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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>O FUTURO DA PESCA E DA AQUICULTURA MARINHA NO BRASIL: A PESCA    OCE&Acirc;NICA</b></font></p>     <p><font size="3"><b>F&aacute;bio Hissa Vieira Hazin </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>D</b></font><font size="3">iferentemente da pesca costeira,    abordada no artigo anterior, que se realiza predominantemente sobre a plataforma    continental da costa brasileira, a pesca oce&acirc;nica &eacute; realizada no    alto&#45;mar, al&eacute;m da is&oacute;bata de 200m do talude continental, incluindo    tanto a Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva (ZEE) como as &aacute;guas internacionais    (1). No caso da pesca pel&aacute;gica, como a pesca de espinhel para a captura    de atuns e afins, as opera&ccedil;&otilde;es geralmente ocorrem em locais onde    a profundidade ultrapassa os 1.000m, embora a pesca seja realizada em camadas    muito mais pr&oacute;ximas da superf&iacute;cie, raramente ultrapassando os    200 metros c&uacute;bicos.</font></p>     <p><font size="3">As principais esp&eacute;cies comercialmente pescadas na &aacute;rea    oce&acirc;nica s&atilde;o os peixes pel&aacute;gicos altamente migrat&oacute;rios,    como os atuns, agulh&otilde;es e tubar&otilde;es. Como a distribui&ccedil;&atilde;o    dos seus estoques, por&eacute;m, se estende por grandes regi&otilde;es oce&acirc;nicas,    fazendo com que os mesmos sejam pescados por v&aacute;rios pa&iacute;ses e por    diferentes m&eacute;todos e aparelhos de captura, o ordenamento de sua pesca    s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel a partir de Organiza&ccedil;&otilde;es Regionais    de Ordenamento Pesqueiro (Orop), tarefa que, no Oceano Atl&acirc;ntico e mares    adjacentes, pertence &agrave; Comiss&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o    do Atum Atl&acirc;ntico (Iccat, na sigla em ingl&ecirc;s). Fundada em 1966,    a Iccat conta hoje com 48 pa&iacute;ses membros, sendo a maior Orop do mundo    (2). </font></p>     <p><font size="3">A partir dos anos 1990, com a constata&ccedil;&atilde;o de que    os limites de sustentabilidade da capacidade produtiva dos oceanos do mundo    j&aacute; estavam se aproximando, conforme evidenciado pela estagna&ccedil;&atilde;o    do crescimento da produ&ccedil;&atilde;o mundial de pescado marinho por captura,    a comunidade internacional passou a se preocupar, de forma crescente, n&atilde;o    apenas com a sustentabilidade dos estoques explotados (3), mas com os impactos    da atividade pesqueira nas outras esp&eacute;cies que n&atilde;o constituem    o alvo direto da pesca, seja como fauna acompanhante, como no caso dos tubar&otilde;es,    seja como capturas incidentais, como no caso dos mam&iacute;feros, tartarugas    e aves marinhas (4).</font></p>     <p><font size="3">Como consequ&ecirc;ncia, a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (FAO) aprovou, em 1995,    o C&oacute;digo de Conduta para a Pesca Respons&aacute;vel. No mesmo ano foi    aprovado, tamb&eacute;m, no &acirc;mbito da ONU, o Acordo sobre a Aplica&ccedil;&atilde;o    das Disposi&ccedil;&otilde;es da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de dezembro de 1982, relativas &agrave;    Conserva&ccedil;&atilde;o e Ordenamento das Popula&ccedil;&otilde;es de Peixes    Transzonais e das Popula&ccedil;&otilde;es de Peixes Altamente Migrat&oacute;rios,    conhecido como o Acordo de Nova Iorque, o qual, por&eacute;m, s&oacute; veio    a entrar em vigor em 2001. No Acordo de Nova Iorque, alguns conceitos introduzidos    no C&oacute;digo de Conduta da FAO, como o enfoque precaut&oacute;rio e a necessidade    de se levar em conta os aspectos ecossist&ecirc;micos no manejo pesqueiro, foram    consolidados e elaborados de forma mais detalhada (4). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/a14img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Com o esgotamento dos principais recursos pesqueiros costeiros    (5), conforme discutido no artigo anterior, a principal alternativa para o desenvolvimento    do setor pesqueiro nacional, excetuando&#45;se a aquicultura, reside indubitavelmente    na pesca oce&acirc;nica, voltada para a captura de atuns e peixes afins (espadarte,    agulh&otilde;es e tubar&otilde;es), os quais apresentam uma s&eacute;rie de    vantagens comparativas, em rela&ccedil;&atilde;o aos recursos costeiros, entre    as quais &eacute; poss&iacute;vel destacar: a) grande proximidade das principais    &aacute;reas de pesca, no caso do Brasil; b) algumas esp&eacute;cies capturadas,    como as albacoras, apresentam um alto valor comercial para exporta&ccedil;&atilde;o,    constituindo&#45;se em uma importante fonte de divisas para o pa&iacute;s; c) outras    esp&eacute;cies, tamb&eacute;m presentes nas capturas, como os dourados, apresentam    pre&ccedil;o relativamente mais baixo, apesar do seu alto valor nutritivo, representando    uma importante fonte de prote&iacute;nas para o consumo interno; d) ciclo de    vida independente dos ecossistemas costeiros, j&aacute; intensamente degradados;    e) ampla distribui&ccedil;&atilde;o; e f) biomassa elevada. Uma vantagem adicional    &eacute; que, desde que adequadamente planejado, o desenvolvimento da pesca    oce&acirc;nica nacional poderia resultar em uma redu&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o    de pesca sobre os estoques costeiros, j&aacute; t&atilde;o intensamente pescados    e, em muitos casos, sobre&#45;explotados (2).</font></p>     <p><font size="3">Em 2008, no oceano Atl&acirc;ntico e mar Mediterr&acirc;neo,    foram capturadas cerca de 550 mil toneladas de atuns e esp&eacute;cies afins,    incluindo as albacoras (laje, branca e bandolim), o bonito listrado, o espadarte    (meka), os agulh&otilde;es (branco, negro, vela e verde), e diversas esp&eacute;cies    de tubar&atilde;o (principalmente o tubar&atilde;o azul), al&eacute;m de outros    peixes como a cavala, o dourado, o peixe&#45;prego, entre outros. Entre as mais    de 30 esp&eacute;cies ordenadas pela comiss&atilde;o, no entanto, o bonito listrado,    com uma produ&ccedil;&atilde;o, em 2008, igual a 127 mil toneladas, a albacora    laje, com 108 mil toneladas, e a albacora bandolim, com cerca de 70 mi toneladas,    responderam juntas por mais da metade da produ&ccedil;&atilde;o de todas as    esp&eacute;cies (2). </font></p>     <p><font size="3">No mesmo ano, as embarca&ccedil;&otilde;es sob jurisdi&ccedil;&atilde;o    nacional, brasileiras e arrendadas, capturaram 35.000 t, ou o equivalente a    pouco mais de 6% do total capturado no Atl&acirc;ntico e mar Mediterr&acirc;neo.    Do ponto de vista do resultado econ&ocirc;mico, entretanto, uma vez que quase    dois ter&ccedil;os da produ&ccedil;&atilde;o nacional s&atilde;o atualmente    constitu&iacute;dos por bonito listrado, uma das esp&eacute;cies de atum mais    costeiras e de menor valor comercial, a participa&ccedil;&atilde;o brasileira    no rendimento proporcionado por essa pesca &eacute; muito mais reduzida. Curiosamente,    a pesca de atuns e afins no oceano Atl&acirc;ntico se iniciou, em 1956, a partir    da costa brasileira, por meio da opera&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es    japonesas arrendadas. </font></p>     <p><font size="3">Atualmente, a pesca de atuns e afins no Brasil &eacute; realizada    principalmente a partir dos portos de Rio Grande (RS), Itaja&iacute; (SC), Santos    (SP), Recife (PE), e Natal (RN). A frota de pesca &eacute; composta por aproximadamente    100 embarca&ccedil;&otilde;es industriais, sendo cerca de 40 barcos de pesca    com vara e isca&#45;viva, cujas opera&ccedil;&otilde;es se concentram no Sudeste    e Sul, e 60 barcos de pesca com espinhel, aproximadamente uma dezena dos quais    s&atilde;o arrendados de outros pa&iacute;ses, principalmente da Espanha. Al&eacute;m    desses barcos mais industriais, existem cerca de 300 embarca&ccedil;&otilde;es    de menor porte em opera&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, pertencentes a pequenos    armadores e capturando atuns e esp&eacute;cies afins, com v&aacute;rias artes    de pesca, mas principalmente com o espinhel pel&aacute;gico de deriva. Inicialmente    sediados no Porto de Itaipava (ES), essa frota de pequena escala se expandiu    rapidamente, tanto em n&uacute;mero de barcos, como em &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o,    operando no momento em praticamente toda a costa brasileira.</font></p>     <p><font size="3">Se considerarmos a limitada participa&ccedil;&atilde;o brasileira    nos volumes de atuns e afins capturados no oceano Atl&acirc;ntico, &agrave;    luz da estatura geopol&iacute;tica, &eacute; natural inferir que o pa&iacute;s    ainda possua um importante potencial de crescimento de sua produ&ccedil;&atilde;o    pesqueira pela pesca oce&acirc;nica. Da mesma forma que a maioria dos estoques    pesqueiros costeiros, por&eacute;m, os estoques da grande maioria das esp&eacute;cies    de atuns e afins j&aacute; est&aacute; sendo capturada em n&iacute;veis pr&oacute;ximos    de suas capacidades m&aacute;ximas sustent&aacute;veis, de forma que a amplia&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o brasileira pela pesca oce&acirc;nica depender&aacute;    diretamente da sua capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o com os pa&iacute;ses    pesqueiros tradicionais, n&atilde;o s&oacute; no &acirc;mbito da ICCAT, mas    tamb&eacute;m na FAO, no seu Comit&ecirc; de Pesca, na Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) e na pr&oacute;pria ONU. </font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m da necessidade de negociar a amplia&ccedil;&atilde;o    das suas quotas de captura, por&eacute;m, h&aacute; v&aacute;rios outros entraves    a serem vencidos para que o Brasil possa consolidar a sua participa&ccedil;&atilde;o    na pesca oce&acirc;nica no Atl&acirc;ntico, destacando&#45;se entre os mesmos a    falta de m&atilde;o&#45;de&#45;obra especializada, de tecnologia e de embarca&ccedil;&otilde;es    adequadas, as quais, devido ao seu elevado custo, encontram&#45;se comumente muito    al&eacute;m da capacidade de investimento das empresas de pesca brasileiras    (6). </font></p>     <p><font size="3">Para que o pa&iacute;s consiga ampliar a sua participa&ccedil;&atilde;o    na pesca oce&acirc;nica, por&eacute;m, n&atilde;o bastar&aacute; apenas ampliar    quotas de captura, consolidar uma frota pesqueira oce&acirc;nica nacional e    formar m&atilde;o de obra especializada. A consolida&ccedil;&atilde;o do Brasil    como importante ator na pesca oce&acirc;nica do Atl&acirc;ntico Sul s&oacute;    poder&aacute; se concretizar se todo o esfor&ccedil;o de desenvolvimento pesqueiro    for adequadamente alicer&ccedil;ado na condu&ccedil;&atilde;o de pesquisas cient&iacute;ficas    que permitam, n&atilde;o apenas gerar as informa&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas    essenciais para uma correta avalia&ccedil;&atilde;o dos estoques explotados,    aspecto crucial para a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de ordenamento que possam    assegurar a sustentabilidade da atividade, mas tamb&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas capazes de contribuir para aumentar a competitividade e a efici&ecirc;ncia    da frota nacional (2). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>F&aacute;bio H. V. Hazin</b> &eacute; professor associado    do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco    (UFRPE), presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Engenharia de    Pesca e presidente da Comiss&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o    do Atum Atl&acirc;ntico (Iccat)</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. A Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    sobre o Direito do Mar, assinada em 1988 e em vigor desde 1995, estabeleceu    que todos os pa&iacute;ses costeiros possuem 12 milhas de mar territorial, sobre    o qual possuem soberania, e uma Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva (ZEE), que se    estende do limite do mar territorial at&eacute; a dist&acirc;ncia de 200 milhas,    a contar da linha da costa. Sobre essa &aacute;rea, embora o pa&iacute;s n&atilde;o    possua "soberania", j&aacute; que n&atilde;o comp&otilde;e o seu territ&oacute;rio,    o mesmo det&eacute;m o direito de utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva dos recursos    vivos a&iacute; presentes. A partir das 200 milhas est&aacute; o alto&#45;mar, regi&atilde;o    onde todos os pa&iacute;ses do mundo, quer possuam costa ou n&atilde;o, possuem    o direito de pescar livremente, desde que respeitados os limites da sustentabilidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=056178&pid=S0009-6725201000030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Hazin, F. H. V.; Travassos, P. "Aspectos estrat&eacute;gicos    para o desenvolvimento da pesca oce&acirc;nica no Brasil". <I>Parcerias    Estrat&eacute;gicas</I>. Bras&iacute;lia: CGEE, Vol.23, pp.289&#45;309. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=056180&pid=S0009-6725201000030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="3">3. Explotar: &#91;do grego exploiter&#93; tirar proveito econ&ocirc;mico    de (determinada &aacute;rea), sobretudo quanto aos recursos naturais. <I>Novo    Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa</I>. 2ª edi&ccedil;&atilde;o,    revista e aumentada. Aur&eacute;lio Buarque de Holanda Ferreira. Ed. Nova Fronteira.    1986. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">4. FAO &#150; Food and Agriculture Organization of the United    Nations. <I>The state of the world fisheries and aquaculture</I>. Fisheries    and Aquaculture Department. Viale delle Terme di Caracalla, Rome, Italy. 176p.    2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=056183&pid=S0009-6725201000030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Dias&#45;Neto, J. <I>Gest&atilde;o do uso dos recursos pesqueiros    marinhos no Brasil</I>. Bras&iacute;lia: Ibama, 242p. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=056185&pid=S0009-6725201000030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. CGEE &#150; Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos.    <I>Mar e ambientes costeiros</I>. Bras&iacute;lia, DF. 323p. 2007.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=056187&pid=S0009-6725201000030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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<source><![CDATA[A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, assinada em 1988 e em vigor desde 1995, estabeleceu que todos os países costeiros possuem 12 milhas de mar territorial, sobre o qual possuem soberania, e uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE), que se estende do limite do mar territorial até a distância de 200 milhas, a contar da linha da costa. Sobre essa área, embora o país não possua "soberania", já que não compõe o seu território, o mesmo detém o direito de utilização exclusiva dos recursos vivos aí presentes. A partir das 200 milhas está o alto-mar, região onde todos os países do mundo, quer possuam costa ou não, possuem o direito de pescar livremente, desde que respeitados os limites da sustentabilidade]]></source>
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