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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="4"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p align="center">Alfredo Wagner Berno de Almeida</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>N</b></font><font size="3">osso prop&oacute;sito neste dossi&ecirc; foi propiciar uma vis&atilde;o mais detida de situa&ccedil;&otilde;es sociais conflitivas em regi&otilde;es de fronteira. As transforma&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas nesta primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI refletem pol&iacute;ticas de reorganiza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os e territ&oacute;rios que afetam, sobretudo, as delimita&ccedil;&otilde;es das fronteiras internacionais e de suas respectivas faixas de seguran&ccedil;a. Os interesses industriais respons&aacute;veis pela expans&atilde;o dos agroneg&oacute;cios pressionam no sentido de uma reestrutura&ccedil;&atilde;o formal do mercado de terras, incorporando novas extens&otilde;es seja pela altera&ccedil;&atilde;o de dispositivos jur&iacute;dicos, que delimitam a chamada "faixa de fronteira", seja pela usurpa&ccedil;&atilde;o de direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais. </font></p>     <p><font size="3">Desmatamentos, queimadas, devasta&ccedil;&otilde;es de florestas por atividades madeireiras ilegais, atividades de empresas mineradoras e pol&iacute;ticas energ&eacute;ticas com barramentos de in&uacute;meros rios t&ecirc;m produzido conflitos e tens&otilde;es. O resultado mais evidente concerne a um deslocamento constante de popula&ccedil;&otilde;es, tais como "povos ind&iacute;genas isolados", "brasiguaios", seringueiros brasileiros na Bol&iacute;via e garimpeiros brasileiros na Venezuela. </font></p>     <p><font size="3">Paralelamente a estes conflitos por terra, as elevadas taxas de desemprego provocam deslocamentos de expressivos contingentes de for&ccedil;a de trabalho por postos fronteiri&ccedil;os tanto nos limites com a Guiana Francesa, quanto nos limites com a Col&ocirc;mbia e o Peru que, inclusive, durante 2010 e 2011 envolveram tamb&eacute;m os "haitianos". As rela&ccedil;&otilde;es entre a reestrutura&ccedil;&atilde;o do mercado de terras e o fen&ocirc;meno das migra&ccedil;&otilde;es colocam em quest&atilde;o novas modalidades de percep&ccedil;&atilde;o das linhas de fronteira, que passaremos a examinar a partir do prisma de diferentes forma&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas referidas &agrave; geografia, &agrave; antropologia e &agrave; hist&oacute;ria. As estrat&eacute;gias empresariais impulsionam na dire&ccedil;&atilde;o de "fronteiras abertas", atendendo a demandas progressivas de um crescimento baseado principalmente em <I>commodities</I> minerais e agr&iacute;colas, refletindo uma d&uacute;bia combina&ccedil;&atilde;o entre fatores ambientais e econ&ocirc;micos. Ao mesmo tempo pleiteiam incentivos fiscais, abalando preceitos neoliberais, e objetivam flexibilizar normas jur&iacute;dicas relativas a direitos territoriais ind&iacute;genas. Os m&uacute;ltiplos debates em torno deste significado social das fronteiras, marcado por uma profunda reconceitua&ccedil;&atilde;o, imp&otilde;em novas indaga&ccedil;&otilde;es que os textos a seguir tentam responder tendo como refer&ecirc;ncia emp&iacute;rica as fronteiras internacionais do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><i><b>Alfredo Wagner Berno de Almeida</b> &eacute; antrop&oacute;logo, professor visitante dos Programas de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia Social e em Sociedade e Cultura da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). &Eacute; pesquisador da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do CNPq. </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a10img01.jpg"></p>      ]]></body>
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