<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252011000200021</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/S0009-67252011000200021</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Livro com poesias inéditas de Guilherme de Almeida é lançado]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mariuzzo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Patrícia]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>63</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>64</fpage>
<lpage>65</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252011000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252011000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252011000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="3"><b>LITERATURA </b></font></p>     <p><font size=5><b>Livro com poesias in&eacute;ditas de Guilherme de Almeida &eacute; lan&ccedil;ado</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Talvez seja dif&iacute;cil para a gera&ccedil;&atilde;o atual, cada vez mais mergulhada na transitoriedade e na especializa&ccedil;&atilde;o, entender um intelectual como o paulista Guilherme de Almeida, tradutor, jornalista advogado e poeta. Com esse feixe de talentos, transitou em diversas &aacute;reas, sempre com entusiasmo, com paix&atilde;o. Foi tamb&eacute;m um dos mentores do movimento modernista brasileiro com uma atua&ccedil;&atilde;o decisiva na realiza&ccedil;&atilde;o da Semana de Arte Moderna, ao lado de nomes como M&aacute;rio de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti del Picchia. Envolveu&#45;se na Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932, o que lhe rendeu a pris&atilde;o e o ex&iacute;lio em Portugal e ainda lhe deu fama de conservador. Nada mais equivocado. N&atilde;o seria exagero dizer que Guilherme de Almeida foi o mais moderno dos modernistas. Sempre buscando dialogar com as vanguardas, o "Pr&iacute;ncipe dos poetas brasileiros" tamb&eacute;m passeou por diversas outras &aacute;reas: tradu&ccedil;&atilde;o, jornalismo, artes gr&aacute;ficas, teatro, cinema, m&uacute;sica e at&eacute; televis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">O poeta morreu em 1969 deixando um conjunto de poesias in&eacute;ditas. Como algu&eacute;m que se prepara para partir, os poemas foram cuidadosamente datilografados e envolvidos em uma capa feita de cartolina. O esbo&ccedil;o de livro chegou &agrave;s m&atilde;os do tamb&eacute;m poeta Marcelo T&aacute;pia em 2009. Ele, como diretor da Casa Guilherme de Almeida, com sede na capital paulista, providenciou a publica&ccedil;&atilde;o seguindo &agrave; risca o formato sugerido pelo autor. O livro <I>Margem</I> foi publicado no final de 2010 pela Editora Annablume com pref&aacute;cio escrito por T&aacute;pia e posf&aacute;cio do poeta e linguista Carlos Vogt.</font></p>     <p><font size="3">Os pequenos poemas soam como constata&ccedil;&otilde;es. Como um observador que olha ao acaso, da margem de um rio, da margem da vida, Guilherme de Almeida tenta captar o instante, o poema&#45;instante, como lemos na poesia que abre o livro. Chama a aten&ccedil;&atilde;o a leveza e o frescor do texto. Mesmo com quase 80 anos, o poeta n&atilde;o demonstra nostalgia ou saudade pelo que se foi. Prefere cantar a vida, mesmo quando fala do que j&aacute; passou: "alva, l&iacute;vida, &aacute;vida ave da vida havida!". </font></p>     <p><font size="3"><b>POEMAS PARA VER</b> A visualidade &eacute; um aspecto importante para o poeta. Ao longo de sua vida ele sempre demonstrou interesse pela imagem. Ajudou a fundar a revista <I>Klaxon</I>, porta&#45;voz do movimento modernista, criou a capa do peri&oacute;dico e tamb&eacute;m fez an&uacute;ncios publicit&aacute;rios na revista. A capa do livro <I>Margem</I> tamb&eacute;m foi concebida por ele: antecipa o sentido da palavra e joga as letras para a vertical, na margem da p&aacute;gina. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/a21img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A busca da s&iacute;ntese est&aacute; presente em toda sua obra e tamb&eacute;m em <I>Margem</I>. "&Eacute; uma procura constante e radical de economia de elementos, combinada &agrave; densidade de significa&ccedil;&atilde;o", escreve Marcelo T&aacute;pia no pref&aacute;cio do livro. "Ele se distingue pela brevidade, pela concis&atilde;o, consegue dizer muito com poucas palavras", diz T&aacute;pia. Sua poesia se aproxima do <I>haicai</I>, poema de origem japonesa que chegou ao Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX e que privilegia a brevidade e a forma. Assim como os <I>haicais</I> buscam criar uma imagem na cabe&ccedil;a do leitor, os poemas de <I>Margem</I> s&atilde;o atalhos para um salto da margem e mergulho imagina&ccedil;&atilde;o adentro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><I>Patr&iacute;cia Mariuzzo</I></font></p>     <p>&nbsp;</p> <table width="578" border="0" align="center" cellpadding="5" cellspacing="5">   <tr>     <td bgcolor="#FBD5D9">    <p><font size="4">E<small>STUDOS SOBRE O SIL&Ecirc;NCIO</small></font></p>           <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n2/a21img01.jpg"></p>           <p><font size="3">A simplicidade plena de significados tamb&eacute;m est&aacute; presente na poesia de Mariana Botelho, mineira de Padre Para&iacute;so, no Vale do Jequitinhonha, que teve seu primeiro livro &#150; <I>O sil&ecirc;ncio tange o sino</I> &#150; publicado no final do ano passado pela Ateli&ecirc; Editorial. Seus primeiros versos publicados na revista <I>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</I> (Vol.61, no.2, 2009), quando o poeta Carlos Vogt conheceu seu trabalho. &Eacute; dele o pref&aacute;cio do livro, "obra que re&uacute;ne poemas de uma extrema e extremada delicadeza, a se refletir, desde logo, no t&iacute;tulo, que por si s&oacute;, evoca povoados e montanhas intermediados pela sonoridade pungente dos sil&ecirc;ncios que povoam seus espa&ccedil;os". </font></p>         <p><font size="3">O sil&ecirc;ncio e a paisagem s&atilde;o os temas escolhidos por Mariana neste livro de estreia. Registra estados emocionais diante da imensa paisagem mineira, a um s&oacute; tempo in&oacute;spita e acolhedora, como algu&eacute;m que aprendeu a "tirar sil&ecirc;ncio das coisas". Com seus poucos 26 anos, Mariana Botelho j&aacute; se mostra pronta para extrair a poesia do sil&ecirc;ncio, da paisagem e da vida.</font></p></td>   </tr> </table>      ]]></body>
</article>
