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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a   sociedade</b></font></p>     <p><font size="3">Camila Delmondes Dias<br />   Cristiane Delfina<br />   Gl&oacute;ria Tega-Calippo<br />   Maria Beatriz Rocha Ferreira<br />   Maria Clara Ferreira Guimar&atilde;es<br />   Vera Regina Toledo Camargo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>E</font></b>ntendemos    que a parceria entre a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a ci&ecirc;ncia arqueol&oacute;gica tem por objetivo estimular a reflex&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o e a   compreens&atilde;o desta ci&ecirc;ncia; bem como incentivar a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es   cient&iacute;ficas geradas pelos arque&oacute;logos, para a sociedade, e tamb&eacute;m, n&atilde;o menos   importante, fornecer a eles subs&iacute;dios que facilitem   suas rela&ccedil;&otilde;es com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Para que uma informa&ccedil;&atilde;o se   torne acess&iacute;vel e compreens&iacute;vel &eacute; necess&aacute;rio utilizar as ferramentas   e a&ccedil;&otilde;es da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="3">A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica pressup&otilde;e a&ccedil;&otilde;es de (re)codifica&ccedil;&atilde;o,   isto &eacute;, utilizamos recursos para que a linguagem   especializada e codificada do cientista possa ser difundida  n&atilde;o somente entre   os cientistas (denominamos de comunica&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, quando uma linguagem est&aacute;   carregada de c&oacute;digos e termos t&eacute;cnicos), mas &eacute;   necess&aacute;rio que adquira outro formato, mais acess&iacute;vel,   para chegar at&eacute; o p&uacute;blico. Atrav&eacute;s de um planejamento &eacute; importante que a   divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia possa ser difundida n&atilde;o apenas na m&iacute;dia impressa   (jornais, revistas e livros), mas tamb&eacute;m nos canais audiovisuais e nas m&iacute;dias interativas e sociais, e esse processo &eacute; o que   chamamos de comunica&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, ou seja, quando mediada pela m&iacute;dia. </font></p>     <p><font size="3">Para que a ci&ecirc;ncia arqueol&oacute;gica obtenha a sua compreens&atilde;o e   que possa difundir a informa&ccedil;&atilde;o de seus conte&uacute;dos, &eacute; importante criar condi&ccedil;&otilde;es e proporcionar materiais e suportes de modo   que a sociedade, como um todo, possa entender e ter acesso ao conhecimento e   que compreenda o seu valor e import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="3"><b>LINGUAGEM AUDIOVISUAL</b> A arqueologia &eacute; um tema bem   explorado pela linguagem audiovisual. S&atilde;o recorrentes   os programas sobre o assunto em canais como Discovery Channel, National   Geographic, document&aacute;rios e filmes de fic&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Nos processos pr&aacute;ticos de trabalho em campo, as ferramentas   e pe&ccedil;as encontradas e os temas das pesquisas s&atilde;o din&acirc;micos,   ilustrativos e podem ser bem retratados em v&iacute;deo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A pura materialidade da arqueologia tem oferecido   continuadamente elementos visuais para serem filmados. E evidentemente a   arqueologia &eacute; &#150; mesmo que isto n&atilde;o seja reconhecido por   todo o mundo &#150; uma disciplina fortemente visual, como   tem dito bem Stephanie Moser (1998), pioneira na an&aacute;lise da dimens&atilde;o   propriamente visual da arqueologia. (1) </font></p>     <p><font size="3">Talvez por isso existam in&uacute;meros programas de   TV, filmes de fic&ccedil;&atilde;o e document&aacute;rios voltados para o   tema. Um recente e grande exemplo de abordagem da arqueologia pela linguagem   audiovisual document&aacute;ria &eacute; o filme <i>A caverna dos sonhos esquecidos</i> (2). Segundo o material promocional do filme, trata&#8209;se de "um lugar extraordin&aacute;rio e desconhecido revelado, pela primeira vez, pelo diretor alem&atilde;o   Werner Herzog, que capta a beleza dos desenhos e o admir&aacute;vel interior da   caverna, onde apenas poucos cientistas t&ecirc;m permiss&atilde;o para entrar".</font></p>     <p><font size="3">A Caverna de Chauvet ou Chauvet&#8209;Pont&#8209;d'Arc est&aacute; localizada   perto de Vallon&#8209;Pont&#8209;d'Arc, no sul da Fran&ccedil;a, &eacute; um dos mais importantes s&iacute;tios   pr&eacute;&#8209;hist&oacute;ricos do mundo. A caverna est&aacute; fechada   por grossas portas de ferro para manter a atmosfera e o delicado ambiente de   cristais de calcita, ossadas de animais e pinturas datadas   em mais de 30 mil anos, encontrados em 1994, por um trio de espele&oacute;logos. O   importante dessa descoberta &eacute; que a caverna continha os restos fossilizados de   muitos animais &#150; incluindo alguns j&aacute; extintos &#150; e suas paredes guardam centenas   de pinturas rupestres intocadas que retratam 13   esp&eacute;cies de diferentes animais, incluindo cavalos, bois, le&otilde;es, ursos e rinocerontes. Nas   irregularidades das paredes, os contornos dos desenhos e os m&uacute;sculos dos   animais interagem com as sali&ecirc;ncias dos cristais e d&atilde;o a impressionante ideia de movimento.</font></p>     <p><font size="3">Como Herzog mesmo narra, sua equipe pode ter sido a &uacute;nica a   registrar a riqueza ali protegida. Ele utiliza esse privil&eacute;gio para levar ao   p&uacute;blico &#150; inclusive com a filmagem e exibi&ccedil;&atilde;o do filme em 3D &#150; o m&aacute;ximo de   detalhes e sensa&ccedil;&otilde;es que ele, sua equipe e os   cientistas ali presenciaram.</font></p>     <p><font size="3">Todos os sentidos s&atilde;o tratados no filme: a   vis&atilde;o, com as imagens brincalhonas, que parecem se mover &agrave;s luzes das lanternas   (e que, antes das portas codificadas, deveriam interagir com   os raios de sol); o som, quando o pesquisador pede,   impositivamente, que fiquem em sil&ecirc;ncio para ouvirem as batidas de seus   cora&ccedil;&otilde;es; o tato, totalmente proibido; e at&eacute; mesmo os cheiros da caverna s&atilde;o   abordados, com o depoimento de Maurice Maurin, perfumista, ex&#8209;presidente da sociedade francesa   de perfumistas: "De que outra forma n&oacute;s ter&iacute;amos acesso a esse patrim&ocirc;nio, t&atilde;o   distante n&atilde;o s&oacute; geograficamente, mas &#150; sob a necessidade de ser preservado &#150; de   quase todas as pessoas?", indaga ele. </font></p>     <p><font size="3">Herzog faz o seu recorte do que presenciou e, generosamente, nos leva tamb&eacute;m a seu   mundo de aparatos t&eacute;cnicos, di&aacute;logos e impress&otilde;es, que em conjunto com depoimentos importantes   dos pesquisadores, gr&aacute;ficos e demonstra&ccedil;&otilde;es, constroem um rico conte&uacute;do   cient&iacute;fico e, por sua maestria narrativa, atrai   tamb&eacute;m aos n&atilde;o cientistas. </font></p>     <p><font size="3">Entreter, explicar, informar. Qual &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o de uma   produ&ccedil;&atilde;o audiovisual que tem como objeto principal uma disciplina ou assunto   cient&iacute;fico? Ser&aacute; que essas fun&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem se complementar? </font></p>     <p><font size="3">O fasc&iacute;nio de todos os   p&uacute;blicos pela arqueologia significa que os arque&oacute;logos, cada vez mais, t&ecirc;m de   se relacionar com os diferentes meios, com certeza mais do que outras disciplinas e,   por isso, tem sido uma quest&atilde;o crucial como se comunicar com as audi&ecirc;ncias por   meio dos diferentes meios e como os pr&oacute;prios meios   veem a arqueologia (3).</font></p>     <p><font size="3">Vemos tamb&eacute;m outras rela&ccedil;&otilde;es entre o   audiovisual e a arqueologia. Diferente de um ser o objeto do outro, um pode   estar a servi&ccedil;o do outro. &Eacute; cada dia mais comum o registro de trabalhos   de an&aacute;lise e escava&ccedil;&otilde;es em v&iacute;deo. Em 2012, por   exemplo, ocorreu, durante a VI Reuni&atilde;o de Teoria Arqueol&oacute;gica da Am&eacute;rica do   Sul, o simp&oacute;sio "Territ&oacute;rio audiovisual &#150; imagens e sons como estrat&eacute;gia   metodol&oacute;gica de pesquisa", proposto por Fernanda Elisa Costa P. Resende e T&eacute;der Muniz Moras. A pesquisadora Fernanda trabalhou os acervos   audiovisuais que permitem a renova&ccedil;&atilde;o e a reelabora&ccedil;&atilde;o de trabalhos, a cada   consulta. Eles comportam mudan&ccedil;as e complementa&ccedil;&otilde;es nas formas de olhar e de   recria&ccedil;&atilde;o de outras experi&ecirc;ncias, em diferentes   tempos e lugares, acerca de novas problem&aacute;ticas que possam ser constru&iacute;das.   Nesse sentido, documentar atividades de campo ou laborat&oacute;rio, arqueol&oacute;gicas e   antropol&oacute;gicas, &eacute; t&atilde;o fundamental quanto a pr&oacute;pria escava&ccedil;&atilde;o ou a cobertura de   um evento sociocultural."</font></p>     <p><font size="3">O suporte audiovisual permite leituras n&atilde;o s&oacute; das pe&ccedil;as e   processos captados, mas do espa&ccedil;o, das intera&ccedil;&otilde;es, do trabalho executado. &Eacute;   poss&iacute;vel registrar um momento e o estado das coisas que n&atilde;o estar&atilde;o jamais na   mesma posi&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o dos arque&oacute;logos, a   escava&ccedil;&atilde;o. Ainda, o uso dos recursos audiovisuais n&atilde;o s&atilde;o apenas suportes para   documenta&ccedil;&atilde;o, registro de dados e/ou divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Essas s&atilde;o pe&ccedil;as   que falam de seu tempo, seus olhares, seus recortes e temas de discuss&atilde;o e estudos. "Ainda que um filme n&atilde;o possa ser entendido   como o testemunho direto da hist&oacute;ria, ele pode ser entendido como o testemunho   de uma maneira de v&ecirc;&#8209;la ou escrev&ecirc;&#8209;la, em um determinado momento" (4)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Ao falar das representa&ccedil;&otilde;es da hist&oacute;ria por meio de textos e filmes, Rosenstone (5) levanta as opini&otilde;es   divergentes de autores acerca desses dois suportes ao tratarem da hist&oacute;ria e   enfatiza a preocupa&ccedil;&atilde;o que se deve ter com as peculiaridades de cada um, pois o   v&iacute;deo, apesar de irromper em informa&ccedil;&otilde;es visuais e   sonoras, n&atilde;o nos deixa tempo para reflex&atilde;o e questionamento, como o texto   permite. </font></p>     <p><font size="3"><b>M&Iacute;DIA IMPRESSA </b>Na m&iacute;dia impressa (revistas,   jornais, entre outros) o tema arqueologia tamb&eacute;m ganha destaque. No entanto, as   mat&eacute;rias acabam constantemente tratando das mesmas   pesquisas e, sobretudo, daquelas realizadas fora do Brasil. Isso pode ser   medido por um estudo realizado (6) com o objetivo de analisar o processo de   comunica&ccedil;&atilde;o por meio   do qual o conhecimento arqueol&oacute;gico &eacute; divulgado em reportagens e not&iacute;cias publicadas na <i>Folha     de S.Paulo</i>. </font></p>     <p><font size="3">A primeira parte do estudo analisou   quantitativamente 935 mat&eacute;rias sobre arqueologia publicadas no jornal, entre   2000 e 2010. As mat&eacute;rias foram comparadas com portarias de pesquisas   arqueol&oacute;gicas emitidas pelo Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional<i> (</i>Iphan<i>) </i>de 2003 a 2009,   realizado por Zanettini e Wichers (7; 8). </font></p>     <p><font size="3">Primeiramente, para definir um texto como "uma   mat&eacute;ria de arqueologia", partiu&#8209;se do conceito formulado por Funari,   segundo o qual, "a arqueologia estuda, diretamente, a totalidade material   apropriada pelas sociedades humanas, como parte de uma cultura total, material   e imaterial, sem limita&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter cronol&oacute;gico"(9). </font></p>     <p><font size="3">Os textos foram primeiramente classificados por local   de realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa (Brasil ou mundo). Separadas as mat&eacute;rias que se   referiam ao Brasil, essas foram classificadas como pass&iacute;veis de compara&ccedil;&atilde;o com   as portarias de autoriza&ccedil;&atilde;o e permiss&atilde;o emitidas para pesquisas pelo Iphan, ou   seja, se realmente se tratavam de pesquisas arqueol&oacute;gicas, as quais foram   divididas em pesquisas de arqueologia preventiva (setor da arqueologia que est&aacute;   diretamente envolvido com o licenciamento ambiental de empreendimentos que   podem vir a gerar impactos sobre o patrim&ocirc;nio arqueol&oacute;gico. Neste setor,   empresas de arqueologia, arque&oacute;logos independentes e institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas   atuam no sentido de avaliar, mitigar e compensar a sociedade em geral por esses   impactos, diferentemente das pesquisas de cunho acad&ecirc;mico) e pesquisas   acad&ecirc;micas. </font></p>     <p><font size="3">A primeira afirma&ccedil;&atilde;o que se   pode fazer &eacute; que, exceto no ano 2000, o n&uacute;mero de mat&eacute;rias que tratam de   assuntos relacionados &agrave; arqueologia no mundo sempre foi superior &agrave;quelas   relativas ao Brasil, assim como sugerem Amorim e Massarani a respeito da   "predomin&acirc;ncia de pesquisas provenientes do exterior nos jornais (...),   particularmente de pa&iacute;ses do dito primeiro mundo" (10), mesmo depois de 2003   quando, supomos, o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es j&aacute; deveria come&ccedil;ar a refletir o   crescimento no n&uacute;mero das pesquisas, j&aacute; que a Portaria 230 do Iphan foi   institu&iacute;da em dezembro de 2002 (Portaria que passou a exigir que o   licenciamento ambiental contemplasse tamb&eacute;m a pesquisa a arqueol&oacute;gica). </font></p>     <p><font size="3">Assim, o n&uacute;mero de mat&eacute;rias   publicadas entre 2000 e 2010 sobre pesquisas realizadas no mundo ainda &eacute;   esmagadoramente maior se comparado &agrave;s mat&eacute;rias que abordam as pesquisas feitas   no Brasil, o que poderia ser explicado, talvez, pela publica&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias   provenientes de ag&ecirc;ncias internacionais de not&iacute;cias, como a Thomson Reuters,   Agence France&#8209;Presse, entre outras. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o p&ocirc;de ser observada no   ano 2000 (82 mat&eacute;rias sobre arqueologia no Brasil e 48 no mundo), por&eacute;m esse   n&uacute;mero foi bastante influenciado por textos relativos &agrave;s comemora&ccedil;&otilde;es dos 500   anos do Brasil (22 textos), que pode ter dirigido as pautas a mat&eacute;rias com   temas correlacionados.</font></p>     <p><font size="3">Com o objetivo de se comparar numericamente as   mat&eacute;rias publicadas na <i>Folha</i> com o n&uacute;mero de portarias emitidas, segue a tabela sistematizada por Wichers   (8).</font></p>       <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a18tab01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Segundo a autora, a primeira coluna corresponde a   todas as portarias de pesquisa emitidas pelo Iphan e publicadas no Di&aacute;rio   Oficial da Uni&atilde;o entre janeiro de 2003 e dezembro de 2009, totalizando 3.422.   Por&eacute;m, esse total corresponde a portarias de autoriza&ccedil;&atilde;o, permiss&atilde;o,   prorroga&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de portarias voltadas &agrave; publica&ccedil;&atilde;o de normas e   orienta&ccedil;&otilde;es. Por isso, os n&uacute;meros contidos na segunda coluna s&atilde;o aqueles que   consideramos relevantes para a compara&ccedil;&atilde;o direta com as mat&eacute;rias publicadas na <i>Folha</i>,   pois correspondem apenas &agrave;s portarias de autoriza&ccedil;&atilde;o e permiss&atilde;o, totalizando   2.888 portarias, e, dessa maneira, referem&#8209;se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas   arqueol&oacute;gicas propriamente ditas, tendo muito mais chance de gerar mat&eacute;rias   jornal&iacute;sticas. </font></p>     <p><font size="3">No entanto, ao observarmos   o gr&aacute;fico abaixo, &eacute; poss&iacute;vel notar que, entre 2003 (ano p&oacute;s publica&ccedil;&atilde;o da   portaria) e 2006, h&aacute; uma oscila&ccedil;&atilde;o, mas dentro de uma m&eacute;dia pr&oacute;xima a 20   mat&eacute;rias por ano. Excluindo o ano de 2000, por ser uma exce&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dia anual   de mat&eacute;rias publicadas &eacute; de 15. Entretanto, o gr&aacute;fico tamb&eacute;m deixa evidente que   o n&uacute;mero de mat&eacute;rias publicadas chega a ser &iacute;nfimo perante o n&uacute;mero de   pesquisas realizadas, quando comparados os mesmos anos dos dois levantamentos,   e n&atilde;o acompanha, portanto, o crescimento das pesquisas realizadas no Brasil. </font></p>     <p><font size="3">Comparando o levantamento das portarias de pesquisas   arqueol&oacute;gicas emitidas pelo Iphan de 2003 a 2009, realizado por Zanettini e   Wichers (8; 9), com o levantamento das mat&eacute;rias que fazem refer&ecirc;ncia &agrave;   arqueologia publicadas na <i>Folha</i>, podemos   concluir que as mat&eacute;rias encontradas no per&iacute;odo acompanham apenas   tendencialmente as pesquisas realizadas no Brasil. Isso porque se verificou tal   tend&ecirc;ncia somente em aspectos concernentes ao pico de crescimento na emiss&atilde;o   das portarias no bi&ecirc;nio 2007/2008 e a tend&ecirc;ncia de aumento na publica&ccedil;&atilde;o de   mat&eacute;rias a partir de 2007.</font></p>     <p><font size="3">Desse modo, quantitativamente,   o n&uacute;mero de textos publicados na <i>Folha     de S.Paulo</i> n&atilde;o vem acompanhando o grande   crescimento das pesquisas em arqueologia realizadas no Brasil &#150; fica muito   longe, ali&aacute;s. &Eacute; preciso considerar que a <i>Folha</i> j&aacute; tem um espa&ccedil;o pr&eacute;&#8209;determinado para as mat&eacute;rias   do caderno Ci&ecirc;ncia; por&eacute;m, acreditamos que n&atilde;o h&aacute; uma regra para a ocupa&ccedil;&atilde;o   desse espa&ccedil;o, ou seja, se o jornalista se deparar mais constantemente com   interessantes sugest&otilde;es de pauta sobre as pesquisas arqueol&oacute;gicas, se houver   uma postura proativa pela qual o assunto arqueologia possa chegar at&eacute; o   jornalista da reda&ccedil;&atilde;o, o mesmo espa&ccedil;o dispon&iacute;vel ser&aacute; mais vezes ocupado por   mat&eacute;rias sobre arqueologia (8). Por&eacute;m, analisando as tabelas e os gr&aacute;ficos   sobre o levantamento das mat&eacute;rias publicadas na <i>Folha</i>,   podemos notar que n&atilde;o h&aacute; uma const&acirc;ncia nas publica&ccedil;&otilde;es: em um ano elas   aumentam e em outro, diminuem, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel obter qualquer tipo de   explica&ccedil;&atilde;o para isso por meio de compara&ccedil;&atilde;o entre os dados levantados na <i>Folha</i> e   os dados obtidos por Zanettini e Wichers (8; 9) sobre o n&uacute;mero de pesquisas   realizadas. No entanto, &eacute; preciso ter em mente que:</font></p>       <p><a name="gra01" id="gra01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a18gra01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="3">no &acirc;mbito da divulga&ccedil;&atilde;o     cient&iacute;fica, embora a Portaria 230/02 tenha permitido uma amplia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o     entre pr&aacute;tica arqueol&oacute;gica e sociedade, estabelecendo a obrigatoriedade das     a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o patrimonial em todos os processos de licenciamento     arqueol&oacute;gico, n&atilde;o podemos deixar de apontar certo reducionismo, uma vez que a     comunica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica envolvem processos para al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es     educativas enquadradas na metodologia da educa&ccedil;&atilde;o patrimonial (14).</font></p> </blockquote>     <p><font size="3">Podemos fazer especula&ccedil;&otilde;es para tentar explicar o   porqu&ecirc; de o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es na <i>Folha de S.Paulo</i> n&atilde;o ter acompanhado o crescimento das pesquisas, tendencialmente falando &#150;   "tendencialmente", pois jamais o n&uacute;mero de mat&eacute;rias publicadas ir&aacute; se equiparar   com o n&uacute;mero de portarias de autoriza&ccedil;&atilde;o e permiss&atilde;o emitidas. Talvez, o n&uacute;mero   de textos reflita a falta de interesse pela divulga&ccedil;&atilde;o por parte dos   arque&oacute;logos, mas tamb&eacute;m pode ser reflexo da falta de conhecimento desse   universo (arqueologia, pesquisas acad&ecirc;micas e preventivas, dificuldades de   obten&ccedil;&atilde;o de fontes de informa&ccedil;&atilde;o) por parte dos jornalistas, que acabam se   interessando pelas mesmas pesquisas cient&iacute;ficas, como aquelas realizadas em   Lagoa Santa, Serra da Capivara ou floresta amaz&ocirc;nica, ou se preocupam apenas em   formular mat&eacute;rias que possam retratar o car&aacute;ter "antigo" e grandes descobertas   (7). Assim como Zanettini observou em 1991: "(...) acompanho os notici&aacute;rios em   nossos principais peri&oacute;dicos e o que vejo? Que a m&uacute;mia mais antiga do mundo j&aacute;   foi descoberta centenas de vezes, que a imprensa escrita devota pouco espa&ccedil;o &agrave;s   descobertas feitas em territ&oacute;rio nacional" (14). </font></p>     <p><font size="3"><b>DA ARQUEOLOGIA PARA TODOS </b>Queremos enfatizar   aos arque&oacute;logos a import&acirc;ncia de divulgarem suas pesquisas. Isso porque as   mat&eacute;rias trazem fontes tradicionalmente buscadas e utilizadas pelos jornalistas   para construir os textos, como professores e pesquisadores de universidades   nacionais e estrangeiras e revistas cient&iacute;ficas, como a <i>Nature. </i>Isso pode sugerir que a iniciativa da   mat&eacute;ria foi jornal&iacute;stica e n&atilde;o um esfor&ccedil;o da comunidade de arque&oacute;logos em   divulgar essas pesquisas (7).</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; importante destacar, neste sentido, que o Conselho   Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) abriu recentemente,   em sua plataforma eletr&ocirc;nica Lattes, a oportunidade para que mais de 1,8 milh&atilde;o   de pesquisadores passassem a informar, n&atilde;o apenas as inova&ccedil;&otilde;es de seus projetos   e pesquisas, como tamb&eacute;m suas iniciativas de divulga&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.   Com a mudan&ccedil;a, conforme publicou o jornal <i>Folha de S.Paulo</i>,   em mar&ccedil;o de 2012, cientistas de todos os campos de investiga&ccedil;&atilde;o passaram a   contar com um espa&ccedil;o pr&oacute;prio no Lattes, para fornecer dados sobre a organiza&ccedil;&atilde;o   de feiras de ci&ecirc;ncias, promo&ccedil;&atilde;o de palestras em escolas, artigos e entrevistas   concedidas &agrave; imprensa. </font></p>       <p><a name="img01" id="img01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n2/a18img01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Diante do reconhecimento   institucionalizado pelo CNPq das a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica realizadas, &eacute;   crescente o n&uacute;mero de pesquisadores preocupados em compreender o funcionamento   da m&iacute;dia em geral e suas especificidades; e atentos &agrave; necessidade de adquirir   conhecimento, mesmo que de maneira superficial, de <i>a&ccedil;&otilde;es&#8209;chave</i> de comunica&ccedil;&atilde;o, para quando a demanda de falar diretamente com o seu p&uacute;blico&#8209;alvo   se fizer necess&aacute;ria. Vale lembrar, nesse sentido, que a comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,   voltada para o p&uacute;blico de especialistas &eacute; diferente daquela utilizada pelos   meios de comunica&ccedil;&atilde;o ou de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em geral. Ambas se distinguem   quanto &agrave;s suas pr&aacute;xis pelo perfil do p&uacute;blico, o n&iacute;vel do discurso, a natureza   dos canais ou ambientes utilizados. Nesse cen&aacute;rio, tamb&eacute;m &eacute; importante destacar   o papel atual das redes de comunica&ccedil;&atilde;o e seu alto &iacute;ndice de interatividade,   ligando o consumidor da informa&ccedil;&atilde;o diretamente ao emissor, diminuindo as   dist&acirc;ncias sociais e fomentando o exerc&iacute;cio da cidadania digital.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Por isso, mesmo considerando a   imprensa como um importante canal de comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso compreender que a   responsabilidade de se comunicar diretamente com o p&uacute;blico de uma determinada   &aacute;rea, como a arqueologia, por exemplo, &eacute; ainda maior. Al&eacute;m de trabalhar o   conte&uacute;do de seus artigos acad&ecirc;micos para uma linguagem "mais acess&iacute;vel", o   pesquisador ter&aacute; pela frente o desafio de dialogar com a m&iacute;dia tradicional, que   ainda se ad&eacute;qua ao contexto da comunica&ccedil;&atilde;o em rede e que ainda padece de pouco   espa&ccedil;o para a divulga&ccedil;&atilde;o de temas ligados ao desenvolvimento cient&iacute;fico e   tecnol&oacute;gico, deixando de reproduzir, com a compet&ecirc;ncia necess&aacute;ria, o que &eacute; de   fato relevante para a comunidade como um todo e para o avan&ccedil;o do conhecimento.</font></p>     <p><font size="3">Entretanto, &eacute; preciso dizer que existe sim um caminho   para que essa realidade mude e que a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica possa estar presente   em todas as a&ccedil;&otilde;es dos cientistas. Acreditamos que essa divulga&ccedil;&atilde;o deve partir   dos centros de pesquisas, empresas de licenciamento arqueol&oacute;gico, enfim, a   din&acirc;mica deve ser da difus&atilde;o do conhecimento para a imprensa e, assim, para o   p&uacute;blico. </font></p>     <p><font size="3">Dessa maneira, mesmo que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o j&aacute;   tenham um espa&ccedil;o pr&eacute;&#8209;determinado para as mat&eacute;rias cient&iacute;ficas, o tema   arqueologia passaria a ser mais frequente nesses espa&ccedil;os e, acima de tudo, a   realidade da pesquisa arqueol&oacute;gica brasileira poderia ser retratada tal qual   ela &eacute;. Mas qual &eacute; a tarefa de cada profissional no momento de divulgar o   conte&uacute;do arqueol&oacute;gico? </font></p>     <p><font size="3"><b>AS INTERA&Ccedil;&Otilde;ES DAS ESFERAS DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O</b> Muitas vezes, na divulga&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica de pesquisas e   projetos cient&iacute;ficos, o profissional da &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o trope&ccedil;a em quest&otilde;es   te&oacute;ricas, n&atilde;o d&aacute; a devida import&acirc;ncia para a pesquisa em si, p&otilde;e em foco   quest&otilde;es do processo de pesquisa que s&atilde;o irrelevantes para o projeto e para o   pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e cren&ccedil;as populares ao inv&eacute;s de ser   "fiel" ao trabalho do pesquisador. J&aacute; o pesquisador, ao escrever sobre seu   projeto ou pesquisa, esquece por vezes que aqueles que ler&atilde;o nem sempre tem   conhecimento lingu&iacute;stico da &aacute;rea e utilizam uma linguagem n&atilde;o acess&iacute;vel a   pessoas que n&atilde;o pertencem ao meio acad&ecirc;mico e, dessa forma, traem a divulga&ccedil;&atilde;o   de sua pesquisa.</font></p>     <p><font size="3">Esse problema de divulga&ccedil;&atilde;o &eacute; explic&aacute;vel devido &agrave;s   esferas de atividade humana (15), que possuem, cada uma delas, suas respectivas   esferas de comunica&ccedil;&atilde;o, e dentro dessas esferas se apresentam os g&ecirc;neros (16). </font></p>     <p><font size="3">O jornalista est&aacute; dentro de uma   esfera que tem como foco a comunica&ccedil;&atilde;o em si e n&atilde;o o que se comunica, o foco &eacute;   uma linguagem acess&iacute;vel, interessante e que chame a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico para   comprar e consumir os textos e artigos que s&atilde;o escritos e, se for preciso,   sacrifica o conte&uacute;do em prol da aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico e da linguagem. J&aacute; o   pesquisador est&aacute; em uma esfera que o foco &eacute; o conte&uacute;do, o objeto de pesquisa e   a pesquisa em si e, muitas vezes, sacrifica um grupo extenso de leitores atrav&eacute;s   da linguagem espec&iacute;fica, cient&iacute;fica e n&atilde;o acess&iacute;vel. Portanto, ao escrever, os   dois profissionais t&ecirc;m de ter em mente que sua esfera de atividade humana e,   por consequ&ecirc;ncia, de comunica&ccedil;&atilde;o, se complexifica. No caso do jornalista,   quando ele escreve sobre um projeto cient&iacute;fico, sua &aacute;rea de atividade humana   n&atilde;o &eacute; apenas a comunica&ccedil;&atilde;o, mas a comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, e no caso do   cientista ou pesquisador &eacute; preciso considerar que a divulga&ccedil;&atilde;o de sua pesquisa   n&atilde;o deve ser feita apenas para a comunidade cient&iacute;fica, mas para o p&uacute;blico em   geral. Dessa forma, o pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse   p&uacute;blico e, consequentemente, na linguagem utilizada. Por outro lado, o   jornalista precisa ficar mais atento &agrave; pesquisa que est&aacute; sendo divulgada, um   precisa aprender mais do outro, permitindo&#8209;se entrar mais numa esfera de   atividade humana a qual n&atilde;o pertence originalmente.</font></p>     <p><font size="3">O principal motivo desse interc&acirc;mbio de inten&ccedil;&otilde;es ao   escrever &eacute; aumentar o acesso do p&uacute;blico &agrave; ci&ecirc;ncia, no caso a arqueologia, de   forma compreens&iacute;vel e acess&iacute;vel. </font></p>     <p><font size="3">A academia n&atilde;o pode estar voltada apenas para seu   p&uacute;blico interno, &eacute; muito importante que as informa&ccedil;&otilde;es sejam divulgadas e n&atilde;o   permane&ccedil;am circulando em um grupo fechado, at&eacute; para que haja crescimento da   pr&oacute;pria comunidade cient&iacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><font size="3"><b>Camila   Delmondes Dias</b> &eacute; jornalista, especialista em jornalismo cient&iacute;fico   (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha com gest&atilde;o de   neg&oacute;cios, marketing, publicidade e propaganda, e organiza&ccedil;&atilde;o de eventos. </font></i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><font size="3"><b>Cristiane   Delfina</b> &eacute; graduada em design pela Universidade Estadual Paulista (Unesp)   e mestranda em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e cultural (Unicamp), atuou com produ&ccedil;&atilde;o e   edi&ccedil;&atilde;o de document&aacute;rios para a TV Futura, canal RBS SC e empresas como a   Funda&ccedil;&atilde;o Vale e Natura. </font></i></p>     <p><i><font size="3"><b>Gl&oacute;ria   Tega-Calippo</b> &eacute; jornalista, especialista em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (USP),   mestre em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e cultural (Unicamp), colaboradora do   Laborat&oacute;rio de Arqueologia P&uacute;blica (LAP/Unicamp). Autora da disserta&ccedil;&atilde;o "Arqueologia em   not&iacute;cia: pesquisas impressas, sentidos circulantes e mem&oacute;rias descobertas", Labjor/IEL/Unicamp.</font></i></p>     <p><i><font size="3"><b>Maria   Beatriz Rocha Ferreira</b> &eacute; livre&#8209;docente pela Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o   F&iacute;sica da Unicamp, com doutorado em antropologia. Programa Capes/Professor   Nacional Visitante S&ecirc;nior na Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da   Grande Dourados (UFGD). </font></i></p>     <p><font size="3"><i><b>Maria   Clara Ferreira </b></i><b><i>Guimar&atilde;es</i></b><i> &eacute; graduanda em lingu&iacute;stica na Unicamp e     bolsista CNPq na &aacute;rea de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica em Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, na     Unicamp.</i></font></p>     <p><i><font size="3"><b>Vera   Regina Toledo Camargo</b> &eacute; doutora em comunica&ccedil;&atilde;o, com pos&#8209;doc em   multim&iacute;dia/Unicamp. Pesquisadora do Labjor/Unicamp, professora credenciada no   Programa de Mestrado em Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Cultura (IEL&#8209;Labjor&#8209;Unicamp).</font></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Zapatero, G. R.; Casta&ntilde;o, A. M. M. "Arqueologia   e cinema, uma hist&oacute;ria em comum". <i>Publica&ccedil;&atilde;o Anual</i> n-&ordm; 3, p.19. 2008. pp.19&#8209;31.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Herzog, W. <i>Cave   of forgotten dreams</i>. &#91;document&aacute;rio&#93;.   Produ&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o de Werner Herzog. Fran&ccedil;a, Canad&aacute;, Estados Unidos, Reino   Unido, Alemanha, Creative Differences, History Films, Minist&egrave;re de la Culture   et de la Communication, 2010. 90 minutos.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Zapatero, G. R.; Casta&ntilde;o, A. M. M.,   2008. <i>Op.     Cit</i>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4.  Ferro, 1992. <i>Apud</i> Rezende, L.A. "Hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no ensino de ci&ecirc;ncias: contribui&ccedil;&otilde;es dos   recursos audiovisuais". <i>Ci&ecirc;ncia em Tela</i> &#91;peri&oacute;dico na Internet&#93;. 2008 </font><!-- ref --><p><font size="3">5.  Rosenstone, R.A. "History   in images/History in words: reflections on the possibility of really putting   history onto film". <i>The American Historical Review,</i>Vol.93,   n-&ordm; 5. pp. 1173&#8209;1185. 1988.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6.  Tega&#8209;Calippo, G. M. V.   "Arqueologia em not&iacute;cia: pesquisas impressas, sentidos circulantes e mem&oacute;rias   descobertas".179 f. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado do Programa de P&oacute;s&#8209;Gradua&ccedil;&atilde;o   em Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Cultural da Unicamp, Campinas, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7.  Zanettini, P. E. "Projetar o futuro   para a arqueologia brasileira: desafio de todos". <i>Revista de Arqueologia Americana</i>, n-&ordm; 27, pp.71&#8209;87. 2009.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">8   Wichers, C. A. de M. "Museus e   antropofagia do patrim&ocirc;nio arqueol&oacute;gico: caminhos da pr&aacute;tica brasileira". 483p.   Tese de doutorado em museologia da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e   Tecnologias. Lisboa, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9.  Funari, P. P. <i>Arqueologia</i>. S&atilde;o   Paulo: Contexto, 2003. p.15.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10.          Amorim, L. H; Massarani, L.   "Jornalismo cient&iacute;fico: um estudo de caso de tr&ecirc;s jornais brasileiros". <i>Revista     Brasileira de Ensino de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia</i>, Vol.1, n-&ordm; 1, jan&#8209;abril 2008. p.80.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11.          Wichers, C. A. de   M., 2010. <i>Op. Cit</i>., p.197.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12.          Tega&#8209;Calippo, G. M. V.;   Wichers, C. A. de M.; Zanettini, P. E. "Mosaico paulista: Guia do patrim&ocirc;nio   arqueol&oacute;gico do estado de S&atilde;o Paulo. In: Anais da Reuni&atilde;o da Rede de   Populariza&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia da Am&eacute;rica Latina e do Caribe, 17.   2011, Campinas: Unicamp, 2010.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">13.          Zanettini, P. E. "Indiana   Jones deve morrer". <i>Jornal da Tarde</i>, S&atilde;o   Paulo, Caderno de S&aacute;bado, pp.4&#8209;5. 18 jul. 1991. p.4.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14.          Bakhtin, M.   (1979) "Os g&ecirc;neros do discurso". In: <i>Est&eacute;tica da cria&ccedil;&atilde;o verbal. </i>Trad: Pereira, M. E. G.   G. S&atilde;o Paulo, Ed. Martins Fontan. 1997.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15.          Sandig, B. (2000, T&uuml;bingen).   "O texto como conceito protot&iacute;pico". In: <i>Lingu&iacute;stica textual:     perspectivas alem&atilde;s</i>. Trad: Wieser, H. P. Rio de Janeiro, Ed. Nova   Fronteira, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16.          Funari, P. P.. <i>Arqueologia</i>. S&atilde;o   Paulo: Contexto, 2003.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">17.          Mor&aacute;s, T.M. e Resende, E. C.   P. "Territ&oacute;rio   audiovisual &#150; Imagens e sons como estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica de pesquisa". VI   Reuni&atilde;o de Teoria Arqueol&oacute;gica da Am&eacute;rica do Sul. Goi&acirc;nia, 2012.     </font></p>     ]]></body>
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