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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projeto Europeu de participação pública em C&T será estendido para a Iberoamérica]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/mundo.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</font></P>     <P><img src="/img/revistas/cic/v63n1/linha.jpg"></P>     <P><font size="4"><b>Projeto Europeu de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em C&amp;T ser&aacute; estendido para a Iberoam&eacute;rica</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Quais desafios voc&ecirc; gostaria que fossem superados pela ci&ecirc;ncia at&eacute; 2030? A pergunta, ampla e complexa, foi feita para os cidad&atilde;os europeus no &acirc;mbito do projeto Agenda Cidad&atilde; de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia &#150; Metas 2030, promovido pela Funda&ccedil;&atilde;o Espanhola para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (Fecyt), do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Inova&ccedil;&atilde;o da Espanha. A proposta, colocada em pr&aacute;tica no primeiro semestre de 2010, per&iacute;odo em que a Uni&atilde;o Europeia teve presid&ecirc;ncia espanhola, mobilizou mais de 107 mil pessoas de 122 pa&iacute;ses &#150; e deve se estender para toda a Iberoam&eacute;rica ainda este ano.</font></P>     <P> <font size="3">"A Agenda &eacute; um ponto de encontro para cientistas e inovadores, cidad&atilde;os e pol&iacute;ticos", disse Lourdes Arana, diretora da Fecyt, durante apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto na Jornada P&uacute;blica de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica, que ocorreu na I Feira Iberoamericana de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia &#150; Emp&iacute;rika, realizada em Salamanca, Espanha, em novembro de 2010 (veja box). O evento contou com semin&aacute;rios de diversos especialistas na &aacute;rea e teve como prop&oacute;sito promover a discuss&atilde;o sobre a cultura cient&iacute;fica e debater propostas de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na agenda pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia (C&amp;T) dos pa&iacute;ses iberoamericanos.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a06img01.jpg"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"> A import&acirc;ncia de um projeto como a Agenda Cidad&atilde;,    segundo Lourdes, reside na aproxima&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    com temas cient&iacute;ficos considerados complexos, mas que est&atilde;o presente    no cotidiano das pessoas. "A ci&ecirc;ncia est&aacute; em todas as partes, e    a ideia &eacute; que as pessoas tenham acesso a ela e possam decidir e influenciar    essa ci&ecirc;ncia que as rodeia", concorda Miguel &Aacute;ngel Quintanilla,coordenador    dafeira e diretor do Instituto de Estudos da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia (Ecyt,    na sigla em espanhol) da Universidade de Salamanca (Usal). "As pessoas devem    se beneficiar da ci&ecirc;ncia e se responsabilizar por ela", complementa. </font></P>     <P><font size="3"><b>DESAFIOS </b>O grupo de pesquisadores que levar&atilde;o a cabo a experi&ecirc;ncia em v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es iberoamericanas ter&aacute; que enfrentar alguns desafios para adaptar o projeto &agrave;s realidades dos pa&iacute;ses latino&#45;americanos. Um dos pontos fundamentais &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico alvo e das ferramentas de participa&ccedil;&atilde;o que dever&atilde;o ser utilizadas em cada pa&iacute;s. A vers&atilde;o europeia da Agenda Cidad&atilde;visou atingir principalmente o p&uacute;blico jovem e inovador e, por isso, utilizou a internet como canal central de comunica&ccedil;&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o. A abordagem foi poss&iacute;vel porque cerca de 70% dos lares dos 27 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE) tinham acesso &agrave; internet em 2010, segundo dados divulgados pelaEurostat(organiza&ccedil;&atilde;oestat&iacute;sticada Comiss&atilde;o Europeia) em dezembro de 2010. Em pa&iacute;ses latino&#45;americanos, no entanto, a realidade &eacute; bem diferente. No Brasil, apenas 27% dos domic&iacute;liospossu&iacute;amacesso&agrave;internet em 2009, segundo pesquisaTecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o realizada pelo Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). </font></P>     <P><font size="3">Outro ponto importante reside na defini&ccedil;&atilde;o de que tipo de organiza&ccedil;&otilde;es (governamentais, nacionais ou supranacionais) dever&atilde;o coordenar os projetos, bem como quais ser&atilde;o as entidades colaboradoras e patrocinadoras em cada pa&iacute;s. Na iniciativa europeia, colaboraramTVE, Conselho Superior de C&acirc;maras de Com&eacute;rcio, Instituto de Tecnologias Educativas, Campus Party, Rede Espanhola de MuseusdeCi&ecirc;nciase aFedera&ccedil;&atilde;oEspanhola de Munic&iacute;pios e Prov&iacute;ncias. O objetivo &eacute; formar um comit&ecirc; de especialistas iberoamericanos e adaptar o projeto a partir de experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de parcipa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; nos diferentes pa&iacute;ses. </font></P>     <P><font size="3"><b>MODELO </b>A primeira edi&ccedil;&atilde;o da Agenda Cidad&atilde; contou com um cronograma curto para o planejamento e execu&ccedil;&atilde;o do projeto. A ideia, que nasceu em setembro de 2009, foi colocada em pr&aacute;tica no m&ecirc;s seguinte da concep&ccedil;&atilde;o. Inicialmente, um comit&ecirc; de especialistas elegeu diversos cidad&atilde;os europeus not&oacute;rios, cujas iniciativas tivessem "mudado a vida das pessoas". </font></P>     <P><font size="3">Dentre os 47 nomes levantados, 14 foram selecinados para compor o time de proponentes das metas a serem votadas pelos cidad&atilde;os em v&iacute;deos divulgados no site YouTube. Entre eles, estavam a primatologista brit&acirc;nica Jane Goodall, o famoso cozinheiro espanhol, Ferr&aacute;n Adrian, o f&iacute;sico espanhol Ignacio Cirac (pioneiro da informa&ccedil;&atilde;o qu&acirc;ntica) e Karlheinz Braundeburg (inventor do mp3). </font></P>     <P><font size="3">Os temas que receberam mais votos foram, em primeiro lugar, a pesquisa sobre armazenamento da energia el&eacute;trica &#150; proposto por Paulina Beato, empres&aacute;ria, primeira presidente da Rede El&eacute;trica da Espanha, refer&ecirc;ncia no mercado energ&eacute;tico mundial &#150;, em segundo, o desenvolvimento de &oacute;rg&atilde;os artificiais para substituir &oacute;rg&atilde;os danificados e, em terceiro, a inven&ccedil;&atilde;o de rob&ocirc;s que facilitem a vida cotidiana. Os resultados foram apresentadosaos ministrosdeci&ecirc;ncia e inova&ccedil;&atilde;o europeus durante o Conselho de Competitividade da Uni&atilde;o Europeia, realizado em Bruxelas (B&eacute;lgica), em maio de 2010. </font></P>     <P><font size="3"><b>POL&Iacute;TICA CIENT&Iacute;FICA</b> Quintanillha, que j&aacute; foi Secret&aacute;rio de Estado de Universidades e Pesquisa da Espanha, considera que o pa&iacute;s ainda tem pouca experi&ecirc;ncia com instrumentos de participa&ccedil;&atilde;o social em governan&ccedil;a de C&amp;T. "Ainda consideramos os cidad&atilde;os como elementos passivos dos nossos estudos", afirmou em entrevista &agrave; revista <i>ComCi&ecirc;ncia</i> (nº.124, dez. 2010).</font></P>     <P> <font size="3">"As pol&iacute;ticas de C&amp;T devem estar integradas com as demais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas", disse Le&oacute;n Oliv&eacute;, matem&aacute;tico e fil&oacute;sofo da Universidade Nacional Aut&ocirc;noma do M&eacute;xico (Unam), em palestra proferida na Jornada P&uacute;blica de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica. O pesquisador concorda que a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade na determina&ccedil;&atilde;o da agenda cient&iacute;fica &eacute; essencial e defende a aproxima&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica entre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (nas &aacute;reas social e econ&ocirc;mica) no que se refere a C&amp;T. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="right"><font size="3"><i>Ana Paula Morales</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a06img02.jpg"></P>      ]]></body>
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