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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n2/moda.gif"></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b><font size=5>ARTE, MODA, CI&Ecirc;NCIA E TECNOLOGIA: PERMEABILIDADE    E EXPERIMENTA&Ccedil;&Atilde;O</font></b></font></P>     <P><font size="3"><b>Soraya Coppola </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P> <font size="3"><b>A</b>urbaniza&ccedil;&atilde;o do "corpo" moderno originou-se    do processo conflituoso entre a objetiva&ccedil;&atilde;o do sujeito versus    a estiliza&ccedil;&atilde;o da individualidade no s&eacute;culo XIX, formando-o    a partir do desenvolvimento da cidade, que era o meio, a forma, o espa&ccedil;o    e a representa&ccedil;&atilde;o da cultura, das artes e das rela&ccedil;&otilde;es    m&uacute;ltiplas destas com o universo socioecon&ocirc;mico e pol&iacute;tico    de sua &eacute;poca. Na cidade moderna, o sujeito pode ser visto atrav&eacute;s    do fen&ocirc;meno da moda (costumes, vestu&aacute;rios, os c&oacute;digos de    vestir, sua circula&ccedil;&atilde;o e consumo), "objeto de compreens&atilde;o    das representa&ccedil;&otilde;es que traduzem as posi&ccedil;&otilde;es e os    interesses dos atos sociais e que descrevem a sociedade tal como pensam que    &eacute; ou como gostariam que fosse" (1).</font></P>     <P><font size="3">A cidade e os aspectos sociais, pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos    e art&iacute;sticos v&ecirc;m se apresentando como pano de fundo (n&atilde;o    menos importante) de diversas discuss&otilde;es quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    do sujeito moderno. Devemos v&ecirc;-la n&atilde;o somente como um inv&oacute;lucro    ou a concentra&ccedil;&atilde;o de produtos, mas como uma produ&ccedil;&atilde;o    social, econ&ocirc;mica e art&iacute;stica por si s&oacute;.</font></P>     <P><font size="3">No s&eacute;culo XX, os movimentos art&iacute;sticos de vanguarda,    a moda e a arte se aproximaram, quando, segundo Florence Muller (2), o artista    se apropria da ideia do vestir e a moda se apropria da arte. Mas as afinidades    entre arte e moda podem corresponder a atitudes bem diferenciadas, como repensar    a vida atrav&eacute;s da roupa, criar sinergias entre moda e arte para dar alma    &agrave; ind&uacute;stria ou empregar o vestu&aacute;rio como suporte de express&atilde;o    art&iacute;stica, para criar novas propostas.</font></P>     <P><font size="3">A quest&atilde;o &eacute; que o vestu&aacute;rio, como estrutura,    fora do contexto cotidiano e de sua fun&ccedil;&atilde;o social identit&aacute;ria,    &eacute; uma express&atilde;o bem definida, nada casual ou sem inten&ccedil;&otilde;es.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Como a arte, pode expressar ideologias e cr&iacute;ticas. Isto    pode ser confirmado ao observarmos o desenvolvimento da modernidade e da p&oacute;s-modernidade,    onde novas atitudes transformaram completamente o status da arte e da moda.</font></P>     <P><font size="3">As a&ccedil;&otilde;es dos artistas desde o &uacute;ltimo metade    do s&eacute;culo XIX, numa tentativa de romper com a hierarquia entre as artes    liberais e mec&acirc;nicas, desenvolveram um perfil particular da arte, denominado    design, partindo da arquitetura e envolvendo todas as produ&ccedil;&otilde;es    associadas &agrave; ela. O mundo passou a ser percebido atrav&eacute;s de sua    tridimensionalidade e, nesse sentido, as t&eacute;cnicas tradicionais, bi ou    tridimensionais, foram sendo pensadas de modo inusitado, ganhando formas, volumes    e fun&ccedil;&otilde;es antes n&atilde;o experimentados.</font></P>     <P><font size="3">As roupas, bem como os tecidos, foram uma das tipologias de    suporte escolhidas, expostos ou vestidos (3), que levavam uma mensagem nada    inocente, definiam uma posi&ccedil;&atilde;o nada usual, apresentavam uma nova    forma de express&atilde;o. Nas manifesta&ccedil;&otilde;es dada&iacute;stas,    por exemplo, havia uma abordagem com reflex&atilde;o te&oacute;rica e t&eacute;cnica,    em uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra a domina&ccedil;&atilde;o da alta-costura    parisiense, f&uacute;til e elitista, defendendo uma roupa que exprimisse um    ideal de vida.</font></P>     <P><font size="3">Em 1903, a "Wiener Werkstatte" (4) une pintura, arquitetura,    escultura e artes aplicadas, criando, como Josef Hoffmann, roupas e bijuterias    de acordo com seus projetos arquitet&ocirc;nicos ou Gustav Klint, que desenha    os tecidos e vestidos, relacionando modelagem e estampas t&ecirc;xteis ou, mais    diretamente ligado &agrave; moda, Raoul Dufy (associado com Paul Poiret) que    desenvolve padr&otilde;es t&ecirc;xteis inusitados.</font></P>     <P><font size="3">Giacomo Balla, na primeira metade do s&eacute;culo XX traduz    em tecidos as linhas futuristas da velocidade, associando forma-humor, ritmo-cor,    produzindo gravatas confeccionadas com materiais diversos, tais como pl&aacute;stico,    papel&atilde;o ou madeira, ornamentadas com l&acirc;mpadas el&eacute;tricas    associadas aos movimentos eletrizantes da conversa&ccedil;&atilde;o, acreditando    que o vestu&aacute;rio deveria reposicionar o indiv&iacute;duo no espa&ccedil;o    urbano favorecendo a comunica&ccedil;&atilde;o. Balla n&atilde;o poderia imaginar    que sua ideia seria efetivamente desenvolvida e tomada como tend&ecirc;ncia    no final do s&eacute;culo XX, atrav&eacute;s da permeabilidade entre arte, moda,    ci&ecirc;ncia e tecnologia, inseridas no desenvolvimento dos tecidos.</font></P>     <P><font size="3">Mas essa realidade somente &eacute; poss&iacute;vel dentro de    uma no&ccedil;&atilde;o de arte total, como o foi pensado no final do s&eacute;culo    XIX, no sentido em que, na cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica contempor&acirc;nea,    favore&ccedil;a a reaproxima&ccedil;&atilde;o entre arte e a vida, entre a cria&ccedil;&atilde;o    e a modernidade cient&iacute;fica, entre concep&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o.    Associar moda e arte, e pensar a ci&ecirc;ncia e a tecnologia envolvidas nesse    processo de cria&ccedil;&atilde;o, apesar dessas &aacute;reas possu&iacute;rem    estruturas diversas, apesar de se desenvolverem separadamente, &eacute; perceber    que seus caminhos no mundo contempor&acirc;neo se fazem de modo paralelo, podendo    permear-se entre si, produzindo objetos inusitados, proporcionando experimenta&ccedil;&otilde;es    novas.</font></P>     <P><font size="3">Os t&ecirc;xteis sempre foram uma tipologia de produto que permitiu    a conflu&ecirc;ncia dessas &aacute;reas. Se pensarmos a origem da tecnologia    (5) veremos que ela acompanha a hist&oacute;ria dos tecidos desde a Antiguidade,    quando ferramentas foram criadas numa tentativa de extens&atilde;o das m&atilde;os    humanas, visando a cria&ccedil;&atilde;o de produtos que condiziam com a realidade    art&iacute;stica, social e econ&ocirc;mica da &eacute;poca.</font></P>     <P><font size="3">O uso das fibras t&ecirc;xteis naturais, org&acirc;nicas, vegetais    (algod&atilde;o, linho, canapa) e animais (seda e l&atilde;), hoje processo    comum e acess&iacute;vel a todos, levou, na verdade, milhares e milhares de    anos (6) para serem desenvolvidas. Para tal uso foi necess&aacute;ria a concorr&ecirc;ncia    do desenvolvimento de meios para essa produ&ccedil;&atilde;o: instrumentos e    t&eacute;cnicas.</font></P>     <P><font size="3">Da Antiguidade &agrave; Idade M&eacute;dia, a fia&ccedil;&atilde;o    sofrer&aacute; algumas evolu&ccedil;&otilde;es, passando do fuso manual, ao    torno manual (roca) e ao torno de pedal. No Renascimento, o pedal ser&aacute;    aperfei&ccedil;oado e uma abertura em forma de "U" (voador) completar&aacute;    o fuso. Posteriormente, at&eacute; o s&eacute;culo XVIII as for&ccedil;as motrizes    far&atilde;o a diferen&ccedil;a na produ&ccedil;&atilde;o, com a utiliza&ccedil;&atilde;o    dos animais e da &aacute;gua.</font></P>     <P><font size="3">Os teares sofrer&atilde;o menores transforma&ccedil;&otilde;es    at&eacute; o s&eacute;culo XVIII, sendo a produ&ccedil;&atilde;o dos tecidos    de algod&atilde;o a respons&aacute;vel pela maior parte do desenvolvimento mec&acirc;nico    durante o s&eacute;culo XVIII (7). O s&eacute;culo XIX trar&aacute;, efetivamente,    a mecaniza&ccedil;&atilde;o total &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dos tecidos,    atrav&eacute;s de processos cont&iacute;nuos, conseguidos com o esfor&ccedil;o    conjunto das &aacute;reas da mec&acirc;nica, da qu&iacute;mica e do design.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Vemos ent&atilde;o que, ao estudarmos a hist&oacute;ria dos    tecidos temos a possibilidade de verificar dois eixos principais: a hist&oacute;ria    da tecnologia e a hist&oacute;ria da arte, dos ornamentos, do design.</font></P>     <P><font size="3">No universo contempor&acirc;neo, o homem assume o espa&ccedil;o    da cidade domina o pr&oacute;prio corpo no espa&ccedil;o circundante atrav&eacute;s    do desenvolvimento de estruturas de vestu&aacute;rio que permitem uma nova rela&ccedil;&atilde;o,    conjugando volume e constru&ccedil;&atilde;o, arte e moda, design e moda, moda    e tecnologia.</font></P>     <P><font size="3">A textura ser&aacute; a nova meta. Ap&oacute;s a Era da Qu&iacute;mica,    iniciada no final do s&eacute;culo XIX e efetivada na primeira metade do s&eacute;culo    XX, respons&aacute;vel pela inser&ccedil;&atilde;o de novas fibras, artificiais    e sint&eacute;ticas (8), o universo t&ecirc;xtil sofreu grande transforma&ccedil;&atilde;o.    As pesquisas s&atilde;o desenvolvidas em &aacute;reas de grande tecnologia (inicialmente    industrial e aeroespacial, posteriormente militares e esportivas), fazendo surgir,    na segunda metade do s&eacute;culo XX, a Era da Ci&ecirc;ncia e do Conhecimento,    na qual os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, a arte e os tecidos efetivaram    estreito di&aacute;logo, associados aos novos conceitos incorporados &agrave;    fisiologia do vestir e ao aspecto do vestu&aacute;rio.</font></P>     <P><font size="3">As pesquisas na nova Era da Tecnologia do s&eacute;culo XXI    acontecem nas &aacute;reas de biotecnologia, comunica&ccedil;&atilde;o, ergometria,    rob&oacute;tica, gen&eacute;tica, nanotecnologia, entre outros, visando conceitos    como funcionalidade, comunica&ccedil;&atilde;o, personalidade, praticidade,    sa&uacute;de e prote&ccedil;&atilde;o. Associada &agrave; moda, se apropria    daquilo que no vestu&aacute;rio &eacute; fundamental: o movimento.</font></P>     <P><font size="3">A moda se torna o elemento unificador para compreender a transforma&ccedil;&atilde;o    da cultura contempor&acirc;nea, como fragmento do mundo p&oacute;s-moderno,    atrav&eacute;s da fluidez da identidade, ou seja, da forma&ccedil;&atilde;o    de um sujeito sem identidade fixa, com personalidade inst&aacute;vel, que usa    a ci&ecirc;ncia como acess&oacute;rio. Se a partir dos anos 1990 a moda usa    a linguagem da arte, evidenciando o cruzamento das &aacute;reas, horizontalizando    as artes gr&aacute;ficas, a arte, a moda e o consumo, contemporaneamente, a    tecnologia associada &agrave; moda se apresenta, como estilo (como contamina&ccedil;&atilde;o,    conflu&ecirc;ncia, como mistura e sobreposi&ccedil;&atilde;o) ou como micro    estilos, ou seja, tend&ecirc;ncias que se anulam ou se contradizem contemporaneamente    aos estilos.</font></P>     <P><font size="3">Um exemplo significativo da frui&ccedil;&atilde;o entre arte,    moda e tecnologia &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de LEDs(9) na constru&ccedil;&atilde;o    de estruturas e significados, tend&ecirc;ncias e identidades m&oacute;veis,    enfim, contemporaneidade, numa proposta de movimento, de velocidade, da fragmenta&ccedil;&atilde;o    da vida p&oacute;s-moderna. Na arte essa tecnologia tamb&eacute;m vem sendo    utilizada, associada ao design e &agrave; moda, como nas obras de Makoto Tojiki,    que conjuga forma, corpo e luz, acreditando que "as mensagem convertidas em    produtos mude o modo das pessoas olharem as coisas &#91;…&#93; que traga um    sorriso no rosto das pessoas quando elas encontram minha mensagem" (10).</font></P>     <P><font size="3">A tecnologia e os tecidos podem estar associados, por exemplo,    &agrave; nanotecnologia (11) (resistentes &agrave;s manchas), &agrave; sa&uacute;de,    bem-estar e conforto (tecidos el&aacute;sticos, que absorvem e repelem o suor    ou anti-bactericidas), &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o (tecido Skin).</font></P>     <P><font size="3">Enfim, a experimenta&ccedil;&atilde;o da tecnologia atrav&eacute;s    da arte e da moda tem sido o grande eixo conversor dessas &aacute;reas, trazendo    para as ruas e galerias uma proposta de di&aacute;logo, interdisciplinaridade    e desenvolvimento, onde o conforto e praticidade da vida contempor&acirc;nea    se tornam prioridades.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><I><b>Soraya Aparecida &Aacute;lvares Coppola</b> &eacute; especialista    em conserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o de bens culturais m&oacute;veis    (pintura, escultura, papel, cer&acirc;mica, pedra, tecido, tapete e arazzi);    especialista em educa&ccedil;&atilde;o, pesquisa e ensino da arte; restauradora    t&ecirc;xtil e professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de    Minas Gerais (UFMG )e Centro Universit&aacute;rio Una (Unatec). Email: </I><a href="mailto:sorayacoppola@yahoo.com.br">sorayacoppola@yahoo.com.br</a></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><B> NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS:</B></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 1. Roche, Daniel. <I>La culture des apparences: une histoire    du v&ecirc;tement : (XVIIe-XVIIIe si&egrave;cle)</I>. Paris: Fayard. 1990.    </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3"> 2. Muller, Florence.<I> Arte e moda</I>. S&atilde;o Paulo:    Cosac &amp; Naify. 2000.    </font></P>     <P><font size="3">3. Temos diversos exemplos, tais como a exposi&ccedil;&atilde;o    de "Kunstlerkleid" (roupa do artista), em Krefeld e as a&ccedil;&otilde;es dos    dada&iacute;stas, que usavam trajes extravagantes em a&ccedil;&otilde;es anticonformistas.</font></P>     <P><font size="3">4. De 1903 a 1932, associou artistas de &aacute;reas diversas,    que produziram arte tendo como objetivo comum colocar todas as facetas da vida    humana em um &uacute;nico objeto de arte.</font></P>     <P><font size="3">5. Tecnologia, origin&aacute;rio do grego, &eacute; um termo    que envolve o conhecimento t&eacute;cnico e cient&iacute;fico e as ferramentas,    processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento.    Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser: as ferramentas e as m&aacute;quinas    que ajudam a resolver problemas; as t&eacute;cnicas, conhecimentos, m&eacute;todos,    materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos    facilitar a solu&ccedil;&atilde;o dos mesmos; um m&eacute;todo ou processo de    constru&ccedil;&atilde;o e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura a tecnologia    de infraestrutura ou a tecnologia espacial); a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos    para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; o termo tecnologia tamb&eacute;m    pode ser usado para descrever o n&iacute;vel de conhecimento cient&iacute;fico,    matem&aacute;tico e t&eacute;cnico de uma determinada cultura; na economia,    a tecnologia &eacute; o estado atual de nosso conhecimento de como combinar    recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode    ser produzido). A tecnologia &eacute;, de uma forma geral, o encontro entre    ci&ecirc;ncia e engenharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas e    processos simples at&eacute; as ferramentas e processos mais complexos j&aacute;    criados pelo ser humano.</font></P>     <P><font size="3">6. Antrop&oacute;logos acreditam que, por milhares de anos,    o homem viveu sem a preocupa&ccedil;&atilde;o com o vestu&aacute;rio, pois seu    corpo era coberto com uma densa camada de p&ecirc;lo (500.000 a 30.000 a.C),    sendo que a partir do Paleol&iacute;tico Superior (30.000 a.C) o homem passou    a utilizar folhagem, peles (curtidas) e pelos de animais para produzir estruturas    que utilizava para revestir o corpo e se proteger. Por um longo per&iacute;odo    n&atilde;o conheciam fia&ccedil;&atilde;o ou tecelagem, usando, para a jun&ccedil;&atilde;o    das pe&ccedil;as, cord&otilde;es de fibras vegetais, tiras de pele, tend&otilde;es    de animais, crinas, rabos de cavalos, nervos e garras de animais. Os instrumentos    de costura eram confeccionados com espinhos, ossos e pedras perfuradas. Por    volta de 5.000 a.C., no Neol&iacute;tico, j&aacute; podemos encontrar alguns    produtos t&ecirc;xteis produzidos a partir do entrela&ccedil;amento de fibras.    O que pode ter come&ccedil;ado por um instinto casual, logo se tornou uma forma    organizada e complexa.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">7. Resumidamente, com a cria&ccedil;&atilde;o da lan&ccedil;adeira    rolante (1700), a voadora (1733), a estiragem por meio de cilindros (c.a.1760),    a m&aacute;quina de fiar algod&atilde;o com 8 fusos (1764, James Hargreaves),    chamada "mulejune" ou "janet" (em 1800 passou para 120 fusos); o filat&oacute;rio    hidr&aacute;ulico (1769, Arkwright), cujo advento conduziu &agrave; obten&ccedil;&atilde;o    de um fio mais regular e, consequentemente, de maior resist&ecirc;ncia para    uso, inclusive, na urdidura; a patente de cardas, passadores, ma&ccedil;aroqueiras    e filat&oacute;rios (1775, Arkwright); o primeiro filat&oacute;rio "selfacting"    (1779, Crompton); o tear mec&acirc;nico experimental (cart-wright), 1785; o    tear mec&acirc;nico pr&aacute;tico a vapor, 1789; o descaro&ccedil;ador de serra,    1794; o registro do tear jacquard (1806); o filat&oacute;rio de an&eacute;is    ou rings (1828, John Thorp); o registro do filat&oacute;rio intermitente "selfacting"    (1830, Richard Roberts); o registro do primeiro filat&oacute;rio cont&iacute;nuo    de anel (1880); o registro do tear "northrop" (1894).</font></P>     <P><font size="3">8. Artificiais, desenvolvidas a partir de compostos org&acirc;nicos    associados a compostos qu&iacute;micos. Sint&eacute;ticas, produzidas completamente    com compostos qu&iacute;micos.</font></P>     <P><font size="3">9. LED sigla para Light-Emitting Diode. Introduzidos nos anos    1960, s&atilde;o uma fonte semicondutora de energia. O CuteCircuit, um escrit&oacute;rio    de design de Londres, desenvolveu o Galaxy Dress, onde s&atilde;o inseridos    mais de 24.000 LEDs que funcionam &agrave; bateria por mais ou menos 1 hora.    (<I><a href="http://www.cutecircuit.com" target="_blank">www.cutecircuit.com</a></I>)</font></P>     <P><font size="3"> 10. <I><a href="http://www.makototojiki.com" target="_blank">http://www.makototojiki.com</a></i></font></P>     <P><font size="3">11. O objetivo da nanotecnologia &eacute; transformar as caracter&iacute;sticas    f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos materiais e elementos tradicionalmente conhecidos.    A nanotecnologia refere-se a uma tecnologia que manipula a mat&eacute;ria na    escala de &aacute;tomos e mol&eacute;culas. A nanotecnologia possibilita a fabrica&ccedil;&atilde;o    de produtos com caracter&iacute;sticas diferenciadas ao manipular a estrutura    molecular, alterando a geometria ou "arquitetura" da composi&ccedil;&atilde;o    das mol&eacute;culas dos materiais. A partir dessa modifica&ccedil;&atilde;o    geom&eacute;trica, os elementos adquirem caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas    diferentes das "tradicionais", ou seja, diferentes daquelas conhecidas no tamanho    em que aparecem na natureza. "Nanotecnologia: conhecer para enfrentar os desafios".    Nota T&eacute;cnica, nº 76, out/2008. Dieese. <I>In: <a href="http://www.dieese.org.br" target="_blank">www.dieese.org.br</a></i></font></P>      ]]></body><back>
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