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</front><body><![CDATA[ <p align="right">      <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>CULTURA    <br>   DALAI LAMA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Sabedoria e    felicidade andam juntas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fl&aacute;via    Gouveia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n1/23f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Qual &eacute;    a causa &uacute;ltima do sofrimento? &Eacute; a ignor&acirc;ncia! E como se    remove a ignor&acirc;ncia? N&atilde;o &eacute; com ora&ccedil;&atilde;o, nem    com medita&ccedil;&atilde;o. &Eacute; com a sabedoria". Essas e outras quest&otilde;es    que inquietam a humanidade foram expostas pela autoridade m&aacute;xima do budismo,    o Dalai Lama, que esteve em S&atilde;o Paulo em setembro de 2011, em sua quarta    vinda ao Brasil. Tenzin Gyatzo, nome do 14&#186; Dalai Lama, esteve no pa&iacute;s    pela primeira vez em 1992, durante a Confer&ecirc;ncia para o Meio Ambiente    (Eco-92).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ele explica que    a sabedoria, entendida como a compreens&atilde;o da realidade, prov&eacute;m    do estudo, das leituras, da reflex&atilde;o, da compara&ccedil;&atilde;o, at&eacute;    o ponto em que o conhecimento incorporado se transforme em experi&ecirc;ncia.    A mensagem da import&acirc;ncia dos valores &eacute;ticos e do conhecimento    como caminhos para a felicidade norteou os pronunciamentos do l&iacute;der tibetano,    em todos os tr&ecirc;s grandes temas de sua confer&ecirc;ncia: ci&ecirc;ncia,    religi&atilde;o e neg&oacute;cios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O monge budista    lembra que, nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s s&eacute;culos, o desenvolvimento    da ci&ecirc;ncia e da tecnologia deixou os homens maravilhados, mas ressalta    que a valoriza&ccedil;&atilde;o do mundo material nos fez esquecer os valores    humanos. "A tecnologia e o dinheiro n&atilde;o trazem consigo os conceitos de    bem ou mal. A mat&eacute;ria n&atilde;o carrega a no&ccedil;&atilde;o de certo    ou errado".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ele cita a import&acirc;ncia    de pesquisas cient&iacute;ficas que tentam desvendar a mente e diz que "mesmo    sem a compreens&atilde;o absoluta sobre esses mist&eacute;rios, os cientistas    j&aacute; reconhecem que existe uma influ&ecirc;ncia da mente sobre o c&eacute;rebro".    Nesse sentido, a neuroci&ecirc;ncia tem feito descobertas interessantes sobre    o efeito de treinamentos mentais e pr&aacute;ticas meditativas sobre a sa&uacute;de    humana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ele defende a import&acirc;ncia    da diversidade, porque as pessoas t&ecirc;m diferentes disposi&ccedil;&otilde;es    mentais. "Para alguns, a ideia de um deus criador &eacute; mais apropriada,    para outros, n&atilde;o". Os valores primordiais, afirma, como amor, compaix&atilde;o,    perd&atilde;o e autodisciplina, est&atilde;o presentes em todas as grandes religi&otilde;es    do mundo o que, em tese, deveria inibir a exist&ecirc;ncia de conflitos. Por&eacute;m,    "&eacute; muito f&aacute;cil colocar o foco nas diferen&ccedil;as e esquecer    o que nos une", lamenta.</font></p>      ]]></body>
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