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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>A fronteira dos isolados</b></font></p>     <p><font size="3">Terri Valle de Aquino</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>D</b></font><font size="3">esde o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, quando parcelas significativas das popula&ccedil;&otilde;es Kaxinaw&aacute;, Ashaninka, Madij&aacute;, Puyanawa, Shanenawa, Yawanaw&aacute; e Manchineri, entre outras, foram incorporadas ao mundo dos seringais acreanos, diversos povos ind&iacute;genas v&ecirc;m resistindo ao contato inter&eacute;tnico, preferindo viver em locais mais distantes e de dif&iacute;cil acesso, no interior da floresta, inicialmente em &aacute;reas onde n&atilde;o havia seringa nem caucho, decidindo permanecer at&eacute; os dias de hoje em situa&ccedil;&atilde;o de isolamento volunt&aacute;rio, notadamente nas regi&otilde;es correspondentes &agrave;s fronteiras internacionais. Decis&atilde;o que decorre, em grande parte, da mem&oacute;ria ainda viva das "correrias" e massacres, bem como de epidemias infecciosas para as quais n&atilde;o dispunham de imunidades, que vitimaram muitos de seus antepassados.</font></p>     <p><font size="3">S&atilde;o conhecidos atualmente como <b>povos ind&iacute;genas isolados</b>, integrantes das mesmas fam&iacute;lias lingu&iacute;sticas Pano e Aruak, que optaram ou foram for&ccedil;ados, devido a experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas anteriores, a isolar&#45;se em locais mais remotos da floresta amaz&ocirc;nica, distantes de segmentos da sociedade nacional, inclusive de outras comunidades ind&iacute;genas j&aacute; contatadas, para garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia f&iacute;sica e cultural. S&atilde;o tamb&eacute;m chamados "povos aut&ocirc;nomos", "n&atilde;o contatados", "arredios", "hostis", "selvagens", ou "resistentes". No Acre, s&atilde;o denominados por seus vizinhos ind&iacute;genas e regionais como "&iacute;ndios brabos", "parentes brabos" ou simplesmente "brabos". </font></p>     <p><font size="3">Os Kaxinaw&aacute;s do rio Jord&atilde;o os chamam, em h&atilde;txa  (sua "l&iacute;ngua verdadeira"), de "Yaminawa" ("povo do machado de pedra"). J&aacute; os Kaxinaw&aacute; do Humait&aacute; falam que s&atilde;o "Nixinawa" ("povo da envira"), quando se referem aos grupos de &iacute;ndios isolados que habitam as nascentes de seu rio. Os Ashaninka, por sua vez, costumam cham&aacute;&#45;los de "Amiwaka", provavelmente uma corruptela de Amahuaca, nome de um antigo povo isolado no vale do Alto Juru&aacute; que habitava, no in&iacute;cio do s&eacute;culo passado, ambos os lados da fronteira brasileiro&#45;peruana. Atualmente, h&aacute; comunidades Amahuaca nos vales dos altos rios Juru&aacute; e Purus peruanos. Tamb&eacute;m h&aacute; refer&ecirc;ncias a grupos isolados Amahuaca na Reserva Territorial Madre de Dios, destinada aos "pueblos ind&iacute;genas en aislamiento volutario" nos altos rios Madre de Dios, Tahuamanu, los Amigos e las Piedras.</font></p>     <p><font size="3">Por sua vez, os Manchineri e Jaminawa, da Terra Ind&iacute;gena (TI) Mamoadate, falam da exist&ecirc;ncia de grupos isolados n&ocirc;mades, por eles denominados "Mashco" ou "Mashco&#45;Piro", que compartilham sazonalmente a sua terra ind&iacute;gena nos meses de ver&atilde;o amaz&ocirc;nico. Oriundos do lado peruano da fronteira, os Mashco&#45;Piro transitam por &aacute;reas colinosas de florestas banhadas pelos formadores das bacias dos altos rios Madre de Dios, Purus, Juru&aacute; e Ucayali. Seus extensos grupos familiares n&ocirc;mades circulam ainda por terras ind&iacute;genas acreanas (TI Mamoadate e TI Kampa e Isolados do Rio Envira) e pelo Parque Estadual Chandless, descendo pelas cabeceiras do Iaco, Envira e Chandless, que s&atilde;o rios binacionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a13img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No estado do Acre, nas proximidades da fronteira internacional Brasil&#45;Peru, diferentes grupos isolados ocupam permanente e\ou sazonalmente um conjunto cont&iacute;nuo formado por treze terras reservadas pelos governos federal e estadual com distintas finalidades, constitu&iacute;do por doze terras ind&iacute;genas j&aacute; regularizadas e um parque estadual, em processo de regulariza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Situado em seis munic&iacute;pios fronteiri&ccedil;os, esse conjunto cont&iacute;nuo de treze terras reservadas, com extens&atilde;o agregada de pouco mais de dois milh&otilde;es de hectares, &eacute; ocupado por cinco diferentes povos isolados, com uma popula&ccedil;&atilde;o agregada estimada entre 600 e mil habitantes pela Frente de Prote&ccedil;&atilde;o Etnoambiental Envira (FPEE), da Funai. </font></p>     <p><font size="3">Nos &uacute;ltimos 25 anos, tr&ecirc;s dessas doze terras ind&iacute;genas, com superf&iacute;cie agregada de 636.384,15 hectares, foram reconhecidas oficialmente com a presen&ccedil;a de &iacute;ndios isolados. Dentre elas, destacam&#45;se a TI Kampa e Isolados do Rio Envira (232.795,04 ha) e a TI Riozinho do Alto Envira (260.970 ha), ambas compartilhadas por grupos isolados com comunidades Ashaninka nas cabeceiras do Envira, e a TI Alto Tarauac&aacute; (142.619,11 ha), a &uacute;nica terra destinada exclusivamente aos grupos isolados. </font></p>     <p><font size="3">Por sua vez, a TI Igarap&eacute; Taboca do Alto Tarauac&aacute; constitui t&atilde;o somente uma pequena extens&atilde;o interditada de 287 hectares a ser anexada &agrave; TI Alto Tarauac&aacute;. Enquanto as outras oito terras restantes, embora sejam tamb&eacute;m compartilhadas sazonalmente por grupos de &iacute;ndios isolados, foram destinadas t&atilde;o somente &agrave;s comunidades Kaxinaw&aacute;, Ashaninka e Madij&aacute;, no vale do Alto Juru&aacute;, e Manchineri e Jaminawa, no vale do Alto Purus, com uma popula&ccedil;&atilde;o agregada estimada em 5.400 habitantes. Tais informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o melhor sistematizadas no quadro na p&aacute;gina 32.</font></p>     <p><font size="3">Conv&eacute;m ainda esclarecer que grupos de &iacute;ndios isolados j&aacute; s&atilde;o encontrados fora e a jusante desse conjunto cont&iacute;nuo de terras reservadas, compartilhando territ&oacute;rios e\ou &aacute;reas de uso com moradores n&atilde;o ind&iacute;genas de seu entorno. O mapa apresentado na p&aacute;gina 33 visualiza bem esse conjunto cont&iacute;nuo constitu&iacute;do por doze terras ind&iacute;genas (em cores alaranjadas) e um parque estadual (em cor verde), que s&atilde;o compartilhadas atualmente por distintos grupos isolados.</font></p>     <p><font size="3">Esse conjunto cont&iacute;nuo de terras reservadas integra, por sua vez, um mosaico mais amplo de &aacute;reas protegidas, tamb&eacute;m cont&iacute;nuas, formado por 43 terras reservadas com distintas finalidades. </font></p>     <p><font size="3">Esse "mosaico acreano", como ent&atilde;o passou a ser conhecido, &eacute; constitu&iacute;do atualmente por 27 terras ind&iacute;genas, 14 unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, sendo onze de uso sustent&aacute;vel e tr&ecirc;s de prote&ccedil;&atilde;o integral, e ainda por dois projetos de assentamento extrativistas. Com extens&atilde;o agregada de pouco mais de 7,8 milh&otilde;es de hectares, o referido mosaico corresponde a 48,5% da extens&atilde;o atual do estado.</font></p>     <p><font size="3">Desse total de 43 terras reservadas, oito terras ind&iacute;genas e quatro unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, com extens&atilde;o agregada de pouco mais de 3,3 milh&otilde;es de hectares, est&atilde;o situadas na linha de fronteira com o Peru.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a13img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Distribu&iacute;do por 17 dos 22 munic&iacute;pios acreanos, o mencionado mosaico &eacute; habitado por pouco mais de 30 mil habitantes, entre ind&iacute;genas e regionais, que representam quase 5% da popula&ccedil;&atilde;o acreana atual, estimada em 650 mil habitantes. E cerca de 15% de sua popula&ccedil;&atilde;o rural. </font></p>     <p><font size="3">Constitu&iacute;do por distintas territorialidades, o mosaico contempla diversas variedades de paisagens naturais e de faixas colinosas de florestas, onde nascem as &aacute;guas de rios e igarap&eacute;s acreanos, numa das regi&otilde;es tida como de maior diversidade biol&oacute;gica e sociocultural da Amaz&ocirc;nia brasileira. </font></p>     <p><font size="3">A baixa densidade demogr&aacute;fica e o uso de tecnologias de baixo impacto ambiental permitiram que apenas 5% de sua extens&atilde;o fossem desmatados at&eacute; agora. Majoritariamente situadas ao longo da fronteira brasileiro&#45;peruana e de suas proximidades, apenas tr&ecirc;s das 43 terras reservadas s&atilde;o atravessadas pela BR&#45;364: a TI Campinas/Katukina, a Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade e a Floresta Estadual Liberdade. O asfaltamento e a pavimenta&ccedil;&atilde;o dessa rodovia federal, que atravessa todo o estado no sentido leste a oeste, &eacute; uma importante obra do PAC, recentemente implementada no Acre pelos governos federal e estadual. O mapa apresentado a seguir visualiza bem o "mosaico acreano" cont&iacute;nuo formado por essas 43 terras reservadas. </font></p>     <p><font size="3">As 27 terras ind&iacute;genas (em cores alaranjadas) abrangem 33,5% da &aacute;rea agregada do "mosaico acreano", enquanto as 11 unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de uso sustent&aacute;vel (em cores verdes claras) ocupam 45,1% de sua superf&iacute;cie total e as outras tr&ecirc;s unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o integral (em cores verdes escuras) representam 20,3% de sua extens&atilde;o. J&aacute; os dois projetos extrativistas (tamb&eacute;m em cores verdes claras) correspondem a apenas 1,09% de sua &aacute;rea total.</font></p>     <p><font size="3">Para finalizar este texto, que comp&otilde;e o primeiro cap&iacute;tulo de um relat&oacute;rio mais amplo, destacamos a seguir as principais propostas formuladas pelas lideran&ccedil;as e representantes Kaxinaw&aacute; nas "oficinas de discuss&atilde;o e consulta" realizadas em suas terras ind&iacute;genas. Vejamos algumas delas:</font></p>     <p><font size="3"><b>1. </b>Conceder partes das TIs Kaxinaw&aacute; do Rio Humait&aacute; (acima dos igarap&eacute;s Boa Esperan&ccedil;a e Maronal) e Kaxinaw&aacute; do Rio Jord&atilde;o (acima dos igarap&eacute;s Papav&ocirc; e Seringueira) para uso preferencial dos isolados.</font></p>     <p><font size="3"><b>2. </b>Fortalecer as parcerias entre a coordena&ccedil;&atilde;o da FPEE e os Kaxinaw&aacute; na implementa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de prote&ccedil;&atilde;o aos isolados, por meio de: <b>a)</b> reuni&otilde;es e encontros peri&oacute;dicos; <b>b)</b> participa&ccedil;&atilde;o nos sobrevoos &agrave;s &aacute;reas dos isolados nas nascentes do Humait&aacute; e nas cabeceiras dos igarap&eacute;s Riozinho e Xinane.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a13img03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a13img04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>3.</b> Elaborar um relat&oacute;rio preliminar &agrave; Diretoria de Prote&ccedil;&atilde;o Territorial (DPT), da Funai, propondo o in&iacute;cio do processo de regulariza&ccedil;&atilde;o (restri&ccedil;&atilde;o de uso e identifica&ccedil;&atilde;o e delimita&ccedil;&atilde;o) de uma nova terra ind&iacute;gena destinada aos isolados nos altos rios Muru e Tarauac&aacute;.</font></p>     <p><font size="3"><b>4. </b>Implantar uma nova unidade de prote&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia da FPEE no alto rio Muru, de forma a impedir a continuidade das invas&otilde;es promovidas por ca&ccedil;adores e pescadores profissionais, oriundos da cidade de Jord&atilde;o e de seus arredores, nos fundos da TI Alto Tarauac&aacute;. Essa proposta deveria ser uma prioridade da CGIIRC e da FPEE para 2012.</font></p>     <p><font size="3">5. Contribuir para estrutura&ccedil;&atilde;o de dois subpostos de observa&ccedil;&atilde;o de grupos isolados na TI Kaxinaw&aacute; do Rio Humait&aacute; (na foz do igarap&eacute; Boa Esperan&ccedil;a) e na TI Kaxinaw&aacute; do Rio Jord&atilde;o (na foz do igarap&eacute; Papav&ocirc;), justamente nos limites por eles propostos para "uso preferencial dos isolados", com os seguintes objetivos: <b>a)</b> monitorar a movimenta&ccedil;&atilde;o dos grupos de &iacute;ndios isolados nos altos rios Humait&aacute; e Jord&atilde;o; <b>b)</b> disponibilizar ferramentas e outros utens&iacute;lios saqueados pelos isolados nas casas dos Huni Kui e de moradores brancos do entorno, como forma de pacificar as rela&ccedil;&otilde;es entre eles; <b>c)</b> realizar a vigil&acirc;ncia e fiscaliza&ccedil;&atilde;o das invas&otilde;es promovidas por madeireiros e ca&ccedil;adores/pescadores comerciais nas terras compartilhadas pelos isolados; <b>d)</b> indenizar as fam&iacute;lias Kaxinaw&aacute; e n&atilde;o ind&iacute;genas que tiverem suas casas comprovadamente saqueadas pelos isolados. </font></p>     <p><font size="3"><b>6.</b> Dotar as &uacute;ltimas aldeias das terras Kaxinaw&aacute;, Ashaninka e Madij&aacute; dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o efetivos e confi&aacute;veis, tais como, radiofonias, telefonias e internet.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>7.</b> Incluir a quest&atilde;o dos isolados como priorit&aacute;ria nas discuss&otilde;es e decis&otilde;es sobre a fronteira e a integra&ccedil;&atilde;o regional Acre/Brasil&#45;Ucayali/Peru.</font></p>     <p><font size="3"><b>8.</b> E, finalmente, dar continuidade &agrave;s "oficinas de informa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre &iacute;ndios isolados" nas comunidades Kaxinaw&aacute;, Ashaninka e Madij&aacute;, que compartilham suas terras com grupos isolados, bem como nas comunidades de moradores brancos do entorno. </font></p>     <p><font size="3">Tais recomenda&ccedil;&otilde;es, sugest&otilde;es e propostas constam nos documentos finais das oficinas que realizamos, em maio de 2009, na TI Kaxinaw&aacute; do Rio Humait&aacute; e, em abril 2010, nas TIs Kaxinaw&aacute; do Rio Jord&atilde;o e Kaxinaw&aacute; do Seringal Independ&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Terri Valle de Aquino</b> &eacute; antrop&oacute;logo da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai).</i></font></p>      ]]></body>
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