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<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Longue durée: história indígena e arqueologia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Museu de Arqueologia e Etnologia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b><i>Longue   dur&eacute;e</i>: hist&oacute;ria ind&iacute;gena e arqueologia</b></font></p>     <p><font size="3">&Acirc;ngelo Alves Corr&ecirc;a</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>A</font></b> pesquisa   arqueol&oacute;gica n&atilde;o se faz com base no passado, mas a partir da rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica   entre passado/presente e sujeito/objeto, a interpreta&ccedil;&atilde;o do passado sempre ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do presente (1; 2). Atualmente, a arqueologia &eacute; entendida como   um modo particular de investigar a rela&ccedil;&atilde;o das pessoas com os seus passados,   fonte de cr&iacute;tica e desafio para o presente (3; 4). Frente &agrave; crise da   modernidade, a globaliza&ccedil;&atilde;o e a dissolu&ccedil;&atilde;o das identidades   nacionais, o passado como   heran&ccedil;a contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de identidades e do sentimento de   pertencimento aos lugares em face da universaliza&ccedil;&atilde;o de costumes em larga   escala, desenvolvimento econ&ocirc;mico e destrui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente (2; 5; 6). </font></p>     <p><font size="3">Desse modo, a arqueologia se volta constantemente   para os estudos antropol&oacute;gicos e etnoarqueol&oacute;gicos visando entender o   comportamento humano no presente e, assim, enriquecer e ampliar o conhecimento   sobre as pessoas e seu passado (7&#8209;12). Contudo, para a maior parte do   continente americano temos um descompasso entre os estudos arqueol&oacute;gicos e a   constru&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria que contemple a ascend&ecirc;ncia dos grupos ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="3">O distanciamento entre   arqueologia americana e hist&oacute;ria inicia&#8209;se no s&eacute;culo XIX (13), evidenciado   no Brasil pelo uso apenas da etnografia no estudo da trajet&oacute;ria dos grupos   ind&iacute;genas. As sociedades consideradas "sem Estado" foram estigmatizadas como   "'primitivas', condenadas a uma eterna inf&acirc;ncia" (14), e por   consider&aacute;&#8209;las paradas no tempo seu estudo n&atilde;o competiria &agrave; hist&oacute;ria, como   deixou claro Varnhagem, j&aacute; que para "tais povos na inf&acirc;ncia n&atilde;o h&aacute; hist&oacute;ria: h&aacute;   s&oacute; etnografia" (15)<i>. </i>A arqueologia brasileira p&oacute;s Segunda Guerra Mundial herda   esta concep&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ada pelo conceito franc&ecirc;s de pr&eacute;&#8209;hist&oacute;ria, aplicado   ao contexto de popula&ccedil;&otilde;es &aacute;grafas (16). Assim, os grupos ind&iacute;genas foram   exclu&iacute;dos como protagonistas na hist&oacute;ria nacional e, mesmo quando foram   elevados a modelos rom&acirc;nticos de nacionalismo, s&oacute; se considerou grupos extintos   e id&iacute;licos, nunca conectando historicamente esse "passado glorioso" aos &iacute;ndios   viventes. Essa concep&ccedil;&atilde;o de isolar a trajet&oacute;ria das comunidades ind&iacute;genas a um   patamar a&#8209;hist&oacute;rico reflete uma "rejei&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes ind&iacute;genas por parte   da sociedade nacional" (16, p.33), condenando tais povos a n&atilde;o terem uma   hist&oacute;ria. Mesmo quando estudos arqueol&oacute;gicos se vincularam aos pressupostos da   antropologia, se pensou em uma antropologia de "sociedades frias" de L&eacute;vi&#8209;Strauss   (17). No Brasil, essa situa&ccedil;&atilde;o levou inexoravelmente a uma dissocia&ccedil;&atilde;o entre o   registro arqueol&oacute;gico e as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, como se n&atilde;o fosse poss&iacute;vel   realizar nenhuma conex&atilde;o entre estes e os seus antepassados respons&aacute;veis pelo   registro arqueol&oacute;gico existente para o per&iacute;odo pr&eacute;&#8209;colonial.</font></p>     <p><font size="3"> Apenas recentemente essa situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a mudar   com o uso, pela antropologia e arqueologia, de m&eacute;todos da hist&oacute;ria (1;13), bem   como, com a introdu&ccedil;&atilde;o &#150; mesmo que t&iacute;mida &#150; de refer&ecirc;ncias pr&eacute;&#8209;colombianas   em livros de hist&oacute;ria. Na arqueologia o termo pr&eacute;&#8209;hist&oacute;rico ou pr&eacute;&#8209;hist&oacute;ria   vem sendo substitu&iacute;do por pr&eacute;&#8209;colonial (16), reflexo das cr&iacute;ticas   modernas, que advogam a favor de uma arqueologia menos colonizadora,   identificando os vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos americanos com antepassados das   sociedades atuais. Com esta perspectiva, politicamente mais consciente, se   entende os grupos ind&iacute;genas como part&iacute;cipes da hist&oacute;ria americana.</font></p>     <p><font size="3">Essa mudan&ccedil;a ocorre   principalmente com os novos conceitos introduzidos pelos p&oacute;s&#8209;processualistas,   que trouxeram a no&ccedil;&atilde;o de <i>habitus</i> de Pierre Bourdieu e a <i>gram&aacute;tica generativa</i> de Noam   Chomsky para trabalhos arqueol&oacute;gicos, substituindo a preocupa&ccedil;&atilde;o apenas com os   processos e comportamentos para tamb&eacute;m considerar conting&ecirc;ncia e ag&ecirc;ncia (13).   Deste modo, percebeu&#8209;se que a hist&oacute;ria oferecia m&eacute;todos t&atilde;o &uacute;teis &agrave;   antropologia quanto &agrave; arqueologia. A busca por maior rigor te&oacute;rico nos estudos   sobre intera&ccedil;&atilde;o, mudan&ccedil;a social e cultural introduziu o conceito de <i>longue dur&eacute;e</i> de   Braudel (18). Aplicado pela primeira vez em arqueologia por Lamberg&#8209;Karlovsky   (19), para distinguir processos graduais cumulativos e per&iacute;odos de altern&acirc;ncia   de for&ccedil;as que transformam a ordem social e cultural, levando &agrave; altera&ccedil;&atilde;o social   (20). Logo em seguida uma colet&acirc;nea de trabalhos foi editada por Hodder (1),   onde vemos diversos trabalhos com aplica&ccedil;&atilde;o do vi&eacute;s hist&oacute;rico da longa dura&ccedil;&atilde;o.   Hodder deixa claro que a arqueologia &eacute; fundamental para a constru&ccedil;&atilde;o de uma   hist&oacute;ria profunda, pois traz uma perspectiva diferenciada no que diz respeito a   quest&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o entre a cultura material e o mundo simb&oacute;lico. Explicita,   dessa forma, o papel hist&oacute;rico da cultura material atrav&eacute;s de sua perman&ecirc;ncia   nas sociedades, por meio de processos como a difus&atilde;o, acultura&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o   dos chamados <i>skeuomorphs </i>(1, p.1).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Apesar do conceito de longa dura&ccedil;&atilde;o ter sua base em   mudan&ccedil;as estruturais, lentas, quase impercept&iacute;veis (13), admite&#8209;se que   tais mudan&ccedil;as s&atilde;o originadas de eventos espec&iacute;ficos (curta dura&ccedil;&atilde;o de Braudel),   oriundos da conjun&ccedil;&atilde;o de atos dos indiv&iacute;duos (13; 1). Esses eventos e indiv&iacute;duos   est&atilde;o inseridos em uma estrutura com mudan&ccedil;as e ritmos percept&iacute;veis, entendida   como uma hist&oacute;ria social (hist&oacute;ria de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o). Tais mudan&ccedil;as, em curto   prazo, criam e reproduzem a longa dura&ccedil;&atilde;o (1), sendo o entendimento da   interdepend&ecirc;ncia entre a longa dura&ccedil;&atilde;o e a curta dura&ccedil;&atilde;o fundamental para   an&aacute;lise arqueol&oacute;gica. Ao refletirmos sobre a participa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos e   eventos nessa estrutura evitamos um trabalho "muito estrutural" (21), apesar de   reconhecer&#8209;se a estrutura como dominante dos problemas da longa dura&ccedil;&atilde;o   (18).</font></p>     <p><font size="3">No Brasil, o conceito de longa dura&ccedil;&atilde;o vem sendo   aplicado para dar maior rigor te&oacute;rico &agrave;s pesquisas que buscam entender o   registro arqueol&oacute;gico como vest&iacute;gios das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas atuais. A partir   das d&eacute;cadas de 1970 e 80 trabalhos como os de Beltr&atilde;o (22), Brochado (23),   Scatamacchia (24), W&uuml;st (25) iniciam uma perspectiva que reaproxima a   arqueologia brasileira e as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, originando, nas duas d&eacute;cadas   seguintes, trabalhos que ampliaram essa proposta e buscaram maior embasamento   no referencial te&oacute;rico da hist&oacute;ria. Assim, trabalhos como os de Heckenberger   (21), Noelli (26-27), Noelli e Dias (28), Neves (29; 30), Heckenberger e Neves   (31) e Eremites de Oliveira (32), utilizam o referencial da "arqueologia como   hist&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o" (1, p.1) das   popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, partindo dos vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos para escreverem uma   hist&oacute;ria profunda dos grupos ind&iacute;genas atuais.</font></p>     <p><font size="3">Entendemos os trabalhos que utilizam os pressupostos   da <i>longue     dur&eacute;e</i> em arqueologia como inseridos em um movimento ainda   maior, denominado por alguns como <i>hist&oacute;ria ind&iacute;gena </i>(14).   Aparentemente este movimento se origina por esfor&ccedil;o e m&eacute;rito das comunidades   ind&iacute;genas que, nas d&eacute;cadas de 1970 e 80, se organizaram nacionalmente. Tal   mobiliza&ccedil;&atilde;o levou a sens&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es no texto da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, "que   abandona as metas e o jarg&atilde;o assimilacionista e reconhece os direitos   origin&aacute;rios dos &iacute;ndios, seus direitos hist&oacute;ricos, &agrave; posse da terra de que foram   os primeiros senhores" (14, p.17). Contudo, reconhecemos   que "uma hist&oacute;ria propriamente ind&iacute;gena ainda est&aacute; por ser feita" (14,   p.20), e a maior das dificuldades para sua realiza&ccedil;&atilde;o consiste na ado&ccedil;&atilde;o de um   "ponto de vista outro sobre uma trajet&oacute;ria de que fazemos parte".</font></p>     <p><font size="3">Deste modo, almejando perseguir   deliberadamente as conota&ccedil;&otilde;es etnogr&aacute;ficas dos vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos devemos   entender os resultados obtidos pela arqueologia pr&eacute;&#8209;colonial americana   como hist&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas atuais, como   vislumbrado por Brochado (23, p.1) e desenvolvido por Neves (29;30), Noelli   (26; 27), Noelli e Dias (28), Heckenberger (21; 33), Heckenberger e Neves (31),   Hodder (1), Eremites de Oliveira (32), Bespalez (34), Scatamacchia (24) e W&uuml;st   (25)<i>.</i> A arqueologia,   nesta perspectiva, possibilita a reconstru&ccedil;&atilde;o de processos hist&oacute;ricos   temporalmente extensos e diacronicamente lentos, representados por expans&atilde;o   populacional, territorializa&ccedil;&atilde;o, continuidade, mudan&ccedil;a, abandono, ruptura e   migra&ccedil;&atilde;o (34), resultando em uma hist&oacute;ria cultural dos povos ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="3">Arqueologia enquanto hist&oacute;ria ind&iacute;gena pressup&otilde;e   aportes de outras &aacute;reas do conhecimento como a lingu&iacute;stica hist&oacute;rica,   antropologia, etnografia e a etno&#8209;hist&oacute;ria de modo a permitir a   elabora&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e modelamentos sobre origens, rotas de expans&atilde;o/migra&ccedil;&atilde;o,   continuidade e mudan&ccedil;a (223; 26; 33; 35; 36), ou seja, processos hist&oacute;ricos de   longa dura&ccedil;&atilde;o. Permite ainda que, atrav&eacute;s da etnologia e etno&#8209;hist&oacute;ria,   se busque evitar o essencialismo da rela&ccedil;&atilde;o entre cultura material, l&iacute;ngua e   etnicidade, j&aacute; que permitem perceber os grupos &eacute;tnicos como muito mais fluidos   e din&acirc;micos culturalmente (37, p.52). </font></p>     <p><font size="3">Grande n&uacute;mero de trabalhos no   Brasil aplicaram dados oriundos da antropologia e etnologia para compor seus   modelos de forma impl&iacute;cita ou expl&iacute;cita (e.g. 23; 25-26; 29; 39-41). As   conclus&otilde;es e descri&ccedil;&otilde;es sobre os grupos ind&iacute;genas presentes nos trabalhos   antropol&oacute;gicos e etnol&oacute;gicos t&ecirc;m permitido maior relacionismo/dial&eacute;tica no estudo tanto   da cultura material presente no registro arqueol&oacute;gico como para explicar a sua   variabilidade/continuidade e dispers&atilde;o/concentra&ccedil;&atilde;o. Permitindo entend&ecirc;&#8209;los   como oriundo de caracter&iacute;sticas socioculturais espec&iacute;ficas, tamb&eacute;m oriundas de   processos espec&iacute;ficos. Como indicado por alguns trabalhos antropol&oacute;gicos (e.g.   42-44) parece ser uma via de m&atilde;o dupla, visto que conclus&otilde;es da arqueologia   tamb&eacute;m t&ecirc;m contribu&iacute;do com alguns desses trabalhos, onde</font></p>     <blockquote>       <p><font size="3">"a trajet&oacute;ria da arqueologia vem contribuindo para     alargar os horizontes, deslocando o foco das considera&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas, mas sem     as perder de vista, para as rela&ccedil;&otilde;es sociais. Do mesmo modo, abordagens     alternativas na pr&oacute;pria antropologia t&ecirc;m visto a cultura material em um     contexto em que se evidenciam fatores como a adapta&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica ou a     organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (45, p.244). A contextualiza&ccedil;&atilde;o &eacute;, ali&aacute;s, o motor da     an&aacute;lise proposta: se existe um contexto conceitual, que remete ao universo     mental do criador (&agrave; manipula&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica de materiais; &agrave;s escolhas de     produ&ccedil;&atilde;o), existe igualmente um contexto f&iacute;sico, que se refere a uma nova ordem     espacial e temporal em que o objeto se associa a outros objetos e a um mundo     social. Centralizar a an&aacute;lise em objetos em movimento em contextos de produ&ccedil;&atilde;o     e consumo, mais do que em objetos isolados, permitiria um melhor entendimento     da din&acirc;mica social do grupo" (45, p.268).</font></p> </blockquote>     <p><font size="3">A etnoarqueologia, ao trabalhar com sociedades   contempor&acirc;neas, busca dados etnogr&aacute;ficos visando responder problemas de   interesse arqueol&oacute;gico (11). Resulta do emprego, por parte dos arque&oacute;logos, de   informa&ccedil;&otilde;es etnogr&aacute;ficas em suas interpreta&ccedil;&otilde;es. Mais do que evidenciar   analogias, ela se constitui em um instrumento para verificar "poss&iacute;veis   variabilidades e mudan&ccedil;as culturais ocorridas ao longo do tempo" (10,   p.25; 11).</font></p>       <p><a name="img01" id="img01"></a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a11img01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Nessa perspectiva, trabalhos com vi&eacute;s etnoarqueol&oacute;gico   realizados (e.g. 10; 29; 46-48) t&ecirc;m permitido entender melhor os mecanismos de   transmiss&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos etnoconhecimentos entre as gera&ccedil;&otilde;es, como se   processa a ocupa&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios e a   continuidade e mudan&ccedil;a nas tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o dos artefatos (11). </font></p>     <p><font size="3">Assim como temos a associa&ccedil;&atilde;o entre a etnografia e   arqueologia, configurou&#8209;se, a partir da etnografia e hist&oacute;ria, a   denominada etno&#8209;hist&oacute;ria (49). Conceituada como m&eacute;todo por Trigger (50),   a etno&#8209;hist&oacute;ria, essencialmente interdisciplinar, concatena dados   hist&oacute;ricos e etnogr&aacute;ficos, produzindo s&iacute;nteses que, em teoria, deveriam   permitir entender uma cultura em seus pr&oacute;prios termos. Essa forma de   pesquisa interdisciplinar muito contribui para o entendimento da din&acirc;mica das   popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas americanas desde sua cria&ccedil;&atilde;o. Contudo, atualmente, sofre   com a crise da p&oacute;s&#8209;modernidade sendo apontada como perniciosa por fazer   distin&ccedil;&atilde;o entre a "hist&oacute;ria ind&iacute;gena" e a "hist&oacute;ria geral" (51). Com isso   aponta&#8209;se para um novo direcionamento, denominado de antropologia   hist&oacute;rica (ou antro&#8209;hist&oacute;ria), possibilitando novo f&ocirc;lego, mas com a   continuidade de certos aspectos metodol&oacute;gicos (49). Na verdade o que parece   estar acontecendo &eacute; que as preocupa&ccedil;&otilde;es dos etno&#8209;historiadores agora se   tornaram corriqueiras de estudos em antropologia e hist&oacute;ria, n&atilde;o viabilizando   sua individualiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Os estudos etno&#8209;hist&oacute;ricos, voltados a   recuperar informa&ccedil;&otilde;es sobre sociedades n&atilde;o mais existentes ou muito alteradas,   se fazem preponderantemente por meio da consulta &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o escrita e/ou   oralidade &#150; hist&oacute;ria oral, mitos, genealogias etc (50; 52-53). Se realizados de   forma criteriosa, preocupando&#8209;se com os vieses presentes em toda   documenta&ccedil;&atilde;o, permitem acesso a importantes informa&ccedil;&otilde;es sobre tais sociedades,   bem como compreender os processos transformadores que separam a situa&ccedil;&atilde;o atual   das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e os vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos deixados por seus   ascendentes. </font></p>     <p><font size="3">Fazer hist&oacute;ria ind&iacute;gena de longa dura&ccedil;&atilde;o envolve   coligir resultados de um grande n&uacute;mero de disciplinas, visto que cada   especialidade contribui com elementos fundamentais para um entendimento menos   essencialista e mais relacional/dial&eacute;tico de nosso objeto. Torna&#8209;se basal   que hip&oacute;teses arqueol&oacute;gicas devam ser enriquecidas com dados hist&oacute;ricos,   lingu&iacute;sticos e etnogr&aacute;ficos. Portanto, deve&#8209;se dedicar especial aten&ccedil;&atilde;o   aos resultados obtidos nessas disciplinas visando uma melhor compreens&atilde;o dos   processos hist&oacute;ricos que trouxeram as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas at&eacute; a situa&ccedil;&atilde;o   hodierna.</font></p>     <p><font size="3">No entanto, tentar empregar a lingu&iacute;stica ou a   etnografia para melhorar nossa compreens&atilde;o do passado, ou a arqueologia e a   hist&oacute;ria para entender o presente, pode n&atilde;o ser a melhor solu&ccedil;&atilde;o, como   ressaltado por Heckenberger:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="3">"Trata&#8209;se, ainda mais, de     tentar revelar e relacionar padr&otilde;es relevantes, vis&iacute;veis em n&iacute;veis anal&iacute;ticos     diferentes (ou seja, relativos a escalas espa&ccedil;o&#8209;temporais vari&aacute;veis),     buscando entender hist&oacute;ria e cultura num sentido hol&iacute;stico; em outras palavras,     trata&#8209;se de criar um di&aacute;logo conceitual entre modos diversos de pensar a     hist&oacute;ria" (21, p.25).</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A concatena&ccedil;&atilde;o dos resultados das pesquisas dessas   disciplinas deve ser realizada a partir de um interc&acirc;mbio aberto (21, p.25),   visando reconstru&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas compreens&iacute;veis tanto do ponto de vista de uma   historiografia tradicional ou das mentalidades. Assim,</font></p>     <blockquote>       <p><font size="3">"padr&otilde;es culturais relevantes s&atilde;o     reconstru&iacute;dos em v&aacute;rios momentos ao longo de um <i>continuum</i> hist&oacute;rico&#8209;cultural ('fatias de tempo'), isto &eacute;, compreendendo o 'sistema'     (ou partes significativas deste) em diferentes pontos do tempo e do espa&ccedil;o, e     ligando&#8209;os concretamente para revelar tra&ccedil;os comuns, que refletem n&atilde;o     apenas a exist&ecirc;ncia de uma continuidade entre aspectos desarticulados da     cultura, mas fundamentalmente os princ&iacute;pios estruturais ou a ordem cultural     subjacente &#150; uma unidade de sentido organizada em torno de esquemas culturais     t&iacute;picos (conforme Ortner, 1990:60). De qualquer maneira, este tipo de estudo &eacute;     topol&oacute;gico, e depende de nossa habilidade em identificar elementos que reflitam     diretamente a continuidade cultural (estabilidade estrutural) ou a mudan&ccedil;a     (transforma&ccedil;&atilde;o estrutural)" (21, p.25). </font></p> </blockquote>     <p><font size="3">Entendemos que este <i>continuum </i>hist&oacute;rico,   entre o passado recuado e a realidade atual dos grupos ind&iacute;genas, possa ser   melhor alcan&ccedil;ado ao se considerar os resultados das pesquisas arqueol&oacute;gicas,   lingu&iacute;sticas, etnol&oacute;gicas e hist&oacute;ricas. Consorciar os resultados dessas   disciplinas &eacute; o desafio perseguido nas pesquisas que almejam uma constru&ccedil;&atilde;o   hist&oacute;rica de longa dura&ccedil;&atilde;o para as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><font size="3"><b>&Acirc;ngelo   Alves Corr&ecirc;a</b> &eacute; mestre em arqueologia, doutorando em arqueologia pelo   Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</font></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Hodder, I. <i>Archaeology   as long&#8209;term history.</i> Cambridge: Cambridge University   Press. 2009 &#91;1987&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073732&pid=S0009-6725201300020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">2. Hodder, I. "Interpretive   archaeology and its role". In: <i>Theory and     practice in archaeology</i>. London: Routledge. 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073734&pid=S0009-6725201300020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Hodder, I. "Archeological   reflexivity and the 'local' voice". In: <i>Anthropological     quarterly</i>, v. 76, n&ordm;.1, pp. 55&#8209;69. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073736&pid=S0009-6725201300020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Price, T.D. &amp; Feinman,   G.M.  "The archaeology of the future". In: <i>Archaeology     at the millenium</i>. Feinman, Gary  M. &amp; Price, T.   Douglas (Ed).  New York: Springer, pp. 475&#8209;495. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073738&pid=S0009-6725201300020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Condori, C.M. <i>History   and prehistory in Bolivia: what about the indians? Conflict in the archaeology   of living traditions</i>. London, Routledge. 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073740&pid=S0009-6725201300020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Jackson, G.; Smith, C. "Living   and learning on aboriginal lands: decolonizing archaeology". In: Smith, C.;   Wobst, M. (Eds.) <i>Indigenous archaeologies. </i>London,   Routledge: 328&#8209;351. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073742&pid=S0009-6725201300020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">7. David, N. &amp; Kramer, C. <i>Ethnoarchaeology   in action</i>. Cambridge, Cambridge University Press. Pp. 1&#8209;32.   2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073744&pid=S0009-6725201300020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Zede&ntilde;o, M.I. "Landscapes, land   use, and the history of territory formation: an example from pueblo an   southwest". <i>Journal of Archaeological Method and     Theory</i>, 4(1):63&#8209;103. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073746&pid=S0009-6725201300020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Neves, E.G.  "Ecology, ceramic   chronology and distribution, long&#8209;term history, and political change in   the Amazonian". In: Silverman, H.; Isbell, W. (Eds.). <i>Handbook     of South American archaeology</i>. New   York: Springer. p. 359&#8209;379. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073748&pid=S0009-6725201300020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Silva, F.A.<i> "</i>As   tecnologias e seus significados. Um estudo da cer&acirc;mica dos Asurin&iacute; do Xingu e   da cestaria dos Kayap&oacute;&#8209;Xikrin sob uma perspectiva etnoarqueol&oacute;gica". Tese   de doutorado. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. S&atilde;o Paulo. 2000b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073750&pid=S0009-6725201300020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Silva, F.A. "Arqueologia e etnoarqueologia   na aldeia Lalima e na terra ind&iacute;gena Kayabi: reflex&otilde;es sobre arqueologia   comunit&aacute;ria e gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio arqueol&oacute;gico". <i>Rev.     do Museu de Arqueologia e Etnologia</i>, v. 19, p. 205&#8209;219.   2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073752&pid=S0009-6725201300020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">12. Green, L.F.; Green, D.R. &amp; Neves, E.G.   "Indigenous knowledge and archaeological science"<i>. Journal of Social Archaeology</i>,   3(3):366&#8209;398. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073754&pid=S0009-6725201300020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Langebaek, C.H. "Historia y   arqueolog&iacute;a. Encuentros y desencuentros".<i> Historia Cr&iacute;tica,</i> Colombia, n-&ordm; 27,   p.111&#8209;124. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073756&pid=S0009-6725201300020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Carneiro da Cunha, M. "Introdu&ccedil;&atilde;o a uma   hist&oacute;ria ind&iacute;gena". In: Carneiro da Cunha, M. (Ed.) <i>Hist&oacute;ria     dos &iacute;ndios no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Cia. das Letras. 1992. p.11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073758&pid=S0009-6725201300020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Varnhagen, F.A. <i>Hist&oacute;ria   geral do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Melhoramentos. 1978 &#91;1854&#93;. p.30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073760&pid=S0009-6725201300020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Barreto, C. "A constru&ccedil;&atilde;o de um passado   pr&eacute;&#8209;colonial: uma breve hist&oacute;ria da arqueologia brasileira". <i>Rev.     USP</i>, S&atilde;o Paulo, Vol.44, n-&ordm; 1, pp.32&#8209;51. 1999/2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073762&pid=S0009-6725201300020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">17. L&eacute;vi&#8209;Strauss, C. <i>The   savage mind</i>. Weidenfeld and Nicolson, London. 1962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073764&pid=S0009-6725201300020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Braudel, F. "Histoire et   sciences sociales. La longue dur&eacute;e". <i>Annales</i> E.S.C, Vol.4, pp.725&#8209;753. 1958.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073766&pid=S0009-6725201300020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Lamberg&#8209;Karlovsky, C.   The longue dur&eacute;e of the ancient Near East. J&#8209;L.Huot; M. Yon; Y. Calvet   (Eds.) <i>De l'&iacute;ndus aux Balkans, recueil Jean     Deshayes</i>. Paris, Editions Recherche sur   les civilisations: 55&#8209;72. 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073768&pid=S0009-6725201300020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20. Trigger, B.G. <i>Hist&oacute;ria   do pensamento arqueol&oacute;gico</i>. S&atilde;o Paulo. Odysseus  Editora. 2004.   p.323.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073770&pid=S0009-6725201300020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">21. Heckenberger, M. "Estrutura, hist&oacute;ria e   transforma&ccedil;&atilde;o: a cultura xinguana no <i>longue dur&eacute;e</i>, 1000&#8209;2000   d.C". In: Franchetto, B.; Heckenberger, M.B. (Eds.). <i>Os     povos do Alto Xingu: hist&oacute;ria e cultura</i>. Rio de Janeiro: Editora da   UFRJ, p. 21&#8209;62. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073772&pid=S0009-6725201300020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">22. Beltr&atilde;o, M.C.M.C. &amp; Faria, E.G.   "Acampamento Tupi&#8209;Guarani para coleta de moluscos". Separata da <i>Rev.     do Museu Paulista</i>. Nova S&eacute;rie. Vol. XIX. S&atilde;o   Paulo. 1970/1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073774&pid=S0009-6725201300020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">23. Brochado, J.J.J.P. "An   ecological model of the spread of pottery and agriculture into Eastern South   America"<i>.</i> Tese de   doutorado, University of Illinois, Urbana, 574pp. 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073776&pid=S0009-6725201300020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">24. Scamacchia, M.M. "A tradi&ccedil;&atilde;o policr&ocirc;mica   no leste da Am&eacute;rica do Sul evidenciada pela ocupa&ccedil;&atilde;o Guarani e Tupinamb&aacute;:   fontes arqueol&oacute;gicas e etno-hist&oacute;ricas"<i>.</i> Tese   de doutorado, Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas/USP. S&atilde;o Paulo.   1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073778&pid=S0009-6725201300020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">25. W&uuml;st, I. "Continuidade e mudan&ccedil;a: para   interpreta&ccedil;&atilde;o dos grupos pr&eacute;&#8209;coloniais na bacia do rio Vermelho, Mato   Grosso"<i>.</i> S&atilde;o Paulo: Tese de doutorado   (antropologia) &#150; Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Sociais da   Universidade de S&atilde;o Paulo. 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073780&pid=S0009-6725201300020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">26. Noelli, F.S. "Sem Tekoh&aacute; n&atilde;o h&aacute; Teko. Em   busca de um modelo etnoarqueol&oacute;gico da aldeia e subsist&ecirc;ncia Guarani e suas   aplica&ccedil;&otilde;es a uma &aacute;rea de dom&iacute;nio do delta do rio Jacu&iacute;, Rio Grande do Sul".   Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Porto Alegre, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio   Grande do Sul. 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073782&pid=S0009-6725201300020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">27. Noelli, F.S. "La distribuci&oacute;n geogr&aacute;fica   de las evidencias arqueol&oacute;gicas Guarani". <i>Rev. de &Iacute;ndias</i>, vol   LXIV, n&ordm; 230, pags. 17&#8209;34. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073784&pid=S0009-6725201300020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">28. Noelli, F.S. &amp; Dias, A. "Complementos   hist&oacute;ricos ao estudo funcional da ind&uacute;stria l&iacute;tica Guarani". <i>Rev.     do CEPA</i>, 19 (22): 7&#8209;32. 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073786&pid=S0009-6725201300020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">29. Neves, E.G. "Paths in dark   waters: archaeology as indigenous history in the northwest Amazon". Tese de   doutorado. Indiana University, Estados Unidos. 1998a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073788&pid=S0009-6725201300020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">30. Neves, E.G. "Arqueologia hist&oacute;ria ind&iacute;gena   e o registro etnogr&aacute;fico". <i>Rev. do Museu de Arqueologia e     Etnologia, Suplemento</i> 3: 319&#8209;330. 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073790&pid=S0009-6725201300020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">31. Heckenberger, M. &amp; Neves, E.   "Amazonian archaeology". In<i>. Rev. Anthrop</i>. Vol.   38, 251&#8209;266. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073792&pid=S0009-6725201300020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">32. Eremites de Oliveira, J. "Da pr&eacute;&#8209;hist&oacute;ria   &agrave; hist&oacute;ria ind&iacute;gena: (Re) pensando a arqueologia e os povos canoeiros do   Pantanal". <i>Rev. de Arqueologia</i>,   16: 71&#8209;86. S&atilde;o Paulo: SAB. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073794&pid=S0009-6725201300020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">33. Heckenberger, M. <i>The   ecology of power: culture, place, and personhood in the southern Amazon</i>,   AD 1000&#8209;2000. New York: Routledge. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073796&pid=S0009-6725201300020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">34. Bespalez, E. "Levantamento arqueol&oacute;gico e   etnoarqueologia na aldeia Lalima, Miranda/MS: um estudo sobre a trajet&oacute;ria   hist&oacute;rica da ocupa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena regional". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. MAE/USP. S&atilde;o   Paulo. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073798&pid=S0009-6725201300020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">35. Heckenberger, M.; Neves, E. &amp;   Petersen, J. "De onde surgem os modelos? As origens e expans&otilde;es Tupi na   Amaz&ocirc;nia Central". <i>Rev. de Antropologia</i>,   41(1): 69&#8209;98. 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073800&pid=S0009-6725201300020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">36. Noelli, F.S. "As hip&oacute;teses sobre o centro   de origem e rotas de expans&atilde;o dos Tupi". <i>Rev.     de Antropologia</i> 39 (2):7&#8209;53. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073802&pid=S0009-6725201300020001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">37. Jones, S. <i>The   archeology of ethnicity</i>. London: Routledge. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073804&pid=S0009-6725201300020001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">38. Hill, J.D. &amp; Santos&#8209;Granero,   F. (Ed). <i>Comparative Arawakan histories:     Rethinking language family and culture area in Amazonia</i>.   Urbana: University of Illinois Press. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073806&pid=S0009-6725201300020001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">39. Lathrap, D. <i>The   upper Amazon</i>. London: Thames &amp; Hudson. 1970a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073808&pid=S0009-6725201300020001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">40. Meggers, B. J. <i>Amazonia:   man and culture in a counterfeit paradise</i>. Aldine,   Chicago, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073810&pid=S0009-6725201300020001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">41. W&uuml;st, I. &amp; Carvalho, H.B. "Novas   perspectivas para o estudo dos ceramistas pr&eacute;&#8209;coloniais do Centro&#8209;Oeste   brasileiro: A an&aacute;lise espacial do S&iacute;tio Guar&aacute; 1(GO&#8209;NI&#8209;100), Goi&aacute;s". <i>Rev.     do Museu de Arqueologia e Etnologia</i>, S&atilde;o Paulo, 6: 47&#8209;81.   1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073812&pid=S0009-6725201300020001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">42. Fausto, C. "Entre o passado e o presente:   mil anos de hist&oacute;ria ind&iacute;gena no Alto Xingu". <i>Rev. de Estudos e     Pesquisas</i>, Funai, Bras&iacute;lia, v.2, n-&ordm; 2, p. 9&#8209;51. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073814&pid=S0009-6725201300020001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">43. Fausto, C. &amp; Heckenberger,   M. (ed). "Time and memory in indigenous Amazonia". <i>Anthropological     Perspectives</i>. University Press of Florida; 1st edition.   2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073816&pid=S0009-6725201300020001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">44. Viveiros de Castro, E.B. "Amaz&ocirc;nia pr&eacute;&#8209;Cabral". <i>Ci&ecirc;ncia   Hoje</i>,   v. 34, p. 11&#8209;12. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073818&pid=S0009-6725201300020001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">45. Rede, M. "Hist&oacute;ria a partir das coisas:   tend&ecirc;ncias recentes nos estudos de cultura material". <i>Anais     do Museu Paulista</i>. S&atilde;o Paulo. N. Ser. v.4 p.265&#8209;82. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073820&pid=S0009-6725201300020001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">46. Silva, F.A.; Bespalez, E.; Stuchi, F. F.;   Pouget, F. C. "Arqueologia, etnoarqueologia e hist&oacute;ria ind&iacute;gena. Um estudo   sobre a trajet&oacute;ria de ocupa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena em territ&oacute;rios do Mato Grosso e Mato   Grosso do Sul: a terra ind&iacute;gena Kaibi e a aldeia Lalima". <i>Relat&oacute;rio     Cient&iacute;fico Fapesp</i>, S&atilde;o Paulo, SP. 120 p. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073822&pid=S0009-6725201300020001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">47. Politis, G.G. "Amazonian   foragers: the last survivors or the first to succeed?". In: C. McEwan; E. G.   Neves; C. Barreto. (Org.). <i>Unknown Amazon</i>. London:   The British Museum Press, pp.26&#8209;49. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073824&pid=S0009-6725201300020001100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">48. Stuchi, F.F. "A ocupa&ccedil;&atilde;o da terra ind&iacute;gena   Kaiabi (MT/PA). Hist&oacute;ria ind&iacute;gena e etnoarqueologia". Relat&oacute;rio de   qualifica&ccedil;&atilde;o. Programa de P&oacute;s&#8209;Gradua&ccedil;&atilde;o em Arqueologia. Museu de   Arqueologia e Etnologia. Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o   Paulo, SP. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073826&pid=S0009-6725201300020001100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">49. Chaves, K.K. "Ethnohistory:   from inception to postmodernism and beyond". <i>Historian</i><b>. </b>Vol. 70, (3). 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073828&pid=S0009-6725201300020001100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">50. Trigger, B.G."Ethnohistory:   problems and prospects," <i>Ethnohistory</i> 29. 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073830&pid=S0009-6725201300020001100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">51. Merrell, J.H. "Some thoughts   on colonial historians and american indians". <i>The     William and Mary Quarterly</i> 46: 115. 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073832&pid=S0009-6725201300020001100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">52. Trigger, B.G. "Ethnohistory:   the unfinished edifice". <i>Ethnohistory</i>,   vol. 33, n-&ordm; 3, Duke University Press   pp.253&#8209;267. 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073834&pid=S0009-6725201300020001100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">53. Santamar&iacute;a, D.J. "La historia, la   etnohistoria y una sugerencia de los antrop&oacute;logos". <i>Desarrollo     Econ&oacute;mico</i>, vol. 25, n-&ordm; 99.   Instituto de Desarrollo Econ&oacute;mico y Social. pp. 465&#8209;472. 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073836&pid=S0009-6725201300020001100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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