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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/dorartigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Acupuntura e dor numa perspectiva translacional</b></font></p>     <p><font size="3">Ari Ojeda Ocampo Mor&eacute;    <br> Li Shih Min    <br> J&eacute;ssica Maria Costi    <br> Adair Roberto Soares dos Santos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <font size=5><b>A</b></font> acupuntura &eacute; um m&eacute;todo terap&ecirc;utico utilizado na medicina tradicional chinesa h&aacute; mais de 3000 anos (1). H&aacute; registros de que este &eacute; o procedimento mais antigo da hist&oacute;ria da medicina (2). Ao contr&aacute;rio de outros procedimentos utilizados na antiguidade que ca&iacute;ram em desuso, a acupuntura nunca deixou de ser praticada e atualmente &eacute; um dos tratamentos mais populares em todo mundo (2; 3).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">At&eacute; 1970, as evid&ecirc;ncias para o uso da acupuntura restringiam&#45;se a uma enorme cole&ccedil;&atilde;o de casos advindos de um quarto da popula&ccedil;&atilde;o mundial (4) &#151; a popula&ccedil;&atilde;o da China. Havia poucos experimentos &agrave; luz do conhecimento cient&iacute;fico ocidental para convencer os c&eacute;ticos (4; 5); por&eacute;m, nos &uacute;ltimos 25 anos essa situa&ccedil;&atilde;o mudou consideravelmente. Estudos cl&iacute;nicos e pr&eacute;&#45;cl&iacute;nicos nos moldes atuais v&ecirc;m demonstrando a efic&aacute;cia e efetividade da acupuntura em diversas condi&ccedil;&otilde;es (5). Em 2003, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) publicou uma revis&atilde;o indicando a terapia com acupuntura para uma rela&ccedil;&atilde;o de mais de cem doen&ccedil;as (6).</font></p>     <p><font size="3">Atualmente, o tratamento com acupuntura no Ocidente est&aacute; deixando de ser considerado alternativo. Essa consolida&ccedil;&atilde;o junto &agrave; chamada "pr&aacute;tica convencional" da medicina se d&aacute; na medida em que o acupunturista, dentro do modelo biom&eacute;dico vigente, realiza o diagn&oacute;stico m&eacute;dico de maneira convencional, e utiliza as agulhas para modular as respostas do organismo, ou seja, a fisiologia do corpo, para o tratamento de doen&ccedil;as, de acordo com a &oacute;tica biom&eacute;dica. &Eacute; importante salientar que a acupuntura pode ser utilizada como um tratamento convencional de maneira isolada ou em associa&ccedil;&atilde;o com f&aacute;rmacos, cirurgia ou outros procedimentos, de acordo com as necessidades do paciente (7).</font></p>     <p><font size="3">A acupuntura nesta &uacute;ltima d&eacute;cada vem se tornando uma op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica cada vez mais utilizada no tratamento da dor. Apesar do progresso no desenvolvimento de f&aacute;rmacos que auxiliam no manejo das condi&ccedil;&otilde;es &aacute;lgicas, h&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o com os efeitos colaterais, principalmente dos analg&eacute;sicos e anti&#45;inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroidais (AINES) (8). Nesse sentido, a acupuntura, quando praticada por profissionais qualificados, tem se revelado uma medida n&atilde;o farmacol&oacute;gica efetiva para o tratamento da dor porque demonstra ser um m&eacute;todo seguro, custo&#45;efetivo e com baixos &iacute;ndices de efeitos colaterais (8; 9).</font></p>     <p><font size="3">Um dos desafios enfrentados pelos praticantes da acupuntura &eacute; o ceticismo por parte da comunidade cient&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de efeitos fisiol&oacute;gicos espec&iacute;ficos que justifiquem a sua utiliza&ccedil;&atilde;o (4). Assim, diferente de outros tratamentos que passaram por diversas fases de estudos pr&eacute;&#45;cl&iacute;nicos e cl&iacute;nicos at&eacute; serem praticados em humanos, a acupuntura seguiu o caminho inverso, sendo utilizada primeiro no homem para depois ser estudada em animais (10). O resultado disso foi uma vasta compila&ccedil;&atilde;o de dados emp&iacute;ricos sobre como utilizar os pontos de acupuntura e sua aplica&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="3">Um fato curioso dentro da pesquisa em acupuntura &eacute; a trajet&oacute;ria percorrida pelos estudiosos da &aacute;rea (10). Alguns autores que aprenderam acupuntura segundo os princ&iacute;pios da medicina chinesa, um modelo emp&iacute;rico com fortes bases filos&oacute;ficas que &eacute; aplicado com bons resultados h&aacute; mil&ecirc;nios, voltaram&#45;se exclusivamente ao modelo biom&eacute;dico cartesiano linear de causalidade e vivem em busca de medidas e explica&ccedil;&otilde;es objetivas. Por outro lado, outros autores que originalmente foram treinados no modelo cient&iacute;fico ocidental, ao inv&eacute;s de seguirem sua "trajet&oacute;ria biom&eacute;dica natural" de pesquisa, resolveram explorar as antigamente chamadas "&aacute;reas marginais" da medicina e buscaram outros modelos explicativos dos fen&ocirc;menos observados.</font></p>     <p><font size="3">A presen&ccedil;a dos dois estilos de pesquisadores citados acima, no cen&aacute;rio atual, faz com que a acupuntura seja foco de grandes discuss&otilde;es. Entretanto, essas mesmas controv&eacute;rsias proporcionam a oportunidade para que ci&ecirc;ncia, filosofia e pesquisa sejam abordadas em seus diferentes aspectos.</font></p>     <p><font size="3">Existem claras distin&ccedil;&otilde;es filos&oacute;fico&#45;culturais entre o modelo da biomedicina ocidental e o modelo da medicina tradicional chinesa. A primeira tem uma abordagem reducionista, objetiva, tenta esclarecer mecanismos de a&ccedil;&atilde;o, relacionar causa e efeito, e separar os aspectos relativos a corpo e mente. A segunda tem uma abordagem hol&iacute;stica, subjetiva, tenta esclarecer inter&#45;rela&ccedil;&otilde;es, e v&ecirc; o corpo e a mente como sendo componentes interconectados e insepar&aacute;veis (10).</font></p>     <p><font size="3">Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos dois modelos surge a seguinte pergunta: qual &eacute; o melhor modelo para tratar os pacientes? Em 1999, emergiu em diversas universidades norte&#45;americanas uma proposta para tentar responder a esta pergunta. A proposta baseia&#45;se na pr&aacute;tica da medicina que reafirma a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico&#45;paciente, foca a abordagem da pessoa como um todo, apoia&#45;se em ferramentas da medicina baseada em evid&ecirc;ncias, faz uso da abordagem interdisciplinar e busca tratar, curar ou confortar o paciente com o(s) modelo(s) terap&ecirc;utico(s) que melhor se adeque(m) &agrave;s caracter&iacute;sticas do indiv&iacute;duo (11). Esta &eacute; a proposta da chamada medicina integrativa, e que j&aacute; foi institu&iacute;da no ensino e pesquisa em mais de 40 universidades nos Estados Unidos (11). </font></p>     <p><font size="3">Neste contexto, grupos de pesquisadores em acupuntura buscaram um novo enfoque em seus trabalhos, o qual nomearam de "Translational acupuncture research" (pesquisa translacional em acupuntura). Define&#45;se pesquisa translacional como a pesquisa m&eacute;dica que se preocupa com a facilita&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica das descobertas cient&iacute;ficas para o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de novas formas de preven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento (12; 13).</font></p>     <p><font size="3">Utilizando os conceitos de medicina integrativa e pesquisa translacional, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atrav&eacute;s da parceria entre o Ambulat&oacute;rio de Acupuntura do Hospital Universit&aacute;rio e o Laborat&oacute;rio de Neurobiologia da Dor e Inflama&ccedil;&atilde;o (Landi) do Departamento de Ci&ecirc;ncias Fisiol&oacute;gicas, vem utilizando a experimenta&ccedil;&atilde;o animal para responder a algumas perguntas b&aacute;sicas da pr&aacute;tica da acupuntura. Esses dados est&atilde;o sendo compartilhados e discutidos visando contribuir, inclusive, na forma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos residentes em acupuntura. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/a14img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No entanto, v&aacute;rios s&atilde;o os desafios a serem enfrentados por pesquisadores na &aacute;rea da acupuntura. Neste sentido, h&aacute; v&aacute;rias perguntas sobre as formas de pesquisa aplicadas ao m&eacute;todo, como por exemplo: como utilizar o m&eacute;todo de pesquisa biom&eacute;dico para investigar a medicina oriental? Como implementar nas pesquisas as experi&ecirc;ncias individuais, frequentemente dif&iacute;ceis de categorizar, relatadas pelos pacientes? Como desenhar estudos que consigam comparar acupuntura e o tratamento "usual"? H&aacute; diferen&ccedil;a no desfecho cl&iacute;nico entre os diversos estilos e escolas de acupuntura? Existe algum m&eacute;todo placebo que possa ser utilizado como controle? At&eacute; o momento n&atilde;o existem respostas definitivas para estas perguntas &#151; h&aacute; apenas pesquisadores engajados em discutir e buscar esclarecimentos (10).</font></p>     <p><font size="3">Outra quest&atilde;o repetidamente feita sobre acupuntura &eacute;: a acupuntura funciona? Como esta quest&atilde;o &eacute; muito ampla, ela pode ser fragmentada para seu melhor entendimento: Para quais condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas h&aacute; evid&ecirc;ncias da efic&aacute;cia do tratamento com acupuntura? Os pacientes sentem&#45;se satisfeitos com uso da acupuntura? O tratamento &eacute; custo&#45;efetivo? Existem mecanismos neurobiol&oacute;gicos que expliquem a a&ccedil;&atilde;o da acupuntura (4)?</font></p>     <p><font size="3">Dentro das pesquisas cl&iacute;nicas h&aacute; v&aacute;rias evid&ecirc;ncias de que a acupuntura &eacute; eficaz para o tratamento de diversas condi&ccedil;&otilde;es. O n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia desses dados varia desde o n&iacute;vel 5 (opini&atilde;o de especialistas e resultado de pesquisa b&aacute;sica) at&eacute; n&iacute;vel 1 (revis&atilde;o sistem&aacute;tica com metan&aacute;lise) (14). Com base nessa classifica&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es tais como n&aacute;useas e v&ocirc;mito, migr&acirc;nea, cefaleia do tipo tensional, dor lombar cr&ocirc;nica, depress&atilde;o e cervicalgia, j&aacute; t&ecirc;m n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 1 (15&#45;19). H&aacute; v&aacute;rias outras condi&ccedil;&otilde;es que apresentaram resultados promissores, por&eacute;m o n&uacute;mero de estudos com boa qualidade metodol&oacute;gica &eacute; escasso para chegar a conclus&otilde;es definitivas (20). Em rela&ccedil;&atilde;o a custo&#45;efetividade h&aacute; estudos que mostram o benef&iacute;cio do uso da acupuntura para osteoartrose de joelho, lombalgia, dismenorreia, rinite e cervicalgia (9; 21&#45;24). Quanto aos mecanismos de a&ccedil;&atilde;o da acupuntura, h&aacute; uma extensa literatura sobre o assunto, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o a seus efeitos analg&eacute;sicos (25).</font></p>     <p><font size="3">Quando a acupuntura foi trazida para o Ocidente, causava surpresa o fato de que uma agulha introduzida na m&atilde;o pudesse aliviar uma dor de dente, ou de que uma agulha introduzida na perna aliviasse o desconforto abdominal p&oacute;s&#45;apendicectomia (4; 26). Dado que esse fen&ocirc;meno n&atilde;o era explicado pelos conceitos da fisiologia, os cientistas sentiram&#45;se confusos e c&eacute;ticos. Muitos o explicaram pelo "conhecido" efeito placebo, que funciona por sugest&atilde;o, distra&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; hipnose (4). Em 1945, Beecher mostrou que a morfina aliviava a dor em 70% dos pacientes com dor cr&ocirc;nica, ao passo que inje&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&uacute;car (placebo) reduziam em 35% a dor dos pacientes que acreditavam estar recebendo morfina (27). Assim, muitos cientistas e m&eacute;dicos no in&iacute;cio dos anos 1970 partiram do pressuposto de que a analgesia por acupuntura ocorria devido a esse efeito placebo. Entretanto, havia controv&eacute;rsias acerca dessa suposi&ccedil;&atilde;o, pois como explicar que ao longo dos &uacute;ltimos 1000 anos na China e 100 anos na Europa a acupuntura foi utilizada na medicina veterin&aacute;ria com excelentes resultados? Os animais n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis &agrave; sugest&atilde;o e apenas poucas esp&eacute;cies t&ecirc;m uma rea&ccedil;&atilde;o de imobilidade ou catalepsia (chamada de hipnose animal) (4). Analogamente, crian&ccedil;as tamb&eacute;m respondem &agrave; analgesia por acupuntura (28; 29). Al&eacute;m disso, v&aacute;rios estudos em que pacientes s&atilde;o submetidos a testes psicol&oacute;gicos n&atilde;o apresentaram uma correla&ccedil;&atilde;o evidente entre analgesia por acupuntura e sugestionabilidade (30).</font></p>     <p><font size="3">Ap&oacute;s deparar&#45;se com esses fatos, os cientistas suscitaram duas perguntas: a analgesia por acupuntura realmente funciona por algum efeito fisiol&oacute;gico espec&iacute;fico que n&atilde;o seja placebo/efeito psicol&oacute;gico? E, em caso afirmativo, por meio de que mecanismo? Nesse sentido, v&aacute;rios estudos experimentais em modelos de dor aguda, tanto em humanos quanto em animais, permitiram concluir que a analgesia por acupuntura funciona melhor do que o "placebo" (4). Portanto, deve haver alguma base fisiol&oacute;gica para explicar essa a&ccedil;&atilde;o analg&eacute;sica, e o esclarecimento dessa quest&atilde;o poderia dissipar o ceticismo existente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; acupuntura (10).</font></p>     <p><font size="3">O tratamento por acupuntura baseia&#45;se na inser&ccedil;&atilde;o de agulhas em pontos espec&iacute;ficos na superf&iacute;cie corporal. Os pontos de acupuntura s&atilde;o conhecidos em chin&ecirc;s como <I>Shu Xue</I>. A palavra <I>Shu</I> significa passagem ou comunica&ccedil;&atilde;o, enquanto a palavra <I>Xue</I> significa cavidade ou buraco. Portanto, <I>Shu Xue</I> representa aberturas ou buracos na pele de comunica&ccedil;&atilde;o ou transporte (31). Os pontos de acupuntura foram descobertos atrav&eacute;s do conhecimento emp&iacute;rico adquirido na pr&aacute;tica cl&iacute;nica no decorrer dos s&eacute;culos. Durante a era da Pedra Lascada, as pedras <I>Bian</I> (agulhas de pedra) eram utilizadas para puncionar, promover sangria ou drenar abscessos. Com o passar do tempo, percebeu&#45;se que a manipula&ccedil;&atilde;o em determinados locais do corpo aliviava os desconfortos     e/ou curava determinadas doen&ccedil;as (32). </font></p>     <p><font size="3">Por meio de observa&ccedil;&atilde;o criteriosa e sistem&aacute;tica, os chineses notaram que havia uma sensa&ccedil;&atilde;o peculiar de entorpecimento, peso ou choque, relacionada com o est&iacute;mulo dos pontos, a qual chamaram de <I>De Qi.</I> Tamb&eacute;m perceberam que havia um padr&atilde;o comum do trajeto de irradia&ccedil;&atilde;o dessa sensa&ccedil;&atilde;o para regi&otilde;es distantes do corpo. A sensa&ccedil;&atilde;o de <I>De Qi</I> geralmente percorria pequenos trechos; assim, se o local onde terminava a sensa&ccedil;&atilde;o fosse agulhado havia a transmiss&atilde;o por mais um trecho. Dessa maneira novos pontos foram descobertos, e as linhas tra&ccedil;adas entre eles, acabaram delimitando o trajeto dos meridianos (33).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Inicialmente, os pontos n&atilde;o possu&iacute;am localiza&ccedil;&atilde;o bem definida nem nomes pr&oacute;prios. No terceiro s&eacute;culo a.C., descobertas arqueol&oacute;gicas trouxeram os mais antigos registros escritos dos pontos de acupuntura e trajeto de meridianos (34). A compila&ccedil;&atilde;o de conhecimentos sobre os pontos e meridianos encontram&#45;se em cap&iacute;tulos de livros chineses como <I>Nei Jing</I> (Estados Combatentes, 475 a.C.) com registros de 160 pontos, <I>Jia Yi Jing</I> (dinastia <I>Jin</I>, 256 d.C.) com localiza&ccedil;&atilde;o e indica&ccedil;&atilde;o de 349 pontos, e no <I>Zheng Jiu Feng Yuan</I> (dinastia <I>Qing</I>, 1817 d.C.) com registros de 361 pontos localizados nos 14 meridianos, que s&atilde;o os aplicados at&eacute; os dias atuais (32).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/a14img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Segundo a teoria da medicina tradicional chinesa, os meridianos, que foram traduzidos do termo <I>Jing</I> (que significa via de transporte), formam um sistema que abrange todo corpo e ligam&#45;se uns aos outros em sequ&ecirc;ncia. Eles estabelecem conex&otilde;es e comunica&ccedil;&otilde;es entre &oacute;rg&atilde;os e v&iacute;sceras (<I>Zang&#45;Fu</I>), pele, membros e orif&iacute;cios, e assim permitem a integra&ccedil;&atilde;o de diferentes partes do corpo de forma a manter uma condi&ccedil;&atilde;o harmoniosa no organismo (31).</font></p>     <p><font size="3">Por outro lado, n&atilde;o foi comprovada do ponto de vista anat&ocirc;mico a exist&ecirc;ncia de meridianos, apesar de alguns autores conseguirem demonstrar parte de seu trajeto atrav&eacute;s do mapeamento de radiois&oacute;topos injetados no corpo e fotografias infravermelho (4). Do ponto de vista pr&aacute;tico, a teoria b&aacute;sica dos meridianos &eacute; considerada importante para orientar o tratamento pela acupuntura (32; 33).</font></p>     <p><font size="3">Quanto aos pontos de acupuntura, estes foram avaliados por v&aacute;rios estudos histol&oacute;gicos que n&atilde;o demonstraram de forma consistente a presen&ccedil;a de estruturas espec&iacute;ficas relacionadas a eles (4). Contudo, alguns autores fizeram a observa&ccedil;&atilde;o de que a maioria dos pontos de acupuntura coincide com os <I>trigger points</I> (pontos gatilho: ponto localizado em uma &aacute;rea de tens&atilde;o muscular. Este ponto &eacute; doloroso &agrave; press&atilde;o e desencadeia epis&oacute;dios de dor em regi&otilde;es do corpo distantes do local do ponto gatilho). Por exemplo, Melzack <I>et al</I>. (35) descobriram que 71% dos pontos de acupuntura coincidiam com os pontos gatilho. O trabalho de Janet Travell e David Simon (36) sobre pontos gatilho, iniciado em 1952, e que resultou em um denso livro publicado em 1983, mostra que h&aacute; locais hipersens&iacute;veis nas estruturas miofasciais que quando estimulados ampliam a &aacute;rea de dor para regi&atilde;o adjacente ou distante (referida). Estes autores observaram que o "agulhamento seco" (sem inje&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos) nesses pontos&#45;gatilho produziu al&iacute;vio da dor. De forma semelhante, livros cl&aacute;ssicos chineses do Per&iacute;odo dos Estados Combatentes (475&#45;221 a.C.) descrevem que o princ&iacute;pio inicial da acupuntura baseou&#45;se na escolha dos pontos e inser&ccedil;&atilde;o das agulhas no local da dor (pontos <I>Ah Shi</I>) (32).</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m da pesquisa sobre a "exist&ecirc;ncia" dos pontos de acupuntura e do estudo de estruturas anat&ocirc;micas espec&iacute;ficas, outros trabalhos realizaram esta pesquisa de maneiras diversas: pelo estudo das propriedades el&eacute;tricas da pele nos acupontos, pelo estudo das fibras nervosas que s&atilde;o ativadas pelo est&iacute;mulo nos acupontos e pela compara&ccedil;&atilde;o dos efeitos da inser&ccedil;&atilde;o de agulhas nos pontos verdadeiros e falsos (4).</font></p>     <p><font size="3">Alguns relatos afirmam que a resist&ecirc;ncia el&eacute;trica da pele em pontos de acupuntura &eacute; mais baixa do que a da pele adjacente, mas este resultado tem sido atribu&iacute;do a artefatos resultantes da press&atilde;o dos eletrodos (37). Dados curiosos adv&ecirc;m do uso de localizadores de pontos auriculares, que tamb&eacute;m localizam pontos de menor resist&ecirc;ncia el&eacute;trica na pele da orelha. Osleson <I>et al</I> (38) examinaram 40 pacientes em um estudo "cego", e compararam os diagn&oacute;sticos topogr&aacute;ficos feitos por um localizador de pontos auriculares com diagn&oacute;sticos topogr&aacute;ficos feitos nos mesmos pacientes por meio do exame m&eacute;dico nos moldes ocidentais. De forma surpreendente, a correla&ccedil;&atilde;o entre o diagn&oacute;stico da orelha e o diagn&oacute;stico ocidental foi de 72,5%.</font></p>     <p><font size="3">Em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de fibras nervosas estimuladas, as evid&ecirc;ncias eletrofisiol&oacute;gicas indicam que o est&iacute;mulo de fibras aferentes dos m&uacute;sculos (tipo II e III) produz as sensa&ccedil;&otilde;es chamadas de <I>De Qi</I> (25) que, por sua vez, enviam mensagens ao c&eacute;rebro para liberar neurotransmissores (endorfinas, monoaminas, entre outros). Lu <I>et al</I> (39) mostraram que os tipos de fibra II e III foram importantes em coelhos e gatos para que obtivessem analgesia por acupuntura. Em seus experimentos o bloqueio de fibras do tipo IV n&atilde;o surtiu efeito sobre a analgesia por acupuntura, ao passo que o bloqueio isqu&ecirc;mico ou an&oacute;dico de fibras dos tipos II e III suprimiu tal efeito analg&eacute;sico. Assim, h&aacute; evid&ecirc;ncias em estudos animais de que esses dois tipos de fibra medeiam a analgesia pela acupuntura.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Sobre a quest&atilde;o do uso de pontos verdadeiros ou falsos na analgesia por acupuntura, como citado anteriormente, h&aacute; evid&ecirc;ncias de que em modelos de dor aguda a acupuntura "falsa" n&atilde;o funciona, enquanto a verdadeira responde muito bem (4). Por&eacute;m, na dor cr&ocirc;nica h&aacute; controv&eacute;rsias, pois a analgesia por placebo funciona em m&eacute;dia em 30 a 35% dos pacientes (27) e estudos que tentaram obter este efeito placebo com a introdu&ccedil;&atilde;o de agulhas em pontos <I>sham</I> (falsos) produziram analgesia em 33 a 50% dos pacientes, ao passo que pontos verdadeiros foram eficazes em 55 a 85% dos casos (40). Assim, estudos s&atilde;o necess&aacute;rios com n&uacute;mero muito grande de pacientes para tentar detectar diferen&ccedil;as com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica entre esses grupos (40). Recentemente, um grupo alem&atilde;o de pesquisadores realizou  e publicou estudos com metodologia rigorosa, e estes demonstraram superioridade da acupuntura quando comparada ao tratamento convencional em algumas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas comuns de dor cr&ocirc;nica (41). Por outro lado, na maioria das vezes a "acupuntura verdadeira" n&atilde;o demonstrou resultados superiores quando comparada &agrave; "acupuntura falsa", ou <I>sham acupuncture</I>; por&eacute;m, quando comparada ao tratamento "usual", a acupuntura falsa demonstrou resultados iguais ou superiores (42). Assim, questiona&#45;se o uso da <I>sham acupuncture</I> com um controle inerte (43).</font></p>     <p><font size="3">No momento, h&aacute; um extenso debate entre os acupunturistas sobre as formas de acupuntura falsa, se as interven&ccedil;&otilde;es <I>sham</I> podem ser consideradas placebo e se h&aacute; necessidade de utilizar essas interven&ccedil;&otilde;es como controle em estudos cl&iacute;nicos (44).</font></p>     <p><font size="3">Enquanto isso, no campo da ci&ecirc;ncia b&aacute;sica, apesar das muitas descobertas realizadas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os mecanismos fisiol&oacute;gicos da analgesia por acupuntura n&atilde;o foram completamente elucidados (4). A maioria dos pesquisadores concentrou&#45;se em estudar a analgesia produzida pela eletroacupuntura em suas diferentes formas de est&iacute;mulo (25).</font></p>     <p><font size="3">As s&eacute;ries de experimentos mais abrangentes realizadas sobre mecanismos de a&ccedil;&atilde;o da analgesia por acupuntura foram realizadas pelos professores Chifuyu Takeshige no Jap&atilde;o e Ji Sheng Han na China. O primeiro, atrav&eacute;s do est&iacute;mulo el&eacute;trico de baixa frequ&ecirc;ncia em pontos de acupuntura, n&atilde;o apenas descobriu que os pontos falsos de acupuntura (<I>sham</I>) falharam em produzir analgesia, como tamb&eacute;m apresentou uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para essa falha (45). O segundo descobriu que a eletrocupuntura, al&eacute;m liberar endorfinas, era capaz de induzir a produ&ccedil;&atilde;o de opi&oacute;ides end&oacute;genos espec&iacute;ficos atrav&eacute;s da varia&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia do est&iacute;mulo (46).</font></p>     <p><font size="3">Os segmentos das ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas como a biologia molecular, farmacologia, embriologia e fisiologia passaram por situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; que a acupuntura passa no momento, em que se buscam respostas para forma&ccedil;&atilde;o de um conhecimento cient&iacute;fico s&oacute;lido. J&aacute; no contexto da pesquisa translacional, duas linhas podem ser seguidas: uma linha "horizontal" que identifique quais condi&ccedil;&otilde;es/patologias s&atilde;o potencialmente trat&aacute;veis por acupuntura, e uma linha "'vertical" que identifique qual &eacute; a melhor t&eacute;cnica de acupuntura que se aplica a cada condi&ccedil;&atilde;o. Com o crescimento da popularidade da acupuntura no Ocidente e com a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais t&eacute;cnica e cientificamente qualificados para sua pr&aacute;tica, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia ao aumento na quantidade e qualidade da pesquisa nesta &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="3">Em rela&ccedil;&atilde;o a recursos humanos, no Brasil, assim como na China e em alguns pa&iacute;ses no mundo, a acupuntura &eacute; uma especialidade m&eacute;dica que &eacute; ensinada tanto na gradua&ccedil;&atilde;o quanto na p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o (47). Em 2002, foi criado o programa de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica em acupuntura e, da mesma forma que em outros programas de resid&ecirc;ncia, o m&eacute;dico pode optar por realizar um treinamento intensivo de 5800 horas para tornar&#45;se especialista em acupuntura (47). </font></p>     <p><font size="3">A proposta da medicina translacional, partindo das pesquisas de bancada de laborat&oacute;rio at&eacute; a cl&iacute;nica de beira de leito, visa utilizar os melhores resultados a fim de proporcionar o melhor cuidado dos pacientes e, indo al&eacute;m dos indiv&iacute;duos, alcan&ccedil;ar tamb&eacute;m a comunidade contribuindo com solu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis. A universidade com seus objetivos de ensino, pesquisa e extens&atilde;o, deve desempenhar esse papel, desenvolvendo pesquisas com vis&atilde;o translacional para prestar assist&ecirc;ncia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e, ao final, formando recursos humanos, tanto na gradua&ccedil;&atilde;o quanto na p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, voltados para a comunidade. A acupuntura no Brasil deve se desenvolver dessa forma, contribuindo no estudo e tratamento da dor.</font></p>     <p><font size="3"><I><b>Ari Ojeda Ocampo Mor&eacute;</b> &eacute; m&eacute;dico acupunturista, mestrando do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Neuroci&ecirc;ncias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Email: <a href="mailto:darimore@hotmail.com">darimore@hotmail.com</a></I>    <br> <i><b>Li Shih Min</b> &eacute; professor adjunto III do Departamento de Cl&iacute;nica M&eacute;dica, do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, da UFSC, supervisor do Programa de Resid&ecirc;ncia M&eacute;dica em Acupuntura do Hospital Universit&aacute;rio da UFSC.    <br> <b>J&eacute;ssica Maria Costi</b> &eacute; m&eacute;dica acupunturista, supervisora do Programa de Resid&ecirc;ncia M&eacute;dica em Acupuntura do Hospital Regional de S&atilde;o Jos&eacute;, da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <b>Adair Roberto Soares dos Santos</b> &eacute; professor adjunto IV do Departamento de Ci&ecirc;ncias Fisiol&oacute;gicas, do Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da UFSC e coordenador do Laborat&oacute;rio de Neurobiologia da Dor e Inflama&ccedil;&atilde;o. </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Ulett, G. A.; Han, S.; Han, J. S. <I>Biol Psychiatry</I>, Vol.44, p.129. 1998.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. National Center for Complementary and Alterantive Medicine (NCCAM) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://nccam.nih.gov/" target="_blank">http://nccam.nih.gov/</a></font><!-- ref --><p><font size="3">3. Science and Technology &#151; Sixth Report, Complementary and Alternative Medicine. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.parliament.the&#45;stationery&#45;office.co.uk/pa/ld199900/ldselect/ldsctech/123/12301.htm" target="_blank">http://www.parliament.the&#45;stationery&#45;office.co.uk/pa/ld199900/ldselect/ldsctech/123/12301.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="3">4. Stux, G.; Hammerschalg, R. <I>Acupuntura cl&iacute;nica: bases cient&iacute;ficas</I>. Editora Manole. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Kaptchuk, T. J. <I>Ann Intern Med</I>, vol.136, p.374. 2002.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. WHO. "Acupuncture: review and analysis of reports on controlled clinical trials". 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Js4926e/" target="_blank">http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Js4926e/</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. White, A.; Cummings, M.; Filshie, J. <I>An introduction to western medical acupuncture</I>. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">28. Jindal, V.; Ge, A.; Mansky, P. J. <I>J Pediatr Hematol Oncol.</I>, Vol.30, p.431 2008.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">29. Kundu, A. &amp; Berman, B. <I>Pediatr Clin North Am.</I>, Vol.54, p.885. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">30. Liao, S. J. <I>Yale J Biol Med.</I>, Vol.51, p.55. 1978.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">31. Wen, T. S. <I>Acupuntura cl&aacute;ssica chinesa</I>. Editora Cultrix. 1985.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">32. Gongwang, L. <I>Meridianos e pontos de acupuntura &#151; Tratado comtempor&acirc;neo de acupuntura e moxibust&atilde;o</I>. Editora Rocca. 2004.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">33. Gongwang, L. <I>Tratado contempor&acirc;neo de acupuntura e moxibustao</I>. Editora CEIMEC. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">34. Li, S. M.; Darella, M. L.; Pereira, O. A. <I>Acupuntura e medicina tradicional chinesa</I>. Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Tradicional Chinesa IPE, Florian&oacute;polis. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">35. Melzack, R.; Stillwell, D. M.; Fox, E. J. <I>Pain</I>, Vol. 3, p.3. 1977.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">36. Travell, J. G. &amp; Simons, D. S. <I>Myofascial pain and dysfunction: the trigger point manual</I>. Editora Lippincott Williams &amp; Wilkins. 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">37. Chan, S. H. <I>Neurosci Biobehav Rev.</I>; Vol.8, p.25. 1984.     </font></p>     ]]></body>
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