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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n3/ensaios.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>AS COLE&Ccedil;&Otilde;ES BIOL&Oacute;GICAS COMO FONTE DIN&Acirc;MICA    E PERMANENTE DE CONHECIMENTO SOBRE A BIODIVERSIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I>Luciane Marinoni e Ariane Luna Peixoto</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">2010, ano declarado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas como o Ano Internacional da Biodiversidade. Com tal iniciativa, espera&#45;se    que todos ao redor do mundo, governos e sociedade, pensem na situa&ccedil;&atilde;o    atual da biodiversidade e se preocupem em encontrar meios para salvaguard&aacute;&#45;la    encarando isso como vital para o futuro da humanidade. No Brasil, pa&iacute;s    megadiverso e respons&aacute;vel por 20% da biodiversidade mundial, este ser&aacute;    tamb&eacute;m lembrado como o ano em que parte significativa dos registros e    hist&oacute;ria de nossa biodiversidade foi perdido: as cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas do Instituto Butantan. </font></p>     <p><font size="3">O governo brasileiro, dois anos ap&oacute;s o in&iacute;cio    das atividades da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade Biol&oacute;gica    (CDB), assinada em 1992 na Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, instituiu a Comiss&atilde;o Nacional    de Biodiversidade (Conabio), no Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA). Constitu&iacute;da    por representantes de diversos minist&eacute;rios e da sociedade civil &eacute;    a respons&aacute;vel por coordenar a elabora&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica    Nacional da Biodiversidade e implementar os compromissos assumidos pelo Brasil    junto &agrave; CDB. Em 2002, as diretrizes para a Pol&iacute;tica Nacional de    Biodiversidade foram promulgadas e nela est&atilde;o os componentes b&aacute;sicos    para a demanda relacionada &agrave; biodiversidade em ci&ecirc;ncia e tecnologia    do pa&iacute;s: conhecimento, conserva&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o    sustent&aacute;vel de seus componentes.</font></p>     <p><font size="3">Ap&oacute;s a promulga&ccedil;&atilde;o da CDB, as cole&ccedil;&otilde;es    zool&oacute;gicas, microbiol&oacute;gicas e os herb&aacute;rios, sediados em    diferentes institui&ccedil;&otilde;es, principalmente museus, universidades    e jardins bot&acirc;nicos, se tornaram mais evidentes para a sociedade e para    os governos, dentre outros motivos, por serem respons&aacute;veis pela guarda    dos esp&eacute;cimes que documentam a biodiversidade. Os esp&eacute;cimes depositados    nessas institui&ccedil;&otilde;es &#150; doravante chamadas de cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas &#150; s&atilde;o registros da varia&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica    e gen&eacute;tica passada e recente, da distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica,    bem como de outras valiosas informa&ccedil;&otilde;es. Muitas vezes eles s&atilde;o    o &uacute;nico registro de uma esp&eacute;cie extinta ou de esp&eacute;cies    vistas na natureza apenas uma vez em sua forma selvagem. Com a incorpora&ccedil;&atilde;o    de novas metodologias &agrave; taxonomia e novas tecnologias para estudos moleculares,    as cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas passaram a representar importantes    bancos gen&eacute;ticos para a realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises moleculares    e para a biotecnologia (1;2).</font></p>     <p><font size="3">Na Confer&ecirc;ncia das Partes (COP&#45;3) da CDB, realizada em    1996, os pa&iacute;ses reconheceram que, apesar de toda a sua import&acirc;ncia    e responsabilidade, as cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas n&atilde;o dispunham    de recursos suficientes para o armazenamento seguro ou para a infraestrutura    necess&aacute;ria &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es dos esp&eacute;cimes; menos ainda para a sua expans&atilde;o    a fim de desenvolver sua potencial contribui&ccedil;&atilde;o ao conhecimento    da biodiversidade. Houve, portanto, o reconhecimento de um impedimento taxon&ocirc;mico    para a boa gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade sendo    sua remo&ccedil;&atilde;o um passo crucial para o alcance dos objetivos da CDB.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A partir de documentos como a Declara&ccedil;&atilde;o de Darwin    (1999), elaborado por taxonomistas e outros cientistas da biodiversidade, bem    como de recomenda&ccedil;&otilde;es e resolu&ccedil;&otilde;es oriundas de outros    f&oacute;runs, governo e sociedade procuraram identificar os principais problemas    taxon&ocirc;micos e tra&ccedil;ar estrat&eacute;gias para san&aacute;&#45;los, em    uma resposta global a tais problemas. Mundialmente as discuss&otilde;es sobre    cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas tiveram grande impulso (3).</font></p>     <p><font size="3">Assim, principalmente devido &agrave; crise mundial da biodiversidade,    &agrave; necessidade do conhecimento de seus componentes e &agrave; inser&ccedil;&atilde;o    do Brasil nas pol&iacute;ticas internacionais de meio ambiente, houve um significativo    crescimento nas a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas brasileiras por parte de &aacute;reas espec&iacute;ficas do    governo. Faremos uma breve retrospectiva de algumas dessas a&ccedil;&otilde;es,    partindo de um exemplo bem sucedido de trabalho de cientistas em resposta ao    investimento do governo e de trabalho interinstitucional bem coordenado: o Projeto    Taxonline &#150; Rede Paranaense de Cole&ccedil;&otilde;es Biol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="3">O projeto Taxonline teve in&iacute;cio em 2006 com recursos    no valor de R$724 mil ap&oacute;s concorrer ao edital aberto pelo Conselho Nacional    de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) (Edital CT&#45;Biotecnologia/MCT/CNPq    nº 21/2005). O edital, espec&iacute;fico para cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas,    contava com recursos no montante de R$5 milh&otilde;es de reais e a ele concorreram    105 projetos. Embora muitos apresentassem alta qualidade e relev&acirc;ncia,    somente oito projetos puderam ser selecionados. O valor solicitado no conjunto    de projetos foi de R$65 milh&otilde;es! Um claro indicativo da necessidade de    maiores investimentos nesse setor, essencial para o desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s, e tamb&eacute;m de como a comunidade cient&iacute;fica    est&aacute; atenta &agrave; busca de recursos para as cole&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Os principais objetivos do projeto Taxonline eram implantar    e consolidar uma rede de cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas no Paran&aacute;,    partindo daquelas existentes no estado; modernizar e adequar a infraestrutura    de maneira a garantir o incremento e a perpetua&ccedil;&atilde;o das mesmas;    melhorar e ampliar as atividades de rotina interna das cole&ccedil;&otilde;es    e informatizar os dados contidos nos acervos liberando&#45;os via internet, inclusive    com fotos digitalizadas.</font></p>     <p><font size="3">O projeto em seu in&iacute;cio contou com a participa&ccedil;&atilde;o    de quatro institui&ccedil;&otilde;es pertencentes aos tr&ecirc;s n&iacute;veis    de governo, federal, estadual e municipal, envolvendo nove cole&ccedil;&otilde;es:    quatro pertencentes &agrave; Universidade Federal do Paran&aacute; &#150; Cole&ccedil;&atilde;o    Entomol&oacute;gica Pe. Jesus Santiago Moure, Cole&ccedil;&atilde;o Mastozool&oacute;gica,    Cole&ccedil;&atilde;o de Ascidiacea e Herb&aacute;rio; tr&ecirc;s da Universidade    Estadual de Londrina &#150; Cole&ccedil;&atilde;o de Peixes, Herb&aacute;rio e Cole&ccedil;&atilde;o    de sons; uma do Museu Bot&acirc;nico Municipal de Curitiba; e a Cole&ccedil;&atilde;o    de Peixes do Museu de Hist&oacute;ria Natural do Cap&atilde;o da Imb&uacute;ia.</font></p>     <p><font size="3">Houve tamb&eacute;m a parceria do Centro de Refer&ecirc;ncia    em Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Cria) que, desde 2002, vem desenvolvendo    estrat&eacute;gias para a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas na rede mundial de computadores. O Cria desenvolveu o SpeciesLink    &#150; um sistema de informa&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;do para recupera&ccedil;&atilde;o    de dados de acervos de cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas que d&aacute;    ao curador a capacidade de gerenciamento, verificando a qualidade e escolhendo    os dados a serem liberados. Disponibiliza uma s&eacute;rie de ferramentas para    visualiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, como mapas e gr&aacute;ficos.    Ap&oacute;s dez meses de implanta&ccedil;&atilde;o da Rede Taxonline, a infraestrutura    de informatiza&ccedil;&atilde;o e captura de imagens havia sido instalada e    j&aacute; se encontravam <I>online</I> mais de 100 mil registros de plantas    e animais.</font></p>     <p><font size="3">De acordo com as necessidades de cada uma das cole&ccedil;&otilde;es    houve a compra de material para a melhoria de sua infraestrutura e, aproximadamente,    30% dos recursos foram destinados a bolsas de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico    e Industrial (DTI) e de Inicia&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica e Industrial    (ITI).</font></p>     <p><font size="3">Em 2007, a Secretaria de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do estado    do Paran&aacute;, disponibilizou R$500 mil para a Rede Taxonline por meio do    Edital de Fluxo Cont&iacute;nuo dentro da Rede de Ci&ecirc;ncia Tecnologia e    Inova&ccedil;&atilde;o. Com tais recursos duas novas institui&ccedil;&otilde;es    foram incorporadas, a Universidade Estadual de Maring&aacute; (UEM) e a Universidade    Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e tamb&eacute;m outras cole&ccedil;&otilde;es    do Museu de Hist&oacute;ria Natural do Cap&atilde;o de Imb&uacute;ia e a Cole&ccedil;&atilde;o    de Aranhas do Projeto Solobioma, passando a 32 cole&ccedil;&otilde;es integradas.    Algumas destas se encontravam em fase inicial de digita&ccedil;&atilde;o dos    dados dos seus acervos, enquanto outras com mais de 80% digitalizados.</font></p>     <p><font size="3">Hoje, o n&uacute;mero total de exemplares das cole&ccedil;&otilde;es    integradas &agrave; Rede Taxonline &eacute; de aproximadamente cinco milh&otilde;es,    com 550 mil registros<I> online</I> (14%), dos quais cerca de 90 mil georreferenciados.    Analisando os indicadores dispon&iacute;veis verifica&#45;se que 87% dos registros    <I>online</I> s&atilde;o do Brasil e, destes, 60% da regi&atilde;o Sul, sendo    a maioria do estado do Paran&aacute;. Cerca de 65% s&atilde;o registros de plantas,    25% de insetos e os demais s&atilde;o, principalmente, de vertebrados (peixes,    r&eacute;pteis, anf&iacute;bios e mam&iacute;feros).</font></p>     <p><font size="3">Em paralelo &agrave; informatiza&ccedil;&atilde;o das cole&ccedil;&otilde;es,    fotos digitais de alta resolu&ccedil;&atilde;o dos exemplares est&atilde;o sendo    confeccionadas para registro das imagens como forma de seguran&ccedil;a, facilita&ccedil;&atilde;o    do estudo e para serem possivelmente disponibilizadas <I>online</I>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A Rede Taxonline tem ainda um longo trabalho pela frente de    digita&ccedil;&atilde;o de cerca de 4,5 milh&otilde;es de registros. Essa &eacute;    uma atividade que requer o acompanhamento constante e continuado dos taxonomistas    que trabalham com os grupos de organismos.</font></p>     <p><font size="3">A informatiza&ccedil;&atilde;o dos dados dos esp&eacute;cimes    depositados em cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas tem sido prioridade    em v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es ao redor do mundo, assim como, a    digitaliza&ccedil;&atilde;o de todas as informa&ccedil;&otilde;es associadas    aos nomes das esp&eacute;cies, cat&aacute;logos, floras, checklists, entre outros    (4;5). </font></p>     <p><font size="3">&Eacute; necess&aacute;rio conhecer e disseminar a informa&ccedil;&atilde;o    sobre o que j&aacute; foi colecionado ao longo de muitos anos e encontra&#45;se    depositado nas cole&ccedil;&otilde;es. Essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    imprescind&iacute;veis para, por exemplo, o estabelecimento de &aacute;reas    com biota pouco conhecida, de &aacute;reas priorit&aacute;rias para pesquisa    e conserva&ccedil;&atilde;o, de grupos taxon&ocirc;micos pouco estudados, dentre    outras fun&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, esse &eacute; um &aacute;rduo caminho    que inclui entre os seus desafios: o gerenciamento da digita&ccedil;&atilde;o    e digitaliza&ccedil;&atilde;o de dados e imagens juntamente com a organiza&ccedil;&atilde;o    e moderniza&ccedil;&atilde;o do acervo; o tombamento dos esp&eacute;cimes, sua    acomoda&ccedil;&atilde;o em ambientes adequados e identifica&ccedil;&atilde;o    acurada. Este &uacute;ltimo, com certeza, o maior dos desafios, pois a espinha    dorsal do conhecimento em biodiversidade &eacute; a pesquisa sistem&aacute;tica    nas cole&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e a diminui&ccedil;&atilde;o do    n&uacute;mero de cientistas nesse campo do conhecimento tem sido apontada em    diversos documentos e artigos cient&iacute;ficos. &Eacute; essa linha de pesquisa    que garante qualidade &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, o n&uacute;mero    de cientistas que lidam com a sistem&aacute;tica dos seres vivos &eacute; inversamente    proporcional &agrave; megadiversidade da biota brasileira (6;7;8).</font></p>     <p><font size="3">O estabelecimento de redes que re&uacute;nem dados de cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas e os disponibilizam <I>online</I> para diferentes usu&aacute;rios,    &eacute; um processo complexo, j&aacute; que as mesmas s&atilde;o constitu&iacute;das    por diferentes grupos biol&oacute;gicos que s&atilde;o colecionados, preservados    e armazenados com metodologias pr&oacute;prias. Os dados de campo sobre os esp&eacute;cimes    s&atilde;o de diferentes origens. H&aacute; grupos taxon&ocirc;micos estudados    e com revis&otilde;es taxon&ocirc;micas de valor inestim&aacute;vel, atualizadas    e publicadas. H&aacute; outros grupos, entretanto, sobre os quais se sabe muito    pouco, o que gera uma dificuldade adicional &agrave; coleta, guarda e curadoria    dos esp&eacute;cimes e dos dados a eles associados.</font></p>     <p><font size="3">O sucesso j&aacute; alcan&ccedil;ado pela Rede Taxonline &eacute;    resultante da agrega&ccedil;&atilde;o de pessoas e ideias e muita discuss&atilde;o    coordenada de cada etapa em busca de objetivos pr&eacute;&#45;definidos. Os seguintes    fatores, no entanto, foram determinantes: a ades&atilde;o de cole&ccedil;&otilde;es,    com grande n&uacute;mero de exemplares, reconhecidas internacionalmente; algumas    das cole&ccedil;&otilde;es j&aacute; possu&iacute;rem em sua rotina a informatiza&ccedil;&atilde;o    dos acervos em banco de dados; experi&ecirc;ncias anteriores como a do Programa    Biota&#45;Fapesp e da Rede Brasileira de Herb&aacute;rios; a arquitetura utilizada    pela Rede possibilitando ao curador dom&iacute;nio sobre a escolha dos dados    a serem disponibilizados <I>online </I>e n&atilde;o haver necessidade do desenvolvimento    de um banco de dados espec&iacute;fico para tal disponibiliza&ccedil;&atilde;o;    a participa&ccedil;&atilde;o de pesquisadores com experi&ecirc;ncia em projetos    abrangentes e sua associa&ccedil;&atilde;o a programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o    consolidados em taxonomia e sistem&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="3">A&ccedil;&otilde;es pontuais, como o edital no qual o Taxonline    foi contemplado, v&ecirc;m mostrando bons resultados, principalmente quando    s&atilde;o considerados os valores de recursos empregados e sua propor&ccedil;&atilde;o    por cole&ccedil;&atilde;o. H&aacute; necessidade, entretanto, de uma pol&iacute;tica    de governo de longo prazo que contemple o grande n&uacute;mero de cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas brasileiras com o fomento necess&aacute;rio para sua manuten&ccedil;&atilde;o,    de ajuste ao padr&atilde;o de seguran&ccedil;a adequado e desenvolvimento de    seu potencial para a contribui&ccedil;&atilde;o ao conhecimento da biodiversidade.</font></p>     <p><font size="3">Os governos alinhados &agrave; CDB reconheceram a necessidade    de mobilizar recursos para melhorar a infraestrutura de investiga&ccedil;&atilde;o    e de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica de modo a alcan&ccedil;ar    os objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel    e reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios. J&aacute; na COP&#45;3, quando    foi estabelecida a Iniciativa Global de Taxonomia (GTI, na sigla em ingl&ecirc;s),    a taxonomia foi confirmada como imprescind&iacute;vel para o estudo e conhecimento    de todos os ecossistemas sendo, portanto, aplic&aacute;vel a diferentes grupos    de trabalho da CDB. Em 2005, a responsabilidade das a&ccedil;&otilde;es do GTI    no pa&iacute;s foi determinada ao Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    (MCT), ponto focal da iniciativa no Brasil.</font></p>     <p><font size="3">Em 2005&#45;2006, o MCT coordenou, atrav&eacute;s do Centro de Gest&atilde;o    e Estudos Estrat&eacute;gicos, e em parceria com a Sociedade Bot&acirc;nica    do Brasil, Sociedade Brasileira de Microbiologia, Sociedade Brasileira de Zoologia    e o Cria a elabora&ccedil;&atilde;o do documento "Diretrizes e estrat&eacute;gias    para a moderniza&ccedil;&atilde;o de cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas    brasileiras e a consolida&ccedil;&atilde;o de sistemas integrados de informa&ccedil;&atilde;o    sobre biodiversidade". Para tal, foi elaborado um extenso diagn&oacute;stico    que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 67 cientistas que apontaram estrat&eacute;gias    nas suas &aacute;reas de especializa&ccedil;&atilde;o, gerando 29 documentos    e notas t&eacute;cnicas. Como resultado foi produzido um plano com a&ccedil;&otilde;es    de curt&iacute;ssimo (at&eacute; 5 anos) e curto (at&eacute; 10 anos) prazos    com uma previs&atilde;o de custo fact&iacute;vel que pudesse ser implementado    pelo governo. O documento foi apresentado e ratificado pelo Brasil durante a    Confer&ecirc;ncia das Partes (COP&#45;8) em Curitiba, em 2006. </font></p>     <p><font size="3">A C&acirc;mara T&eacute;cnica Tempor&aacute;ria de Cole&ccedil;&otilde;es    Biol&oacute;gicas (CTTCB), que havia sido institu&iacute;da em 2004 na Conabio,    foi respons&aacute;vel por discutir e incorporar sugest&otilde;es de diferentes    setores da sociedade ao documento acima citado ("Diretrizes e estrat&eacute;gias...")    que ap&oacute;s modifica&ccedil;&otilde;es foi aprovado em 2008 tornando&#45;se    um plano de a&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro para as cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas e taxonomia (Delibera&ccedil;&atilde;o no.53/2008) (16). Esse    documento detalha a&ccedil;&otilde;es e atividades em quatro temas: fortalecimento    da capacidade institucional; amplia&ccedil;&atilde;o do conhecimento taxon&ocirc;mico    e biogeogr&aacute;fico; consolida&ccedil;&atilde;o de um sistema compartilhado    de dados e informa&ccedil;&otilde;es sobre esp&eacute;cies e esp&eacute;cimes    e implementa&ccedil;&atilde;o de um modelo de gest&atilde;o participativo. A    mesma delibera&ccedil;&atilde;o tornou a CTTCB uma c&acirc;mara permanente,    coordenada e secretariada pelo MCT. Ap&oacute;s essa delibera&ccedil;&atilde;o,    entretanto, a c&acirc;mara n&atilde;o estabeleceu uma agenda de atividades.</font></p>     <p><font size="3">Como resultado das discuss&otilde;es provocadas pelas sociedades    cient&iacute;ficas o CNPq lan&ccedil;ou um programa induzido de capacita&ccedil;&atilde;o    em taxonomia. Em mar&ccedil;o de 2007, o programa tornou&#45;se objeto de coopera&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica entre o MCT, CNPq e a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento    de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) recebendo a denomina&ccedil;&atilde;o    de Programa de Capacita&ccedil;&atilde;o em Taxonomia (Protax). O seu principal    objetivo &eacute; o de estimular a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos    em taxonomia e curadoria devendo ser ancorado no sistema de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o    brasileiro. Da mesma forma que ocorreu para o edital de cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas, a comunidade de taxonomistas respondeu apresentando 65 pr&eacute;&#45;propostas.    Ap&oacute;s an&aacute;lise, foram recomendadas 41 propostas e a concess&atilde;o    global foi de 125 bolsas de v&aacute;rios n&iacute;veis de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o    (mestrado, doutorado e p&oacute;s&#45;doutorado). As propostas t&ecirc;m t&eacute;rmino    em 30 de novembro de 2010, totalizando 60 meses, estando o Protax, atualmente,    em fase de avalia&ccedil;&atilde;o com grande perspectiva de continuidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O hist&oacute;rico da cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o    da Rede Taxonline, assim como a de outras redes que re&uacute;nem dados e imagens    de cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, s&atilde;o um forte indicativo    de que as lideran&ccedil;as cient&iacute;ficas est&atilde;o atentas e prontas    para oportunidades e para enfrentar desafios que deem condi&ccedil;&otilde;es    &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o do patamar cient&iacute;fico do Brasil. Demonstram,    tamb&eacute;m, que o governo e suas ag&ecirc;ncias de fomento v&ecirc;m buscando    instrumentos que possibilitem o avan&ccedil;o da taxonomia e desenvolvimento    das cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, embora de forma ainda t&iacute;mida    e inconstante. &Eacute; indubit&aacute;vel a necessidade do estabelecimento    de uma pol&iacute;tica consistente e de longo prazo com a atua&ccedil;&atilde;o    de todos os minist&eacute;rios envolvidos com o tema, assim como de outras institui&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais. H&aacute; um grande n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es    brasileiras que abrigam cole&ccedil;&otilde;es de valor inestim&aacute;vel e    que se encontram em locais inadequados e sujeita a acidentes como aquele do    Instituto Butantan. O inc&ecirc;ndio causou a perda de uma parte da documenta&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade brasileira e da hist&oacute;ria a ela associada. Patrim&ocirc;nio    &uacute;nico que nunca ser&aacute; recuperado.</font></p>     <p><font size="3">Ao ser institu&iacute;do um grande programa nacional espec&iacute;fico    para cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e taxonomia, o Brasil estar&aacute;    reconhecendo a import&acirc;ncia fundamental das mesmas para o conhecimento    da biodiversidade e, ao mesmo tempo, estar&aacute; demonstrando que, como detentor    da maior biodiversidade do planeta, est&aacute; em condi&ccedil;&otilde;es de    liderar tomadas de decis&atilde;o dentro da Conven&ccedil;&atilde;o em Diversidade    Biol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><b>Luciane Marinoni</b> &eacute; professora da Universidade    Federal do Paran&aacute; (UFPR), coordenadora do Programa de P&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o    em Entomologia, curadora da Cole&ccedil;&atilde;o Entomol&oacute;gica Pe. Jesus    Santiago Moure, coordenadora da Rede Paranaense de Cole&ccedil;&otilde;es Biol&oacute;gicas    &#150; Taxon line e bolsista do CNPq. Email: <a href="mailto:lmarinoni@ufpr.br">lmarinoni@ufpr.br</a>    <br>   <b>Ariane Luna Peixoto</b> &eacute; professora titular aposentada da    Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), pesquisadora&#45;associada    do Instituto de Pesquisas do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro e bolsista    do CNPq. Email: <a href="mailto:ariane@jbrj.gov.br">ariane@jbrj.gov.br</a></I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Godfray, H. C. J. &amp; Knapp, S. "Taxonomy for    the twenty first century. Introduction". <I>Phil. Trans. R. Soc. Lond.    B</I>, Vol.359, pp.559&#45;569. 2004.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">2. Causey, D.; Janzen, D. H.; Peterson, A. T.; Vieglais,    D.; Krishtalka, L.; Beach, J.H.; E. O. Wiley. <I>Museum collections and taxonomy    science</I>, Vol. 305. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Samper, C. "Taxonomy and environmental policy".    <I>Phil. Trans. R. Soc. Lond. B</I>, Vol.359, pp.721&#45;728. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Blackmore S. 2002. Biodiversity Update &#45; Progress in Taxonomy.    Policy Forum, <I>Science</I>, Vol. 298.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Clark, B.R; Charles, H; Godfray. J; Kitching, I.    J.; Mayo, S. J.; Scoble M. J. "Taxonomy as an science". <I>Phil.    Trans. R. Soc. A</I>, Vol.367, no.1890, pp.953&#45;966. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6 Markus, R.P. &amp; Rodrigues, M.T. "Biodiversidade:    haver&aacute; um mapa para este tesouro?". <I>Ci&ecirc;ncia e Cultura</I>,    Vol.55, no.3, pp.19&#45;53. 2003.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">7. Lewinsohn, T.M. (Org.). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o do    estado do conhecimento da biodiversidade brasileira</I> &#45; Volume I. Bras&iacute;lia:    MMA. 520p. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Marques, A.C. &amp; Lamas, C. J. E. "Taxonomia zool&oacute;gica    no Brasil: estado da arte, expectativas e sugest&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es    futuras, pap&eacute;is avulsos de zoologia". <I>Museu de Zoologia de S&atilde;o    Paulo</I>, Vol.46, no.13, pp.139&#45;174. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Egler, I. &amp; Santos, M.M. (Coord.). <I>Diretrizes e    estrat&eacute;gias para a moderniza&ccedil;&atilde;o de cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas brasileiras e a consolida&ccedil;&atilde;o de sistemas integrados    de informa&ccedil;&atilde;o sobre biodiversidade</I>. MCT/CGEE. Bras&iacute;lia.    2006.</font> ]]></body><back>
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