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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grupo aposta no relançamento da coleção "Os Cientistas"]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P><font size="3"><b>DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O</b> </font></P>    <P><FONT SIZE="4" FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Grupo  aposta no relan&ccedil;amento da cole&ccedil;&atilde;o "Os Cientistas"</B></FONT></P>    <P>&nbsp;</P>    <P>&nbsp;</P>    <P><font size="3">Muitos  pesquisadores na casa dos 40 anos devem o despertar de seu interesse cient&iacute;fico  a uma cole&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada no in&iacute;cio da d&eacute;cada de  1970. Eram pequenas caixas de isopor contendo microsc&oacute;pios, balan&ccedil;as  e kits de qu&iacute;mica que, com o aux&iacute;lio de manuais, guiavam a curiosidade  infantil pelos terrenos da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e de seus maiores  representantes. O f&iacute;sico e matem&aacute;tico Georg Simon Ohm (1789&#45;1854),  os qu&iacute;micos e f&iacute;sicos Robert Boyle (1627&#45;1691) e John Dalton  (1766&#45;1844), al&eacute;m de muitos outros &#150; 50 expoentes da ci&ecirc;ncia,  no total &#150;, invadiam, mensalmente, as bancas de jornal em todo o pa&iacute;s,  para alegria das crian&ccedil;as e desespero econ&ocirc;mico dos pais (a infla&ccedil;&atilde;o  galopante, na &eacute;poca, fez com que os pre&ccedil;os dos kits variassem enormemente  entre o primeiro e o &uacute;ltimo fasc&iacute;culo). </font></P>    <P><font size="3">Agora  uma equipe coordenada por Moys&eacute;s Nussenzvieg, pesquisador da Universidade  Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de  nomes de peso como Mayana Zatz, Myriam Krasilchik, Eliana Dessen, Beatriz Barbuy,  Henrique Toma, Eliana Dessen e Vanderlei Bagnato, al&eacute;m de Isa&iacute;as  Raw &#150; que, junto com Nussenzvieg, foi um dos idealiza&#45;dores da primeira  vers&atilde;o da cole&ccedil;&atilde;o &#150;, trabalha para relan&ccedil;ar "Os  cientistas" nos pr&oacute;ximos anos. O trabalho &eacute; complexo e longo, pois,  al&eacute;m de testar os kits e viabilizar a produ&ccedil;&atilde;o em larga escala,  os pesquisadores precisam conseguir apoio financeiro para a empreitada.</font></P>    <P>&nbsp;</P>    <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a22img01.jpg"></P>    <P>&nbsp;</P>    <P>  <font size="3">"Muitos pesquisadores j&aacute; vieram me dizer o quanto a cole&ccedil;&atilde;o  foi importante para o in&iacute;cio da carreira deles", diz Raw, pesquisador do  Instituto Butant&atilde;, em S&atilde;o Paulo. "A ideia dos kits era fazer com  que as crian&ccedil;as e adolescentes pusessem a 'm&atilde;o na massa', que descobrissem  o prazer de pesquisar. Para ser cientista, precisa disso, de experi&ecirc;ncia,  de ver o que acontece, deduzir e querer saber mais", completa. </font></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><b>OS  PRIMEIROS KITS </b>A cole&ccedil;&atilde;o "Os cientistas" original foi uma iniciativa  de um grupo de pesquisadores ligados &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Brasileira  para o Desenvolvimento de Ensino de Ci&ecirc;ncias (Funbec), &oacute;rg&atilde;o  ligado &agrave; Universidade de S&atilde;o Paulo e que, em parceria com a Editora  Abril &#150; cujo aporte financeiro e canais de distribui&ccedil;&atilde;o foram  importantes para a populariza&ccedil;&atilde;o dos kits &#150;, tornou o projeto  poss&iacute;vel. Os kits originais eram compostos por um livro (com informa&ccedil;&otilde;es  hist&oacute;ricas e orienta&ccedil;&otilde;es para fazer os experimentos) e pelos  equipamentos necess&aacute;rios para executar os experimentos propostos: microsc&oacute;pios,  lunetas, pipetas e outros diversos instrumentos eram vers&otilde;es simplificadas,  por&eacute;m funcionais, dos similares profissionais, usados nos laborat&oacute;rios  dos institutos de pesquisa do pa&iacute;s.</font></P>    <P> <font size="3">"A nova  cole&ccedil;&atilde;o pretende manter essa formata&ccedil;&atilde;o &#150; inclusive,  aproveitando diversos instrumentos desenvolvidos naquela &eacute;poca, cujos moldes  ainda temos &#150; mas ampliar as experi&ecirc;ncias, aproveitando as novas tecnologias,  como a internet", explica Nussenzveig. O &uacute;nico por&eacute;m &eacute; quanto  ao n&uacute;mero de fasc&iacute;culos, que deve ficar em torno de 15 a 20 na primeira  fase. "Estamos homologando os kits junto ao Instituto Nacional de Metrologia,  Normaliza&ccedil;&atilde;o e Qualidade Industrial (Inmetro)", diz Nussenzveig.  "Um dos primeiros kits da nova fase, sobre &oacute;ptica, est&aacute; sendo testado  em S&atilde;o Carlos", explica. </font></P>    <P><font size="3">Quem est&aacute;  cuidando desses testes &eacute; Vanderlei Bagnato, pesquisador da USP de S&atilde;o  Carlos. "Estamos testando os kits com diversos p&uacute;blicos: crian&ccedil;as  e adolescentes, alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e professores de ci&ecirc;ncias".  E os resultados s&atilde;o para l&aacute; de animadores. Os adolescentes foram  divididos em dois grupos: aqueles que tinham no&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas  dos experimentos e aqueles que sabiam pouco ou nada sobre o assunto. "Entre aqueles  que n&atilde;o tinham forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica anterior, observamos  resultados t&atilde;o positivos quanto os outros grupos, ou seja, eles acabaram  fazendo dedu&ccedil;&otilde;es com base na observa&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o",  afirma Bagnato. "Com isso, &eacute; poss&iacute;vel que eles venham a entender  muito melhor a teoria por tr&aacute;s daquilo", se anima o pesquisador. "Essa  &eacute; uma das ideias da cole&ccedil;&atilde;o: que eles proporcionem a autonomia  do conhecimento", completa Nussenzvieg.</font></P>    <P>&nbsp;</P>    <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/a22img02.jpg"></P>    <P>&nbsp;</P>    <P><font size="3">  Al&eacute;m dos alunos do ensino m&eacute;dio, os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o  (licenciatura em f&iacute;sica) e os professores envolvidos em treinamentos por  educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia (EAD) tamb&eacute;m est&atilde;o testando  os kits. "Os professores tamb&eacute;m poder&atilde;o se beneficiar da cole&ccedil;&atilde;o,  pois ter&atilde;o uma ferramenta de di&aacute;logo com os alunos", afirma Bagnato.  </font></P>    <P><font size="3">Outro desafio imposto pela equipe respons&aacute;vel  por "Os cientistas" &eacute; o custo da cole&ccedil;&atilde;o. "Isso &eacute;  importante. Queremos que seja acess&iacute;vel a todos, que chegue a todas as  crian&ccedil;as. Por isso, estamos em contato com o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia  e Tecnologia, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, com o Banco Nacional  de Desenvolvimento (BNDES) e com parceiros da iniciativa privada que se interessem  pelo projeto. A ideia &eacute; formar os futuros profissionais que trabalhem com  a inova&ccedil;&atilde;o na ci&ecirc;ncia. Outra coisa &eacute; que o projeto  possa ser difundido em outros pa&iacute;ses, que atinja outros p&uacute;blicos",  planeja Nussenzvieg. </font></P>    <P>&nbsp;</P>    <P align="right"><font size="3"><i>Enio  Rodrigo Barbosa</i></font></P>     ]]></body>
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