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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O    <br>   A AMAZ&Ocirc;NIA AZUL E A SUA HERAN&Ccedil;A PARA O FUTURO DO BRASIL</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b>F&aacute;bio Hissa Vieira Hazin</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>O</b></font><font size="3"> mar brasileiro, com 8,5 mil quil&ocirc;metros    de costa e 4,5 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros quadrados de Zona Econ&ocirc;mica    Exclusiva (ZEE), representa quase a metade de todo nosso territ&oacute;rio terrestre.    Juntamente com a Amaz&ocirc;nia "verde", essa verdadeira "Amaz&ocirc;nia    azul" constitui, certamente, uma das &uacute;ltimas e mais importantes    fronteiras cient&iacute;ficas por desbravar no pa&iacute;s, al&eacute;m de representar    um patrim&ocirc;nio de valor inestim&aacute;vel para a heran&ccedil;a do Brasil.    No presente N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, as ci&ecirc;ncias do mar e a sua    heran&ccedil;a para o futuro do Brasil foram abordadas em seis aspectos principais:    o mar como fontes de riquezas minerais, de energia e de alimentos, o ambiente    marinho em um planeta em transforma&ccedil;&atilde;o, a biodiversidade marinha    e os povos do mar. Apesar do enorme potencial futuro da Amaz&ocirc;nia azul,    por&eacute;m, cabe destacar que j&aacute; &eacute; atrav&eacute;s do mar que    passam hoje cerca de 95% de todo o com&eacute;rcio exterior nacional, al&eacute;m    do mar responder tamb&eacute;m por 90% de todas as nossas reservas de petr&oacute;leo    e g&aacute;s, em explota&ccedil;&atilde;o (1) e ainda a explotar, como no caso    do pr&eacute;&#45;sal e dos n&oacute;dulos polimet&aacute;licos e bancos de fosfato,    aspectos abordados por Kaiser Gon&ccedil;alves de Souza e Jos&eacute; Antonio    Moreira Lima, respectivamente nos dois primeiros artigos deste N&uacute;cleo    Tem&aacute;tico, juntamente com poss&iacute;veis fontes alternativas de energia    oriundas do mar. Al&eacute;m dos recursos minerais e energ&eacute;ticos, o mar    possui uma enorme import&acirc;ncia tamb&eacute;m como fonte de alimentos, por    meio da pesca e da aquicultura, para um planeta cada vez mais carente de prote&iacute;nas    de origem animal de qualidade. Este &eacute; o tema enfocado por Ichiro Nomura,    diretor de pesca e aquicultura da Organiza&ccedil;&atilde;o para Alimenta&ccedil;&atilde;o    e Agricultura das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (FAO), que aborda a quest&atilde;o    sob um enfoque global. A import&acirc;ncia da pesca mar&iacute;tima, costeira    e oce&acirc;nica, e da maricultura para a produ&ccedil;&atilde;o de pescado    no Brasil, &eacute; discutida nos artigos de F&aacute;bio Hazin, Jorge Pablo    Castello, Ronaldo Cavalli e Jaime Fernando Ferreira. Do ponto de vista pesqueiro,    entretanto, apesar do seu extenso litoral, em raz&atilde;o das caracter&iacute;sticas    oceanogr&aacute;ficas nele prevalecentes, a riqueza do mar brasileiro &eacute;    relativamente limitada. O pa&iacute;s participou, em anos recentes, com pouco    mais de 0,5% do total produzido no mundo pela pesca mar&iacute;tima, com uma    produ&ccedil;&atilde;o, no ano de 2007, pr&oacute;xima a 540 mil toneladas.</font></p>     <p><font size="3">A despeito dessa reduzida participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o    mundial de pescado, por&eacute;m, a atividade pesqueira nacional possui uma    grande import&acirc;ncia social, respondendo pelo emprego direto de cerca de    800 mil pescadores. A heran&ccedil;a sociocultural e as perspectivas de futuro    dos povos do mar no Brasil s&atilde;o tratadas por Angelo Br&aacute;s Fernandes    Callou, no &uacute;ltimo cap&iacute;tulo deste dossi&ecirc;.</font></p>     <p><font size="3">A heran&ccedil;a do mar brasileiro em termos de seu patrim&ocirc;nio    gen&eacute;tico e da biodiversidade, por sua vez, representado pelas centenas    de milhares de esp&eacute;cies que t&ecirc;m no mar brasileiro o seu habitat,    &eacute; avaliada em artigo de Jos&eacute; Angel Alvarez Perez. J&aacute; Belmiro    Mendes Castro e coautores examinam o ambiente marinho, sob a perspectiva de    um planeta em transforma&ccedil;&atilde;o, particularmente em conjun&ccedil;&atilde;o    com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e com o aquecimento global. Por fim,    somam&#45;se a todos os aspectos acima citados a enorme import&acirc;ncia do mar    para a atividade tur&iacute;stica no Brasil, representando, ademais, a mais    importante e democr&aacute;tica fonte de lazer e cultura de toda a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, com nada menos que 80% de sua popula&ccedil;&atilde;o vivendo a    menos de 200 km da costa. A despeito de tais fatos, o Brasil ainda parece permanecer    deitado de costas para esse ber&ccedil;o espl&ecirc;ndido, azul e salgado, por    meio do qual, ironicamente, nasceu. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Como se pode constatar do acima exposto, este N&uacute;cleo    Tem&aacute;tico buscou reunir alguns dos mais destacados pesquisadores n&atilde;o    s&oacute; para apresentar o estado da arte das ci&ecirc;ncias do mar no Brasil,    nas suas respectivas &aacute;reas de conhecimento, mas, e ainda mais importante,    para sinalizar os caminhos futuros a serem trilhados com o objetivo de assegurar    a heran&ccedil;a da Amaz&ocirc;nia azul para as futuras gera&ccedil;&otilde;es    de brasileiros e brasileiras. Certamente, por&eacute;m, tal objetivo n&atilde;o    ser&aacute; jamais alcan&ccedil;ado se o esfor&ccedil;o n&atilde;o se encontrar    firmemente alicer&ccedil;ado no desenvolvimento das ci&ecirc;ncias do mar no    pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>F&aacute;bio HissaVieira Hazin</b> &eacute; professor    associado do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural    de Pernambuco (UFRPE), presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de    Engenharia de Pesca e presidente da Comiss&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o    do Atum Atl&acirc;ntico (ICCAT).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTA BIBLIOGR&Aacute;FICA</b></font></p>     <p><font size="3">1.  Explotar: &#91;do grego <I>exploiter</I>&#93; tirar proveito    econ&ocirc;mico de (determinada &aacute;rea), sobretudo quanto aos recursos    naturais. <I>Novo Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa</I>. 2ª edi&ccedil;&atilde;o,    revista e aumentada. Aur&eacute;lio Buarque de Holanda Ferreira. Ed. Nova Fronteira.    1986. </font></p>      ]]></body>
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