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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nanobiotecnologia verde: biossínteses de nanopartículas metálicas e suas aplicações como nanoantimicrobianos]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="CENTER"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a09img02.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>Nanobiotecnologia verde: bioss&iacute;nteses de nanopart&iacute;culas met&aacute;licas e suas aplica&ccedil;&otilde;es como nanoantimicrobianos</b></font></P>     <P><font size="3">Mahendra Rai    <br>   Tradu&ccedil;&atilde;o de Germana Barata e Diego St&eacute;fani </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>E</b></font>xistem duas tecnologias importantes no s&eacute;culo XXI que desempenhar&atilde;o um papel crucial no desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da sociedade. Uma delas &eacute; a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o que se desenvolveu a partir da virada do s&eacute;culo e agora est&aacute; em progress&atilde;o, e cujas aplica&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido observadas pelo mundo inteiro. A segunda tecnologia, neste contexto, &eacute; a nanotecnologia, que desempenhar&aacute; um papel importante no desenvolvimento de diferentes ci&ecirc;ncias e tecnologias, devido a suas amplas aplica&ccedil;&otilde;es. Para o cidad&atilde;o comum, a nanotecnologia pode ser definida como a manipula&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria nos n&iacute;veis at&ocirc;mico e molecular. A National Nanotechnology Initiative (NNI), que &eacute; um programa federal dos Estados Unidos de pesquisa em ci&ecirc;ncia, engenharia e desenvolvimento tecnol&oacute;gico em nanoescala, define nanotecnologia como a manipula&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria com, ao menos, uma dimens&atilde;o dos objetos que esteja entre 1 a 100 nan&ocirc;metros (nm). A unidade nan&ocirc;metro &eacute; muito pequena &#150; um nan&ocirc;metro &eacute; igual a 10<SUP>&#150;9 </SUP>m, ou seja, a bilion&eacute;sima parte do metro. Se medirmos a largura de um fio de cabelo em nan&ocirc;metros obter&iacute;amos incr&iacute;veis 80.000 nm.  Similarmente, o tamanho da dupla h&eacute;lice de DNA tem um di&acirc;metro de cerca de 2 nm e quatro &aacute;tomos de hidrog&ecirc;nio s&atilde;o equivalentes ao tamanho de um nan&ocirc;metro. Muitos micr&oacute;bios, como v&iacute;rus, est&atilde;o na escala nanom&eacute;trica. </font></P>     <p><font size="3">A nanotecnologia &eacute; uma ci&ecirc;ncia interdisciplinar e existe na natureza desde que a terra evoluiu. Ela atravessa as fronteiras tradicionais do conhecimento da f&iacute;sica, qu&iacute;mica, engenharia, bot&acirc;nica, zoologia e ci&ecirc;ncias da terra sendo, assim, interdisciplinar. Essa tecnologia tem sido amplamente aceita pelos cientistas, em raz&atilde;o do surgimento de propriedades qu&iacute;micas, mec&acirc;nicas, magn&eacute;ticas, qu&iacute;micas, eletr&ocirc;nicas e &oacute;ticas &uacute;nicas, dependentes da nanoescala. Al&eacute;m disso, &eacute; uma "tecnologia habilitante". Pode&#45;se mudar a forma e o tamanho das nanopart&iacute;culas e as propriedades dessas nanopart&iacute;culas ser&atilde;o igualmente modificadas. Um exemplo interessante &eacute; o ouro, que enquanto s&oacute;lido estendido (<I>bulk gold</I>), de tamanho micro ou macrosc&oacute;pico tem a cor amarela. Entretanto, as nanopart&iacute;culas de ouro possuem cores diferentes de acordo com o tamanho das nanopart&iacute;culas: part&iacute;culas de ouro de 100nm apresentam uma cor p&uacute;rpura&#45;rosado, nanopart&iacute;culas de 20nm s&atilde;o vermelhas e as de 1nm s&atilde;o de cor marrom&#45;amarelada. Agora emerge a quest&atilde;o, por que as nanopart&iacute;culas s&atilde;o diferentes quando comparadas ao ouro com tamanho micro/macrosc&oacute;pico? Isto ocorre devido ao surgimento de efeitos qu&acirc;nticos de tamanho. </font></P>     <p><font size="3">A nanobiotecnologia &eacute; uma ci&ecirc;ncia de fronteira, &eacute; uma ci&ecirc;ncia avan&ccedil;ada e altamente interdisciplinar, sendo a combina&ccedil;&atilde;o entre nanotecnologia e biotecnologia. A sociedade ser&aacute; altamente beneficiada pela fus&atilde;o dessas duas tecnologias ao longo deste s&eacute;culo, devido &agrave;s potenciais aplica&ccedil;&otilde;es em medicina, agricultura, eletr&ocirc;nica, cosm&eacute;ticos, meio ambiente  etc. </font></P>     <p><font size="3">A nanobiotecnologia verde &eacute; enriquecida na medida em que utiliza princ&iacute;pios da qu&iacute;mica verde para o desenvolvimento sustent&aacute;vel. No entanto, esta ci&ecirc;ncia est&aacute; em sua inf&acirc;ncia e precisa se promover de modo a desenvolver tecnologias ecologicamente corretas e economicamente vi&aacute;veis, que s&atilde;o as necessidades do momento na dire&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel. Pode&#45;se definir nanobiotecnologia verde quando baseada em princ&iacute;pios limpos de s&iacute;nteses de nanopart&iacute;culas, como, por exemplo, a partir de processos biotecnol&oacute;gicos. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>S&Iacute;NTESE VERDE &Eacute; SUSTENT&Aacute;VEL</b> S&iacute;ntese verde, s&iacute;ntese biol&oacute;gica e s&iacute;ntese biog&ecirc;nica s&atilde;o termos comumente usados para a s&iacute;ntese ecologicamente correta de nanopart&iacute;culas. Normalmente, as nanopart&iacute;culas s&atilde;o sintetizadas atrav&eacute;s de m&eacute;todos qu&iacute;micos, f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos. As s&iacute;nteses f&iacute;sicas e qu&iacute;micas possuem consumo intensivo de energia e &agrave;s vezes podem envolver subst&acirc;ncias qu&iacute;micas t&oacute;xicas, enquanto as t&eacute;cnicas biol&oacute;gicas s&atilde;o rent&aacute;veis, limpas, at&oacute;xicas e ecologicamente corretas. A via de s&iacute;ntese biol&oacute;gica tem sido efetuada, sobretudo, atrav&eacute;s do uso de bact&eacute;rias, fungos, plantas, cianobact&eacute;rias e actinomicetos. Existem muitos relatos de micoss&iacute;nteses (s&iacute;ntese via fungos) de nanopart&iacute;culas met&aacute;licas usando  diferentes esp&eacute;cies de Fusarium, nomeadas como <I>Fusarium oxysporum</I>, <I>Fusarium solani, Fusarium acuminatum, Fusarium culmorum, Aspergillus niger</I>, <I>Aspergillus tamarii, Phoma glomerata</I>, <I>Alternaria alternata, </I>e fungos endof&iacute;ticos<I> Pestalotia sp. </I>Muitas plantas como o coentro (<I>Coriandrum sativum)</I>, mam&atilde;o&#45;papaya (<I>Carica papaya)</I>, o figo&#45;da&#45;&Iacute;ndia (<I>Opuntia ficus&#45;indica), </I>datura ou ma&ccedil;a com espinhos <I>(Datura metel),</I> &aacute;rvore do caril (<I>Murraya koenigii)</I>, e Skunkvine<I> (Paederia foetida)</I> t&ecirc;m sido usadas para a s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas. O m&eacute;todo de fitoss&iacute;ntese (s&iacute;ntese via plantas) &eacute; r&aacute;pido, ecologicamente correto e rent&aacute;vel, com processamento <I>downstream</I> mais f&aacute;cil que a micoss&iacute;ntese. Quando comparada &agrave; fitoss&iacute;ntese, a micoss&iacute;ntese &eacute; mais demorada e a biomassa &eacute; dif&iacute;cil de ser processada. Portanto, a fitoss&iacute;ntese chama muito a aten&ccedil;&atilde;o de pesquisadores de todo o mundo. S&atilde;o tr&ecirc;s fatores chaves na s&iacute;ntese dessas nanopart&iacute;culas met&aacute;licas: o agente redutor, o meio de rea&ccedil;&atilde;o e o agente estabilizador. Geralmente, nanopart&iacute;culas biosintetizadas possuem forma esf&eacute;ricas. </font></P>     <p><font size="3">Em bioss&iacute;ntese, prote&iacute;nas de fungos ou plantas agem como agentes de prote&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o das nanopart&iacute;culas sintetizadas. No entanto, quais prote&iacute;nas est&atilde;o envolvidas e quais os mecanismos de forma&ccedil;&atilde;o das nanopart&iacute;culas s&atilde;o quest&otilde;es importante, que precisam ser meticulosamente estudadas. Nesse sentido, tem sido desenvolvido no Laborat&oacute;rio de Qu&iacute;mica Biol&oacute;gica do Instituto de Qu&iacute;mica, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob a dire&ccedil;&atilde;o do professor Nelson Duran, estudos sobre o mecanismo de forma&ccedil;&atilde;o das nanopart&iacute;culas biog&ecirc;nicas. O professor Nelson Duran e seus colaboradores apresentaram um mecanismo no qual a enzima nitrogenase redutase &eacute; respons&aacute;vel por reduzir &iacute;ons de prata em nanopart&iacute;culas de prata. Essa hip&oacute;tese tem sido amplamente aceita na literatura.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a14fig01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">S&iacute;ntese verde a partir de extrato de plantas &eacute; a t&eacute;cnica mais simples de sintetizar nanopart&iacute;culas. As plantas produzem biomol&eacute;culas funcionais que reduzem ativamente &iacute;ons met&aacute;licos. Al&eacute;m disso, atuam como agentes protetores e estabilizadores das nanopart&iacute;culas. Alguns exemplos de s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas de prata utilizando extratos de folhas incluem o uso de alfafa, folhas de ger&acirc;nio, <I>Aloe vera </I>(babosa), <I>Cinnamomum camphora</I> (&aacute;rvore de c&acirc;nfora), caqui, magn&oacute;lia, cycas, e <I>Holarrhena antidysenterica </I>(Kutij, Kurchi) etc.</font></P>     <p><font size="3">Interessantemente, todas as partes das plantas podem ser usadas de modo eficiente para sintetizar nanopart&iacute;culas, como as folhas, caules, sementes, frutos, latex etc. A biomassa morta e seca da planta tamb&eacute;m pode ser usada para a s&iacute;ntese bem sucedida de nanopart&iacute;culas. At&eacute; mesmo compostos bioativos isolados de plantas como  polifen&oacute;licos, alcaloides, flavonoides e terpenos demonstraram sintetizar nanopart&iacute;culas.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a14fig02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A bioss&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas usando plantas &eacute; uma quest&atilde;o para extensa investiga&ccedil;&atilde;o. No entanto, um mecanismo exato para a s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas deve ainda ser elucidado, embora in&uacute;meros mecanismos hipot&eacute;ticos tenham sido propostos por muitos pesquisadores. Absar Ahmad e colegas do Laborat&oacute;rio Nacional de F&iacute;sica (National Physical Laboratory), em Pune, na &Iacute;ndia, sugeriram que a s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas de ouro ocorre em fun&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons de prata pelos a&ccedil;&uacute;cares (aldoses) e cetonas presentes nesses extratos.</font></P>     <p><font size="3">Trabalhando no Departamento de Engenharia Qu&iacute;mica e Bioqu&iacute;mica, na Faculdade de Qu&iacute;mica e Engenharia Qu&iacute;mica, da Universidade de Xiamen, da Rep&uacute;blica Popular da China, Huang e colegas tamb&eacute;m apoiaram o fato de a s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas de prata ocorrer na presen&ccedil;a de biomol&eacute;culas redutoras presentes no extrato de folhas de <I>Cinnamomum camphora</I>. An&aacute;lise de espectroscopia no infravermelho (FT&#45;IR) tamb&eacute;m confirmou a presen&ccedil;a de grupos funcionais como: &#150;C&#150;O&#150;C, &#150;C&#150;O&#150;, &#150;C=C&#150;, e &#150;C=O&#150;, derivados de v&aacute;rios compostos heteroc&iacute;clicos. Presumia&#45;se que esses compostos bioativos atuavam como agentes redutores e de prote&ccedil;&atilde;o de cadeia de nanopart&iacute;culas de prata. Da mesma forma, a subst&acirc;ncia filantina extra&iacute;da de <I>Phyllanthus amarus</I> &eacute; respons&aacute;vel pela s&iacute;ntese de nanopart&iacute;culas de ouro e de prata. Os espectros de FT&#45;IR das nanopart&iacute;culas biosintetizadas descrevem uma mudan&ccedil;a na estrutura do grupo metoxi (&#150;OCH<SUB>3</SUB>) banda (1088 cm&#45;1) filantina ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o de nanopart&iacute;culas de prata ou de ouro. Essa mudan&ccedil;a foi atribu&iacute;da &agrave; liga&ccedil;&atilde;o com as nanopart&iacute;culas. No entanto, essa altera&ccedil;&atilde;o, nas nanopart&iacute;culas de ouro, era ligeiramente maior do que nas nanopart&iacute;culas de prata, indicando que a adsor&ccedil;&atilde;o de filantina na superf&iacute;cie das nanopart&iacute;culas de ouro foi mais eficiente do que em nanopart&iacute;culas de prata. Dependendo da concentra&ccedil;&atilde;o de filantina, obtiveram&#45;se diferentes formas de nanopart&iacute;culas de ouro e de prata.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a14img02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>RESOLVENDO O PROBLEMA DA RESIST&Ecirc;NCIA BACTERIANA A MULTIDROGAS COM NANOPART&Iacute;CULAS</b> O alarmante problema da resist&ecirc;ncia a multidrogas (MDR &#150; <I>multi&#45;drug resistance</I>) por parte de bact&eacute;rias patog&ecirc;nicas obrigou os pesquisadores a enfrentar o problema e a buscar novas drogas e mol&eacute;culas na natureza e outras fontes como as nanopart&iacute;culas. Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, alguns antibi&oacute;ticos de terceira gera&ccedil;&atilde;o como as cefalosporinas, imipenem, vancomicina e fluoroquinolonas t&ecirc;m apresentado maior risco de gerar resist&ecirc;ncia.</font></P>     <p><font size="3">Um exemplo importante de MDR &eacute; a <I>Staphylococcus aureus </I>resistente &agrave; meticilina (MRSA), que ainda est&aacute; entre as causas mais importantes de infec&ccedil;&otilde;es hospitalares associadas &agrave; bact&eacute;ria. Esta bact&eacute;ria &eacute; resistente a v&aacute;rios outros agentes antimicrobianos (beta&#45;lactama) e, consequentemente, o tratamento de <I>Staphylococcus aureus</I> resistente &agrave; meticilina depende da vancomicina. Contudo, a transmiss&atilde;o de plasm&iacute;deos de resist&ecirc;ncia de enterococos para <I>Staphylococci</I> resultou em um aumento em n&iacute;vel elevado de resist&ecirc;ncia &agrave; vancomicina entre <I>S. aureus</I>. Outro exemplo s&atilde;o enterococos resistentes &agrave; vancomicina (VRE) que t&ecirc;m capacidade de se adaptar a mudan&ccedil;as ambientais e desenvolver resist&ecirc;ncia antimicrobiana, levando a m&uacute;ltiplos fen&oacute;tipos resistentes &agrave; vancomicina. Eles s&atilde;o resistentes &agrave; ampicilina e outros antibi&oacute;ticos beta&#45;lact&acirc;micos. Para resolver o problema, tem sido conduzida em v&aacute;rias partes do mundo, a triagem de diferentes produtos naturais, por&eacute;m, com baixa taxa de sucesso. A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o para lidar com esse grave problema parece ser com o uso das nanopart&iacute;culas em geral e das nanopart&iacute;culas de prata, em particular.</font></P>     <p><font size="3"><b>NANOPART&Iacute;CULAS DE PRATA AMPLAMENTE USADAS</b></font></P>     <p><font size="3"><i>Nanopart&iacute;culas de prata e o potencial de matar germes</i></font></P>     <p><font size="3">Uma pesquisa realizada no PubMed a respeito das publica&ccedil;&otilde;es sobre propriedades antimicrobianas de nanopart&iacute;culas indica que a maioria dos artigos publicados &eacute; baseada no uso de nanopart&iacute;culas de prata seguidas por outras nanopart&iacute;culas, por exemplo, de ouro, &oacute;xido de tit&acirc;nio e &oacute;xido de zinco.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As nanopart&iacute;culas de prata s&atilde;o altamente eficientes contra doen&ccedil;as causadas por micr&oacute;bios como bact&eacute;rias (sobretudo <I>Staphylococcus aureus</I>, <I>Escherichia coli</I> e <I>Pseudomonas aeruginoa</I>) e fungos que causam infec&ccedil;&otilde;es de <I>ringworm</I> (micose de pele) e <I>Candida albicans. </I> A beleza dessas nanopart&iacute;culas &eacute; que elas atuam em sinergia e demonstram alta atividade quando comparada a seu uso isolado.</font></P>     <p><font size="3">Infec&ccedil;&otilde;es por micotoxinas tamb&eacute;m s&atilde;o um grave problema depois da resist&ecirc;ncia a multidrogas. Essas toxinas s&atilde;o produzidas principalmente por esp&eacute;cies diferentes de fungos como o <I>Aspergillus </I>e<I> Fusarium.</I> A toxina T&#45;2 &eacute; muito t&oacute;xica e &eacute; produzida por <I>F. sporotrichioides, F. poae, F. equiseti</I> e <I>F. acuminatum.</I> &Agrave;s vezes, o paciente morre com a toxina T&#45;2 em um curto espa&ccedil;o de tempo. </font></P>     <p><font size="3">Pesquisa conduzida pelo autor deste artigo no Laborat&oacute;rio de Nanobiotecnologia do Departmento de Biotecnologia, da Universidade SGB Amravati, em Amravati, estado de Maharashtra, na &Iacute;ndia central, reportou alta efic&aacute;cia de &oacute;leo de cravo contendo nanopart&iacute;culas de prata contra a toxina T&#45;2 produzida por fungo. O &oacute;leo nanofuncional  aumentou sua atividade fungicida quando usado em combina&ccedil;&atilde;o com nanopart&iacute;culas de prata. </font></P>     <p><font size="3">O controle de doen&ccedil;as virais causadas por diferentes v&iacute;rus que amea&ccedil;am a vida, como o causador da hepatite B, o HIV&#45;1, o simplex herpes tipo 1, o v&iacute;rus sincicial respirat&oacute;rio, v&iacute;rus de tacaribe, v&iacute;rus da var&iacute;ola de macacos e o v&iacute;rus da influenza s&atilde;o de dif&iacute;cil tratamento e h&aacute; uma necessidade de desenvolver uma nova gera&ccedil;&atilde;o de antimicrobianos.</font></P>     <p><font size="3">Normalmente, agentes antivirais agem diretamente nas membranas virais se ligando a camada proteica de revestimento do v&iacute;rus e destruindo sua estrutura ou interrompendo sua atividade. At&eacute; agora, a maior parte das pesquisas focaram na avalia&ccedil;&atilde;o da atividade antiviral de nanopart&iacute;culas de prata e j&aacute; se demonstrou que as nanopart&iacute;culas de prata s&atilde;o mais eficazes como agentes antivirais em fun&ccedil;&atilde;o de suas m&uacute;ltiplas intera&ccedil;&otilde;es com receptores de glicoprote&iacute;nas e/ou envelopes virais. Suas intera&ccedil;&otilde;es com biomol&eacute;culas virais sugerem que as nanopart&iacute;culas de prata t&ecirc;m um enorme potencial n&atilde;o apenas de enfrentar o desafio existente nas infec&ccedil;&otilde;es virais, mas tamb&eacute;m de aumentar a qualidade de terapias antivirais existentes.</font></P>     <p><font size="3">O professor Nelson Duran e colegas do Instituto de Qu&iacute;mica da Unicamp pesquisaram extensivamente as nanopart&iacute;culas de prata sintetizadas biologicamente no combate &agrave; leishmaniose e &agrave; onicomicose (doen&ccedil;a que ocorre nas unhas deformando&#45;as e, posteriormente, deteriorando&#45;as). N&atilde;o existe droga antif&uacute;ngica dispon&iacute;vel no mercado que possa curar o <I>ringworm</I> das unhas. Felizmente, as nanopart&iacute;culas de prata possuem efeito mortal nesses fungos, chamados de <I>Trichophyton rubrum.</I> Assim, esfor&ccedil;os t&ecirc;m sido feitos para o desenvolvimento de um gel ou creme com propriedades antimicrobianas que cure as feridas. Sua toxicidade tamb&eacute;m est&aacute; sendo avaliada. A pesquisa tamb&eacute;m tem focado a atividade antiviral de nanopart&iacute;culas de prata sendo os resultados bastante animadores.</font></P>     <p><font size="3"><b>PROMESSAS DE NANOPART&Iacute;CULAS MET&Aacute;LICAS EM ALIMENTOS E NA AGRICULTURA</b> Os nanomateriais verdes n&atilde;o s&atilde;o &uacute;teis apenas em medicamentos, mas tamb&eacute;m muito ben&eacute;ficos na agricultura: (i) para preserva&ccedil;&atilde;o e aumento da vida &uacute;til de frutas e verduras; (ii) no controle de pat&oacute;genos de plantas; (iii) e para promover o crescimento de plantas de cultivo.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/a14fig03.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Uma grande quantidade de frutas se deteriora rapidamente gra&ccedil;as a pat&oacute;genos de plantas. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio desenvolver novas estrat&eacute;gias baseadas na nanotecnologia para que as frutas possam ficar livres de doen&ccedil;as microbiais e sua vida &uacute;til possa aumentar. Nesse sentido, est&atilde;o em progresso pesquisas para o desenvolvimento de camadas de prote&ccedil;&atilde;o antimicrobianas baseadas em nanotecnologia para aumentar, portanto, a vida &uacute;til de frutas e verduras.</font></P>     <p><font size="3">Nos &uacute;ltimos cinco anos, tem crescido o interesse em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; s&iacute;ntese verde e ao uso de nanopart&iacute;culas de cobre como agentes potencialmente antimicrobianas contra pat&oacute;genos de plantas, especialmente, devido ao desenvolvimento de resist&ecirc;ncia pelos pat&oacute;genos aos fungicidas existentes. Fungicidas t&ecirc;m sido usados nos &uacute;ltimos 200 anos para o controle de doen&ccedil;as de plantas cultivadas. Notadamente, formula&ccedil;&otilde;es que usam cobre e enxofre ainda s&atilde;o usadas por fazendeiros. Contrariamente, no entanto, muitos desses produtos s&atilde;o banidos por in&uacute;meras raz&otilde;es incluindo quest&otilde;es de seguran&ccedil;a humana no que diz respeito ao uso de fungicidas qu&iacute;micos. Essas subst&acirc;ncias qu&iacute;micas tamb&eacute;m s&atilde;o respons&aacute;veis pelo aumento da polui&ccedil;&atilde;o ambiental. </font></P>     <p><font size="3">Uma &aacute;rea de pesquisa que merece aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a de uso de nanopart&iacute;culas para a promo&ccedil;&atilde;o do crescimento de plantas de cultivo, sendo que o crescimento microbiano causado pelo end&oacute;fito em nanopart&iacute;culas ser&aacute; muito &uacute;til para aumentar o crescimento dessas plantas e tamb&eacute;m para mant&ecirc;&#45;las livres de pat&oacute;genos.</font></P>     <p><font size="3">O papel de nanopart&iacute;culas na transfer&ecirc;ncia de genes tem sido observado, por exemplo na transfer&ecirc;ncia de gene feita pela <I>Agrobacterium tumefaciens </I>ou por meio de outros m&eacute;todos f&iacute;sicos como eletropora&ccedil;&atilde;o, microinje&ccedil;&atilde;o e biobal&iacute;stica. As nanopart&iacute;culas tamb&eacute;m podem ser usadas para a transfer&ecirc;ncia de genes em plantas. Os potenciais da tecnologia do DNA j&aacute; foram constatados por todos os biotecn&oacute;logos.</font></P>     <p><font size="3"><b>PERCEP&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA SOBRE NANOTECNOLOGIA</b> &Eacute; preciso organizar encontros p&uacute;blicos de modo a acabar com o medo das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; nanobiotecnologia verde, pois esse sentimento se compara ao medo em rela&ccedil;&atilde;o aos OGMs (organismos geneticamente modificados ou transg&ecirc;nicos), porque as pessoas s&atilde;o, em princ&iacute;pio, contr&aacute;rias &agrave; nanotecnologia em alimentos. Mas, na verdade, a nanobiotecnologia verde tem potencial para transformar a sociedade gra&ccedil;as &agrave; sua vasta aplica&ccedil;&atilde;o na medicina e agricultura.</font></P>     <p><font size="3">H&aacute; uma grande necessidade de aumentar a compreens&atilde;o dos cidad&atilde;os no que diz respeito &agrave; nanotecnologia em geral e &agrave; nanobiotecnologia verde em particular. Isso pode ser feito atrav&eacute;s da organiza&ccedil;&atilde;o de palestras, debates, filmes, exposi&ccedil;&otilde;es etc.</font></P>     <p><font size="3">O objetivo &uacute;ltimo dessa estrat&eacute;gia deve ser inculcar os valores da nanobiotecnologia verde no maior n&uacute;mero de pessoas. Acima de tudo, a participa&ccedil;&atilde;o e o engajamento p&uacute;blico &eacute; sempre necess&aacute;rio, porque nenhuma tecnologia pode ser implementada sem o envolvimento dos cidad&atilde;os.</font></P>     <p><font size="3"><b>AS NECESSIDADES DE PESQUISA</b> &Eacute; preciso promover a nanotecnologia verde, mostrando que &eacute; uma tecnologia ecologicamente correta e sustent&aacute;vel. Os professores Oswaldo Luiz Alves e Nelson Duran do Instituto de Qu&iacute;mica da Unicamp, deram um passo adiante ao associar o Laborat&oacute;rio NanoBioss ao programa SisNANO do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), do governo brasileiro e ao j&aacute; iniciarem atividades de pesquisa. Isso motivar&aacute; as jovens mentes a participarem de pesquisas interdisciplinares, em busca de solu&ccedil;&otilde;es ecologicamente corretas e economicamente vi&aacute;veis nessa &aacute;rea. No entanto, h&aacute; uma necessidade premente em se iniciar um laborat&oacute;rio em nanotecnologia verde. Isso requerer&aacute; colabora&ccedil;&otilde;es extensivas entre a academia, governo, ind&uacute;strias e p&uacute;blico para que esta tecnologia seja traduzida em a&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Mahendra Rai</b> &eacute; professor e chefe do Departamento de Biotecnologia, Universidade SGB Amravati, na &Iacute;ndia. Atualmente, ele &eacute; professor visitante do Instituto de Qu&iacute;mica, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em programa de pesquisa da Fapesp. Email:</i> <A HREF="mailto:mahendrarai@sgbau.ac.in">mahendrarai@sgbau.ac.in</A>.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>SUGEST&Otilde;ES DE LEITURA</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Birla, S. S.; Tiwari, V. V.; Gade, A. K.; Ingle, A. P.; Yadav, A. P. and Rai, M. K."Fabrication of silver nanoparticles by Phoma glomerata and its combined effect against Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa andStaphylococcus aureus". <i>Lett. Appl. Microbiol.</i>, vol.48, pp.173&#45;179. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Dur&aacute;n, N.; Priscyla, D.; Marcato; Oswaldo L. Alves; Gabriel IH De Souza, and Esp&oacute;sito,  Elisa. "Mechanistic aspects of biosynthesis of silver nanoparticles by several <i>Fusarium oxysporum</i> strains". <i>J. Nanobiotechnol.</i>, vol.3, nº.8, PMID: 16014167&nbsp;&nbsp;DOI: 10.1186/1477&#45;3155&#45;3&#45;8&nbsp;&nbsp;PII: 1477&#45;3155&#45;3&#45;8. 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Fayaz, A. M.; Balaji, K.; Girilal, M.; Kalaichelvan, P. T. and Venkatesan, R. "Mycobased synthesis of silver nanoparticles and their incorporation into sodium alginate films for vegetable and fruit preservation". <i>J. Agric. Food Chem</i>., vol.57, pp.6246&#45;6252. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Gade, A.; Gaikwad, S.; Tiwari, V.; Yadav, A.; Ingle, A. and Rai, M. "Biofabrication of silver nanoparticles by <i>Opuntia f&iacute;cus&#45;indica</i>: <i>in vitro</i> antibacterial activity and study of the mechanism involved in the synthesis". <i>Current Nanoscience</i>, vol.6, nº.4, pp.370&#45;375. 2010.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">Huang, J.; Chen, C.; He, N.; et al. "Biosynthesis of silver and gold nanoparticles by novel sun&#45;dried <i>Cinnamomum camphora</i> leaf". <i>Nanotechnology</i>, vol.18, pp.105&#150;06. 2007.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Marcato, P.D.; Duran, M.; Huber, S.; Rai, M.; Melo, P.S.; Alves, O.L. and Duran, N. "Biogenic silver nanoparticles and its antifungal activity as a new topical transungual drug delivery". <i>J. Nano Res</i>., vol.20, pp.99&#45;107. 2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Rai, M.; Gade, A. and Yadav, A. "Silver nanoparticles as a new generation of antimicrobials". <i>Biotechnol. Advan</i>., vol.27, nº.1, pp.76&#45;82. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Shiv Shanker, S.; Ahmad, A., Pashricha, R.  and Sastry, M. "Bioreduction of chloroaurate &iacute;ons by geranium leaves and its endophytic fungus yields gold nanoparticles of different shapes". <i>J. Mater. Chem</i>., vol.13, pp.1822&#45;1826. 2003.    </font></P>      ]]></body><back>
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