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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a12img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="4"><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></P>     <p align="center"><font size=5><b>O mundo &aacute;rabe em perspectiva</b> </font></P>     <p align="center"><font size="3">V&acirc;nia Carvalho Pinto</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> ideia para a realiza&ccedil;&atilde;o de um dossi&ecirc; tem&aacute;tico acerca da regi&atilde;o &aacute;rabe nasce da constata&ccedil;&atilde;o de que assuntos atinentes a esta parte do mundo t&ecirc;m continuado a despertar grande interesse n&atilde;o s&oacute; entre comentaristas pol&iacute;ticos e acad&ecirc;micos, como tamb&eacute;m entre o p&uacute;blico em geral. Quest&otilde;es t&atilde;o diversas como a investiga&ccedil;&atilde;o acerca das causas do terrorismo, a situa&ccedil;&atilde;o de mulheres e minorias em pa&iacute;ses mu&ccedil;ulmanos e, mais recentemente, a trajet&oacute;ria de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica trazida pela Primavera &Aacute;rabe, t&ecirc;m ocupado posi&ccedil;&atilde;o de destaque no nosso horizonte midi&aacute;tico e acad&ecirc;mico.</font></P>     <P><font size="3">Visando contribuir para a continuidade dessa reflex&atilde;o, os artigos deste dossi&ecirc; t&ecirc;m por objetivo ampliar n&atilde;o s&oacute; a gama de assuntos que habitualmente se discutem sob a &eacute;gide de "mundo &aacute;rabe", como tamb&eacute;m discutir quest&otilde;es atuais da cena internacional contempor&acirc;nea. Nessa perspectiva, os artigos que se seguem podem ser entendidos como estando subordinados a dois grandes eixos: as an&aacute;lises sobre a pol&iacute;tica dom&eacute;stica e as reflex&otilde;es acerca das implica&ccedil;&otilde;es da Primavera &Aacute;rabe.</font></P>     <P><font size="3">O breve texto de Daniel Pin&eacute;u, com o qual abrimos esta edi&ccedil;&atilde;o, levanta uma indaga&ccedil;&atilde;o acerca da centralidade que os atentados do 11 de setembro ainda exercem no nosso imagin&aacute;rio coletivo e que em muitos casos veio a definir a constru&ccedil;&atilde;o do que seria "&aacute;rabe". Imediatamente a seguir, encontram-se dois artigos que versam sobre a regi&atilde;o africana do mundo &aacute;rabe, por Pascoal Pereira e Daniela Nascimento. Tais artigos ilustram as muitas dificuldades associadas aos processos de autodetermina&ccedil;&atilde;o nacional no Saara Ocidental e no Sud&atilde;o, respectivamente.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">O eixo seguinte engloba um conjunto de contribui&ccedil;&otilde;es que lidam com diversas facetas da Primavera &Aacute;rabe, tanto no seu contexto dom&eacute;stico como na sua dimens&atilde;o regional. Come&ccedil;amos com um artigo que investiga o porqu&ecirc; da n&atilde;o exist&ecirc;ncia de Primavera &Aacute;rabe nas monarquias da Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica, por V&acirc;nia Carvalho Pinto, seguido pela contribui&ccedil;&atilde;o de Luisa Gandolfo acerca dos muitos desafios &agrave; estabilidade pol&iacute;tica que se colocam &agrave; Tun&iacute;sia depois da sua revolu&ccedil;&atilde;o. Em seguida, favorecemos um olhar mais inter-regional indagando acerca do papel da Turquia e da R&uacute;ssia nesta "nova ordem" &aacute;rabe. Andr&eacute; Barrinha investiga as causas da recente proje&ccedil;&atilde;o turca na regi&atilde;o, enquanto que Maria Raquel Freire avalia a import&acirc;ncia que o Oriente M&eacute;dio desempenha na pol&iacute;tica externa russa. Depois do p&eacute;riplo pelo mundo &aacute;rabe e pelo C&aacute;ucaso, encerramos este dossi&ecirc;, com o artigo de Guilherme Casar&otilde;es, acerca do papel do Brasil na regi&atilde;o e dos desafios que este enfrenta em se projetar como ator regional de relev&acirc;ncia no Oriente M&eacute;dio.</font></P>     <P><font size="3">Obviamente que este dossi&ecirc; n&atilde;o esgota o conjunto de assuntos que podemos tratar sob esta rubrica, v&aacute;rios outros seriam poss&iacute;veis. Esperamos, contudo, que o leque que aqui &eacute; oferecido e que buscou tratar das quest&otilde;es mais recentes, ofere&ccedil;a perspectivas ricas e diversificadas sobre essa regi&atilde;o do mundo e que contribua com algumas linhas de reflex&atilde;o acerca desses temas. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><I><B>V&acirc;nia Carvalho Pinto</B> &eacute; professora do Instituto de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Pesquisadora visitante no Centro de Pesquisas do Golfo no Dubai e no Conselho Supremo para Assuntos da Fam&iacute;lia em Sharjah, de 2007-2008. Autora do livro </I>Nation-building, state, and the genderframing of women's rights<I>, publicado este ano pela Editora Internacional Ithaca Press. </I></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><B>NOTA EDITORIAL </B>os termos de origem &aacute;rabe deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico foram grafados segundo os padr&otilde;es editoriais da revista, de acordo com o portugu&ecirc;s do Brasil.</font></P>      ]]></body>
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