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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/noticiasbr.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>SOFTWARE LIVRE</b></font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v64n4/linha_preta.jpg"></P>     <p><font size="4">Movimento divulga    carta aberta pelo acesso universal &agrave; informa&ccedil;&atilde;o</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Em um sal&atilde;o repleto de jovens hackers, estudantes, executivos, jornalistas e ativistas, o coordenador-geral da Associa&ccedil;&atilde;o Software Livre, Ricardo Fritsch, leu em julho uma carta aberta de preocupa&ccedil;&atilde;o com os rumos das a&ccedil;&otilde;es do governo, durante o encerramento da 13&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Internacional de Software Livre (FISL), em Porto Alegre. O f&oacute;rum ocorre anualmente na capital ga&uacute;cha, desde 2000, e funciona como catalisador de movimentos sociais e ativistas, que se re&uacute;nem sob a &eacute;gide do "livre": internet livre e neutralidade, dados abertos, participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, colabora&ccedil;&atilde;o e comunidade, sociedade em rede, inclus&atilde;o digital e educa&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P><font size="3">A carta aberta expressa a vis&atilde;o predominante, hoje, nesses movimentos sobre a condu&ccedil;&atilde;o de assuntos ligados &agrave; sociedade digital, dada pelo governo federal nos dois &uacute;ltimos anos. A retirada da licen&ccedil;a Creative Commons &#150; que permite modifica&ccedil;&otilde;es pelo usu&aacute;rio &#150; do site do Minist&eacute;rio da Cultura, e a guinada na condu&ccedil;&atilde;o da reforma da Lei de Direitos Autorais, ambas a&ccedil;&otilde;es conduzidas pela ent&atilde;o ministra Ana de Hollanda, acabaram provocando algumas das insatisfa&ccedil;&otilde;es apontadas no documento.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a04img01.jpg"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Outro ponto em quest&atilde;o foi o esvaziamento do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), iniciado para promover a inclus&atilde;o digital dos brasileiros, sobretudo daqueles distantes dos centros urbanos. O programa foi movido pela constata&ccedil;&atilde;o que as grandes operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es, a partir de 2000, n&atilde;o foram capazes de promover a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prometida. Ao contr&aacute;rio, a rede de cobertura permaneceu, na d&eacute;cada, limitada &agrave;s regi&otilde;es de alto poder aquisitivo dos grandes centros, com custo elevado e m&aacute; qualidade do servi&ccedil;o. </font></P>     <P><font size="3">Hoje se fala em e-Gov, em inclus&atilde;o digital e educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, que contribuiriam para o salto de qualidade da sociedade brasileira, mas &eacute; preciso que haja acesso pleno. Exemplo disso &eacute; a entrega do Imposto de Renda da Pessoa F&iacute;sica &agrave; Receita Federal que, desde 2011, &eacute; feita exclusivamente via internet.</font></P>     <P><font size="3">Em palestra no FISL13, os ativistas M&aacute;rio Brand&atilde;o, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Centros de Inclus&atilde;o Digital (ABCID), e o publicit&aacute;rio Jo&atilde;o Carlos Carib&eacute; criticaram a t&iacute;mida iniciativa em inclus&atilde;o digital do governo. Eles citaram pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (Cetic), que mostram uma penetra&ccedil;&atilde;o de 53% dos servi&ccedil;os de internet na popula&ccedil;&atilde;o brasileira urbana e de apenas 25% na popula&ccedil;&atilde;o rural.</font></P>     <P><font size="3"><B>PATENTES DE SOFTWARE EM QUEST&Atilde;O</B></font></P>     <P><font size="3"> A luta contra as patentes de software, uma das principais bandeiras do Movimento do Software Livre, motiva grandes discuss&otilde;es. A norte-americana Free Software Foundation, por exemplo, mant&eacute;m a campanha "End software patents", porque percebe as patentes como uma amea&ccedil;a. &Eacute; invi&aacute;vel para um programador independente, por exemplo, desenvolver um software livre, pesquisar e estar ciente de todas as patentes que podem incidir sobre seu trabalho. O texto descritivo dessas patentes &eacute; vago, de forma a cobrir uma grande &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, o que cria, de fato, uma &aacute;rea de risco. </font></P>     <P><font size="3">A carta aberta tamb&eacute;m tratou do preg&atilde;o eletr&ocirc;nico recentemente lan&ccedil;ado pela Caixa Econ&ocirc;mica Federal (N. 116/7066-2012 &#150; Gilog/BR) para aquisi&ccedil;&atilde;o de softwares propriet&aacute;rios da Microsoft. O preg&atilde;o evidencia, diz o documento, que o uso do software livre no governo federal tem um de seus principais pilares amea&ccedil;ado. A CEF, at&eacute; recentemente, era grande usu&aacute;ria de software livre, al&eacute;m de desenvolvedora, com solu&ccedil;&otilde;es inovadoras disponibilizadas &agrave; comunidade. O acesso &agrave; &iacute;ntegra da carta aberta &agrave; presidenta Dilma Rousseff est&aacute; no link: <A HREF="http://softwarelivre.org/fisl13/noticias/carta-a-dilma" target="_blank">http://softwarelivre.org/fisl13/noticias/carta-a-dilma</A></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><I>Bruno Buys</I></font></P>      ]]></body>
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