<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252011000100011</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/S0009-67252011000100011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recentes avanços no estudo das enzimas que hidrolisam o ATP extracelular]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Battastini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Maria Oliveira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zanin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rafael Fernandes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braganhol]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elizandra]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul ICBS Departamento de Bioquímica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,UFRGS ICBS ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,UFRGS ICBS Departamento de Bioquímica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>63</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>26</fpage>
<lpage>28</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252011000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252011000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252011000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/quimica.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>Recentes avan&ccedil;os no estudo das enzimas que hidronisam    o ATP extracelular</b></font></P>     <P><font size="3">Ana Maria Oliveira Battastini    <br>   Rafael Fernandes Zanin    <br>   Elizandra Braganhol</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>ATP: A MOEDA ENERG&Eacute;TICA DAS C&Eacute;LULAS</b> Os seres vivos que habitam nosso planeta compartilham um conjunto de caracter&iacute;sticas comuns que os distinguem da mat&eacute;ria n&atilde;o viva. Dentre essas caracter&iacute;sticas, podemos citar: a) um preciso tipo de organiza&ccedil;&atilde;o; b) habilidade em manter um meio interno adequado frente a varia&ccedil;&otilde;es do meio externo (homeostasia); c) capacidade de movimenta&ccedil;&atilde;o; d) reatividade a determinados est&iacute;mulos; e) crescimento, desenvolvimento e reprodu&ccedil;&atilde;o, dentre outras. Para manter as caracter&iacute;sticas citadas, os organismos vivos precisam contar com uma fonte cont&iacute;nua de energia. Em outras palavras, toda e qualquer atividade de uma c&eacute;lula ou organismo vivo requer energia. A energia flui desde sua fonte original &#150; o sol &#150; para os seres vivos e, da&iacute;, entre as c&eacute;lulas individuais. A vida na Terra depende de uma constante absor&ccedil;&atilde;o de energia do sol e, se privada dessa energia, a vida para. H&aacute;, portanto, uma interdepend&ecirc;ncia entre os seres vivos e o meio ambiente e entre os pr&oacute;prios seres vivos para obten&ccedil;&atilde;o dessa energia. Como sabemos, os seres vivos diferem quanto &agrave; forma de obten&ccedil;&atilde;o de energia. De uma maneira simplificada podemos dizer que existem os seres produtores (autotr&oacute;ficos), os quais obt&ecirc;m energia diretamente do sol, transformam essa energia e a "armazenam" na forma de mol&eacute;culas org&acirc;nicas atrav&eacute;s da fotoss&iacute;ntese; e os seres heterotr&oacute;ficos (consumidores), que dependem dos autotr&oacute;ficos para obter energia na forma dessasmol&eacute;culas org&acirc;nicasricasemenergia.Amoeda "transferidora" de energia em todos os seres vivos &eacute; a adenosina&#45;5'&#45;trifosfato (ATP), um nucleot&iacute;deo derivado da adenina (<a href="#fig01">Figura 1</a>). O metabolismo celular &eacute; o conjunto de rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas (bioqu&iacute;micas) altamente organizado e regulado que habilita os seres vivos a transformar e utilizar as diferentes formas de energia obtidas do ambiente, atrav&eacute;s, na grande maioria das vezes, do ATP como intermedi&aacute;rio transferidor de energia. Assim, o ATP, presente em todas as c&eacute;lulas vivas, &eacute; reconhecido pelo seu papel intracelular no metabolismo energ&eacute;tico. As c&eacute;lulas continuamente produzem ATP por processos que envolvem a liga&ccedil;&atilde;o do fosfato inorg&acirc;nico (Pi) ao ADP e que requerem uma fonte de energia. Por sua vez, a energia do ATP &eacute; transferida para os diferentes processos biol&oacute;gicos (s&iacute;ntese de biomol&eacute;culas, contra&ccedil;&atilde;o muscular, transporte de &iacute;ons etc) atrav&eacute;s da hidr&oacute;lise de seu fosfato terminal, o que gera um cont&iacute;nuo ciclo de s&iacute;ntese e degrada&ccedil;&atilde;o do ATP (<a href="#fig01">Figura 1</a>). &Eacute; importante ressaltar que o ADP, produto da hidr&oacute;lise do ATP, tamb&eacute;m pode ser hidrolisado, gerando AMP, o qual podegeraronucleos&iacute;deoadenosina.Aadenosinapodeserreutilizada, dando origem a novas mol&eacute;culas de ATP ou, por uma sequ&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es enzim&aacute;ticas, ser levada &agrave; rota de degrada&ccedil;&atilde;o das purinas (1). Sem essa fonte primordial e imediata de energia (ATP), as c&eacute;lulas n&atilde;o sobrevivem e, assim sendo, a observa&ccedil;&atilde;o e subsequente aceita&ccedil;&atilde;o de um poss&iacute;vel papel para o ATP fora da c&eacute;lula pareceu muito pouco prov&aacute;vel durante d&eacute;cadas.</font></P>     <P><a name="fig01"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a11fig01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>ATO COMO MENSAGEIRO CELULAR</b> O primeiro relato, envolvendo as a&ccedil;&otilde;es extracelulares de nucleot&iacute;deos e nucleos&iacute;deos da purina, foi descrito em 1929 por Drury e Szent&#45;Gy&ouml;rgyi (2) no sistema cardiovascular.Desdeent&atilde;o,os estudossobreos efeitosdessas mol&eacute;culasno meio extracelular, em especial do ATP e seu produto de degrada&ccedil;&atilde;o, a adenosina, continuaram avan&ccedil;ando. Uma s&eacute;rie de outras a&ccedil;&otilde;es dessas subst&acirc;ncias foi observada em diferentes processos biol&oacute;gicos, incluindotransmiss&atilde;onervosa,contra&ccedil;&atilde;o muscular,coagula&ccedil;&atilde;osangu&iacute;nea, press&atilde;o arterial, metabolismo &oacute;sseo, c&acirc;ncer, dor, inflama&ccedil;&atilde;o, entre outros. Assim, ap&oacute;s d&eacute;cadas de estudos, ficou claro que o ATP e seus produtos de degrada&ccedil;&atilde;o ADP, AMP e adenosina, assim como outrosnucleot&iacute;deosenucleos&iacute;deos,constituemumconjuntodemol&eacute;culas que agem como mensageiros das c&eacute;lulas, exercendo, assim, uma variedadede efeitossobre osmaisdiversostecidosesistemas (3). Mas como o ATP &eacute; liberado das c&eacute;lulas? Os nucleot&iacute;deos encontram&#45;se presentes em altas concentra&ccedil;&otilde;es no interior das c&eacute;lulas quando comparadas ao meio extracelular, o que &eacute; caracter&iacute;stico de mol&eacute;culas sinalizadoras. Assim, em resposta a diferentes est&iacute;mulos ou condi&ccedil;&otilde;es, incluindo dano &agrave; membrana plasm&aacute;tica das c&eacute;lulas induzido por hip&oacute;xia, isquemia ou inflama&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&otilde;es crescentes de nucleot&iacute;deos podem ser liberadas no meio extracelular. Al&eacute;m dessas formas de libera&ccedil;&atilde;o, relacionadas principalmente ao dano celular, o ATP pode ser liberado de c&eacute;lulas intactas por mecanismos fisiol&oacute;gicos, como ocorre, por exemplo, na transmiss&atilde;o nervosa (4). Uma vez liberados no meio extracelular, os nucleot&iacute;deos interagem com receptores espec&iacute;ficos, os denominados receptores purin&eacute;rgicos, os quais estabelecem a comunica&ccedil;&atilde;o denominada "purin&eacute;rgica" entre as c&eacute;lulas (3). Essa sinaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; finalizada pela a&ccedil;&atilde;o de enzimas que hidrolisam os nucleot&iacute;deos at&eacute; os seus respectivos nucleos&iacute;deos no meio extracelular, como ser&aacute; apresentado a seguir. </font></P>     <P><font size="3"><b>O QUE S&Atilde;O ATPASES?</b> ATPases s&atilde;o enzimas que hidrolisam o grupo fosfato terminal do ATP, sendo amplamente distribu&iacute;das na natureza com diferentes pap&eacute;is biol&oacute;gicos. A exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios compartimentos no interior das c&eacute;lulas (organelas e uma rede altamente organizada de membranas) e a manuten&ccedil;&atilde;o de um equil&iacute;brio de solutos nesses v&aacute;rios compartimentos requerem um mecanismo preciso e constante de suprimento de energia. As chamadas "bombas de pr&oacute;tons" (ATPases) desempenham, nesse contexto, um papel fundamental no provimento dessa energia, essencial para a vida celular. Tais enzimas utilizam a energia liberada da hidr&oacute;lise do ATP para manter o ativo processo de transporte de solutos atrav&eacute;s das membranas, bem como para manter o pH dentro dos limites fisiol&oacute;gicos compat&iacute;veis com a vida celular. As ATPases intracelulares, ou pr&oacute;ton&#45;ATPases, s&atilde;o divididas em tr&ecirc;s fam&iacute;lias distintas: P, F e V&#45;ATPAses. Na fam&iacute;lia das P&#45;ATPases ("P" de "phospho&#45;ATPases") identificamos as bombas espec&iacute;ficas de transporte de c&aacute;tions como a Na<SUP>+</SUP>, K<SUP>+</SUP>&#45;ATPase, a Ca<SUP>2+</SUP>&#45;ATPase do ret&iacute;culo sarcoplasm&aacute;tico, a H<SUP>+</SUP>/K<SUP>+</SUP>&#45;ATPase da mucosag&aacute;strica e a H<SUP>+</SUP>&#45;ATPase de plantas (5). As F&#45;ATPases (ou F<sub>o</sub>F<sub>1</sub>&#45;ATPase) est&atilde;o presentes na membrana de bact&eacute;rias e nas mitoc&ocirc;ndrias e cloroplastos, tendo sua fun&ccedil;&atilde;o relacionada aos processos de s&iacute;ntese de ATP (ATP&#45;sintase). As V&#45;ATPases (ou ATPase&#45;vacuolares) est&atilde;o presentes em sistemas de membranas intracelulares de c&eacute;lulas eucari&oacute;ticas, incluindo vac&uacute;olos e ocomplexo de Golgi, entre outros. Elas s&atilde;o respons&aacute;veis pela acidifica&ccedil;&atilde;o do interior desses compartimentos, bem como para suprir energia para o processo de transporte que ocorre atrav&eacute;s de suas membranas. Todas essas enzimas apresentam, como caracter&iacute;stica comum, o fato de terem seus s&iacute;tios catal&iacute;ticos voltados para o espa&ccedil;o intracelular e terem suas fun&ccedil;&otilde;es catal&iacute;ticas relacionadas a processos de utiliza&ccedil;&atilde;o e/ ou transfer&ecirc;ncia de energia (5). </font></P>     <P><font size="3"><b>APIRASES OU ECTO&#45;ATPASES: O QUE S&Atilde;O? </b>Em1995,umaexcelente revis&atilde;o sobre as diferentes ATPases foi publicada (6). Nessa revis&atilde;o, foi apresentada uma nova classe de enzimas, denominadas de ATPases do tipo E&#45;, ou Ecto&#45;ATPases. Hoje se sabe que existe um eficiente sistema constitu&iacute;do por v&aacute;rias enzimas denominadas coletivamente de ectonucleotidases, as quais recebem denomina&ccedil;&otilde;es relativamente complexas e incluem formas ligadas &agrave; membrana plasm&aacute;tica das c&eacute;lulas (ecto&#45;enzimas), com o s&iacute;tio ativo voltado para o meio extra&#45;celular ou formas enzim&aacute;ticas secretadas sol&uacute;veis. Dentre as enzimas associadas &agrave;s membranas encontramos: as ecto&#45;nucleos&iacute;deo&#45;trifosfato&#45;difosfoidrolases (E&#45;NTPDases; apirases), as ecto&#45;nucleot&iacute;deo pirofosfatase/fosfodiesterase (E&#45;NPPs), a ecto&#45;adenilato cinase e as ecto&#45;fosfatases alcalinas, as quais s&atilde;o capazes de degradar o ATP e o ADP at&eacute; AMP. Finalmente, a ecto&#45;5'&#45;nucleotidase/CD73 (5'&#45;NT/ CD73),enzima marca&#45;passo da rota de degrada&ccedil;&atilde;o dos nucleot&iacute;deos, e que hidrolisa o AMP at&eacute; adenosina. Atrav&eacute;s de rea&ccedil;&otilde;es sucessivas, essas enzimas constituem uma cascata enzim&aacute;tica altamente eficiente, capaz de controlar a concentra&ccedil;&atilde;o e o tempo em que o ATP e seus derivados permanecem no espa&ccedil;o extracelular (<a href="#fig02">Figura 2</a>) (7; 8). Al&eacute;m do controle da sinaliza&ccedil;&atilde;o purin&eacute;rgica, as ecto&#45;nucleotidases garantem uma "via de salva&ccedil;&atilde;o" ou de recupera&ccedil;&atilde;o das purinas, uma vez que os nucleot&iacute;deos n&atilde;o retornam ao interior das c&eacute;lulas sem antes terem seus fosfatos terminais retirados. Dessa forma, ap&oacute;s a a&ccedil;&atilde;o dessas enzimas, o nucleos&iacute;deo adenosina pode ser captado pelas c&eacute;lulas atrav&eacute;s de transportadores espec&iacute;ficos, o que garante a reutiliza&ccedil;&atilde;o dessa mol&eacute;cula para a s&iacute;ntese de ATP intracelular.</font></P>     <P><a name="fig02"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a11fig02.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Conforme mostra a <a href="#fig02">figura 2</a>, a primeira etapa de hidr&oacute;lise do ATP pode ser catalisada por uma fam&iacute;lia de enzimas, atualmente denominadas de E&#45;NTPDases. De fato, os primeiros estudos sobre essas enzimas coincidem com as primeiras investiga&ccedil;&otilde;es sobre os processos b&aacute;sicos do metabolismo celular, tais como a fermenta&ccedil;&atilde;o em c&eacute;lulas de leveduras e plantas (9). Em 1945, Meyhorf (10) denominou essa classe de enzimas como "apirases" (de adenilpirofosfatase), pelo fato das mesmas hidrolisarem os dois fosfatos do ATP, produzindo AMP, ao contr&aacute;rio das ATPases, que hidrolisam apenas o fosfato terminal da mol&eacute;cula. Desde ent&atilde;o, in&uacute;meras "apirases" foram purificadas e caracterizadas, indicando uma ampla distribui&ccedil;&atilde;o na natureza, desde vegetais e invertebrados at&eacute; mam&iacute;feros. Entretanto, no mesmo per&iacute;odo em que as "apirases" estavam sendo estudadas, foram descritas outras enzimas capazes de hidrolisar o ATP extracelular, as quais foram denominadas de ecto&#45;ATPases (6). Assim, durante muitos anos, houve uma relativa confus&atilde;o na literatura quanto &agrave; natureza qu&iacute;mica e molecular das enzimas que desempenhavam esse importante papel biol&oacute;gico, at&eacute; que na d&eacute;cada de 1990, estudos moleculares levaram &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos genes que codificam a s&iacute;ntese dessas prote&iacute;nas. As primeiras caracteriza&ccedil;&otilde;es moleculares das "apirases" ocorreram em 1996, quando experimentos realizados com uma apirase extra&iacute;da da batata (11) e com a enzima proveniente de diferentes tecidos de mam&iacute;feros (12) confirmaram uma homologia estrutural entre essas enzimas. Uma nova nomenclatura foi proposta em 1999, e essa enzima foi identificada como a E&#45;NTPDase1, originalmente classificada como uma ATP&#45;difosfoidrolase e assim denominada na literatura at&eacute; meados dos anos 1980 (EC 3.6.1.5; apirase) (13). </font></P>     <P><font size="3">Em 1997, Kegel e colaboradores demonstraram a coexist&ecirc;ncia de duas enzimas em v&aacute;rios tipos de c&eacute;lulas (tecido nervoso, card&iacute;aco renal, entre outros) capazes de hidrolisar de forma diferenciada o ATP. Uma delas hidrolisava o ATP e o ADP com praticamente a mesma velocidade ("apirase") e a outra apresentava uma elevada prefer&ecirc;ncia pelo ATP como substrato, deixando clara a exist&ecirc;ncia de enzimas diferentes na mesma c&eacute;lula capazes de catalisar de forma similar a mesma rea&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m com distinta prefer&ecirc;ncia por substrato.</font></P>     <P><font size="3"> Hoje se sabe que a fam&iacute;lia das E&#45;NTPDases n&atilde;o &eacute; composta somente por duas enzimas, mas sim por 8 enzimas distintas. Dentro dessa fam&iacute;lia, as NTPDases1, 2, 3 e 8 s&atilde;o as de maior destaque no que diz respeito ao controle da resposta purin&eacute;rgica, visto que se encontram ancoradas &agrave; membrana plasm&aacute;tica com o s&iacute;tio catal&iacute;tico voltado para o meio extracelular ou seja, funcionam como ecto&#45;enzimas (8). As NTPDases5 e 6 t&ecirc;m localiza&ccedil;&atilde;o intracelular, mas podem ser encontradas fora da c&eacute;lula na forma sol&uacute;vel secretada, enquanto que as NTPDases4 e 7 est&atilde;o localizadas intracelularmente com seus s&iacute;tios ativos voltados para o l&uacute;men de organelas citoplasm&aacute;ticas e est&atilde;o, dessa forma, envolvidas em processos de controle dos n&iacute;veis de nucleot&iacute;deos dentro dessas organelas. </font></P>     <P><font size="3">A hidr&oacute;lise do AMP at&eacute; adenosina &eacute; catalisada pela enzima 5'&#45;nucleotidase. Como mostrado na <a href="#fig02">figura 2</a>, a forma ligada &agrave; membrana plasm&aacute;tica (ecto&#45;5'&#45;nucleotidase/CD73) &eacute; a principal fonte enzim&aacute;tica de adenosina no meio extracelular (14). </font></P>     <P><font size="3"><b>TEND&Ecirc;NCIAS NO ESTUDO DAS ECTO&#45;NUCLEOTIDASES</b> A hist&oacute;ria das ecto&#45;nucleotidases nos mostra que, ap&oacute;s pouco mais de meio s&eacute;culo, as enzimas que hidrolisam o ATP extracelular passaram da condi&ccedil;&atilde;o de simples "artefatos experimentais" sem fun&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica definida ao foco de intensa aten&ccedil;&atilde;o e pesquisa cient&iacute;fica. Atualmente, a comunica&ccedil;&atilde;o celular mediada pelos nucleot&iacute;deos e nucleos&iacute;deos, assim como a participa&ccedil;&atilde;o das ecto&#45;enzimas envolvidas no controle dessa comunica&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o reconhecidas e intensamente investigadas em diversos sistemas biol&oacute;gicos. Nesse aspecto, podemos identificar estudos importantes dessas enzimas em processos fisiol&oacute;gicos como neurotransmiss&atilde;o, processamento da mem&oacute;ria, coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, contra&ccedil;&atilde;o muscular, controle da press&atilde;o arterial, entre outros (8). </font></P>     <P><font size="3">Especificamente em rela&ccedil;&atilde;o aos estudos das E&#45;NTPases e ecto&#45;5'&#45;nucleotidases, podemos citar o importante papel das "apirases" presentes na saliva de insetos hemat&oacute;fagos (15;16) e em parasitas (17;18), ficando evidente a import&acirc;ncia dos estudos sobre essas enzimas na busca de solu&ccedil;&otilde;es para doen&ccedil;as que ainda afetam expressiva parcela da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Al&eacute;m disso, tem chamado aten&ccedil;&atilde;o a participa&ccedil;&atilde;o desse sistema enzim&aacute;tico na fisiopatologia da dor, no estresse, na imunidade, nos processos infecciosos, em doen&ccedil;as do trato respirat&oacute;rio, doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias e autoimunes, doen&ccedil;as cardiovasculares e c&acirc;ncer (8;19;20). </font></P>     <P><font size="3">Em conclus&atilde;o, os recentes avan&ccedil;os no estudo dessas enzimas revelam a import&acirc;ncia dessa &aacute;rea do conhecimento da bioqu&iacute;mica n&atilde;o somente no &acirc;mbito da pesquisa pura, mas tamb&eacute;m com clara e potencial aplica&ccedil;&atilde;o na investiga&ccedil;&atilde;o das causas e tratamento de in&uacute;meras doen&ccedil;as para as quais ainda n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis tratamentos eficientes para sua cura. </font></P>     <P><font size="3"><i><b>Ana Maria Oliveira Battastini</b> &eacute; professora    do Departamento de Bioqu&iacute;mica, ICBS, da Universidade Federal do Rio Grande    do Sul (UFRGS). Pesquisadora 1B do CNPq; coordenadora do grupo de pesquisa "Sistema    Purin&eacute;rgico: receptores e ectonucleotidases em c&eacute;lulas tumorais    e em patologias do sistema nervoso central". Email: </i><a href="mailto:abattastini@gmail.com">abattastini@gmail.com</a>    <br>   <i><b>Rafael Fernandes Zanin</b> &eacute; aluno de doutorado do Curso de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas: Bioqu&iacute;mica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre,    RS, Brasil. Email: </i><a href="mailto:rafaelzaninn@gmail.com">rafaelzaninn@gmail.com</a>    <br>   <i><b>Elizandra Braganhol</b> &eacute; bolsista de p&oacute;s&#45;doutorado    (PDJ&#45;CNPq) do Departamento de Bioqu&iacute;mica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre,    RS, Brasil. Email: </i><a href="mailto:elizbraganhol@yahoo.com.br">elizbraganhol@yahoo.com.br</a></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1. Nelson, D.L. and Cox, M.M. <i>Principles of biochemistry</i>, 5<SUP>th </SUP>Ed. W.H. Freeman and Company, New York. 2008.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">2. Drury, A.N. ; Szent&#45;Gy&ouml;rgyi, A.. <i>J. Physiol</i>. 68, 213. 1929.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">3. Burnstock, G. <i>British J. Pharmacol</i>. 147, S172&#45;S181. 2006.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">4. G. Burnstock, <i>Trends in Pharmacol. Sci</i>. 27, 166. 2006.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">5. Nelson, N. ; Taiz, L. <i>Trends in Biochem. Sci</i>. 14, 113. 1989.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">6. Plesner, L. <i>Int. Rev. Cytol</i>., 158, 141. 1995.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">7. Zimermann, H. <i>Drug Dev. Res</i>. 52, 44. 2001.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">8. Robson, S.C. <i>et al., Pur. Signal</i>. 2, 409. 2006.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">9. Lohmann, K. <i>Biochem Z</i>. 194, 306. 1928.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">10. Meyhorf, O. <i>J. Biol. Chem</i>. 157, 105. 1945.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">11. Handa, M.; Guidotti, G. <i>Biochem Biophys. Res. Commun</i>. 218, 916. 1996.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">12. Kaczmarek, E. <i>et al., J. Biol. Chem</i>. 271, 33116. 1996.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">13. Battastini, A.M.O. <i>et al., Neurochem Res</i>. 16, 1303. 1991.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">14. Colgan, S.P. <i>et al., Pur. Signal</i>. 2, 351. 2006.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">15. Ribeiro, J.M. <i>et al., Comp. Biochem. Physiol</i>. 79B, 81. 1984.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">16. Sarkis, J.J.F. <i>et al., Biochem. J.</i> 233, 885. 1986.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">17. Tasca, T. <i>et al., Parasitology</i> 131, 71. 2005.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">18. Kiffer&#45;Moreira, T. <i>et al., FEMS Yeast Res</i> 10, 735. 2010.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">19. Schetinger, M.R.; Morsch, V.M.;. Bonan, C.D. <i>Biofactors</i> 31, 77. 2007.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">20. Stagg, J.; Smyth, M.J. <i>Oncogene</i> 29, 5346. 2010.    </font></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cox]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Principles of biochemistry]]></source>
<year>2008</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[W.H. Freeman and Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Drury]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szent-Györgyi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[J. Physiol.]]></source>
<year>1929</year>
<volume>68</volume>
<page-range>213</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burnstock]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[British J. Pharmacol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>147</volume>
<page-range>S172-S181</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burnstock]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Trends in Pharmacol. Sci]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<page-range>166</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Trends in Biochem. Sci]]></source>
<year>1989</year>
<volume>14</volume>
<page-range>113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Plesner]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[. Rev. Cytol.]]></source>
<year>1995</year>
<volume>158</volume>
<page-range>141</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimermann]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Drug Dev. Res]]></source>
<year>2001</year>
<volume>52</volume>
<page-range>44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pur. Signal]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<page-range>409</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lohmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biochem Z.]]></source>
<year>1928</year>
<volume>194</volume>
<page-range>306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyhorf]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[J. Biol. Chem]]></source>
<year>1945</year>
<volume>157</volume>
<page-range>105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Handa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guidotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biochem Biophys. Res. Commun]]></source>
<year>1996</year>
<volume>218</volume>
<page-range>916</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaczmarek]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[J. Biol. Chem]]></source>
<year>1996</year>
<volume>271</volume>
<page-range>33116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Battastini]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Neurochem Res]]></source>
<year>1991</year>
<volume>16</volume>
<page-range>1303</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pur. Signal.]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<page-range>351</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comp. Biochem. Physiol.]]></source>
<year>1984</year>
<volume>79B</volume>
<page-range>81</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sarkis]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.J.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biochem. J.]]></source>
<year>1986</year>
<volume>233</volume>
<page-range>885</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tasca]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Parasitology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>131</volume>
<page-range>71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kiffer-Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[FEMS Yeast Res]]></source>
<year>2010</year>
<volume>10</volume>
<page-range>735</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schetinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morsch]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bonan]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biofactors]]></source>
<year>2007</year>
<volume>31</volume>
<page-range>77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stagg]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smyth]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Oncogene]]></source>
<year>2010</year>
<volume>29</volume>
<page-range>5346</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
