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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relações entre temperatura e ritmo endógeno diário em carangueijos do gênero «UCA»]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/pesq_rec.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b><a name="tx"></a>RELAÇÕES ENTRE TEMPERATURA    E RITMO ENDÓGENO DIÁRIO EM CARANGUEIJOS DO GÊNERO «UCA» (<a href="#nt"><sup>*</sup></a>)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os pesquisadores da Universidade de Northwestern, em Evanston,    Illinois, estudam o <i>trium </i>L. (<i>Compositae</i>) e o hipobionte    (<i>Nicotina tabacum </i>L.) como cavalos. Em forneça uma material bastante    interessante fenômeno da ritmicidade da expansão e contração dos cromatóforos    em crustáceos marinhos do gênero «<i>Uca</i>», Apesar das condições externas    serem mantidas rigorosamente constantes (temperatura, luz, humidade), os cromatóforos    apresentam alternâncias das fases de expansão e de retração, coincidindo com    a mudança da noite para o dia. Numa das experiências, por exemplo, à 1 hora    da madrugada os cromatóforos apresentam-se no máximo de retração; às 7 horas    da manhã apresentam-se expandidos, estado êsse que persiste até 13 horas; às    19 horas apresentam-se novamente contraídos. Portanto, na fase noturna o crustáceo    apresenta os seus cromatóforos contraídos ao passo que na fase diurna, apresentam-se    expandidos ao máximo. Êsse ritmo de mudança de côr persistiu durante 30 dias    sem qualquer alteração apreciavel, em condições controladas de luz, temperatura    e humidade. A frequência do ritmo não foi alterada mesmo por mudanças de temperatura    de 6º a 26º centígrados. O abaixamento da temperatura a 0º, durante 6 horas    atrazou o ritmo consideravelmente, coincidindo com a redução dos processos metabólicos    internos do crustáceo. A explicação racional para êsse efeito de temperatura    pareceu aos experimentadores residir na estreita dependência entre o ritmo observado    e processos metabólicos internos do crustáceo. O mecanismo de produção do ritmo    dependeria ainda da interferência de dois princípios hormonais, o primeiro,    conhecido, secretado pela glândula sinusal do pedúnculo ocular e que seria o    responsavel pela dispersão do pigmento negro da <i>«Uca», o </i>outro hormônio,    ainda hipotético, descarregado na fase noturna do ciclo e que seria responsável    pela retração dos cromatóforos. Qualquer que seja a explicação, as observações    dos pesquisadores americanos vêm trazer novos dados para o estudo de um dos    fenômenos mais impressionantes da vida dos animais e das plantas, que consiste    na ritmicidade de muitos dos seus processos metabólicos. Outros casos interessantes    de periodicidade são mencionados, tendo sido o primeiro caso bem estudado, o    ritmo diurno de migração do pigmento retiniano nos olhos do inseto <i>Plusia    gamma, </i>referido em 1894, por Kiesel. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3">M. R. S.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><a name="nt"></a>(<a href="#tx">*</a>) F. S. Brown Jr. e H.    M. Webb. <i>Physiological Zoology </i>21, 371-381.</font></p>     <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/linha.gif"></font></p>      ]]></body>
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