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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n4/ensaio.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Desmatamento, trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas rurais e metas de  conten&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es na Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Roberto Ara&uacute;jo de Oliveira Santos Junior    <BR>   Francisco de Assis Costa    <BR>   Ana Paula Dutra Aguiar    <BR>   Peter Mann de Toledo    <BR>   Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira    <BR>   Gilberto C&acirc;mara</b></i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Tentativas recentes de ordenamento territorial, baseadas na cria&ccedil;&atilde;o de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o e de Zoneamento Econ&ocirc;mico&#45;Ecol&oacute;gico (ZEE) reconhecem que existem diferen&ccedil;as na contribui&ccedil;&atilde;o de certos grupos sociais para o desmatamento como, por exemplo, o de popula&ccedil;&otilde;es extrativistas (consideradas "tradicionais") cujas formas de uso dos recursos naturais possuem menor impacto sobre a cobertura florestal. Como, por&eacute;m, o desmatamento majorit&aacute;rio n&atilde;o deriva desses agentes, tem&#45;se firmado a ideia de que seria necess&aacute;rio reorientar as pr&aacute;ticas de outros agentes (grande pecu&aacute;ria, agricultura mecanizada etc), no sentido de sua maior adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, por interm&eacute;dio de medidas de comando e controle, mas tamb&eacute;m de incentivos credit&iacute;cios calculados de acordo com valores atribu&iacute;dos a emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico equivalente &#151; CO2 eq (1). Nos debates sobre conten&ccedil;&atilde;o a abordagem da diversidade das pr&aacute;ticas e das diferentes contribui&ccedil;&otilde;es para o desmatamento &eacute;, assim, contingente e fragmentada, como se estiv&eacute;ssemos diante de realidades aut&ocirc;nomas. </font></p>     <p><font size="3">Ora, a quest&atilde;o do desmatamento n&atilde;o &eacute; somente ambiental, nem somente de desrespeito &agrave; lei: &eacute; socioecon&ocirc;mica (2). Logo, <i>a chave &eacute; pensar pol&iacute;ticas de conten&ccedil;&atilde;o de desmatamento ligadas, indissociavelmente, a pol&iacute;ticas de produ&ccedil;&atilde;o</i>, a longo prazo, ou seja, considerar a forma como os agentes mobilizam recursos (naturais e institucionais) no quadro de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o e de acordo com procedimentos tecnol&oacute;gicos espec&iacute;ficos. </font></p>     <p><font size="3"><b>TRAJET&Oacute;RIAS TECNOL&Oacute;GICAS NA AMAZ&Ocirc;NIA</b> Trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas no meio rural t&ecirc;m sido enfatizadas por Costa (3;4) no debate acad&ecirc;mico e se referem ao padr&atilde;o usual de atividades que resolvem, com base em um paradigma tecnol&oacute;gico, os problemas produtivos e reprodutivos que confrontam os processos decis&oacute;rios de agentes concretos, em contexto espec&iacute;fico, nas dimens&otilde;es econ&ocirc;mica, institucional e social. No interior de sistemas agr&aacute;rios &eacute; poss&iacute;vel identificar <i>trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas</i> que se articulam umas &agrave;s outras (competem e/ou colaboram), formando arranjos produtivos locais cujas redes <i>comp&otilde;em as economias regionais e nacionais</i>. </font></p>     <p><font size="3">Segundo Costa (4), na regi&atilde;o Norte, os atributos das diferentes trajet&oacute;rias (<a href="/img/revistas/cic/v62n4/a19tab01.gif">tabela 1</a>) podem ser comparados segundo a ordena&ccedil;&atilde;o a seguir, de acordo com sua import&acirc;ncia relativa na economia regional (valor bruto de produ&ccedil;&atilde;o): </font></p> <ul>       <li>         <p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Campon&ecirc;s T1</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos camponeses que convergem para a domin&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o entre culturas permanentes, em composi&ccedil;&otilde;es de diversidade vari&aacute;vel, e a produ&ccedil;&atilde;o de leite. Marcada por uso intensivo do solo, com sistemas diversificados (baixo impacto na biodiversidade) e baixa forma&ccedil;&atilde;o de dejetos/impacto poluidor". </font></p>   </li>       <li>         <p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Patronal T4</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos de produ&ccedil;&atilde;o agricultada em opera&ccedil;&atilde;o em estabelecimentos patronais que convergem para a pecu&aacute;ria de corte. Marcada por uso extensivo do solo, homogeneiza&ccedil;&atilde;o da paisagem (alto impacto na biodiversidade) e forma&ccedil;&atilde;o intensa de dejetos".</font></p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Campon&ecirc;s T2</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos camponeses que convergem para sistemas agroflorestais com domin&acirc;ncia ou forte presen&ccedil;a de extra&ccedil;&atilde;o de produtos n&atilde;o&#45;madeireiros". Observe&#45;se que essa seria uma trajet&oacute;ria express&atilde;o do "paradigma extrativista" &#151; no qual os processos produtivos pressup&otilde;em, em algum n&iacute;vel, a preserva&ccedil;&atilde;o da natureza origin&aacute;ria. </font></p>   </li>       <li>         <p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Campon&ecirc;s T3</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos camponeses que convergem para sistemas com domin&acirc;ncia de pecu&aacute;ria de corte".</font></p>   </li>       <li>         <p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Patronal T5</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos patronais que convergem para planta&ccedil;&otilde;es de culturas permanentes em forma de plantation (5). Marcada por uso intensivo do solo, com homogeneiza&ccedil;&atilde;o da paisagem (alto impacto na biodiversidade) e baixa forma&ccedil;&atilde;o de dejetos/impacto poluidor".</font></p>   </li>       <li>         <p><font size="3">"<i>Trajet&oacute;ria Patronal T6</i>: re&uacute;ne o conjunto de segmentos patronais de silvicultura. Marcada por uso extensivo do solo, com homogeneiza&ccedil;&atilde;o da paisagem (alto impacto na biodiversidade) e baixa forma&ccedil;&atilde;o de dejetos/impacto poluidor".</font></p>   </li>     </ul>     <p><font size="3">Vale notar, assim, que, consideradas do ponto de vista das trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas identificadas por Costa (4), a pecu&aacute;ria de corte de animais de grande porte emite 70% do CO<SUB>2</SUB>, emprega 10% do pessoal e gera 25% da renda, sendo uma atividade predat&oacute;ria; os segmentos camponeses voltados para a pecu&aacute;ria de leite e culturas permanentes t&ecirc;m 38% dos empregos, 27% da renda, 12% das emiss&otilde;es, sendo considerada uma atividade de baixa emiss&atilde;o de carbono e alta relev&acirc;ncia social; e os segmentos camponeses agroflorestais (a&ccedil;a&iacute; e similares), s&atilde;o de baix&iacute;ssimo impacto sobre a biodiversidade e a emiss&atilde;o de CO<SUB>2</SUB> e cresceram 12% ao ano em renda l&iacute;quida, de 1991 a 2005.</font></p>     <p><font size="3"><b>SISTEMAS AGR&Aacute;RIOS E A "QUEST&Atilde;O INSTITUCIONAL"</b> Apesar da import&acirc;ncia relativa no valor da produ&ccedil;&atilde;o e das evidentes vantagens de determinadas trajet&oacute;rias sobre outras numa perspectiva de redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento e da conten&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, o quadro &eacute; bem diferente quando se considera o apoio institucional a diferentes trajet&oacute;rias. Assim, Costa (4) nos diz que h&aacute; evid&ecirc;ncia de um acesso diferenciado a recursos institucionais que, no conjunto das trajet&oacute;rias, favorece excepcionalmente a grande pecu&aacute;ria de corte (T4). A concorr&ecirc;ncia/coopera&ccedil;&atilde;o entre trajet&oacute;rias no interior de sistemas agr&aacute;rios s&atilde;o tamb&eacute;m relevantes para o entendimento do problema. Tomemos assim o exemplo da expans&atilde;o da pecu&aacute;ria no processo de incorpora&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas a oeste de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu (PA), a denominada "Terra do Meio". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A estrat&eacute;gia econ&ocirc;mica da apropria&ccedil;&atilde;o e venda de terras p&uacute;blicas indevidamente apropriadas e inclu&iacute;das no mercado (6), n&atilde;o apenas sustentou a expans&atilde;o da grande pecu&aacute;ria, como tamb&eacute;m criou verdadeiros assentamentos privados, onde se instalaram produtores dependentes dos grandes pecuaristas para o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A apropria&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria gera, assim, uma depend&ecirc;ncia social, que se confirma e aprofunda, em seguida, no processo de estrutura&ccedil;&atilde;o das cadeias produtivas. No caso da venda de leite ou de carne, os pequenos produtores, incapazes de satisfazer as exig&ecirc;ncias do mercado, tornam&#45;se fornecedores indiretos, vendendo bezerros para agentes que possuem acesso ao mercado e possam engordar o boi, ou que sejam intermedi&aacute;rios na venda de leite a latic&iacute;nios fiscalizados (em troca, muitas vezes, de adiantamentos <i>in natura</i> de produtos como o sal, num sistema que apresenta analogias com o do antigo aviamento da borracha) (7). </font></p>     <p><font size="3">Essas situa&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia social t&ecirc;m influ&ecirc;ncia determinante no processo de forma&ccedil;&atilde;o de distritos e munic&iacute;pios, transformando&#45;se no germe de uma forma de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e em fonte de legitimidade local para os agentes que det&ecirc;m maior acesso a cr&eacute;dito, por interm&eacute;dio da mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos pol&iacute;ticos em diversos n&iacute;veis (8). Isso tende a bloquear as trajet&oacute;rias mais vulner&aacute;veis dos sistemas agr&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="3"><b>POL&Iacute;TICAS P&Uacute;BLICAS E ECONOMIA LOCAL: EFEITOS ADVERSOS</b> As diversas medidas tomadas pelo governo desde 2004 para o controle do desmatamento (9), embora tendo contribu&iacute;do (juntamente com outros fatores de conjuntura econ&ocirc;mica) para uma n&iacute;tida queda das taxas de desmatamento observadas a partir de ent&atilde;o, tiveram impacto negativo sobre o saldo de empregos formais em determinados setores econ&ocirc;micos. Assim, segundo o IBGE, a ind&uacute;stria da madeira e do mobili&aacute;rio apresentou um saldo negativo de 14.949 empregos formais entre 2005 e 2009.</font></p>     <p><font size="3">A regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria &eacute; uma dimens&atilde;o fundamental do controle do desmatamento. A observ&acirc;ncia da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental (exig&ecirc;ncia dos documentos cadastrais, controle das &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente e Reserva Legal) precisa, por&eacute;m, respeitar um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o e basear&#45;se em s&oacute;lidos diagn&oacute;sticos dos sistemas agr&aacute;rios e das realidades produtivas locais que se trata de enquadrar. A penaliza&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias "boas" engendra inseguran&ccedil;a e enfraquece politicamente as medidas de controle ambiental. Por outro lado, a conten&ccedil;&atilde;o de atividades produtivas atrav&eacute;s da simples remunera&ccedil;&atilde;o de agentes individuais em termos de "custo de oportunidade" tamb&eacute;m pode gerar impactos adversos nas economias local e regional, pois ao mesmo tempo em que se reduz a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola de certos agentes, introduz&#45;se no sistema como um todo um acr&eacute;scimo de renda, gerando, por sua vez, uma demanda adicional. Essa demanda suscita uma resposta da parte de novos agentes que, na aus&ecirc;ncia de reconvers&atilde;o dos sistemas produtivos, tentar&atilde;o satisfaz&ecirc;&#45;la de acordo com os mesmos m&eacute;todos de produ&ccedil;&atilde;o anteriores, provocando acr&eacute;scimo de emiss&otilde;es. </font></p>     <p><font size="3">Como ent&atilde;o resolver as dificuldades e contradi&ccedil;&otilde;es apontadas aqui? O conceito&#45;chave parece ser a vincula&ccedil;&atilde;o de <i>pol&iacute;ticas agr&iacute;colas e agr&aacute;rias, no quadro de Planos de Desenvolvimento Territorial, cujo objetivo seja n&atilde;o a conten&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, e sim a reconvers&atilde;o simult&acirc;nea dos sistemas agr&aacute;rios e dos arranjos produtivos locais</i>, fortemente baseada no aporte tecnol&oacute;gico adequado para as diferentes trajet&oacute;rias.</font></p>     <p><font size="3"><b>PROPOSTA DE A&Ccedil;&Otilde;ES PARA ALCAN&Ccedil;AR METAS DE REDU&Ccedil;&Atilde;O DO DESMATAMENTO</b> Com base na contextualiza&ccedil;&atilde;o discutida na se&ccedil;&atilde;o anterior, apresenta&#45;se um arcabou&ccedil;o de propostas (<a href="/img/revistas/cic/v62n4/a19tab02.gif">tabela 2</a>) para que as metas de redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento sejam alcan&ccedil;adas, <i>atrav&eacute;s de uma real transforma&ccedil;&atilde;o das estruturas econ&ocirc;micas, sociais e agr&aacute;rias na Amaz&ocirc;nia</i>, atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas sist&ecirc;micas e complementares que contemplem a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o. O plano de a&ccedil;&otilde;es deve basear&#45;se nas seguintes premissas:</font></p>     <p><font size="3">1. Complementaridade de a&ccedil;&otilde;es <b>macrorregionais</b> e a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas voltadas a <b>territ&oacute;rios</b>. A escala municipal &eacute; muito restrita para o planejamento e organiza&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os visando a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento (10). E, ao mesmo tempo, a escala estadual &eacute; excessivamente ampla para dar conta da heterogeneidade e de especificidades locais que precisam ser mobilizadas com esse tipo de iniciativa. O territ&oacute;rio &eacute; a unidade que melhor dimensiona os la&ccedil;os de proximidade entre pessoas, grupos sociais e institui&ccedil;&otilde;es que podem ser mobilizadas e convertidas em um trunfo crucial para o estabelecimento de iniciativas voltadas para o desenvolvimento. A&ccedil;&otilde;es macrorregionais s&atilde;o importantes para estabelecer a&ccedil;&otilde;es de base (pol&iacute;ticas gerais de cr&eacute;dito, monitoramento etc) e evitar "vazamentos" (11), com um olhar sist&ecirc;mico sobre toda a regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">2. Reconhecimento da heterogeneidade dos contextos sociopol&iacute;ticos e trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas na Amaz&ocirc;nia na constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es pactuadas entre atores/setores em diferentes territ&oacute;rios, <i>visando incentivar "boas" trajet&oacute;rias (em termos ambientais e sociais), e apoiar a reconvers&atilde;o das "ruins".</i></font></p>     <p><font size="3">3. Garantia de continuidade de a&ccedil;&otilde;es visando objetivos sist&ecirc;micos de diminui&ccedil;&atilde;o do desmatamento, melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida na Amaz&ocirc;nia, aproveitamento racional das riquezas e investimentos em C&amp;T, respeitando a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es dentro da regi&atilde;o e incorporando solu&ccedil;&otilde;es pactuadas entre os diversos setores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> A no&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;ria tecnol&oacute;gica, tal como apresentada aqui, &eacute; fundamental para elaborar um plano de controle do desmatamento e redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, considerando o conjunto das dimens&otilde;es dos sistemas agr&aacute;rios da Amaz&ocirc;nia, bem como a diversidade das modalidades produtivas que se manifestam na regi&atilde;o. Sem uma abordagem sist&ecirc;mica dessas quest&otilde;es, &eacute; imposs&iacute;vel manter a converg&ecirc;ncia do espectro de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de longo prazo requeridas para se atingir esses objetivos. &Eacute; preciso, antes de mais nada, <i>criar o ambiente institucional necess&aacute;rio ao desbloqueio das trajet&oacute;rias "boas" </i>(do ponto de vista das emiss&otilde;es) e &agrave; simult&acirc;nea reconvers&atilde;o das trajet&oacute;rias "ruins" sem, no entanto, provocar efeitos adversos na economia e sociedade locais.  &Eacute; bom ressaltar que a atua&ccedil;&atilde;o institucional deve, portanto, constituir objeto de diagn&oacute;sticos sistem&aacute;ticos ao longo do tempo, com a cont&iacute;nua avalia&ccedil;&atilde;o sobre o seu desempenho individual e de conjunto. Da aus&ecirc;ncia desse tipo de iniciativa tem resultado em grande parte a dificuldade de se questionar socialmente a falta de converg&ecirc;ncia entre as prioridades de diferentes inst&acirc;ncias institucionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><b>Roberto Ara&uacute;jo de Oliveira Santos Junior</b> &eacute; pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT)    <br>   <b>Francisco de Assis Costa</b> &eacute; professor do N&uacute;cleo de Altos Estudos Amaz&ocirc;nicos, Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA)    <br>         <b>Ana Paula Aguiar</b> &eacute; pesquisadora do Inpe/MCT     <br>         <b>Peter Mann de Toledo</b> &eacute; pesquisador do Inpe/MCT    <br>         <b>Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira</b> &eacute; pesquisadora do MPEG/MCT    <br>         <b>Gilberto C&acirc;mara</b> &eacute; pesquisador e &eacute; o atual diretor do Inpe/MCT    <br>   (*) Todos os autores s&atilde;o integrantes da Rede Integrada de Modelagem Ambiental da Amaz&ocirc;nia (Geoma/MCT)</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. &Eacute; uma medida internacionalmente padronizada de quantidade de gases de efeito estufa (GEE) como o di&oacute;xido de carbono (CO<SUB>2</SUB>) e o metano. O di&oacute;xido de carbono equivalente &eacute; o resultado da multiplica&ccedil;&atilde;o das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do g&aacute;s metano &eacute; 21 vezes maior do que o potencial do CO<SUB>2</SUB>. Ent&atilde;o, dizemos que o CO<SUB>2</SUB> equivalente do metano &eacute; igual a 21. Gohar L.K. &amp; Shine K.P. "Equivalent CO<SUB>2</SUB> and its use in understanding the climate effects of increased greenhouse gas concentrations". <I>Weather</I> 62:307&#45;311.2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Vieira, I.C.G.; Silva, J.M.C. da; Toledo, P.M. de. "Estrat&eacute;gias para evitar a perda de biodiversidade na Amaz&ocirc;nia". <I>Estudos Avan&ccedil;ados (US</I>P), Vol.19, no.54, pp.153&#45;164. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Costa, F. de A. "Trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas como objeto de pol&iacute;tica de conhecimento para a Amaz&ocirc;nia: uma metodologia de delineamento". <I>Revista Brasileira de Inova&ccedil;&otilde;es</I>, Vol.8, no.1. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Costa, F. de A. "Desenvolvimento agr&aacute;rio sustent&aacute;vel na Amaz&ocirc;nia: trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas, estrutura fundi&aacute;ria e institucionalidade". <I>In:</I> B Becker. <I>Um projeto para a Amaz&ocirc;nia no s&eacute;culo 21: desafios e contribui&ccedil;&otilde;es.</I> Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos. Bras&iacute;lia, pp. 215&#45;363. 2009.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">5. <I>Plantation</I> &eacute; um tipo de cultivo agr&iacute;cola desenvolvido em grandes propriedades rurais, baseado em cultivo de uma s&oacute; esp&eacute;cie (monocultivo), que se adapta muito bem ao solo e ao clima da regi&atilde;o.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Escada, Maria Isabel Sobral; Vieira, I.C.G.; Kampel, S.A.; Ara&uacute;jo, R.; Veiga, J.B.; Aguiar, A.P.D.; Veiga, I.; Oliveira, M.; Pereira, J.L G.; Carneiro Filho, A.; Fearnside, P.M.; Venturieri, A.; Carriello, F.; Thales, M.; Carneiro, T.S.G.; Monteiro, A.M.V.; Camara, G. "Processos de ocupa&ccedil;&atilde;o nas novas fronteiras da Amaz&ocirc;nia (O interfl&uacute;vio do Xingu/Iriri)". <I>Estudos Avan&ccedil;ados (USP)</I>, Vol.19, no.54, pp.9&#45;23. 2005.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Am&eacute;rico, M.C.S ; Vieira, I.C.G.; Ara&uacute;jo, R. A.S ; Veiga, J.B. "A pecu&aacute;ria como elemento central na reestrutura&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio na Amaz&ocirc;nia: o caso da rodovia PA&#45;279 e da Terra do Meio no Par&aacute;". (No prelo). <I>In:</I> Ara&uacute;jo, Roberto; Len&aacute;, Philippe (Org.). <I>Desenvolvimento sustent&aacute;vel e sociedades na Amaz&ocirc;nia.</I> Museu Paraense Emilio Goeldi, Bel&eacute;m. 2010 (no prelo).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Ara&uacute;jo, R. &amp; Len&aacute;, P. <I>Desenvolvimento sustent&aacute;vel e sociedades na Amaz&ocirc;ni</I>a. Museu Paraense Emilio Goeldi, Bel&eacute;m, 2010 (no prelo).    </font></p>     <p><font size="3">9. A portaria conjunta 010 do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra) e Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, de dezembro de 2004, proibindo a emiss&atilde;o de registro para im&oacute;veis rurais em situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de posse por simples ocupa&ccedil;&atilde;o, acima de 100 hectares, em terras da Uni&atilde;o; a Lei 11.132, de 4/7/2005, estabelecendo uma &aacute;rea sob limita&ccedil;&atilde;o administrativa provis&oacute;ria, na zona da BR&#45;163; diversas opera&ccedil;&otilde;es conjuntas de combate &agrave; grilagem e ao desmatamento da Pol&iacute;cia Federal, Ibama e Minist&eacute;rio P&uacute;blico; o aprimoramento dos Sistemas de Monitoramento do Desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); o Programa de Combate ao Desmatamento, dentre outras.</font></p>     <p><font size="3">10. Paiva, C. A. "O que &eacute; uma regi&atilde;o de planejamento com vistas ao desenvolvimento end&oacute;geno e sustent&aacute;vel?" Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.fee.tche.br/sitefee/download/jornadas/2/e4&#45;07.pdf" target="_blank">http://www.fee.tche.br/sitefee/download/jornadas/2/e4&#45;07.pdf</a>.    <!-- ref --><br> Acesso em 20/09/2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Aguiar, A. P. D.; C&acirc;mara, G.; Escada, M. "Spatial statistical analysis of land&#45;use determinants in the Brazilian Amazonia: exploring intra&#45;regional heterogeneity". <I>Ecological Modelling</I>, Vol.209, pp.169&#45;188. 2007.</font> ]]></body><back>
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