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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n4/br.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>E<SMALL>NTREVISTA</SMALL></b></font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62n4/line_blk.gif"></font></p>     <p><font size="4"><b>Centro internacional re&uacute;ne pr&aacute;tica e pesquisa para combater o c&acirc;ncer</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n4/a05img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Investimentos de R$18 milh&otilde;es criaram, em agosto deste ano, o Centro Internacional de Pesquisa e Ensino em Oncologia (Cipe), que ir&aacute; abrigar toda a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e as atividades de ensino do Hospital A. C. Camargo, refer&ecirc;ncia nacional no tratamento de c&acirc;ncer no Brasil. Pouco antes disso, o hospital adquiriu um equipamento capaz de sequenciar genomas completos de um ser humano em menos de uma semana, possibilitando detectar muta&ccedil;&otilde;es em genes rapidamente e a um custo mais acess&iacute;vel. A aquisi&ccedil;&atilde;o confirma que o foco das pesquisas no Cipe ser&aacute; investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre gen&eacute;tica dos tumores de maior incid&ecirc;ncia no Brasil: mama, pr&oacute;stata, c&oacute;lon, cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. &Agrave; frente do novo centro est&aacute; o m&eacute;dico Ricardo Renzo Brentani, graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), da qual &eacute; professor titular desde 1981. Ele tamb&eacute;m &eacute; presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Ant&ocirc;nio Prudente, mantenedora do hospital. Brentani lembra que ainda existe preconceito em rela&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;ncer gra&ccedil;as a desinforma&ccedil;&atilde;o e despreparo na sociedade e entre profissionais da classe m&eacute;dica, mas se mostra otimista em rela&ccedil;&atilde;o aos avan&ccedil;os  cient&iacute;ficos:  "Eu sonho com o dia em que vamos prevenir 100% dos tumores. Ent&atilde;o n&atilde;o vou mais precisar ir ao hospital".</font></p>     <p><font size="3"><b><i>Que mudan&ccedil;as o Cipe traz para o Hospital A. C. Camargo, que j&aacute; tem tradi&ccedil;&atilde;o em pesquisa sobre c&acirc;ncer?</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A novidade do Cipe &eacute; juntar, num mesmo espa&ccedil;o, v&aacute;rios grupos de pesquisa que estavam dispersos no hospital. Isso vai trazer mais entrosamento, poderemos partilhar oportunidades e informa&ccedil;&otilde;es, aumentando o leque de ferramentas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores. &Eacute; conversando com outras pessoas que voc&ecirc; amplia seus horizontes. O novo centro &eacute; um pr&eacute;dio de sete andares com 200 m<SUP>2</SUP> de &aacute;rea de base, ligado a outro ambiente de 500 m<SUP>2</SUP> com laborat&oacute;rios. Dividiremos as novas instala&ccedil;&otilde;es entre os grupos que trabalham com gen&ocirc;mica, patologia molecular e biologia celular. Esse ambiente facilitar&aacute; o entrosamento e as trocas.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>Qual o papel dos estudantes nessa nova fase?</i></b></font></p>     <p><font size="3">Eles s&atilde;o parte essencial desse processo. Temos direito a 30 bolsas do CNPq para inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Os alunos que utilizam essas bolsas, em geral, fazem gradua&ccedil;&atilde;o em outros centros de ensino da cidade de S&atilde;o Paulo. &Eacute; um programa muito bem sucedido porque metade dos nossos alunos de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o vem desse grupo. E a p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, atualmente com 110 alunos, tem sido fundamental ao propiciar &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do corpo cl&iacute;nico do hospital um avan&ccedil;o grande na &aacute;rea de biologia. Os nossos estudantes de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, residentes e m&eacute;dicos entendem biologia b&aacute;sica. O c&acirc;ncer &eacute; um processo de distor&ccedil;&atilde;o de mecanismos celulares normais. Toda vez que voc&ecirc; entende os mecanismos b&aacute;sicos do processo em que trabalha, pode entender melhor os desvios e corrigi&#45;los.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>Com que rapidez as pesquisas realizadas podem beneficiar pacientes em tratamento no hospital?</i></b></font></p>     <p><font size="3">&Eacute; dif&iacute;cil calcular uma velocidade de fluxo. O que posso dizer &eacute; que depois de ter sucesso em v&aacute;rios projetos na &aacute;rea de gen&ocirc;mica j&aacute; come&ccedil;amos a, por exemplo, sequenciar genes com objetivo de detectar muta&ccedil;&otilde;es. Pelo menos 10 deles foram introduzidos na rotina do hospital. A gente n&atilde;o fica mais se perguntando: ser&aacute; que isso tem muta&ccedil;&atilde;o de tal ou qual gene? A gente sequencia e v&ecirc;. Isso faz parte da rotina. A mudan&ccedil;a foi em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o f&iacute;sico, em vez de ter pequenos laborat&oacute;rios espalhados agora temos um pr&eacute;dio s&oacute; para isso. Vai aumentar a velocidade e a escala do trabalho que fazemos aqui.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>O Cipe recebeu investimentos de cerca de R$ 14 milh&otilde;es para infraestrutura f&iacute;sica e investimentos em plataformas e equipamentos de ag&ecirc;ncias de fomento. De onde vir&atilde;o os recursos para sua manuten&ccedil;&atilde;o?</i></b></font></p>     <p><font size="3">A dire&ccedil;&atilde;o de pesquisa do hospital tem um montante dentro do or&ccedil;amento total que envolve folha &#91;de pagamento&#93; e utilidades que custa, aproximadamente, de R$5 a 6 milh&otilde;es por ano. Temos o aux&iacute;lio das ag&ecirc;ncias de fomento em torno de R$10 a 12 milh&otilde;es anuais. Al&eacute;m disso, temos iniciativas que est&atilde;o come&ccedil;ando a dar um retorno interessante. Por exemplo, temos uma campanha direcionada aos fornecedores habituais para os quais sugerimos aplicar a nota fiscal paulista (<a name="tx01"></a><a href="#nt01">1</a>) em benef&iacute;cio do hospital. Esse recurso vai para pesquisa. &Eacute; um modelo inovador. A raz&atilde;o disso &eacute; que o hospital, hoje um dos maiores do pa&iacute;s, depende muito de uma clientela privada. Embora o hospital seja filantr&oacute;pico, com 60% dos atendimentos para pacientes do SUS, ele dedica 40% dos atendimentos para o setor privado. &Eacute; da&iacute; que vem seu sustento financeiro.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>De que modo as estat&iacute;sticas sobre incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil norteiam essas pesquisas?</i></b></font></p>     <p><font size="3">Claro que ocorre um direcionamento neste sentido porque &eacute; mais f&aacute;cil voc&ecirc; obter amostras. Nesse tipo de pesquisa &eacute; muito dif&iacute;cil separar as caracter&iacute;sticas das pessoas, da manifesta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a etc, ent&atilde;o &eacute; mais prov&aacute;vel ter sucesso se voc&ecirc; est&aacute; usando muitas amostras. Esse tipo de investiga&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o estou dizendo se &eacute; melhor ou pior) leva os pesquisadores a estudar os tumores mais frequentes. Mas tem gosto para tudo. Na &aacute;rea de patologia do A. C. Camargo tem estudos muito interessantes sobre sarcomas, que s&atilde;o tumores raros. Outro grupo dentro do hospital tem uma contribui&ccedil;&atilde;o muito s&oacute;lida, a n&iacute;vel internacional, em c&acirc;ncer de p&ecirc;nis, muito raro em pa&iacute;ses desenvolvidos, mas infelizmente muito comum no Brasil.</font></p>     <p><font size="3"><B><i>Por que optou&#45;se pela pesquisa em oncogen&eacute;tica no Cipe?</i></B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Acredito que a faixa de tumores heredit&aacute;rios &eacute; muito maior do que se imagina. Eu falei dos genes protot&iacute;picos que s&atilde;o aqueles poucos genes que j&aacute; foram claramente associados a certos tipos de c&acirc;ncer. Entretanto, quando se tem um volume grande de pacientes, como &eacute; nosso caso, na anamnese &#91;entrevista m&eacute;dica com o paciente&#93; &eacute; feito um levantamento do hist&oacute;rico do doente, da doen&ccedil;a e da fam&iacute;lia do paciente e, por meio disso, percebe&#45;se que existem muitos casos de agrega&ccedil;&atilde;o familiar &#91;transmiss&atilde;o vertical de fatores gen&eacute;ticos entre progenitores e descendentes&#93;. Nas muta&ccedil;&otilde;es dos genes protot&iacute;picos, em geral, todos da fam&iacute;lia t&ecirc;m o mesmo tipo de c&acirc;ncer. Entretanto, examinando v&aacute;rias fam&iacute;lias percebe&#45;se que isso n&atilde;o &eacute; uma regra. H&aacute; pacientes que tem agrega&ccedil;&atilde;o familiar, mas os parentes n&atilde;o desenvolvem necessariamente o mesmo tipo de c&acirc;ncer. Mesmo assim s&atilde;o fam&iacute;lias com incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer fora do normal. Mesmo nas s&iacute;ndromes supostamente causadas por muta&ccedil;&otilde;es em genes protot&iacute;picos, ao se fazer pesquisas para identificar tais muta&ccedil;&otilde;es, apenas na metade dos pacientes encontramos as muta&ccedil;&otilde;es esperadas. O interessante &eacute; que no restante deles as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas de um c&acirc;ncer est&atilde;o presentes, s&oacute; que sem as muta&ccedil;&otilde;es. O que isso quer dizer? Significa que devem ocorrer muta&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o conhecemos, em genes que ainda n&atilde;o est&atilde;o claramente associados ao c&acirc;ncer, mas que provocam o mesmo tipo de tumor. S&atilde;o caminhos diferentes com o mesmo resultado. &Eacute; por isso que vale a pena fazer o levantamento gen&eacute;tico. Sequenciando esses pacientes estamos vendo, na pr&aacute;tica, que deve haver outros genes envolvidos em muta&ccedil;&otilde;es que resultam em um c&acirc;ncer. Temos que usar outros tipos de ferramentas para buscar genes candidatos. &Eacute; uma &aacute;rea de pesquisa muito promissora.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>Quais as principais descobertas nessa &aacute;rea? E qual seu impacto ou mudan&ccedil;as nos protocolos do tratamento da doen&ccedil;a?</i></b></font></p>     <p><font size="3">Ainda &eacute; cedo para falar em mudan&ccedil;as no tratamento. Primeiro temos que identificar que muta&ccedil;&otilde;es acontecem em quais genes. Depois temos que demonstrar biologicamente que isso, de fato, provoca a doen&ccedil;a. E isso tem que ser feito primeiro em um animal de laborat&oacute;rio. Tem toda uma parte de biologia celular envolvida nessa fase. A perspectiva &eacute; gerar mudan&ccedil;as no tratamento, mas ainda h&aacute; muito trabalho antes disso. Uma coisa que j&aacute; est&aacute; acontecendo &eacute; que na hora que voc&ecirc; detecta um sinal de agrega&ccedil;&atilde;o familiar, mesmo que n&atilde;o se conhe&ccedil;a a causa, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel juntar elementos para sugerir a esses pacientes fazer um controle peri&oacute;dico mais rigoroso para tentar detectar um tumor mais cedo. Quanto mais precoce o diagn&oacute;stico, maior a chance de cura. Isto pode ser feito cirurgicamente, porque enquanto o tumor ainda est&aacute; pequeno ele &eacute; mais facilmente removido. Em minha opini&atilde;o, essa &eacute; a melhor forma de tratamento para o c&acirc;ncer, &eacute; a primeira trincheira, a primeira forma de tratar a doen&ccedil;a. Portanto, j&aacute; colhemos benef&iacute;cios antes de descobrir os tipos de muta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"><B><I>Como funciona e qual a finalidade do banco de tumores do hospital?</I></B></font></p>     <p><font size="3">O banco de tumores &eacute; um reposit&oacute;rio de material fresco retirado durante as cirurgias. Seu objetivo &eacute; disponibilizar material biol&oacute;gico para os pesquisadores quando eles formulam hip&oacute;teses que precisem ser testadas. J&aacute; coletamos cerca de 30 mil amostras. &Eacute; muito importante que isso esteja organizado e sistematizado e, para isso, temos um sistema log&iacute;stico bastante eficiente. Ele permite saber onde est&aacute; cada amostra, e acessar online as informa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas do paciente. Por exemplo, se algu&eacute;m quer estudar c&acirc;ncer de mama metast&aacute;tico, vai precisar de amostras desse tipo de tumor e tamb&eacute;m saber quem &eacute; a paciente e as informa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas dela.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>&Eacute; comum ouvirmos que nunca se conheceu tantas pessoas acometidas por c&acirc;ncer. Isso &eacute; verdadeiro?</i></b></font></p>     <p><font size="3">Sim e n&atilde;o. A gente diz que nunca se viu tanta gente com c&acirc;ncer e n&atilde;o levamos em conta que a expectativa de vida m&eacute;dia do homem aumentou muito, que o n&uacute;mero de habitantes tamb&eacute;m cresceu, e que os m&eacute;todos de diagn&oacute;sticos melhoraram enormemente. Apesar disso, a incid&ecirc;ncia de alguns tipos de c&acirc;ncer est&aacute; aumentando. Por exemplo, os casos de c&acirc;ncer de p&acirc;ncreas, um tipo de tumor raro, est&atilde;o crescendo. N&atilde;o sabemos por qu&ecirc;. J&aacute; a incid&ecirc;ncia de tumores causados por v&iacute;rus est&aacute; caindo pelo fato de termos vacinas. Enfim, n&atilde;o podemos generalizar.</font></p>     <p><font size="3"><B><I>Em sua opini&atilde;o o c&acirc;ncer ainda &eacute; um tabu? Por qu&ecirc;?</I></B></font></p>     <p><font size="3">Sim, falta informa&ccedil;&atilde;o e existe ainda muita ignor&acirc;ncia e supersti&ccedil;&atilde;o. Eu lido com isso todos os dias em um hospital na cidade de S&atilde;o Paulo, mesmo em pacientes com alto poder aquisitivo. Tem gente que acha que teve c&acirc;ncer por causa de uma decep&ccedil;&atilde;o ou est&aacute; associado &agrave; depress&atilde;o. Os poucos estudos que mostram rela&ccedil;&atilde;o entre estado emocional com c&acirc;ncer s&atilde;o mal feitos. Pelo menos os que eu conhe&ccedil;o se baseiam em pacientes que j&aacute; est&atilde;o com a doen&ccedil;a, ou seja, as pessoas j&aacute; est&atilde;o deprimidas. Para estabelecer uma forma estatisticamente correta para determinar associa&ccedil;&atilde;o entre estado emocional e c&acirc;ncer seria necess&aacute;rio um estudo populacional para avaliar o estado emocional das pessoas, segui&#45;las por 20 ou 30 anos e tentar classificar se o grupo deprimido teve mais c&acirc;ncer e o mais excitado menos. Outro grave problema &eacute; que entre a classe m&eacute;dica tamb&eacute;m existe desinforma&ccedil;&atilde;o e despreparo. Basta lembrar que existem 182 escolas de medicina no Brasil, mas a metade delas n&atilde;o tem hospital pr&oacute;prio e tr&ecirc;s quartos n&atilde;o tem resid&ecirc;ncia m&eacute;dica. No &uacute;ltimo exame de avalia&ccedil;&atilde;o do Conselho Regional de Medicina do Estado de S&atilde;o Paulo (Cremesp) 40% dos candidatos n&atilde;o sabiam o suficiente para exercer a medicina. Esse quadro &eacute; ainda pior se pensarmos que o n&uacute;mero est&aacute; subestimado porque o exame &eacute; volunt&aacute;rio e s&oacute; foram fazer as provas aqueles que achavam que sabiam. Quando pensamos na import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico precoce, o despreparo dos m&eacute;dicos &eacute; mais grave do que qualquer tipo de c&acirc;ncer.</font></p>     <p><font size="3"><b><i>&Eacute; mesmo poss&iacute;vel prevenir o c&acirc;ncer?</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Completamente: 35% dos tumores s&atilde;o provocados pelo cigarro, 15% pelo uso de &aacute;lcool, 10% por v&iacute;rus e 5% dos tumores s&atilde;o heredit&aacute;rios. Sendo assim, mudan&ccedil;as de h&aacute;bito e cuidados com a sa&uacute;de podem evitar o c&acirc;ncer. Uma boa not&iacute;cia &eacute; que a fra&ccedil;&atilde;o de fumantes na popula&ccedil;&atilde;o brasileira caiu de 35% para 19%. Isso &eacute; fruto de campanhas como a lei que pro&iacute;be o fumo em lugares fechados que eu considero genial. Nesse sentido estamos progredindo. Eu sonho com o dia em que vamos prevenir 100% dos tumores. Ent&atilde;o n&atilde;o vou mais precisar ir ao hospital. A &uacute;nica coisa que a gente n&atilde;o consegue prevenir s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias das paix&otilde;es humanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>P<SMALL>atr&iacute;cia</SMALL> M<SMALL>ariuzzo</SMALL></i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTA</b></font></p>     <p><font size="3"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a>. A nota fiscal paulista &eacute; um programa do governo estadual que devolve 30% do ICMS recolhido pelos estabelecimentos aos consumidores.</font></p>      ]]></body>
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