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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>BIODIVERSIDADE MARINHA: UMA HERAN&Ccedil;A AMEA&Ccedil;ADA?    </B></font></p>     <p><font size="3"><b>Jos&eacute; Angel Alvarez Perez</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>O</b></font><font size="3">s oceanos recobrem 70% da superf&iacute;cie    do planeta Terra, um territ&oacute;rio duas vezes mais extenso que a superf&iacute;cie    da Lua e de Marte juntas. Com profundidade m&eacute;dia de 3,9 quil&ocirc;metros    constituem um ambiente tridimensional cont&iacute;nuo, com cerca de 1.370 milh&otilde;es    de quil&ocirc;metros c&uacute;bicos, que abriga 95% da biosfera da Terra e,    em termos gen&eacute;ticos, a maior parte de sua biodiversidade (1). Foi nesse    vasto ambiente que a vida surgiu h&aacute; bilh&otilde;es de anos e onde, desde    ent&atilde;o, se diversificou sofrendo incont&aacute;veis epis&oacute;dios de    expans&atilde;o e retra&ccedil;&atilde;o. Apesar desse hist&oacute;rico de constante    mudan&ccedil;a, altera&ccedil;&otilde;es recentes nos padr&otilde;es de biodiversidade    marinha, em escalas temporais muito menores, t&ecirc;m constitu&iacute;do um    foco de inquietude para a humanidade. Isso porque a esp&eacute;cie humana encontra&#45;se    submetida &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais globais fortemente influenciadas    pela "sa&uacute;de" f&iacute;sica e biol&oacute;gica dos oceanos (clima,    disponibilidade de oxig&ecirc;nio, reserva de carbono etc). Mais do que isso,    superpopulosa, nossa esp&eacute;cie tamb&eacute;m depende diretamente da diversidade    marinha como fonte de alimento, al&eacute;m de outros recursos que, apenas recentemente,    consegue reconhecer (por exemplo, a diversidade gen&eacute;tica). Acredita&#45;se    que, no futuro, essa ser&aacute; uma "heran&ccedil;a" crucial para    a persist&ecirc;ncia do homem no planeta, heran&ccedil;a que hoje, se teme,    poderia estar amea&ccedil;ada.</font></p>     <p><font size="3">Possivelmente as evid&ecirc;ncias mais claras de modifica&ccedil;&otilde;es    nos padr&otilde;es de biodiversidade dos oceanos sejam decorrentes do efeito    da atividade pesqueira. Esses efeitos incluem n&atilde;o apenas o frequente    esgotamento de estoques locais de esp&eacute;cies economicamente importantes,    como tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es na estrutura das comunidades marinhas    devido &agrave;s lacunas deixadas por essas esp&eacute;cies nas complexas tramas    de intera&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas de seus ecossistemas (2). Em &aacute;reas    costeiras, evid&ecirc;ncias desses impactos remontam mais de 100 mil anos, por    exemplo, em associa&ccedil;&atilde;o ao exterm&iacute;nio de grandes vertebrados    marinhos (tartarugas, peixes&#45;boi, lontras marinhas, le&otilde;es marinhos e    outros) cuja "aus&ecirc;ncia" resultou na prolifera&ccedil;&atilde;o    de suas presas e profundas redu&ccedil;&otilde;es de habitats como florestas    de macr&oacute;fitas, recifes de coral e bancos de gram&iacute;neas marinhas    em &aacute;reas tropicais e subtropicais (3). </font></p>     <p><font size="3">Quando o homem se aventurou &agrave; pesca em mar aberto, cerca    de 500 anos atr&aacute;s, a no&ccedil;&atilde;o de um potencial ilimitado de    produ&ccedil;&atilde;o pesqueira disseminou&#45;se, fundamentalmente associada &agrave;    vastid&atilde;o desses ambientes, &agrave; descoberta de bancos pesqueiros inexplorados    e &agrave;s dificuldades e perigos da pesca distante dos portos seguros. A escalada    tecnol&oacute;gica e de esfor&ccedil;o pesqueiro que se seguiu fez com que a    produ&ccedil;&atilde;o pesqueira, em n&iacute;vel global, atingisse, ao longo    do s&eacute;culo XX, patamares sem precedentes, atendendo para muitos as premissas    de um oceano "inesgot&aacute;vel". Mas essa no&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aria    a mudar a partir da segunda metade desse s&eacute;culo quando colapsos de pescarias    de diversas escalas passaram a ser finalmente bem documentados e analisados,    bem como suas consequ&ecirc;ncias sociais, econ&ocirc;micas e ambientais. De    fato, j&aacute; no final da d&eacute;cada de 1990, estimava&#45;se que n&atilde;o    mais de 20% dos estoques mundiais estariam sendo explotados (4) abaixo dos limites    naturais de sustentabilidade; todos os demais teriam atingido ou ultrapassado    esses limites (5).</font></p>     <p><font size="3"><b>IMPACTO DAS FROTAS PESQUEIRAS </b>A an&aacute;lise dos padr&otilde;es    din&acirc;micos de opera&ccedil;&atilde;o das frotas pesqueiras no mundo todo    mostrava impactos adicionais ainda mais significativos sobre a vida marinha.    Inicialmente, ficou caracterizado um processo de expans&atilde;o da atividade    pesqueira para &aacute;reas cada vez mais profundas e o direcionamento para    esp&eacute;cies cada vez menores e mais pr&oacute;ximas da base das cadeias    tr&oacute;ficas, como uma resposta ao esgotamento dos recursos costeiros e do    desaparecimento na natureza de organismos predadores de maior tamanho e longevidade    (6;7). Adicionalmente, o potencial de captura n&atilde;o intencional e de degrada&ccedil;&atilde;o    de habitats das pescarias de grande escala come&ccedil;ou a ser revelado demonstrando    perspectivas alarmantes de gera&ccedil;&atilde;o de mortalidade de um elevado    n&uacute;mero de esp&eacute;cies n&atilde;o importantes economicamente, incluindo    aquelas demograficamente sens&iacute;veis como aves, tartarugas, tubar&otilde;es,    mam&iacute;feros marinhos e corais de profundidade (8). Combinados, esses impactos    demonstraram o potencial da pesca como agente modificador dos ecossistemas marinhos,    tanto em dom&iacute;nios costeiros como oce&acirc;nicos, capaz de: a) reduzir    a abund&acirc;ncia de organismos a n&iacute;veis n&atilde;o produtivos ou at&eacute;    mesmo a extin&ccedil;&otilde;es regionais ou globais; b) promover a redistribui&ccedil;&atilde;o    da biomassa marinha no sentido dos componentes de menor tamanho; c) modificar    habitats essenciais para a sustenta&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies com    e sem import&acirc;ncia econ&ocirc;mica (6). Aos ind&iacute;cios pesqueiros    podem se somar outros tantos associados a impactos talvez n&atilde;o menos importantes    causados pelas tend&ecirc;ncias presentes e futuras da explora&ccedil;&atilde;o    mineral no leito marinho, polui&ccedil;&atilde;o, ocupa&ccedil;&atilde;o das    &aacute;reas costeiras e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Mas se, por um lado, sobram ind&iacute;cios de amea&ccedil;as    &agrave; estabilidade dos padr&otilde;es atuais de diversidade marinha, por    outro &eacute; fr&aacute;gil e particularmente inquietante nossa capacidade    de dimensionar essa amea&ccedil;a. Qual parcela da diversidade marinha de fato    est&aacute; sob amea&ccedil;a? Quais as reais consequ&ecirc;ncias de altera&ccedil;&otilde;es    nessa diversidade? Al&eacute;m de uma previs&iacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o    nas fontes de alimento para o futuro, o que mais est&aacute; em jogo?</font></p>     <p><font size="3">No centro dos questionamentos acima est&aacute; o fato de que    nosso real conhecimento da biodiversidade marinha &eacute; reconhecidamente    insuficiente. At&eacute; o ano 2000, estimava&#45;se que cerca de 230 mil esp&eacute;cies    marinhas haviam sido descritas pela ci&ecirc;ncia em contraste com cerca de    1,5 milh&atilde;o de esp&eacute;cies de plantas e animais terrestres conhecidos.    Apenas levando&#45;se em conta a dimens&atilde;o dos habitats marinhos, tanto os    efetivamente estudados e aqueles por estudar, essa aparente desvantagem da diversidade    marinha demonstra&#45;se claramente ilus&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="3">Com base nessa realidade, e estimulada por demandas globais    da Conven&ccedil;&atilde;o da Diversidade Biol&oacute;gica (CBD), em 2000, a    Funda&ccedil;&atilde;o Alfred Peter Sloan lan&ccedil;ou o Programa Censo da    Vida Marinha (9) com o objetivo central de, em dez anos de exist&ecirc;ncia,    "avaliar e explicar a diversidade, distribui&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia    das esp&eacute;cies marinhas do passado ao presente, e projetar o futuro da    vida marinha". Em seu documento&#45;base, estimativas dos n&iacute;veis de    diversidade a ser descoberta nos dom&iacute;nios marinhos, desde litor&acirc;neos    at&eacute; oce&acirc;nicos, rasos e profundos, projetam os n&uacute;meros da    vida marinha para patamares acima de um milh&atilde;o (10). Mas, mais importante    do que nosso n&iacute;vel de "ignor&acirc;ncia", o documento avalia    tamb&eacute;m as principais limita&ccedil;&otilde;es para incrementar nosso    conhecimento. Em primeiro lugar, ele aponta resultados cient&iacute;ficos recentes    que atestam uma elevada taxa de esp&eacute;cies "desconhecidas" (principalmente    invertebrados de pequeno tamanho e microorganismos) em espa&ccedil;os relativamente    pequenos de habitats profundos e costeiros. Considerando (a) os imensos territ&oacute;rios    que esses habitats podem ocupar, (b) nossa capacidade limitada de "amostr&aacute;&#45;los"    de forma representativa (mesmo com disponibilidade infinita de recursos econ&ocirc;micos),    e (c) a escassez de taxonomistas devotados &agrave; descri&ccedil;&atilde;o    cont&iacute;nua de esp&eacute;cies, algo particularmente cr&iacute;tico em alguns    filos, conclui&#45;se que, em todos os dom&iacute;nios marinhos, uma parcela significativa    da diversidade continuar&aacute; sempre desconhecida para a humanidade. Contribuem    para tal limita&ccedil;&atilde;o defici&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas para    se amostrar certos grupos de animais e plantas em certos ambientes pouco acess&iacute;veis    e, at&eacute; mesmo, a dubiedade de nossos crit&eacute;rios tradicionais para    classificar organismos. O documento apresenta, por fim, uma descri&ccedil;&atilde;o    de novas t&eacute;cnicas de amostragem envolvendo sensores visuais e ac&uacute;sticos,    bem como marcadores gen&eacute;ticos para dirimir as referidas lacunas e buscar    uma compreens&atilde;o inovadora sobre os organismos que vivem no mar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/a17img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Durante cerca de dez anos, o Censo da Vida Marinha (9) tem fomentado    projetos de campo direcionados &agrave;s regi&otilde;es mais remotas dos oceanos,    mas tamb&eacute;m ao universo costeiro e litor&acirc;neo, adicionando n&atilde;o    apenas cerca de 6 mil esp&eacute;cies novas &agrave;s listas originais, mas    tamb&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es in&eacute;ditas sobre os padr&otilde;es    de abund&acirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies marinhas.    Todo esse esfor&ccedil;o reconhece&#45;se, ainda nos coloca muito aqu&eacute;m da    compreens&atilde;o completa da nossa "heran&ccedil;a amea&ccedil;ada".    Mas, a partir de iniciativas globais como essa, inegavelmente, hoje sabemos    consideravelmente mais do que sab&iacute;amos h&aacute; uma d&eacute;cada, al&eacute;m    de termos uma perspectiva mais concreta do que podemos fazer para aumentar nosso    conhecimento numa escala temporal compat&iacute;vel com a din&acirc;mica dos    fatores que amea&ccedil;am a biodiversidade marinha.</font></p>     <p><font size="3">Ao longo de sua hist&oacute;ria relativamente breve de desenvolvimento    pesqueiro (~ 40 anos), o Brasil n&atilde;o tem destoado das tend&ecirc;ncias    mundiais. Com uma pesca tradicionalmente concentrada em &aacute;reas costeiras    e de plataforma continental, o pa&iacute;s atingiu, na d&eacute;cada de 1990,    patamares m&aacute;ximos de explota&ccedil;&atilde;o ou mesmo a sobre&#45;explota&ccedil;&atilde;o    de mais da metade de seus recursos marinhos (11). Da mesma forma, um processo    descontrolado de expans&atilde;o para &aacute;reas profundas do talude se deu    na &uacute;ltima d&eacute;cada, resultando em quadros similares de sobrepesca    de valiosos crust&aacute;ceos e peixes de profundidade (12). Tanto na plataforma    quanto no talude o efeito n&atilde;o intencional da pesca brasileira sobre comunidades    pel&aacute;gicas e demersais tem sido documentado e, ao menos na regi&atilde;o    Sudeste&#45;Sul, j&aacute; existem ind&iacute;cios de altera&ccedil;&otilde;es decadais    na diversidade das comunidades marinhas (13). </font></p>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O </b>Conhecer mais sobre a biodiversidade    no mar brasileiro diante desse cen&aacute;rio de uso crescente, n&atilde;o apenas    de recursos pesqueiros, mas tamb&eacute;m das reservas de petr&oacute;leo sob    o assoalho oce&acirc;nico, tornou&#45;se uma prioridade na &uacute;ltima d&eacute;cada    e motivou iniciativas governamentais como o programa Revizee (Avalia&ccedil;&atilde;o    do Potencial Sustent&aacute;vel de Recursos Vivos na Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva)    entre outros. Entre 1994 e 2004, a presen&ccedil;a de 130 esp&eacute;cies e    10 fam&iacute;lias foi registrada por primeira vez em &aacute;guas brasileiras,    al&eacute;m da descri&ccedil;&atilde;o, at&eacute; o momento, de seis novas    esp&eacute;cies de peixe e 55 esp&eacute;cies de invertebrados bent&ocirc;nicos    (14). Mesmo com esses aportes, ao menos no que se refere ainda aos invertebrados    marinhos, nosso conhecimento com respeito &agrave; diversidade brasileira pode    n&atilde;o ser maior do que 10% do n&uacute;mero total estimado de esp&eacute;cies,    ressaltando&#45;se que os ambientes profundos e oce&acirc;nicos s&atilde;o os menos    estudados (15). Em que pese os impactos j&aacute; documentados como fun&ccedil;&atilde;o    da expans&atilde;o pesqueira, o interesse nacional em ocupa&ccedil;&atilde;o    e explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de toda a Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva    brasileira e os atuais processos de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais,    nossa capacidade de estimar concretamente os impactos futuros sobre a diversidade    em nossos mares, assim como no resto do mundo, &eacute; incipiente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><I><B>Jos&eacute; Angel Alvarez Perez</b> &eacute; professor    do Centro de Ensino Superior em Ci&ecirc;ncias Tecnol&oacute;gicas da Terra    e do Mar da Universidade do Vale do Itaja&iacute; (Univali)</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. O'Dor, R.K. "A census of marine life". <I>BioScience</I>,    Vol.54, no.2, pp.92&#45;93. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Pauly, D.; Chrinstensen, V.; Dalsgaard, J.; Froese, R. &amp;    Torres, F.C. Jr. "Fishing down marine food webs". <I>Science</I>,    Vol.279, no.5352, pp.860&#45;863. 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Jackson, J.B.C. et al. "Historical overfishing and recent    collapse of coastal ecosystems". <I>Science</I>, Vol.293, no.5530, pp.629&#45;638.    2001.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">4. O termo "explotado" vem do verbo "explotar"    definido como "tirar proveito econ&ocirc;mico de (determinada &aacute;rea),    sobretudo quanto aos recursos naturais" (Dic. Aur&eacute;lio &#150; 2ª Edi&ccedil;&atilde;o).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Garcia, S.M. &amp; Grainger, R.J.R. "Gloom and doom?    The future of marine capture fisheries". <I>Phil. Trans. R. Soc. B</I>,    Vol.360, no.1453, pp.21&#45;46. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p> <font size="3">6. Pauly, D.; Watson, R. &amp; Alder, J. "Global trends    in world fisheries: impacts on marine ecosystems and food security". <I>Phil.    Trans. R. Soc. B</I>, Vol.360, no.1453, pp.5&#45;12. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Morato, T., Watson, R.; Pitcher, T.J.; Pauly, D. "Fishing    down the deep". <I>Fish and Fisheries</I>, Vol. 7, pp.24&#45;34. 2006.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Hall, S.J. <I>The effects of fishing on marine communities</I>.    Blackwell Science, London. 1999. 274p.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">9. O nome original em ingl&ecirc;s do censo &eacute; Census    of Marine Life e pode ser acessado no site: <a href="http://www.coml.org" target="_blank">www.coml.org</a></font><!-- ref --><p><font size="3">10. O'Dor, R.K. "The unknown ocean. The baseline report    of the Census of Marine Life Research Program". Consortium for Oceanographic    Research and Education. Washington D.C. 2003. 28p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Haimovici, M.; Cergole, M.C.; Lessa, R.P.; Madureira, L.S.P.;    Jablonski, S.; Rossi&#45;Wongstchowski, C.L.D.B. "Panorama nacional".    <I>In: Programa Revizee. Avalia&ccedil;&atilde;o do potencial sustent&aacute;vel    de recursos vivos na Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva. </I>Relat&oacute;rio Executivo.    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, pp.79&#45;126. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Perez, J.A.A.; Pezzuto, P.R.; Soares, A.L.S.; Wahrlich,    R. "Deepwater fisheries in Brazil: history, status and perspectives".    <I>Latin American Journal of Aquatic Research</I>, Vol.37, no.3, pp. 513&#45;542.    2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Gasalla, M.A. &amp; Rossi&#45;Wongtschowski, C.L.D.B. "Contribution    of ecosystem analysis to investigating the effects of changes in fishing strategies    in the South Brazil Bight".<I> Ecological Modelling</I>, Vol.172, no. 2&#45;4,    pp.283&#45;306. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Anon. <I>Programa Revizee. Avalia&ccedil;&atilde;o do potencial    sustent&aacute;vel de recursos vivos na Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva. </I>Relat&oacute;rio    Executivo. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. 2006. 303p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Migotto, A. E.; Marques, A. C. "Invertebrados marinhos".    <I>In:</I> Thomas Lewinsohn (Org.). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o do estado do    conhecimento biodiversidade brasileira.</I> Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente, Vol.1, pp.149&#45;202. 2006.</font> ]]></body><back>
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