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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/noticiasbr.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O DE CI&Ecirc;NCIA</font></b></p> <font size="4"><b><img src="/img/revistas/cic/v65n2/linha_preta.jpg"></b></font>     <p><font size="4"><b>Centros e museus crescem mas investimento ainda     &eacute; insuficiente</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Como personagens   importantes no papel de complementa&ccedil;&atilde;o do ensino escolar, centros e museus de   ci&ecirc;ncia (CMCs) t&ecirc;m se expandido no pa&iacute;s, com o surgimento de editais e   est&iacute;mulos para sua estrutura&ccedil;&atilde;o, assim como ocorre nos EUA e na Europa. O   volume e o ritmo do desembolso desses recursos, por&eacute;m, ainda &eacute; considerado   incipiente para cobrir a necessidade de um territ&oacute;rio grande e carente de   educa&ccedil;&atilde;o formal e n&atilde;o formal como o Brasil. Educa&ccedil;&atilde;o, lazer e cultura fazem   parte da ess&ecirc;ncia de um CMC, "que n&atilde;o s&atilde;o apenas lugares onde se aprendem   conceitos cient&iacute;ficos, e se pode interagir com os objetos expostos", esclarece   Michel Sitnik, da Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia, CMC administrado pela Universidade de S&atilde;o   Paulo (USP). </font></p>     <p><font size="3">O que se percebe,   continua Sitnik, &eacute; uma grande busca por agendamentos para visita&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os   de exposi&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia: Centre 2004 e 2008, tivemos um aumento de quase 100%   de procura, pois nossa &aacute;rea expositiva foi ampliada, bem como os hor&aacute;rios de   funcionamento que passaram a incluir finais de semana em hor&aacute;rio integral". Em   sua opini&atilde;o, para cobrir a procura &eacute; fundamental que os CMCs n&atilde;o se restrinjam   a locais f&iacute;sicos, presos a estruturas de pr&eacute;dios &#150; hoje, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia &agrave;   itiner&acirc;ncia e organiza&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&otilde;es em feiras de profiss&otilde;es e pra&ccedil;as de   shoppings. Nessas ocasi&otilde;es atingem-se jovens cuja fam&iacute;lia n&atilde;o tem o h&aacute;bito de   visitar centros de ci&ecirc;ncia e que, dessa forma, passam a ter uma ideia, que   estimula a visita a CMCs posteriormente. A Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia, por exemplo, montou   vers&otilde;es itinerantes nos &uacute;ltimos meses em locais como Chapec&oacute;-SC, Vinhedo-SP, e   at&eacute; mesmo em uma penitenci&aacute;ria, em Parelheiros (distrito rural de S&atilde;o Paulo)   para a conscientiza&ccedil;&atilde;o ambiental dos detentos e seus familiares. "Atualmente,   tamb&eacute;m estamos projetando uma estrutura tempor&aacute;ria em Cubat&atilde;o e um circuito   tempor&aacute;rio em Barueri, ambos no estado de S&atilde;o Paulo", conta Sitnik.</font></p>     <p><font size="3">Ainda n&atilde;o se tem n&uacute;meros exatos de quantos CMCs existem no   pa&iacute;s, mas a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Centros e Museus de Ci&ecirc;ncia (ABMC) prepara   para breve o lan&ccedil;amento de um guia atualizado. Dados iniciais mostram que, de   2005 a 2009, houve expans&atilde;o de 80 para 190 novos CMCs no Brasil, um aumento de   quase 73%. Algo consider&aacute;vel, e que poderia refletir a no&ccedil;&atilde;o governamental da   import&acirc;ncia desses espa&ccedil;os frente &agrave; sociedade. Por&eacute;m, os investimentos ainda   s&atilde;o insuficientes, considera Antonio Carlos Pav&atilde;o, docente da Universidade   Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor do museu Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia de Pernambuco (o   maior museu a c&eacute;u aberto do pa&iacute;s): "os raros editais chegam &agrave; casa dos R$10   milh&otilde;es, quando precisar&iacute;amos de pelo menos dez vezes isso, o que evidencia   falta de consci&ecirc;ncia dos governos do papel dos CMCs para a educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica   e populariza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia".</font></p>       <p><a name="img01" id="img01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a05img01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>EXPANS&Atilde;O REGIONALIZADA</b> Em contrapartida "houve   aumento da cria&ccedil;&atilde;o de grandes CMCs municipais, como o Catavento (cidade de S&atilde;o   Paulo), o Sabina (Santo Andr&eacute;-SP) e a Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia (Jo&atilde;o Pessoa-PB), que   juntos somam investimentos de centenas de milh&otilde;es de reais". Al&eacute;m disso, "em Pernambuco est&aacute; sendo montada uma rede estadual,   com 5 CMCs j&aacute; em funcionamento, como em S&atilde;o Jos&eacute; do Egito (Centro Vocacional   Tecnol&oacute;gico), e Ita&iacute;ba (Espa&ccedil;o de Exposi&ccedil;&atilde;o de Animais), e 7 previstos para   iniciarem suas atividades". Isso prov&eacute;m de um esfor&ccedil;o conjunto entre o Conselho   Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), o governo do   estado de Pernambuco e as prefeituras das cidades onde se alocam os CMCs. "Com   o sucesso desses projetos, existe a perspectiva de amplia&ccedil;&atilde;o da rede",   ambiciona Pav&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">O grande desafio a ser encarado antes de se conseguir verba   para a montagem dos CMCs &eacute; planejar a prepara&ccedil;&atilde;o de sua estrutura, com espa&ccedil;os   expositivos atraentes, inovadores e din&acirc;micos, monitores que cubram diferentes   hor&aacute;rios de visita&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da divulga&ccedil;&atilde;o desses recintos. E, principalmente,   "garantir seu funcionamento, perpetuando sua manuten&ccedil;&atilde;o", conclui Pav&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Daniel Blasioli   Dentillo</i></font></p>      ]]></body>

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