de pa&iacute;ses em desenvolvimento. Os objetivos incluem o desenvolvimento    de habilidades e estrat&eacute;gias para comunica&ccedil;&atilde;o efetiva com    as variadas plateias p&uacute;blicas com as quais esses profissionais trabalham    cotidianamente. </font></P>     <p><font size="3"><b>&Aacute;REAS CHAVES DE CONHECIMENTO EM CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O</b>    Al&eacute;m dos cursos anteriormente descritos, o Kew tamb&eacute;m organiza    cursos de treinamento de mais curta dura&ccedil;&atilde;o, sobre certas &aacute;reas    chaves como a identifica&ccedil;&atilde;o de plantas e o levantamento de vegeta&ccedil;&atilde;o    utilizando Sistema Geogr&aacute;fico de Informa&ccedil;&atilde;o (GIS, na sigla    em ingl&ecirc;s). </font></P>     <p><font size="3"><B>Identifica&ccedil;&atilde;o de plantas tropicais &#150; </b>Esse    curso &eacute; realizado todo ano e &eacute; direcionado a profissionais da    &aacute;rea de conserva&ccedil;&atilde;o e de meio ambiente, p&oacute;s&#45;graduandos,    etnobot&acirc;nicos, ec&oacute;logos e zo&oacute;logos. Os participantes estudam    as 70 fam&iacute;lias de plantas encontradas com maior frequ&ecirc;ncia nos    tr&oacute;picos. A maior parte do curso consiste em sess&otilde;es pr&aacute;ticas    em que os participantes usam exsicatas de herb&aacute;rio e chaves para conhecer    os caracteres diagn&oacute;sticos de cada fam&iacute;lia. H&aacute; tamb&eacute;m    participa&ccedil;&atilde;o nas sess&otilde;es regulares de identifica&ccedil;&atilde;o,    dirigidas por especialistas do Herb&aacute;rio de Kew, e visitas &agrave;s cole&ccedil;&otilde;es    cultivadas para estudar os caracteres em plantas vivas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>Levantamento de vegeta&ccedil;&atilde;o &#150; </b>Esse curso    ensina metodologias e t&eacute;cnicas para a pr&aacute;tica no levantamento    de vegeta&ccedil;&atilde;o e &eacute; oferecido anualmente. O p&uacute;blico    alvo &eacute; composto por profissionais que trabalham nas &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o    e meio ambiente, mas &eacute; tamb&eacute;m proveitoso para p&oacute;s&#45;graduandos,    ec&oacute;logos, zo&oacute;logos e outros que trabalhem com manejo de recursos    naturais. As mat&eacute;rias incluem a classifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o    de vegeta&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o a GIS, sensoriamento remoto,    uso de GPS, m&eacute;todos de levantamento e mapeamento, t&eacute;cnicas de    amostragem e desenho de estudos ambientais, import&acirc;ncia e utiliza&ccedil;&atilde;o    de conhecimento local, identifica&ccedil;&atilde;o de tipos de solo no campo.    Aulas pr&aacute;ticas s&atilde;o realizadas nos s&iacute;tios de Kew e no condado    de Sussex.</font></P>     <p><font size="3"><b>CAPACITA&Ccedil;&Atilde;O AO N&Iacute;VLE DE DOUTORADO</b>    O treinamento de doutorandos em pesquisa, em parceria com universidades, consta    de um elemento chave para atingir altos n&iacute;veis de qualidade em pesquisa    nas v&aacute;rias ci&ecirc;ncias de biodiversidade. Esse tipo de colabora&ccedil;&atilde;o    para capacita&ccedil;&atilde;o de pesquisadores &eacute; frut&iacute;fero para    todos. Jardins bot&acirc;nicos, como o de Kew, t&ecirc;m nas suas cole&ccedil;&otilde;es    vivas e preservadas, um recurso especializado e oneroso demais para ser mantido    pela maioria de universidades. A comunidade de experts nesses institutos conta    tamb&eacute;m como um recurso importante, al&eacute;m das pr&oacute;prias cole&ccedil;&otilde;es,    fornecendo excelentes oportunidades para a orienta&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;graduandos.    Um tema destacado das colabora&ccedil;&otilde;es entre Kew e o setor universit&aacute;rio    &eacute; a presen&ccedil;a de cientistas do jardim bot&acirc;nico na orienta&ccedil;&atilde;o,    possibilitando que os departamentos universit&aacute;rios ofere&ccedil;am aos    estudantes uma gama mais rica de &aacute;reas para desenvolver pesquisas. Oferece    tamb&eacute;m novas oportunidades para que os pesquisadores de jardins bot&acirc;nicos    contribuam, significativamente, &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de importantes    problemas ambientais e de biodiversidade, tornando&#45;se, assim, mais produtivos.</font></P>     <p><font size="3">Nos &uacute;ltimos dez anos, mais de 150 doutorandos foram orientados    por cientistas nas equipes de pesquisa em Kew, em colabora&ccedil;&atilde;o    com universidades de mais de 20 pa&iacute;ses. Doutorandos registrados em universidades    brit&acirc;nicas constitu&iacute;ram o maior grupo, mas universidades do Brasil,    Tail&acirc;ndia, &Aacute;frica do Sul e Austr&aacute;lia seguem como os parceiros    mais significativos. As &aacute;reas de pesquisa abordadas por esses doutorandos    s&atilde;o um reflexo das prioridades dos programas de pesquisa em Kew, englobando    os seguintes temas: fisiologia de sementes, revis&otilde;es taxon&ocirc;micas,    gen&eacute;tica para conservac&atilde;o, estudos filogen&eacute;ticos, micromorfologia,    biologia de desenvolvimento, fitoqu&iacute;mica, micologia, gen&eacute;tica    de popula&ccedil;&otilde;es, biologia reprodutiva, biogeografia, macroecologia,    citogen&eacute;tica e morfometria.</font></P>     <p><font size="3"><B>O diploma Kew em horticultura &#150; </b>O curso de horticultura,    que confere o diploma Kew, &eacute; o que existe h&aacute; mais tempo ao longo    da hist&oacute;ria de Kew, e no qual profissionais em horticultura de muitos    pa&iacute;ses t&ecirc;m participado. Desde 2001, mais de 100 graduados do Kew    obtiveram seus diplomas.</font></P>     <p><font size="3">O treinamento sistem&aacute;tico de horticultores, em Kew, come&ccedil;ou    h&aacute; cerca de 150 anos, por volta de 1860, mas, o curso atual de tr&ecirc;s    anos, teve seu in&iacute;cio na d&eacute;cada de 1960. Seu curr&iacute;culo    consta de trabalhos pr&aacute;ticos, com estudos mais te&oacute;ricos, e se    baseia no conjunto de opera&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es realizadas    durante cada ano, no Departamento de Horticultura e de Educa&ccedil;&atilde;o    P&uacute;blica dos Jardins Bot&acirc;nicos Reais de Kew. Os estudantes passam    nove meses por ano trabalhando nas v&aacute;rias se&ccedil;&otilde;es do departamento    e tr&ecirc;s meses estudando em sala de aula. At&eacute; o t&eacute;rmino do    curso, eles ter&atilde;o adquirido experi&ecirc;ncia de todas as fun&ccedil;&otilde;es,    inclusive de manejo. Durante o curso, muitos estudantes fazem projetos em outras    regi&otilde;es do mundo, com apoio de bolsas concedidas atrav&eacute;s de concursos,    e derivadas de diversos fundos associados com o curso. Para se manter durante    o curso, os estudantes s&atilde;o contratados como funcion&aacute;rios de Kew,    pelo qual recebem sal&aacute;rio.</font></P>     <p><font size="3">Existe tamb&eacute;m um programa de est&aacute;gios de at&eacute;    tr&ecirc;s meses no Departamento de Horticultura e de Educa&ccedil;&atilde;o    P&uacute;blica, sem remunera&ccedil;&atilde;o, que consta principalmente de    trabalho pr&aacute;tico, e que s&atilde;o efetivos para a aquisi&ccedil;&atilde;o    de v&aacute;rios conhecimentos e habilidades para as quais n&atilde;o existe    muito treinamento pr&eacute;vio nessa &aacute;rea. Desde 2001, foram recebidos    no Kew mais de 200 estagi&aacute;rios desse tipo.</font></P>     <p><font size="3"><b>PESQUISA BOT&Acirc;NICA DA AM&Eacute;RICA LATINA</b> Desde    1980, Kew tem focalizado a capacita&ccedil;&atilde;o de bot&acirc;nicos e ilustradores    cient&iacute;ficos da Am&eacute;rica Latina, com &ecirc;nfase especial no Brasil.    Atrav&eacute;s de doa&ccedil;&otilde;es feitas por uma grande variedade de organiza&ccedil;&otilde;es    e indiv&iacute;duos, Kew teve a possibilidade de oferecer bolsas (fellowships)    a mais de 200 bot&acirc;nicos e artistas. H&aacute; duas iniciativas principais:    o Margaret Mee Fellowships Programme e o Kew Latin America Research Fellowships    Programme (Klarf). Os bot&acirc;nicos e artistas selecionados puderam realizar    seus estudos e pesquisas em Kew e em outros centros na Europa apoiados pelas    bolsas concedidas.</font></P>     <p><font size="3"><B>The Margaret Mee Fellowships Programme &#150; </b>(<a href="http://www.kew.org/science/tropamerica/Meeprogramme.htm" target="_blank">http://www.kew.org/science/tropamerica/Meeprogramme.htm</a>)    Esse programa foi inaugurado pela artista inglesa Margaret Mee, em Kew, em novembro    de 1988, e ent&atilde;o denominado o Margaret Mee Amazon Trust. Logo depois,    a Funda&ccedil;&atilde;o Bot&acirc;nica Margaret Mee foi criada no Rio de Janeiro    e, a partir de 1989, a Funda&ccedil;&atilde;o e o Kew trabalharam em parceria    durante mais de 20 anos, conseguindo apoiar 100 bot&acirc;nicos e ec&oacute;logos    e 18 artistas ilustradores cient&iacute;ficos (5), todos brasileiros, em seus    estudos na Europa, com sede em Kew. O trabalho da pr&oacute;pria Margaret Mee,    residente do Brasil durante 36 anos e famosa pelas suas expedi&ccedil;&otilde;es    para pintar a flora amazonense <I>in loco</I>, foi motivado pela grande diversidade    e exuber&acirc;ncia das matas &uacute;midas brasileiras, principalmente da Amaz&ocirc;nia    e do litoral Atl&acirc;ntico (6). Essa tem&aacute;tica dirigiu o trabalho do    programa de bolsas, que tem como objetivo o apoio e o est&iacute;mulo a jovens    cientistas e artistas no Brasil para se dedicarem &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    dessas florestas. Os fundos vieram de uma grande variedade de fontes, tanto    privadas como p&uacute;blicas, e desde grandes organiza&ccedil;&otilde;es at&eacute;    doa&ccedil;&otilde;es individuais particulares. No presente, existe financiamento    somente para uma bolsa por ano para artistas, mas novos fundos est&atilde;o    sendo captados, atualmente, para reiniciar as bolsas cient&iacute;ficas.</font></P>     <p><font size="3"><B>The Kew Latin America Research Fellowships Programme (Klarf)    &#150; </b><a href="http://www.kew.org/science/tropamerica/Klarffellowships.htm" target="_blank">http://www.kew.org/science/tropamerica/Klarffellowships.htm</a>)</font></P>     <p><font size="3">Esse programa tem como objetivo apoiar visitas &agrave; Europa,    cuja sede &eacute; em Kew, para estudo e pesquisa por bot&acirc;nicos de qualquer    na&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina. O programa foi possibilitado por    doa&ccedil;&otilde;es feitas pelas funda&ccedil;&otilde;es Andrew W. Mellon    Foundation e Weston Foundation no per&iacute;odo 1998 a 2008, e tem sido bem    sucedido em promover pesquisas colaborativas entre Am&eacute;rica Latina e Europa    durante esse per&iacute;odo. Um total de 88 cientistas foi apoiado na realiza&ccedil;&atilde;o    de uma grande gama de estudos sobre diversidade de plantas da regi&atilde;o.    A dura&ccedil;&atilde;o das bolsas variaram de um m&ecirc;s at&eacute; um ano,    possibilitando aos bolsistas visitarem muitos outros institutos europeus al&eacute;m    de Kew. Atualmente, o programa est&aacute; buscando novos financiamentos para    poder prosseguir.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>Bentham&#45;Moxon Trust &#150; </b>Para desenvolver novas iniciativas    em capacita&ccedil;&atilde;o, o Kew, como qualquer outro instituto, precisa    buscar fundos para apoi&aacute;&#45;las e, em geral, esses fundos existem somente    por um tempo relativamente curto, sendo necess&aacute;rio montar novas campanhas    posteriormente. Por&eacute;m, no caso do Bentham&#45;Moxon Trust, o Kew tem um mecanismo    que lhe permite a continua&ccedil;&atilde;o de tais atividades por um prazo    maior. O Trust tem como miss&atilde;o fornecer apoio financeiro &agrave;s expedi&ccedil;&otilde;es    e &agrave;s pesquisas que prosseguem no trabalho dos Jardins Bot&acirc;nicos    Reais de Kew. Come&ccedil;ou em 1884, atrav&eacute;s de uma doa&ccedil;&atilde;o    testament&aacute;ria, do c&eacute;lebre bot&acirc;nico brit&acirc;nico George    Bentham, que teve uma estreita associa&ccedil;&atilde;o com o Kew. O Trust concede    aproximadamente 30 bolsas por ano,e, tipicamente, apoia expedi&ccedil;&otilde;es    de campo, pesquisas de campo ou de visita em outros institutos, assim como visitas    a Kew por bot&acirc;nicos de outros pa&iacute;ses; at&eacute; projetos de editora&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o apoiados eventualmente. Durante o ano 2008&#45;09 o Bentham&#45;Moxon Trust    apoiou estudos em Kew por bot&acirc;nicos da B&eacute;lgica, Brasil, Eti&oacute;pia,    Madagascar, Mal&aacute;sia, Porto Rico, Sud&atilde;o, Su&iacute;&ccedil;a e    Estados Unidos.</font></P>     <p><font size="3"><b>O FUTURO</b> Face &agrave;s mudan&ccedil;as globais de clima    e de meio ambiente, aguardadas para o futuro pr&oacute;ximo, parece que as pesquisas    em biodiversidade v&atilde;o enfocar, cada vez mais, quest&otilde;es relativas    &agrave; ecologia, biogeografia, delimita&ccedil;&atilde;o e relacionamentos    de esp&eacute;cies. A comunidade cient&iacute;fica tem uma demanda crescente    para que seja disponibilizado e mantido, em tempo h&aacute;bil, um sistema global    de informa&ccedil;&otilde;es sobre biodiversidade, capaz de facilitar e agilizar    n&atilde;o somente a pesquisa b&aacute;sica, mas tamb&eacute;m a dissemina&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es, cen&aacute;rios e modelos din&acirc;micos sobre    biodiversidade que possam subsidiar gestores e tomadores de decis&atilde;o.    Isso, para todos os jardins bot&acirc;nicos e museus de hist&oacute;ria natural,    entre eles o pr&oacute;prio Kew, valoriza sua import&acirc;ncia tornando sua    raz&atilde;o de ser ainda mais poderosa, visto que cuidam dos principais acervos,    fontes naturais desse tipo de conhecimento, al&eacute;m do que concentram o    maior n&uacute;mero de especialistas no assunto. Assim, cabe aos principais    institutos de cada na&ccedil;&atilde;o desenvolver a integra&ccedil;&atilde;o    global necess&aacute;ria. Nesse processo, o fluxo livre de conhecimento e de    know&#45;how &eacute; fundamental, mas isso exige, por sua vez, um embasamento humano    que alicerce uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e solidariedade entre    as partes. A capacita&ccedil;&atilde;o e os la&ccedil;os assim criados entre    pessoas, institutos, disciplinas e at&eacute; na&ccedil;&otilde;es, podem ser    ent&atilde;o vistos como atividades dentre as mais importantes de todas, para    alcan&ccedil;ar um objetivo de t&atilde;o elevada grandeza.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Simon Mayo</b> &eacute; bot&acirc;nico, doutor pela University    of Reading e pesquisador do Herbarium, Royal Botanic Gardens Kew, Reino Unido.    Email: </i><a href="mailto:s.mayo@kew.org">s.mayo@kew.org</a>.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Desmond, R. <i>A history of the Royal Botanic Gardens    Kew</i>. Second Edition. Kew Publishing, Royal Botanic Gardens, Kew. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Paterson, A. <i>The gardens at Kew</i>. London, Francis    Lincoln. 2008.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Clubbe, C.; Gold, K.; Griggs, P. <i>Growing expertise    for plant conservation</i>. Royal Botanic Gardens, Kew. 2008. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.kew.org/learn/growing_expertise.pdf" target="_blank">http://www.kew.org/learn/growing_expertise.pdf</a>    (acesso em 10/09/2009).    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4.  Bridson, D. &amp; Forman, L. <i>The herbarium handbook</i>.    Third Edition. Kew Publishing, Royal Botanic Gardens, Kew. 2004.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5.  Sherwood, S. &amp; Rix, M. <i>Treasures of botanical    art: icons from the Shirley Sherwood and Kew collections</i>. Kew Publishing,    Royal Botanic Gardens, Kew. 2008.</font><!-- ref --><p><font size="3">6.  Mee, M. <i>Flowers of the Amazon forests: the botanical    art of Margaret Mee</i>. Natural Wonders Press. 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">7.  Royal Botanic Gardens Kew, website: <a href="http://www.kew.org/" target="_blank">http://www.kew.org/</a></font> ]]></body><back>
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