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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>Bioprospec&ccedil;&atilde;o a partir dos oceanos: conectando a descoberta de novos f&aacute;rmacos aos produtos naturais marinhos </b></font></p>     <p><font size="3">Rafael de Fel&iacute;cio    <br>   Ana Ligia Leandrini de Oliveira    <br>   Hosana Maria Debonsi </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size="4"><b>C</b></font>onsiderando o mercado farmac&ecirc;utico mundial, os produtos naturais s&atilde;o, e provavelmente continuar&atilde;o sendo, a fonte mais importante de novas subst&acirc;ncias bioativas. Novos nichos e intera&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas ganharam import&acirc;ncia nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, como alvos alternativos para a pesquisa de produtos naturais. Deste modo, ap&oacute;s bilh&otilde;es de anos de evolu&ccedil;&atilde;o, a natureza contempla uma enorme diversidade de organismos terrestres e marinhos. No que diz respeito ao nosso planeta, estima&#45;se que existam cerca de 30 milh&otilde;es de insetos, 1,5 milh&atilde;o de algas, 1,5 milh&atilde;o de fungos, 1 milh&atilde;o de animais, al&eacute;m da exist&ecirc;ncia de mais de 400 mil esp&eacute;cies de plantas. Ainda, grande parte dessa riqueza natural &eacute; oriunda dos oceanos, que representam a maior concentra&ccedil;&atilde;o de vida no planeta, cobrindo 70,8% da superf&iacute;cie da Terra. Estima&#45;se que a profundidade m&eacute;dia dos oceanos seja de aproximadamente 3.700m, o que confere a essa comunidade gigantesca uma complexa e eficiente conectividade entre os organismos presentes em um mesmo ambiente (1&#45;3) (<a href="#fig01">Figura 1</a>). </font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a13img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O ecossistema marinho representa 95% da biosfera e, dos 31 filos animais conhecidos, 12 s&atilde;o exclusivamente marinhos e nunca foram encontrados al&eacute;m dos oceanos. Os ecossistemas forneceram produtos naturais not&aacute;veis, os quais foram utilizados diretamente ou ap&oacute;s modifica&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas, para o desenvolvimento de novos medicamentos (1). Todavia, o potencial farmac&ecirc;utico do ambiente marinho, em grande parte foi negligenciado at&eacute; meados do s&eacute;culo passado e, at&eacute; o presente momento, a biodiversidade encontrada nesse ambiente ainda permanece em grande parte inexplorada e subutilizada (1&#45;3). A investiga&ccedil;&atilde;o dessa biodiversidade marinha agregada &agrave; biotecnologia dever&aacute; contribuir significativamente na solu&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es da sa&uacute;de humana, desde que haja uma estrutura adequada para essa &aacute;rea de pesquisa, investimento financeiro e apoio pol&iacute;tico (1&#45;2). </font></p>     <p><font size="3">Apesar das varia&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; defini&ccedil;&atilde;o do que s&atilde;o produtos naturais, estes se destacam como fonte e inspira&ccedil;&atilde;o para aproximadamente 25 a 50% dos f&aacute;rmacos atualmente comercializados, levando, assim, os produtos naturais a serem considerados por uma grande parcela da comunidade cient&iacute;fica como alicerce da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. Entretanto, o que define o termo "produto natural"? Produtos naturais s&atilde;o subst&acirc;ncias frequentemente constitu&iacute;das por estruturas qu&iacute;micas complexas e com uma orienta&ccedil;&atilde;o espacial bem definida. Estes produtos naturais, tamb&eacute;m denominados metab&oacute;litos secund&aacute;rios, s&atilde;o caracter&iacute;sticos e at&eacute; mesmo &uacute;nicos para determinados grupos espec&iacute;ficos de organismos, e s&atilde;o sintetizados para interagir com efic&aacute;cia com seus alvos biol&oacute;gicos, o que os torna atrativos para a descoberta de novos f&aacute;rmacos (4). </font></p>     <p><font size="3">Nos &uacute;ltimos 50 anos, aproximadamente 25 mil produtos naturais foram descritos a partir da flora e fauna marinha (<a href="#fig02">Fig. 2</a>) (5), explicando a crescente participa&ccedil;&atilde;o destes no mercado farmac&ecirc;utico. Como exemplo, podemos citar a aprova&ccedil;&atilde;o do medicamento Yondelis, para uso no tratamento do c&acirc;ncer, cujo f&aacute;rmaco, o alcal&oacute;ide trabectedina, foi obtido a partir de asc&iacute;dias (4). </font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a13fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Algas, esponjas, asc&iacute;dias, corais e outros organismos s&eacute;sseis, frequentemente competindo para sobreviver em um ambiente in&oacute;spito, produzem uma diversificada gama de metab&oacute;litos secund&aacute;rios que, na maioria dos casos, diferem fundamentalmente dos terrestres (6). Diferentemente dos organismos terrestres, as esp&eacute;cies marinhas sobrevivem com limita&ccedil;&atilde;o de nutrientes e limita&ccedil;&atilde;o/competi&ccedil;&atilde;o por espa&ccedil;o, sendo necess&aacute;rios mecanismos de defesa para preservar sua pr&oacute;pria esp&eacute;cie. Mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas de temperatura, salinidade, exposi&ccedil;&atilde;o solar e radia&ccedil;&atilde;o, toler&acirc;ncia ao dessecamento (algas fixadas a cost&otilde;es rochosos), a&ccedil;&atilde;o das ondas e press&atilde;o atmosf&eacute;rica (dependendo da profundidade) s&atilde;o alguns dos fatores ambientais que podem influenciar o metabolismo desses organismos. Ainda, quando em ambientes onde n&atilde;o h&aacute; nenhum tipo de luminosidade, os animais desenvolvem mecanismos peculiares para sua manuten&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia, como a bioluminesc&ecirc;ncia. Mecanismos de defesa, adapta&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o, muitas vezes, s&atilde;o compartilhados nos oceanos, principalmente em se tratando de comunidades que habitam o mesmo ecossistema, como recifes de corais e/ou pela simbiose ocorrente entre macro e microrganismos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A maioria dos produtos marinhos descritos tem sido isolada de invertebrados tais como esponjas, tunicados, moluscos e briozo&aacute;rios, enquanto que os microrganismos como as cianob&aacute;cterias, bact&eacute;rias e fungos s&atilde;o uma fonte rica de novos e/ou metab&oacute;litos biologicamente ativos (7). Dentre as subst&acirc;ncias oriundas da biota marinha, as classes mais estudadas compreendem terpen&oacute;ides, &aacute;cidos graxos (gorduras), policet&iacute;deos, acetogeninas, polifen&oacute;licos (conhecidos tamb&eacute;m como arom&aacute;ticos), alcal&oacute;ides, pept&iacute;deos e macrol&iacute;deos, dentre outros. A diversidade estrutural &eacute; ampliada quando se trata de metab&oacute;litos isolados de microrganismos marinhos, originados em alguns casos por meio de rotas biossint&eacute;ticas (vias metab&oacute;licas respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o dos produtos naturais por um determinado organismo) mistas, que podem estar relacionadas &agrave; simbiose (rela&ccedil;&atilde;o vantajosa entre organismos vivos de esp&eacute;cies diferentes) (8&#45;10). Curiosamente, at&eacute; o ano de 2009, a maioria das mol&eacute;culas l&iacute;deres obtidas de origem marinha e submetidas &agrave;s triagens pr&eacute;&#45;cl&iacute;nicas e cl&iacute;nicas n&atilde;o foram de proced&ecirc;ncia microbiana (8), veja <a href="#fig02">Figura 2</a> (5). </font></p>     <p><font size="3">Na verdade, estudos recentes suportam claramente a hip&oacute;tese inicial de que grande parte das subst&acirc;ncias isoladas a partir, por exemplo, de esponjas, muito provavelmente tem origem simbi&ocirc;ntica (bacteriana ou f&uacute;ngica). Esses microrganismos podem constituir grande parte da biomassa invertebrada, chegando a atingir 40% (11&#45;12). Microrganismos marinhos comp&otilde;e uma fonte vantajosa de mol&eacute;culas estruturalmente diversas, sendo que este fato pode corroborar a hip&oacute;tese supracitada (13). Nos &uacute;ltimos dez anos, foram descritas 659 subst&acirc;ncias bacterianas marinhas, das quais 256 foram encontradas em actinobacteria, principalmente nos g&ecirc;neros <I>Streptomyces</I> (57%) ou <I>Salinispora</I> (28%). Alguns dos representantes marinhos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o comprovada de subst&acirc;ncias bioativas pertencem aos g&ecirc;neros <I>Dietzia, Rhodococcus, Streptomyces, Salinospora, Salinibacterium </I>e Marinispora (14). </font></p>     <p><font size="3">Dentre as esp&eacute;cies marinhas respons&aacute;veis por fornecer produtos naturais quimicamente intrigantes, as cianobact&eacute;rias marinhas (algas azuis&#45;esverdeadas) s&atilde;o possivelmente as mais bem&#45;sucedidas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de novos quimiotipos com potente atividade biol&oacute;gica (15). Entre os candidatos antic&acirc;ncer, a apratoxina D destacou&#45;se por exibir uma CI50 de 2,6 nM (concentra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima capaz de inibir a prolifera&ccedil;&atilde;o de 50 % das c&eacute;lulas tumorais) quando avaliada em linhagens de c&eacute;lulas de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o humano H&#45;460. Jamaicamidas A&#45;C, isoladas de <I>Lyngbya majuscula</I>, mostraram citotoxicidade em linhagem celular de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o humano H&#45;460 e neuroblastoma em camundongos (Neuro&#45;2a) (16). Recentemente, os novos lip&iacute;deos serinolamida A e propenediester, foram isolados a partir das esp&eacute;cies <I>Lyngbya majuscula</I> (coletada em Papua Nova Guin&eacute;) e <I>Oscillatoria</I> sp. (encontrada no Panam&aacute;), sendo a serinolamida A o representante mais atual dentre canabinomim&eacute;ticos derivados de origem marinha (17). </font></p>     <p><font size="3">Dentre o universo dos microrganismos, tamb&eacute;m &eacute; importante ressaltar a qu&iacute;mica dos fungos marinhos, os quais t&ecirc;m sido encontrados associados a algas, plantas, invertebrados, moluscos, e ainda presentes em sedimentos de cost&otilde;es e regi&otilde;es de mangue (11). Como exemplos, pode&#45;se citar os sesquiterpen&oacute;ides drim&acirc;nicos, isolados do fungo <I>Aspergillus ustus</I> (presente na esponja marinha <I>Suberites domuncula</I>), citot&oacute;xicos frente a v&aacute;rias linhagens de c&eacute;lulas tumorais e as esporotrinas A&#45;C, exibindo forte inibi&ccedil;&atilde;o de acetilcolinesterase, isolada de <I>Sporothrix </I>sp.. Outra mol&eacute;cula bem fascinante encontrada em <I>Phoma</I> sp foi a epoxifomalina A, a qual al&eacute;m de ser citot&oacute;xica para 12 das 36 linhagens de c&eacute;lulas tumorais humanas avaliadas, demonstrou um mecanismo de a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico n&atilde;o correlacionado com aqueles exibidos por padr&otilde;es de agentes antic&acirc;ncer (18&#45;20). </font></p>     <p><font size="3">Estudos gen&ocirc;micos tamb&eacute;m t&ecirc;m sido fundamentais para a compreens&atilde;o do potencial biotecnol&oacute;gico dos organismos marinhos. Basicamente, consiste na avalia&ccedil;&atilde;o de seus recursos gen&eacute;ticos, ou seja, sequenciamento de seu genoma e a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos genes. Recentemente, cerca de mil genomas de procariontes foram sequenciados e metade deles &eacute; de relev&acirc;ncia m&eacute;dica ou industrial. Ao contr&aacute;rio dos procariontes, a era gen&ocirc;mica de alguns organismos marinhos eucariontes, como microalgas, macroalgas e protozo&aacute;rios, se encontra no in&iacute;cio. Atualmente, apenas 30 genomas de microalgas foram conclu&iacute;dos. Invertebrados marinhos, incluindo desde esponjas a crust&aacute;ceos, s&atilde;o alvos de somente 11% das an&aacute;lises de sequenciamento gen&eacute;tico planejadas. Poucos organismos comercialmente relevantes tais como mexilh&otilde;es e ostras, t&ecirc;m sido sequenciados, em virtude de sua import&acirc;ncia na aquicultura (21&#45;23). Contudo, o delineamento de an&aacute;lises gen&ocirc;micas de organismos marinhos poder&aacute; revelar <I>pools </I>gen&eacute;ticos exclusivos, informa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; arquitetura molecular e o arsenal proteico que uma determinada esp&eacute;cie cont&eacute;m, o que culminar&aacute; no descobrimento de fun&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas inesperadas. Este entendimento, portanto, fornecer&aacute; subs&iacute;dios para a produ&ccedil;&atilde;o de uma ampla variedade de bioprodutos. </font></p>     <p><font size="3">A despeito de ser uma &aacute;rea bastante atrativa, ainda existem alguns    fatores limitantes quanto &agrave; pesquisa e bioprospec&ccedil;&atilde;o de organismos    marinhos. Muitas vezes o processo se torna bastante longo    em decorr&ecirc;ncia das metodologias utilizadas para o isolamento, elucida&ccedil;&atilde;o    estrutural, caracteriza&ccedil;&atilde;o e gerenciamento dos resultados    obtidos. Estes fatores s&atilde;o agravados pela complexidade estrutural,    quantidade excepcionalmente limitada dispon&iacute;vel para os estudos e    condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de coleta e manuseio desse tipo de material. Complica&ccedil;&otilde;es    adicionais surgem quanto &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o (aspectos quimiotaxon&ocirc;micos)    dos organismos, e tamb&eacute;m pela incerteza quanto    &agrave; origem de um composto ativo, o qual pode ter sido sintetizado    devido aos fen&ocirc;menos de simbiose. </font></p>     <p><font size="3"> Contudo, apesar de todas as limita&ccedil;&otilde;es aqui expostas, nos &uacute;ltimos    anos a pesquisa de produtos naturais tem progredido devido aos    avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos. A disponibilidade de instrumenta&ccedil;&atilde;o robusta    e novas metodologias ofereceram procedimentos experimentais mais    r&aacute;pidos e mais eficientes que aceleraram todo o processo de descoberta    de produtos naturais. Novas estrat&eacute;gias de avalia&ccedil;&atilde;o de atividade biol&oacute;gica    para a sele&ccedil;&atilde;o de extratos, por meio da cria&ccedil;&atilde;o de "bibliotecas"    ou "bases de dados" configuraram abordagens mais sofisticadas a serem    empregadas at&eacute; mesmo pelas companhias farmac&ecirc;uticas.    A utiliza&ccedil;&atilde;o de "bibliotecas" pode favorecer a    obten&ccedil;&atilde;o de uma ou de uma s&eacute;rie de subst&acirc;ncias por    pr&eacute;&#45;fracionamento a partir do extrato bruto, e toda    essa busca pode ser monitorada rapidamente por    ensaios biol&oacute;gicos automatizados (<i>high&#45;throughput    screening</i>). Ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o da fra&ccedil;&atilde;o de interesse,    o metab&oacute;lito respons&aacute;vel pela bioatividade pode    ser purificado e sua estrutura determinada (4). A    identifica&ccedil;&atilde;o de compostos em uma mistura complexa,    no in&iacute;cio do processo de descoberta e especificamente    antes do isolamento, ocorre por meio de    um procedimento conhecido como desreplica&ccedil;&atilde;o. Tais procedimentos    compreendem t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas, espectrosc&oacute;picas e espectrom&eacute;tricas    (resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear &#150; RMN, espectrometria de massas &#150;    EM, espectroscopia na regi&atilde;o do infravermelho &#150; IV e na regi&atilde;o do    ultravioleta &#150; UV), softwares inteligentes, bancos de dados e bibliotecas    espectrais. Essa etapa do processo de triagem (<i>screening</i>) objetiva    tamb&eacute;m evitar o "re&#45;isolamento" de subst&acirc;ncias j&aacute; conhecidas, agiliza    a descoberta de novas estruturas e ainda favorece a busca por alguma    mol&eacute;cula de interesse comercial (24). Todo o conceito de prospec&ccedil;&atilde;o    para f&aacute;rmacos do ambiente marinho iniciou&#45;se com o isolamento e    identifica&ccedil;&atilde;o dos an&aacute;logos de &aacute;cido nucleico espongotimidina e espongouridina,    obtidos a partir da esponja caribenha <i>Cryptotethya crypta</i>,    h&aacute; mais de 50 anos (25). Estas mol&eacute;culas inspiraram os qu&iacute;micos a    proporem a s&iacute;ntese de an&aacute;logos para avali&aacute;&#45;los frente a uma gama de    doen&ccedil;as humanas, incluindo c&acirc;ncer e Aids. A partir dessa iniciativa,    foram desenvolvidos o medicamento anti&#45;leuc&ecirc;mico Ara&#45;C (Upjohn,    agora Pharmacia), o antiviral Ara&#45;A (Burrows Wellcome, agora Glaxo    SmithKline) e o AZT, o primeiro medicamento a ser utilizado no    tratamento efetivo contra Aids. Estudos posteriores revelaram que o    metab&oacute;lito sint&eacute;tico Ara&#45;A apresenta ocorr&ecirc;ncia natural em gorg&ocirc;nias <i>Eunicella cavolini</i>, encontradas no Mediterr&acirc;neo (26).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a13img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> O produto natural ziconot&iacute;deo (Prialt), derivado de um veneno    do molusco marinho <i>Conus magus</i>, foi aprovado pelo FDA, para uso    como medicamento em 2004, seguido pela trabectedina (Yondelis),    em 2007. Yondelis teve seu uso aprovado em 57 pa&iacute;ses em todo o    mundo, aumentando as vendas em 17 milh&otilde;es de euros no primeiro    trimestre de 2010 (27).</font></p>     <p><font size="3"> Quanto a outras vertentes relacionadas &agrave; sa&uacute;de humana, produtos    naturais marinhos tamb&eacute;m t&ecirc;m atra&iacute;do interesse significativo no    tratamento de sinais/sintomas decorrentes do envelhecimento (principalmente    cosmec&ecirc;uticos). V&aacute;rios metab&oacute;litos como terpen&oacute;ides,    compostos nitrogenados, tocoferol, polissacar&iacute;deos, carotenos, fen&oacute;licos,    amino&aacute;cidos (micosporinas), parabenos, quitina, quitosana e    &aacute;cidos graxos insaturados t&ecirc;m sido encontrados em bact&eacute;rias, micro    e macroalgas, crust&aacute;ceos e peixes, configurando&#45;se assim em futuros    alvos para aplica&ccedil;&otilde;es cosmec&ecirc;uticas. Esses organismos marinhos n&atilde;o    est&atilde;o restritos apenas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas bioativas (atividades    antibacteriana, anticancer&iacute;gena, anti&#45;inflamat&oacute;rio, antioxidante    etc.), mas tamb&eacute;m produzem agentes fotoprotetores ou anti&#45;fotoenvelhecimento    (28). Recentemente, esse potencial foi evidenciado em    algas marinhas da esp&eacute;cie <i>Coralina pilulifera</i> (CPM) (29).</font></p>     <p><font size="3"> Novos modelos e novos mecanismos de a&ccedil;&atilde;o    de subst&acirc;ncias multifuncionais de alto valor podem    trazer novas solu&ccedil;&otilde;es para resolver alguns dos    problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica do s&eacute;culo XXI. Devido    &agrave; necessidade da produ&ccedil;&atilde;o desses metab&oacute;litos    em larga escala, o cultivo <i>ex situ</i> de invertebrados    (cultivo fora do mar), em tanques especiais fechados,    permite a otimiza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de crescimento,    controle de temperatura da &aacute;gua, n&iacute;veis    de luz e fotoper&iacute;odos, disponibilidade de alimentos,    equil&iacute;brio nutricional e adi&ccedil;&atilde;o de precursores    metab&oacute;licos de interesse (30). Condi&ccedil;&otilde;es &oacute;timas    s&atilde;o obtidas por meio de controle dos par&acirc;metros abi&oacute;ticos e bi&oacute;ticos    do meio de cultivo. As taxas de crescimento podem ser aceleradas e a    quantidade do produto bioativo de interesse pode ser influenciada,    ou seja, maior produ&ccedil;&atilde;o em menor intervalo de tempo.</font></p>     <p><font size="3"> Al&eacute;m dos aspectos discutidos anteriormente, outras aplica&ccedil;&otilde;es    podem sem apresentadas para evidenciar a versatilidade do ambiente    marinho, ratificando o crescente interesse em sua explora&ccedil;&atilde;o (31):</font></p>     <p><font size="3"> <b>A)</b> Aquicultura: 1 &#150; produ&ccedil;&atilde;o de caroten&oacute;ides em larga escala para    o suprimento de corantes de alimentos e antioxidantes, produzidos    pela microalga <i>Dunalliela salina</i>. Os caroten&oacute;ides s&atilde;o pigmentos que    funcionam como fotoprotetores e como pigmentos fotossint&eacute;ticos    secund&aacute;rios, sendo que cada esp&eacute;cie pode conter entre 5 e 10 tipos    de um universo de aproximadamente 60 diferentes caroten&oacute;ides presentes    em c&eacute;lulas microalgais (32); 2 &#150; fornecimento da subst&acirc;ncia    astaxantina, um corante utilizado para conferir a pigmenta&ccedil;&atilde;o rosada    ao salm&atilde;o e em outros produtos aliment&iacute;cios industrializados; 3 &#150;    potencial de produ&ccedil;&atilde;o de biodiesel por algas marinhas, as quais s&atilde;o    respons&aacute;veis por uma produ&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo/hectare 24 vezes superior    quando comparado a culturas de palmeiras. A grande vantagem &eacute;    que esse tipo de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada como de baixo custo;</font></p>     <p><font size="3"><B>B) </B>Produ&ccedil;&atilde;o de agentes anti&#45;incrustantes: desenvolvimento de tintas contendo subst&acirc;ncias isoladas de algas marinhas, capazes de evitar incrusta&ccedil;&atilde;o de mariscos e outros organismos marinhos em embarca&ccedil;&otilde;es;</font></p>     <p><font size="3"> <B>C) </B>Utiliza&ccedil;&atilde;o como inibidores de biofilmes e em biorremedia&ccedil;&atilde;o; </font></p>     <p><font size="3"><B>D)</B> Substitui&ccedil;&atilde;o de tecidos e ossos: utiliza&ccedil;&atilde;o de col&aacute;geno isolado de esponjas para serem empregados em restitui&ccedil;&atilde;o de tecidos e subst&acirc;ncias de corais utilizadas em restitui&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas; </font></p>     <p><font size="3"><B>E)</B> Ind&uacute;stria aliment&iacute;cia: alginatos e &aacute;gares empregados como espessantes de sorvetes, emulsificantes, ligas em ra&ccedil;&otilde;es animais e ainda produ&ccedil;&atilde;o de alimentos a base de algas marinhas, ricos em &aacute;cidos graxos poliinsaturados (PUFAs), caroten&oacute;ides e Omega 3. PUFAs atuam na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as cardiovasculares, da aterosclerose e da arritmia, da redu&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o arterial, da redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de colesterol e triglicer&iacute;dios no plasma, da artrite reumat&oacute;ide, do c&acirc;ncer e s&atilde;o aparentemente essenciais na nutri&ccedil;&atilde;o infantil e no desenvolvimento cerebral (32);</font></p>     <p><font size="3"> <B>F)</B> Nutrac&ecirc;uticos: produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos graxos poliinsaturados pela microalga <I>Crypthecodinium cohnii</I>, os quais poder&atilde;o ser utilizados em dietas alimentares como, por exemplo, em prepara&ccedil;&otilde;es que substituem o leite materno e ainda glucosamina, subst&acirc;ncia respons&aacute;vel pela reconstru&ccedil;&atilde;o de cartilagem, encontrada em conchas de crust&aacute;ceos;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> <B>G) </B>Cosm&eacute;ticos e outros: uso de algas em produtos de higiene, como cremes dentais e em cremes corporais, xampus, lo&ccedil;&otilde;es e maquiagem em geral. Aqui n&atilde;o podemos deixar de destacar os caroten&oacute;ides atuando como fotoprotetores, utilizados como corantes naturais e como antioxidantes (32);</font></p>     <p><font size="3"> <B>H)</B> Adesivos: produ&ccedil;&atilde;o de adesivos revers&iacute;veis que podem ser utilizados submersos na &aacute;gua; </font></p>     <p><font size="3"><B>I) </B>Biomateriais: obten&ccedil;&atilde;o de metais, incluindo os raros e de alto valor de mercado, devido ao hiper&#45;ac&uacute;mulo desses materiais por alguns invertebrados. </font></p>     <p><font size="3"><B>CONCLUS&Atilde;O </B>A conectividade entre os seres marinhos de uma determinada comunidade e as limita&ccedil;&otilde;es ambientais a que s&atilde;o submetidos geram uma admir&aacute;vel fonte de biocompostos a ser revelada a partir dos oceanos. Dentre esta riqueza de biodiversidade, poder&atilde;o ser encontradas novas fontes de produtos farmac&ecirc;uticos, cosm&eacute;ticos, biocombust&iacute;veis e ainda subst&acirc;ncias com interessantes aplica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea qu&iacute;mica e em m&uacute;ltiplos setores produtivos da ind&uacute;stria aliment&iacute;cia. </font></p>     <p><font size="3">Entretanto, apesar da bioprospec&ccedil;&atilde;o dos organismos marinhos configurar uma forma de encontrar, avaliar e explorar sistem&aacute;tica e legalmente a diversidade existente em determinado local, buscando utilizar recursos gen&eacute;ticos e bioqu&iacute;micos para fins comerciais, a sustentabilidade deve ser primada em qualquer processo de explora&ccedil;&atilde;o do ambiente marinho. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Rafael de Fel&iacute;cio</B> &eacute; pesquisador do N&uacute;cleo de Pesquisa em Produtos Naturais e Sint&eacute;ticos (NPPNS), do Departamento de F&iacute;sica e Qu&iacute;mica da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). </I></font></p>     <p><font size="3"><I><B>Ana Ligia Leandrini de Oliveira </B>&eacute; pesquisadora do NPPNS da USP Ribeir&atilde;o. </I></font></p>     <p><font size="3"><I><B>Hosana M. Delbonsi </B>&eacute; pesquisadora do NPPNS e professora associada do Departamento de F&iacute;sica e Qu&iacute;mica da USP Ribeir&atilde;o. Email: </I><a href="mailto:hosana@fcfrp.usp.br">hosana@fcfrp.usp.br</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Boeuf, G. <I>Comptes Rendus Biologies</I>, Vol. 334, no.435. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Maragos, G.E. <I>Oceanography</I>. Vol.9, no.83. 1996.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Roberts, C.M. <I>Science</I>, Vol.295, no.1280. 2002.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Kingston, D.G.I. <I>Journal of Natural Products</I>, Vol.74, no.496. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. 	Zhu, F.; Qin, C.; Tao, L.; <I>et al</I>. "Clustered patterns of species origins of nature&#45;derived drugs and clues for future bioprospecting". <I>Pnas</I>, Vol. 108, no. 31, pp.12943&#45;12948. 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1107336108" target="_blank">www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1107336108</a> (acesso em junho de 2012) </font><!-- ref --><p><font size="3">6. Blunt, J.W.; Copp, B.R.; <I>et al</I>. <I>Natural Product Reports</I>,Vol.26, no.170. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Capon, J.R. <I>European Journal of Organic Chemistry, </I>Vol.633. 2001.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Blunt, J.W.; Copp, B.R.; Munro, M.H.G.; Northcote, P.T.; Prinsep. M.R.. <I>Natural Product Reports</I>, Vol.28, no.196. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Molinski, T.F.; Dalisay, D.S.; Lievens, S.L.; Saludes, J.P. <I>Nature Reviews  Drug Discovery</i>, Vol.8, no.69. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10.    Hay, M.E. &amp; Fenical, W. <I>Oceanography</I>, Vol.9, no.10. 1996.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">11. Feher, M.; Schmidt, G.J. <I>Journal of Chemical Information and Computer </I>Sciences, Vol.43, no.218. 2003.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Simmons, T.L.; Coates, R.C.; Clark, B.R.; <I>et al. Pnas</I>, Vol.105, no.4587. 2008.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Gandhimathi, R.; Arunkumar, M.; Selvin, J.; <I>et al</I>. <I>Journal of Medical </I>Mycology, Vol.18, no.16. 2008.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Kong, D.X.; Jiang, Y.Y.; Zhang, H.Y.<I>. Drug Discovery Today</I>, Vol.15,  no.884. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Shah, J.J. &amp; Orlowski, R.Z. Leukemia, Vol.23, no.1964. 2009.     </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">21. Mohamed, L.E.; Gross, H.; Pontius, A.; <I>et al</I>. <I>Organic </I>Letters, Vol.11, no.5014. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Nonell&#45;Canals, A. &amp; Mestres, J. <I>Molecular Informatics</I>, Vol.30, no.405. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">23. Seifert, K.A.; Samson, R.A.; Dewaard, J.R. <I>Pnas</I>, Vol.104, no.3901. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">24. Shenoy, B.D.; Jeewon, R.; Hyde, K.D. <I>Fungal Diversity</I>, Vol.26, no.1. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">25. Radulovici, A.E.; Archambault, P.; Dufresne, F. Diversity, Vol.2, no.450. 2010.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">26. Campisi, J.; Fagagna, F. d'Adda di. <I>Nature Reviews Molecular Cell </I>Biology, Vol.8, no.729. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">27. Mayer, A.M.S. "Marine pharmacology in 1998: antitumor and cytotoxic compounds". <I>In: The Pharmacologist USA</I>, Vol 41, no.4, 154. 1999.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">28. Newman, D.J. &amp; Cragg, G.M. <I>Journal of Natural Products</I>, Vol.67, no.1216. 2004.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">29. Kirkwood, T.B.L. <I>Mechanisms of Ageing and Development</I>, Vol.123, no.737. 2002.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">30. Sashidhara, K.V.; White, K.N.; Crews, P. <I>Journal of Natural Products</I>, Vol.72, no.588. 2009.     </font></p>     ]]></body>
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