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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O futuro da pesca da aquicultura marinha no Brasil: a pesca costeira]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>O FUTURO DA PESCA E DA AQUICULTURA MARINHA NO BRASIL: A PESCA    COSTEIRA</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Jorge Pablo Castello</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>E</b></font><font size="3">ste texto apresenta uma breve    descri&ccedil;&atilde;o das principais pescarias costeiras do mar brasileiro,    organizado por regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, destacando as caracter&iacute;sticas    ambientais que condicionam a produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, a divis&atilde;o    e contribui&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal ou de pequena escala e a pesca    industrial. Tamb&eacute;m se informa sobre valor econ&ocirc;mico da produ&ccedil;&atilde;o    (expressado como o pre&ccedil;o de primeira comercializa&ccedil;&atilde;o) e,    finalmente, se discutem alguns conflitos e perspectivas de desenvolvimento futuro.</font></p>     <p><font size="3">O Brasil pesca no mar cerca de 580 mil toneladas por ano. Esta    cifra vem&#45;se mantendo com algumas oscila&ccedil;&otilde;es, mas examinada ao    longo do tempo, exibe uma tend&ecirc;ncia decrescente devido a esgotamento dos    estoques provocado por sobrepesca (1). Desse total, em 2007, cerca de 90% das    capturas foram obtidas na chamada regi&atilde;o costeira que inclui os estu&aacute;rios    e toda a regi&atilde;o da plataforma continental (Ibama, dados n&atilde;o publicados).    O resto provem da pesca oce&acirc;nica que ocorre em &aacute;guas com profundidades    superiores &agrave; 150&#45;200m no dom&iacute;nio que corresponde ao talude superior    e de alto mar.</font></p>     <p><font size="3">Com cerca de 8,5 mil quil&ocirc;metros de litoral e 4,3 milh&otilde;es    de quil&ocirc;metros quadrados de Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva (ZEE), o Brasil    abriga uma grande diversidade de ecossistemas costeiros que seguem um gradiente    latitudinal no sentido N&#45;S.  Por raz&otilde;es relacionadas com as coletas    estat&iacute;sticas de dados de produ&ccedil;&atilde;o o pa&iacute;s &eacute;    dividido em quatro regi&otilde;es, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, abaixo descritas.</font></p>     <p><font size="3"><B>REGI&Atilde;O NORTE </b>A regi&atilde;o Norte compreende    o litoral e plataforma dos estados do AP e PA. Nesta regi&atilde;o, com um litoral    povoado por manguezais e sob a forte influ&ecirc;ncia da descarga continental    do Rio Amazonas, a plataforma &eacute; a mais larga do pa&iacute;s (100 a 330    km), apresentando&#45;se bastante plana e com f&aacute;cies sedimentares, com destaque    para lama, areia, algas calc&aacute;rias e org&acirc;nicas, condi&ccedil;&otilde;es    que determinam produtividades relativamente elevadas. (2;3). Na regi&atilde;o    da plataforma domina a Corrente Norte do Brasil (ramo da Corrente Sul&#45;Equatorial,    que fluindo desde a &Aacute;frica, na altura dos 14ºS se divide em    dois ramos, norte e sul). As descargas continentais dos rios Amazonas e Par&aacute;,    dos sistemas de manguezais e das rias, particularmente durante o per&iacute;odo    de chuvas (dezembro a maio), aportam sedimentos e mat&eacute;ria org&acirc;nica    particulada e dissolvida, os quais exercem forte e favor&aacute;vel influ&ecirc;ncia    na produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. A salinidade da &aacute;gua &eacute;    baixa e vari&aacute;vel durante o per&iacute;odo chuvoso e mais alta durante    a estiagem. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As estat&iacute;sticas mostram (2) que s&atilde;o exploradas    (artesanal e industrialmente) principalmente 36 esp&eacute;cies de peixes marinhos,    4 de crust&aacute;ceos e 2  de moluscos. No entanto, essas cifras podem    estar subestimadas por defici&ecirc;ncias no sistema de coleta de dados que    costumam englobar sob uma &uacute;nica denomina&ccedil;&atilde;o mais de uma    esp&eacute;cie diferente. O n&uacute;mero de pescadores &eacute; incerto, mas    sabe&#45;se que, em 2002, 30 mil pescadores de um total aproximado de 60 mil estavam    associados a col&ocirc;nias de pescadores. Outras estimativas existem, por&eacute;m    s&atilde;o conflitantes. A grande maioria opera na pesca artesanal ou de pequena    escala.</font></p>     <p><font size="3">Em 2007 essa regi&atilde;o capturou 72 mil toneladas ou seja    13,3% da produ&ccedil;&atilde;o marinha total do pa&iacute;s. As principais    esp&eacute;cies s&atilde;o a pescada&#45;amarela, pescadinha&#45;g&oacute;, pargo, serra,    gurijuba e diferentes esp&eacute;cies de tubar&otilde;es (4). Nessa regi&atilde;o    predomina a pesca artesanal com 91,1% do total. Em termos econ&ocirc;micos a    produ&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Norte representou pouco mais de 15%    do valor total da pesca marinha do Brasil no referido ano.</font></p>     <p><font size="3"><B>REGI&Atilde;O NORDESTE </b>Compreende a regi&atilde;o litor&acirc;nea    e plataforma continentais de MA, PI, CE, RN, PB, PE, Al, SE e BA. &Eacute; uma    &aacute;rea sob a influ&ecirc;ncia do ramo central da Corrente Equatorial e    tamb&eacute;m do seu ramo sul que, na altura dos 14ºS, d&aacute;    origem &agrave; Corrente do Brasil, que se direciona para  sul e, para    o norte, &agrave; Corrente Norte do Brasil. S&atilde;o &aacute;guas quentes,    salinas com baixo teor de nutrientes. A plataforma continental &eacute; estreita    com fundos dominados por sedimentos calc&aacute;rios. A zona costeira apresenta    muitos estu&aacute;rios de pequena extens&atilde;o marginados por manguezais.    Na plataforma interna s&atilde;o frequentes os recifes de arenito que criam    regi&otilde;es protegidas de pouca profundidade, povoadas por faner&oacute;gamas    marinhas. A diversidade de esp&eacute;cies &eacute; alta, mas suas abund&acirc;ncias    s&atilde;o baixas. J&aacute; na regi&atilde;o oce&acirc;nica existem bancos    e montes submarinhos (resultado de a&ccedil;&otilde;es vulc&acirc;nicas) com    profundidades entre 20 e mais de 250 m da superf&iacute;cie, 13 dos quais em    frente ao RN e no CE existem 13 deles (5). </font></p>     <p><font size="3">Em 2007, a regi&atilde;o NE capturou 28,8% da produ&ccedil;&atilde;o    nacional que representou, em valor econ&ocirc;mico 41,7% do total nacional.    Isso &eacute; devido ao alto valor dos crust&aacute;ceos, como lagosta e camar&otilde;es,    que t&ecirc;m a maior participa&ccedil;&atilde;o nas capturas, e tamb&eacute;m    de atuns e pargos. A captura &eacute; essencialmente oriunda da pesca artesanal    (96,3%) o que torna a frota dessa regi&atilde;o a menos industrializada do pa&iacute;s.    As estimativas de n&uacute;mero de pescadores s&atilde;o muito incertas, precisamente    por serem majoritariamente artesanais. No entanto, pesquisas recentes em PE    (baseadas em entrevistas) revelaram que mais de metade n&atilde;o tem outra    atividade, ganham entre meio e tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos, trabalham    por conta pr&oacute;pria e que o alto grau de informalidade dificulta a obten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="3">Em geral a maior produ&ccedil;&atilde;o pesqueira est&aacute;     concentrada na regi&atilde;o costeira, seguida pelos estu&aacute;rios. As capturas    incluem muitas esp&eacute;cies de superf&iacute;cie (pel&aacute;gicas, como    manjuba, agulhinhas e sardinhas), de fundo (demersais e bent&ocirc;nicas, como    saramunete, budi&atilde;o, sapuruna, boca&#45;torta, cioba, biquara e moluscos e    crust&aacute;ceos como lagostas e camar&otilde;es sete&#45;barbas, rosa e branco).    Em termos de valor econ&ocirc;mico as lagostas e camar&otilde;es s&atilde;o    muito importantes no mercado nacional e de exporta&ccedil;&atilde;o o que explica    o fato da regi&atilde;o NE, apesar de ter quase 29% da produ&ccedil;&atilde;o    nacional em peso, responde por 42% da produ&ccedil;&atilde;o, em termos de seu    valor econ&ocirc;mico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/a13img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>REGI&Atilde;O SUDESTE </b>Inclui os estados de ES, RJ e SP.    A largura da plataforma &eacute; muito vari&aacute;vel (8&#45;246 km), mas em geral    tende a aumentar do norte para o sul. Em frente ao ES a topografia &eacute;    complexa e, na regi&atilde;o oce&acirc;nica, muito acidentada com presen&ccedil;a    de picos e bancos submarinhos que se estendem at&eacute; as ilhas de Trindade    e Martins Vaz. A chamada plataforma interna (at&eacute; os 20m) &eacute; relativamente    lisa, com areias, e mais irregular em &aacute;guas mais profundas. Em frente    ao ES predominam os sedimentos biog&ecirc;nicos calc&aacute;rios e recifes de    algas calc&aacute;rias e corais. &Aacute;guas tropicais e oligotr&oacute;ficas    da Corrente do Brasil, com temperaturas (25&#45; 27ºC) e salinidades    (36,5&#45; 37,0) altas s&atilde;o caracter&iacute;sticas da &aacute;rea (6). Em    geral, a produtividade biol&oacute;gica &eacute; baixa. No in&iacute;cio da    bacia sudeste (aproximadamente a partir de Cabo Frio, no RJ) o fundo &eacute;    dominado por areias em boa parte da plataforma interna e interm&eacute;dia,    passando a predominar lamas na plataforma externa e talude superior. Para profundidades    em torno de 100m e maiores, sedimentos litocl&aacute;sticos (sul de S&atilde;o    Paulo) e biocl&aacute;sticos s&atilde;o frequentes (norte de S&atilde;o Paulo).    As condi&ccedil;&otilde;es oceanogr&aacute;ficas entre Cabo Frio e o norte de    Santa Catarina s&atilde;o caracterizadas pelo fluxo NE&#45;SW da &Aacute;gua Tropical    (AT) da Corrente de Brasil (temperaturas &gt; 20ºC e salinidades    &gt;36,4). Sob esta circula a &Aacute;gua Central do Atl&acirc;ntico Sul (Acas)    (temperaturas entre 6 e 20ºC e salinidades entre 34,6 e 36,0). Ao    sul de Cabo S&atilde;o Tom&eacute; a dire&ccedil;&atilde;o do fluxo &eacute;    para o sul. Al&eacute;m dos 500 m de profundidade (encostada na lateral do talude    continental) circula, com dire&ccedil;&atilde;o norte, a &Aacute;gua Ant&aacute;rtica    Intermedi&aacute;ria (AAI) (temperaturas entre 3 e 6ºC e salinidades    entre 34,2 e 34,6). Durante o ver&atilde;o e em toda a bacia SE &eacute; frequente    a intrus&atilde;o sub&#45;superficial de Acas sobre a plataforma interna, sendo    esse um importante mecanismo de fertiliza&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas    que favorece a produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. No inverno, essa intrus&atilde;o    se retira e a coluna de &aacute;gua sobre a plataforma torna&#45;se mais homog&ecirc;nea.    Durante a primavera e o ver&atilde;o, sob influ&ecirc;ncia do vento NE, ocorrem    ressurg&ecirc;ncias superficiais de Acas em frente a Cabo Frio, Cabo de Santa    Marta Grande e em diferentes locais costeiros da bacia SE.</font></p>     <p><font size="3">Essa regi&atilde;o foi respons&aacute;vel por 25,5% da produ&ccedil;&atilde;o    marinha nacional (2007) e 22,3% em valor econ&ocirc;mico. A pesca &eacute; mais    industrializada (62%) e a artesanal (38%), embora expressiva, tem menor import&acirc;ncia    que nas regi&otilde;es anteriores. As esp&eacute;cies caracter&iacute;sticas    s&atilde;o a sardinha&#45;verdadeira, o bonito&#45;listrado, a albacora&#45;laje, diferentes    esp&eacute;cies de camar&otilde;es, corvina, pescada, castanha, merluza, linguados    etc. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>REGI&Atilde;O SUL </b>Compreende os estados de SC e RS. Na    parte norte a plataforma &eacute; relativamente estreita com numerosas ba&iacute;as,    estu&aacute;rios e enseadas delimitadas por cabos rochosos. Ao sul do Cabo de    Santa Marta Grande e estendendo&#45;se at&eacute; o Chu&iacute;, dominam as plan&iacute;cies    alargadas com praias retil&iacute;neas e frequentes cord&otilde;es de dunas    e lagoas costeiras. Nas plataformas internas e interm&eacute;dias dominam as    areias e na parte mais distante os sedimentos lamosos. Em dire&ccedil;&atilde;o    ao sul, a plataforma tem menor declividade, alargando&#45;se at&eacute; cerca de    180 km em frente ao Rio Grande (RS). (7;8;9).</font></p>     <p><font size="3">A regi&atilde;o mostra uma marcada sazonalidade, encontrando&#45;se    sob a influ&ecirc;ncia de massas de &aacute;gua de origem sub&#45;ant&aacute;rtica    e da descarga continental do Rio da Prata e da Lagoa dos Patos nos meses de    inverno e das &aacute;guas tropicais da Corrente do Brasil e das &aacute;guas    costeiras durante o ver&atilde;o. A produtividade biol&oacute;gica dessa regi&atilde;o    &eacute; favorecida pelos aportes continentais e das &aacute;guas de origem    sub&#45;ant&aacute;rtica, e por pequenas ressurg&ecirc;ncias costeiras (Santa Marta    Grande) e de quebra de talude. </font></p>     <p><font size="3">As capturas dessa regi&atilde;o s&atilde;o as maiores do pa&iacute;s,    representando 32,3% do total nacional, exibindo a menor participa&ccedil;&atilde;o    da pesca artesanal (14,5%), embora a mesma seja mais desenvolvida no litoral    catarinense. A pesca industrial &eacute; caracterizada pela pesca de arrasto    de fundo e de superf&iacute;cie, com espinhel e vara e isca&#45;viva. Artes de pesca    passivas como diferentes redes de emalhe, armadilhas e outras s&atilde;o tamb&eacute;m    empregadas. Em termos econ&ocirc;micos a regi&atilde;o, em 2007 contribuiu com    19,9% do total nacional. O contingente de pescadores foi estimado em cerca de    23 mil artesanais e 10 mil industriais (10).</font></p>     <p><font size="3">As esp&eacute;cies caracter&iacute;sticas dessa regi&atilde;o    incluem a sardinha&#45;verdadeira, o bonito&#45;listrado, a albacora&#45;laje, os camar&otilde;es    rosa e sete&#45;barbas, corvina, tainha, anchova entre outras.</font></p>     <p><font size="3"><B>O ESTADO DOS RECURSOS </b>A pesca &eacute; uma das atividades    mais tradicionais para os habitantes das regi&otilde;es costeiras, sendo muitas    vezes uma importante, se n&atilde;o a &uacute;nica, fonte de alimenta&ccedil;&atilde;o.    Ao longo de toda a costa brasileira s&atilde;o comuns as pescarias de pequena    ou m&eacute;dia escala que exploram camar&otilde;es e peixes costeiros. Em geral,    a regi&atilde;o costeira &eacute; caracterizada pela pouca profundidade, a&ccedil;&atilde;o    das mar&eacute;s, influ&ecirc;ncia do vento e descarga continental que propiciam    um ambiente bem misturado e enriquecido com produtividade relativamente alta    (11). Outra caracter&iacute;stica &eacute; que a pesca industrial ou de grande    escala tem sobre&#45;explorado os recursos, que j&aacute; apresentam sinais de sustentabilidade    comprometida. Contrariando expectativas anteriores, os estudos do programa Revizee    (12) n&atilde;o revelaram a exist&ecirc;ncia de recursos virgens capazes de    sustentar novas pescarias. Mesmo recursos de profundidade como o peixe&#45;sapo    e caranguejos, se mostraram muito sens&iacute;veis a aumentos intensos de esfor&ccedil;o.    Portanto, n&atilde;o existem esperan&ccedil;as fundadas para esperar um aumento    significativo da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira marinha por captura que atenda    adequadamente ao aumento da demanda. Assim, apenas a maricultura tem condi&ccedil;&otilde;es    de preencher essa lacuna. No m&eacute;dio e longo prazo, um programa de recupera&ccedil;&atilde;o    de estoques baseado na diminui&ccedil;&atilde;o efetiva do esfor&ccedil;o de    pesca e na cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas tem potencial    para melhorar os n&iacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o atuais, que oscilam    em torno das 500 mil toneladas anuais (11;13).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/a13tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>ASPECTOS SOCIAIS </b>O impacto social da atividade &eacute;    grande em todo o pa&iacute;s, por&eacute;m decresce no sentido N&#45;S, acompanhando    o gradiente geogr&aacute;fico da pesca artesanal. Aqueles estados onde a participa&ccedil;&atilde;o    da frota industrial &eacute; mais relevante o impacto econ&ocirc;mico &eacute;    mais intenso e as cadeias produtivas s&atilde;o mais consolidadas e bem identificadas    (11).</font></p>     <p><font size="3">Como um todo, pode&#45;se dizer que: 1) h&aacute; um baixo n&iacute;vel    de organiza&ccedil;&atilde;o dos atores da pesca (trabalhadores, empres&aacute;rios,    armadores e comerciantes); 2) existem conflitos entre diversos segmentos das    pescarias, sendo frequentes aqueles entre a pesca artesanal e industrial que    exploram o mesmo recurso e/ou ambiente; 3) h&aacute; poucas iniciativas de autogest&atilde;o    independentes do Estado, bem sucedidas; e 4) h&aacute; insufici&ecirc;ncia e    inadequa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a gest&atilde;o    do setor pesqueiro. Em suma, as medidas que foram adotadas n&atilde;o evitaram    a sobre&#45;explora&ccedil;&atilde;o dos recursos, tendo sido, muitas vezes, apenas    paliativas e de car&aacute;ter assistencialista e produtivista, sem considerar    os fatores limitantes da produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica (11).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Jorge Pablo Castello</b> &eacute; professor titular do    Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e atua    na &aacute;rea de oceanografia pesqueira e avalia&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica    populacional de estoques pesqueiros. &Eacute; professor do curso de gradua&ccedil;&atilde;o    em oceanologia e dos cursos de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em oceanografia    biol&oacute;gica e gerenciamento costeiro</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto,    J.M.(Org). <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo    XXI: recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos e institucionais</I>.    Bel&eacute;m; UFPA; 186p. 2006a.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Isaac, V.N.; Esp&iacute;rito&#45;Santo, R.V.; Silva, B.B.;    Castro, E. &amp; Sena A.L. "Diagn&oacute;stico da pesca no litoral do estado    do Par&aacute;". <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A. &amp;    Andriguetto, J.M. (Org). <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio    do s&eacute;culo XXI: recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos    e institucionais.</I> pp.11&#45;40; Bel&eacute;m, UFPA. 2006b.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Almeida, Z.S.; Castro, A.C.L.; Paz, A.C.; Ribeiro, D.; Barbosa,    N &amp; Ramos, T. "Diagn&oacute;stico da pesca no litoral do estado de    Maranh&atilde;o". <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A.    &amp; Andriguetto, J.M. (Org). <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio    do s&eacute;culo XXI: recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos    e institucionais</I>. pp.41&#45;66. Bel&eacute;m; UFPA. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. A piramutaba, importante esp&eacute;cie de bagre de &aacute;gua    doce e estuarino, n&atilde;o foi aqui inclu&iacute;da.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Lessa, R.P.T.; Vieira, A.C.S.; Monteiro, A.; Santos, J.S.;    Lima, M.M.; Cunha, E.J.; Souza Jr, J.C.A.; Bezerra, S., Travassos, P.E.P.F.    &amp; Oliveira, A.B.R. "Diagn&oacute;stico da pesca no estado de Pernambuco".    <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.(Org).    <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI:    recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos e institucionais.</I>    pp.67&#45;92, Bel&eacute;m; UFPA. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Martins, A.S. &amp; Doxsey, J. "Diagn&oacute;stico da    pesca no estado do Esp&iacute;rito Santo". <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici,    M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.(Org). <I>A pesca marinha e estuarina    do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI: recursos, tecnologias, aspectos    socioecon&ocirc;micos e institucionais.</I> pp.93&#45;116; Bel&eacute;m; UFPA. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Andriguetto, J.M.; Chaves, P.T.; Santos, C. &amp; Liberati,    S.A. "Diagn&oacute;stico da pesca no litoral do estado de Paran&aacute;".    <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.(Org).    <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI:    recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos e institucionais. </I>pp.117&#45;140;    Bel&eacute;m; UFPA. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Suny&eacute;, P.S. &amp; Morisson,    T.C. "Diagn&oacute;stico da pesca no litoral do estado de Santa Catarina".    <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici, M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.    (Org). <I>A pesca marinha e estuarina do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo    XXI: recursos, tecnologias, aspectos socioecon&ocirc;micos e institucionais.</I>    pp.141&#45;156, Bel&eacute;m; UFPA. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Haimovici, M.; &Aacute;vila&#45;da&#45;Silva,    A.O.; Miranda, L.W. &amp; Klippel, S. "Prospec&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o    sudeste&#45;sul". <I>In:</I> Haimovici, M. (Org.). <I>A prospec&ccedil;&atilde;o    pesqueira e abund&acirc;ncia de estoques marinhos no Brasil nas d&eacute;cadas    de 1960 1990: Levantamento de dados e avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica</I>.    pp.35&#45;73. Bras&iacute;lia: MMA/SMCQ. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Haimovici, M.; Vasconcellos, M.; Kalikoski, D.; Abdalah,    P.; Castello, J.P. &amp; Hellembrandt, D. "Diagn&oacute;stico da pesca    no litoral do estado do Rio Grande do Sul". <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici,    M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.(Org). <I>A pesca marinha e estuarina    do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI: recursos, tecnologias, aspectos    socioecon&ocirc;micos e institucionais</I>. pp.157&#45;180, Bel&eacute;m; UFPA.    2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Isaac, V.; Martins, A.S.; Haimovici, M.; Castello, J.P.    &amp; Andriguetto, J.M. "S&iacute;ntese do estado de conhecimento sobre    a pesca marinha e estuarina do Brasil". <I>In:</I> Isaac, V.N.; Haimovici,    M.; Martins, S.A. &amp; Andriguetto, J.M.(Org). <I>A pesca marinha e estuarina    do Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI: recursos, tecnologias, aspectos    socioecon&ocirc;micos e institucionais.</I> pp.181&#45;186, Bel&eacute;m; UFPA.    2006c.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Revizee &#150; Programa de Recursos Vivos da Zona Econ&ocirc;mica    Exclusiva patrocinado pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Conselho Nacional    de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, Ibama, Minist&eacute;rio    de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o,    Minist&eacute;rio Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento, Comiss&atilde;o    Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm) e pela Marinha do Brasil no    per&iacute;odo 1995&#45;2003 para avalia&ccedil;&atilde;o do potencial pesqueiro    do mar brasileiro.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Castello, J.P.; Suny&eacute;, P.; Haimovici, M. &amp; Hellebrandt,    D. "Fisheries in southern Brazil: a comparison of their management and    sustainability". <I>J. Appl. Icthyol.</I> Vol.25, no.3, pp.287&#45;293. 2009.    </font> ]]></body><back>
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