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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Cerrado na perspectiva dos povos indígenas de Goiás: a arte de vida do povo Tapuia do Carretão-GO]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n3/a10cerradoart.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>O Cerrado na perspectiva    dos povos ind&iacute;genas de Goi&aacute;s:    a arte de vida do povo Tapuia do Carret&atilde;o&#45;GO</b></font></P>     <P>Eguimar Fel&iacute;cio Chaveiro    <br> Lorranne Gomes da Silva    <br> S&eacute;lvia Carneiro de Lima</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>O</font></b><font size="3">s estudos geogr&aacute;ficos sobre o Cerrado, especialmente os que s&atilde;o feitos pela perspectiva da abordagem territorial, t&ecirc;m almejado edificar uma interpreta&ccedil;&atilde;o integrada em que, num &uacute;nico pleito, aglutine os componentes que compreendem o conceito de bioma e de ecossistema; os que dizem respeito ao modo como os diferentes sujeitos apropriam do solo, das esp&eacute;cies, do relevo, das &aacute;guas etc; os que fazem refer&ecirc;ncias &agrave; cultura e ao seu rico manancial simb&oacute;lico. </font></P>     <p><font size="3">Ao sair da refer&ecirc;ncia simples de bioma e derivar o Cerrado como um bioma&#45;territ&oacute;rio a contradi&ccedil;&atilde;o se aclara por meio desses estudos: houve um tempo em que o Cerrado praticamente n&atilde;o era objeto de estudo e de pesquisa da geografia, embora, naquele tempo, o bioma fosse relativamente preservado; agora os estudos s&atilde;o alavancados mas o bioma, especialmente um contingente de suas esp&eacute;cies de fauna e flora, &eacute; destru&iacute;do (1).</font></P>     <p><font size="3">H&aacute; que expor a raz&atilde;o dessa contradi&ccedil;&atilde;o ou, pelo menos, perguntar o seu fundamento. Ora, a mesma inten&ccedil;&atilde;o que promulgou o sil&ecirc;ncio da geografia sobre o Cerrado pode evidenci&aacute;&#45;lo na farta corrente de informa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria desse tempo. V&ecirc;&#45;se que o sil&ecirc;ncio devia&#45;se ao julgamento de que o Cerrado n&atilde;o oferecia condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sico&#45;biol&oacute;gicas que fossem capazes de alimentar a sanha da economia capitalista no Brasil; agora a destrui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e de outros componentes segue tamb&eacute;m o mesmo crit&eacute;rio economicista, uma vez que angariou&#45;se  maneiras de faz&ecirc;&#45;lo gerar renda e lucro.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O olhar hegem&ocirc;nico do Cerrado, dentro e fora da geografia, portanto, sofreu antes, como tem sofrido agora, o anteparo economicista. Antes das elabora&ccedil;&otilde;es das pesquisas recentes da geografia e mesmo sofrendo todo tipo de press&atilde;o &#150; desde a tentativa de escravid&atilde;o pela forma de aldeiamento, grilagem de terras, amea&ccedil;as, torturas, expuls&otilde;es, chacinas e fragmenta&ccedil;&atilde;o de suas terras, subordina&ccedil;&atilde;o de sua cultura &#150; os povos ind&iacute;genas de Goi&aacute;s, os Karaj&aacute;, os Av&aacute;&#45;canoeiros e os Tapuia, por meio de sua cultura ecol&oacute;gica, souberam ver, amar e usar o Cerrado para a sua arte de vida sem destru&iacute;&#45;lo. Ao contr&aacute;rio, os vetores economicistas destroem o bioma &#150; e tamb&eacute;m esses povos.</font></P>     <p><font size="3">Como sujeitos primordiais &#150; e primazes &#150; do Cerrado, sem os signos cartoriais, sem as cercas que definem o controle das propriedades e sem a gan&acirc;ncia que aquece o interesse das institui&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas e dos sujeitos que o veem na medida do lucro, os povos ind&iacute;genas de Goi&aacute;s desenvolveram saberes, mitologias, arte, antropon&iacute;mias e bases de sobreviv&ecirc;ncia e culturais que s&atilde;o compat&iacute;veis com a profunda biodiversidade e com o rico patrim&ocirc;nio simb&oacute;lico desse bioma&#45;territ&oacute;rio (2).</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n3/a15img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No presente texto cabe insistir em uma interroga&ccedil;&atilde;o que tem sido, recorrentemente, ressaltada nas pesquisas e nos estudos empreendidos: como os povos ind&iacute;genas do Cerrado desenvolvem a sua arte de vida em meio a um territ&oacute;rio marcado por um processo vertiginoso de mudan&ccedil;as aceleradas, cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; inserir Goi&aacute;s no mundo global pela correia do mercado?</font></P>     <p><font size="3">Essa interroga&ccedil;&atilde;o recai em outra: como o povo Tapuia que se localiza na aldeia Carret&atilde;o, nos munic&iacute;pios goianos de Rubiataba e Nova Am&eacute;rica, numa cont&iacute;nua luta pela terra e por uma identidade &eacute;tnica &#150; violada pela interfer&ecirc;ncia de interesses econ&ocirc;micos de fazendeiros da regi&atilde;o &#150;, estabelece a representa&ccedil;&atilde;o do Cerrado?</font></P>     <p><font size="3">Os dilemas, os conflitos e as tentativas de adapta&ccedil;&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o e/ou resist&ecirc;ncia do povo Tapuia no mundo sens&iacute;vel e denso do Cerrado, al&eacute;m da luta pela garantia da demarca&ccedil;&atilde;o de suas terras e pela sua perman&ecirc;ncia em seus territ&oacute;rios, inclui a exig&ecirc;ncia de respeito pelos seus saberes, pela sua arte de vida, h&aacute;bitos, tradi&ccedil;&otilde;es, lazer e festas.</font></P>     <p><font size="3"><b>A DIMENS&Atilde;O POL&Iacute;TICA DA IDENTIDADE IND&Iacute;GENA NO TERRIT&Oacute;RIO DO AGRONEG&Oacute;CIO</b> O caminho parece longo, quando se deixa o asfalto e se direciona &agrave; cidade de Nova Am&eacute;rica, com vagar, trafegando sobre as estradinhas vicinais e sinuosas rumo &agrave;s terras do povo Tapuia. O caminhante pode ver casinhas feitas ao modo do campon&ecirc;s goiano e se emocionar com a cenografia exuberante das cristas da Serra Dourada. O encontro com esse povo &eacute; igualmente um encontro com uma novidade: depois de viajar bastante tempo ladeado por imensas lavouras de cana&#45;de&#45;a&ccedil;&uacute;car, o que transparece &#150; no olho que palmilha as terras do povo Tapuia &#150; s&atilde;o ambientes profundamente preservados. &Eacute; o Cerrado imbricado na vida de um povo; &eacute; um povo em total atitude de respeito com o Cerrado.</font></P>     <p><font size="3">Localizada na mesorregi&atilde;o de Goi&acirc;nia e microrregi&atilde;o de Ceres, distando&#45;se 200 quil&ocirc;metros da capital do estado de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia, e caracterizado por ter acesso f&aacute;cil ao norte do estado, o povo Tapuia radica&#45;se numa regi&atilde;o constitu&iacute;da por vinte e dois munic&iacute;pios.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Al&eacute;m de manchas verdes, relativamente intactas, o territ&oacute;rio Tapuia &eacute; cortado por v&aacute;rios c&oacute;rregos, o que torna a sua reserva abundante em &aacute;gua. Postado sobre pontos medianos ou mais elevados, o painel da drenagem desenha encontros de v&aacute;rios pequenos c&oacute;rregos que cruzam as terras alimentando as glebas das fam&iacute;lias. A regi&atilde;o serrana, entrecortada de plan&iacute;cies, que fazem paralelas com a rede de drenagem, apresenta um mosaico enorme de esp&eacute;cies do Cerrado, notadamente do Cerrado <I>stricto senso</I> e do Cerrad&atilde;o. Os aclives e declives da terra interferem no modo como s&atilde;o desenvolvidas as culturas estritamente para a sobreviv&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o: nos declives s&atilde;o desenvolvidos praticamente todos os tipos de pecu&aacute;ria extensiva e rudimentar; nos terrenos mais planos se pratica a agricultura simples.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n3/a15img02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Fora as atividades que se baseiam apenas na sobreviv&ecirc;ncia, a sua luta inicial foi &#150; e &eacute; &#150; para compor for&ccedil;as na constru&ccedil;&atilde;o da identidade. Proveniente das pol&iacute;ticas indigenistas que incidiram em Goi&aacute;s mediante a pr&aacute;tica de aldear para civilizar, domesticar, escravizar e pacificar, o povo Tapuia foi juntado for&ccedil;adamente pela t&aacute;tica do aldeamento. Por esse tipo de t&aacute;tica de press&atilde;o territorial cumpria&#45;se um objetivo: criar um modo r&aacute;pido e sem defesa de desocupar as terras habitadas pelos povos ind&iacute;genas. </font></P>     <p><font size="3"> Dessa feita, sua origem &eacute;tnica est&aacute; vinculada aos primeiros habitantes do aldeamento Carret&atilde;o ou Pedro II, constru&iacute;do na regi&atilde;o central da Prov&iacute;ncia de Goi&aacute;s, em 1788, para abrigar os &iacute;ndios Xavantes, Kaiap&oacute; do sul, Xerente, Karaj&aacute; e Java&eacute; e escravos negros e brancos.</font></P>     <p><font size="3">Ao se estabelecer na terra com uma identidade for&ccedil;ada, o povo Tapuia sempre lutou por sua identidade &eacute;tnica, tanto nas formas institucionais para o reconhecimento pelo Estado como "&iacute;ndio", como nas formas sociais, com a pretens&atilde;o de ser respeitado como &iacute;ndio pela sociedade (3). </font></P>     <p><font size="3">Quando nos deparamos, &agrave; dist&acirc;ncia, com o seu modo de vida, num primeiro momento, a maneira como lida com a culin&aacute;ria, a paix&atilde;o pelo futebol, o trato com a pecu&aacute;ria, com a agricultura e a pr&aacute;tica de conversar em c&iacute;rculo, s&atilde;o elementos que podem nos conduzir a pensar que se trata apenas de uma arte de vida igual &agrave; do campon&ecirc;s goiano. Entretanto, quando nos aproximamos mais profundamente de seus valores e de sua organiza&ccedil;&atilde;o, e vemos seu jeito de ligar&#45;se ao tempo, o olhar profundo e demorado no ermo, &agrave;s vezes desencantado, os tra&ccedil;os corporais na pele, nos cabelos e o seu vasto saber sobre as esp&eacute;cies do Cerrado, enxergamos que se trata de um povo ind&iacute;gena especificado pelo aldeamento. </font></P>     <p><font size="3">Mas, mais que a luta pela identidade, &eacute; a luta pela terra que &eacute;, igualmente, uma luta pela vida, o que ocorre na vizinhan&ccedil;a do agroneg&oacute;cio. Na adjac&ecirc;ncia de aproximadamente 60 fazendas, o territ&oacute;rio do povo Tapuia &eacute; ilhado. Os conflitos pela terra s&atilde;o marcas hist&oacute;ricas que, &agrave;s vezes, ocorrem silenciosamente. Outras vezes com maiores &iacute;mpetos e veem&ecirc;ncia. Deve ser certificado que a terra &eacute;, para os povos ind&iacute;genas, especialmente para o povo Tapuia, al&eacute;m de artefato para sobreviv&ecirc;ncia, um recurso para lazer, um componente cultural, em que os h&aacute;bitos e os costumes que alicer&ccedil;am a sua arte de vida podem ser mantidos. </font></P>     <p><font size="3">Al&eacute;m disso, a import&acirc;ncia da terra decorre do fato de que mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o Tapuia encontra&#45;se desaldeada atualmente. Um dos principais motivos da fuga necess&aacute;ria de parte consider&aacute;vel do povo Tapuia, segundo o cacique atual, &eacute; a pequena dimens&atilde;o da terra que n&atilde;o garante o sustento de todas as fam&iacute;lias. E muitos sujeitos ind&iacute;genas, apesar de morarem na aldeia, trabalham fora, geralmente em Rubiataba, Nova Am&eacute;rica e nas fazendas pr&oacute;ximas. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">For&ccedil;ados a fazerem atividades como a de diaristas, vaqueiros, empreiteiros, est&atilde;o fragmentados na viv&ecirc;ncia do seu territ&oacute;rio. Desde modo, a sua pouca terra cria la&ccedil;os de subordina&ccedil;&atilde;o e de viola&ccedil;&atilde;o de sua cultura. Por isso, se pode dizer: a terra &eacute; atributo essencial da liberdade ind&iacute;gena.</font></P>     <p><font size="3"><b>O POVO TAPUIA E O CERRADO: SABERES DE VIDA</b> Conforme foi enunciado, mais que proporcionar a sobreviv&ecirc;ncia, fortalecer os lastros culturais, a terra para o povo Tapuia, por se situar no bioma&#45;territ&oacute;rio Cerrado, possui um aspecto relevante: a biodiversidade. &Eacute; da rica tradi&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena de Goi&aacute;s, a estreita liga&ccedil;&atilde;o de sua vida com os elementos da natureza. A relev&acirc;ncia do conhecimento que os povos ind&iacute;genas possuem das esp&eacute;cies, dando a elas sentidos variados, como os de car&aacute;ter mitol&oacute;gico, o uso de esp&eacute;cies da flora ou da fauna para colocar nomes nos filhos, o uso di&aacute;rio de frutos, a edifica&ccedil;&atilde;o do artesanato, da pintura etc, d&aacute; ao Cerrado o car&aacute;ter nobre de qualificar o conte&uacute;do de sua vida.</font></P>     <p><font size="3">No caso do povo Tapuia, os seus saberes sobre as esp&eacute;cies se estendem para uma diversidade de fun&ccedil;&otilde;es. O cacique Tapuia, numa caminhada, al&eacute;m de nomear as esp&eacute;cies, revelou que ele e seu povo conhecem mais de 160 tipos. Todos esses tipos s&atilde;o usados na medicina popular, na alimenta&ccedil;&atilde;o, na constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos de trabalho e para ensinar aos entes das gera&ccedil;&otilde;es mais novas o valor das plantas, dos animais, dos frutos etc. O Cerrado &eacute; um mundo de seu mundo por onde se diz o nome e consagra a vida. Numa conversa em c&iacute;rculo, um dirigente da Associa&ccedil;&atilde;o argumentou:</font></P>     <blockquote>       <p><font size="3"><i>"N&oacute;s interessamos muito para aprender sobre o Cerrado. Aqui mesmo na associa&ccedil;&atilde;o n&oacute;s falamo disso. Queremos que as mulher aprenda a fazer doce, compota. Pegamos mel, fruta. E tamb&eacute;m queremo cuid&aacute; do que j&aacute; tem porque nas terra dos fazendeiros num tem quase nada mais. N&oacute;s sabemos que precisamo do Cerrado e ele preciso de n&oacute;s".</i></font></P> </blockquote>     <p><font size="3">De maneira contradit&oacute;ria, cada fra&ccedil;&atilde;o de suas terras que foi tomada por fazendeiros representa perda de seu ambiente natural que seria destinado apenas &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o de sua vida e &agrave;s suas pr&aacute;ticas culturais. O uso de rabo de tatu, sucupira, cabe&ccedil;a de nego, buchinha, velame branco, barbatim&atilde;o e outras esp&eacute;cies, acaba sendo limitado pela redu&ccedil;&atilde;o das terras, levando&#45;os a mudarem suas tradi&ccedil;&otilde;es e colocando&#45;os na depend&ecirc;ncia dos medicamentos vendidos em farm&aacute;cias, o que os obriga a ter que entrar diretamente na opera&ccedil;&atilde;o mercantil e financeira.</font></P>     <p><font size="3">A s&iacute;ntese &eacute; que o Cerrado, na perspectiva dos povos ind&iacute;genas do Cerrado, especialmente do povo Tapuia, tem sido objeto de liga&ccedil;&atilde;o direta com a sua arte de vida. A destrui&ccedil;&atilde;o do bioma&#45;territ&oacute;rio, pela sua transforma&ccedil;&atilde;o numa arena capitalista mediado pela renda fundi&aacute;ria, destr&oacute;i, igualmente, a cultura do povo e as suas condi&ccedil;&otilde;es de liberdade.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Eguimar Fel&iacute;cio Chaveiro</b> &eacute; professor associado do Instituto de Estudos Socioambientais, integrante do projeto &#150; Biotek&#45;IRD.</font></i><font size="3"> </font></P> <font size="3">     <p><i><b>Lorranne Gomes da Silva</b> &eacute; professora da Universidade Estadual de Goi&aacute;s &#150; Quirin&oacute;polies &#150; integrante da pesquisa &#150; Biotek &#45;IRD.</i></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><b>S&eacute;lvia Carneiro de Lima</b> &eacute; mestre em geografia &#150; Iesa/UFG &#150; integrante do projeto de pesquisa Biotek &#45;IRD.</i></P>     <p>&nbsp;</P> </font>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Cala&ccedil;a, M. "Territorializa&ccedil;&atilde;o do capital: Biotecnologia, biodiversidade e seus impactos no Cerrado<I>". Revista Ateli&ecirc; Geogr&aacute;fico</I>. Goi&acirc;nia, Vol. 1, N&uacute;mero 9, fev/2010. P&aacute;g. 6&#45;23. N&uacute;mero Especial. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.revistas.ufg.br/index.php/atelie/article/view/9388/6469" target="_blank">www.revistas.ufg.br/index.php/atelie/article/view/9388/6469</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064808&pid=S0009-6725201100030001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="3">2. Gomes, H. (Coord.). <I>Universo do Cerrado. </I>Goi&acirc;nia: Editora da UCG, 2008. Vol. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064809&pid=S0009-6725201100030001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Ossami, Marlene, Castro. "Os Tapuia e a territorialidade: fortalecimento da consci&ecirc;ncia &eacute;tnica"<I>, Revista de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,</I> Goi&acirc;nia, N 1. P. 25&#45;37, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064811&pid=S0009-6725201100030001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">Almeida, Maria Geralda de. <I>Tantos Cerrados. </I>Goi&acirc;nia: Vieira, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064815&pid=S0009-6725201100030001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">______. Diversidade paisag&iacute;stica e identidades territoriais e Culturais &#150; Brasil Sertanejo. In: Almeida, Maria Geralda (Orgs.). <I>Geografia e cultura: os lugares da vida e a vida dos lugares</I>. Goi&acirc;nia: Vieira, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064817&pid=S0009-6725201100030001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Barbosa, Altair Sales. <I>Andarilhos da claridade</I>: <I>Os primeiros habitantes do Cerrado</I>. Goi&acirc;nia: Ed. UCG, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064819&pid=S0009-6725201100030001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <p><font size="3">Chaveiro, Eguimar Fel&iacute;cio. "O Cerrado em disputa: sentidos culturais e pr&aacute;ticas sociais contempor&acirc;neas". In: <I>Geografia e cultura: os lugares da vida e a vida dos lugares</I>. Almeida, Maria Geralda de; </font></P>     <p><font size="3">Chaveiro, Eguimar Fel&iacute;cio; Braga, Helaine Costa (orgs). Gr&aacute;fica e Editora Vieira. Goi&acirc;nia, 2008. pp. 75&#45;97.</font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Chaveiro, E. F; Castilho, D. "Cerrado: patrim&ocirc;nio gen&eacute;tico, cultural e simb&oacute;lico<I>". </I>In: <I>Mirante &#45; </I>revista on line. Pires do Rio, GO: Universidade Estadual de Goi&aacute;s, Ano 1, n. 2, jul. 2007. Mimeografado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064823&pid=S0009-6725201100030001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">Chaveiro, E. F. &amp; Cala&ccedil;a, M. "A din&acirc;mica demogr&aacute;fica do Cerrado: O territ&oacute;rio goiano apropriado e cindido". In: Gomes, Horieste (Coord.). <I>Universo do Cerrado</I>. Goi&acirc;nia: Ed. UCG, 2008a. P&aacute;g 287&#45;307. Vol. II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064825&pid=S0009-6725201100030001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Conserva&ccedil;&atilde;o Internacional. <I>Hotspot Revisitados</I>. 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.conservation.org.br/publicacoes/files/HotspotsRevisitados.pdf" target="_blank">http://www.conservation.org.br/publicacoes/files/HotspotsRevisitados.pdf</a>&gt;. Acesso em: 12 Setembro 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064827&pid=S0009-6725201100030001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Coutinho, Leopoldo Magno. "O conceito de bioma". S&atilde;o Paulo: <I>Acta Bot&acirc;nica Brasileira</I>, Vol.2. 2006. p.13&#45;23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064829&pid=S0009-6725201100030001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="3">Diniz&#45;Filho, Jos&eacute; Alexandre Felizola e Pinto, Miriam Plaza. "Biodiversidade no Cerrado". In: Almeida, Maria Geralda de. <I>Tantos Cerrados</I>. Goi&acirc;nia: Vieira, 2005. p. 115&#45;128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064830&pid=S0009-6725201100030001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Ferreira J&uacute;nior, L. G. (Org) <I>A encruzilhada socioambiental: biodiversidade, economia e sustentabilidade no Cerrado</I>. Goi&acirc;nia: Editora da UFG, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064832&pid=S0009-6725201100030001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Gon&ccedil;alves, Carlos Walter P. <I>A globaliza&ccedil;&atilde;o da natureza e a natureza da globaliza&ccedil;&atilde;o. </I>Rio de janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064834&pid=S0009-6725201100030001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Inoc&ecirc;ncio, M. E. "O Prodecer e as tramas do poder na territorializa&ccedil;&atilde;o do capital no Cerrado<I>".</I> Tese (Doutorado) &#150; Universidade Federal de Goi&aacute;s, Instituto de Estudos Socioambientais, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064836&pid=S0009-6725201100030001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Lima, S. C. de. "A perman&ecirc;ncia do estranho: os Karaj&aacute;, os Tori e as disputas territoriais do Cerrado goiano<I>". </I>(Mestrado em geografia) &#45; Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia &#150; Universidade Federal de Goi&aacute;s, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064838&pid=S0009-6725201100030001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Mendon&ccedil;a, Marcelo Rodrigues. "A urdidura do capital e do trabalho no capital do sudoeste goiano". 2004. Tese de doutorado em geografia do programa de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Presidente Prudente. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064840&pid=S0009-6725201100030001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Walter, B. M. T.; Carvalho, A. M. e Ribeiro, J. F. "O conceito de savana e de seu componente Cerrado". In: Sano, S. M.; Almeida, S. P. e Ribeiro, J. F. (Eds.). <I>Cerrado: ecologia e flora.</I> Planaltina: Embrapa Cerrados. 2008, p. 19&#45;45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=064842&pid=S0009-6725201100030001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i>* O presente texto &eacute; parte da pesquisa intitulada "Terras ind&iacute;genas: Territ&oacute;rio, cultura e acesso aos recursos naturais" &#150; Biotek&#45;IRD&#45;Fran&ccedil;a, Laborat&oacute;rio de Estudos e Din&acirc;mica Territoriais (Laboter)&#45;Iesa&#45;UFG.</i></font></P>      ]]></body>
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