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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/pesq_rec.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b><a name="tx"></a>EFEITO DA LUZ E TEMPERATURA    SÔBRE OS CROMATÓFOROS DO CARANGUEIJO (UCA) (<a href="#nt"><sup>*</sup></a>)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Uca pugilator </i>apresenta mudanças rítmicas de côr nas 24 horas do dia,    traduzindo-se por uma coloração pálida à noite e uma coloração escura durante    o dia, A fase de palidez resulta da retração dos cromatóforos (negros e brancos),    ao passo que a fase escura caracteriza-se por uma dispersão de pigmentos dentro    dos cromatóforos. A mudança rítmica de côr dos carangueijos do gênero <i>Uca    </i>foi atribuida por Abramowitz (1937) à libertação rítmica de um hormônio    (<i>cromatòforotropina</i>) secretado pelas glândulas sinusais doa pedúnculos    oculares, o qual dispersaria o pigmento negro (melanina) quando a concentração    no sangue fosse suficientemente alta. A ausência dêsse hormônio, por amputação    dos pedúnculos oculares, aboliria a ritmicidade diurna observada nesses crustáceos.    Brown (1948) demonstrou, entretanto, que extratos do sistema nervoso central    contém um hormônio semelhante capaz de expandir os cromatóforos e conclui que    o controle da ritmicidade diária depende não apenas da secreção da glândula    sinusal mas ainda de princípio secretado por outros tecidos do crustáceo. Essa    ritmicidade depende não só das condições endógenas de secreção intermitente    das cromatòforotropinas, mas ainda de variações de fatores externos, como iluminação    e temperatura. Quando o animal é colocado em fundo claro, os cromatóforos negros    se contraem e os brancos se expandem, resultando numa tonalidade pálida da superfície    tegumentar do crustáceo. O contrário é observado, quando o fundo é negro. Quando    a temperatura se eleva acima de 15º, os cromatóforos negros são contraídos ao    passo que os brancos se expandem, o contrário sucedendo quando a temperatura    é mantida abaixo de 15º. Essa termo-regulação do estado em que se apresentam    os cromatóforos poderia ser interpretada como uma reação de adaptação. Quando    a temperatura é elevada, a expansão dos cromatóforos brancos e retração do pigmento    negro, favorecerá a dispersão da luz incidente, porquanto a área de absorpção    de luz é reduzida e, ao mesmo tempo, dilatada a área de reflexão da luz, pela    expansão do pigmento branco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right">M.R.S.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="nt"></a>(<a href="#tx">*</a>) F. A. Brown Jr. e M. I. Sandeen. <i>Physiological    Zoology </i>21, 361-371 (1948).</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/linha.gif"></p>      ]]></body>
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