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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/quimica.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>Uma breve hist&oacute;ria da qu&iacute;mica Brasileira</b></font></P>     <P><font size="3">M&aacute;rcia R. Almeida    <br> Angelo C. Pinto </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> melhor e, ainda, a mais completa descri&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da qu&iacute;mica no Brasil &eacute; o cap&iacute;tulo escrito por Heinrich Rheinboldt para o livro <i>As ci&ecirc;ncias no Brasil</i>, organizado por Fernando de Azevedo (1). Esta hist&oacute;ria ganha um novo impulso com o livro <i>A ind&uacute;stria qu&iacute;mica e o desenvolvimento do Brasil 1500&#45;1889</i>, publicado em 1996, por Ernesto Carrara Junior e H&eacute;lio Meirelles, o qual completa uma lacuna que faltava na hist&oacute;ria da qu&iacute;mica brasileira (2). </font></P>     <P><font size="3">Este texto deve ser visto como um ensaio, por n&atilde;o ter a profundidade de um artigo acad&ecirc;mico, como merece a hist&oacute;ria da qu&iacute;mica no Brasil. Resume um conjunto de fatos e de marcos hist&oacute;ricos, numa &oacute;tica muito pessoal dos autores, que enxergam a qu&iacute;mica num contexto mais amplo, n&atilde;o se limitando apenas &agrave; ci&ecirc;ncia e &agrave; ind&uacute;stria qu&iacute;mica.</font></P>     <P><font size="3">N&atilde;o &eacute; a vis&atilde;o de um historiador profissional que se dedica a entender as origens da qu&iacute;mica. Os autores pertencem &agrave; corrente daqueles que acreditam que a qu&iacute;mica nasce com a elabora&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o de conhecimentos pr&aacute;ticos, cujas origens remontam ao dom&iacute;nio do fogo, &agrave; confec&ccedil;&atilde;o de artefatos de cer&acirc;mica e aos primeiros processos de tinturaria e de fermenta&ccedil;&atilde;o. Por este &acirc;ngulo, pode&#45;se afirmar que a primeira descri&ccedil;&atilde;o da qu&iacute;mica no Brasil foi feita por Pero Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei Dom Manuel para dar not&iacute;cia da nova terra encontrada. Na carta, considerada por muitos como a "certid&atilde;o de nascimento do Brasil", o escriv&atilde;o da frota de Pedro &Aacute;lvares Cabral revela todo o seu espanto com as cores vivas ornamentais dos seus habitantes. Impressionou&#45;o o vermelho e a tinta negro&#45;azulada com as quais os ind&iacute;genas estavam pintados. Isso d&aacute; uma amostra do dom&iacute;nio dos processos de extra&ccedil;&atilde;o de corantes naturais e do tingimento corporal que tinham os habitantes do Novo Mundo. Eles sabiam como extrair o corante vermelho do urucum, a <i>Bixa orellana</i>, e a seiva dos frutos da &aacute;rvore <i>Genipa americana</i>, de nome genipapo, que ao reagir com a pele, produz uma colora&ccedil;&atilde;o negro&#45;azulada (3) e com os quais &eacute; produzido um licor muito apreciado, at&eacute; os dias de hoje, em todo o Brasil. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Da descoberta da nova terra at&eacute; o s&eacute;culo XIX, pode&#45;se afirmar que os &uacute;nicos fatos relacionados &agrave; ci&ecirc;ncia foram protagonizados pelos cronistas que se ocuparam da descri&ccedil;&atilde;o das virtudes das plantas medicinais da flora nativa, e de elogiarem os ares saud&aacute;veis e o clima da Terra de Santa Cruz, depois chamada de Brasil. </font></P>     <p><font size="3">Algumas plantas medicinais brasileiras dos ind&iacute;genas, descritas pelos cronistas, enriqueceram as farmacopeias europeias. O s&eacute;culo XIX foi marcado pela presen&ccedil;a de grandes expedi&ccedil;&otilde;es e cientistas estrangeiros que vieram para coletar amostras dos tr&ecirc;s reinos da natureza, para enriquecer as cole&ccedil;&otilde;es dos museus europeus.</font></p>     <P><font size="3"> O marasmo cient&iacute;fico de Portugal imposto pela for&ccedil;a da igreja, liderada, principalmente, pela ordem dos jesu&iacute;tas, que fizeram da censura o instrumento de controle das publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas na metr&oacute;pole e, em consequ&ecirc;ncia, em todas as suas col&ocirc;nias ultramarinas, perdurou at&eacute; a reforma feita por Sebasti&atilde;o Jos&eacute; de Carvalho e Melo (1699&#45;1782), Conde de Oeiras e, depois Marqu&ecirc;s de Pombal, o primeiro&#45;ministro de D. Jos&eacute; I. Um dos principais baluartes dos jesu&iacute;tas, a Universidade de &Eacute;vora, foi extinta em 1759, e a Reforma Pombalina, de 1772, levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, na Universidade de Coimbra, das Faculdades de Matem&aacute;tica e de Filosofia Natural (ci&ecirc;ncias), e &agrave; reforma dos estudos de medicina. Novos estabelecimentos cient&iacute;ficos se fizeram necess&aacute;rios, originando a constru&ccedil;&atilde;o de novos edif&iacute;cios destinados ao Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico, ao Observat&oacute;rio Astron&ocirc;mico, &agrave; Imprensa da Universidade e &agrave; instala&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo inicial do Jardim Bot&acirc;nico (4). </font></P>     <P><font size="3">Antes da Reforma Pombalina, no Brasil, assim como em Portugal, a ci&ecirc;ncia n&atilde;o "existia", diferentemente do que acontecia em outros pa&iacute;ses da Europa. As &uacute;nicas discuss&otilde;es cient&iacute;ficas ocorriam em algumas poucas academias e sociedades cient&iacute;ficas, todas de vida muito ef&ecirc;mera. No Rio de Janeiro, por exemplo, foi criada, em 1786, a Sociedade Liter&aacute;ria do Rio de Janeiro, que funcionou regularmente at&eacute; 1790, e que se ocupou da discuss&atilde;o de temas cient&iacute;ficos, como o m&eacute;todo para extra&ccedil;&atilde;o da tinta do urucum e a an&aacute;lise de &aacute;guas, para citar apenas dois assuntos relacionados diretamente com a qu&iacute;mica, discutidos pelos s&oacute;cios acad&ecirc;micos (5). </font></P>     <P><font size="3">Apesar de a produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car de cana nos engenhos brasileiros ter come&ccedil;ado na Bahia ap&oacute;s 1550, se estendendo depois para os estados de Alagoas e Pernambuco, e a ind&uacute;stria extrativista da minera&ccedil;&atilde;o ter se iniciado a partir do s&eacute;culo XVIII, atividades relacionadas &agrave; qu&iacute;mica eram praticamente inexistentes. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a15img02.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>A CHEGADA DA FAM&Iacute;LIA REAL </b>Mudan&ccedil;as s&oacute; come&ccedil;aram no Brasil com a vinda de D. Jo&atilde;o VI e a transfer&ecirc;ncia da corte portuguesa, em 1808, para o Rio de Janeiro. Era o come&ccedil;o de uma nova era. Aulas de qu&iacute;mica come&ccedil;am a ser ministradas na Academia Real Militar em 23 de abril de 1811, na verdade uma extens&atilde;o da Real Academia de Artilharia, Fortifica&ccedil;&atilde;o e Desenho, criada em 1792, por ordem de Dona Maria I, rainha de Portugal, no espa&ccedil;o hoje ocupado pelo Museu Hist&oacute;rico Nacional, e nas Escolas de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, criadas com a chegada da fam&iacute;lia real (6).</font></P>     <P> <font size="3">&Eacute; curioso, face ao atraso cient&iacute;fico do pa&iacute;s, ser de autoria de Vicente Telles, um brasileiro, natural de Congonhas do Campo (MG), o livro <i>Elementos de chimica</i>, cuja primeira parte foi publicada em 1788, com o t&iacute;tulo completo de <i>Elementos de qu&iacute;mica oferecidos a Sociedade Liter&aacute;ria do Rio de Janeiro para o uso do seu curso de qu&iacute;mica</i>, e a segunda parte, em 1790 (7), um ano depois do livro <i>Trait&eacute; el&eacute;mentaire de chimie</i>, de Antoine&#45;Laurent Lavoisier (1743&#45;1794), que viria a se constituir no marco divisor da qu&iacute;mica moderna. Apesar de avan&ccedil;ado para a &eacute;poca, o livro de Vicente Telles, que combatia &#150; como o de Lavoisier &#150; a teoria do flog&iacute;stico, n&atilde;o teve as repercuss&otilde;es significativas que merecia por sua qualidade e atualidade. A import&acirc;ncia de Vicente Telles pode ser aquilatada pela cria&ccedil;&atilde;o de uma medalha, que leva o seu nome, pela Sociedade Portuguesa de Qu&iacute;mica, para distinguir qu&iacute;micos portugueses, com at&eacute; 40 anos de idade, que tenham feito contribui&ccedil;&atilde;o original nos seus campos de estudo (8). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Pode&#45;se afirmar que a aventura da qu&iacute;mica come&ccedil;a, no Brasil, com a cria&ccedil;&atilde;o do Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico&#45;Pr&aacute;tico do Rio de Janeiro (1812&#45;1819) cujo prop&oacute;sito era o desenvolvimento de pesquisas qu&iacute;micas com finalidade comercial. O primeiro produto analisado no Laborat&oacute;rio dos Condes &#150; como pode ser chamado o Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico&#45;Pr&aacute;tico do Rio de Janeiro, porque por sua dire&ccedil;&atilde;o, durante seus sete anos de exist&ecirc;ncia, passaram o Conde de Linhares (D. Rodrigo de Souza Coutinho, 1755&#45;1812, afilhado do Marqu&ecirc;s de Pombal), Conde das Galveas (Jo&atilde;o de Almeida de Melo e Castro, 1756&#45;1814), Conde da Barca (Ant&oacute;nio de Ara&uacute;jo e Azevedo, 1754&#45;1817) e o Conde dos Arcos (Marcos de Noronha e Brito, 1771&#45;1828) &#150; foi o pau&#45;brasil (<i>Caesalpinia echinata</i>) que os portugueses desejavam comercializar com a China. O laborat&oacute;rio tamb&eacute;m se dedicou ao estudo da prepara&ccedil;&atilde;o do &oacute;pio (<i>Papaver somniferum</i>), &agrave; an&aacute;lise de &aacute;guas sulfurosas e &agrave; purifica&ccedil;&atilde;o de aguardente de cana (9). </font></P>     <P><font size="3">Outro laborat&oacute;rio de qu&iacute;mica, criado em 1824 tamb&eacute;m com objetivos pr&aacute;ticos, foi o Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico do Museu Imperial e Nacional, idealizado por Jo&atilde;o da Silveira Caldeira, seu primeiro diretor. Doutor em medicina pela Universidade de Edimburgo, Caldeira, aos 19 anos, fez um est&aacute;gio com os renomados qu&iacute;micos Louis Nicolas Vauquelin (1763&#45;1829) e Andr&eacute; Laugier (1770&#45;1832) e com o mineralogista Ren&eacute; Just Ha&uuml;y (1743&#45;1822). Depois de passar por altos e baixos, o Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico do Museu teve forte impulso com Ladislau de Souza Mello Neto, que convidou o farmac&ecirc;utico Theodor Peckolt para reorganiz&aacute;&#45;lo. Na administra&ccedil;&atilde;o do fisiologista Jo&atilde;o Batista de Lacerda, o Museu Nacional foi re&#45;estruturado e a parte de qu&iacute;mica foi dividida nos Laborat&oacute;rios de Qu&iacute;mica Anal&iacute;tica e de Qu&iacute;mica Vegetal, que voltaram a se fundir em 1916, para deixar de ser, em 1931, uma se&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma da institui&ccedil;&atilde;o. Durante sua exist&ecirc;ncia, no Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico do Museu foram feitas an&aacute;lises de combust&iacute;veis naturais, as primeiras per&iacute;cias toxicol&oacute;gicas do pa&iacute;s, an&aacute;lise e reclassifica&ccedil;&atilde;o de minerais, e pesquisas fitoqu&iacute;micas com esp&eacute;cies da flora brasileira (10). </font></P>     <P><font size="3">Peckolt tinha grande reputa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica antes de ser contratado para reorganizar a se&ccedil;&atilde;o de qu&iacute;mica do Museu Nacional. Esse farmac&ecirc;utico alem&atilde;o, que chegou ao Brasil em novembro de 1848, e desde que pisou em solo brasileiro se dedicou &agrave; an&aacute;lise qu&iacute;mica de plantas, &eacute; considerado o pai da fitoqu&iacute;mica brasileira. </font></P>     <P><font size="3">Esse naturalista estudou plantas brasileiras de diversas fam&iacute;lias, sempre com o prop&oacute;sito de descobrir e comercializar novos rem&eacute;dios vegetais. Os trabalhos cient&iacute;ficos de Peckolt integram uma extensa obra e foram publicados nos melhores peri&oacute;dicos europeus, e lhe conferiram as mais altas distin&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas, tanto no Brasil como no exterior. Muitos desses trabalhos foram feitos nas suas farm&aacute;cias, primeiro em Cantagalo, cidade serrana do estado do Rio de Janeiro, e depois na farm&aacute;cia Peckolt, que funcionou na rua da Quitanda (11). Pode&#45;se dizer que hoje o que se conhece como qu&iacute;mica de produtos naturais (fitoqu&iacute;mica) no Brasil era feita nas boticas do Rio de Janeiro. Neste dom&iacute;nio n&atilde;o havia uma distin&ccedil;&atilde;o entre qu&iacute;mica e farm&aacute;cia. Ezequiel Corr&ecirc;a dos Santos (1801&#45;1864), considerado por alguns como o mais not&aacute;vel farmac&ecirc;utico brasileiro do s&eacute;culo XIX, &eacute; outro botic&aacute;rio que se dedica em sua farm&aacute;cia ao estudo dos componentes qu&iacute;micos de plantas medicinais. Foi Ezequiel Corr&ecirc;a dos Santos o primeiro a isolar um alcal&oacute;ide no Brasil, a pereirina das cascas do pau&#45;pereira (<i>Geissospermum vellosii</i>), uma &aacute;rvore da fam&iacute;lia das apocin&aacute;ceas (12). Outro centro de estudos onde se realizaram alguns trabalhos sobre a&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas de plantas foi a Faculdade de Medicina do Rio Janeiro, onde se destacou o bacteriologista Domingues Jos&eacute; Freire Junior, catedr&aacute;tico da cadeira de qu&iacute;mica org&acirc;nica e biol&oacute;gica, por seus estudos com os alcal&oacute;ides de <i>Solanum grandiflora</i> (13). </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a15img03.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>A CRIA&Ccedil;&Atilde;O DOS CURSOS DE QU&Iacute;MICA </b>Os primeiros cursos de qu&iacute;mica surgem no Brasil no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1910. O primeiro curso foi de qu&iacute;mica industrial, no n&iacute;vel t&eacute;cnico, no Makenzie College  que, quatro anos depois, em 1915, se tornou curso  de n&iacute;vel superior. Neste mesmo ano, foi criada a Escola Superior de Qu&iacute;mica da Escola Oswaldo  Cruz (14). Mas, a explos&atilde;o dos cursos regulares  de qu&iacute;mica s&oacute; viria a ocorrer a partir do artigo "Fa&ccedil;amos qu&iacute;micos", do farmac&ecirc;utico formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, Jos&eacute; de Freitas Machado, publicado, em 1918, na <i>Revista de Chimica e Physica e de Sciencias Hist&oacute;rico&#45;Naturaes</i>. A presen&ccedil;a de Freitas Machado no cen&aacute;rio da qu&iacute;mica no pa&iacute;s estendeu&#45;se at&eacute; o ano de 1946, quando se aposentou pela Escola Nacional de Qu&iacute;mica, hoje Escola de Qu&iacute;mica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da qual foi o primeiro diretor (1934&#45;1935) (15). </font></P>     <P><font size="3">Disciplinas de qu&iacute;mica eram ensinadas nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterin&aacute;ria, fundadas em Pernambuco em 1912, por monges beneditinos. Os curr&iacute;culos destas escolas tinham forte conte&uacute;do de qu&iacute;mica, pr&oacute;ximo ao modelo pedag&oacute;gico alem&atilde;o, da qu&iacute;mica agr&iacute;cola de Justus Liebig. Essas escolas, em 1967, se transformaram na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Talvez seja esta uma das raz&otilde;es pelas quais tantos agr&ocirc;nomos tiveram e t&ecirc;m grande destaque na ci&ecirc;ncia qu&iacute;mica brasileira (16). </font></P>     <P><font size="3">Em 1918, ocorreu a cria&ccedil;&atilde;o do Instituto de Qu&iacute;mica, idealizado pelo m&eacute;dico Mario Saraiva e por ele dirigido durante vinte anos. Na origem desse instituto, est&aacute; o Laborat&oacute;rio de Defesa e Fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Manteiga, cujo principal prop&oacute;sito era a an&aacute;lise da manteiga consumida no Brasil, toda ela importada da Fran&ccedil;a at&eacute; fins da d&eacute;cada de 1920. Esse instituto, vinculado ao Minist&eacute;rio da Agricultura, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio, se tornou, depois de muitas mudan&ccedil;as ao longo do tempo, a principal institui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dedicada ao estudo da qu&iacute;mica de plantas brasileiras e o ber&ccedil;o da fitoqu&iacute;mica atual. O n&uacute;cleo liderado por Walter Mors, Oscar Ribeiro, Otto Gottlieb, Mauro Taveira Magalh&atilde;es e Benjamin Gilbert, no Instituto de Qu&iacute;mica Agr&iacute;cola (IQA), teve grande reconhecimento cient&iacute;fico internacional at&eacute; ser extinto em 1962. Com a extin&ccedil;&atilde;o do IQA, Walter Mors e Benjamin Gilbert, a convite do professor Paulo da Silva Lacaz, foram para a Faculdade de Farm&aacute;cia da Universidade do Brasil, na Praia Vermelha, onde fundaram o Centro de Pesquisas de Produtos Naturais (CPPN) que, depois de sua transfer&ecirc;ncia para a Cidade Universit&aacute;ria da Ilha do Fund&atilde;o, se transformou no N&uacute;cleo de Pesquisas de Produtos Naturais (NPPN). Otto Gottlieb, convidado por Darcy Ribeiro, foi participar da implanta&ccedil;&atilde;o do Departamento de Qu&iacute;mica da Universidade de Bras&iacute;lia (17).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"> Em 1922, foi criada a Sociedade Brasileira de Chimica como uma das decis&otilde;es do primeiro Congresso Brasileiro de Qu&iacute;mica, que ocorreu naquele ano, no bojo das celebra&ccedil;&otilde;es do primeiro centen&aacute;rio da independ&ecirc;ncia do Brasil. Em 1933, a grafia foi alterada de <i>chimica</i> para <i>qu&iacute;mica</i>, e a Sociedade existiu at&eacute; 1951. Seu primeiro presidente foi Jos&eacute; de Freitas Machado, ap&oacute;s a presid&ecirc;ncia provis&oacute;ria do professor Daniel Henninger, da Escola Polit&eacute;cnica (18). </font></P>     <P><font size="3">Um dos marcos da qu&iacute;mica brasileira foi a cria&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras (FFCL), quando da funda&ccedil;&atilde;o formal da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), em 25 de janeiro de 1934, mediante a reuni&atilde;o das faculdades isoladas existentes. Convidado pelo professor Teodoro Ramos, veio para a qu&iacute;mica da FFCL o professor Heinrich Rheinboldt, neto do famoso qu&iacute;mico Heinrich Caro.Com extensa bagagem cient&iacute;fica e 43 anos de idade, Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, outro pesquisador alem&atilde;o, este com 29 anos, iniciaram a qu&iacute;mica moderna brasileira. O primeiro doutor formado pela FFCL foi Sim&atilde;o Mathias, com a tese "Sobre mercaptanas bivalentes e sulfeto&#45;dimercaptanas", defendida em janeiro de 1942 (19). Um ano antes da cria&ccedil;&atilde;o da FFCL da USP, foi criada a Escola Nacional de Qu&iacute;mica da Universidade do Brasil, subordinada &agrave; Diretoria Geral de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral do Minist&eacute;rio da Agricultura. </font></P>     <P><font size="3">Outro marco importante foi a cria&ccedil;&atilde;o, em 1959, do Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade do Brasil. O regimento deste instituto s&oacute; foi aprovado em 1962. Participaram de sua elabora&ccedil;&atilde;o os professores Jo&atilde;o Christ&oacute;v&atilde;o Cardoso (FNFi), Athos da Silveira Ramos (catedr&aacute;tico da Escola Nacional de Qu&iacute;mica e da FNFi) e Jo&atilde;o Cordeiro da Gra&ccedil;a Filho (Catedr&aacute;tico da Escola Nacional de Engenharia). O primeiro diretor&#45;presidente do Instituto foi o professor Athos da Silveira Ramos (15). A p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o nos moldes da que vige hoje no pa&iacute;s nasceu em 1963 no Instituto de Qu&iacute;mica, quando foram criados os cursos de qu&iacute;mica org&acirc;nica e de bioqu&iacute;mica.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a15img01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"> Outro laborat&oacute;rio de grande destaque nas atividades cient&iacute;ficas da &aacute;rea de qu&iacute;mica foi o Laborat&oacute;rio da Produ&ccedil;&atilde;o Mineral (LPM), do Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral do Servi&ccedil;o Geol&oacute;gico Brasileiro. Chegou ao LPM em 1940, a convite do seu diretor Mario Abrantes da Silva Pinto, o qu&iacute;mico austr&iacute;aco Fritz Feigl, para criar o n&uacute;cleo de microqu&iacute;mica. Feigl trabalhou nesse laborat&oacute;rio at&eacute; se aposentar, em 1961. O legado deixado por Feigl com os seus <i>Spot Tests</i> &#150; que o professor Claudio Costa Neto prefere chamar de Ensaios de Feigl &#150; s&atilde;o um marco da qu&iacute;mica brasileira (20). Valendo&#45;se de uma t&eacute;cnica de grande simplicidade e boa sensibilidade anal&iacute;tica, Feigl, com seus ensaios, publicou centenas de artigos cient&iacute;ficos nos melhores peri&oacute;dicos internacionais. Autor de v&aacute;rios livros, editados em diferentes idiomas, Feigl &eacute;, at&eacute; hoje, um dos qu&iacute;micos mais importantes que trabalhou no pa&iacute;s. Dois de seus trabalhos merecem destaque pelo sucesso e aplica&ccedil;&atilde;o industrial que tiveram: o isolamento de cafe&iacute;na a partir dos extratos de caf&eacute; concentrados, que resultou na produ&ccedil;&atilde;o de cerca de 500 toneladas dessa subst&acirc;ncia &#150; produto escasso no fim da Segunda Guerra Mundial, e cuja demanda no mercado internacional era muito grande; e o importante processo que Feigl desenvolveu para a solubiliza&ccedil;&atilde;o de fosfato contido na bauxita brasileira (21). </font></P>     <P><font size="3">A funda&ccedil;&atilde;o da Sociedade Brasileira de Qu&iacute;mica (SBQ), em 1977, durante a Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia, na Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, fecha um ciclo da hist&oacute;ria da qu&iacute;mica no Brasil. A partir da refunda&ccedil;&atilde;o da SBQ, cuja origem remonta ao ano de 1922, o mesmo ano da Semana de Arte Moderna e da Funda&ccedil;&atilde;o do Partido Comunista Brasileiro, &eacute; iniciado um novo ciclo. </font></P>     <P><font size="3"><b>O PAPEL DO PADCT E DA UAB </b>N&atilde;o se pode deixar de mencionar o papel importante do Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (PDE) e do Plano de Apoio ao Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (PADCT) que incentivou o ensino e o progresso da qu&iacute;mica brasileira. O PDE visou a expans&atilde;o p&uacute;blica da educa&ccedil;&atilde;o superior e, atrav&eacute;s da Universidade Aberta do Brasil (UAB), tem levado quase duas centenas de cursos em diferentes modalidades, como licenciatura, bacharelado, especializa&ccedil;&atilde;o e extens&atilde;o, a diferentes regi&otilde;es do Norte, Sul, Sudeste, Nordeste e Centro&#45;Oeste do pa&iacute;s. Na UAB est&atilde;o credenciadas 92 institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior que t&ecirc;m disponibilizado cerca de 586 polos para o desenvolvimento de atividades presenciais, como as aulas pr&aacute;ticas que o curso de qu&iacute;mica exige (22). J&aacute; o PADCT &eacute; um verdadeiro divisor de &aacute;guas na qu&iacute;mica brasileira. H&aacute; o antes e o depois do PADCT. Gra&ccedil;as a este plano, a qu&iacute;mica teve um extraordin&aacute;rio desenvolvimento e hoje &eacute;, dentro da grande &aacute;rea de ci&ecirc;ncias exatas, a que mais cresce no pa&iacute;s. </font></P>     <P><font size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> As escolhas de marcos hist&oacute;ricos s&atilde;o sempre perigosas e arbitr&aacute;rias em qualquer campo de estudo. Os crit&eacute;rios de escolha dependem sempre do olhar de quem faz as escolhas e da interpreta&ccedil;&atilde;o que faz da pr&oacute;pria hist&oacute;ria. Este ensaio s&atilde;o recortes temporais selecionados de artigos cient&iacute;ficos e de livros que tratam da hist&oacute;ria da qu&iacute;mica brasileira. N&atilde;o se recorreu a fontes prim&aacute;rias e nem a pesquisas em arquivos. De todo modo, o objetivo dos pesquisadores foi resgatar um segmento da hist&oacute;ria da qu&iacute;mica brasileira, apresentando, inicialmente, as aplica&ccedil;&otilde;es dos corantes naturais descobertos no per&iacute;odo de coloniza&ccedil;&atilde;o, passando pela cria&ccedil;&atilde;o de diferentes laborat&oacute;rios para an&aacute;lises qu&iacute;micas direcionadas para o desenvolvimento do pa&iacute;s e chegando &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o da qu&iacute;mica como ci&ecirc;ncia representativa, atrav&eacute;s da funda&ccedil;&atilde;o da SBQ. Al&eacute;m disso, demonstrar a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica de produtos naturais, o estopim para o desenvolvimento da qu&iacute;mica brasileira que, hoje em dia, est&aacute; se tornando menos cl&aacute;ssica e mais aplicada. As subst&acirc;ncias isoladas de plantas est&atilde;o servindo de modelo para a produ&ccedil;&atilde;o de novos medicamentos sint&eacute;ticos, e os extratos, para a obten&ccedil;&atilde;o de medicamentos fitoter&aacute;picos. Cada vez mais, o consumo de plantas medicinais e fitoter&aacute;picos &eacute; estimulado pelo governo, que tem incentivado a fitoterapia como alternativa no tratamento de algumas doen&ccedil;as, baseado no conhecimento de comunidades tradicionais e ind&iacute;genas acerca das plantas. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><i><b>M&aacute;rcia R. Almeida</b> &eacute; doutoranda do programa    de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em qu&iacute;mica da Universidade    Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tutora presencial da Funda&ccedil;&atilde;o    Centro de Ci&ecirc;ncias e Educa&ccedil;&atilde;o Superior a Dist&acirc;ncia    do Estado do Rio de Janeiro &#45;Cons&oacute;rcio Cederj. Email:</i> <a href="mailto:marcialmeida@iq.ufrj.br">marcialmeida@    iq.ufrj.br</a>    <br>   <i><b>Angelo C. Pinto</b> &eacute; professor titular do Instituto de Qu&iacute;mica    da UFRJ, membro titular da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, editor da    Revista Virtual de Qu&iacute;mica e bolsista n&iacute;vel 1A do CNPq. Email:</i>    <a href="mailto:angelocpinto@gmail.com">angelocpinto@gmail.com</a> </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1. Rheinboldt, H. "A qu&iacute;mica no Brasil". <i>In</i>: de Azevedo, F (Org). <i>As ci&ecirc;ncias no Brasil</i>. Vol. 2, pp.9&#45;89, UFRJ. 1994.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">2. Carrara Jr., &amp; Meirelles, H. <i>A ind&uacute;stria qu&iacute;mica no Brasil 1500&#45;1889</i>. Vol. 2. 968p. Metalivros. 1996.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">3. Pinto, A. C. "O Brasil dos viajantes e dos exploradores e a qu&iacute;mica de produtos naturais brasileira". <i>Quim.Nova</i>,Vol.18, no.6, pp.608&#45;615. 1995.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">4. Pimentel, A. F. &amp; Agostinho, R. <i>A Universidade de Coimbra. Uma vista a partir do pa&ccedil;o das escolas</i>. 41p. Gr&aacute;fica de Coimbra Ltda. 2006.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">5. Ferraz, M. H. M. "Trabalhos e estudos luso&#45;brasileiros em qu&iacute;mica (1772&#45;1822)". <i>In: Centen&aacute;rio de Heinrich Rheinboldt 1891&#45;1991</i>. pp.73&#45;83. IQ&#45;Universidade de S&atilde;o Carlos. 1993.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">6. Em: <a href="http://www.dct.eb.mil.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=88" target="_blank">http://www.dct.eb.mil.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=88</a>, acesso em 04/12/2010.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">7. Filgueiras, C. A. L. "Vicente Telles, o primeiro qu&iacute;mico brasileiro". <i>Quim. Nova</i>, Vol.8, no.4, pp.263&#45;270. 1985.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">8. <a href="http://www.spq.pt/premios2.asp" target="_blank">http://www.spq.pt/premios2.asp</a>, acesso em 04/12/2010.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">9. Dos Santos, N. P. "Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico&#45;Pr&aacute;tico do Rio de Janeiro &#150; A primeira tentativa de difus&atilde;o da qu&iacute;mica no Brasil (1812&#45;1819)". <i>Quim. Nova</i>, Vol.27, no.2, pp.342&#45;348. 2004.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">10. Stepan, N. <i>G&ecirc;nese e evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira</i>. 188p., ArteNova. 1976.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">11. Dos Santos, N. P; Pinto, A. C; de Alencastro, R. B. "Theodoro Peckolt: naturalista e farmac&ecirc;utico do Brasil imperial". <i>Quim. Nova</i>, Vol.21, no.5, pp.666&#45;670. 1998.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">12. Almeida, M. R; Lima. J. A; dos Santos. N. P; Pinto, A. C. "Pereirina: o primeiro alcal&oacute;ide isolado no Brasil?" <i>Rev. Bras. Farmacogn</i>, Vol.19, no.4, pp.945&#45;952. 2009.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">13. Pinto, A. C; de Alencastro, R. B; dos Santos, N. P. "A g&ecirc;nese da qu&iacute;mica de produtos naturais no Brasil". <i>In</i>: de Morais, S. M &amp; Braz&#45;Filho, R. (Orgs). <i>Produtos naturais. Estudos qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos</i>. pp.47&#45;62. EdUECE. 2007.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">14. Dos Santos, N.P; Pinto, A.C; de Alencastro, R.B. "Fa&ccedil;amos qu&iacute;micos &#150;a 'certid&atilde;o de nascimento' dos cursos superiores de qu&iacute;mica de n&iacute;vel superior no Brasil". <i>Quim. Nova</i>, Vol.29, no.3, pp.621&#45;626. 2006.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">15. Afonso, J.C; &amp; dos Santos, N.P. <i>Instituto de Qu&iacute;mica da UFRJ: 50anos</i>. 319p. Instituto de Qu&iacute;mica/UFRJ. 2009.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">16. Magalh&atilde;es, F.O; &amp; de Almeida, V.A. <i>Gabinete de qu&iacute;mica. O testemunho silencioso de equipamentos e utens&iacute;lios obsoletos</i>. 83p. 2009.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">17. De Faria, L. R. "Uma ilha de compet&ecirc;ncia: a hist&oacute;ria do Instituto de Qu&iacute;mica Agr&iacute;cola na mem&oacute;ria de seus cientistas". <i>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de &#150; Manguinhos</i>, Vol.11, no.3, pp.51&#45;74. 1997.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">18. Filgueiras,C.A.L. "A primeira Sociedade Brasileira de Qu&iacute;mica". <i>Quim. Nova</i>, Vol.19, no.4, pp.445&#45;450. 1996.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">19. Senise, P. "Sim&atilde;o Mathias: colega e amigo". <i>In</i>: Alfonso&#45;Goldfarb, A. N; Ferraz, M. H. M; Beltran, M. H. R; dos Santos, A. P. (Orgs). <i>Sim&atilde;o Mathias &#150; cem anos: qu&iacute;mica e hist&oacute;ria da qu&iacute;mica no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI</i>. pp.9&#45;14. EDIT&#45;SBQ, PUC&#45;SP. 2010.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">20. Espinola, A. <i>Fritz Feigl, atualidade de seu legado cient&iacute;fico</i>. 344p. Instituto de Qu&iacute;mica/Coppe&#150;Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2009.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">21. Espinola, A. "Fritz Feigl &#150; sua obra e novos campos tecno&#45;cient&iacute;ficos por ela originados". <i>Quim. Nova</i>, Vol.27, no.1, pp.169&#45;176. 2004.     </font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">22. Em: <a href="http://www.uab.capes.gov.br" target="_blank">http://www.uab.capes.gov.br</a> acesso em 07/12/2010.    </font></P>      ]]></body><back>
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