<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252010000400002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O futuro do cerrado mediante o Código Florestal]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Durigan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giselda]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>62</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>4</fpage>
<lpage>5</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252010000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252010000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252010000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n4/tendenci.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b>O FUTURO DO CERRADO MEDIANTE O C&Oacute;DIGO FLORESTAL</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><I><b>Giselda Durigan</b></I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>D</b></font><font size="3">iante da imin&ecirc;ncia de revoga&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo Florestal vigente e institui&ccedil;&atilde;o de uma nova lei que regulamente a supress&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o de ecossistemas no Brasil, instalou&#45;se inquieta&ccedil;&atilde;o generalizada, que se resume em uma &uacute;nica quest&atilde;o: o projeto de lei (PL) a ser votado em breve, se aprovado, trar&aacute; avan&ccedil;os ou retrocessos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; lei vigente? N&atilde;o existe, para essa quest&atilde;o, uma resposta clara e simples, que seja v&aacute;lida para todos os dispositivos da lei e para todos os biomas. Para o pa&iacute;s que det&eacute;m a maior diversidade biol&oacute;gica do planeta, &eacute; compreens&iacute;vel que exista uma diversidade igualmente alta de situa&ccedil;&otilde;es ambientais e socioecon&ocirc;micas, para as quais dificilmente uma lei &uacute;nica pode ser infal&iacute;vel. O Cerrado, pela larga extens&atilde;o territorial que ocupa e por estar sendo visto como a &uacute;ltima fronteira agr&iacute;cola do planeta (1), merece destaque nessa reflex&atilde;o. Melhor do que qualquer outro bioma, neste momento da hist&oacute;ria, a savana brasileira exemplifica o <I>trade&#45;off</I> que se coloca entre desenvolvimento e conserva&ccedil;&atilde;o(2), que &eacute; inevit&aacute;vel em diferentes escalas e, entre essas, a da propriedade rural, que &eacute; onde se aplica, na pr&aacute;tica, o C&oacute;digo Florestal.</font></p>     <p><font size="3">Cumprir o C&oacute;digo Florestal de 1965, na maior parte dos dois milh&otilde;es de quil&ocirc;metros quadrados do Dom&iacute;nio Biogeogr&aacute;fico do Cerrado, foi relativamente f&aacute;cil enquanto as &uacute;nicas formas poss&iacute;veis de explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de seus recursos naturais eram a pecu&aacute;ria extensiva e o corte de lenha para produ&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o. Tais atividades geralmente preservavam a capacidade do Cerrado em reagir &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o, de modo que at&eacute; quatro d&eacute;cadas atr&aacute;s apenas uma pequena propor&ccedil;&atilde;o do bioma estava irremediavelmente degradada. N&atilde;o existiam op&ccedil;&otilde;es mais lucrativas de uso da terra que colocassem em risco a resili&ecirc;ncia do Cerrado, como &eacute; o caso da convers&atilde;o recente de extensas &aacute;reas para agricultura ou pecu&aacute;ria de alta tecnologia, que fez elevar&#45;se vertiginosamente o custo de oportunidade da conserva&ccedil;&atilde;o ou dos usos tradicionais, de modo que a devasta&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e irrevers&iacute;vel tornou&#45;se inevit&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="3">Apesar da acelerada expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria, cerca de metade do Cerrado original continua em p&eacute; (3). Todavia, seja com base no C&oacute;digo Florestal de 1965 ou com base nos dispositivos do PL, os mecanismos de comando e controle, se efetivos, podem garantir a conserva&ccedil;&atilde;o de apenas cerca de 30% dos remanescentes, de modo que ainda restam cerca de 70 milh&otilde;es de hectares de Cerrado dispon&iacute;veis para desmatamento totalmente dentro da lei. Adicionalmente, previs&otilde;es demonstram que a demanda por produtos oriundos da agropecu&aacute;ria continuar&aacute; crescendo e exigindo a convers&atilde;o de novas &aacute;reas. Naturalmente, os propriet&aacute;rios, que t&ecirc;m nessas terras sua fonte de renda, buscar&atilde;o alternativas de uso que proporcionem a maior lucratividade. N&atilde;o &eacute; preciso racioc&iacute;nio muito elaborado para a dedu&ccedil;&atilde;o de que o desmatamento que n&atilde;o puder ser evitado por mecanismos de comando e controle s&oacute; n&atilde;o acontecer&aacute; se: 1) a conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel do Cerrado se tornar alternativa de uso da terra que gere receita compar&aacute;vel &agrave;quelas que dependem da convers&atilde;o; e 2) o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico e a difus&atilde;o das tecnologias viabilizarem o aumento da oferta baseado no aumento de produtividade. Evidentemente, a solu&ccedil;&atilde;o para essa equa&ccedil;&atilde;o depende de provid&ecirc;ncias em diversas esferas de governo e n&atilde;o apenas de uma nova lei.</font></p>     <p><font size="3">Em pa&iacute;ses desenvolvidos, al&eacute;m de subs&iacute;dios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, existem mecanismos diversos de est&iacute;mulo &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o de ecossistemas em terras privadas, que v&atilde;o desde a indeniza&ccedil;&atilde;o pelas terras que deixar&atilde;o de ser utilizadas, passando pelo compartilhamento dos custos da recupera&ccedil;&atilde;o e culminando em remunera&ccedil;&atilde;o por servi&ccedil;os ambientais (4). Nesse ponto encontra&#45;se um dos destaques positivos do PL, que parece caminhar rumo &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es adotadas pelo Primeiro Mundo. Ao instituir mecanismos de remunera&ccedil;&atilde;o pela conserva&ccedil;&atilde;o, seja pela servid&atilde;o, pela valora&ccedil;&atilde;o de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) ou pela averba&ccedil;&atilde;o para compensar &aacute;reas convertidas ilegalmente, cria&#45;se um mercado que n&atilde;o existia, em que terras com vegeta&ccedil;&atilde;o nativa passam a ter valor. Hoje, al&eacute;m de n&atilde;o gerar renda, essas terras t&ecirc;m valor de mercado correspondente &agrave; cerca da metade do valor de &aacute;reas j&aacute; convertidas, sendo muito mais atraentes para instala&ccedil;&atilde;o de novos empreendimentos do que terras em uso. Por&eacute;m, os mecanismos institu&iacute;dos pelo PL s&atilde;o insuficientes para conter o desmatamento. C&aacute;lculos elementares mostram que o d&eacute;ficit de Reservas Legais no Cerrado &eacute; muito inferior &agrave;queles     70 milh&otilde;es de hectares. Para ilustrar essa quest&atilde;o, se em todas as propriedades que eram ocupadas pelo Cerrado no estado de S&atilde;o Paulo se fizer a op&ccedil;&atilde;o por compensar suas &aacute;reas de RL nas &aacute;reas naturais remanescentes em outras regi&otilde;es, isso garantiria a preserva&ccedil;&atilde;o de, no m&aacute;ximo, 260 mil hectares (3,7% do total que est&aacute; sujeito a desmatamento dentro da lei), o que &eacute; insignificante. Criar novas &aacute;reas protegidas p&uacute;blicas em todos os locais cujo desmatamento ser&aacute; permitido &eacute;, naturalmente, impens&aacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Viabilizar, de fato, novos mecanismos de est&iacute;mulo &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o em terras privadas se faz necess&aacute;rio, como a remunera&ccedil;&atilde;o por servi&ccedil;os ambientais pela prote&ccedil;&atilde;o aos recursos h&iacute;dricos ou pelas emiss&otilde;es de carbono evitadas (REDD), que o PL n&atilde;o menciona, mas que j&aacute; se mostram vi&aacute;veis e o estado de S&atilde;o Paulo se antecipa em considerar ao regulamentar a sua Pol&iacute;tica Estadual de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (5). Tornar lucrativas as Reservas Particulares do Patrim&ocirc;nio Natural (RPPNs) ou criar subs&iacute;dios para formas de explora&ccedil;&atilde;o tradicionais e ecologicamente sustent&aacute;veis seriam provid&ecirc;ncias desej&aacute;veis visando &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria. Gerar tecnologias e descobertas que proporcionem alternativas economicamente vi&aacute;veis de explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos ecossistemas naturais do Cerrado e de outros biomas nas &aacute;reas naturais que venham a ser mantidas seria ideal. Por&eacute;m, isso depende n&atilde;o apenas de regulamenta&ccedil;&atilde;o, mas sobretudo, de estudos que demonstrem quais formas de explora&ccedil;&atilde;o seriam ecol&oacute;gica e economicamente vi&aacute;veis para cada bioma. Para o Cerrado, o Pantanal e os Campos Sulinos, por exemplo, pode ser que a pecu&aacute;ria baseada em capins nativos seja admiss&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="3">O PL traz outros dispositivos ben&eacute;ficos &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o, como a proibi&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de assentamentos de reforma agr&aacute;ria sobre ecossistemas naturais e o rastreamento de produtos oriundos de desmatamento. Do ponto de vista ecol&oacute;gico, talvez a maior defer&ecirc;ncia ao Cerrado no PL tenha sido a eleva&ccedil;&atilde;o das veredas &agrave; categoria de APP. Que poderia ser melhor, no entanto, se a prote&ccedil;&atilde;o se estendesse por todo o complexo rip&aacute;rio dentro do bioma Cerrado, incluindo tipos florestais e campos &uacute;midos, com ou sem buritis. Juntas, essas &aacute;reas com solos &uacute;midos e fr&aacute;geis s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para a manuten&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos do Cerrado, que alimentam oito das doze grandes bacias hidrogr&aacute;ficas brasileiras.</font></p>     <p><font size="3">Ainda do ponto de vista ecol&oacute;gico, o PL falha ao manter a propor&ccedil;&atilde;o diferenciada de RL em floresta ou cerrado na Amaz&ocirc;nia Legal, como se um bioma fosse mais importante que o outro. A possibilidade de compensa&ccedil;&atilde;o de RL em outras regi&otilde;es, muito criticada para a Mata Atl&acirc;ntica, no caso do Cerrado pode ser considerada positiva, diante das dificuldades ainda n&atilde;o superadas pela ci&ecirc;ncia e tecnologia em restaurar o Cerrado. Al&eacute;m da dificuldade t&eacute;cnica, o custo da restaura&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente elevado, e o PL falha ao n&atilde;o instituir mecanismos para o custeio da restaura&ccedil;&atilde;o, agora obrigat&oacute;ria, de &aacute;reas desmatadas dentro da lei.</font></p>     <p><font size="3"><b>O QUE PRECISA SER REVISTO</b> Alguns dispositivos do PL significam claro retrocesso e precisam ser revistos. Dentre estes, destaca&#45;se a redu&ccedil;&atilde;o da largura m&iacute;nima das &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente de 30 para 15m na grande maioria dos cursos d'&aacute;gua e a possibilidade de legitima&ccedil;&atilde;o de usos consolidados nessas &aacute;reas. Ainda que o PL tenha avan&ccedil;ado ao tornar obrigat&oacute;ria a recupera&ccedil;&atilde;o das APPs, a legisla&ccedil;&atilde;o vigente j&aacute; havia proibido sua utiliza&ccedil;&atilde;o h&aacute; cerca de uma d&eacute;cada, de modo que a faixa m&iacute;nima de 30 m n&atilde;o deveria estar sendo cultivada e a import&acirc;ncia de sua prote&ccedil;&atilde;o j&aacute; era senso comum.</font></p>     <p><font size="3">A verdade &eacute; que nem todas as modifica&ccedil;&otilde;es contidas no PL podem ser consideradas positivas ou negativas para o futuro do Cerrado ou de qualquer outro bioma. Mais do que modifica&ccedil;&otilde;es na lei s&atilde;o necess&aacute;rias provid&ecirc;ncias de governo para que as normas sejam cumpridas. Talvez a paisagem atual do Brasil fosse muito pr&oacute;xima do desej&aacute;vel se o C&oacute;digo Florestal de 1965 tivesse sido obedecido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><b>Giselda Durigan</b> &eacute; engenheira florestal, pesquisadora n&iacute;vel VI do Instituto Florestal, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S&atilde;o Paulo, e professora credenciada junto aos programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias da engenharia ambiental (Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos, Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; USP) e ci&ecirc;ncias florestais (Campus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho &#150; Unesp). Email: </I><a href="mailto:giselda@femanet.com.br">giselda@femanet.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">1. Borlaug, N.E. "Feeding a world of 10 billion people: the miracle ahead". In: R. Bailey (ed.). <I>Global warming and other eco&#45;myths</I>. Pp. 29&#45;60, Roseville, EUA: Competitive Enterprise Institute.2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2</font><font size="3">. Durigan, G. "Cerrado: o <I>trade&#45;off</I> entre a conserva&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento". <I>Parcerias Estrat&eacute;gicas</I> (no prelo).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3</font><font size="3">. Klink, C.A.; Machado, R.B. "A conserva&ccedil;&atilde;o do Cerrado brasileiro". <I>Megadiversidade</I> 1(1):147&#45;155. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4</font><font size="3">. Durigan, G.; Engel, V.L.; Torezan, J.M.; Melo, A.C.G.; Marques, M.C.M.; Martins, S.V.; Reis, A.; Scarano, F.R. "Normas jur&iacute;dicas para a restaura&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica: uma barreira a mais a dificultar o &ecirc;xito das iniciativas?", <I>Revista &Aacute;rvore </I>34(3):471&#45;485. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5</font><font size="3">. S&atilde;o Paulo, Estado.  "Decreto no. 55.947, de 24 de junho de 2010. Regulamenta a Lei nº 13.798, de 9 de novembro de 2009, que disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica Estadual de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas". <I>Di&aacute;rio Oficial</I> 120(119), Se&ccedil;&atilde;o I. 2010.</font> ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borlaug]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feeding a world of 10 billion people: the miracle ahead]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bailey]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Global warming and other eco-myths]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>29-60</page-range><publisher-loc><![CDATA[Roseville ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Competitive Enterprise Institute]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Durigan]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cerrado: o trade-off entre a conservação e o desenvolvimento]]></source>
<year></year>
<publisher-name><![CDATA[Parcerias Estratégicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klink]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A conservação do Cerrado brasileiro]]></article-title>
<source><![CDATA[Megadiversidade]]></source>
<year>2005</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>147-155</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Durigan]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engel]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torezan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.C.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scarano]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Normas jurídicas para a restauração ecológica: uma barreira a mais a dificultar o êxito das iniciativas?]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Árvore]]></source>
<year>2010</year>
<volume>34</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>471-485</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>São Paulo, Estado</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Decreto no. 55.947, de 24 de junho de 2010: Regulamenta a Lei nº 13.798, de 9 de novembro de 2009, que dispõe sobre a Política Estadual de Mudanças Climáticas]]></article-title>
<source><![CDATA[Diário Oficial]]></source>
<year>2010</year>
<volume>120</volume>
<numero>119</numero>
<issue>119</issue>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
