<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252010000500012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sôbre o nome do sapo comum do Estado de São Paulo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sawaya]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Departamento de Zoologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>62</volume>
<numero>spe1</numero>
<fpage>38</fpage>
<lpage>39</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252010000500012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252010000500012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252010000500012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/notas.gif"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><font size=5><b>S&ocirc;bre  o nome do sapo comum do Estado de São Paulo</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><font size="3">M.  P. SAWAYA    <br> Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3">Em  publicação do Instituto «Miguel Lillo», da Universidade Nacional de Tucuman <a name="tx"></a>(<a href="#nt"><sup>*</sup></a>),  J. Vellard descreveu os <i>Amphibia-Anura </i>encontrados no chaco Argentino,  dentre os quais algumas espécies bastante conhecidas no Brasil. Valendo-se do  amplo material por êle observado, procedente de vários países da América do Sul,  reexaminou algumas espécies do gênero <i>Bufo, </i>fazendo então uma retificação  quanto ao nome de um dos nossos sapos comuns, <i>Bufo ictericus Spix, </i>que  êle mesmo, em trabalhos anteriores a 1940, denominou de <i>B. marinus </i>(L.).</font></p>    <p><font size="3">Segundo  Vellard, ocorrem duas sub-espécies de Bufo marinus na América do Sul, a saber:  <i>B. marinus marinus </i>(L.), cuja distribuição compreende o Estado da Baía,  os do Norte, inclusive a região Amazônica, e o oriente boliviano; <i>Bufo marinus  paracnemis Lutz, </i>típica dos Estados de Minas e S. Paulo, e espalhada pelo  Brasil-central, Paraguai e norte Argentino. Essas duas sub-espécies possuem como  caracteres comuns: a) as glândulas paracnêmides ou tibiais, com veneno semelhante  ao das paratóides, isto é, de côr alaranjada; b) as paratóides alongadas, terminando  em ponta. Nelas, o dimorfismo sexual externo é pouco acentuado, de difícil caracterização.  As duas sub-espécies só se distinguem pelo tamanho, sendo <i>B. marinus paracnemis  </i>em geral de porte mais avantajado.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A outra espécie  muito conhecida, com dimorfismo sexual externo bem marcante, é <i>Bufo ictericus  Spix. </i>Os sinais disjuntivos desta espécie em relação aos sapos citados resumem-se:  a) na forma das paratóides, que são arredondadas em ambas as extremidades; b)  na côr do veneno, que é branco ou levemente amarelado; c) na ausência da glândula  tibial.</font></p>    <p><font size="3">Examinando-se exemplares de sapos encontrados  em S. Paulo, pode-se verificar a concordância das diagnoses assinaladas pelo trabalho  de Vellard, em relação a <i>Bufo ictericus, </i>provavelmente o mais comum, e  <i>B. marinus paracnemis. </i>E' preciso chamar, entretanto, a atenção dos interessados  para a tarefa talvez necessária de uma revisão do gênero <i>Bufo, </i>que inclui  hodiernamente cêrca de 250 formas das quais cêrca de 70 são das Américas (Smith  &amp; Taylor, 1948, An annotated checklist and key to the Amphibia of Mexico,  Bull. Unit. Stat. Nat. Museum, n. 194, p. 37).</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3"><a name="nt"></a>(<a href="#tx">*</a>)  Acta Zool. Lilloana. v. 5, 1948.</font></p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/linha.gif"></p>      ]]></body>
</article>
