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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crodowaldo Pavan e a genética no Brasil]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b> Crodowaldo Pavan e a gen&eacute;tica no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Andr&eacute; Luiz Paranhos Perondini </b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">O professor Crodowaldo Pavan faleceu h&aacute; pouco mais de um ano, em abril de 2009, e deixou uma lacuna perene na comunidade cient&iacute;fica por ter sido um dos mais importantes e prestigiados homens das ci&ecirc;ncias, principalmente para a biologia, em particular a gen&eacute;tica em nosso pa&iacute;s. A hist&oacute;ria da gen&eacute;tica no Brasil, especialmente a de animais, est&aacute; amalgamada com a hist&oacute;ria de vida do professor Pavan. Aspectos sobre sua carreira acad&ecirc;mica e atividades em prol da ci&ecirc;ncia j&aacute; foram abordados em numerosos escritos em sua homenagem e assim, deixo de coment&aacute;-los nesta breve aprecia&ccedil;&atilde;o sobre a contribui&ccedil;&atilde;o de Pavan para a gen&eacute;tica, n&atilde;o apenas no Brasil, mas tamb&eacute;m em &acirc;mbito internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Em um artigo sobre o professor Pavan (1), Luiz Edmundo de Magalh&atilde;es comenta que Pavan teve muita sorte durante sua carreira cient&iacute;fica, mas complementa que ele trabalhou muito para isso. A oportunidade realmente ocorreu, mas encontrou em Pavan o indiv&iacute;duo certo para uma resposta contundente, segura e arrojada, que marcou a hist&oacute;ria da gen&eacute;tica no Brasil. E assim foi durante o longo e prof&iacute;cuo caminho das m&uacute;ltiplas atividades que desempenhou. Pavan se envolveu em um n&uacute;mero enorme de atividades, o que torna a tarefa de resumi-las, neste curto ensaio, um desafio por certo imposs&iacute;vel de ser vencido. Assim, ressaltarei apenas algumas de suas contribui&ccedil;&otilde;es mais significativas &agrave; biologia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe2/a01fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">O despertar de Pavan com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ci&ecirc;ncia, como ele mesmo comentava, ocorreu depois de assistir a um filme sobre a vida de Pasteur (2), quando decidiu"fazer ci&ecirc;ncia como Pasteur fazia". Ap&oacute;s assistir a uma palestra e conversar com o professor Andr&eacute; Dreyfus (1897-1952), em 1938 ingressou no curso de hist&oacute;ria natural, na ent&atilde;o rec&eacute;m organizada Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Ao terminar o curso, em 1941, ele foi convidado por Dreyfus para trabalhar no Departamento de Biologia Geral (hoje Departamento de Gen&eacute;tica e Biologia Evolutiva, Instituto de Bioci&ecirc;ncias da USP), que ent&atilde;o dirigia. Andr&eacute; Dreyfus, m&eacute;dico, professor e cito-histologista, que j&aacute; havia se tornado um entusiasta pela, ent&atilde;o, nova disciplina da gen&eacute;tica, sugeriu a Pavan que, como tese de doutorado, estudasse o caso dos bagres-cegos das cavernas de Iporanga (SP). Entre 1941 e 1943, Pavan investigou o problema e demonstrou que os bagres-cegos n&atilde;o eram uma esp&eacute;cie distinta daquela que habitava o riacho fora das cavernas. Na realidade, eram uma linhagem adaptada &agrave; vida na escurid&atilde;o das cavernas. A tese de doutorado de Pavan, "Os peixes cegos das cavernas de Iporanga e a evolu&ccedil;&atilde;o", defendida em 1944, foi o primeiro trabalho de gen&eacute;tica evolutiva animal feito no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Pavan deveria estar terminando sua tese, quando ocorreu uma reviravolta nas pesquisas do Departamento de Biologia Geral, causada pela vinda do professor Theodosius Dobzhansky (1900-1975) que, patrocinado pela Funda&ccedil;&atilde;o Rockefeller em acordo com Dreyfus, veio ao Brasil por seis meses para pesquisar as moscas dros&oacute;filas de florestas tropicais. Nesse per&iacute;odo, de mar&ccedil;o a agosto de 1943, o trabalho teve como objetivos principalmente a coleta e descri&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de <i>Drosophila </i>e a sele&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies para trabalhos de laborat&oacute;rio, n&atilde;o apenas em S&atilde;o Paulo e arredores, mas tamb&eacute;m de longas viagens de coleta na Amaz&ocirc;nia, objetivo inicial de Dobzhansky. Com as t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de cromossomos polit&ecirc;nicos (3) e de manuten&ccedil;&atilde;o de dros&oacute;filas no laborat&oacute;rio trazidas por Dobzhansky, aliadas &agrave; metodologia tradicional de taxonomia, foram publicados in&uacute;meros trabalhos. A descri&ccedil;&atilde;o de 21 novas esp&eacute;cies em apenas um dos trabalhos, de 1943 (4), exemplifica a dimens&atilde;o do volume dos resultados obtidos naquele per&iacute;odo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Como continua&ccedil;&atilde;o dessas pesquisas, Pavan viaja aos Estados Unidos para um p&oacute;s-doutorado no laborat&oacute;rio de Dobzhansky, na Universidade de Columbia, em Nova York, permanecendo de janeiro de 1945 a agosto de 1946.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Dada a relev&acirc;ncia dos resultados at&eacute; ent&atilde;o obtidos e tamb&eacute;m devido ao desempenho e entusiasmo de Pavan, foi estabelecido um projeto a longo prazo entre o laborat&oacute;rio de Dobzhansky e o Departamento de Biologia Geral de Dreyfus, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Rockefeller. Esse projeto, coordenado por Pavan entre 1948 e 1956, objetivava a continua&ccedil;&atilde;o e incremento das pesquisas em gen&eacute;tica de dros&oacute;filas, com a inclus&atilde;o de pesquisadores de outros laborat&oacute;rios brasileiros, da Am&eacute;rica Latina e de outros pa&iacute;ses. Durante esse per&iacute;odo, Dobzhansky volta ao Brasil por mais cinco vezes e, juntamente com Pavan, docentes do Departamento de Biologia Geral e outros pesquisadores, desenvolve uma enorme e significativa s&eacute;rie de experimentos, cujos resultados foram n&atilde;o apenas de grande import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o da gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es, mas que marcaram, tamb&eacute;m, o in&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o de numerosas esp&eacute;cies de dros&oacute;filas tropicais, por exemplo a <i>Drosophila willistoni</i>, como organismos-modelo para an&aacute;lises gen&eacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan foi autor ou coautor de um grande n&uacute;mero de artigos que, al&eacute;m das descri&ccedil;&otilde;es taxon&ocirc;micas de v&aacute;rias esp&eacute;cies de dros&oacute;filas, relatam an&aacute;lises sobre a variabilidade gen&eacute;tica e cromoss&ocirc;mica, comportamento, distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, aspectos ecol&oacute;gicos significativos, papel evolutivo de invers&otilde;es cromoss&ocirc;micas e estudo populacional de genes letais. Um relato minucioso dessas pesquisas encontra-se nos artigos de Cunha (5) e Pavan &amp; Cunha (6). Estiveram associados a esses projetos v&aacute;rios pesquisadores brasileiros e da Am&eacute;rica Latina que, ap&oacute;s voltarem aos seus laborat&oacute;rios de origem, seguiram a pesquisa com as dros&oacute;filas ou migraram para a pesquisa em gen&eacute;tica de outros organismos. Assim, entre 1948 e 1956, estiveram na USP, Antonio Lagden Cavalcanti e Chana Malogolowkin (Rio de Janeiro), Antonio Cordeiro (Porto Alegre), Newton Freire-Maia (Curitiba), Francisco M. Salzano (Porto Alegre), Cora Pedreira (Bahia), al&eacute;m de pesquisadores de outros pa&iacute;ses como Marta Wedel (Argentina), Danko Brncic (Chile), Hans Burla (Sui&ccedil;a), A. El-Tabey Shehata (Egito), Hampton Carson (EUA), Bruno Battaglia (Italia), Ove Frydenberg (Dinamarca) e L.C. Birch (Austr&aacute;lia). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe2/a01fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Em 1958, quando Pavan era presidente da rec&eacute;m-fundada Sociedade Brasileira de Gen&eacute;tica, foi proposto a ele pelo representante da Funda&ccedil;&atilde;o Rockefeller no Brasil, Harry Miller Jr., o desenvolvimento de estudos de gen&eacute;tica humana no Brasil, &aacute;rea em recente progresso no exterior. Pavan aceita a ideia e consegue tr&ecirc;s bolsas da funda&ccedil;&atilde;o para os pesquisadores brasileiros Francisco M. Salzano, Pedro H. Saldanha e Newton Freire-Maia, que j&aacute; estavam interessados ou trabalhando isoladamente nessa &aacute;rea. Ap&oacute;s a volta desses pesquisadores e de Oswaldo Frota Pessoa, que esteve independentemente nos EUA, Pavan os indica para uma comiss&atilde;o com a incumb&ecirc;ncia de organizar a pesquisa em gen&eacute;tica humana, dando, assim, o impulso necess&aacute;rio para o desenvolvimento dessa &aacute;rea de pesquisa no Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Ao final dos anos 1940, Pavan encontra outro d&iacute;ptero, do g&ecirc;nero <i>Rhynchosciara</i>, em uma de suas viagens de coleta de dros&oacute;fila nos bananais da Praia Grande, em Mongagu&aacute;, litoral de S&atilde;o Paulo. A descoberta foi casual, certamente um caso de serendipidade. Depois de "um chute em uma bananeira ca&iacute;da", como contava a lenda nos bastidores do Departamento de Biologia Geral, Pavan encontrou um "bolo" de pequenos vermes. Uma vez entendido que aqueles "vermes" eram, na realidade, larvas de um d&iacute;ptero, dada a sua curiosidade natural, Pavan deve ter feito uma prepara&ccedil;&atilde;o dos cromossomos polit&ecirc;nicos dessas larvas, que vinham sendo exaustivamente utilizados nas pesquisas com as dros&oacute;filas. Assim, acostumado com os cromossomos das dros&oacute;filas, podemos imaginar o espanto que ele deve ter tido ao deparar com os enormes e magn&iacute;ficos cromossomos polit&ecirc;nicos desse inseto! Esses fatos marcam o in&iacute;cio de uma nova etapa das pesquisas e contribui&ccedil;&otilde;es de Pavan para a gen&eacute;tica animal. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Nessa fase inicial de seus trabalhos, podemos destacar algumas contribui&ccedil;&otilde;es de maior import&acirc;ncia para a biologia. Ap&oacute;s descrever a esp&eacute;cie, <i>Rhynchosciara angelae </i>(7) e seu ciclo de vida (8), Pavan, em parceria com Marta E. Breuer, na &eacute;poca t&eacute;cnica no Departamento de Biologia, analisou os cromossomos da <i>Rhynchosciara </i>e mostrou que o padr&atilde;o de faixas transversais desses cromossomos era id&ecirc;ntico em v&aacute;rios tecidos das larvas, mas o padr&atilde;o dos pufes (9) variava entre tecidos e em diferentes etapas da vida da larva. Os autores conclu&iacute;ram, em trabalhos que se tornaram de express&atilde;o internacional, que as faixas deveriam conter os genes e que os pufes deveriam ser a manifesta&ccedil;&atilde;o da atividade desses genes (10;11;12). Esses fatos foram, independentemente demonstrados na mesma &eacute;poca por W. Beermann, na Alemanha, analisando os cromossomos de outro d&iacute;ptero, o <i>Chironomus thummi</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Pela an&aacute;lise de alguns cadernos de anota&ccedil;&otilde;es sobre os cromossomos de <i>Rhynchosciara </i>feitas por Pavan e Breuer (dispon&iacute;veis no acervo do Departamento de Gen&eacute;tica e Biologia Evolutiva, IB-USP), &eacute; poss&iacute;vel acompanhar o desenvolvimento das observa&ccedil;&otilde;es que fizeram sobre os pufes, entre 1952 e 1954, onde assinalam aspectos inusitados do desenvolvimento dessas estruturas e que geraram, em 1955, a publica&ccedil;&atilde;o de dois trabalhos. Em um deles, eles mostram que durante a forma&ccedil;&atilde;o de alguns pufes dos cromossomos da gl&acirc;ndula salivar da <i>Rhynchosciara, </i>havia o ac&uacute;mulo de material picn&oacute;tico (visualiza&ccedil;&atilde;o do teor de determinada subst&acirc;ncia que se torna consp&iacute;cua ap&oacute;s colora&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica), que se demonstrou ser DNA, atrav&eacute;s de colora&ccedil;&atilde;o com corante espec&iacute;fico para esse &aacute;cido nucl&eacute;ico, t&eacute;cnica dispon&iacute;vel na &eacute;poca (13). Os autores conclu&iacute;ram que nesses s&iacute;tios dos cromossomos havia um ac&uacute;mulo adicional de DNA al&eacute;m da simples duplica&ccedil;&atilde;o do filamento cromoss&ocirc;mico e que isto n&atilde;o ocorria nas faixas vizinhas do cromossomo onde n&atilde;o ocorriam os pufes. Estava descoberto o fen&ocirc;meno da amplifica&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica, que, a partir da d&eacute;cada de 1960, demonstrou-se ocorrer em outros organismos. Essa foi a maior contribui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de Pavan e como muitos concordam, uma das maiores e mais significativas contribui&ccedil;&otilde;es de cientistas brasileiros para o conhecimento biol&oacute;gico. Esse novo conceito em biologia sobre o aumento desproporcional do DNA em locos espec&iacute;ficos n&atilde;o foi aceito de imediato, pois vigorava na &eacute;poca a "lei da const&acirc;ncia do DNA", que postulava que a quantidade de DNA era invari&aacute;vel em todas as c&eacute;lulas de um determinado organismo. Em um segundo trabalho (14), Pavan e Breuer, atrav&eacute;s de m&eacute;todos citoqu&iacute;micos, mostram que nos pufes ocorre a s&iacute;ntese (ou ac&uacute;mulo) de RNA contribuindo para as discuss&otilde;es, que ocorriam na comunidade cient&iacute;fica internacional, sobre o papel e as rela&ccedil;&otilde;es entre DNA e RNA nos n&uacute;cleos das c&eacute;lulas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> A busca de Pavan, nos anos seguintes, foi a de demonstrar que a s&iacute;ntese adicional de DNA realmente existia em alguns s&iacute;tios dos cromossomos polit&ecirc;nicos da <i>Rhynchosciara. </i>Para tanto, introduziu, com a colabora&ccedil;&atilde;o de Adriane Ficq, a t&eacute;cnica da autorradiografia que, atrav&eacute;s da incorpora&ccedil;&atilde;o de is&oacute;topos radiativos, permite visualizar a localiza&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas dentro das c&eacute;lulas. Apesar de demonstrar que o material acumulado nos pufes da <i>Rhynchosciara </i>era realmente DNA (15), as obje&ccedil;&otilde;es continuaram mesmo ap&oacute;s in&uacute;meras apresenta&ccedil;&otilde;es de Pavan em congressos internacionais e das medidas do teor de DNA nesses pufes, feitas nos EUA por G.T. Rudkin e S.L. Corlette que mostraram um excesso de DNA em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outras faixas do cromossomo. Na d&eacute;cada de 1960 a 1970, v&aacute;rios trabalhos com medidas precisas do teor de DNA feitas por novos m&eacute;todos de citofotometria em outras esp&eacute;cies de sciar&iacute;deos (fam&iacute;lia de d&iacute;pteros a que pertence a <i>Rhynchosciara</i>), finalmente corroboraram a exist&ecirc;ncia da amplifica&ccedil;&atilde;o nos cromossomos. Apesar desses trabalhos, na literatura cient&iacute;fica, a descoberta da amplifica&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica n&atilde;o &eacute; comumente creditada &agrave; Pavan e Breuer e nem mesmo citada em algumas revis&otilde;es e an&aacute;lises feitas sobre esse fen&ocirc;meno, inclusive por autores brasileiros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Durante essa fase da carreira de Pavan, ele tamb&eacute;m se envolveu com estudos sobre os efeitos das radia&ccedil;&otilde;es ionizantes, utilizando as dros&oacute;filas e a <i>Rhynchosciara </i>como material de estudo. V&aacute;rios trabalhos foram publicados (5) e, por esses resultados, Pavan foi indicado como o representante brasileiro no Comit&ecirc; Cient&iacute;fico para Estudos dos Efeitos das Radia&ccedil;&otilde;es At&ocirc;micas da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), papel que exerceu de 1956 a 1965. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Sempre envolvido com a <i>Rhynchosciara</i>, Pavan e seus colaboradores fazem outra descoberta no in&iacute;cio dos anos 1960: microrganismos infecciosos causam efeitos surpreendentes nas c&eacute;lulas e nos cromossomos polit&ecirc;nicos desse inseto. Mostram, nos anos seguintes, que o v&iacute;rus da poliedrose (16) e de protistas como os microspor&iacute;deos (17) e uma gregarina (18) induzem, nas c&eacute;lulas infectadas, uma altera&ccedil;&atilde;o no controle da duplica&ccedil;&atilde;o dos cromossomos que passam a duplicar-se muito al&eacute;m do que ocorre em c&eacute;lulas normais, n&atilde;o infectadas. Com a infec&ccedil;&atilde;o por microspor&iacute;deos, por exemplo, os cromossomos polit&ecirc;nicos da <i>Rhynchosciara</i>, que normalmente s&atilde;o muito grandes (estimados em conter cerca de 4 mil filamentos), ap&oacute;s a infec&ccedil;&atilde;o chegam a contar com um aumento de 32 vezes, ou seja, passam a ter cerca de 130 mil filamentos! Por esses trabalhos, Pavan foi convidado para estabelecer um laborat&oacute;rio para estudo da radia&ccedil;&atilde;o, dos pufes e das infec&ccedil;&otilde;es em <i>Rhynchosciara </i>no Oak Ridge National Laboratories, no Tennessee, EUA, onde permaneceu entre 1965 e 1967. Os trabalhos feitos com os pufes e com as infec&ccedil;&otilde;es em <i>Rhynchosciara </i>est&atilde;o detalhadamente descritos por Pavan &amp; Cunha (19; 20) e por Cunha (5). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan volta ao Brasil, mas pouco tempo depois &eacute; convidado para montar um laborat&oacute;rio de estudos com a <i>Rhynchosciara </i>na Universidade do Texas, em Austin, Texas, EUA. Pavan, como professor titular vital&iacute;cio, ficou naquela universidade de 1968 at&eacute; 1975 tendo produzido uma s&eacute;rie de trabalhos com a <i>Rhynchosciara </i>e outros organismos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Ap&oacute;s seu retorno ao Brasil na d&eacute;cada de 1970, ele continuou os trabalhos com a <i>Rhynchosciara</i>, mas consciente dos problemas brasileiros, prop&ocirc;s a geneticistas que utilizassem, em seus trabalhos, organismos de interesse m&eacute;dico-sanit&aacute;rio ou que causam dist&uacute;rbios na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. Associado a essa proposta, Pavan idealizou o Plano Integrado de Gen&eacute;tica (PIG), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de 1975 a 1986. Pavan coordenou esse grande projeto, que chegou a reunir cerca de mil pesquisadores de 70 laborat&oacute;rios no Brasil. Em 1978, Pavan se aposenta da USP e se transfere para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolveu, segundo sua pr&oacute;pria proposta, trabalhos com as moscas causadoras das mi&iacute;ases (21) e com as cigarrinhas das pastagens que causam preju&iacute;zos &agrave; agropecu&aacute;ria, at&eacute; sua aposentadoria compuls&oacute;ria em 1989. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Ap&oacute;s sua atua&ccedil;&atilde;o como presidente do CNPq, entre 1986 a 1990, Pavan se associa ao Departamento de Microbiologia do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas da USP, pois estava preocupado com outro problema biol&oacute;gico, a fixa&ccedil;&atilde;o de nitrog&ecirc;nio pelos vegetais. Assim, dedicou-se a estudos de bact&eacute;rias at&eacute; seus &uacute;ltimos meses de vida. Embora tenha publicado, em colabora&ccedil;&atilde;o com outros pesquisadores, trabalhos com bact&eacute;rias, n&atilde;o houve tempo para que pudesse entender os aspectos que mais lhe despertavam a curiosidade: a exist&ecirc;ncia e o poss&iacute;vel efeito de bact&eacute;rias em folhas e frutos de diferentes vegetais e em ovos de algumas aves (galinha e codorna). Felizmente, ele pode, pelo menos, constatar que as bact&eacute;rias estavam presentes nos ovos desses animais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan foi um excelente didata, cativando os seus alunos nas disciplinas que ministrou nas tr&ecirc;s universidades onde trabalhou - a USP, Unicamp e Universidade do Texas. Orientou doutoramentos, tanto no Brasil quanto nos EUA, supervisionou est&aacute;gios de p&oacute;s-doutorados, publicou mais de uma centena de trabalhos cient&iacute;ficos e foi autor e coordenador de v&aacute;rios livros. Oswaldo Frota Pessoa (1917-2010) em um discurso (22) em homenagem &agrave; Pavan qualificou o homenageado com as seguintes palavras: "Pavan sempre foi leal, sincero, seguro, direto, enf&aacute;tico, pol&ecirc;mico, solid&aacute;rio e otimista. Nunca temeu competi&ccedil;&atilde;o; em parte porque sempre aprendeu a vencer, sem vaidade, mas tamb&eacute;m porque cultivou espontaneamente o gosto em ajudar colegas e disc&iacute;pulos". Poder&iacute;amos, talvez, acrescentar algo mais dizendo que Crodowaldo Pavan foi um guerreiro, um incans&aacute;vel lutador pela ci&ecirc;ncia em nosso pa&iacute;s. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">1. Magalh&atilde;es, Luiz Edmundo de. "Reminisc&ecirc;ncias do tempo das dros&oacute;filas". <i>Pesquisa Fapesp</i>, Vol.168, pp.76-79. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">2. <i>A hist&oacute;ria de Louis Pasteur </i>(The story of Louis Pasteur, EUA, 1935). Diretor: William Dieterle. Com Paul Muni, Josephine Hutchinson e outros.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">3. Cromossomos polit&ecirc;nicos s&atilde;o formados pelo emparelhamento de cromossomos hom&oacute;logos (pares) e se tornam gigantes pelas repetidas duplica&ccedil;&otilde;es dos filamentos cromoss&ocirc;micos que ficam a lado, como em um cabo telef&ocirc;nico, sem que haja divis&atilde;o do n&uacute;cleo.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">4. Dobzhansky, Theodosius &amp; Crodowaldo Pavan. "Studies on Brazillian species of <i>Drosophila". Boletim da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras</i>, Vol. 36, <i>Biologia Geral</i>, Vol. 4, pp.1-72. 1943.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">5. Cunha, Antonio Brito da. "Setenta anos de C. Pavan e a ci&ecirc;ncia". <i>Revista Brasileira de Gen&eacute;tica</i>, Vol.12, pp.683-705, 1989.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">6. Pavan, Crodowaldo &amp; Cunha, Antonio Brito da. "Theodosius Dobzhansky and the development of genetics in Brazil". <i>Genetics and Molecular Biology</i>, Vol.26, pp.387-395. 2003.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">7. Nonato, Edmundo &amp; Crodowaldo Pavan. "A new species of <i>Rhynchosciara </i>Rubssamen 1894 (Diptera, Mycetophilidae)". <i>Revista Brasileira de Biologia, </i>Vol.11, pp.435-437. 1951 </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">8. Dreyfus, Andr&eacute;; Nonato, Edmundo; Breuer, Marta E.; Pavan, Crodowaldo. "Cromossomas polit&ecirc;nicos em v&aacute;rios org&atilde;os de <i>Rhynchosciara angelae". Revista Brasileira de Biologia</i>, Vol.11, pp.439-450. 1951.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">9. Em momentos espec&iacute;ficos, os filamentos do cromossomo polit&ecirc;nico se desenrolam e se separam formando um entumescimento - os pufes - que correspondem &agrave;s regi&otilde;es geneticamente ativas desses cromossomos.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">10. Pavan, Crodowaldo &amp; Breuer, Marta E.."Polytene chromosomes in different tissues of <i>Rhynchosciara". Journal of Heredity, </i>Vol. 43, pp.150-157. 1952.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">11. Breuer, Marta E. &amp; Pavan, Crodowaldo."Gens na diferencia&ccedil;&atilde;o". <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i>, Vol. 4, p.41. 1952.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">12. Breuer, Marta E. &amp; Pavan, Crodowaldo."Salivary chromosomes and differentiation". <i>Proc. IX International Congress of Genetics, Cariologia </i>Vol.6 (supl.), p.778. 1954.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">13. Breuer, Marta E. &amp; Pavan, Crodowaldo. "Behavior of polytene chromosomes of <i>Rhynchosciara angelae </i>at different stages of larval development". <i>Chromosoma</i>, Vol.7, pp.371-386. 1955.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">14. Pavan, Crodowaldo&amp; Breuer, Marta E,. "Differences in nucleic acid content of the loci in polytene chromosomes of <i>Rhynchosciara angelae </i>according to tissue and larval stages". In: Schreiber, Giorgio (Ed.). <i>Symposium on Cell Secretion. </i>Belo Horizonte, pp.90-99. 1955.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">15. Ficq, Adriane &amp; Pavan, Crodowaldo. "Autoradiography of polytene chromosomes of <i>Rhynchosciara angelae </i>at different stages of larval development". <i>Nature, </i>Vol.180, pp.983-984. 1957.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">16. V&iacute;rus da poliedrose infectam insetos e produzem cristais de diferentes formas nas c&eacute;lulas infectadas.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">17. Microspor&iacute;deos s&atilde;o protozo&aacute;rios intracelulares que infectam o homem e animais causando uma s&eacute;rie de afec&ccedil;&otilde;es, tais como desinteria, conjuntivite e sinusite.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">18. Gregarinas s&atilde;o protozo&aacute;rios que habitam o intestino de numerosos invertebrados.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">19. Pavan, Crodowaldo &amp; Cunha, Antonio Brito da. "Chromosomal activities in <i>Rhynchosciara </i>and other Sciaridae". <i>Annual Review of Genetics</i>, Vol.3, pp.425-449. 1969.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">20. Pavan, Crodowaldo; Cunha, Antonio Brito da; Sanders, Patr&iacute;cia F.."The biology of <i>Rhynchosciara"</i>. In: King, RC (Ed.). <i>Handbook of genetics</i>, Vol.3 Plenum Press, NY, pp.207-256. 1975.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">21. Mi&iacute;ases s&atilde;o dermatoses causadas em humanos e animais pela invas&atilde;o de larvas de v&aacute;rias esp&eacute;cies de moscas, como a berne e a bicheira.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">22. Frota Pessoa, Oswaldo. "Vida grandiosa". Excerto citada por Paulo Marques. "O exempo de Pavan, descobridor incans&aacute;vel". <i>Revista Adusp</i>, pp.34-39. Mar&ccedil;o 2000.     </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><i><b>Andr&eacute; Luiz Paranhos Perondini</b> &eacute; professor colaborador do Departamento de Gen&eacute;tica e Biologia Evolutiva do Instituto de Bioci&ecirc;ncias da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) </i></font></p>      ]]></body><back>
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