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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>Aprendendo com as intera&ccedil;&otilde;es da natureza: microrganismos simbiontes como fontes de produtos naturais bioativos </b></font></p>     <p><font size="3">Raphael Conti     <br>   Denise O. Guimar&atilde;es     <br>   M&ocirc;nica T. Pupo </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size="4"><b>E</b></font>m geral, os microrganismos, especialmente fungos e bact&eacute;rias, s&atilde;o lembrados como causadores de doen&ccedil;as. Esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; natural, e, infelizmente, mesmo em uma &eacute;poca de tantos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos, algumas infec&ccedil;&otilde;es microbianas podem comprometer a vida de pacientes, principalmente aqueles que apresentam o sistema imunol&oacute;gico debilitado. Diversos microrganismos tamb&eacute;m causam doen&ccedil;as em alimentos, plantas e animais, levando a preju&iacute;zos significativos no agroneg&oacute;cio. </font></p>     <p><font size="3">Esses processos patol&oacute;gicos e de deteriora&ccedil;&atilde;o frequentemente est&atilde;o relacionados a fatores de virul&ecirc;ncia microbianos, que podem incluir subst&acirc;ncias qu&iacute;micas conhecidas como micotoxinas. Por&eacute;m, microrganismos tamb&eacute;m s&atilde;o prof&iacute;cuos produtores de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas com grande aplica&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica, pois s&atilde;o usadas como f&aacute;rmacos ou como estruturas&#45;modelo para o planejamento e desenvolvimento de f&aacute;rmacos. Diversos antibi&oacute;ticos, anticancer&iacute;genos, imunossupressores e agentes redutores do colesterol sangu&iacute;neo, entre outros, t&ecirc;m suas origens em produtos naturais microbianos. Os microrganismos apresentam, portanto, uma surpreendente capacidade de produzir subst&acirc;ncias qu&iacute;micas com elevada pot&ecirc;ncia biol&oacute;gica (1). </font></p>     <p><font size="3">Todas essas subst&acirc;ncias qu&iacute;micas, com efeitos t&oacute;xicos, terap&ecirc;uticos, ou mesmo sem efeito biol&oacute;gico conhecido, s&atilde;o denominadas produtos naturais. Mas, qual a raz&atilde;o da apreci&aacute;vel capacidade biossint&eacute;tica dos microrganismos? Diferentemente dos metab&oacute;litos prim&aacute;rios, os produtos naturais s&atilde;o produzidos por raz&otilde;es fisiol&oacute;gicas espec&iacute;ficas, sociais ou predat&oacute;rias, estando, portanto, relacionados com a ecologia dos organismos produtores (2). Microrganismos est&atilde;o em todos os lugares: solo, ar, &aacute;gua, pedras, na superf&iacute;cie ou no interior de outros seres vivos (plantas, animais, humanos), ambientes com condi&ccedil;&otilde;es extremas de temperatura, pH, oxigena&ccedil;&atilde;o, entre outros. Esses microsc&oacute;picos seres vivos n&atilde;o apresentam defesas f&iacute;sicas e n&atilde;o se locomovem, portanto precisaram desenvolver estrat&eacute;gias adaptativas que permitissem sua sobreviv&ecirc;ncia no ambiente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em um ecossistema os organismos est&atilde;o constantemente interagindo entre si; tais rela&ccedil;&otilde;es podem ser intraespec&iacute;ficas ou interespec&iacute;ficas. Em fun&ccedil;&atilde;o dos tipos de depend&ecirc;ncia que os organismos mant&ecirc;m entre si, e se h&aacute; preju&iacute;zo ou benef&iacute;cio para os organismos envolvidos, essas rela&ccedil;&otilde;es ainda s&atilde;o subdivididas em harm&ocirc;nicas e desarm&ocirc;nicas. Nas rela&ccedil;&otilde;es harm&ocirc;nicas n&atilde;o existe preju&iacute;zo para nenhuma das esp&eacute;cies envolvidas e, pelo menos uma delas, &eacute; beneficiada; j&aacute; nas desarm&ocirc;nicas, ocorre preju&iacute;zo de uma das esp&eacute;cies e benef&iacute;cio da outra. A simbiose &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o interespec&iacute;fica, harm&ocirc;nica e est&aacute;vel, em geral de longa dura&ccedil;&atilde;o, frequentemente encontrada nas comunidades terrestres e aqu&aacute;ticas, com papel fundamental no surgimento das principais formas de vida na Terra e na gera&ccedil;&atilde;o de diversidade biol&oacute;gica (3). </font></p>     <p><font size="3">Os microrganismos surgiram e se diversificaram previamente aos macrorganismos multicelulares. Estes organismos maiores e mais complexos forneceram novos potenciais <I>habitats</I> ricos em nutrientes e que ainda propiciam prote&ccedil;&atilde;o para os microrganismos. Assim, muitos microrganismos se tornaram dependentes de seus hospedeiros para a sobreviv&ecirc;ncia. Por outro lado, os compostos bioativos produzidos pelos microrganismos podem ser usados como agentes de defesa pelos hospedeiros. Como resultado, plantas, animais e humanos t&ecirc;m se envolvido em complexas intera&ccedil;&otilde;es com microrganismos durante sua evolu&ccedil;&atilde;o (3). </font></p>     <p><font size="3">&Eacute; muito prov&aacute;vel que os produtos naturais sejam resultados das intera&ccedil;&otilde;es entre organismos entre si e destes com o ambiente, e que desempenhem fun&ccedil;&otilde;es precisas e definidas nessas associa&ccedil;&otilde;es simbi&oacute;ticas, representando uma das vantagens adaptativas e evolutivas para os organismos produtores. Como consequ&ecirc;ncia dessa fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, os produtos naturais microbianos constituem fontes promissoras para a bioprospec&ccedil;&atilde;o de novas mol&eacute;culas com potencial aplica&ccedil;&atilde;o na medicina (f&aacute;rmacos), agricultura (agroqu&iacute;micos) e nos estudos de processos biol&oacute;gicos (biologia qu&iacute;mica). De fato, a investiga&ccedil;&atilde;o de microrganismos que vivem em associa&ccedil;&otilde;es simbi&oacute;ticas com outros organismos (ex.: plantas, insetos, organismos marinhos, nematoides), e mesmo em associa&ccedil;&atilde;o com outros microrganismos, vem sendo cada vez mais explorada na qu&iacute;mica de produtos naturais como uma alternativa para a busca de mol&eacute;culas com atividade biol&oacute;gica. Alguns exemplos de intera&ccedil;&otilde;es simbiontes s&atilde;o destacados a seguir. </font></p>     <p><font size="3"><B>MICRORGANISMOS ENDOF&Iacute;TICOS </B>De acordo com a sanidade do hospedeiro vegetal, o material coletado para an&aacute;lise e a t&eacute;cnica de isolamento empregada, os microrganismos em rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica com as plantas s&atilde;o classificados em endof&iacute;ticos, epif&iacute;ticos, rizosf&eacute;ricos, entre outros (4). Os endof&iacute;ticos, em geral fungos e bact&eacute;rias, vivem intra e/ou extracelularmente pelo menos em um per&iacute;odo de seu ciclo de vida, sem causar doen&ccedil;as aparentes ao hospedeiro (5). </font></p>     <p><font size="3">A intera&ccedil;&atilde;o entre planta e endof&iacute;ticos &eacute; dependente de um equil&iacute;brio antag&ocirc;nico, pois microrganismos considerados como endof&iacute;ticos podem ser fitopat&oacute;genos em seu estado latente (4). Verdadeiros endof&iacute;ticos est&atilde;o diretamente associados com a sanidade de seu hospedeiro, proporcionando&#45;lhe benef&iacute;cios atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o, indu&ccedil;&atilde;o ou inibi&ccedil;&atilde;o de metab&oacute;litos prim&aacute;rios e/ou secund&aacute;rios, com fun&ccedil;&otilde;es em controle biol&oacute;gico (fito&#45;horm&ocirc;nios, herbicidas, antimicrobianos), regula&ccedil;&atilde;o de estresse abi&oacute;tico, biorremediadores e vetores g&ecirc;nicos (4;5). Por&eacute;m, as rela&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas entre end&oacute;fitos e suas plantas hospedeiras ainda n&atilde;o est&atilde;o totalmente esclarecidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v64n3/a14fig01.jpg"><font size="3">Figura 1</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Acredita&#45;se que os metab&oacute;litos secund&aacute;rios bioativos produzidos por esses microrganismos possam estar diretamente associados com a planta hospedeira atrav&eacute;s da recombina&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica entre as esp&eacute;cies durante a fase evolutiva. De fato, alguns dados da literatura t&ecirc;m mostrado a habilidade dos fungos endof&iacute;ticos de produzir <I>in vitro</I> metab&oacute;litos secund&aacute;rios id&ecirc;nticos aos da planta hospedeira (<a href="#fig02">Figura 2</a>) (5). O mais marcante exemplo foi o isolamento do antitumoral taxol (1) do fungo endof&iacute;tico <I>Taxomyces andreanae</I>, associado a<I> Taxus brevifolia</I> (6). Mais recentemente, os produtos naturais vegetais anticancer&iacute;genos vincristina (2), camptotecina (3), podofilotoxina (4) e hipericina (5), foram tamb&eacute;m isolados de fungos endof&iacute;ticos associados aos respectivos hospedeiros vegetais (5), evidenciando uma poss&iacute;vel transfer&ecirc;ncia gen&eacute;tica de genes biossint&eacute;ticos. Nesse contexto, fica evidente a import&acirc;ncia da etnobot&acirc;nica nos estudos de bioprospec&ccedil;&atilde;o por microrganismos endof&iacute;ticos. Novos produtos naturais bioativos t&ecirc;m sido frequentemente descritos na literatura, demonstrando a relev&acirc;ncia desses microrganismos em programas de bioprospec&ccedil;&atilde;o (5). </font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>MICRORGANISMOS E ORGANISMOS MARINHOS </B>Os mares e oceanos juntos cobrem aproximadamente 70% da superf&iacute;cie de nosso planeta e servem de abrigo para 34 dos 36 filos j&aacute; descritos, alguns exclusivamente de ambiente marinho, e representados por aproximadamente 300 mil esp&eacute;cies, distribu&iacute;das entre a fauna e flora (7, 8), constituindo o maior reservat&oacute;rio de biodiversidade da Terra. Os diversos fatores abi&oacute;ticos presentes nesses ecossistemas, como a press&atilde;o, salinidade, temperatura, pH, e bi&oacute;ticos, como a competi&ccedil;&atilde;o por espa&ccedil;o, preda&ccedil;&atilde;o, incrusta&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie e reprodu&ccedil;&atilde;o, se refletem tanto na variabilidade gen&eacute;tica, quanto nas rotas metab&oacute;licas desses seres vivos para que possam adaptar&#45;se ao <I>habitat </I>em que vivem. </font></p>     <p><font size="3">Produtos bioativos marinhos s&atilde;o obtidos principalmente de invertebrados, macroalgas e microrganismos (9). Os microrganimos s&atilde;o geralmente isolados da &aacute;gua do mar, de sedimentos, algas, peixes e principalmente de invertebrados marinhos como esponjas, moluscos, tunicados, cnid&aacute;rios e crust&aacute;ceos (10). Alguns produtos naturais isolados de invertebrados marinhos mostram grande semelhan&ccedil;a estrutural com produtos naturais bacterianos, sugerindo que os microrganismos est&atilde;o, no m&iacute;nimo, envolvidos na sua bioss&iacute;ntese ou s&atilde;o, de fato, a verdadeira fonte desses metab&oacute;litos (11, 12, 13). Esta hip&oacute;tese simbi&oacute;tica tem atra&iacute;do a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores, afinal a produ&ccedil;&atilde;o em maior escala de eventuais produtos por fermenta&ccedil;&atilde;o microbiana &eacute; mais fact&iacute;vel e de menor impacto ambiental que o isolamento de produtos naturais dos invertebrados marinhos (11). </font></p>     <p><font size="3">Em alguns casos h&aacute; evid&ecirc;ncias para essa hip&oacute;tese, mas a complexidade das associa&ccedil;&otilde;es entre os organismos marinhos dificulta a defini&ccedil;&atilde;o da origem biossint&eacute;tica de muitos produtos naturais. Esponjas, por exemplo, constituem um microambiente que pode abrigar uma ampla diversidade microbiana, incluindo fungos, arqueobact&eacute;rias, bact&eacute;rias heterotr&oacute;ficas, algas, cianobact&eacute;rias, criptof&iacute;ceas, dino&#64258;agelados e diatom&aacute;ceas (14;15). Estes simbiontes podem estar localizados intra e/ou extracelularmente na esponja hospedeira. Especula&#45;se que fun&ccedil;&otilde;es como aquisi&ccedil;&atilde;o de nutrientes, regula&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica, mecanismos de defesa e &#64257;xa&ccedil;&atilde;o de nitrog&ecirc;nio podem ser atribu&iacute;das &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es entre esponjas e microrganismos (12;16). Novos produtos naturais bioativos produzidos por microrganismos marinhos t&ecirc;m sido frequentemente relatados na literatura (17). </font></p>     <p><font size="3"><B>QUANDO&nbsp;A&nbsp;FUN&Ccedil;&Atilde;O&nbsp;DO&nbsp;PRODUTO&nbsp;NATURAL&nbsp;NA&nbsp;RELA&Ccedil;&Atilde;O&nbsp;SIMBI&Oacute;TICA&nbsp;&Eacute;&nbsp;DESVENDADA&nbsp;</B>A grande maioria dos trabalhos envolvendo microrganismos simbiontes, como aqueles associados a plantas e organismos marinhos, tem sido direcionada seguindo as estrat&eacute;gias experimentais tradicionais da qu&iacute;mica de produtos naturais, isto &eacute;, envolvendo o isolamento da linhagem microbiana de seu <I>habitat</I>, o cultivo em laborat&oacute;rio e a triagem dos extratos obtidos em diferentes ensaios biol&oacute;gicos para o isolamento e identi&#64257;ca&ccedil;&atilde;o dos produtos naturais bioativos. Esta abordagem permite a identi&#64257;ca&ccedil;&atilde;o de produtos naturais ativos, objeto da bioprospec&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m n&atilde;o fornece respostas para a dif&iacute;cil quest&atilde;o que envolve as raz&otilde;es pelas quais os produtos naturais s&atilde;o biossintetizados. Trabalhos mais recentes t&ecirc;m sido direcionados para se determinar a fun&ccedil;&atilde;o real desses produtos naturais para o microrganismo produtor. Exemplos elegantes da determina&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica de produtos naturais microbianos incluem estudos realizados com microrganismos associados a insetos. Outros trabalhos envolvendo intera&ccedil;&otilde;es entre nematoides e microrganismos e entre microrganismos, tamb&eacute;m t&ecirc;m determinado a fun&ccedil;&atilde;o dos produtos naturais envolvidos na rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica. </font></p>     <p><font size="3"><B>MICRORGANISMOS&nbsp;E&nbsp;INSETOS&nbsp;</B>Insetos, um dos &#64257;los de animais mais abundantes e complexos, abrigam um surpreendente n&uacute;mero de microrganismos simbiontes. As formigas se destacam, representando um exemplo fascinante de intera&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica com microrganismos. Formigas <I>Apterostigma dentigerum</I> coevolu&iacute;ram em um mutualismo de cerca de 50 milh&otilde;es de anos com o fungo basidiomiceto <I>Leucoagaricus</I> sp., que &eacute; cultivado em jardins como fonte de alimento para as formigas. Por&eacute;m, fungos &#64257;lamentosos parasitas do g&ecirc;nero <I>Escovopsis</I> podem comprometer a viabilidade dos ninhos de formigas, devido ao efeito t&oacute;xico frente &agrave; <I>Leucoagaricus</I> sp. Como forma de prote&ccedil;&atilde;o, as formigas desenvolveram estruturas especializadas em seu corpo para carregar actinobact&eacute;rias, predominantemente dos g&ecirc;neros <I>Pseudonocardia </I>e <I>Streptomyces</I>, respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de antimicrobianos que controlam a infec&ccedil;&atilde;o por <I>Escovopsis </I>sp., protegendo a fonte de alimento. Das culturas laboratoriais de <I>Pseudonocardia</I> spp. foi obtido o depsipept&iacute;deo c&iacute;clico dentigerumicina (<B>6</B>), respons&aacute;vel pela inibi&ccedil;&atilde;o do fungo parasita <I>Escovopsis</I> sp. e de outros fungos patog&ecirc;nicos, mas sem toxicidade ao fungo usado para alimenta&ccedil;&atilde;o das formigas (18). Formigas cortadeiras <I>Acromyrmex echinatior</I> tamb&eacute;m estabelecem rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica com o fungo <I>Leucoagaricus gongylophorus </I>e com actinobact&eacute;rias dos g&ecirc;neros <I>Pseudonocardia </I>e <I>Streptomyces</I>. Antimicinas A1&#45;A4 (7&#45;10), valinomicina (11) e actinomicinas D e X2 (12&#45;13) (<a href="#fig03">Figura 3</a>) foram identi&#64257;cadas de esp&eacute;cies <I>Streptomyces</I> em associa&ccedil;&atilde;o com as formigas cortadeiras e possuem atividade antibi&oacute;tica relacionada com a prote&ccedil;&atilde;o das formigas contra pat&oacute;genos (19). Outra esp&eacute;cie de formiga cortadeira, <I>Acromyrmex octospinosus</I>, tamb&eacute;m possui rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica com fungos do g&ecirc;nero <I>Leucoagaricus</I>, e com actinobact&eacute;rias do g&ecirc;nero <I>Streptomyces</I>. Diversas esp&eacute;cies <I>Streptomyces</I> spp. produziram o antibi&oacute;tico macrol&iacute;deo, candicinina D (14) (<a href="#fig03">Figura 3</a>), que, juntamente com outros antibi&oacute;ticos produzidos por essas actinobact&eacute;rias, deve auxiliar no combate aos fungos patog&ecirc;nicos que possam causar morte de <I>Leucoagaricus</I> sp. (20). </font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a14fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Vespas tamb&eacute;m estabelecem rela&ccedil;&otilde;es simbi&ocirc;nticas com microrganismos. <I>Streptomyces sp.</I>, isolado da vespa <I>Sceliphron caementarium</I>, produz o polieno macroc&iacute;clico escelifolactama (15) (<a href="#fig03">Figura 3</a>), subst&acirc;ncia com atividade antif&uacute;ngica frente a <I>Candida albicans </I>resistente &agrave; anfotericina B (21). Outros metab&oacute;litos, pertencentes a diferentes classes qu&iacute;micas, tamb&eacute;m foram identi&#64257;cados a partir da simbiose entre <I>Streptomyces </I>sp. e as esp&eacute;cies de vespas <I>Sceliphron caementarium</I> e <I>Chalybion californicum </I>(22). Vespas <I>Philanthus</I> spp. cultivam bact&eacute;rias simbiontes espec&iacute;&#64257;cas <I>Streptomyces</I> spp. que s&atilde;o incorporadas no casulo para prote&ccedil;&atilde;o contra pat&oacute;genos. A identi&#64257;ca&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias antibi&oacute;ticas produzidas por essas actinobact&eacute;rias, como estreptoclorina (16), piericidina A1 (17), piericidina B1 (18), glucopiericidina A (19) piericidina A5 (20), piericidina C1 (21), 9'&#45;demetil&#45;piericidina A1 (22), piericidina B5 (23) e piericidina IT&#45;143&#45;B (24) (Figura 4), indica que essa rela&ccedil;&atilde;o favorece a garantia de sobreviv&ecirc;ncia das vespas atrav&eacute;s da prote&ccedil;&atilde;o das larvas no casulo contra agentes patog&ecirc;nicos (23). </font></p>     <p><font size="3">Outro estudo demonstrou que uma esp&eacute;cie de <I>Streptomyces</I> sp., simbionte do besouro <I>Dendroctonus frontalis</I>, &eacute; respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o da micangimicina (<B>25</B>) (<a href="#fig03">Figura 3</a>), que possui a&ccedil;&atilde;o antagonista de crescimento frente ao fungo <I>Ophiostoma minus</I>, o qual &eacute; um competidor natural do fungo<I> Entomocorticium</I> sp., este &uacute;ltimo por sua vez possui importante fun&ccedil;&atilde;o protetora durante o desenvolvimento de larvas do besouro <I>Dendroctonus frontalis </I>(24, 25). </font></p>     <p><font size="3"><B>MICRORGANISMOS&nbsp;E&nbsp;NEMATOIDES&nbsp;</B>Outros metab&oacute;litos secund&aacute;rios com atividade biol&oacute;gica e poss&iacute;vel aplica&ccedil;&atilde;o industrial tamb&eacute;m podem ser exempli&#64257;cados a partir de microrganismos encontrados em associa&ccedil;&atilde;o com nematoides. Bact&eacute;rias pertencentes ao g&ecirc;nero <I>Photorhabdus</I> e <I>Xenorhabdus</I> vivem em associa&ccedil;&atilde;o complexa de simbiose com nematoides hospedeiros, parasitam larvas de insetos no solo e ainda enfrentam competidores microbianos. Atrav&eacute;s da rela&ccedil;&atilde;o de simbiose entre bact&eacute;rias <I>Photorhabdus</I> e <I>Xenohabdus</I> com nematoides <I>Heterorhabditis</I> e <I>Steinernema</I>, respectivamente, &eacute; poss&iacute;vel a garantia de infec&ccedil;&atilde;o de uma ampla variedade de larvas de insetos no ambiente, e essa caracter&iacute;stica &eacute; utilizada no aux&iacute;lio como controle biol&oacute;gico natural na agricultura. Quando um nematoide invade um inseto, ele regurgita a bact&eacute;ria, esta por sua vez produz toxinas, proteases e esterases que auxiliam no combate e morte do inseto. Al&eacute;m disso, as bact&eacute;rias produzem mol&eacute;culas que auxiliar&atilde;o no desenvolvimento de jovens nematoides at&eacute; a fase adulta, contra a resposta imune inata dos insetos e como antibi&oacute;ticos contra competidores microbianos naturais. Essas fun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas m&uacute;ltiplas podem ser atribu&iacute;das aos compostos produzidos, estilbenos (26) e isocianetos vin&iacute;licos, como a rabduscina (27) (<a href="#fig03">Figura 3</a>) (26). </font></p>     <p><font size="3"><B>MICRORGANISMOS&nbsp;E&nbsp;MICRORGANISMOS&nbsp;</B>Outro tipo de associa&ccedil;&atilde;o que tem levado &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o funcional de produtos naturais &eacute; estudo de simbiose entre dois microrganismos. A subst&acirc;ncia rizoxina (<B>28</B>) (<a href="#fig03">Figura 3</a>), com propriedades antic&acirc;ncer, &eacute; produzida pela bact&eacute;ria <I>Burkholderia rhizoxinica</I>, encontrada em associa&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica com o fungo <I>Rhizopus microsporus</I>. Nessa rela&ccedil;&atilde;o ambos bene&#64257;ciam da a&ccedil;&atilde;o &#64257;topatog&ecirc;nica da rizoxina contra o arroz que, durante est&aacute;gio de morte, serve como alimento para a bact&eacute;ria e para o fungo. Al&eacute;m disso, a bact&eacute;ria ganha prote&ccedil;&atilde;o dentro das c&eacute;lulas f&uacute;ngicas com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis de metabolismo citos&oacute;lico e o fungo necessita da bact&eacute;ria para garantir sua esporula&ccedil;&atilde;o, enquanto garante sua resist&ecirc;ncia &agrave; toxicidade da rizoxina via muta&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas em genes da tubulina, alvo de mecanismo geral para a&ccedil;&atilde;o dessa toxina (26). </font></p>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> &Eacute; clara a relev&acirc;ncia da inclus&atilde;o de microrganismos em programas de bioprospec&ccedil;&atilde;o. Aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dirigida aos microrganismos simbiontes, que produzem diversos produtos naturais ainda desconhecidos e envolvidos em fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, sendo, portanto, candidatos promissores para a descoberta de mol&eacute;culas com aplica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e/ou agroqu&iacute;micas. &Eacute; prov&aacute;vel que muitos dos microrganismos em comunidades naturais sejam obrigatoriamente dependentes de outras esp&eacute;cies de organismos (3), o que explicaria a raz&atilde;o pela qual o cultivo em laborat&oacute;rio de cerca de 99% dos microrganismos seja dif&iacute;cil ou imposs&iacute;vel. Neste sentido, a metagen&ocirc;mica e as t&eacute;cnicas modernas de biologia molecular despontam como alternativas para acessar o genoma dessa microbiota e, consequentemente, o amplo arsenal qu&iacute;mico que ainda permanece escondido na biodiversidade microbiana. Por&eacute;m, o sucesso de projetos na &aacute;rea depende de trabalho integrado entre qu&iacute;micos, bi&oacute;logos e farmac&ecirc;uticos, com conhecimentos nas &aacute;reas de qu&iacute;mica org&acirc;nica, qu&iacute;mica anal&iacute;tica, qu&iacute;mica medicinal, farmacologia, microbiologia, biologia molecular, ecologia, entomologia, bot&acirc;nica, meio ambiente, entre outros. No Brasil, o n&uacute;mero de grupos de pesquisa que se dedica ao estudo de produtos naturais microbianos vem aumentando significativamente. Com trabalho integrado entre as diversas expertises pode&#45;se vislumbrar um futuro promissor que possibilitar&aacute; a descri&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es de produtos naturais microbianos na media&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es simbi&ocirc;nticas e, concomitantemente, a descoberta de novas mol&eacute;culas &uacute;teis para o planejamento de f&aacute;rmacos e agroqu&iacute;micos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Raphael Conti </B>&eacute; doutorando em ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo (FCFRP&#45;USP), Ribeir&atilde;o Preto, SP. Email: </I><a href="mailto:raphael.conti@gmail.com">raphael.conti@gmail.com</a>. </font></p>     <p><font size="3"><I><B>Denise O. Guimar&atilde;es</B> &eacute; doutora em ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas FCFRP&#45;USP e professora adjunta do curso de farm&aacute;cia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Maca&eacute;, RJ . Email: </I><a href="mailto:denise@macae.ufrj.br">denise@macae.ufrj.br</a>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><I><B>M&ocirc;nica T. Pupo</B> &eacute; doutora em ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Qu&iacute;mica do DQ&#45;UFS&#45;Car, professora associada da FCFRP&#45;USP e bolsista do CNPq, Ribeir&atilde;o Preto, SP . Email: </I><a href="mailto:mtpupo@fcfrp.usp.br">mtpupo@fcfrp.usp.br</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Lopes, A. A.; Guimar&atilde;es, D. O.; Pupo, M.T. <I>Ci&ecirc;ncia Hoje Vol.</I>286, no.30. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. O'Brien, J.; Wright, G.D. <I>Curr. Op. Biotechnol. </I>Vol.22, no.552. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Moran, N.A. <I>Curr. Biol. </I>Vol.16, R866, 2006.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Selosse, M.A.; Baudoin, E.; Vandenkoornhuyse, P.<I>C.R. Biol. </I>Vol.327, no.639. 2004.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Borges, W. S.; Borges, K.B.; Bonato, P. S.; Said, S.; Pupo, M. T. <I>Curr. Org. Chem. </I>Vol.13, no.1137. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Stierle, A.; Strobel, G.; Stierle, D. <I>Science, </I>Vol.260, no.214. 1993.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Faulkner, D.J. <I>Nat. Prod. Rep. </I>Vol.18, no.1. 2001.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Arrieta, J.M.; Arnaud&#45;Haond, S.; Duarte, C.M. <I>Proc. Natl. Acad. Sci. U.  S. A. </I>Vol.107, no.18318. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Bhatnagar, I.; Kim, S.K. <I>Mar. Drugs </I>Vol.8, no.2673. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Kelecom, A. <I>An. Acad. Bras. Cienc. </I>Vol.74, no.151. 2002.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Piel, J. <I>Curr. Med. Chem. </I>Vol.13, no.39. 2006.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Taylor, M. W.; Radax, R.; Steger, D.; Wagner, M. <I>Microbiol. Mol. Biol. Rev. </I>Vol.71, no.295. 2007.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3"> 13. Thomas, T.R.A.; Kavlekar, D.P.; Lokabharathi, P.A. <I>Mar. Drugs</I>. Vol.8, no.1417. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Lee, Y. K.; Lee, J.H.; Lee, H.K. <I>J. Microbiol. </I>Vol.39, no.254. 2001.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Li, Z. <I>Mar. Drugs. </I>Vol.7, no.113. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Webster, N. S.; Taylor, M.W. <I>Environ. Microbiol</I>. (doi:10.1111/j.1462&#45;2920. 2011.02460.x.), 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">17. Bhatnagar, I.; Kim, S.&#45;K., <I>Mar. Drugs </I>Vol.8, no.2673. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Oh, D.&#45;C.; Poulsen, M.; Currie, C.R.; Clardy, J. <I>Nat. Chem. Biol.</I> Vol.5, no.391. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Schoenian, I.; Spieteller, M.; Ghaste, M.; Wirth, R.; Herz, H.; Spiteller, D. <I>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A. </I>Vol.108, no.1955. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20. Haeder, S.; Wirth, R.; Herz, H.; Spiteller, D. <I>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A. </I>Vol.106, no.4742. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">21. Oh, D.&#45;C.; Poulsen, M.; Currie, C.R.; Clardy, J. <I>Org. Lett. </I>Vol.13, no.752. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Poulsen, M.; Oh, D.&#45;C.; Clardy, J.; Currie, C.R. <I>PLoS One </I>6, e16763. 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">23. Kroiss, J.; Kaltenpoth, M.; Schneider, B.; Schwinger, M.&#45;G.; Hertweck, C.; Maddula, R.K.; Strhm, E.; Svatos, A. <I>Nat. Chem. Biol. </I>Vol.6, no.261. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">24. Scott, J.; Oh, D.&#45;C.; Yuceer, M.C.; Klepzig, K.D.; Clardy, J. <I>Science </I>Vol.322, no.63. 2008.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">25. Oh, D.&#45;C.; Scott, J.J.; Currie, C.R.; Clardy, J. <I>Org. Lett.</I> Vol.11, no.633. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">26. Crawford, J. M.; Clardy, J. <I>Chem. Commun. </I>Vol.47, no.7559. 2011.     </font></p>      ]]></body><back>
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