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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[The West and the Rest: reflexões sobre uma década de "Guerra contra o terror"]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a12img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><B><I>The West and the Rest</I>. Reflex&otilde;es sobre uma d&eacute;cada de "Guerra contra o terror"</B></font></P>     <P><font size="3">Daniel Pin&eacute;u</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>O</b></font>s fat&iacute;dicos acontecimentos do 11 de setembro assumiram um status ic&ocirc;nico na narrativa da modernidade ocidental: a sua presen&ccedil;a n&atilde;o pode ser negada, nem ignorada. No entanto, mais do que falar dessa presen&ccedil;a &oacute;bvia, ou do impacto dessa data na pol&iacute;tica externa americana, o objetivo deste breve artigo &eacute; chamar a aten&ccedil;&atilde;o para as aus&ecirc;ncias e sil&ecirc;ncios da &uacute;ltima d&eacute;cada no que toca ao 11 de setembro e &agrave;s suas consequ&ecirc;ncias pol&iacute;ticas. Especificamente, o objetivo &eacute; de complexificar a narrativa do 11 de setembro, alargando-a no tempo e no espa&ccedil;o, e tentar pensar a d&eacute;cada p&oacute;s-11 de setembro de uma perspectiva descentrada &#150; isto &eacute;, uma perspectiva diferente das narrativas dominantes nos centros de poder do mundo ocidental(1).</font></P>     <P><font size="3">Uma das narrativas dominantes &eacute; precisamente a de que o 11 de setembro pertence ao c&acirc;none hist&oacute;rico americano, e &#150; secundariamente &#150; ao c&acirc;none hist&oacute;rico do "Ocidente". Desse ponto de vista, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 inserem-se na mem&oacute;ria coletiva dos cidad&atilde;os do "Norte global" dentro de uma linha de acontecimentos extraordin&aacute;rios que afetaram o curso da hist&oacute;ria americana, como o ataque a Pearl Harbour em 1941. Esta singulariza&ccedil;&atilde;o e "americaniza&ccedil;&atilde;o" dos ataques tornou-se uma narrativa de tal forma dominante nos discursos pol&iacute;ticos e midi&aacute;ticos da &uacute;ltima d&eacute;cada que efetivamente "apagou" outros pontos de refer&ecirc;ncia hist&oacute;ricos, geogr&aacute;ficos e pol&iacute;ticos(2).</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a11img01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">A narrativa dominante sobre os ataques do 11 de setembro, e toda a iconografia que a rodeia, centrou-se quase exclusivamente na destrui&ccedil;&atilde;o das Torres G&ecirc;meas &#150; com os avi&otilde;es a embater, os corpos a ca&iacute;rem do edif&iacute;cio, as torres a ruir, os nova-iorquinos cobertos de cinzas. Esta tend&ecirc;ncia reduz um processo extraordinariamente complexo, longo e global, aos terr&iacute;veis eventos de um dia; e elide uma s&eacute;rie de acontecimentos politicamente salientes &#150; como a longa confronta&ccedil;&atilde;o entre os EUA e a al-Qaeda desde 1992 (3), o assassinato de Ahmed Shah Massoud, as v&aacute;rias mensagens de Osama bin Laden, ou a promulga&ccedil;&atilde;o do Patriot Act &#150; numa s&oacute; imagem (4).</font></P>     <P><font size="3">Mas as consequ&ecirc;ncias dos ataques v&atilde;o muito al&eacute;m da trag&eacute;dia nova-iorquina, ou norte-americana. Efetivamente, a esmagadora maioria das v&iacute;timas do 11 de setembro prov&eacute;m da &Aacute;sia do Sul, mas pa&iacute;ses como o Afeganist&atilde;o e o Paquist&atilde;o foram desde o in&iacute;cio caracterizados como os pontos de origem da viol&ecirc;ncia terrorista, e n&atilde;o como as suas maiores v&iacute;timas. Infelizmente, e ao contr&aacute;rio dos n&uacute;meros das v&iacute;timas dos atentados em si &#150; 3066 (5) &#150; n&atilde;o h&aacute; estat&iacute;sticas confi&aacute;veis e sistem&aacute;ticas para o n&uacute;mero de civis mortos no Afeganist&atilde;o e no Paquist&atilde;o como resultado das opera&ccedil;&otilde;es norte-americanas e da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan), em resposta ao 11 de setembro. No entanto, as estat&iacute;sticas de que dispomos sugerem um n&uacute;mero n&atilde;o inferior a 3000 v&iacute;timas civis por ano no conjunto desses pa&iacute;ses (6). Isso significa, portanto, mais de 30 mil civis mortos nessa regi&atilde;o, como resultado do 11 de setembro, das estrat&eacute;gias regionais da al-Qaeda e da "Guerra contra o terror" desencadeada pelos EUA. Em resposta a press&otilde;es americanas, em 2009 e 2010 o governo do Paquist&atilde;o lan&ccedil;ou v&aacute;rias ofensivas militares na regi&atilde;o fronteiri&ccedil;a com o Afeganist&atilde;o (7), resultando em mais de 2,7 milh&otilde;es de deslocados internos (IDP's) (8). Em compara&ccedil;&atilde;o, podemos ent&atilde;o perguntar: onde est&atilde;o os memoriais &#150; as est&aacute;tuas, os document&aacute;rios, os discursos sentidos de pol&iacute;ticos europeus, as pe&ccedil;as de teatro e filmes &#150; dedicados a essas outras v&iacute;timas de uma mesma trag&eacute;dia?</font></P>     <P><font size="3">Os acontecimentos do 11 de setembro tiveram, no entanto, outras consequ&ecirc;ncias, eventualmente t&atilde;o ou mais nefastas, a longo prazo, que a tr&aacute;gica perda de vidas de civis "apanhados" entre as estrat&eacute;gias dos EUA e de uma s&eacute;rie de grupos extremistas, incluindo a al-Qaeda. Uma dessas consequ&ecirc;ncias foi o (re)aparecimento de um discurso de confronta&ccedil;&atilde;o entre o "Ocidente" e o mundo isl&acirc;mico (9), e uma s&eacute;rie de narrativas sobre os perigos do Isl&atilde; pol&iacute;tico &#150; se quisermos, a ideologiza&ccedil;&atilde;o ou culturaliza&ccedil;&atilde;o da guerra contra o terrorismo. Visto dessa perspectiva, os fatores que mais cabalmente explicam os atentados, e atos terroristas em geral, n&atilde;o s&atilde;o os percursos biogr&aacute;ficos dos seus autores, nem din&acirc;micas de grupo que levaram a radicaliza&ccedil;&atilde;o e eventualmente ao uso de viol&ecirc;ncia, nem agravos pol&iacute;ticos leg&iacute;timos, e sim fatores "culturais" como ideologia ou religi&atilde;o &#150; muitas vezes entendida de forma simplista (10). Esta perspectiva &#150; que resultou numa verdadeira ind&uacute;stria acad&ecirc;mica de "peritos", muitas vezes de credenciais intelectuais duvidosas, sobre o Isl&atilde; pol&iacute;tico e/ou terrorismo (11) &#150; teve v&aacute;rias consequ&ecirc;ncias funestas, entre elas a indel&eacute;vel associa&ccedil;&atilde;o entre terrorismo e Isl&atilde; pol&iacute;tico (12).</font></P>     <P><font size="3">Outra grave consequ&ecirc;ncia a longo prazo dos ataques do 11 de setembro e da "Guerra contra o terror", global mas sentida desproporcionalmente por mu&ccedil;ulmanos, foi o que poder&iacute;amos chamar o reordenamento legal global, baseado num ethos excepcionalista &#150; a ideia que medidas extraordin&aacute;rias e porventura ilegais s&atilde;o necess&aacute;rias e justificadas para garantir a seguran&ccedil;a de Estados ocidentais, ainda que &agrave;s expensas das liberdades civis dos cidad&atilde;os (13). A &uacute;ltima d&eacute;cada trouxe-nos um triste n&uacute;mero de epis&oacute;dios espec&iacute;ficos que ilustram essa tend&ecirc;ncia excepcionalista. Entre estes, contam-se os abusos dos direitos humanos e o uso de tortura em Guant&aacute;namo e Abu Ghraib, uma s&eacute;rie de assassinatos extrajudiciais &#150; incluindo o de bin-Laden e do seu filho Khalid, bem como o do cidad&atilde;o americano Anwar al-Awlaki e do seu filho Abdul Rahman &#150;, e n&uacute;meros indeterminados de "rendi&ccedil;&otilde;es extraordin&aacute;rias".</font></P>     <P><font size="3">Significativamente, os dez anos de "Guerra contra o terror" evidenciaram tamb&eacute;m a tend&ecirc;ncia crescente para qualificar a soberania de Estados, em particular Estados de maioria mu&ccedil;ulmana (Iraque, Afeganist&atilde;o, Paquist&atilde;o, I&eacute;men, Som&aacute;lia) &#150; empregando conceitos como Estados fr&aacute;geis ou falhados &#150; legitimando assim uma s&eacute;rie de press&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es, muitas vezes violentas, por parte de Estados liberais ocidentais, liderados pelos EUA.</font></P>     <P><font size="3">No Paquist&atilde;o, por exemplo, os EUA implementaram, desde 2004, uma pol&iacute;tica de ataques a alvos da al-Qaeda e dos talibans paquistaneses (Tehrik-e-Talieban ou TTP) atrav&eacute;s de ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o-tripulados (drones), sob a lideran&ccedil;a da CIA (14). At&eacute; agora ocorreram mais de 310 ataques, que resultaram num n&uacute;mero de v&iacute;timas estimado entre 1800 e 2900 (15). O impacto desses ataques na opini&atilde;o p&uacute;blica e na seguran&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o paquistanesa, bem como no comportamento e estabilidade do governo democraticamente eleito do Paquist&atilde;o, n&atilde;o pode nem deve ser descontado. O governo de Asif Ali Zardari encontra-se numa posi&ccedil;&atilde;o extremamente prec&aacute;ria &#150; entre as press&otilde;es do estabelecimento militar, afastado do poder pela primeira vez em d&eacute;cadas; dos setores pol&iacute;ticos e religiosos mais radicais; e as press&otilde;es americanas derivadas da estrat&eacute;gia da "Guerra contra o terror". E se, por um lado, n&atilde;o pode simplesmente virar as costas aos aliados norte-americanos, por outro lado tamb&eacute;m n&atilde;o pode ignorar viola&ccedil;&otilde;es egr&eacute;gias da sua soberania, nem o crescente descontentamento popular com as not&iacute;cias di&aacute;rias de mortes de civis nas regi&otilde;es fronteiri&ccedil;as. Mais recentemente, o assassinato de bin-Laden em solo paquistan&ecirc;s, por elementos das for&ccedil;as especiais norte-americanas, levantou novamente quest&otilde;es sobre a legalidade e as consequ&ecirc;ncias a longo prazo de tais a&ccedil;&otilde;es. Do ponto de vista norte-americano, essas iniciativas foram cruciais para a prossecu&ccedil;&atilde;o da "Guerra contra o terror", e os seus qualificados sucessos contra a al-Qaeda justificam n&atilde;o s&oacute; os custos humanos, mas tamb&eacute;m a inexor&aacute;vel deteriora&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com o Paquist&atilde;o, o aliado mais crucial na regi&atilde;o. A perspectiva paquistanesa sobre a "guerra contra o terrorismo" nunca &eacute;, portanto, levada seriamente em conta, ou sequer estudada, sobretudo a perspectiva dos cidad&atilde;os do Paquist&atilde;o &#150; que, contra todas as probabilidades, conseguiram uma democratiza&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica do seu pa&iacute;s e, no geral, t&ecirc;m demonstrado uma not&aacute;vel modera&ccedil;&atilde;o no comportamento eleitoral.</font></P>     <P><font size="3">Outro exemplo dessa separa&ccedil;&atilde;o radical de perspectivas, e de ignor&acirc;ncia relativamente ao contexto local, foi o p&acirc;nico evidenciado pela m&iacute;dia e pela lideran&ccedil;a pol&iacute;tica e militar norte-americanas, em 2009, relativamente a uma putativa tomada de poder dos talibans no Paquist&atilde;o, uma fantasia absolutamente implaus&iacute;vel e arredada das realidades daquele pa&iacute;s. Como observa astutamente Manan Ahmed (16), esse medo norte-americano/ocidental est&aacute; baseado numa "vers&atilde;o comicamente exagerada da realidade":</font></P>     <p><font size="3"><I>Existem cerca de 400 a 500 combatentes talibans paquistaneses na regi&atilde;o de Buner (...) e 15.000 a 20.000 em opera&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o entre Peshawar e o noroeste da fronteira do Paquist&atilde;o. Entretanto, o contingente na ativa do ex&eacute;rcito paquistan&ecirc;s est&aacute; em cerca de 500.000, financiados por um or&ccedil;amento anual de aproximadamente US$4 bilh&otilde;es. (...) Como amea&ccedil;a a uma imensa e diversa na&ccedil;&atilde;o-Estado, em que  40 porcento da popula&ccedil;&atilde;o vive em centros urbanos como Karachi (com seus 18 milh&otilde;es de habitantes), os combatentes talibans rurais n&atilde;o s&atilde;o terrivelmente intimidadores. O Paquist&atilde;o n&atilde;o &eacute; nem a Som&aacute;lia nem o Sud&atilde;o, nem mesmo o Iraque ou o Afeganist&atilde;o. &Eacute; um Estado completamente moderno com vasta infraestrutura; com uma m&iacute;dia verdadeiramente cr&iacute;tica e diversa; uma economia ativa, global; e com fortes la&ccedil;os com os poderes regionais, como a China e o Ir&atilde;. N&atilde;o &eacute; um "Estado falido"&#151; j&aacute; pagou inclusive as suas d&iacute;vidas com o Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional, &agrave; custa do fornecimento de eletricidade aos seus cidad&atilde;os. Possui uma burocracia civil profundamente arraigada. A ret&oacute;rica do "Estado falido" obscurece essas realidades. Ela esconde o fato de que os partidos com bases religiosas nunca terem conseguido garantir mais do que 10 porcento dos assentos em qualquer elei&ccedil;&atilde;o</I> (16).</font></P>     <P><font size="3">As an&aacute;lises midi&aacute;ticas, e uma larga maioria das an&aacute;lises acad&ecirc;micas, nas capitais europeias e norte-americanas caem no mesmo erro, apenas reconhecendo ag&ecirc;ncia aos terroristas ou aos indiv&iacute;duos e organiza&ccedil;&otilde;es envolvidos na "Guerra contra o terror", e caracterizando regularmente os cidad&atilde;os e pa&iacute;ses no Sul global como incapazes de resistir ou lutar contra o extremismo e o terrorismo nos seus pr&oacute;prios termos. Se os acontecimentos da &uacute;ltima d&eacute;cada demonstram alguma coisa, &eacute; que essa perspectiva euroc&ecirc;ntrica dominante e a subalterniza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, pr&aacute;ticas, aspira&ccedil;&otilde;es e projetos do outro que ela implica, ainda que eventualmente apelativa pela simplicidade, limita severamente o nosso entendimento do complexo contexto pol&iacute;tico da "Guerra contra o terror", e da seguran&ccedil;a internacional em geral. A nossa responsabilidade &#150; enquanto analistas pol&iacute;ticos, mas tamb&eacute;m enquanto cidad&atilde;os &#150; passa por desenvolver um esp&iacute;rito mais cr&iacute;tico, por desenvolver narrativas mais descentradas e menos estereotipadas.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><I><B>Daniel Pin&eacute;u</B> &eacute; membro do Conselho Cient&iacute;fico do Instituto Portugu&ecirc;s de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (IPRI) e pesquisador associado da Escola de Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Universidade Quaid-i-Azam em Islamabad, no Paquist&atilde;o.</I></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><B>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1.  Para um &oacute;tima introdu&ccedil;&atilde;o a este tipo de perspectiva, e a sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es internacionais, cf. Nayak, Meghana, e Eric Selbin. <I>Decentering international relations</I>. London: Zed Books. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071007&pid=S0009-6725201200040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">2.  Um claro exemplo desta tend&ecirc;ncia &eacute; a forma como a pr&oacute;pria express&atilde;o "11 de setembro" ou "9/11" se tornou un&iacute;voca, apagando qualquer refer&ecirc;ncia hist&oacute;rica a qualquer outro 11 de setembro, como por exemplo a data do golpe de estado no Chile que derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende e instalou a ditadura do Gen. Augusto Pinochet, com o apoio c&uacute;mplice do governo de &shy;Nixon &shy;(Maxwell, Kenneth. "The other 9/11 &#150; the United States and Chile, 1973". In: <I>Foreign Affairs</I> 82: 147. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071009&pid=S0009-6725201200040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <P><font size="3">3.  O primeiro ataque contra interesses dos EUA reivindicado pela al-Qaeda ocorreu em dezembro de 1992, em Aden, no I&ecirc;men. Entre 1992 e 2001, a al-Qaeda reivindicou ainda os ataques contra as embaixadas dos EUA em Nairobi (Kenya) e Dar-es-Salaam (Tanz&acirc;nia), e o ataque contra o navio de guerra americano USS Cole, estacionado no porto de Aden. Os EUA atribuem ainda &agrave; al-Qaeda a autoria ou pelo menos cumplicidade em v&aacute;rios outros ataques (incluindo ataques falhados e/ou frustrados pelos servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a), em particular a primeira tentativa contra as Torres G&ecirc;meas, em fevereiro de 1993.</font></P>     <P><font size="3">4.  Uma imagem de tal forma poderosa que efetivamente secundarizou ou apagou, na mem&oacute;ria coletiva, outros aspectos do 11 de setembro, incluindo o ataque contra o Pent&aacute;gono, e o ataque falhado devido &agrave; coragem dos passageiros do voo da United Airlines 93, que se despenhou num descampado da Pensilv&acirc;nia.</font></P>     <P><font size="3">5.  Conforme as estat&iacute;sticas oficiais apresentadas no relat&oacute;rio final da Comiss&atilde;o do 11 de Setembro.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">6.  Por exemplo, e segundo dados das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, s&oacute; em 2009 e s&oacute; no Afeganist&atilde;o foram mortos ou feridos 5978 civis (2412 mortos confirmados, dos quais um quarto &#150; 596 ou 25% &#150; foram mortos por for&ccedil;as da Otan ou do governo afeg&atilde;o). Em 2010 foram mortos 2770 civis, 440 dos quais (16%) por for&ccedil;as governamentais ou da Otan, e 2080 (75%) por for&ccedil;as anti-governamentais. No Paquist&atilde;o, as estimativas de civis mortos por atentados terroristas em 2009 oscilam entre os 2123 e os 2670 (Civic - Civilian Harm and Conflict in Northwest Pakistan. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.civicworldwide.org/storage/civicdev/documents/civic%20pakistan %202010%20final.pdf" target="_blank">http://www.civicworldwide.org/storage/civicdev/documents/civic%20pakistan %202010%20final.pdf</a>. &#91;Consultado em 20 julho 2011&#93;, p. 13).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071014&pid=S0009-6725201200040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">7.  Vide Roggio, Bill. "Taliban and Pakistan military battle in Swat". In: <I>Long War Journal</I>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.longwarjournal.org/archives/2009/05/ taliban_and_pakistan.php" target="_blank">http://www.longwarjournal.org/archives/2009/05/ taliban_and_pakistan.php</a> &#91;Consultado em 20 julho 2011&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071016&pid=S0009-6725201200040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->, e ainda Pande, Aparna. <I>Explaining pakistan's foreign policy: escaping India</I>. London/NY: Routledge. p. 79. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071017&pid=S0009-6725201200040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">8.  HRCP (Human Rights Commission of Pakistan). Internal displacement in Pakistan: contemporary challenges. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hrcp-web.org/pdf/Internal Displacement in Pakistan.pdf" target="_blank">www.hrcp-web.org/pdf/Internal%20Displacement%20in%20Pakistan.pdf</a> &#91;Consultado em 20 julho 2011&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071019&pid=S0009-6725201200040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">9.  Por exemplo, Bawer, Bruce. <I>While Europe slept: how radical Islam is destroying the West from within</I>. NY: Doubleday. 2006,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071021&pid=S0009-6725201200040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ou Phillips, Melanie. Londonistan. NY: Encounter Books. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071022&pid=S0009-6725201200040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> No entanto, para an&aacute;lises cr&iacute;ticas que desconstroem esta narrativa, cf. Halliday, Fred. <I>Islam and the myth of confrontation: religion and politics in the Middle East</I>. I. B. Tauris. 2002,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071023&pid=S0009-6725201200040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> e Dabashi, Hamid. <I>Islamic liberation theology: resisting the empire</I>. London/NY: Routledge. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071024&pid=S0009-6725201200040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">10.  Marranci, Gabriele. <I>Understanding Muslim identity: rethinking fundamentalism</I>. Basingstoke: Palgrave Macmillan. pp. 2-4. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071026&pid=S0009-6725201200040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">11.  Para uma an&aacute;lise desta perniciosa tend&ecirc;ncia, cf. Mueller, John. Overblown: <I>How politicians and the terrorism industry inflate national security threats, and why we believe them</I>. NY: Free Press. 2006,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071028&pid=S0009-6725201200040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ou Jackson, Richard, Marie Breen Smyth, Jeroen Gunning, e Lee Jarvis. <I>Terrorism: a critical introduction</I>. Basingstoke: Palgrave Macmillan. pp. 11-14. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071029&pid=S0009-6725201200040001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">12.  Jackson, Richard. "Constructing enemies: 'islamic terrorism' in political and academic discourse". In: <I>Government and Opposition</I> 42 (3): 394-426. 2007;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071031&pid=S0009-6725201200040001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ver ainda Steuter, Erin e Deborah Wills. "Making the muslim enemy: the social construction on the enemy in the War on Terror". In: <I>The routledge handbook of war and society</I>. Ed. Stephen Carlton-Ford e Morton G. Ender. New York: Routledge. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071032&pid=S0009-6725201200040001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">13.  Para algumas boas discuss&otilde;es sobre o conceito de excepcionalismo aplicado &agrave; "Guerra contra o terror", cf. Aradau, Claudia, e Rens van Munster. "Exceptionalism and the 'War on Terror'." In: <I>British Journal of Criminology</I> 49 (5): 686 -701. 2009;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071034&pid=S0009-6725201200040001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Foot, Rosemary. "Exceptionalism again: the Bush administration, the 'Global war on terror' and human rights". In: <I>Law and History Review</I> 26 (3): 707-725. 2008;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071035&pid=S0009-6725201200040001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ou ainda Neal, Andrew W. <I>Exceptionalism and the politics of counter-terrorism: liberty, security, and the War on Terror</I>. London: Taylor &amp; Francis. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071036&pid=S0009-6725201200040001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">14.  Vide Williams, Brian Glyn. "The CIA's covert predator drone war in Pakistan, 2004&#150;2010: the history of an assassination campaign". In: <I>Studies in Conflict &amp; Terrorism</I> 33 (10): 871-892. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071038&pid=S0009-6725201200040001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">15.  Conforme as estimativas apresentadas pela New America Foundation (New America Foundation. The year of the drone - an analysis of U.S. drone strikes in Pakistan 2004-2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://counterterrorism.newamerica.net/drones" target="_blank">http://counterterrorism.newamerica.net/drones</a>. &#91;Consultado em 20 julho 2011&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071040&pid=S0009-6725201200040001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> e considerando que as estat&iacute;sticas s&atilde;o de julho de 2011.</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">16.  Tradu&ccedil;&atilde;o de trecho original em ingl&ecirc;s extra&iacute;do de Ahmed, Manan. <I>Where the wild frontiers are: Pakistan and the american imagination</I>. Charlottesville, VA: Just World Books. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=071042&pid=S0009-6725201200040001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     ]]></body>
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