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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>A economia verde &#45; Amaz&ocirc;nia </b></font></p>     <p><font size="3">Lauro E. S. Barata</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size="4"><b>D</b></font>esde os tempos do descobrimento do Brasil a economia amaz&ocirc;nica se baseia na produ&ccedil;&atilde;o de <I>commodities</I>. Pecu&aacute;ria, agroneg&oacute;cio, energia, min&eacute;rios e produtos da floresta s&atilde;o os vetores estrat&eacute;gicos que norteiam a maioria dos atores privados e p&uacute;blicos na Amaz&ocirc;nia brasileira (1,2). Carne, soja, alum&iacute;nio, madeira e borracha (3) e outros produtos em estado bruto, ou com pequeno grau de industrializa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o gerados na regi&atilde;o, mas processados no exterior, gerando escassos recursos localmente. </font></p>     <p><font size="3">Uma mudan&ccedil;a de paradigma requer o uso adequado dos recursos naturais da floresta com adi&ccedil;&atilde;o de valor e comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos da terra, trazendo maior retorno econ&ocirc;mico que a forma&ccedil;&atilde;o de pastos ou a venda de madeira. Assim, a oportunidade que se apresenta para o desenvolvimento de novos produtos leva em conta um mercado internacional &aacute;vido de novidades da floresta tropical. Um bom direcionamento s&atilde;o os produtos para a ind&uacute;stria de perfumaria e cosm&eacute;ticos, uma vez que o mercado nacional cresce a dois d&iacute;gitos e essas &aacute;reas consomem baixos volumes de materiais, &agrave; pre&ccedil;os compensadores. O mercado de cosm&eacute;ticos no Brasil chegar&aacute; a US$ 20 bilh&otilde;es em 2012 e a Amaz&ocirc;nia, que participa apenas como produtora de mat&eacute;rias&#45;primas de baixa qualidade, poderia gerar &oacute;leos essenciais e derivados, al&eacute;m de produtos finais. </font></p>     <p><font size="3">Os v&aacute;rios <I>Ciclos de Riqueza</I> pelos quais passou a Amaz&ocirc;nia s&atilde;o o mesmo (mau) exemplo dessa situa&ccedil;&atilde;o. O ciclo dos min&eacute;rios, iniciado nos anos 1960, perdura at&eacute; os nossos dias, tal como a pecu&aacute;ria, respons&aacute;vel por 60% da destrui&ccedil;&atilde;o da floresta (4). O mais emblem&aacute;tico da explora&ccedil;&atilde;o de um produto florestal da biodiversidade vegetal amaz&ocirc;nica foi o ciclo da borracha, dos fins do s&eacute;culo XIX at&eacute; 1912, que, al&eacute;m do Theatro da Paz em Bel&eacute;m e o Theatro Amazonas, pouco deixou. Durante esse rico per&iacute;odo, n&atilde;o se produziram na Amaz&ocirc;nia pneus ou qualquer outro artigo de real import&acirc;ncia industrial, exceto galochas artesanais. O in&iacute;cio do fim coincidiu com a produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do l&aacute;tex transferido para a Mal&aacute;sia atrav&eacute;s do Royal Botanical Garden em Londres. Isso n&atilde;o teria acontecido sem a ativa participa&ccedil;&atilde;o dos cientistas ingleses do Kew Gardens &#150; do qual o cidad&atilde;o ingl&ecirc;s se orgulha &#150; que participaram ativamente do estabelecimento da &aacute;rvore de borracha em sua col&ocirc;nia no Pac&iacute;fico. </font></p>     <p><font size="3">Nesse per&iacute;odo inicial do ciclo da borracha, ao redor dos anos 1880, o Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi j&aacute; existia, mas n&atilde;o h&aacute; registro de que tenha participado de pesquisas cient&iacute;ficas para transformar a borracha em produtos. Na &eacute;poca, a produ&ccedil;&atilde;o da borracha constitu&iacute;a 40% de todas as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras. Mais tarde, quando as rotas para o Pac&iacute;fico foram cortadas pelos japoneses, a produ&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex, parte do esfor&ccedil;o dos americanos na II Grande Guerra, foi retomada em 1942, quando eu abria os olhos. J&aacute; existia ent&atilde;o em Bel&eacute;m o Instituto Agron&ocirc;mico do Norte (IAN) (5), mas igualmente n&atilde;o houve qualquer projeto definitivo para desenvolver tecnologia com o l&aacute;tex. No per&iacute;odo, o Banco da Borracha (6), com sede em Bel&eacute;m (PA), financiava enormes planta&ccedil;&otilde;es da <I>Hevea brasiliensis</I> a qualquer pre&ccedil;o ou condi&ccedil;&atilde;o, mas, como sabemos, os recursos utilizados, ou n&atilde;o, n&atilde;o geraram tecnologia localmente. O ciclo da madeira iniciou&#45;se em 1970, em pleno regime militar, e dura at&eacute; hoje. Quatorze milh&otilde;es de toneladas de madeira em tora s&atilde;o produzidas na Amaz&ocirc;nia para uma receita bruta estimada de R$ 4,94 bilh&otilde;es (7). S&atilde;o 2.227 empresas madeireiras legais que derrubaram o equivalente a 3,5 milh&otilde;es de &aacute;rvores, resultando na produ&ccedil;&atilde;o de 5,8 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos de madeira processada, correspondendo a um aproveitamento de apenas 41%. Ainda assim, 72% da madeira serrada &eacute; de baixo valor agregado. Junto com a pecu&aacute;ria, e outros modos de exterm&iacute;nio, o desmatamento produziu um deserto maior que a &aacute;rea da Fran&ccedil;a, Inglaterra e Irlanda juntas. Estudos sugerem que o valor dessa floresta, se em p&eacute;, seria de bilh&otilde;es de d&oacute;lares; no entanto, as madeiras s&atilde;o o item de exporta&ccedil;&atilde;o principal da maior floresta tropical &uacute;mida do planeta. Produtos florestais n&atilde;o madeireiros (PFNM), como copa&iacute;ba (8) e andiroba (9), usados na etnomedicina, ocupam uma fatia desprez&iacute;vel nesse contexto econ&ocirc;mico, com relevante exce&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;a&iacute; (10) cujo mercado alcan&ccedil;a hoje a mais de U$S 1 bilh&atilde;o. O ciclo das D<I>rogas do Sert&atilde;o </I>iniciado no per&iacute;odo do Brasil colonial, ainda n&atilde;o se esgotou e perdura at&eacute; aos nossos dias. Ervas arom&aacute;ticas e medicinais (11) como o cacau (<i>Theobroma cacao</i>), baunilha, cravo    (<i>Dicypellium caryophyllatum</i> Nees.), castanha&#45;do&#45;Par&aacute; (<i>Bertholletia    excelsa</i>), guaran&aacute; (<i>Paullinia cupana</i>), copa&iacute;ba e andiroba, as "drogas    do sert&atilde;o", eram <i>especiarias</i> que alcan&ccedil;avam excelentes pre&ccedil;os no    mercado mundial desde o in&iacute;cio da era crist&atilde;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a11img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> Foi para combater o contrabando dessas drogas para a Europa    que, em 1616, Francisco Caldeira Castelo Branco fundou, na foz do    rio Amazonas, o forte do Pres&eacute;pio, dando origem &agrave; cidade de Bel&eacute;m    e hoje parte do roteiro dos poucos turistas que aportam na cidade.    Dessas especiarias da floresta resta a produ&ccedil;&atilde;o anual de 300 toneladas  de copa&iacute;ba negociadas, principalmente, pela Empresa Benchimol de    Manaus e 400 toneladas de andiroba, por duas ind&uacute;strias de porte    m&eacute;dio em Bel&eacute;m (12). O &oacute;leo de andiroba, que tem propriedades    medicinais e bioinseticidas, no entanto, &eacute; vendido a pre&ccedil;o de <i>commodity</i> a menos de US$ 6/kg. A par disso, milhares de ribeirinhos    e comunit&aacute;rios produzem seu pr&oacute;prio &oacute;leo de andiroba, sem poder    competir com os pre&ccedil;os estabelecidos pelas ind&uacute;strias devido, sobretudo,    &agrave; baixa qualidade de um &oacute;leo com &iacute;ndices de acidez e per&oacute;xidos    inaceit&aacute;veis pela ind&uacute;stria cosm&eacute;tica. A simples redu&ccedil;&atilde;o desses    &iacute;ndices qu&iacute;micos elevou o pre&ccedil;o do &oacute;leo de andiroba (13) a US$ 40/kg, nos anos 1990, muito longe dos pre&ccedil;os negociados    nos dias atuais. Depois de Paul Le Cointe (14),    cientista franc&ecirc;s sediado em Bel&eacute;m nos anos 1920,    que revelou as principais propriedades qu&iacute;micas do    &oacute;leo de andiroba, o interesse dos cientistas amaz&ocirc;nicos    neste &oacute;leo e no de copa&iacute;ba foi retomado por    recente edital das funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa    locais (15), mas ainda n&atilde;o levou a qualquer produto    de qualidade internacional. Uma tese conduzida    no Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade Estadual    de Campinas (IQ&#45;Unicamp) (16) realiza o estudo    do res&iacute;duo industrial do &oacute;leo de andiroba, no qual    se concentram as subst&acirc;ncias ativas deste, para transform&aacute;&#45;lo em    produtos para uso medicinal, veterin&aacute;rio ou cosm&eacute;tico. Sabe&#45;se que    a extra&ccedil;&atilde;o por <i>expeller</i>, isto &eacute;, por prensas mec&acirc;nicas, retira apenas    50% do &oacute;leo das sementes de andiroba, assim restam 200 toneladas    de res&iacute;duo que poder&atilde;o ser transformados em produtos.</font></p>     <p><font size="3"> <b>TRADI&Ccedil;&Atilde;O E USO DAS PLANTAS AROM&Aacute;TICAS NA AMAZ&Ocirc;NIA</b> Plantas    odor&iacute;feras fazem parte do cotidiano amaz&ocirc;nico, independente do    extrato social, religi&atilde;o ou grupo &eacute;tnico. Usadas desde tempos imemoriais    por &iacute;ndios, foram apropriadas pelos brancos e seus descendentes    caboclos e ribeirinhos, urbanos, classe m&eacute;dia ou alta, que as utilizam    na alimenta&ccedil;&atilde;o, na medicina, na cosm&eacute;tica natural, na perfumaria    e nos rituais da aromaterapia amaz&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="3"> Na culin&aacute;ria s&atilde;o de uso di&aacute;rio a pimenta de cheiro (<i>Capsicum spp</i>),    a alfavaca (<i>Hyptis spp</i>.), a chic&oacute;ria (<i>Eryngium foetidum</i>) e o manjeric&atilde;o    (<i>Ocimum spp</i>) associados ao jambu (<i>Spilanthes acmella</i>) e aos produtos    da mandioca. Em tempos recentes, <i>ma&icirc;tres</i> brasileiros e estrangeiros,    como Alex Atala, se encantaram com os produtos regionais da    Amaz&ocirc;nia e os t&ecirc;m utilizado e divulgado em manjares da culin&aacute;ria    mundial. Na medicina, plantas arom&aacute;ticas como o puxuri (<i>Licaria    puchury&#45;major</i>), casca&#45;preciosa (<i>Aniba canelilla</i>) e o &oacute;leo de copa&iacute;ba,    s&atilde;o usadas como ch&aacute;s, <i>in natura</i>, infus&otilde;es, garrafadas e &oacute;leos arom&aacute;ticos    vendidos livremente, quase sempre sem qualquer padroniza&ccedil;&atilde;o.    Repelente de insetos &eacute; o aroma do patchouli do Par&aacute; (de fato <i>Vetiveria    zizanoides</i>), a priprioca (<i>Cyperus articulatus</i>) e o cumaru (Dipteryx    odorata) em raiz, rizoma e frutos odorantes que usados nas estantes    de livros e arm&aacute;rios previnem insetos e mofo (fungos).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a11img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> A aromaterapia cabocla utiliza plantas nas formas de banhos arom&aacute;ticos,    inala&ccedil;&otilde;es, embroca&ccedil;&otilde;es e defuma&ccedil;&otilde;es incensadas. Grandes    empresas como a Unilever e a P&amp;G (17) descobriram a aromaterapia    como <i>merchandising</i> que, diferentemente do conceito original aromater&aacute;pico,    utilizam ess&ecirc;ncias sint&eacute;ticas como o linalol sint&eacute;tico, elaborado    a partir de subst&acirc;ncias naturais presentes no pau&#45;rosa (<i>Aniba    rosaeodora</i>). Nos cosm&eacute;ticos, plantas arom&aacute;ticas frescas ou secas s&atilde;o    misturadas com &oacute;leos ou gorduras medicinais do muru&#45;muru (<i>Astrocaryum    muru&#45;muru</i>), da andiroba, castanha&#45;do&#45;Par&aacute; para produzir lo&ccedil;&otilde;es    bals&acirc;micas, &oacute;leos de banho, cremes e sabonetes. Assim, o sabonete    cremoso de andiroba &eacute; produzido com cinzas das cascas do cacau e    usado para o embelezamento e vi&ccedil;o da pele. Empresas regionais como    a Chamma da Amaz&ocirc;nia, a Juru&aacute; e outras, baseiam&#45;se nesses produtos.    O sabonete Phebo, originalmente &agrave; base do &oacute;leo essencial de pau&#45;rosa,    mas hoje com o suced&acirc;neo sint&eacute;tico, ainda assim&eacute;  exportado para a Europa. A macacaporanga (<i>Aniba    parviflora</i>) &eacute; uma esp&eacute;cie arom&aacute;tica nativa da    Amaz&ocirc;nia cujos ramos e madeira, quando secos e    transformados em p&oacute;, s&atilde;o utilizados como sach&ecirc;s    aromatizantes (18) em "banhos de cheiro" (19).</font></p>     <p><font size="3"> Folhas, frutos, ra&iacute;zes, cascas e flores s&atilde;o usadas    em rituais culturais e espirituais dos banhos    atrativos e banhos de cheiro. Na prociss&atilde;o do    C&iacute;rio de Nazar&eacute; (20) a multid&atilde;o &eacute; aspergida com    um banho de cheiro quando passa pelo tradicional    mercado do Ver&#45;O&#45;Peso. Em Alter&#45;do&#45;Ch&atilde;o,    terra dos ancestrais Boraris, o grupo musical Corimbo perfuma os    dan&ccedil;arinos do equivalente Carimb&oacute; do Par&aacute; com um banho de    cheiro que, misturados ao suor, exalam perfume odorante e sensual.    Para se fazer bem ao ambiente, se incensa o local antes da festa    come&ccedil;ar, e na sua composi&ccedil;&atilde;o predomina o breu (<i>Protium spp</i>) e    as cascas arom&aacute;ticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> Cr&ecirc;&#45;se que os banhos atrativos podem atrair as cunhanporangas,    ou mo&ccedil;as belas e que, dependendo do modo de uso, abrem    os caminhos, desemperram processos, mesmo os universit&aacute;rios, e    conseguem um bom emprego. A composi&ccedil;&atilde;o dos banhos envolvem    esp&eacute;cies arom&aacute;ticas como a catinga de mulata (<i>Ocimum spp</i>),    patchuly, casca preciosa, chama (<i>Mentha spp</i>.) e priprioca, e at&eacute;  mesmo outras n&atilde;o arom&aacute;ticas e &oacute;rg&atilde;os de animais como os &oacute;rg&atilde;os    sexuais do boto macho ou f&ecirc;mea, dependendo do tipo de atrativo.    Na perfumaria, plantas arom&aacute;ticas s&atilde;o utilizadas para perfumes    caseiros, <i>sachets</i> e <i>pot&#45;pourries</i>. Pataqueira (<i>Conobea aquatica</i>), catinga    de mulata (<i>Aeolanthus suaveolens</i>) e estoraque (<i>Ocimum micranthum</i>),    al&eacute;m dos j&aacute; citados pau&#45;rosa, puxuri, copaiba, preciosa,    macacaporanga, cumaru (<i>Dipteryx odorata</i>) e priprioca, entram na    composi&ccedil;&atilde;o dos p&oacute;s e macerados que conferem o cheiro caracter&iacute;stico    do Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="3"><B>A RIQUEZA DA AMAZ&Ocirc;NIA BRASILEIRA </B>A floresta amaz&ocirc;nica com 4 milh&otilde;es de km<Sup>2</Sup> tem registradas 2 mil esp&eacute;cies medicinais usadas pela popula&ccedil;&atilde;o local como medicamentos, al&eacute;m de 1.250 esp&eacute;cies arom&aacute;ticas produtoras de &oacute;leos essenciais (21). No entanto, apenas tr&ecirc;s esp&eacute;cies arom&aacute;ticas fazem parte da pauta de exporta&ccedil;&atilde;o e com&eacute;rcio na Amaz&ocirc;nia: as favas de cumaru, o &oacute;leo de copa&iacute;ba e o &oacute;leo essencial de pau&#45;rosa (22). As sementes de cumaru e o &oacute;leo de copa&iacute;ba s&atilde;o comercializados a granel, configurando uma <I>commodity</I> com pre&ccedil;os por volta de US$ 8/kg. O uso da biodiversidade da floresta amaz&ocirc;nica &eacute; uma alternativa real para suprir o mercado de &oacute;leos essenciais de US$ 2 bilh&otilde;es, onde o Brasil participa como terceiro exportador, d&eacute;cimo importador. No entanto, o grosso da exporta&ccedil;&atilde;o (92%) &eacute; baseado nos &oacute;leos c&iacute;tricos, subproduto da ind&uacute;stria de sucos. Um processamento tecnol&oacute;gico adequado poderia elevar o valor desses produtos a dez vezes mais. O &oacute;leo essencial de pau&#45;rosa, mat&eacute;ria&#45;prima para produtos da empresa francesa Chanel, entrou para a lista Cites (23) em 2010, assim, devido &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es legais associadas &agrave; enorme queda na produ&ccedil;&atilde;o elevou os pre&ccedil;os para US$ 163,65/kg (24), o mesmo valor de um frasco de perfume Chanel. </font></p>     <p><font size="3"><b>MERCADO</b> Entre empregos diretos e indiretos, estima&#45;se hoje que o mercado de cosm&eacute;ticos brasileiro gera mais de 3,6 milh&otilde;es de postos de trabalho. A tecnologia embutida na &aacute;rea de cosm&eacute;ticos surpreende e emprega alguns milhares de doutores formados pelas nossas melhores universidades, apesar delas, j&aacute; que mesmo os nossos melhores sistemas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o estatais est&atilde;o divorciados da ind&uacute;stria e desconhecem onde andam os 12 mil cientistas colocados anualmente fora da redoma universit&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="3">O Brasil, que no ano 2011 passou os Estados Unidos, &eacute; o primeiro pa&iacute;s do mundo no mercado da perfumaria e o segundo no de cosm&eacute;ticos. As 1.659 empresas brasileiras atuando no mercado de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosm&eacute;ticos, tiveram um faturamento de R$ 24,9 bilh&otilde;es em 2009, crescendo em m&eacute;dia 10,5% nos &uacute;ltimos 14 anos, crescimento maior que o da economia da China (25). O estado do Par&aacute; conta com apenas seis empresas, enquanto o Sudeste possui 1046 empresas registradas. Esta discrep&acirc;ncia &eacute; mais evidente quando se analisa o portf&oacute;lio da principal empresa brasileira de cosm&eacute;ticos onde se v&ecirc; que cerca de 90% de seus ativos oriundos da biodiversidade prov&eacute;m da regi&atilde;o Norte brasileira. </font></p>     <p><font size="3">O sucesso de empresas nacionais de cosm&eacute;ticos, como a Chamma da Amaz&ocirc;nia e a Natura, demonstram a import&acirc;ncia de se desenvolver na Amaz&ocirc;nia uma base para a produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias&#45;primas, padronizadas em uma primeira etapa e produtos acabados em seguida. Empresas como a The Body Shop (UK), Aveda (EUA) e Yves Rocher (Fran&ccedil;a), apostaram no uso sustent&aacute;vel dos produtos naturais originados de pa&iacute;ses como o Brasil, demonstrando a import&acirc;ncia dos estudos cient&iacute;ficos aplicadas a &oacute;leos essenciais. </font></p>     <p><font size="3">A sugest&atilde;o de modelos de gest&atilde;o para a Amaz&ocirc;nia quase sempre vem de fora da regi&atilde;o, Bertha Becker (26), Jacques Marcovitch (27) e Ricardo Abramovay (28) da USP s&atilde;o os exemplos mais presentes. Entre os principais cientistas da Amaz&ocirc;nia que pensaram a regi&atilde;o h&aacute; Samuel Benchimol (29) e, atualmente, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa), Adalberto Luis Val, e Roberto Dall'Agnol da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), estes dois &uacute;ltimos participaram do documento da rede americana ABC "Amaz&ocirc;nia: desafio brasileiro do s&eacute;culo XXI", sub&#45;intitulado "A necessidade de uma revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica" (30). Nunca foi mais premente esta <I>revolu&ccedil;&atilde;o</I>. Os estados do Norte exibem &iacute;ndices inferiores a qualquer estado das outras regi&otilde;es do Brasil, em IDH, PIB ou qualquer outro. A Amaz&ocirc;nia, depois de tanto brilho na cultura, na arte e na ci&ecirc;ncia, no s&eacute;culo XIX e primeira metade do XX, esmaeceu e ocupa hoje a galeria dos desprovidos, desbancando o Nordeste como lugar dos desprotegidos do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="3">Os <I>Desafios Urgentes </I>listados pelo documento da ABC est&atilde;o ainda a desafiar o pa&iacute;s &#150; e por que n&atilde;o dizer o mundo &#150; e continuam v&aacute;lidos e necessitando de implementa&ccedil;&atilde;o: </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> <I>A cria&ccedil;&atilde;o de novas universidades p&uacute;blicas,</I>..., aconteceu com a instala&ccedil;&atilde;o da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Par&aacute;), em Santar&eacute;m (PA), em 2009, a 800 km de Bel&eacute;m, e outros 800 km de Manaus. S&atilde;o 230 professores, 40% dos quais com doutorado. Se isto &eacute; longe de ser suficiente, &eacute; o necess&aacute;rio para o momento. O amplo apoio do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) e da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) fez aparecer uma luz no Tapaj&oacute;s. </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> <I>A cria&ccedil;&atilde;o de institutos cient&iacute;fico&#45;tecnol&oacute;gicos associados ao ensino e pesquisa tecnol&oacute;gica, descentralizando a infraestrutura de ci&ecirc;ncia e tecnologia (C&amp;T) </I>...ainda est&aacute; em aberto, j&aacute; que o Centro de Biotecnologia da Amaz&ocirc;nia (CBA) em Manaus est&aacute; longe de cumprir tal necessidade. Em 2003, o pa&iacute;s preocupado com o baixo &iacute;ndice tecnol&oacute;gico das ind&uacute;strias da regi&atilde;o Norte, e a condi&ccedil;&atilde;o de simples fornecedores de mat&eacute;rias&#45;primas, lan&ccedil;ou o projeto Bioamaz&ocirc;nia que tinha como miss&atilde;o amplificar o que havia de C&amp;T na regi&atilde;o adicionando valor aos produtos naturais. Depois de muitos percal&ccedil;os e den&uacute;ncias, resultou na cria&ccedil;&atilde;o do CBA que, ap&oacute;s muitos milh&otilde;es de d&oacute;lares e contando com uma gest&atilde;o governamental mais que complexa, n&atilde;o deslanchou, tornando&#45;se apenas, e quando muito, mais um centro de gera&ccedil;&atilde;o de recursos humanos. </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> <I>A amplia&ccedil;&atilde;o e fortalecimento da p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, atra&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o de pessoal altamente qualificado em C,T&amp;I</I> ... est&aacute; ocorrendo de modo homeop&aacute;tico, com um PG&#45;RNA (31) da Ufopa j&aacute; em funcionamento e com 10 disserta&ccedil;&otilde;es de mestrado defendidas. No entanto, a fixa&ccedil;&atilde;o de pessoal n&atilde;o ocorrer&aacute; se n&atilde;o houver um diferencial importante de sal&aacute;rio ou bolsa para os desterrados na regi&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> <I>Fortalecimento das redes de informa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o, dotando&#45;a de uma rede com banda m&iacute;nima de 2 gigabites,... </I>est&aacute; longe, muito longe da realidade (32): a internet dispon&iacute;vel &eacute; de m&aacute; qualidade enquanto no sul do pa&iacute;s se trabalha com 30 GB. </font></p>     <p><font size="3"><B>A GEST&Atilde;O DA AMAZ&Ocirc;NIA E A&Ccedil;&Otilde;ES DE POL&Iacute;TICAS DE C,T&amp;I </B>O governo federal, atrav&eacute;s da Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento da Pesquisa Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica (CNPq), parece, desta vez, estar atento, e no final do ano passado colocou um gigantesco programa de forma&ccedil;&atilde;o de C,T&amp;I no ar. Ser&atilde;o 100 mil bolsas de estudos para graduandos, doutorandos e p&oacute;s&#45;doutores para se lan&ccedil;arem ao estrangeiro, e vice&#45;versa, a fim de capturar o que h&aacute; de melhor na Europa e EUA em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tecnologia e aplica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia. Por&eacute;m, se a pol&iacute;tica n&atilde;o for acompanhada de a&ccedil;&otilde;es de empreendedorismo diretamente dentro das universidades da regi&atilde;o Norte, n&atilde;o haver&aacute; solu&ccedil;&atilde;o para a Amaz&ocirc;nia, e seus produtos, como tamb&eacute;m a floresta, continuar&atilde;o a ser consumidos como <I>commodities</I>. </font></p>     <p><font size="3">Enquanto doze mil doutores s&atilde;o colocados no mercado de trabalho a cada ano, o Brasil gera 36 mil <I>papers </I>e raras patentes &#150; em 2010 apenas 103 registradas, enquanto a Coreia produziu 8.762. A copa&iacute;ba, um &oacute;leo antimicrobiano &eacute; um bom (mau) exemplo dessa situa&ccedil;&atilde;o: em 2009, o Brasil publicou 76 trabalhos(33), mas n&atilde;o registrou nenhuma patente, enquanto os EUA registraram 17 patentes desse &oacute;leo. Um projeto de P&amp;D com o &oacute;leo de copa&iacute;ba (34) deve colocar no mercado um produto cosmec&ecirc;utico (35). </font></p>     <p><font size="3"><B>BIODIVERSIDADE FLORESTAL AMEA&Ccedil;ADA </B>&Eacute; urgente a necessidade de preservar a biodiversidade amaz&ocirc;nica, pois a floresta j&aacute; sofreu grande devasta&ccedil;&atilde;o pela explora&ccedil;&atilde;o madeireira e pela pr&aacute;tica agr&iacute;cola. Estima&#45;se que o desmatamento tenha destru&iacute;do cerca de 750.000 km<Sup>2</Sup> de floresta. O custo ecol&oacute;gico dessas derrubadas &eacute; alt&iacute;ssimo e o ambiente &eacute; afetado de forma irrepar&aacute;vel. O governo do estado do Par&aacute; &eacute; ainda o que mais amea&ccedil;a a biodiversidade florestal, sendo que em 2009 foi respons&aacute;vel pela destrui&ccedil;&atilde;o de mais da metade dos 7.464 km<Sup>2</Sup> de territ&oacute;rio amaz&ocirc;nico, quatro vezes mais que o Mato&#45;Grosso. Plantas &uacute;teis, medicinais ou arom&aacute;ticas n&atilde;o escaparam da moto&#45;serra ou dos corrent&otilde;es. Copa&iacute;ba, jatob&aacute;s, louros (36) e outras plantas arom&aacute;ticas que poderiam produzir &oacute;leos essenciais, extratos, concretos e absolutos para o mercado de perfumaria, s&atilde;o derrubadas impunemente. </font></p>     <p><font size="3"><B>PRODU&Ccedil;&Atilde;O SUSTENT&Aacute;VEL DE &Oacute;LEO ESSENCIAL NA AMAZ&Ocirc;NIA </B>O cultivo de plantas arom&aacute;ticas nas &aacute;reas j&aacute; degradadas da Amaz&ocirc;nia, al&eacute;m da recomposi&ccedil;&atilde;o com esp&eacute;cies nativas, gera trabalho e renda familiar. A produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de &oacute;leo essencial de plantas arom&aacute;ticas na Amaz&ocirc;nia pelo cultivo racional, poda e extra&ccedil;&atilde;o das folhas, levar&atilde;o a novos produtos de exporta&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o. Estudos com o pau&#45;rosa (37) indicaram a viabilidade de manejo a partir de galhos e folhas, para a produ&ccedil;&atilde;o de um &oacute;leo essencial j&aacute; bem aceito por perfumistas. Em consequ&ecirc;ncia uma empresa de Mau&eacute;s&#45;AM produziu 2.000 kg de &oacute;leo de folhas de pau&#45;rosa em 2010 e o lan&ccedil;ou no mercado internacional ao pre&ccedil;o de US$ 183/kg. O projeto referido mostrou uma produtividade m&eacute;dia que poderia levar a um faturamento de US$ 150 mil numa &aacute;rea de 20 hectares pela poda de &aacute;rvores jovens de cinco anos. Empresas internacionais demandam o produto, sem sucesso, devido &agrave; baixa produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">O mercado de perfumaria &eacute; &aacute;vido por novos produtos da <I>rain&#45;forest </I>e a Amaz&ocirc;nia tem as condi&ccedil;&otilde;es para produzir produtos de qualidade internacional e se impor no mercado. Projeto da Capes recente (38) vai permitir o cultivo de uma &aacute;rea de 2 ha de priprioca, um rizoma que produz &oacute;leo essencial muito apreciado pela ind&uacute;stria perfumeira. O prot&oacute;tipo visualiza a produ&ccedil;&atilde;o de 200L de &oacute;leo essencial (1 tambor) em 4 hectares levando a um faturamento bruto empresarial de US$ 30 mil/4 ha. A Natura, maior empresa brasileira de cosm&eacute;ticos, tem em seu portf&oacute;lio perfumes com o &oacute;leo essencial de priprioca. O projeto inclui uma equipe interdisciplinar na Ufopa incluindo qu&iacute;micos de produtos naturais, soci&oacute;loga, bi&oacute;logos, engenheiros e agr&ocirc;nomo. Priprioca, pau&#45;rosa, cumaru e macacaporanga (3) s&atilde;o as plantas priorit&aacute;rias que dever&atilde;o entrar no cons&oacute;rcio e que est&atilde;o sendo estudadas, qu&iacute;mica e biologicamente, para aumentar o perfil das atividades biol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="3">Projetos como esses s&atilde;o uma estrat&eacute;gia vi&aacute;vel para a economia amaz&ocirc;nica porque consideram aspectos ambientais, sociais e econ&ocirc;micos. A extra&ccedil;&atilde;o de plantas arom&aacute;ticas pode gerar extratos, absolutos e concretos padronizados para o mercado de perfumaria e cosm&eacute;ticos. A padroniza&ccedil;&atilde;o levar&aacute; a mat&eacute;rias&#45;primas qualificadas para a ind&uacute;stria cosm&eacute;tica e perfumaria e tamb&eacute;m &agrave; farmac&ecirc;utica. Os projetos s&atilde;o a linha de frente do novo Parque Tecnol&oacute;gico do Tapaj&oacute;s que est&aacute; sendo gestado na Ufopa com forte apoio da Secretaria de C&amp;T do governo estadual. As a&ccedil;&otilde;es devem gerar interesse de empresas nacionais e internacionais e levar ao empreendedorismo nessa afastada &aacute;rea da Amaz&ocirc;nia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Lauro E. S. Barata</B> &eacute; professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor visitante nacional s&ecirc;nior Capes da Universidade Federal do Oeste do Par&aacute; (Ufopa). Email: </I><a href="mailto:lbarata@iqm.unicamp.br">lbarata@iqm.unicamp.br</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <p><font size="3">1. Universidade Federal do Oeste do Par&aacute; (Ufopa) e Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef). </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Abramovay, R., "As promessas da economia verde na Amaz&ocirc;nia", jornal <I>Valor Econ&ocirc;mico</I>, S&atilde;o Paulo, 15.03.2011.     </font></p>     <p><font size="3">3. <I>Hevea brasiliensis. </I></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Imazon (<a href="http://www.imazon.org.br/pagina­inicial­en" target="_blank">http://www.imazon.org.br/pagina&#45;inicial&#45;en</a>).     </font></p>     <p><font size="3">5. Depois Ipean (Instituto de Pesquisas Agropecu&aacute;rias do Norte), hoje Embrapa&#45;CPATU. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Banco com sociedade Brasil&#45;EUA criado em 1942 na II Guerra para financiar a produ&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex para os aliados. Ver: <a href="http://www.bancoamazonia.com.br/bancoamazoniaing/pag_aboutus_history.asp" target="_blank">http://www.bancoamazonia.com.br/bancoamazoniaing/pag_aboutus_history.asp</a>.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">7. A atividade madeireira na Amaz&ocirc;nia brasileira: produ&ccedil;&atilde;o, receita e mercados, Servi&ccedil;o Florestal Brasileiro &amp; Imazon, 2010 acessado em 02.02.2012 em: <a href="http://www.imazon.org.br/publicacoes/livretos/a­atividade­madeireira­na­amazonia­brasileira" target="_blank">http://www.imazon.org.br/publicacoes/livretos/a&#45;atividade&#45;madeireira&#45;na&#45;amazonia&#45;brasileira</a>.     </font></p>     <p><font size="3">8.<I> Copaiferae spp. </I></font></p>     <p><font size="3">9. Principalmente <I>Carapa guianensis. </I></font></p>     <p><font size="3">10. Principalmente a&ccedil;a&iacute; (<I>Euterpe oleracea</I>). </font></p>     <p><font size="3">11. Cacau (<I>Theobroma cacau</I>), baunilha, cravo, castanha&#45;do&#45;Par&aacute; (<I>Bertholetia excelsa</I>), guaran&aacute; (<I>Paulinia cupana</I>). </font></p>     <p><font size="3">12. Beraca e Amazon Oil. </font></p>     <p><font size="3">13. Empresa Floramazon de Campinas&#45;SP que teve o autor como consultor t&eacute;cnico. </font></p>     <p><font size="3">14. O naturalista franc&ecirc;s Paul Le Cointe foi o primeiro diretor da "Escola de <I>Chimica </I>Industrial" em 1920. A Escola Superior de Qu&iacute;mica foi incorporada, a contragosto da reitoria da UFPA, nos anos 1960. </font></p>     <p><font size="3">15. Rede Amaz&ocirc;nica de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosm&eacute;ticos (Redebio) &#150; Fapeam / Fapema / Fapespa / Funtac / SECT&#45;TO (Edital 15/2009). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">17. Procter &amp; Gamble. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Corr&ecirc;a, M.P. <I>Dicion&aacute;rio das Plantas &Uacute;teis do Brasil e das Ex&oacute;ticas Cultivadas. </I>Rio de Janeiro: IBDF, v5. 626, 1974.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Rodrigues, R.M. <I>A flora da Amaz&ocirc;nia</I>. Bel&eacute;m: CEJUP, 462, 1989.     </font></p>     <p><font size="3">20. Ocorre no segundo domingo de outubro. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">21. Maia, J. G. S.; Zoghbi, M.G.B; Andrade, E. H. A. <I>Plantas arom&aacute;ticas na Amaz&ocirc;nia e seus &oacute;leos essenciais</I>.MPEG, Bel&eacute;m&#45;PA, 2001.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Ferraz, J. B.S.; Barata, L. E. S.; Sampaio, P. T.B. e Guimar&atilde;es, G. "Perfumes da floresta amaz&ocirc;nica em busca de uma alternativa sustent&aacute;vel", <I>Ci&ecirc;ncia e Cultura</I>, 61, no.3, 2009 </font><p><font size="3">23. Convention on International Trade in Endangered Species (Cites). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">24. Aliceweb consultado em 02.02.2012. </font></p>     <p><font size="3">25. ABIHPEC&#45; Anu&aacute;rio 2010. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">26. Becker, Bertha. <I>A Amaz&ocirc;nia. Geopol&iacute;tica na virada do III mil&ecirc;nio</I>. Garamond Universit&aacute;ria, Rio de Janeiro. 2004.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">27. Marcovitch, Jacques. <I>A gest&atilde;o da Amaz&ocirc;nia: a&ccedil;&otilde;es empresariais, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, estudos e propostas</I>, Ed. USP, S&atilde;o Paulo. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">28. Abramovay, R., <I>Vis&atilde;o estrat&eacute;gica da Amaz&ocirc;nia</I>, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">29. Benchimol, Samuel. <I>Amaz&ocirc;nia, um pouco&#45;antes e al&eacute;m&#45;depois</I>, Ed. Ufam 2ª. Edi&ccedil;&atilde;o revisada Manaus. 2010 </font><p><font size="3">30. Os outros especialistas da equipe foram Bertha Becker, Carlos Afonso Nobre, Hernan Chaimovich Guralnik e Jacob Palis Junior. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">31. P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Recursos Naturais da Amaz&ocirc;nia. </font></p>     <p><font size="3">32. Em Santar&eacute;m (PA), a rede estadual "Navega Para" , de custo imensur&aacute;vel n&atilde;o atende aos requisitos m&iacute;nimos. </font></p>     <p><font size="3">33. N&uacute;cleo de Informa&ccedil;&otilde;es Biotecnol&oacute;gicas &#45;CBA, 2009. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">34. Barata, L.E.S.; Fukuda, K.; Fidelis, C.H.V.; Azevedo, M.S.B. e Augusto, F. "Amazonian copaiba (<I>Copaifera sp</I>) oil: chemistry and antimicrobial activity", <I>Analytical Sciences</I>, (submetido, 2012).     </font></p>     <p><font size="3">35. Projeto: Cosm&eacute;tico do &oacute;leo de copa&iacute;ba. Apoio Pipe&#45;Fapesp. Fase II. Parceria da Empresa Yago&#45;Lascane, Campinas&#45;SP, 2012. Coordena&ccedil;&atilde;o: Lauro E.S.Barata. </font></p>     <p><font size="3">36. Louros: diversas esp&eacute;cies de <I>Lauraceae</I>. </font></p>     <p><font size="3">37. O projeto foi financiado pelo Banco da Amaz&ocirc;nia ap&oacute;s pr&ecirc;mio Samuel Benchimol na categoria Tecnol&oacute;gica. Durou 3 anos e a primeira parte foi terminada em 2010. A &aacute;rea cultivada em Santar&eacute;m&#45;PA &eacute; utilizada para estudos de alunos da PG&#45;RNA&#45;UFOPA. Publica&ccedil;&otilde;es: Barata, L.E.S. e May, P. "Rosewood Exploitation in the Brazilian Amazon: Options for sustainable production", <I>Economic Botany </I>58, 257&#45;265, 2004. </font></p>     <p><font size="3">38. Efetivado a partir de dezembro de 2011, conta com 2 bolsas p&oacute;s&#45;doutorado Capes. Coordenado pelo prof. Barata, L.E.S. </font></p>     <p><font size="3">39. Tranchida, P.Q.; De Souza, R.C.Z. ;Barata, L.E.S. et al. "Analysis of macacaporanga (Aniba parviflora) leaf essential oil by using comprehensive two&#45;dimensional gas chromatography combined with rapid&#45;scanning quadrupole mass spectrometry", <I>Chromatography Today, </I>5&#45;9, 2008. </font></p>     ]]></body>
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