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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Algumas abordagens teóricas na arqueologia histórica brasileira]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Pará Programa de Pós Graduação em Antropologia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Algumas abordagens te&oacute;ricas na arqueologia hist&oacute;rica brasileira</b></font></p>     <p><font size="3">Diogo M. Costa</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>C</font></b>omo todas as demais   subdisciplinas da arqueologia, a arqueologia hist&oacute;rica tamb&eacute;m recebeu fortes   influ&ecirc;ncias das transforma&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas que esta ci&ecirc;ncia antropol&oacute;gica e   hist&oacute;rica sofreu ao longo de seus anos de forma&ccedil;&atilde;o.   Para tanto, estabeleceremos uma r&aacute;pida s&iacute;ntese das principais correntes   te&oacute;ricas na arqueologia e sua rela&ccedil;&atilde;o para com a arqueologia hist&oacute;rica,   conforme alguns autores (1&#8209;6).</font></p>     <p><font size="3">Come&ccedil;ando com o pensamento hist&oacute;rico&#8209;culturalista, para o qual a cronologia e a espacialidade   eram as principais inquieta&ccedil;&otilde;es desde o s&eacute;culo XIX quanto ao estudo da cultura   material. Depois, passando pela incessante procura pelas regularidades do   comportamento humano, ou seja, suas leis t&atilde;o em voga   pelos praticantes do processualismo ou nova arqueologia desde a d&eacute;cada de 1960.   E por fim, com o advento do p&oacute;s&#8209;processualismo   na d&eacute;cada de 1980, onde as tem&aacute;ticas v&atilde;o se tornar t&atilde;o m&uacute;ltiplas quanto as suas   arqueologias na procura do contexto, da interpreta&ccedil;&atilde;o,   ou mesmo na postura cr&iacute;tica do cientista. </font></p>     <p><font size="3">O hist&oacute;rico&#8209;culturalismo   alem&atilde;o e depois ingl&ecirc;s, como linha te&oacute;rica na arqueologia em geral vai procurar   responder, desde o final do s&eacute;culo XIX, aos problemas de ordena&ccedil;&atilde;o da cultura material, principalmente nos seus aspectos   evolucionistas e difusionistas. Centrado em trabalhos refer&ecirc;ncias como de   Gordon Childe e Gustaf Kossina, as principais perguntas   impostas pelos hist&oacute;rico&#8209;culturalistas no   estudo dos vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos v&atilde;o se concentrar   em quando e onde o fato ocorreu. Na arqueologia hist&oacute;rica esta linha de   pensamento est&aacute; representada nos trabalhos descritivos de an&aacute;lise material de   Ivor H&uuml;me (7), nas s&iacute;nteses temporais ou regionais do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, e na   arqueologia da restaura&ccedil;&atilde;o   com a sua subordina&ccedil;&atilde;o quase "arqueogr&aacute;fica" &agrave; arquitetura e &agrave; hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="3">O processualismo ingl&ecirc;s e a nova arqueologia norte&#8209;americana, v&atilde;o surgir na d&eacute;cada de 1960, e ter como base a   procura por leis gerais ou regularidades no comportamento   humano, e em sua adapta&ccedil;&atilde;o ao meio, em qualquer &eacute;poca ou lugar. Nasce,   principalmente, nos trabalhos de David Clarke (8) e Lewis Binford (9) com a   preocupa&ccedil;&atilde;o de uma arqueologia cient&iacute;fica e a mais positivista poss&iacute;vel, que   quer saber como a materialidade se comporta   sistemicamente de cultura em cultura, n&atilde;o sendo muito diferente de seus   predecessores hist&oacute;rico&#8209;culturalistas. Na   arqueologia hist&oacute;rica seus impactos v&atilde;o ser sentidos em conceitos e defini&ccedil;&otilde;es   como a cidade&#8209;s&iacute;tio ou o padr&atilde;o deposicional, na aplica&ccedil;&atilde;o de   f&oacute;rmulas para data&ccedil;&atilde;o de cachimbos ou da lou&ccedil;a como a de Stanley South (10), ou   na utiliza&ccedil;&atilde;o de escalas de valor como a de George Miller (11) para o estabelecimento de certos   padr&otilde;es de consumo.</font></p>     <p><font size="3">O p&oacute;s&#8209;processualismo, por   sua vez, surge na d&eacute;cada de 1980 na Inglaterra e vai   encontrar no estudo do pensamento, e n&atilde;o s&oacute; da cultura material, sua principal   motiva&ccedil;&atilde;o para a investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica. Alicer&ccedil;ado nos trabalhos de Ian   Hodder (12), Michael Schanks e Christopher Tilley (13) o p&oacute;s&#8209;processualismo vai ser uma corrente de diversos segmentos   contr&aacute;rios ao processualismo, servindo&#8209;se de   pensadores sociais como Karl Marx, Antoni Giddens, Michael Foucault, Pierre   Bourdieu e de instrumentais te&oacute;ricos como a   hermen&ecirc;utica ou a fenomenologia. Para tanto, a   principal pergunta feita pelos p&oacute;s&#8209;processualistas   &eacute; por que, ou, mais especificamente, para quem ou para que, a cultura material   age sobre as pessoas. Na arqueologia hist&oacute;rica os trabalhos envolvendo   categorias mentais como os de James Deetz (14) sobre   o nascente pensamento georgiano, ou as   abordagens sobre outras categorias intang&iacute;veis como ideologia, g&ecirc;nero,   identidade e poder v&atilde;o ser os expoentes dessa corrente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ALGUNS PRECEITOS TE&Oacute;RICOS PR&Oacute;PRIOS</b> A teoria na arqueologia hist&oacute;rica   tamb&eacute;m passou por diversas modifica&ccedil;&otilde;es, a come&ccedil;ar   pelas pr&oacute;prias transforma&ccedil;&otilde;es que esta subdisciplina sofreu ao longo do tempo,   e sobre as quais j&aacute; discorremos anteriormente (15). Primeiramente, com a   procura por defini&ccedil;&otilde;es ou mesmo conceitos de sua pr&aacute;tica no mundo da ci&ecirc;ncia. Por que estudar o passado material de   sociedades &agrave;s quais se tem acesso &agrave;s fontes documentais escritas, orais e   iconogr&aacute;ficas? Este sempre foi o questionamento que   gerou diversos r&oacute;tulos nos anos de forma&ccedil;&atilde;o da arqueologia hist&oacute;rica, desde uma ci&ecirc;ncia auxiliar, at&eacute; uma prima pobre, ou mesmo uma   serva para a hist&oacute;ria e a arqueologia. A arqueologia hist&oacute;rica, por sua vez,   procurou na defini&ccedil;&atilde;o de seu objeto de estudo a formula&ccedil;&atilde;o de seus conceitos   te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos, por&eacute;m essa constru&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi feita de forma isolada ou abrupta, mas   historicamente constitu&iacute;da.</font></p>     <p><font size="3">A arqueologia hist&oacute;rica como praticada no Brasil surgiu nos   Estados Unidos e Canad&aacute; por volta de 1850, primeiramente preocupada com a busca   de pessoas e lugares famosos para a hist&oacute;ria nacional e oficial. Esta arqueologia vai ser   praticada quase que exclusivamente por pr&eacute;&#8209;historiadores,   arquitetos e historiadores. Por&eacute;m, por volta de 1960, a arqueologia hist&oacute;rica   vai sofrer uma das suas primeiras transforma&ccedil;&otilde;es, com as revolu&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas que tomam conta de todas as ci&ecirc;ncias   sociais do per&iacute;odo, e n&atilde;o s&oacute; da arqueologia em particular. A luta pelos   direitos civis e das minorias atinge a arqueologia hist&oacute;rica mudando seu foco   para o passado dos "povos sem hist&oacute;ria", ou seja, dos   escravos africanos, dos trabalhadores imigrantes ou das mulheres e crian&ccedil;as.   Minorias at&eacute; ent&atilde;o marginalizadas ou esquecidas tomam o palco central das   pesquisas, que agora tamb&eacute;m s&atilde;o conduzidas por profissionais formados em outras   &aacute;reas como a antropologia.</font></p>     <p><font size="3">Entretanto, uma discuss&atilde;o te&oacute;rica origin&aacute;ria do s&eacute;culo XIX   ainda estava em voga na arqueologia hist&oacute;rica de 1960, a de que se a   arqueologia hist&oacute;rica era mais uma forma de hist&oacute;ria contada como estudo   material ou de antropologia das sociedades antigas.   Os partid&aacute;rios da arqueologia hist&oacute;rica como forma de hist&oacute;ria material   acreditavam que sua fun&ccedil;&atilde;o era de apenas completar os documentos j&aacute; existentes,   sendo quase como uma ilustra&ccedil;&atilde;o dos eventos. De outro lado, os partid&aacute;rios da   arqueologia hist&oacute;rica como forma de antropologia   antiga acreditavam no car&aacute;ter desta como ci&ecirc;ncia social, por&eacute;m apenas como uma   t&eacute;cnica a mais de coleta de dados. Essa dicotomia s&oacute; vai se encerrar em meados   do s&eacute;culo XX, quando especialistas da &aacute;rea prop&otilde;em que a arqueologia hist&oacute;rica seja algo no meio, entre ambas as perspectivas, por&eacute;m   com objeto, teoria e m&eacute;todos pr&oacute;prios.</font></p>     <p><font size="3">Todavia, na d&eacute;cada de 1980, outras mudan&ccedil;as v&atilde;o ocorrer na   arqueologia hist&oacute;rica, principalmente nos seus objetos de pesquisa quando o   foco volta&#8209;se para o entendimento do mundo   moderno e do surgimento do capitalismo. Tend&ecirc;ncia esta que surge desde os   trabalhos de James Deetz, mas que vai ter nos seus expoentes, como Charles   Orser (16) e Matthew Johnson (17), suas principais refer&ecirc;ncias. A arqueologia   do mundo moderno ou do capitalismo vai ter como   interesse de estudo a forma&ccedil;&atilde;o do nosso cotidiano contempor&acirc;neo e, para tanto,   vai incitar tamb&eacute;m um atitude mais cr&iacute;tica do arque&oacute;logo mais para com o   presente do que somente com o passado. Este elemento atual na arqueologia hist&oacute;rica, por sua vez, vai ser respons&aacute;vel n&atilde;o s&oacute;   pelo surgimento de diversas tem&aacute;ticas e linhas de estudo, mas tamb&eacute;m por   influenciar outras &aacute;reas na pr&oacute;pria arqueologia como   um todo.</font></p>     <p><font size="3">Por&eacute;m, diferentemente da arqueologia hist&oacute;rica norte&#8209;americana, a arqueologia   hist&oacute;rica ou o que podemos chamar de estudo material do passado recente, &eacute; uma   arte tamb&eacute;m praticada   h&aacute; muito pelo mundo. Na Europa, o estudo material de sociedades do per&iacute;odo   hist&oacute;rico vai abarcar uma continuidade temporal desde o per&iacute;odo cl&aacute;ssico e medieval at&eacute; o p&oacute;s&#8209;industrial. Enquanto na &Aacute;sia e norte da &Aacute;frica, vai possuir   uma divis&atilde;o mais tem&aacute;tica como a egiptologia, ass&iacute;riologia, ou b&iacute;blica, ou at&eacute;   mais regional como a arqueologia   indiana, chinesa ou japonesa. Por outro lado, na Am&eacute;rica,   na Oceania e &Aacute;frica subsaariana, a arqueologia hist&oacute;rica vai estar mais   relacionada com a expans&atilde;o europeia a partir   do s&eacute;culo XV, mas com exce&ccedil;&atilde;o do estudo de civiliza&ccedil;&otilde;es pr&eacute;&#8209;colombianas como os Incas, Maias e Astecas.</font></p>     <p><font size="3"><b>A ARQUEOLOGIA HIST&Oacute;RICA NO BRASIL </b>Os primeiros trabalhos em s&iacute;tios   hist&oacute;ricos no Brasil remontam &agrave;s d&eacute;cadas de 1930 at&eacute; 1950, quando foram   realizadas algumas investiga&ccedil;&otilde;es, mas sem car&aacute;ter sistem&aacute;tico ou com corpus   te&oacute;rico e metodol&oacute;gico definido. Como primeiros exemplos dessas investiga&ccedil;&otilde;es temos, na d&eacute;cada de 1930, os trabalhos de Hermann   Kruse nas Casas Fortes na Bahia, e de Loureiro Fernandes nos t&uacute;mulos de   quilombolas no Paran&aacute;. Em 1940, Virginia Watson tamb&eacute;m realizou algumas   investiga&ccedil;&otilde;es nas ru&iacute;nas de uma vila espanhola no Paran&aacute;   chamada de Ciudad Real do Gauir&aacute;. J&aacute; em 1950, Loureiro Fernandes estudou o   Col&eacute;gio dos Jesu&iacute;tas no Paran&aacute;, assim como as Miss&otilde;es de S&atilde;o Nicolau, S&atilde;o Luiz   Gonzaga e S&atilde;o Borja foram pesquisadas no Rio Grande do Sul pelo padre Luis G.   Jaeger em 1959. Essas pesquisas v&atilde;o ser marcadas por   interesses particulares e espec&iacute;ficos e sem uma produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, o que as   limita &agrave; um car&aacute;ter quase amador&iacute;stico e ensa&iacute;sta, do que propriamente   cient&iacute;fico (18).</font></p>     <p><font size="3">Na d&eacute;cada de 1960 com o Programa Nacional de Pesquisas Arqueol&oacute;gicas (Pronapa)   houve o estudo de alguns s&iacute;tios hist&oacute;ricos, por&eacute;m em sua maioria por pr&eacute;&#8209;historiadores,   e sob a perspectiva somente da arqueologia de contato ou colonial. Apesar de   usar uma abordagem mais antropol&oacute;gica, esses estudos corresponderam muito mais   a uma continua&ccedil;&atilde;o da pesquisa pr&eacute;&#8209;hist&oacute;rica sobre os povos ind&iacute;genas na   &eacute;poca do contato, do que a uma arqueologia hist&oacute;rica sobre a forma&ccedil;&atilde;o da   sociedade brasileira do presente. Na d&eacute;cada de 1970 esses estudos tamb&eacute;m v&atilde;o   adotar o ponto de vista do Estado, importando&#8209;se, principalmente, com os   monumentos de "pedra e cal" e assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o subalterna frente aos   interesses restauradores ou conservacionistas de arquitetos e historiadores. A   arqueologia hist&oacute;rica desses per&iacute;odos &eacute; fortemente voltada para os trabalhos em   igrejas no Sul e Sudeste e fortes no Nordeste, preocupando&#8209;se somente com   o espa&ccedil;o edificado e com sua t&eacute;cnica construtiva. Outro elemento presente   nessas investiga&ccedil;&otilde;es do per&iacute;odo &eacute; tamb&eacute;m a manuten&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria oficial ou   nacionalista, que v&ecirc; nos trabalhos arqueol&oacute;gicos hist&oacute;ricos somente a   afirma&ccedil;&atilde;o, sem incluir a complementa&ccedil;&atilde;o ou confronta&ccedil;&atilde;o, do saber hist&oacute;rico   (18; 19).</font></p>       <p><a name="img01" id="img01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a12img01.jpg"></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A d&eacute;cada de 1980 tamb&eacute;m traz mudan&ccedil;as para a   arqueologia hist&oacute;rica brasileira com a incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tem&aacute;ticas e   atualiza&ccedil;&atilde;o de preceitos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos. A emerg&ecirc;ncia do capitalismo,   assim como o estudo das minorias, subalternos e exclu&iacute;dos toma a cena. Dessa   forma, espa&ccedil;os que antes n&atilde;o eram investigados &#150; como senzalas e quilombos, ou   espa&ccedil;os de conflito &#150;, come&ccedil;am a se tornar foco das aten&ccedil;&otilde;es. De outro lado, a   arqueologia hist&oacute;rica amplia seus horizontes, agora apontando sobre o urbano e   investigando, al&eacute;m do tempo, tamb&eacute;m o comportamento. A d&eacute;cada de 1990, por sua   vez, vai trazer outras mudan&ccedil;as para a arqueologia hist&oacute;rica brasileira, como   sua consolida&ccedil;&atilde;o na academia com disserta&ccedil;&otilde;es e teses defendidas sobre o tema,   e a realidade da arqueologia de contrato e suas diversas pesquisas em   relat&oacute;rios t&eacute;cnicos. Teoricamente, a arqueologia hist&oacute;rica tamb&eacute;m se solidifica   com trabalhos, seguindo tanto linhas processualistas como p&oacute;s&#8209;processualistas,   principalmente sobre ideologia e simbolismo. E, metodologicamente, com a   inclus&atilde;o na an&aacute;lise, al&eacute;m da cer&acirc;mica, de outras categorias materiais, como a   lou&ccedil;a, o vidro e o metal (19).</font></p>     <p><font size="3">Desde as primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XXI, a   arqueologia hist&oacute;rica no Brasil estuda temas t&atilde;o diversos quanto as pr&oacute;prias   arqueologias criadas mas, no caso deste artigo, a proposta &eacute; que tornem&#8209;se   parte de um fazer &uacute;nico. Portanto, &eacute; interesse aqui introduzir tantas   abordagens tem&aacute;ticas quanto poss&iacute;veis sobre seus objetos de investiga&ccedil;&atilde;o, tratando&#8209;se   a arqueologia hist&oacute;rica de um campo din&acirc;mico e transdisciplinar de estudo. Para   tanto, podemos listar hoje desde uma arqueologia da arquitetura (20; 21),   arqueologia colonial e p&oacute;s (22; 23), arqueologia da escravid&atilde;o e da di&aacute;spora   (24; 25), arqueologia do capitalismo (26; 27), arqueologia do conflito (28;   29), arqueologia industrial (30; 31), arqueologia urbana (32; 33), at&eacute; uma arqueologia   ambiental hist&oacute;rica (34&#8209;36), entre muitas outras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><font size="3"><b>Diogo Menezes Costa</b> &eacute; arque&oacute;logo historiador, e professor visitante no   Programa de P&oacute;s&#8209;Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia na Universidade Federal do Par&aacute;   (PPGA/UFPA). Email: <a href="mailto:dmcosta@ufpa.br">dmcosta@ufpa.br</a></font></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1.   Dark K.R. <i>Theoretical   archaeology</i>, New York, Cornell University Press, 1995.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2.   Evans C. and Murray T.. <i>Histories   of archaeology: a reader in the history of archaeology</i>,   Oxford, University Press, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3.   Stiebing Jr. W.H.. <i>Uncovering   the past</i>, Oxford; New York, Oxford University Press,   1993.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4.   Johnson M.. <i>Teor&iacute;a   arqueol&oacute;gica, una introducci&oacute;n</i>, Barcelona, Ariel Historia,   2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5.   Renfrew C. and Bahn P.. <i>Arqueolog&iacute;a:   teor&iacute;as, m&eacute;todos y pr&aacute;cticas</i>, Madrid, Akal, 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6.   Trigger B.G.. <i>Hist&oacute;ria   do pensamento arqueol&oacute;gico</i>, S&atilde;o Paulo, Odysseus Editora, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7.   Hume I.N.. <i>A   guide to artifacts of Colonial America</i>,   Philadelphia, University of Pennsylvania Press, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8.   Clarke D.. <i>Analytical   archaeology</i>, New York, Columbia University Press, 1978.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9.   Binford L.R.. <i>In   pursuit of the past</i>, Berkeley, Los Angeles,   University California Press, 1983.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. South S.. <i>Method   and theory in historical archaeology</i>, New   York, Percheron Prerss, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Miller G.. "A revised set   of CC index values for classification and economic scaling of English ceramics   from 1787 to 1880". In: Brauner D. (ed.): <i>Approaches     to material culture research for historical archaeologists</i>.   Society for Historical Archaeology. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Hodder I. and Hutson S.. <i>Reading   the past</i>, Cambridge, Cambridge University Press, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Schanks M. and Tilley C.. <i>Social   theory and archaeology</i>, University of New Mexico,   1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Deetz J.. <i>In   small things forgotten: an archaeology of early american life</i>,   New York, Anchor Books, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Costa D.M.. "Arqueologias hist&oacute;ricas:   um panorama temporal e espacial". <i>Vest&iacute;gios Revista Latino&#8209;Americana     de Arqueologia Hist&oacute;rica.</i> 2010; <b>4.    </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Orser C.E.. <i>A   historical archaeology of the modern world</i>, Orser   CE (ed.), New York e London, Kluwer/Plenum, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">17. Johnson M.. <i>An   archaeology of capitalism</i>, Oxford, Blackwell, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Lima T.A.. "Arqueologia hist&oacute;rica no   Brasil: balan&ccedil;o bibliogr&aacute;fico (1960&#8209;1991)". <i>Anais     do Museu Paulista</i> 1993; <b>1.    </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Symanski L.C.P.. "Arqueologia   hist&oacute;rica no Brasil: uma revis&atilde;o dos &uacute;ltimos vinte anos". In: Morales W.F. and   Moi F.P. (ed)&#094;(eds): <i>Cen&aacute;rios regionais de uma arqueologia     plural</i>, Annablume/Acervo, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20. Zarankin A.. <i>Paredes   que domesticam; Arqueologia da arquitetura escolar capitalista, O caso de   Buenos Aires</i>, Campinas, Centro da Arte e Arqueologia &#8209;   IFCH&#8209;Unicamp, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">21. Funari P.P.A. and Zarankin   A.. 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