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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/dorartigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Lombalgias</b></font></p>     <p><font size="3">Djacir Dantas Pereira de Macedo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <font size=5><b>A</b></font> lombalgia &eacute; a segunda dor mais frequente no homem &#151; logo depois da dor de cabe&ccedil;a &#151; e uma das principais causa de incapacita&ccedil;&atilde;o para o trabalho. Estima&#45;se que, em algum momento de suas vidas, 80% das pessoas sofrer&atilde;o de algum epis&oacute;dio de dor lombar (1).</font></p>     <p><font size="3">Define&#45;se dor lombar como aquela que ocorre no dorso, no espa&ccedil;o entre as margens inferiores dos gradis costais e as pregas gl&uacute;teas inferiores. A dor lombar tem como origem principal a coluna lombar, uma estrutura muito complexa, que envolve as v&eacute;rtebras, discos intervertebrais, articula&ccedil;&otilde;es, tend&otilde;es, m&uacute;sculos regionais, vasos sangu&iacute;neos, ra&iacute;zes e nervos perif&eacute;ricos, medula espinhal, cauda equina e meninges. Cada uma dessas estruturas, em grau vari&aacute;vel, pode gerar dor. Al&eacute;m disso, &oacute;rg&atilde;os abdominais, como rins, p&acirc;ncreas, colos ou a aorta, e estruturas p&eacute;lvicas (ov&aacute;rios, m&uacute;sculos, pelve &oacute;ssea) podem tamb&eacute;m causar dor que eventualmente se refere para a regi&atilde;o lombar. (2)</font></p>     <p><font size="3">A dor lombar &eacute; inespec&iacute;fica em 85&#45;90% das vezes, ou seja, n&atilde;o se consegue identificar a sua causa com exatid&atilde;o, e espec&iacute;fica ou sintom&aacute;tica em 10&#45;15% dos casos, quando um fator causal (trauma, infec&ccedil;&atilde;o, inflama&ccedil;&atilde;o, artrite reumat&oacute;ide, tumor, h&eacute;rnia discal, vasculopatia ou outra) pode ser identificado.</font></p>     <p><font size="3">A dor lombar inespec&iacute;fica tem uma evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel em 85% das vezes, com os sintomas regredindo em at&eacute; seis semanas. Entretanto, pelo menos 30% das pessoas que sofrem um epis&oacute;dio de lombalgia aguda experimentar&atilde;o outro epis&oacute;dio em um per&iacute;odo de um ano. Quando a lombalgia se prolonga al&eacute;m de tr&ecirc;s meses &eacute; classificada como cr&ocirc;nica. A lombalgia se cronifica em cerca de 5&#45;8% dos pacientes (3), mas estes s&atilde;o respons&aacute;veis por mais de 75% dos gastos anuais realizados com esa enfermidade (2).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A dor pode se irradiar para a face posterior das coxas de um ou dos dois lados. Quando a dor ultrapassa o joelho recebe o nome de lombociatalgia ou ci&aacute;tica e &eacute; um ind&iacute;cio do envolvimento de uma raiz nervosa, quase sempre L5 ou S1.</font></p>     <p><font size="3">Nas pessoas com dor aguda, sem sinal de envolvimento sist&ecirc;mico (como febre ou perda de peso) e sem sinais neurol&oacute;gicos deficit&aacute;rios (como diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a ou da sensibilidade em uma ou ambas as pernas ou altera&ccedil;&otilde;es esfincterianas) n&atilde;o h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o com exames complementares (2; 4.) Quando sinais sist&ecirc;micos ou neurol&oacute;gicos existem ou quando a dor se cronifica, exames sangu&iacute;neos, de imagem ou eletroneuromiogr&aacute;ficos podem ser necess&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="3">O resultado de exames complementares, principalmente os de imagens, devem ser examinados com cautela, porque o achado de altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o significa necessariamente uma rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito. A idade, por si s&oacute;, traz transforma&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas que afetam todos os &oacute;rg&atilde;os, e a coluna vertebral n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o. Essas transforma&ccedil;&otilde;es se expressam sobretudo em comprometimento das articula&ccedil;&otilde;es intervertebrais (espondilartroses), osteofitos vertebrais e altera&ccedil;&otilde;es degenerativas discais. Assim, h&eacute;rnias discais podem ser identificadas em resson&acirc;ncias magn&eacute;ticas de mais de 50% das pessoas acima de 50 anos assintom&aacute;ticas e  esse n&uacute;mero cresce com a idade. Ent&atilde;o, o resultado dos exames deve ser avaliado considerando o grau de concord&acirc;ncia que t&ecirc;m com o quadro cl&iacute;nico do paciente. Por exemplo, uma h&eacute;rnia discal  direita no disco intervertebral que se localiza entre a 4ª e a 5ª v&eacute;rtebras lombares tem mais valor diagn&oacute;stico quando o paciente se queixa de dor lombar que se irradia pela face lateral da perna e anterior do p&eacute; do mesmo lado. Por outro lado, uma h&eacute;rnia extrusa e sequestrada (em que um fragmento do disco intervertebral se desprendeu e migrou para o interior do canal lombar) tem mais possibilidades de ser sintom&aacute;tica do que uma outra que se limita a um abaulamento do disco intervertebral. Conforme Ahmed e Modic (5), 80% da popula&ccedil;&atilde;o sofrer&atilde;o de dor lombar em algum dia de suas vidas, 80% ser&atilde;o investigados por algum m&eacute;todo de imagem e os resultados ser&atilde;o inespec&iacute;ficos em 80% das vezes (5).</font></p>     <p><font size="3">Dentre os exames de imagem, a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica &eacute; o que tem mais precis&atilde;o diagn&oacute;stica, mas tamb&eacute;m &eacute; o que est&aacute; mais associado com resultados falso positivos, quando a altera&ccedil;&atilde;o relatada n&atilde;o se relaciona com a dor. Outros m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o por imagem (radiologia convencional, tomografia computadorizada, mielotomografia computadorizada, cintilografia &oacute;ssea, densitometria &oacute;ssea) tamb&eacute;m podem ser &uacute;teis.</font></p>     <p><font size="3">A eletroneuromiografia &eacute; um exame em que as fun&ccedil;&otilde;es das ra&iacute;zes, nervos perif&eacute;ricos e m&uacute;sculos &eacute; avaliada e traz informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis nas lombociatalgias, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico quanto ao progn&oacute;stico evolutivo.</font></p>     <p><font size="3">Nas lombalgias espec&iacute;ficas, o tratamento &eacute; dirigido para a causa: antibi&oacute;ticos nos processos infecciosos (abscessos, discites, osteomielite), cirurgia nos processos tumorais (e quimioterapia e/ou radioterapia, se indicados), algumas fraturas, deslizamento de uma v&eacute;rtebra sobre o outro (espondilolistese avan&ccedil;ada) etc.</font></p>     <p><font size="3">Nas lombalgias agudas inespec&iacute;ficas, as diretrizes atuais de tratamento mais consistentes incluem esclarecimento sobre a natureza benigna da dor (progn&oacute;stico favor&aacute;vel), o uso de medica&ccedil;&otilde;es sintom&aacute;ticas (analg&eacute;sicos e relaxantes musculares) e recomenda&ccedil;&atilde;o de permanecer ou voltar &agrave; atividade o mais rapidamente poss&iacute;vel (repouso no leito deve ser desencorajado).  Fisioterapia e outros m&eacute;todos f&iacute;sicos podem ser utilizados se a dor persiste ap&oacute;s seis semanas, mas n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia da superioridade de um m&eacute;todo sobre o outro (fisioterapia, quiropraxia, osteopatia, massoterapia) (3; 4; 7).  Os estudos envolvendo m&eacute;todos, como a estimula&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica transcut&acirc;nea, mais conhecida como TENS (do ingl&ecirc;s, Transcutaneous Eletric Nerve Stimulation), acupuntura e outros t&ecirc;m baixa qualidade metodol&oacute;gica e resultados conflitantes (3).</font></p>     <p><font size="3">Embora a lombalgia cr&ocirc;nica incida em um n&uacute;mero pequeno de pessoas, ela &eacute; a mais relevante, porque &eacute; importante causa de incapacita&ccedil;&atilde;o permanente. Como ocorre com as formas agudas, na maioria dos casos, a lombalgia cr&ocirc;nica &eacute; inespec&iacute;fica. Alguns fatores capazes de aumentar o risco de cronifica&ccedil;&atilde;o da dor lombar foram identificados, mas nenhum deles parece ter, isoladamente, um impacto forte. Idade, sexo, obesidade, vida sedent&aacute;ria, tabagismo, atividade que exige esfor&ccedil;o f&iacute;sico excessivo, trabalho mon&oacute;tono ou insatisfat&oacute;rio, status socioecon&ocirc;mico, depress&atilde;o, altera&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas ou nos estudos de imagem encontram&#45;se entre eles (1). Um componente gen&eacute;tico tamb&eacute;m est&aacute; associado ao risco de cronifica&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia deste componente nas les&otilde;es cr&ocirc;nicas ganha cada vez mais relev&acirc;ncia (6).  Nos anos recentes, surgiu a hip&oacute;tese de que as buscas exaustivas por um fator causal s&atilde;o infrut&iacute;feras porque essa busca est&aacute; sendo feita no local errado e que as dores lombares cr&ocirc;nicas inespec&iacute;ficas fariam parte de um espectro de s&iacute;ndromes dolorosas funcionais de que fariam parte a fibromialgia, a s&iacute;ndrome do c&oacute;lon irrit&aacute;vel, a disfun&ccedil;&atilde;o t&ecirc;mporo&#45;mandibular e outras. A disfun&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria estaria no sistema nervoso central. No caso, a regi&atilde;o lombar seria onde os sintomas se expressariam, mas n&atilde;o os originariam (8). O crescente avan&ccedil;o das t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o por imagens funcionais do sistema nervoso central e a sua combina&ccedil;&atilde;o com estudos gen&eacute;ticos, neuroqu&iacute;micos e com novas t&eacute;cnicas, como a estimula&ccedil;&atilde;o magn&eacute;tica transcraniana (9) dever&atilde;o confirmar ou negar essa hip&oacute;tese nos anos vindouros.</font></p>     <p><font size="3">Na dor lombar cr&ocirc;nica, a conduta mais adequada tem sido objeto de discuss&atilde;o ao longo de anos e a quest&atilde;o ainda est&aacute; longe de ser resolvida. Isto se deve ao fato de que apesar de o n&uacute;mero de trabalhos publicados ser expressivo, a grande maioria deles sofre de falhas metodol&oacute;gicas que comprometem as conclus&otilde;es. Muitas vezes, o n&uacute;mero de pacientes estudados &eacute; pequeno, o que reduz a for&ccedil;a das conclus&otilde;es. Ou o tempo de seguimento foi curto. Ou n&atilde;o houve grupo controle. Ou os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram inadequados. Ou o trabalho avaliou uma caracter&iacute;stica ou um m&eacute;todo de tratamento, sem considerar outras medidas concomitantes que os pacientes adotaram e que poderiam afetar os resultados. A soma de tudo isso, s&atilde;o grupos heterog&ecirc;neos, o que tamb&eacute;m compromete os estudos metanal&iacute;ticos. Por fim, mas n&atilde;o menos importante, existem vieses que podem afetar os grupos que realizam as an&aacute;lises, o que pode fazer com que duas metan&aacute;lises sobre o mesmo tema cheguem a resultados contradit&oacute;rios (10).</font></p>     <p><font size="3">O uso de drogas anti&#45;inflamat&oacute;rias e relaxantes musculares, &uacute;teis na lombalgia aguda, s&atilde;o poucos eficazes nas cr&ocirc;nicas.  As medidas mais eficientes (com n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia classe B) s&atilde;o: a) exerc&iacute;cios visando a fortalecer a musculatura e estruturas de suporte da coluna vertebral, b) uso de drogas neuromoduladoras (alguns antidepressivos (11) e algumas drogas antiepil&eacute;pticas que atuam nos sistemas de modula&ccedil;&atilde;o da dor) que agem na chamada sensibiliza&ccedil;&atilde;o central &#151;  que s&atilde;o modifica&ccedil;&otilde;es que se processam no sistema nervoso central quando a dor se prolonga e c) a combina&ccedil;&atilde;o de abordagens multidisciplinares (farmacol&oacute;gicas, fisioterap&ecirc;uticas, ocupacionais, psicoter&aacute;picas)  que parece ser superior a abordagens isoladas, mas implica necessariamente em maiores gastos e em organiza&ccedil;&otilde;es complexas de tratamento, dif&iacute;ceis de serem alcan&ccedil;ados, exceto em grandes institui&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O uso de medidas intervencionistas deve ser analisada cuidadosamente, podendo ser usada quando a origem das crises pode ser determinada com grau de certeza. Pois embora os m&eacute;todos cir&uacute;rgicos possam trazer excelentes resultados em muitos pacientes, em outros a dor pode n&atilde;o apenas persistir, mas ainda piorar. O surgimento de t&eacute;cnicas de neuroestimula&ccedil;&atilde;o, que atuam no sistema de modula&ccedil;&atilde;o da dor e que atualmente come&ccedil;am a ser usadas no tratamento das dores cr&ocirc;nicas, pode ser uma op&ccedil;&atilde;o, futuramente, em determinados casos em que o tratamento conservador falhou. Mas, por enquanto, a dor lombar cr&ocirc;nica ainda n&atilde;o est&aacute; inclu&iacute;da nas indica&ccedil;&otilde;es desse procedimento (12; 13).</font></p>     <p><font size="3">A dor lombar cr&ocirc;nica &eacute; uma importante causa de sofrimento e incapacita&ccedil;&atilde;o e deve ser analisada de uma perspectiva biopsicossocial, onde <I>bio</I> diz respeito &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica, <I>psico </I>se associa com a avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores pessoais e psicol&oacute;gicos e <I>social </I>com a import&acirc;ncia das press&otilde;es e efeitos que o contexto social exerce sobre o comportamento e as fun&ccedil;&otilde;es (14).</font></p>     <p><font size="3"><I><b>Djacir Dantas Pereira de Macedo</b> &eacute; neurologista, professor aposentado de neurologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), secret&aacute;rio do Departamento de Dor da Academia Brasileira de Neurologia e membro titular da IASP (International Association for the Study of Pain).</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Rubin, D. I. "Epidemiology and risk factors for spinal pain". <I>Neurol Clin.</I>, Vol.25, pp.353&#45;371. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Chou, R.; Qaseem, A.; Snow, V. <I>et al.</I> "Diagnosis and treatment of low back pain: a joint clinical practice guideline from the American College of Psysicians and the American Pain Society". <I>Annals of Int Med.</I>, Vol.147, pp.478&#45;485. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. McCamey, K.; Evans, P. "Low back pain". <I>Prim Care Clin Office Pract.</I>, Vol.34, pp.71&#45;82. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Van Tulder, M.; Koes, B. "Low back pain". <I>In:</I> McMahon, S. &amp; Koltzenburg, M. (Ed). <I>Wall and Melzack's textbook of pain</I>. Churchill Livingstone, London. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Ahmed, M.; Modic, M. T. "Neck and low back pain: neuroimaging". <I>Neurol Clin.</I>,Vol.25, pp.439&#45;471. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Battie, M. C.; Videman, T. "Lumbar disc degeneration: epidemiology and genetics". <I>J Bone Joint Surg Am.</I>, Vol.88 (Suppl 2), pp.3&#45;9. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Institute for Clinical System Improvement. <I>Adult low back pain</I>. 13th Ed, pp.1&#45;66. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Robinson, J. P.; Apkarian, A. V. "Low back pain". <I>In:</I> Mayer, E. A. &amp; Bushnell, M. C. (Eds). <I>Functional pain syndromes: presentation and pathophysiology</I>. IASP Press, pp.23&#45;53. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Kupers, R. &amp; Kehlet, H. "Brain imaging of clinical pain states: a critical review and strategies for future studies". <I>Lancet Neurol.</I>, Vol.5, pp.1033&#45;1044. 2006.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Greenberg, T. <I>Como ler artigos cient&iacute;ficos. Fundamentos da medicina baseada em evid&ecirc;ncias</I>. S&atilde;o Paulo, Artmed. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Perrot, S.; Maheu, E.; Javier, R&#45;M <I>et al</I>. "Guidelines for the use of antidepressants in painful rheumatic conditions". <I>Eur J Pain</I>, Vol.10, pp.185&#45;192. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Fregni, F.; Freedman, S.; Pascual&#45;Leone, A. "Recent advances in the treatment of chronic pain with non&#45;invasive brain stimulus techniques". <I>Lancet Neurol.</I>, Vol.6, pp.188&#45;191. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Pereira, L. C. M.; Ara&uacute;jo, V. P. "Deep brain stimulation (DBS) for pain". <I>In:</I> Cukiert, A. (Ed). <I>Neuromodulation</I>. Ala&uacute;de Editorial, pp.119&#45;139. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Wadell, G. "Low back pain". <I>In:</I> Merskey, H.; Loeser, J. D.; Dubner, R. <I>The paths of pain 1975&#45;2005</I>. IASP Press, pp.379&#45;390. 2005.    </font></p>      ]]></body><back>
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