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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projeto argentino aposta na expansão científica e tecnológica no país]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/noticias.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>POL&Iacute;TICA CT&amp;I</b></font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/linha.jpg"></font></P>     <P><font size="4">Projeto argentino aposta na expans&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica no pa&iacute;s</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">O Plano Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o "Argentina Inovadora 2020", lan&ccedil;ado em mar&ccedil;o deste ano, &eacute; uma estrat&eacute;gia implementada pelo governo argentino junto ao seu Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, que visa aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento, de 0,65% para 1,65% do PIB at&eacute; 2020, que hoje soma cerca de US$500 bilh&otilde;es. De acordo com o ministro da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Lino Bara&ntilde;ao, o objetivo &eacute; "criar as condi&ccedil;&otilde;es para que a ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o impulsionem um salto qualitativo no desenvolvimento social, econ&ocirc;mico e na inclus&atilde;o social".</font></P>     <P><font size="3">Ap&oacute;s a deteriora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social sofrida pela Argentina a partir do final dos anos 1990, as altas taxas de desemprego e pobreza evolu&iacute;ram para 50% no in&iacute;cio dos anos 2000. Hoje, o pa&iacute;s se esfor&ccedil;a para mudar esse quadro e investe em uma retomada de crescimento econ&ocirc;mico que leve em conta n&atilde;o apenas ci&ecirc;ncia e tecnologia como fontes de riqueza, tanto em termos econ&ocirc;micos, quanto de conhecimento, como expressou a presidente do pa&iacute;s, Cristina Fern&aacute;ndez de Kirchner, no documento "Argentina Inovadora 2020 Plano Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o": "o conhecimento &eacute; a grande fonte de riqueza do s&eacute;culo XXI". </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a07img01.jpg"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Apesar do otimismo governamental, Gabriel Bilmes, coordenador da c&aacute;tedra "Ci&ecirc;ncia, Pol&iacute;tica e Sociedade" na Universidade Nacional da Prata afirma que "o reconhecimento do valor da ci&ecirc;ncia e da tecnologia como uma ferramenta para o crescimento econ&ocirc;mico nesses anos tem sido uma pol&iacute;tica de Estado, mas a atividade cient&iacute;fica&#45;tecnol&oacute;gica na Argentina ainda tem muito pouco impacto social. Esta &eacute; uma quest&atilde;o n&atilde;o resolvida e esse plano tem s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es nesse sentido".</font></P>     <P><font size="3">O primeiro obst&aacute;culo apontado no plano argentino &eacute; unir os interesses de empres&aacute;rios e cientistas. De acordo com o ministro Bara&ntilde;ao, durante uma cerim&ocirc;nia realizada no Pal&aacute;cio do Governo para os ministros do Gabinete Nacional, autoridades, cientistas e um p&uacute;blico numeroso, "durante d&eacute;cadas houve animosidade entre acad&ecirc;micos e empres&aacute;rios. Coloc&aacute;&#45;los juntos &eacute; complicado porque um setor busca rentabilidade e outro reconhecimento por pares".</font></P>     <P><font size="3">Em entrevista ao <i>diario.com</i>, jornal on&#45;line em circula&ccedil;&atilde;o na prov&iacute;ncia argentina Entre Rios, a subsecret&aacute;ria de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do munic&iacute;pio, Luisina Pocay, respons&aacute;vel pelo desenvolvimento de tecnologia m&eacute;dica, uma das &aacute;reas priorit&aacute;rias do plano, ressalta que um dos desafios &eacute; "impulsionar a inova&ccedil;&atilde;o produtiva, sustent&aacute;vel e inclusiva sobre a expans&atilde;o e uso de todas as compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas do pa&iacute;s".</font></P>     <P><font size="3">Por outro lado, Gabriel Bilmes faz muitas cr&iacute;ticas, sobretudo ao fato do impacto social de C&amp;T estar atrelado &agrave; a&ccedil;&atilde;o de empresas. Segundo ele, esse &eacute; um aspecto altamente discut&iacute;vel e de efic&aacute;cia n&atilde;o comprovada, "pelo menos nos &uacute;ltimos 10 anos de crescimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s". "Al&eacute;m disso, o plano parece n&atilde;o contemplar o sistema cient&iacute;fico com a articula&ccedil;&atilde;o direta e com as necessidades sociais espec&iacute;ficas; parece n&atilde;o levar em conta quest&otilde;es como o conflito de certas tecnologias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais; e, finalmente, parece ser muito pouco s&eacute;rio sobre o valor do investimento privado e sua proje&ccedil;&atilde;o no futuro".</font></P>     <P><font size="3">No cen&aacute;rio latino&#45;americano, h&aacute; expectativa de mais investimentos em C&amp;T, como no M&eacute;xico &#150; que pretende aumentar dos atuais 0,4% para 1% do PIB at&eacute; 2018 &#150; e no Brasil &#150; onde o incremento dever&aacute; ser de 1,16% para 1,8% do PIB at&eacute; 2014. H&aacute;, no entanto, casos como o do Peru, que aplica meros 0,15% do PIB, ou do Panam&aacute;, que aplica 0,2% &#150; no final dos anos 2000 &#150; com planos de chegar a 0,6% do PIB at&eacute; 2014.</font></P>     <P><font size="3">Apesar de otimista sobre o futuro da Argentina, que tem comemorado sucessivos crescimentos econ&ocirc;micos desde 2003, Bilmes pondera: "houve uma maior distribui&ccedil;&atilde;o de renda favorecendo os mais pobres, mas a estrutura econ&ocirc;mica ficou essencialmente inalterada no pa&iacute;s". A expectativa &eacute; que o plano possa fazer a diferen&ccedil;a. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Marcela Salazar Granada</i></font></P>      ]]></body>
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