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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/moda.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size="3"><b><font size=5>Apresenta&ccedil;&atilde;o</font></b></font></P>     <P align="center"><font size=5><b>Arte, Hist&oacute;ria da arte, moda</b></font></P>     <P align="center"><font size="3"><b><font size="4">Luciano Migliaccio </font></b></font></P>     <P>&nbsp; </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>A</b> moda &eacute; um tema que pode ser abordado sob v&aacute;rios    pontos de vista. A proposta de um dossi&ecirc; com o tema <B>Moda</B> na <I>Ci&ecirc;ncia    e Cultura</I> se d&aacute; por compreender que este fen&ocirc;meno sociocultural,    no qual estamos imersos, suscita reflex&otilde;es e pesquisas nas mais diversas    &aacute;reas do conhecimento desde o s&eacute;culo XIX (<a name="tx1"></a><a href="#nt1">1</a>),    momento quando esta se consolida como a conhecemos: uma cadeia industrial capitalista    que abrange todas as transforma&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas efetuadas    nos diferentes setores da vida social, que tem nas mudan&ccedil;as regradas    dos estilos de vestu&aacute;rio e ornamenta&ccedil;&atilde;o seu caso exemplar.    Uma de suas faces est&aacute; claramente ligada &agrave; est&eacute;tica, uma    est&eacute;tica do cotidiano que d&aacute; acesso, nas palavras de Alexandre    Eul&aacute;lio, a "uma apaixonante hist&oacute;ria das formas". A opini&atilde;o    de Baudelaire, j&aacute; na primeira metade do s&eacute;culo XIX, de que o car&aacute;ter    ef&ecirc;mero da beleza na cultura e na sociedade moderna se expressa na moda    tanto quanto nos produtos das artes tradicionalmente definidas como tais, permanece    ainda totalmente v&aacute;lida e s&oacute; &eacute; confirmada pelos desdobramentos    da nossa hist&oacute;ria cultural mais recente.</font></P>     <P><font size="3"> Ao longo do s&eacute;culo XX, no entanto, e particularmente    a partir da d&eacute;cada de 60, com as transforma&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria    cultural provocadas pela tecnologia dos <I>mass-media</I> nas sociedades industrializadas,    arte e moda desenvolveram novas caracter&iacute;sticas comuns que colocam &agrave;s    vezes em quest&atilde;o os limites entre as duas. Ambas tendem cada vez mais    a se transformarem em sistemas comunicativos aut&ocirc;nomos, se legitimando    atrav&eacute;s de formas expositivas cada vez mais relevantes na vida social    e cultural das sociedades atuais, e atrav&eacute;s da afirma&ccedil;&atilde;o    de um discurso cr&iacute;tico que invade os meios de comunica&ccedil;&atilde;o    de massa formando o gosto e as prefer&ecirc;ncias do mercado. Pode ser dito    que, na sociedade contempor&acirc;nea, arte e moda formam um sistema semelhante    e interconexo baseado no tri&acirc;ngulo produ&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o    do produto e mercado, que afeta toda a frui&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica    atual, colocando em quest&atilde;o as categorias tradicionais da arte. Nesse    sentido, &eacute; significativa a afirma&ccedil;&atilde;o cada vez mais evidente    na comunica&ccedil;&atilde;o da moda autoral, dos grandes estilistas. A constru&ccedil;&atilde;o    da individualidade &uacute;nica, genial, derivada do universo da arte, &eacute;    muito &uacute;til para a propaganda do produto. Contudo ela oculta as caracter&iacute;sticas    reais, constru&iacute;das e planejadas da produ&ccedil;&atilde;o do objeto com    valor est&eacute;tico. A moda de autor busca, ent&atilde;o, se distanciar cada    vez mais do mundo real da produ&ccedil;&atilde;o e buscar suas refer&ecirc;ncias    de valor no mundo da cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, introduzindo no    seu discurso elementos derivados da tradi&ccedil;&atilde;o formal e da cr&iacute;tica    das artes visuais.</font></P>     <P><font size="3"> A cr&iacute;tica prof&eacute;tica de Fl&aacute;vio de Carvalho    sobre moda publicada na d&eacute;cada de 1950 nas colunas do <I>Di&aacute;rio    de S&atilde;o Paulo</I> antecipou algumas dessas tem&aacute;ticas. Polemizando    com a padroniza&ccedil;&atilde;o imposta pela ind&uacute;stria da &eacute;poca,    as maneiras de vestir do passado eram examinadas pelo artista brasileiro, que    reivindicava a import&acirc;ncia dos elementos l&uacute;dicos, de natureza comunicativa    e teatral, em particular, das chamadas civiliza&ccedil;&otilde;es primitivas,    e convidava a sociedade atual a se apropriar, por esse vi&eacute;s, tamb&eacute;m    dos recursos criativos oferecidos pelos novos meios mec&acirc;nicos.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Luis Carlos Dantas, na apresenta&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o    "Dial&eacute;tica da Moda", realizada no Arquivo Alexandre Eul&aacute;lio da    Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a partir dos escritos e dos desenhos    do artista ali conservados, observou que, para Fl&aacute;vio, "de forma paradoxal,    o movimento da moda &eacute; ascendente, vem de baixo. S&oacute; posteriormente    as classes altas tornam-se o foco de dissemina&ccedil;&atilde;o. "Ela nasce    no sofrimento e na dor, e seus inventores s&atilde;o o homem em farrapos ou    ainda a loucura vagando pela rua, s&atilde;o representantes da revolta e da    anti-hierarquia". Sob esse aspecto, o paradoxo de Fl&aacute;vio de Carvalho,    ao parodiar as iniciativas de Pietro Maria Bardi e do grupo reunido ao redor    do Masp, para criar uma ind&uacute;stria da moda no Brasil, abria um caminho    que seria percorrido por algumas correntes da sociologia e da antropologia urbana    contempor&acirc;nea. No entanto, as rela&ccedil;&otilde;es entre a cria&ccedil;&atilde;o    da moda e o sistema das artes n&atilde;o se limitam aos aspectos criativos do    produto e &agrave; busca de um lugar para os criadores de moda no mundo das    artes j&aacute; consagradas. A comunica&ccedil;&atilde;o comercial do produto    &eacute; outro setor em que a dial&eacute;tica entre os dois campos tem importantes    consequ&ecirc;ncias.</font></P>     <P><font size="3">Muitos grandes artistas contempor&acirc;neos t&ecirc;m destacado    na sua obra a import&acirc;ncia dessa quest&atilde;o que afeta a pr&oacute;pria    no&ccedil;&atilde;o de autoria. A moda e suas formas de comunica&ccedil;&atilde;o    visual foram frequentemente o primeiro caminho que levou &agrave; reflex&atilde;o    sobre a imagem e as novas configura&ccedil;&otilde;es do campo da arte na sociedade    industrial. Muitos dos maiores artistas da gera&ccedil;&atilde;o "pop" trabalharam    como designer na ind&uacute;stria da moda, ou vieram de escolas de design gr&aacute;fico    ou comunica&ccedil;&atilde;o visual voltadas ao mercado publicit&aacute;rio    e da moda. Para muitos, o papel da comunica&ccedil;&atilde;o visual na sociedade    atual, atrav&eacute;s da imagem e da espetaculariza&ccedil;&atilde;o do produto,    foi tamb&eacute;m o pr&oacute;prio tema da obra: famosas serigrafias reproduzindo    latas de sopa de tomate Campbell, de garrafas de Coca-Cola, de r&oacute;tulos    de detergente; instala&ccedil;&otilde;es formadas por caixas de rem&eacute;dios    e produtos farmac&ecirc;uticos. Ao incluir o universo da comunica&ccedil;&atilde;o    comercial na atmosfera rarefeita da arte, essas obras nos sugerem que a nossa    rela&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica mais pr&oacute;xima e imediata com a imagem    n&atilde;o acontece tanto nos museus, quanto nas prateleiras dos supermercados.    Mas se pode dizer tamb&eacute;m o contr&aacute;rio. Cada vez mais nos relacionamos    com um produto industrial de maneira semelhante a uma obra de arte.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/a09img01.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">A entrevista do fil&oacute;sofo Lars Svendsen coloca uma s&eacute;rie    de perguntas muito significativas e controversas sobre tais quest&otilde;es.    &Eacute; poss&iacute;vel uma cr&iacute;tica da moda aut&ocirc;noma, separada    do marketing do produto? &Eacute; poss&iacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o de    categorias de an&aacute;lise rigorosas compar&aacute;veis &agrave;s da cr&iacute;tica    das linguagens art&iacute;sticas ou cinematogr&aacute;ficas. A estas perguntas    tentou responder, j&aacute; h&aacute; algumas d&eacute;cadas, Roland Barthes    no seu texto <I>O sistema da moda, </I>chegando a conclus&otilde;es bem diferentes    que conservam ainda atualidade: o discurso sobre a moda pode ser estudado como    um sistema de signos produtores de significado em rela&ccedil;&atilde;o a um    universo de objetos. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o    de um gosto do consumidor. &Eacute;, ent&atilde;o, um discurso modelo do sistema    do espet&aacute;culo moderno descrito por Debord e, como tal, se apresenta como    paradigma que afeta o pr&oacute;prio discurso da cr&iacute;tica de arte, enquanto    parte do mesmo sistema de comunica&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P><font size="3"> Uma outra abordagem de grande interesse &eacute; aquela antropol&oacute;gica    proposta por Massimo Canevacci. Fugindo do campo limitado da <I>haute couture</I>,    da sua representa&ccedil;&atilde;o imag&eacute;tica e ideol&oacute;gica, remontando    aos contributos de Gillo Dorfles, que colocou sem preconceito o tema das novas    interrela&ccedil;&otilde;es entre arte e moda, ou de Francesca Alfano Miglietti    que foca o significado das po&eacute;ticas do corpo na arte, o discurso do italiano    visa as ra&iacute;zes da criatividade da moda atual dentro do universo das subculturas    urbanas, questionando e talvez subvertendo, as tradicionais rela&ccedil;&otilde;es    verticais entre centro e periferia estabelecidas nas sociedades contempor&acirc;neas.    Os textos de Rosane Preciosa e Suzana Avelar e o artigo de Maria do Carmo Teixeira    Rainho enriquecem essa abordagem de um ponto de vista sociol&oacute;gico sob    o aspecto da rela&ccedil;&atilde;o entre a moda e o controle social. Se, na    primeira contribui&ccedil;&atilde;o a perspectiva pode ser mais pr&oacute;xima    tamb&eacute;m dos estudos hist&oacute;ricos j&aacute; cl&aacute;ssicos de Norbert    Elias, destacando a complexa rela&ccedil;&atilde;o entre valores culturais e    objetos no processo de constru&ccedil;&atilde;o de identidades sociais, a segunda,    utilizando autores pioneiros no estudo das subculturas urbanas dos adolescentes,    como David Hebdig, aponta para a relev&acirc;ncia desses fen&ocirc;menos na    constru&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas das rela&ccedil;&otilde;es de poder,    como tamb&eacute;m das identidades individuais e de grupos no universo da metr&oacute;pole    p&oacute;s-industrial.</font></P>     <P><font size="3">N&atilde;o menos importantes para a compreens&atilde;o das possibilidades    abertas pelos estudos sobre moda, inclusive como documento hist&oacute;rico,    s&atilde;o os textos de Maria R&uacute;bia Sant'Anna, Luiz Campanella e Soraya    Coppola. Sant'Anna aponta para a import&acirc;ncia dos textos historiogr&aacute;ficos    como documenta&ccedil;&atilde;o de pesquisa, e para necessidade de ver a linguagem    dos manuais de hist&oacute;ria da moda e dos costumes como uma constru&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica, ela pr&oacute;pria documento de particulares rela&ccedil;&otilde;es    culturais entre v&aacute;rios campos do saber e da ideologia. O tema adquire    uma atualidade candente ao pensarmos no grande aumento de n&uacute;mero de cursos    de moda e de cultura visual no n&iacute;vel de ensino profissional e de gradua&ccedil;&atilde;o    que se est&aacute; verificando nos &uacute;ltimos anos no Brasil. A este novo    interesse n&atilde;o corresponde ainda uma reflex&atilde;o adequada sobre os    instrumentos e as modalidades de ensino, que n&atilde;o seja dirigida apenas    por interesses contingentes do mercado. Mais voltados para uma investiga&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica e por uma interpreta&ccedil;&atilde;o de vi&eacute;s semiol&oacute;gico,    num sentido bem particular, os escritos de Campanella e de Soraya Coppola partem    do exame de produtos para mostrar a permeabilidade entre significados culturais    e de aspectos tecnol&oacute;gicos de produ&ccedil;&atilde;o na cria&ccedil;&atilde;o    do objeto de moda.</font></P>     <P><font size="3">O dossi&ecirc; aqui apresentado re&uacute;ne, portanto, uma    pluralidade de temas, de abordagens, de m&eacute;todos de an&aacute;lise e de    propostas cujo denominador comum &eacute; partir do fen&ocirc;meno da moda como    documento da hist&oacute;ria cultural e social. Mais que a tentativa de fazermos    um balan&ccedil;o de algumas quest&otilde;es, que permanecem abertas, h&aacute;    aqui o desejo de estimular o leitor a conhecer, de forma mais pr&oacute;xima,    os estudos que foram desenvolvidos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com grande    impulso tamb&eacute;m em institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e centros    de pesquisa brasileiros, nessa &aacute;rea t&atilde;o importante para a compreens&atilde;o    da cultura contempor&acirc;nea. Por isso, foi anexado ao dossi&ecirc; uma bibliografia    b&aacute;sica que pode servir como primeiro instrumento de introdu&ccedil;&atilde;o    ao conhecimento desse campo para os interessados n&atilde;o especialistas, e    tamb&eacute;m uma lista de grupos de pesquisa existentes dentro de v&aacute;rias    universidades e centros no pa&iacute;s. Esperamos assim poder contribuir para    estimular a comunica&ccedil;&atilde;o e os interc&acirc;mbios entre os estudiosos,    tendo em vista uma maior coopera&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o,    e proposta de atividades conjuntas, projetos e eventos cuja realiza&ccedil;&atilde;o    seria indispens&aacute;vel para consolidar esse segmento ainda incipiente dentro    do panorama acad&ecirc;mico brasileiro.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><I><b>Luciano Migliaccio</b> &eacute; professor de hist&oacute;ria    da arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de S&atilde;o    Paulo (USP), professor visitante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)    e coordenador do grupo e pesquisa Arte, Design e Moda</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><B> NOTA</B></font></P>     <P><font size="3"><a name="nt1"></a><a href="#tx1">1</a>. C&eacute;lebres autores    dedicaram-se a pensar sobre moda: Oscar Wilde, Charles Baudelaire, Honor&eacute;    de Balzac, Thornstein Veblen, John C. Fl&uuml;gel, Georg Simmel, Gabriel de    Tarde, Edward Sapir, Ruth Benedict, Roland Barthes, C. Willet Cunnington, Richard    Martin, James Laver, Pierre Bourdieu, Mike Featherstone, entre outros. E, no    Brasil, podemos destacar os escritos e pesquisas iniciais de Gilberto Freyre,    Alexandre Eul&aacute;lio e Gilda de Mello e Souza.</font></P>      ]]></body>
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