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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Projeto Éden em Cornwall, Reino Unido]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b><a name="title"></a>O PROJETO &Eacute;DEN EM CORNWALL, REINO    UNIDO</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Ghillean T. Prance<a href="#nt">*</a></b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>O</b></font><font size="3"> Projeto &Eacute;den (<a href="http://www.edenproject.com" target="_blank">www.edenproject.com</a>)    n&atilde;o &eacute; estritamente um jardim bot&acirc;nico, mas foi constru&iacute;do    como uma amostra de plantas e bot&acirc;nica. Ele tem por finalidade demonstrar    a import&acirc;ncia das plantas para os povos e de promover o seu uso sustent&aacute;vel.    Consequentemente, ele tem muitas das mesmas fun&ccedil;&otilde;es de um jardim    bot&acirc;nico tal como programas de pesquisa, educa&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o    e &eacute; uma atra&ccedil;&atilde;o espetacular para os visitantes. Na verdade,    &eacute; uma das atra&ccedil;&otilde;es mais populares no Reino Unido e uma    empreitada que leva a mensagem da bot&acirc;nica a onze milh&otilde;es de visitantes    desde a abertura, em 2001.</font></P>     <p><font size="3"><b>A FUNDA&Ccedil;&Atilde;O DO PROJETO &Eacute;DEN</b> A fim    de comemorar o novo mil&ecirc;nio, em meados dos anos 1990, o Reino Unido estabeleceu    uma se&ccedil;&atilde;o na loteria nacional para financiar projetos especiais    por todo o pa&iacute;s. Isso incluiu planos para dez grandes projetos de refer&ecirc;ncia    bem como numerosos outros menores. &Eacute; significativo que ap&oacute;s o    in&iacute;cio das propostas e revis&otilde;es, tr&ecirc;s dos grandes projetos    eram diretamente envolvidos com bot&acirc;nica. Eles eram o "Banco de sementes    do mil&ecirc;nio", do Jardim Bot&acirc;nico Real de Kew, o Jardim Bot&acirc;nico    de Wales e o Projeto &Eacute;den. Esses ficaram entre os mais bem sucedidos    projetos de refer&ecirc;ncia. </font></P>     <p><font size="3">Em 1994, um grupo de pessoas em Cornwall, um condado no extremo    sudoeste da Inglaterra, pensou que, uma vez que a regi&atilde;o era uma das    mais desprovidas economicamente do Reino Unido, deveria ganhar um dos projetos    de refer&ecirc;ncia. O grupo foi conduzido pelo vision&aacute;rio Tim Smit,    que j&aacute; havia restaurado um jardim hist&oacute;rico em Cornwall, o Lost    Gardens of Heligan (Jardins Perdidos de Heligan). Isso levou ao desenvolvimento    da primeira ideia sugerida por Tim Smit, ap&oacute;s uma visita ao redor de    uma pedreira de argila, de construir a maior estufa do mundo em um po&ccedil;o    de argila abandonado. Pouco depois se formulou um conceito para essa finalidade:    ser uma amostra da import&acirc;ncia das plantas para os povos. Ap&oacute;s    estabelecido o conceito, o problema era financi&aacute;&#45;lo e convencer a Comiss&atilde;o    do Mil&ecirc;nio da Loteria Nacional que esse era um projeto vi&aacute;vel em    um local improv&aacute;vel, distante dos principais centros urbanos. A Comiss&atilde;o    do Mil&ecirc;nio apenas financiou metade do projeto e assim est&aacute;vamos    completamente cientes da tarefa que enfrentar&iacute;amos de levantar a outra    metade do financiamento, caso a Comiss&atilde;o do Mil&ecirc;nio se convencesse    de que a ideia dos £86 milh&otilde;es (ou US$150 milh&otilde;es na &eacute;poca)    era vi&aacute;vel. A primeira proposta de concess&atilde;o foi negada, mas Tim    Smit, quando est&aacute; por tr&aacute;s de uma ideia, n&atilde;o desiste e    o projeto foi financiado at&eacute; a quantia de £43 milh&otilde;es, na terceira    tentativa, em maio 1997. O restante do financiamento foi gradualmente levantado    atrav&eacute;s de uma grande variedade de fontes assim como cr&eacute;ditos    banc&aacute;rios. Parte das contrapartidas que financiaram o projeto veio de    um fundo especial da Uni&atilde;o Europeia para &aacute;reas subdesenvolvidas    e mais pobres da Uni&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">O Projeto &Eacute;den est&aacute; localizado em Bodelva, pr&oacute;ximo    &agrave; pequena cidade de St. Austell em Cornwall, onde adquiriu uma pedreira    quase esgotada de argila da China (caulim). Isso deu ao &Eacute;den um outro    prop&oacute;sito, a ecologia da restaura&ccedil;&atilde;o, para demonstrar o    que pode ser feito para recuperar um buraco aberto no solo que se assemelhava    &agrave; superf&iacute;cie lunar no in&iacute;cio do projeto. Outra finalidade    do projeto foi impulsionar a enfraquecida economia de Cornwall e criar postos    de trabalho em uma &aacute;rea com elevado desemprego. </font></P>     <p><font size="3"><b>A MISS&Atilde;O &Eacute;DEN</b> A miss&atilde;o do Projeto    &Eacute;den &eacute;: "Promover a compreens&atilde;o e gest&atilde;o respons&aacute;vel    da rela&ccedil;&atilde;o vital entre plantas e povos e dos recursos voltados    para um futuro sustent&aacute;vel para todos". Em outras palavras, o projeto    foi planejado para ser uma demonstra&ccedil;&atilde;o de bot&acirc;nica e etnobot&acirc;nica    econ&ocirc;mica. Ele difere de um jardim bot&acirc;nico tradicional uma vez    que sua finalidade principal &eacute; atrair uma ampla fatia do p&uacute;blico    e faz&ecirc;&#45;la se interessar pelas plantas. Ele pretende demonstrar a depend&ecirc;ncia    humana em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s plantas e promover a conserva&ccedil;&atilde;o    e a vida sustent&aacute;vel para um p&uacute;blico mais amplo poss&iacute;vel.    A fim de fazer isso bem era igualmente necess&aacute;rio empregar um n&uacute;mero    razo&aacute;vel de cientistas e envolv&ecirc;&#45;los em projetos de pesquisa e    de conserva&ccedil;&atilde;o que pudessem ser interpretados pelo p&uacute;blico.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>A CONFIGRUA&Ccedil;&Atilde;O E AS CONSTRU&Ccedil;&Otilde;ES</b>    Uma vez adquirido o financiamento inicial, o planejamento e a constru&ccedil;&atilde;o    come&ccedil;aram rapidamente. Inicialmente, em outubro 1997, Tim Smit comprou    uma pequena estufa comercial para atuar como matriz provis&oacute;ria e para    come&ccedil;ar a reunir plantas imediatamente, j&aacute; que sab&iacute;amos    que ter&iacute;amos mais de dois hectares de terra apenas para os biomas internos.    Um complexo de grandes estufas comerciais foi constru&iacute;do para o ber&ccedil;&aacute;rio    e tamb&eacute;m duas casas de quarentena. A equipe de funcion&aacute;rios foi    contratada para obter plantas e cuidar delas. A constru&ccedil;&atilde;o dessas    estufas e o trabalho preliminar de preencher e nivelar a parte inferior da pedreira    n&atilde;o foi tarefa f&aacute;cil em um inverno particularmente &uacute;mido    em 1998, que resultou na suspens&atilde;o do trabalho por tr&ecirc;s meses.    Uma ideia brilhante de Tim Smit foi adiantar a conclus&atilde;o das obras do    centro de visitantes e dos estacionamentos. Isso permitiu que o projeto fosse    aberto &agrave; visita&ccedil;&atilde;o um ano antes de sua conclus&atilde;o.    Isso ajudou a provocar curiosidade sobre o projeto, assim como a gerar receita    pr&eacute;via. Os visitantes eram equipados com capacetes e trajes de seguran&ccedil;a    e ganharam um passeio de trator&#45;trem do centro de visitantes at&eacute; a &aacute;rea    pr&oacute;xima &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do bioma da floresta tropical    na parte inferior do po&ccedil;o. Esse passeio era acompanhado por um excelente    coment&aacute;rio gravado com a narra&ccedil;&atilde;o de Tim Smit sobre os    objetivos do projeto. No centro de visitantes diversas exposi&ccedil;&otilde;es    inteligentes sobre os usos das plantas eram exibidas. De longe, a mais popular    foi a "Plant take away" (o desaparecimento da planta) que mostrou    uma fam&iacute;lia em sua cozinha. Come&ccedil;ando com as flores na mesa, gradualmente    tudo que era originalmente derivado das plantas desapareceu, como a mesa, os    conte&uacute;dos de uma geladeira, as molduras da janela, at&eacute; que a roupa    da fam&iacute;lia sumiu e as pessoas reapareceram completamente nuas. Finalmente    o c&atilde;o morreu por falta de oxig&ecirc;nio. </font></P>     <p><font size="3">Durante os nove meses nos quais a constru&ccedil;&atilde;o do    Projeto &Eacute;den estava aberta &agrave; visita&ccedil;&atilde;o recebemos    impressionantes meio milh&atilde;o de visitantes, que entenderam a mensagem    sobre a miss&atilde;o do &Eacute;den. Enquanto tudo isso estava em andamento,    a equipe de funcion&aacute;rios, completamente sobrecarregada, estava ocupada    com v&aacute;rias maneiras de obter e cultivar plantas, planejando programas    de interpreta&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o, contratando artistas,    levantando fundos, publicidade e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, lidando    com os engenheiros e arquitetos da constru&ccedil;&atilde;o, projetando e preparando    as lojas e restaurantes, e estabelecendo parcerias com in&uacute;meros departamentos    de universidades, ONGs e outras organiza&ccedil;&otilde;es nacionais e no exterior    com interesse em nossa miss&atilde;o. Finalmente, ap&oacute;s quatro anos fren&eacute;ticos,    o Projeto &Eacute;den foi aberto ao p&uacute;blico, em 17 de mar&ccedil;o de    2001. A constru&ccedil;&atilde;o do bioma da floresta tropical precisou de 46    mil polos ou 230 milhas (370 km) de andaime que lhe renderam um lugar no <I>Livro    Guinness dos Recordes</I>. Oitenta e tr&ecirc;s mil toneladas de solo foram    preparadas de uma mistura de res&iacute;duos de argila da China, areia e adubo    verde. </font></P>     <p><font size="3">As grandes atra&ccedil;&otilde;es do Projeto &Eacute;den s&atilde;o    os dois biomas internos e o bioma ao ar livre, restaura&ccedil;&atilde;o e remanescente    paisag&iacute;stico do po&ccedil;o de argila. Os biomas internos s&atilde;o    uma s&eacute;rie de grandes ab&oacute;badas geod&eacute;sicas que consistem    em hex&aacute;gonos de favos de mel revestidos por uma camada tripla de membrana    pl&aacute;stica de pol&iacute;mero etileno tetrafluoretileno (ETFE). Entre cada    camada h&aacute; um espa&ccedil;o a&eacute;reo inflado como um travesseiro gigante,    proporcionando assim um efeito de vitrifica&ccedil;&atilde;o triplo, uma grande    economia nas contas de aquecimento. Usando esse material de baixo peso, ao inv&eacute;s    de vidro, n&atilde;o foi necess&aacute;rio a utiliza&ccedil;&atilde;o de qualquer    coluna interna para suportar a estrutura. O ETFE tamb&eacute;m permite a entrada    de luz U/V, assim como aproximadamente 80% da luz &uacute;til quando a membrana    est&aacute; limpa. </font></P>     <p><font size="3">O bioma da floresta tropical, emergindo da extremidade sul do    limite da pedreira, cobre quase 5 hectares e tem 240 metros de comprimento e    110 metros de largura. Eleva&#45;se a 55 metros no ponto mais alto e tem uma cachoeira    e um c&oacute;rrego extremamente real&iacute;sticos que correm para o centro.    Esse bioma &eacute; dividido em cinco regi&otilde;es principais e est&aacute;    repleto de plantas &uacute;teis dos tr&oacute;picos. Quatro delas s&atilde;o    geogr&aacute;ficas: &Aacute;frica, Am&eacute;rica, &Aacute;sia e Ilhas Oce&acirc;nicas    e a quinta, Cornucopia, &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o das diversas    colheitas tropicais importantes. Todas as cinco &aacute;reas est&atilde;o cheias    de plantas interessantes e &uacute;teis identificadas com etiquetas interpretativas.    Para estar em um lugar consp&iacute;cuo em &Eacute;den a planta deve contar    uma hist&oacute;ria de interesse aos seres humanos, mais do que ser necessariamente    uma raridade. Na se&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tica do bioma uma casa e jardim    t&iacute;picos (kebun) foram constru&iacute;dos. Na aleia da &Aacute;frica est&atilde;o    representadas a colheita e agrosilvicultura e na Am&eacute;rica do Sul est&atilde;o    presentes as plantas cultivadas pelos Mapushi e pelos &iacute;ndios Guarani.    A Cornucopia tem pequenos cultivos de banana, borracha, caf&eacute;, cacau,    abacaxi, &aacute;rvores de madeira nobre e outras culturas. Uma vantagem do    &Eacute;den sobre os arboretos menores da maioria de jardins bot&acirc;nicos,    nos quais apenas um ou dois exemplares de cada esp&eacute;cie s&atilde;o geralmente    plantados, &eacute; o espa&ccedil;o dispon&iacute;vel para grupos maiores de    cada esp&eacute;cie e de um dossel mais real&iacute;stico da floresta tropical,    uma vez que as &aacute;rvores podem chegar a alturas pr&oacute;ximas &agrave;s    m&aacute;ximas existentes. </font></P>     <p><font size="3">O bioma temperado deve representar a diversidade e os usos de    ecossistemas mediterr&acirc;neos. As &aacute;reas inclu&iacute;das s&atilde;o    Calif&oacute;rnia, &Aacute;frica do Sul e o Mediterr&acirc;neo. Na &uacute;ltima    &aacute;rea encontram&#45;se bosques de oliveiras, c&iacute;tricos, videiras, &aacute;rvores    de corti&ccedil;a e de muitas outras culturas desse ecossistema, tais como feij&atilde;o,    cebola, tomate e flores ornamentais. As v&aacute;rias esp&eacute;cies de finbos    e o deserto de Namaqualand da &Aacute;frica do Sul s&atilde;o apresentados,    assim como o Chaparral californiano. Ambos os biomas internos t&ecirc;m &aacute;reas    espec&iacute;ficas guiadas (chamados de polinizadores no &Eacute;den), para    mostrar ou ensinar, bem como assentos e bancos espalhados por toda parte. Ambos    os biomas internos utilizam controle de pragas integrado, nos quais os predadores    naturais s&atilde;o usados para controlar pragas e um m&iacute;nimo absoluto    de inseticidas qu&iacute;micos &eacute; utilizado. Pequenos p&aacute;ssaros,    lagartos e v&aacute;rias esp&eacute;cies de insetos s&atilde;o usados no controle    de pragas. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/a17img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O restante da &aacute;rea externa da pedreira foi belamente    transformado em um "bioma a c&eacute;u aberto" e possui muitas amostras    de plantas &uacute;teis que podem ser cultivadas ao ar livre em Cornwall, tal    como cereais, girass&oacute;is, ch&aacute;, l&uacute;pulo e o c&acirc;nhamo.    Uma &aacute;rea &eacute; reservada para a Cornwall selvagem e o lado oposto    da pedreira para uma &aacute;rea da floresta chilena temperada do sul, onde    abrigamos a cole&ccedil;&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o da reserva do    Jardim Bot&acirc;nico Real, em Edimburgo. Embora o p&uacute;blico tenda a se    dirigir para os biomas internos, h&aacute; muito a ser aprendido sobre bot&acirc;nica    econ&ocirc;mica nas exibi&ccedil;&otilde;es ao ar livre. Na primavera, os bot&otilde;es    s&atilde;o caracter&iacute;sticos dos jardins onde milhares de plantas bulbosas,    tais como tulipas e daffodils, florescem esplendidamente. No ver&atilde;o, a    &aacute;rea especial de pradaria americana proporciona uma bela vista ao visitante.</font></P>     <p><font size="3">Outro bioma interno que est&aacute; planejado no &Eacute;den    &eacute; o dos tr&oacute;picos secos que mostra as maravilhas das regi&otilde;es    &aacute;ridas do mundo. Ele ser&aacute; constru&iacute;do quando o financiamento    for obtido. Mostrar&aacute; o quanto as plantas do deserto s&atilde;o igualmente    de import&acirc;ncia igualmente vital aos seres humanos e como os povos lidam    com a vida nesse ambiente &aacute;rido, sua luta com a &aacute;gua, o &oacute;leo    e a guerra. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A constru&ccedil;&atilde;o mais recente &eacute; o "n&uacute;cleo",    que &eacute; um centro de instru&ccedil;&atilde;o moderno inaugurado em 2007.    Esse edif&iacute;cio foi constru&iacute;do para ser altamente funcional e o    mais pr&oacute;ximo de emiss&atilde;o neutra de carbono. Todos os materiais    da constru&ccedil;&atilde;o vieram de fontes sustent&aacute;veis e o cobre para    o telhado foi o primeiro exemplo de uma cadeia produtiva de mineral pass&iacute;vel    de ser inteiramente rastreada. Essa foi a primeira vez que um edif&iacute;cio    teve cust&oacute;dia completa da cadeia, desde a mina at&eacute; a constru&ccedil;&atilde;o,    e, portanto, todos os impactos sociais e ambientais ao longo desse trajeto eram    conhecidos e puderam ser minimizados. O edif&iacute;cio gera a maior parte da    energia el&eacute;trica que consome atrav&eacute;s de uma placa de c&eacute;lulas    fotovoltaicas no telhado. Arquitetonicamente ele &eacute; baseado em uma &aacute;rvore    e incorporou a s&eacute;rie de fibonacci no teto. No centro do edif&iacute;cio    h&aacute; uma enorme escultura de granito, chamada de "a semente",    que tamb&eacute;m &eacute; baseada no arranjo de fibonacci encontrado em muitas    plantas. O mais importante &eacute; que o edif&iacute;cio cont&eacute;m uma    s&eacute;rie de salas de aula para o programa educacional. A &aacute;rea da    interpreta&ccedil;&atilde;o foca&#45;se na demonstra&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias    fun&ccedil;&otilde;es que o ecossistema proporciona para as plantas.</font></P>     <p><font size="3"><b>ARTE, TEATRO E N&Uacute;SICA NO &Eacute;DEN</b> O &Eacute;den    procura apresentar sua mensagem de muitas maneiras diferentes, sendo que arte    e m&uacute;sica s&atilde;o ambas usadas extensivamente. Muitos artistas locais    foram solicitados para representar plantas e suas hist&oacute;rias com seu meio.    Isso levou a uma maravilhosa sele&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&otilde;es.    No bioma dos tr&oacute;picos &uacute;midos uma das faces do penhasco foi pintada    por uma equipe formada por um casal de xam&atilde; peruanos de Pucalpa, no Peru.    As pinturas descrevem as v&aacute;rias lendas e esp&iacute;ritos de v&aacute;rias    plantas, tais como a medicinal Passiflora e a alucin&oacute;gena ayahuasca (<I>Banisteriopsis    caapi</I>). No bioma temperado morno h&aacute; um rebanho de porcos selvagens    feitos de corti&ccedil;a e colocados pr&oacute;ximo aos carvalhos de corti&ccedil;a.    Igualmente nesse bioma est&atilde;o Dion&iacute;sio e seus ajudantes, est&aacute;tuas    em bronze apropriadamente colocadas entre as videiras. Muitas das obras de arte    est&atilde;o do lado de fora, por exemplo uma abelha gigante que atrai muitos    visitantes e que &eacute; um bom exemplo de poliniza&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m    na parte externa h&aacute; uma escultura de uma cerca elaborada com corda composta    por c&acirc;nhamo ao lado da mostra viva de c&acirc;nhamo. Uma escultura ajuda    a representar os instrumentos e as plantas usados para fazer cerveja pr&oacute;xima    ao local de plantio de l&uacute;pulos. Essas s&atilde;o apenas algumas das muitas    exibi&ccedil;&otilde;es do mais talentoso e criativo grupo de artistas que trabalha    com distintas m&iacute;dias. O &Eacute;den continuar&aacute; a apresentar arte    nova regularmente. Ele est&aacute; igualmente transformando&#45;se rapidamente em    um local de encontro popular para concertos da m&uacute;sica cl&aacute;ssica    ao jazz. Um destaque para mim foi o concerto "Um chamado para a &Aacute;frica"    (&Aacute;frica calling) que teve a performance de muitos artistas africanos    ao inv&eacute;s de artistas do hemisf&eacute;rio Norte interessados em ajudar    a &Aacute;frica. </font></P>     <p><font size="3">O &Eacute;den tem um grupo de atores que fazem performances    com regularidade. A diferen&ccedil;a &eacute; que as pe&ccedil;as e esquetes    que apresentam sempre transmitem a mensagem do &Eacute;den sobre nossa conex&atilde;o    com as plantas. </font></P>     <p><font size="3">Durante os primeiros dois anos de funcionamento o n&uacute;mero    de visitante era pequeno no meio do inverno, de dezembro a fevereiro. Isso resultou    na dispensa de uma equipe de funcion&aacute;rios provis&oacute;rios durante    esses per&iacute;odos fracos. Tim Smit teve a ideia brilhante de transformar    a &aacute;rea do palco em uma pista de patina&ccedil;&atilde;o no gelo naquele    per&iacute;odo do ano. V&aacute;rios membros da equipe foram treinados como    monitores da pista e outros mantiveram os restaurantes e lojas funcionando.    A pista de gelo &eacute; muito popular e, a cada ano, atrai mais de cem mil    visitantes. Durante o dia ela permanece aberta &agrave;s escolas e de noite    as pessoas pagam para patinar. Por se tratar do Projeto &Eacute;den, muitas    outras atividades est&atilde;o dispon&iacute;veis, pe&ccedil;as, performances    musicais e desfiles, todos baseados em temas bot&acirc;nicos. O resultado &eacute;    que a maioria da equipe pode agora ser mantida em uma programa&ccedil;&atilde;o    que ocorre ao longo do ano todo, e muitas pessoas t&ecirc;m se divertido muito.</font></P>     <p><font size="3"><b>CI&Ecirc;NCIA E EDUCA&Ccedil;&Atilde;O NO&Eacute;DEN</b>    O Projeto &Eacute;den &eacute; um recurso espl&ecirc;ndido para a educa&ccedil;&atilde;o    em todos os n&iacute;veis. Muito cedo, durante a fase de planejamento, um especialista    experiente em educa&ccedil;&atilde;o, Dr. Jo Readman (agora Jo Elworthy), com    muita experi&ecirc;ncia em programas televisivos para crian&ccedil;as e um doutorado    em bot&acirc;nica, foi contratado. O programa educacional para crian&ccedil;as    no &Eacute;den &eacute; inovador e emocionante gra&ccedil;as &agrave; abordagem    criativa da equipe pedag&oacute;gica. Diariamente, grupos de crian&ccedil;as    podem ser vistos trabalhando em projetos de aprendizagem. Por exemplo, um dos    cozinheiros&#45;chefe do restaurante pode se dirigir a um grupo de estudantes e    explicar que n&atilde;o tem os ingredientes de um bolo que planejou fazer. As    crian&ccedil;as s&atilde;o instru&iacute;das a encontr&aacute;&#45;los nos biomas    e a retornarem com um relat&oacute;rio sobre onde encontrar as plantas que produzem    a&ccedil;&uacute;car, chocolate, farinha, passas, canela, etc. Quando eles retornam    o cozinheiro&#45;chefe faz o bolo e eles v&atilde;o para casa lembrando que as plantas    produzem a maioria dos ingredientes. Eles podem explorar o bioma da floresta    tropical &uacute;mida no programa "Don't forget your leech socks"    (n&atilde;o esque&ccedil;a suas prote&ccedil;&otilde;es contra sangue&#45;sugas)    onde procuram por alimentos de sobreviv&ecirc;ncia e abrigo nas plantas. A educa&ccedil;&atilde;o    do Projeto &Eacute;den inclui programas em t&oacute;picos como mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas, alimenta&ccedil;&atilde;o, nutri&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de,    biodiversidade e uso sustent&aacute;vel de recursos biol&oacute;gicos. H&aacute;    30 mil visitas escolares todos os anos e, assim, o projeto &eacute; capaz de    transmitir sua mensagem para um grande n&uacute;mero de jovens.</font></P>     <p><font size="3">O &Eacute;den oferece um diploma bienal em horticultura, em    colabora&ccedil;&atilde;o com uma institui&ccedil;&atilde;o Cornish educativa    local. Espera&#45;se, em breve, elevar esse curso ao n&iacute;vel de funda&ccedil;&atilde;o.    A popularidade e a necessidade para esse diploma s&atilde;o evidenciadas pelo    grande n&uacute;mero de candidatos para ocupar as dez vagas dispon&iacute;veis.</font></P>     <p><font size="3">Um n&uacute;mero de estudantes j&aacute; concluiu sua pesquisa    de doutorado e mestrado no &Eacute;den ou em locais patrocinados pelo projeto    ao redor do mundo. Conseguimos obter recursos de uma funda&ccedil;&atilde;o    brit&acirc;nica para financiar estudantes de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o.    As pesquisas variam de estudos sobre o solo e ac&uacute;mulo de pesticidas nos    biomas ao estudo com plantas raras e amea&ccedil;adas em regi&otilde;es como    a G&acirc;mbia, St. Helena, os Seicheles e a floresta tropical atl&acirc;ntica    de Misiones, Argentina. O &Eacute;den tem trabalhado junto &agrave; University    of Reading e com uma universidade local, a Universidade de Plymouth. O diretor    da Funda&ccedil;&atilde;o &Eacute;den, que &eacute; o bra&ccedil;o direito de    pesquisa e filantropia, o Dr. Tony Kendle, chegou at&eacute; n&oacute;s por    meio da University of Reading. Inicialmente sua expertise em solos foi inestim&aacute;vel    para a mistura de grandes quantidades de solos necess&aacute;ria durante todo    o projeto. </font></P>     <p><font size="3">O trabalho de conserva&ccedil;&atilde;o nos Seicheles levou    &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um novo h&iacute;brido ornamental de maria&#45;sem&#45;vergonha    chamado de "raio de esperan&ccedil;a". Ele resultou do cruzamento    entre um uma esp&eacute;cie end&ecirc;mica de Seicheles em risco eminente de    extin&ccedil;&atilde;o, o <I>Impatiens gordonii</I>, e uma esp&eacute;cie dom&eacute;stica    comum. A venda dessa nova variedade na loja do &Eacute;den est&aacute; tanto    aumentando a consci&ecirc;ncia sobre a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    raras quanto levantando fundos para apoiar o trabalho de conserva&ccedil;&atilde;o    nos Seicheles.</font></P>     <p><font size="3">A Funda&ccedil;&atilde;o &Eacute;den formou parcerias para trabalhar    em colabora&ccedil;&atilde;o com um grande n&uacute;mero de organiza&ccedil;&otilde;es    nacionais e no exterior. Elas variam de organiza&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o,    tais como o Plantlife, ao projeto Iwokrama, nas Guianas, que est&aacute; trabalhando    no uso sustent&aacute;vel da floresta tropical. Alguns dos outros parceiros    s&atilde;o a Earth University, na Costa Rica, a Reserva da Biosfera de Yaboti,    na Argentina, a Forest Restoration Research Unit (Forru), na &Aacute;sia, e    o projeto de conserva&ccedil;&atilde;o Ballabu, na G&acirc;mbia. </font></P>     <p><font size="3">Mais perto de casa, o &Eacute;den tem colaborado com domic&iacute;lios    e ag&ecirc;ncias de comunidades brit&acirc;nicas no programa Places of Change    (locais de mudan&ccedil;as). Ele foca em pessoas sem&#45;teto e prisioneiros e nas    causas de sua exclus&atilde;o da sociedade. Em 2009, isso foi levado &agrave;    aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica por meio da exibi&ccedil;&atilde;o de um    jardim no famoso Festival de Flores do Chelsea, em Londres. As plantas para    essa exibi&ccedil;&atilde;o foram cultivadas por sem&#45;tetos e prisioneiros. O    &Eacute;den tem um programa de trabalho com uma pris&atilde;o no condado pr&oacute;ximo    a Devon. Acreditamos que os prisioneiros que cultivam alimentos nas pris&otilde;es    t&ecirc;m um grande benef&iacute;cio em sua sa&uacute;de, comportamento e perspectivas    futuras. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Cada um dos parceiros traz uma dimens&atilde;o nova ao &Eacute;den    enquanto tiram proveito da publicidade que o projeto pode gerar para eles, enquanto    o &Eacute;den aprende mais sobre a mensagem que pode levar ao p&uacute;blico.    Essa partilha e coopera&ccedil;&atilde;o abertas s&atilde;o um dos aspectos    do projeto que acho mais atrativo. </font></P>     <p><font size="3">Transmitir a mensagem do &Eacute;den ao visitante &eacute; a    principal finalidade do projeto e, para tanto, duas &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o as mais importantes: os guias ou "polinizadores" e a sinaliza&ccedil;&atilde;o    interpretativa. Em dias cheios os polinizadores contadores de hist&oacute;ria    s&atilde;o posicionados em pontos estrat&eacute;gicos nos bioma e na &aacute;rea    externa. Em hor&aacute;rios determinados eles fazem apresenta&ccedil;&otilde;es    em t&oacute;picos de interesse sobre as plantas. Eles est&atilde;o dando aulas    econ&ocirc;micas de bot&acirc;nica ao p&uacute;blico diariamente. O projeto    tamb&eacute;m tem linguagem interpretativa que procura contar hist&oacute;rias    sobre plantas de maneira simples, por&eacute;m interessante. O &Eacute;den tamb&eacute;m    possui uma associa&ccedil;&atilde;o de amigos que organiza muitas atividades    para os amigos e publica uma revista trimestral para eles sobre as atividades    da equipe e do projeto e sobre bot&acirc;nica econ&ocirc;mica e etnobot&acirc;nica.    Ningu&eacute;m passa por uma visita ao Projeto &Eacute;den sem perceber que    as plantas s&atilde;o vitais &agrave; sobreviv&ecirc;ncia humana. </font></P>     <p><font size="3">Um programa de apoio do &Eacute;den &eacute; o Gardens for Life    (jardins para a vida), no qual estamos reunindo pessoas de v&aacute;rios lugares.    Esse programa apoia crian&ccedil;as, jovens, professores, l&iacute;deres de    projeto, fam&iacute;lias e comunidades no mundo inteiro para jardinar e cultivar.    Ele tem funcionado atualmente em localidades no Reino Unido, no Qu&ecirc;nia    e na &Iacute;ndia. O objetivo &eacute; criar uma comunidade global que entenda    mais sobre as principais quest&otilde;es a respeito de alimentos, que todos    n&oacute;s enfrentamos hoje, como seguran&ccedil;a alimentar e sa&uacute;de,    mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e &aacute;gua, conhecimentos ind&iacute;genas,    preparo de alimentos, medicina e empoderamento da juventude. </font></P>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> Se voc&ecirc; est&aacute; em busca    de um jardim bot&acirc;nico tradicional, no &Eacute;den ficar&aacute; desapontado.    Se quiser ver um teatro vivo e vibrante da bot&acirc;nica econ&ocirc;mica e    etnobot&acirc;nica, ficar&aacute; animado pelo o que se conquistou em Cornwall    em apenas sete anos, da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; inaugura&ccedil;&atilde;o.    O sucesso pode ser julgado pelo fato de 2 milh&otilde;es de visitantes terem    conhecido o Projeto &Eacute;den durante seu primeiro ano e outros cerca de um    milh&atilde;o de visitantes v&ecirc;m todos os anos a esse local afastado, em    Cornwall. Isso foi muito mais do que esperamos e resultou na amplia&ccedil;&atilde;o    dos restaurantes, estacionamentos e das outras estruturas para lidar com o fluxo    cont&iacute;nuo de pessoas que est&atilde;o visitando essa amostra de plantas.    Quando chegar ser&aacute; recebido pela amig&aacute;vel equipe nos estacionamentos,    caixas e por toda parte. Tim Smit fez um trabalho not&aacute;vel ao reunir a    "equipe &Eacute;den", como &eacute; chamada. Todos se orgulham em    mostrar seu projeto. Em uma &aacute;rea de grande desemprego, o &Eacute;den    criou mais de 600 postos de trabalho. Um projeto para ensinar bot&acirc;nica    restaurou uma mina velha, criou empregos e estima&#45;se que em seu primeiro ano    de opera&ccedil;&atilde;o (mar&ccedil;o de 2001 a mar&ccedil;o de 2002) atraiu    £155 milh&otilde;es para a economia de Cornwall por meio de gastos dos visitantes    no condado. O Projeto &Eacute;den funciona como uma funda&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica    n&atilde;o lucrativa e &eacute; dependente da venda de seus ingressos e produtos.    Isso demanda 75% do or&ccedil;amento anual e o restante &eacute; resultado do    levantamento de fundos externos de v&aacute;rias fontes diferentes.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Ghillean T. Prance</b> &eacute; doutor em bot&acirc;nica    florestal pela Universidade de Oxford, com experi&ecirc;ncia em sistem&aacute;tica    e em etnobot&acirc;nica na regi&atilde;o do Amazonas. Foi diretor do Jardim    Bot&acirc;nico de Nova York, Kew Gardens, e do Instituto Nacional de Pesquisas    da Amaz&ocirc;nia. &Eacute; membro correspondente da Academia Brasileira de    Ci&ecirc;ncias.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><a name="nt"></a>(<a href="#title">*</a>) Tradu&ccedil;&atilde;o    de Germana Barata.</font></P>      ]]></body>
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