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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/moda.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b><font size=5>NOTAS SOBRE MODA, JUVENTUDE E PARADIGMAS TE&Oacute;RICOS</font></b></font></P>     <P><font size="3"><b>Maria do Carmo Teixeira Rainho </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>A</b>produ&ccedil;&atilde;o, a difus&atilde;o e o consumo    da moda sofreram transforma&ccedil;&otilde;es radicais a partir da d&eacute;cada    de 1960. Entre outros aspectos deve ser destacado, primeiramente, o surgimento    do <I>pr&ecirc;t-&agrave;-porter</I>, que racionalizou a produ&ccedil;&atilde;o    de roupas, normatizou a modelagem dos manequins e possibilitou &agrave;s camadas    m&eacute;dias &#150; dos Estados Unidos e, em seguida, da Fran&ccedil;a al&eacute;m    de pa&iacute;ses como o Brasil &#150;, vestirem roupas inovadoras e de baixo    custo, utilizando prioritariamente fibras sint&eacute;ticas. Essas novas roupas    v&atilde;o ao encontro daqueles que n&atilde;o podiam pagar os pre&ccedil;os    da alta costura, mas desejavam vestimentas adequadas ao seu estilo de vida,    que fossem tamb&eacute;m criativas e bem cortadas. Tem in&iacute;cio a&iacute;    uma rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; roupa sob medida, confeccionada por alfaiates    e costureiras. A alta costura, por sua vez, entra em decad&ecirc;ncia e j&aacute;    n&atilde;o &eacute; mais "o farol que ilumina o mundo" (1).</font></P>     <P><font size="3">Para essa nova configura&ccedil;&atilde;o no processo de cria&ccedil;&atilde;o    e dissemina&ccedil;&atilde;o da moda foi fundamental o aumento do poder de compra    de boa parte dos consumidores dos pa&iacute;ses europeus no contexto do p&oacute;s-guerra;    a expans&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa; o incremento    do com&eacute;rcio de roupas prontas, com a cria&ccedil;&atilde;o e a expans&atilde;o    das butiques; e, sobretudo, a emerg&ecirc;ncia da juventude como for&ccedil;a    criativa e da juventude mesma como valor.</font></P>     <P><font size="3">Exemplares da sociedade de consumo, da alta produ&ccedil;&atilde;o,    da obsolesc&ecirc;ncia programada, do descart&aacute;vel, a roupa e a moda da    d&eacute;cada de 1960 s&atilde;o o dom&iacute;nio da juventude que, em Londres,    Paris, Nova Iorque ou Rio de Janeiro, faz da sua apar&ecirc;ncia uma forma de    resist&ecirc;ncia ao autoritarismo. Mas, se podemos falar de uma verdadeira    revolu&ccedil;&atilde;o nas vestimentas empreendida pelos jovens &#151; segundo    alguns historiadores da indument&aacute;ria a &uacute;ltima a que assistimos    nesse &acirc;mbito &#150; essa revolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se fez sentir    de imediato nos estudos dedicados ao consumo e, mais especificamente, nos te&oacute;ricos    da moda.</font></P>     <P><font size="3">A partir do final do s&eacute;culo XIX quando a moda se torna    um tema das ci&ecirc;ncias sociais, sobretudo da sociologia, o paradigma da    imita&ccedil;&atilde;o-distin&ccedil;&atilde;o como motor de suas mudan&ccedil;as    virou uma esp&eacute;cie de &acirc;ncora &agrave; qual se agarraram in&uacute;meros    pensadores tribut&aacute;rios da obra de Gabriel Tarde, Herbert Spencer, Georg    Simmel e Thorstein Veblen (2).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Gilles Lipovetsky, no j&aacute; cl&aacute;ssico livro <I>O imp&eacute;rio    do ef&ecirc;mero</I>, publicado em 1987, observa que, durante boa parte do s&eacute;culo    XX, a teoria da moda sofreu de uma esp&eacute;cie de acomoda&ccedil;&atilde;o    dos intelectuais que adotaram sobre o assunto um credo comum &#151; a explica&ccedil;&atilde;o    simplista de que a l&oacute;gica inconstante da moda deve ser entendida a partir    dos fen&ocirc;menos de estratifica&ccedil;&atilde;o social e das estrat&eacute;gias    mundanas de distin&ccedil;&atilde;o honor&iacute;fica (3).</font></P>     <P><font size="3"> Entre os autores que se dedicaram a pensar o consumo e seus    mecanismos de diferencia&ccedil;&atilde;o ou de afirma&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia    nos grupos sociais dominantes, que influenciaram, sobremaneira, as reflex&otilde;es    sobre o consumo da moda, est&atilde;o Mary Douglas e Baron Isherwood (4) e Pierre    Bourdieu com trabalhos produzidos nos anos de 1970 (5). Os dois primeiros, economistas,    prop&otilde;em, em <I>O mundo dos bens</I>, uma teoria sobre o consumidor que    chama a aten&ccedil;&atilde;o para a forma pela qual as mercadorias s&atilde;o    usadas para estabelecer as fronteiras das rela&ccedil;&otilde;es sociais: "os    bens s&atilde;o neutros, seu uso &eacute; social; podem ser usados como cercas    ou pontes". Quanto &agrave; Bourdieu, em obras como <I>A distin&ccedil;&atilde;o</I>    e <I>O poder simb&oacute;lico</I> dedicou-se, atrav&eacute;s da sociologia do    gosto &#151; que se revela nas opini&otilde;es emitidas espontaneamente, nas    aprecia&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas ou no consumo de objetos culturais    &#151; a fundamentar a ideia de que as representa&ccedil;&otilde;es do mundo    social, ou seja, a representa&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo ou o grupo    tem de si mesmo e a representa&ccedil;&atilde;o que tem dos outros, se traduzem    atrav&eacute;s dos estilos de vida. Nesse sentido, conforme o autor, a din&acirc;mica    da distin&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o se esgota no conflito simb&oacute;lico    pela imposi&ccedil;&atilde;o de uma determinada representa&ccedil;&atilde;o    da sociedade, mas se estende na produ&ccedil;&atilde;o de novos gostos socialmente    diferenciadores e no abandono progressivo das pr&aacute;ticas culturais quando    estas s&atilde;o apropriadas pelas camadas inferiores.</font></P>     <P><font size="3">A quest&atilde;o do gosto &#151; bom ou mau &#151; e o estilo    pessoal s&atilde;o mecanismos claramente poderosos de diferencia&ccedil;&atilde;o,    inclus&atilde;o e exclus&atilde;o social com a moda e a indument&aacute;ria    funcionando como cen&aacute;rio de batalhas em movimento em que as posi&ccedil;&otilde;es    sociais est&atilde;o em jogo. No entanto, estilo de vida, identidade e coes&atilde;o    dos grupos n&atilde;o se constr&oacute;i, sobretudo a partir dos anos 1960,    tendo em vista exclusivamente hierarquias ou posi&ccedil;&otilde;es sociais.    O consumo de moda se revela, ent&atilde;o, mais como indicador de um estilo    de vida &#151; que pode ser o tempo todo constru&iacute;do e desconstru&iacute;do    &#151; do que como uma pr&aacute;tica determinada por um grupo de status que    admiro, emulo ou ao qual busco me vincular.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/a13img01.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Assim, no nosso entendimento, o modelo explicativo qualificado    de <I>trickle-down </I>(6), amplamente empregado durante d&eacute;cadas, deve    ser, assim, matizado: este modelo "de cima para baixo", no qual s&atilde;o as    grandes <I>maisons</I> e seus costureiros que v&atilde;o definir as formas da    indument&aacute;ria e suas mudan&ccedil;as &#151; as quais se difundem das camadas    mais altas da sociedade at&eacute; as mais baixas, de Paris para o resto do    mundo &#151; convive, desde os anos de 1960, com o processo qualificado de <I>trickle-up</I>.    Nele, a moda surge de baixo para cima, ou seja, a partir da rua, das camadas    mais baixas, de grupos et&aacute;rios que, at&eacute; ent&atilde;o, n&atilde;o    influ&iacute;am nos gostos dominantes e n&atilde;o necessariamente em Paris,    mas em Londres, T&oacute;quio, Barcelona ou at&eacute; mesmo no Rio de Janeiro.</font></P>     <P><font size="3"> Conforme Fred Davis, a teoria <I>trickle-down</I> &eacute;    insuficiente quando se trata de explicar o "pluralismo do policentrismo da moda,    que cada vez mais caracteriza a vestimenta contempor&acirc;nea" (7), sinalizando    que para os partid&aacute;rios daquele modelo os consumidores de moda seriam    essencialmente passivos (8). Assinala, ainda, que na teoria <I>trickle-down</I>    &eacute; como se a moda s&oacute; se preocupasse em simbolizar a classe social,    enquanto ela, em realidade, diz respeito a v&aacute;rios outros tipos de identidades:    sexual, de g&ecirc;nero, de faixa et&aacute;ria, &eacute;tnica, religiosa, entre    outros.</font></P>     <P><font size="3"> Uma chave importante para se pensar sobre o consumo na contemporaneidade    encontra-se em <I>A &eacute;tica rom&acirc;ntica e o esp&iacute;rito do consumismo    moderno</I>, de Colin Campbell. Segundo o autor, o romantismo serviu para proporcionar    o apoio &eacute;tico para um padr&atilde;o inquieto e cont&iacute;nuo de consumo    que caracteriza o comportamento do homem moderno. Para Campbell, o esp&iacute;rito    do romantismo estaria presente na d&eacute;cada de 1960 operando no sentido    de suplantar as for&ccedil;as do tradicionalismo e proporcionar um impulso renovado    &agrave; din&acirc;mica do consumismo. Haveria, assim, uma estreita correspond&ecirc;ncia    entre as explos&otilde;es do boemismo e os per&iacute;odos de arrancada criativa    do consumidor como ocorrido nos anos de 1960. Ali se poderia perceber "uma "revolu&ccedil;&atilde;o    moral" </font></P>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"em que um novo esp&iacute;rito de prazer surgia para desafiar      o que era identificado com um restritivo puritanismo, um esp&iacute;rito mais      patente entre os jovens instru&iacute;dos que procuraram prazer e auto-express&atilde;o      por meio do &aacute;lcool, das drogas, do sexo e das artes, enquanto um intenso      idealismo moral andava de m&atilde;os dadas com um irrestrito comercialismo"      (9).</font></p> </blockquote>     <P><font size="3">Uma outra vertente interessante para pensar a roupa do ponto    de vista da constitui&ccedil;&atilde;o de um grupo &eacute; a dos autores vinculados    aos estudos culturais, entre eles, Dick Hebdige que se apoia em Gramsci, Althusser    e, sobretudo, na semi&oacute;tica para analisar as subculturas brit&acirc;nicas:    teds, skinheads, punks, hippies, dreads, entre outros. Dois conceitos de Gramsci    s&atilde;o fundamentais para a sua abordagem: conjuntura e especificidade. Operando    com eles, Hebdige assinala que as subculturas s&atilde;o determinadas pela idade    e classe social e se expressam por interm&eacute;dio da cria&ccedil;&atilde;o    de estilos. Esses estilos s&atilde;o produzidos conforme conjunturas hist&oacute;ricas    e culturais espec&iacute;ficas e n&atilde;o podem ser lidos simplesmente como    uma resist&ecirc;ncia frente &agrave;s tens&otilde;es sociais. Mais do que isso,    as subculturas re&uacute;nem ou hibridizam estilos para construir identidades    que v&atilde;o conferir a elas uma relativa autonomia e, ao mesmo tempo, fazer    frente &agrave;s diferen&ccedil;as de classe, gera&ccedil;&atilde;o, oportunidades    de trabalho, etc (10).</font></P>     <P><font size="3">A partir das proposi&ccedil;&otilde;es de Campbell e Hebdige    devemos pensar no consumidor como sujeito que faz uso da moda para construir    ativamente identidades de classe e g&ecirc;nero. A no&ccedil;&atilde;o de consumo    ativo nos ajuda a perceber, assim, como as roupas podem ser usadas para opor    resist&ecirc;ncia a essas identidades dominantes de classe e g&ecirc;nero, bem    como &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es de poder e status que as acompanham.</font></P>     <P><font size="3">Dialogando com esses e outros autores (11), devemos refletir    tamb&eacute;m sobre o uso generalizado da categoria juventude. Articular e conectar    classe social e cultura jovem &eacute; fundamental, embora muitos pensadores    tendam a tratar da juventude como uma nova classe, formada por uma indiferenciada    comunidade de consumidores adolescentes, em fun&ccedil;&atilde;o da quantidade    de estilos que emergiram a partir dos jovens. Os anos de 1960 s&atilde;o um    divisor de &aacute;guas nesse sentido obrigando-nos a repensar uma esp&eacute;cie    de mito de uma cultura jovem sem classe social definida.</font></P>     <P><font size="3">Delimitar categorias como juventude, gera&ccedil;&atilde;o,    cultura jovem, subcultura e a pr&oacute;pria moda &eacute;, por isso, fundamental.    No caso da moda, especificamente, constitui uma maneira de fugir de descri&ccedil;&otilde;es    reducionistas que explicam os seus significados em termos puramente econ&ocirc;micos,    como nas abordagens marxistas, ou em termos de g&ecirc;nero, no caso do feminismo,    entre outras.</font></P>     <P><font size="3">Acreditamos que a roupa e a moda s&atilde;o produzidas em face    de circunst&acirc;ncias sociais e hist&oacute;ricas, e constituem um observat&oacute;rio    privilegiado do ambiente pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e cultural de uma    &eacute;poca. Mais do que isso, acreditamos que seus significados s&atilde;o    produzidos conforme as diferentes circunst&acirc;ncias sociais e hist&oacute;ricas.    Dada &agrave; complexidade da moda como objeto, cabe, assim, ultrapassar paradigmas    consolidados, romper com as abordagens historicistas ou descritivas e recolocar    a roupa e a moda no centro de uma discuss&atilde;o hist&oacute;rica, filos&oacute;fica,    est&eacute;tica e sociol&oacute;gica, que as afaste das perspectivas esvaziadoras    a que elas muitas vezes acabam relegadas.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><I><b>Maria do Carmo Teixeira Rainho</b> &eacute; pesquisadora    do Arquivo Nacional e professora de hist&oacute;ria da indument&aacute;ria da    Faculdade Senai-Cetiqt. Doutoranda no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Hist&oacute;ria Social na Universidade Federal Fluminense (UFF). Autora,    entre outros, do livro </I>A cidade e a moda<I>, Ed. UnB, 2002. Email: </I>mcrainho@ig.com.br</font></P>     <P><font size="3"><I>&nbsp;</I></font></P>     <P><font size="3"><B> NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">1. Monneyron, F. <I>La frivolit&eacute; essentielle</I>, Paris,    PUF. 2001, p. 40.    </font></P>     <P><font size="3"> 2. Conferir de Spencer, H. "Les mani&egrave;res et la mode",    em: ___<I> Essais de morale, de science et d'esthetique</I>. Idem. <I>Principes    de sociologie</I>, Vol. 3; Tarde, G. <I>Les lois de l'imitation</I>; Veblen,    T. <I>A teoria da classe ociosa</I>; Simmel, G. "La mode", em: ___ <I>La trag&eacute;die    de la culture et autres essais</I>.</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 3. Lipovetsky, G. <I>O imp&eacute;rio do ef&ecirc;mero</I>,    S&atilde;o Paulo, Cia. das Letras. 1987.    </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 4. Douglas, M., Isherwood, B. <I>O mundo dos bens: para uma    antropologia do consumo</I>, Rio de Janeiro, Editora UFRJ. 2006.    </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 5. Ver, entre outros, <I>A distin&ccedil;&atilde;o: cr&iacute;tica    social do julgamento</I>, Porto Alegre, Zouk, 2008 e<I> O poder simb&oacute;lico</I>,    Lisboa: Difel. 1989.    </font></P>     <P><font size="3">6. Express&atilde;o tomada de empr&eacute;stimo da economia,    empregada nos estudos referentes &agrave; moda, no sentido de uma difus&atilde;o    de "cima para baixo", ou seja, a moda &eacute; determinada pelas camadas mais    altas e, t&atilde;o logo adotada pelas inferiores, gera um novo e infind&aacute;vel    ciclo de imita&ccedil;&atilde;o-distin&ccedil;&atilde;o.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">7. Davis, F. <I>Fashion, culture and identity</I>. Chicago e    Londres, The University of Chicago Press. 1992, p. 112.    </font></P>     <P><font size="3">8. Idem, p. 187.</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">9. Campbell, C. <I>A &eacute;tica rom&acirc;ntica e o esp&iacute;rito    do consumismo moderno</I>, Rio de Janeiro, Rocco. 2001, p. 289.    </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 10. Hebdige, D. <I>Subculture: the meaning of style</I>, Londres    e Nova Iorque, Routledge. 2007.    </font></P>     <P><font size="3"> 11. Ver, entre outros, Levi, Giovanni e Schmitt, Jean-Claude.    <I>Hist&oacute;ria dos jovens</I>, S&atilde;o Paulo: Cia. das Letras, 1996 e    ainda de Pierre Bourdieu, "A juventude &eacute; apenas uma palavra" In: <I>Quest&otilde;es    de sociologia</I>. Rio de Janeiro, Editora Marco Zero. 1983.</font></P>      ]]></body><back>
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