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</front><body><![CDATA[ <p align="right">      <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Freud:    o criador de mitos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Leonardo Francischelli</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psicanalista, presidente    da Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psican&aacute;lise (Febrapsi)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PODERIA O HOMEM    VIVER SEM SEUS MITOS?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia    do homem no mundo parece dizer que n&atilde;o. Ele precisou sim, construir uma    mitologia que lhe desse suporte para sobreviver entre iguais. Se isso &eacute;    assim, como fez o homem para elaborar seus mitos? Como eles nasceram?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"O conhecimento    das teorias sexuais infantis, tal como o pensamento infantil as compreende,    pode ser interessante em mais de um sentido, e assim resulta s&ecirc;-lo tamb&eacute;m,    surpreendente, para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos mitos e f&aacute;bulas    da antiguidade. Mas, torna-se indispens&aacute;vel para a concep&ccedil;&atilde;o    das pr&oacute;prias neuroses, nas quais as teorias infantis conservam ainda    todo seu valor e exercem uma influ&ecirc;ncia determinante sobre a estrutura    dos sintomas" (1).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A liga&ccedil;&atilde;o    entre neuroses e mitos acaba de ser estabelecida. Esse caminho abre a possibilidade    de evocar um trabalho de Jaques Lacan, de 1953, "O mito individual do neur&oacute;tico",    texto que s&oacute; &eacute; publicado em 1978, em uma vers&atilde;o estabelecida    por Jacques-Alain Miller, autorizada pelo autor (2). Nele, Lacan se expressa    sobre o mito do seguinte modo: "O mito e o fantasma juntam-se aqui, e a experi&ecirc;ncia    passional ligada ao vivido atual da rela&ccedil;&atilde;o com o analista, &eacute;    trampolim, por interm&eacute;dio das identifica&ccedil;&otilde;es que ela comporta,    para a resolu&ccedil;&atilde;o de um certo n&uacute;mero de problemas". Somente    colocamos esse coment&aacute;rio para salientar que na sess&atilde;o anal&iacute;tica    sempre trabalhamos com os mitos, o mito individual de todo o neur&oacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa trilha chegamos    a Claude L&eacute;vi-Strauss: "O doente neur&oacute;tico acaba com um mito individual    ao opor-se a um psicanalista real; a parturiente ind&iacute;gena vence uma desordem    org&acirc;nica verdadeira, identificando-se com um xam&atilde; miticamente transposto".    E ele continua: "Por&eacute;m, em um caso, trata-se de um mito individual que    o doente elabora com ajuda de elementos extra&iacute;dos de seu passado; em    outro, de um mito social, que o doente recebe do exterior e que n&atilde;o corresponde    a um estado pessoal antigo" (3).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; not&aacute;vel    a conex&atilde;o que encontramos entre mito e neurose, ou melhor, o neur&oacute;tico    organiza, segundo Lacan, o seu "mito individual do neur&oacute;tico", ideia    de "mito individual" que nasce em L&eacute;vi-Strauss.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fonte da neurose    e do mito &eacute; o passado, tanto para Freud, assim como para L&eacute;vi-Strauss.    &Eacute; verdade que Freud fala das "teorias sexuais infantis" e n&atilde;o    em passado, mas, sem d&uacute;vida, essas teorias nascem na primeira inf&acirc;ncia,    e, portanto, representam um tesouro da mem&oacute;ria infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Por&eacute;m,    em outro sentido, &eacute; bem conhecido que todo mito &eacute; uma procura    do tempo perdido" (4).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa afirma&ccedil;&atilde;o    abre outras perspectivas em nosso pensamento como, por exemplo, se poder&iacute;amos    homologar que a neurose &eacute;, tamb&eacute;m, uma procura do tempo perdido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tempo perdido n&atilde;o    deixa de evocar a obra, de Marcel Proust, <i>Em busca do tempo perdido</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estamos todos empenhados    na busca do tempo perdido?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Empenhados aqui    tem duplo sentido, j&aacute; que podemos estar "empenhados" como garantia de    uma penhora, ou, no sentido de estarmos fixados na busca de algo que perdemos    em algum lugar do passado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse &uacute;ltimo    sentido permite-nos falar tanto da neurose como do mito, visto que ambos se    nutrem do passado individual de cada sujeito. A gente volta sempre aos velhos    lugares onde amou a vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sabemos que a neurose    foi constru&iacute;da como uma solu&ccedil;&atilde;o para um momento complicado    no percurso individual do sujeito. Com Freud, poderemos pensar que o tr&acirc;nsito    mais pesado para o desenvolvimento de cada um &eacute; o Complexo de Castra&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; aqui que edificamos uma neurose.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Porque teoriza    a crian&ccedil;a? Seria para driblar o Complexo de Castra&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"A curiosidade    sexual das crian&ccedil;as n&atilde;o desperta espontaneamente em consequ&ecirc;ncia    de uma necessidade cong&ecirc;nita da causalidade, mas sob o aguilh&atilde;o    dos instintos ego&iacute;stas nelas dominantes, quando, ao completar os dois    anos, por exemplo, se veem surpreendidas pelo aparecimento de uma nova crian&ccedil;a"    (5).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; a dor    promovida pela presen&ccedil;a do outro, sem minha autoriza&ccedil;&atilde;o,    que promove o pensar, isto &eacute;, a produ&ccedil;&atilde;o de teorias para    aquilo que me incomoda.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na verdade, "como    toda investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; um produto da luta do homem com a vida,    como se o pensamento se tivesse imposto o trabalho de prevenir a repeti&ccedil;&atilde;o    de um sucesso t&atilde;o temido" (6).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; nessa    luta com a vida que o infante constr&oacute;i as tr&ecirc;s teorias b&aacute;sicas    que sustentam o crescimento do pequeno guerreiro infantil. A primeira consiste    em atribuir a toda pessoa, inclusive &agrave;s de sexo feminino, &oacute;rg&atilde;os    genitais masculinos; na segunda, consequente da primeira, a crian&ccedil;a &eacute;    expelida como excremento, numa defeca&ccedil;&atilde;o. E, na terceira, e &uacute;ltima,    a interpreta&ccedil;&atilde;o do coito &eacute; sempre s&aacute;dica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Viver n&atilde;o    &eacute; preciso, navegar &eacute; preciso", diz a tradi&ccedil;&atilde;o e    com sabedoria, visto que a crian&ccedil;a n&atilde;o faz outra coisa que navegar:    navega em suas teorias sexuais infantis para enfrentar os ci&uacute;mes promovidos    pela presen&ccedil;a de um terceiro, o choque da diferen&ccedil;a anat&ocirc;mica,    um verdadeiro abalo em sua estrutura narc&iacute;sica. Ou, como diz a voz popular:    a dor ensina a gemer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A origem das teorias    sexuais infantis &eacute; que elas possibilitam instrumentos para a interpreta&ccedil;&atilde;o    dos mitos, nos diz Freud. As teorias constituem o centro do mito. E elas nasceram    do mal-estar e da dor dos acontecimentos da inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A antropologia    sustenta outra fonte para o mito: "Um mito se refere sempre a acontecimentos    passados: 'antes da cria&ccedil;&atilde;o do mundo' ou 'durante as primeiras    idades' ou em todo caso 'faz muito tempo'. Por&eacute;m, o valor intr&iacute;nseco    atribu&iacute;do ao mito prov&eacute;m de que esses acontecimentos, que se sup&otilde;em    ocorridos em um momento do tempo, formam tamb&eacute;m uma estrutura permanente.    Ela se refere simultaneamente ao passado, presente e futuro. Uma compara&ccedil;&atilde;o    ajudar&aacute; a precisar desta ambiguidade fundamental. Nada se assemelha mais    ao pensamento m&iacute;tico que a ideologia pol&iacute;tica" (7).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que possam    apresentar, aparentemente, uma origem divergente, devemos admitir que esse "antes    da cria&ccedil;&atilde;o do mundo" surja a partir de um desconforto, ou, ao    contr&aacute;rio, que representa a sa&iacute;da de uma completude como era o    para&iacute;so.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1913, com <i>Totem    e tabu</i>, Freud construiu seu grande mito. Partindo de Charles Darwin, com    a ideia da horda primitiva, de W. R. Smith, com o chamado banquete tot&ecirc;mico,    de James Frazer, atrav&eacute;s dos sacrif&iacute;cios humanos, entre outros,    estabelece que os irm&atilde;os unidos matam o pai, possuidor de todas as coisas    e de todo o poder.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse assassinato    nasce a Lei e o pai morto passa a ser o pai simb&oacute;lico, representante    da Lei. Fica estabelecido que ningu&eacute;m ocupar&aacute; aquele lugar que    foi do pai, sede do poder absoluto. A partir de agora todos ser&atilde;o iguais,    na medida em que ningu&eacute;m gozar&aacute; dos privil&eacute;gios do pai    primitivo. Constitui-se a Lei contra o incesto e o parric&iacute;dio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A viol&ecirc;ncia    gerando a cultura. Hoje, quando se fala da ca&iacute;da da fun&ccedil;&atilde;o    paterna, estamos dizendo que alguma coisa debilitou as normas criadas pelos    assassinos do velho pai. A Lei, hoje, n&atilde;o tem o mesmo vigor que ontem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1930, em <i>O    mal-estar na cultura</i>, a troca da posi&ccedil;&atilde;o qua-dr&uacute;pede    para a postura de p&eacute; do homem, produziu efeitos transcendentais: "Em    consequ&ecirc;ncia, no come&ccedil;o do fatal processo de cultura se situaria    a postura vertical do ser humano" (8). Observamos que alguns anos depois, Freud    estabelece outra fonte para a constru&ccedil;&atilde;o da nossa civilidade.    Na passagem da posi&ccedil;&atilde;o quadr&uacute;pede para a posi&ccedil;&atilde;o    de p&eacute;, opera o recalque org&acirc;nico sobre o olfato, dando lugar destacado    aos est&iacute;mulos visuais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Ao colocar-nos    de p&eacute; e abandonar a postura animal quadr&uacute;pede tornamo-nos seres    humanos. Isso Darwin j&aacute; sabia. Mas, Freud acrescenta a isso uma teoria    do recalque. Com essa imagem potente e com essa novela sobre as origens da cultura    no recalcamento em um dos sentidos considerados mais toscos, sintomaticamente    narrada em uma nota de rodap&eacute;, Freud novamente se mostra um singular    autor de mitos - ali&aacute;s, nesse ponto, compar&aacute;vel talvez apenas    a Plat&atilde;o e aos autores da B&iacute;blia" (9).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o sei    se, efetivamente, poder&iacute;amos ir t&atilde;o longe. Sabemos que essa troca    de postura trouxe mudan&ccedil;as substantivas para o homem. Numa simples consulta    com os traumatologistas ou os ortopedistas, saberemos o pre&ccedil;o que pagamos    pela nossa postura em p&eacute;. Pre&ccedil;o que pagamos com gosto, visto que    substitu&iacute;mos o olfato pela vis&atilde;o, por meio de uma opera&ccedil;&atilde;o    de recalque e sa&iacute;mos do reino animal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pouco tempo depois,    em <i>Sobre a conquista do fogo</i>, de 1932, Freud trabalhou o mito de Prometeu.    Aqui Freud procura penetrar no sentido do mito em lugar de cri&aacute;-lo. Os    mitos, diz ele, "descrevem a renova&ccedil;&atilde;o dos apetites libidinosos    depois que se extinguiram por estarem satisfeitos, ou seja, seu car&aacute;ter    indestrut&iacute;vel; e essa insist&ecirc;ncia &eacute; bem pertinente como    consolo se o n&uacute;cleo hist&oacute;rico do mito trata de uma derrota da    vida pulsional, de uma ren&uacute;ncia do pulsional que se fez necess&aacute;ria"    (10).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sem sombra de d&uacute;vida,    a conquista do fogo pelo homem representa um marco para a cultura. Pois, a partir    dessa aquisi&ccedil;&atilde;o, o homem n&atilde;o come mais o alimento cru,    s&oacute; cozido. Isto &eacute;, a natureza sofre um processo de negativiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; a puls&atilde;o,    que domada pela cultura, retoma uma e outra vez atrav&eacute;s do mito. O debate    entre crescer ou permanecer &eacute; o que levou o homem a forjar sua mitologia,    assim como a crian&ccedil;a teorizava sobre a sexualidade movida pela puls&atilde;o    de saber de que lugar vinha.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teorizam, ainda?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS    BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Freud, S. <i>Teorias    sexuais infantis</i>. Rio de Janeiro: Delta. Vol. 9. pp.121-123. Trabalho original    publicado em 1908. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Lacan, J. <i>O    mito individual do neur&oacute;tico</i>. Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim,    Cooperativa Editora e Livraria. Trabalho original publicado em 1978. 1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. L&eacute;vi-Strauss,    C. <i>Antropologia estructural</i>. Buenos Aires: Editorial Universitaria de    Buenos Aires. p. 180. Trabalho original publicado em 1949-1955. 1968.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. L&eacute;vi-Strauss,    C. <i>op.cit.</i> p.185. 1968.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Freud, S. <i>op.cit.</i>    p.122. 1979.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Freud, S. <i>op.cit.</i>    p.123. 1979.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. L&eacute;vi-Strauss,    C. <i>op.cit.</i> p.89. 1968.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Freud, S. <i>O    malestar en la cultura</i>. Buenos Aires: Amorrortu Editores. V. XXI. p.97.    Trabalho original publicado em 1930. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Seligmann-Silva,    M. <i>Freud: O mal-estar na cultura</i>. S&atilde;o Paulo: L&amp;PM Pocket.    p.34. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Freud, S. <i>Sobre    a conquista do fogo</i>. Buenos Aires: Amorrortu Editores. Vol. XXII. p.177.    Trabalho original publicado em 1932. 1979.    </font></p>      ]]></body><back>
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