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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estabelecendo diálogos entre o passado e o presente: reflexões sobre novas perspectivas na arqueologia brasileira]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/artigos.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><b><font size="4">APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</font></b></p>     <p align="center"><font size=5><b>Estabelecendo di&aacute;logos entre o passado e o presente: reflex&otilde;es sobre   novas perspectivas na arqueologia brasileira</b></font></p>     <p align="center"><font size="3">Fl&aacute;vio Rizzi Calippo</font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>A</font></b> imagem da arqueologia, durante muito   tempo, esteve associada, mesmo em algumas &aacute;reas do   meio cient&iacute;fico, &agrave; simples ideia de que o arque&oacute;logo &eacute; aquele pesquisador que   se desloca a lugares remotos para coletar os objetos deixados por culturas   passadas. De certo modo, existe alguma verdade nesta compreens&atilde;o. Entretanto,   nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, tanto no Brasil como no mundo, a   arqueologia vem se repensando e assumindo novas reflex&otilde;es e discursos em   rela&ccedil;&atilde;o ao passado e aos seus objetos de estudo. O prop&oacute;sito dos artigos   apresentados neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico &eacute; mostrar alguns exemplos dessa nova tend&ecirc;ncia da arqueologia, que amplia cada vez mais seus dom&iacute;nios para al&eacute;m do estudo dos objetos e   de um passado distante, e busca, principalmente, dialogar com outras &aacute;reas do   conhecimento para poder tecer, com base no estudo das sociedades do passado,   reflex&otilde;es e discuss&otilde;es a respeito dos problemas e das   quest&otilde;es que vivemos no presente. </font></p>     <p><font size="3">O prop&oacute;sito n&atilde;o &eacute; apresentar uma abordagem abrangente e   completa de toda a arqueologia praticada no Brasil, mas, sim, mostrar ao   p&uacute;blico em geral e aos pesquisadores de outras &aacute;reas,   que a arqueologia &eacute; uma ci&ecirc;ncia que cada vez mais se esfor&ccedil;a para estabelecer   uma vis&atilde;o pr&oacute;pria a respeito dos problemas brasileiros e dos contextos onde os   arque&oacute;logos atuam, para dialogar com a sociedade, para socializar os   conhecimentos produzidos no &acirc;mbito acad&ecirc;mico e   para atuar ativamente na prote&ccedil;&atilde;o, na gest&atilde;o e uso p&uacute;blico do patrim&ocirc;nio   cultural e arqueol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="3">Sob tal perspectiva, a arqueologia ser&aacute;   abordada em nove artigos. No primeiro deles, Pedro Paulo Funari discute algumas   das principais tem&aacute;ticas que v&ecirc;m sendo propostas no   &acirc;mbito da arqueologia brasileira e mundial. Em seguida a ele, &Acirc;ngelo Corr&ecirc;a e   Diogo Costa, desenvolvem em seus respectivos artigos novos olhares   arqueol&oacute;gicos a respeito da hist&oacute;ria das na&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e sobre as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre essas sociedades, o   colonizador europeu, os povos africanos e os imigrantes europeus, desde o   per&iacute;odo do contato at&eacute; os dias atuais. Abordando discuss&otilde;es mais   contempor&acirc;neas, Fl&aacute;vio Calippo, Gilson Rambelli e Paulo Bava de Camargo discutem problem&aacute;ticas relativas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o   do patrim&ocirc;nio cultural subaqu&aacute;tico. Nessa mesma linha patrimonial, Gilberto   Francisco ressalta a import&acirc;ncia dos estudos cl&aacute;ssicos para o entendimento de   pr&aacute;ticas atuais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Nos quatro &uacute;ltimos artigos, desenvolvem&#8209;se textos que   procuram estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima da arqueologia com as comunidades   e com o p&uacute;blico. Helena Lima e Bruno Moraes falam a respeito das possibilidades   e das problem&aacute;ticas que se estabelecem quando a pr&aacute;tica arqueol&oacute;gica &eacute; inclusiva e os agentes e os saberes locais s&atilde;o   reconhecidos e incorporados &agrave; pesquisa. Louise Alfonso e Anne Py&#8209;Daniel ressaltam a import&acirc;ncia das narrativas produzidas   pelas popula&ccedil;&otilde;es locais para o trabalho dos arque&oacute;logos e para o   turismo cultural. Aline de Carvalho e Bruno da Silva   discutem, utilizando a figura do Indiana Jones como interlocutor, caminhos para   o estabelecimento de a&ccedil;&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Por fim, Camila   Delmondes Dias, Cristiane Delfina, Gl&oacute;ria Tega-Calippo, Maria Beatriz Rocha Ferreira e Vera Regina Toledo Camargo, a partir   do olhar do jornalismo cient&iacute;fico, estabelecem cr&iacute;ticas e reflex&otilde;es a respeito   da divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento produzido pela arqueologia.</font></p>     <p><font size="3">Ainda que essa nova tend&ecirc;ncia de se pensar a arqueologia   tenha recebido, em parte, influ&ecirc;ncias te&oacute;ricas   desenvolvidas por pesquisadores estrangeiros para a discuss&atilde;o de problem&aacute;ticas   espec&iacute;ficas de outras regi&otilde;es, tais perspectivas v&ecirc;m se estabelecendo, no   Brasil, de forma cr&iacute;tica, reflexiva e direcionada aos diferentes contextos culturais, hist&oacute;ricos e arqueol&oacute;gicos que   v&ecirc;m se formando desde a pr&eacute;&#8209;hist&oacute;ria. Se existe   um motivo pelo qual a arqueologia vem despontando no cen&aacute;rio internacional &eacute;   justamente pela preocupa&ccedil;&atilde;o e pelos esfor&ccedil;os em se estabelecer compreens&otilde;es que extrapolem o entendimento do comportamento humano   como algo normativo e em consequ&ecirc;ncia do desenvolvimento   de reflex&otilde;es arqueol&oacute;gicas que contribuam para a discuss&atilde;o de nossos problemas   atuais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Fl&aacute;vio   Rizzi Calippo</b> &eacute; professor do Curso de Arqueologia e Conserva&ccedil;&atilde;o de Arte   Rupestre e dos Programas de P&oacute;s&#8209;Gradua&ccedil;&atilde;o em Arqueologia e Antropologia,   todos da Universidade Federal do Piau&iacute; (UFPI). Email: </i><a href="mailto:calippofofr@ufpi.edur.br">calippofofr@ufpi.edur.br</a></font></p>      ]]></body>
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