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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/brasil.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>AVENTURA INTELECTUAL</b></font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/line_blk.gif"></font></P>     <P><font size="3"><b><font size=5>Olimp&iacute;adas cient&iacute;ficas estimulam    estudantes e valorizam a atua&ccedil;&atilde;o de professores na pesquisa </font></b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Foram 15 medalhas de ouro, 25 de prata e 35 de bronze, mas elas    n&atilde;o foram entregues para esportistas convencionais. Os premiados suaram    a camisa para chegar &agrave; fase final da 1<SUP><u>a</u></SUP> Olimp&iacute;ada    Nacional em Hist&oacute;ria do Brasil, iniciativa in&eacute;dita do Museu Explorat&oacute;rio    de Ci&ecirc;ncias da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que teve mais    de 16 mil inscritos, de 24 estados. O p&uacute;blico alvo s&atilde;o os estudantes    do ensino fundamental do oitavo e nono anos e os alunos do ensino m&eacute;dio    (antigo segundo grau). &Eacute; a segunda competi&ccedil;&atilde;o brasileira    na &aacute;rea de ci&ecirc;ncias humanas, que se soma a outras iniciativas com    o objetivo de estimular professores e alunos no estudo de disciplinas como a    matem&aacute;tica ou a f&iacute;sica e descobrindo jovens talentos.</font></P>     <P><font size="3"> Tradicionalmente, as olimp&iacute;adas cient&iacute;ficas t&ecirc;m    contemplado as ci&ecirc;ncias exatas e naturais. No Brasil, j&aacute; s&atilde;o    conhecidas a Olimp&iacute;ada Brasileira de Matem&aacute;tica, a de Qu&iacute;mica,    a de Biologia, a de Rob&oacute;tica, entre outras. A 1<SUP><u>a</u></SUP> Olimp&iacute;ada    Nacional em Hist&oacute;ria do Brasil traz para o &acirc;mbito das ci&ecirc;ncias    humanas esse tipo de atividade que estimula o conhecimento e o estudo, propondo    aos participantes um desafio construtivo. Antes dela o Minist&eacute;rio da    Educa&ccedil;&atilde;o, em parceria com a Funda&ccedil;&atilde;o Ita&uacute;    Social, organizou a Olimp&iacute;ada de L&iacute;ngua Portuguesa, em 2008, com    nova edi&ccedil;&atilde;o programada para este ano. Na opini&atilde;o de Cristina    Meneguello, professora de hist&oacute;ria no Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias    Humanas da Unicamp e coordenadora da Olimp&iacute;ada de Hist&oacute;ria, as    ci&ecirc;ncias humanas t&ecirc;m que conquistar e ampliar seu espa&ccedil;o    no campo da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. "&Eacute; preciso criar    uma nova tradi&ccedil;&atilde;o de competi&ccedil;&otilde;es como essa na &aacute;rea    de ci&ecirc;ncias humanas, pois certamente existe interesse e motiva&ccedil;&atilde;o",    afirma. </font></P>     <P><font size="3">As olimp&iacute;adas s&atilde;o uma oportunidade de mapear o    ensino das disciplinas no pa&iacute;s, podendo, inclusive, gerar material que    pode ser utilizado em pesquisas acad&ecirc;micas, tanto nas &aacute;reas espec&iacute;ficas,    em educa&ccedil;&atilde;o ou mesmo por entidades governamentais. A primeira    edi&ccedil;&atilde;o do evento de hist&oacute;ria, por exemplo, permitiu a gera&ccedil;&atilde;o    de um banco de dados com grande valor cient&iacute;fico. "Nessa primeira edi&ccedil;&atilde;o,    n&atilde;o apenas tra&ccedil;amos um perfil socioecon&ocirc;mico dos participantes,    como acompanhamos o desempenho das equipes durante as cinco fases e as 60 quest&otilde;es    e tarefas. Temos tamb&eacute;m arquivadas as provas escritas da &uacute;ltima    fase e, com todo esse material, podemos mapear os pontos fortes e fracos dos    conhecimentos em hist&oacute;ria do Brasil, inclusive por regi&atilde;o do pa&iacute;s",    explica a coordenadora do evento. No final de 2009, o Museu Explorat&oacute;rio    de Ci&ecirc;ncias da Unicamp lan&ccedil;ou um edital disponibilizando esse material    para pesquisadores interessados e j&aacute; est&aacute; organizando a segunda    edi&ccedil;&atilde;o da Olimp&iacute;ada de Hist&oacute;ria. A proje&ccedil;&atilde;o    &eacute; de que o evento seja anual.</font></P>     <P><font size="3">J&aacute; a proposta da Olimp&iacute;ada de L&iacute;ngua Portuguesa    <i>Escrevendo o Futuro</i> objetiva aprimorar a escrita e a produ&ccedil;&atilde;o    de textos dos alunos. Por isso, al&eacute;m do concurso bienal, ocorre forma&ccedil;&atilde;o    continuada de professores por meio de uma parceria do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o    com a Funda&ccedil;&atilde;o Ita&uacute; Social. Este ano, a cole&ccedil;&atilde;o    de materiais did&aacute;ticos da olimp&iacute;ada foi enviada para todas as    escolas p&uacute;blicas do Brasil. Ela &eacute; composta por cadernos de orienta&ccedil;&atilde;o    do professor, colet&acirc;nea de textos e CD Rom multim&iacute;dia para quatro    g&ecirc;neros textuais diferentes: poema, mem&oacute;rias, artigo de opini&atilde;o    e cr&ocirc;nica.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/a06img01.jpg"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>TRADI&Ccedil;&Atilde;O EXATA </b>Disputadas desde 1894 na    Europa, as olimp&iacute;adas cient&iacute;ficas evolu&iacute;ram para grandes    competi&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel internacional (a I Olimp&iacute;ada    Internacional de Matem&aacute;tica aconteceu em 1959, na Rom&ecirc;nia). No    Brasil, a Sociedade Brasileira de Matem&aacute;tica &eacute; respons&aacute;vel    pela organiza&ccedil;&atilde;o da Olimp&iacute;ada Brasileira de Matem&aacute;tica,    com o objetivo de estimular o estudo dessa disciplina, para a qual muita gente    torce o nariz, al&eacute;m de capacitar professores, influenciar a melhoria    do ensino e descobrir novos talentos. A pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o    ter&aacute; in&iacute;cio em 12 de junho.</font></P>     <P><font size="3"> Do mesmo modo, a Sociedade Brasileira de F&iacute;sica organiza,    desde 1999, uma competi&ccedil;&atilde;o nacional para estudantes do ensino    m&eacute;dio e alunos do &uacute;ltimo ano do fundamental e que, neste ano,    iniciar&aacute; o primeiro ciclo de competi&ccedil;&otilde;es em 14 de agosto.Inovando    no formato multidisciplinar, a Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, em parceria    com a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de Coletiva (Abrasco), organiza a Olimp&iacute;ada de Sa&uacute;de    e Meio Ambiente, na 5<SUP><u>a</u></SUP> edi&ccedil;&atilde;o, e pretende "contribuir    para a forma&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os conscientes, capazes de refletir    sobre as condi&ccedil;&otilde;es ambientais e de sa&uacute;de no Brasil, al&eacute;m    de aproximar essas quest&otilde;es do cotidiano escolar". O evento dispensa    provas ou testes, ao inv&eacute;s disso os alunos t&ecirc;m que montar projetos    com temas como reciclagem, doen&ccedil;as end&ecirc;micas, energia e destrui&ccedil;&atilde;o    das florestas tropicais. A fase competitiva iniciar&aacute; em 20 de setembro.    </font></P>     <P><font size="3">Muitas dessas iniciativas s&atilde;o seletivas para eventos    semelhantes internacionais e t&ecirc;m dado ao pa&iacute;s a oportunidade de    brilhar com seus estudantes, muitos de escolas p&uacute;blicas, ao lado de representantes    de pa&iacute;ses desenvolvidos. Bons resultados podem estimular alunos e professores    a contribu&iacute;rem para melhorar o desempenho escolar do pa&iacute;s. A m&eacute;dia    nacional do &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica    (IDEB) dos estudantes do ensino m&eacute;dio, p&uacute;blico que participa de    olimp&iacute;adas cient&iacute;ficas, foi 3,5 (dados de 2007 do Minist&eacute;rio    da Educa&ccedil;&atilde;o). O resultado &eacute; considerado insatisfat&oacute;rio,    considerando a escala de 0 a 10 do indicador. O Brasil tamb&eacute;m tem baixos    &iacute;ndices na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, segundo o relat&oacute;rio    "Monitoramento de Educa&ccedil;&atilde;o para Todos 2010", divulgado em janeiro    pela Unesco (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para    a Educa&ccedil;&atilde;o). Enquanto na Am&eacute;rica Latina e Caribe, a taxa    de repet&ecirc;ncia m&eacute;dia para todas as s&eacute;ries do ensino fundamental    &eacute; de 4,4%, no Brasil, o &iacute;ndice &eacute; de 18,7%.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>      ]]></body>
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