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<institution><![CDATA[,Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo Instituto Biológico Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Proteção Ambiental]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n3/ensaios.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>Um olhar sobre a  agricultura familiar, a sa&uacute;de humana e o ambiente</b></font></P>     <p><font size="3"><i>Magda Regina Santiago Moreira</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No &acirc;mbito da agricultura familiar h&aacute; uma import&acirc;ncia cada vez maior em se produzir hortali&ccedil;as e frutas com padr&otilde;es de qualidade, que sejam livres de res&iacute;duos de agrot&oacute;xicos e que n&atilde;o comprometam o ambiente agr&iacute;cola, respeitando&#45;se, tamb&eacute;m, os princ&iacute;pios da seguran&ccedil;a alimentar. Atualmente, o consumo de frutas e hortali&ccedil;as tornou&#45;se uma proposta de m&eacute;dicos e nutricionistas para uma dieta saud&aacute;vel e como uma alternativa, para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira e mundial, que evite a obesidade e suas consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de. </font></P>     <p><font size="3">A partir de junho de 2009, houve uma mudan&ccedil;a de cen&aacute;rio para a agricultura familiar brasileira. Atrav&eacute;s da Lei nº 11947 foi institu&iacute;do que, do total dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (FNDE), pelo menos "30% destinados &agrave;s aquisi&ccedil;&otilde;es para o abastecimento da merenda escolar dever&atilde;o ser endere&ccedil;ados &agrave;queles fornecedores, no &acirc;mbito do Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar (PNAE), diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organiza&ccedil;&otilde;es, priorizando&#45;se os assentamentos da reforma agr&aacute;ria, as comunidades tradicionais ind&iacute;genas e comunidades quilombolas"(1).</font></P>     <p><font size="3">O valor disponibilizado no ano de 2011 para o fornecimento da alimenta&ccedil;&atilde;o escolar aos 44 milh&otilde;es de benefici&aacute;rios di&aacute;rios do programa foi de aproximadamente R$ 3 bilh&otilde;es. Sendo assim, o mercado reservado exclusivamente para a agricultura familiar alcan&ccedil;ou o volume de aproximadamente R$ 1 bilh&atilde;o (2). Apesar de representar uma conquista, o mercado do PNAE imp&otilde;e tamb&eacute;m um grande desafio para as organiza&ccedil;&otilde;es produtivas da agricultura familiar. Nas regi&otilde;es metropolitanas brasileiras esse desafio &eacute; ainda maior, pois, devido ao elevado grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de agricultores familiares locais &eacute; significativamente menor. Assim, tais regi&otilde;es apresentam a condi&ccedil;&atilde;o particular de, apesar de possu&iacute;rem um mercado consumidor importante, n&atilde;o conseguirem gerar produ&ccedil;&atilde;o em quantidade suficiente por meio dos agricultores familiares. Como os recursos repassados para a alimenta&ccedil;&atilde;o escolar pelo PNAE/FNDE/MEC s&atilde;o proporcionais ao n&uacute;mero de alunos matriculados, parcela significativa desses recursos concentra&#45;se nessas cidades, que possuem um grande n&uacute;mero de habitantes por metro quadrado. As 100 maiores prefeituras (1,7% do total) recebem cerca de 30% dos recursos repassados aos munic&iacute;pios (2). Sendo assim, a Secretaria da Agricultura Familiar definiu a estrat&eacute;gia Nutre Brasil, que consiste em prestar apoio e promover a articula&ccedil;&atilde;o entre os gestores p&uacute;blicos respons&aacute;veis pelas compras do PNAE, nos maiores munic&iacute;pios do pa&iacute;s, e as organiza&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas da agricultura familiar com maior capacidade de fornecimento.</font></P>     <p><font size="3">Em S&atilde;o Paulo, estado que concentra 36 dos 100 maiores munic&iacute;pios do pa&iacute;s em termos de repasse do FNDE, foi firmada a parceria com o Instituto Via P&uacute;blica, como Organiza&ccedil;&atilde;o da Sociedade Civil de Interesse P&uacute;blico, escolhida por meio de chamada p&uacute;blica de projetos, trazendo a p&uacute;blico as reflex&otilde;es dos membros e parceiros do projeto Nutre S&atilde;o Paulo e contribuindo para o debate e desenvolvimento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas dirigidas para a agricultura familiar, das quais se beneficiam pessoas do campo e da cidade (2). Devido ao significativo volume de compras envolvido na alimenta&ccedil;&atilde;o dos alunos da rede p&uacute;blica paulista, o projeto Nutre SP objetivou os empreendimentos de agricultores familiares locais e regionais. Houve, no entanto, dificuldades de implementa&ccedil;&atilde;o, uma vez que o n&uacute;mero de agricultores que se enquadram no perfil exigido pelo projeto ainda &eacute; pequeno quando comparado ao total de agricultores familiares existentes. Portanto, fazer adequa&ccedil;&otilde;es no modo de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e identificar melhores formas de promover a comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es para o &ecirc;xito da viabilidade da agricultura familiar no mercado da merenda escolar. Percebemos ainda que, em virtude da grande demanda de merenda escolar, as compras realizadas dentro de cada estado acabaram impactando fornecedores estabelecidos fora do territ&oacute;rio estadual, transformando&#45;se, em v&aacute;rios casos, em uma quest&atilde;o nacional, e isso n&atilde;o foi previsto pelo Projeto Nutre Brasil, uma vez que seu prop&oacute;sito era o de apoiar a aquisi&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros produzidos pela agricultura familiar dentro de uma &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia delimitada. </font></P>     <p><font size="3"><b>PROGRAMAS LATINOS E EUROPEUS</b> Quase 20 pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina t&ecirc;m programas de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar, mas na maioria deles as a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o pequenas ajudas, tempor&aacute;rias e com baixo conte&uacute;do nutricional. Em apenas tr&ecirc;s pa&iacute;ses (Brasil, Panam&aacute; e Chile) as refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o asseguradas durante todo o ano letivo e em car&aacute;ter nacional. Nos dois &uacute;ltimos pa&iacute;ses mencionados, no entanto, a alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; para todos, mas seletiva e focalizada. No Chile, por exemplo, todos os alunos desfrutam do mesmo tipo de alimento, mas o seu pagamento ou isen&ccedil;&atilde;o depende da condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da fam&iacute;lia (3). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Na Europa, a alimenta&ccedil;&atilde;o escolar sempre foi tida como um direito da popula&ccedil;&atilde;o e primordial para a educa&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, com o decorrer dos anos, esse cen&aacute;rio foi se alterando para uma pr&aacute;tica em que as crian&ccedil;as saem da escola para ir almo&ccedil;ar em casa ou nas proximidades. An&aacute;lises dos programas p&uacute;blicos desses pa&iacute;ses n&atilde;o deixam claro qual a integra&ccedil;&atilde;o dos mesmos com as compras locais. Poucos os pa&iacute;ses europeus que ainda oferecem uma alimenta&ccedil;&atilde;o escolar gratuita.</font></P>     <p><font size="3">Por v&aacute;rias raz&otilde;es, atualmente, todos os pa&iacute;ses t&ecirc;m adotado pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que promovam o consumo, a produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel e o abastecimento de frutas e hortali&ccedil;as, visando a seguran&ccedil;a ambiental e nutricional e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, uma vez que as pesquisas demonstram que frutas e hortali&ccedil;as, cuja produ&ccedil;&atilde;o tenha controle ou aus&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de agroqu&iacute;micos, desempenham fun&ccedil;&atilde;o protetora no surgimento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis. Uma dieta com grande quantidade e variedade de frutas e hortali&ccedil;as est&aacute; associada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de 20% ou mais dos casos de c&acirc;ncer; o baixo consumo desses produtos est&aacute; relacionado &agrave; cerca de 31% das doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o e 11% dos casos de derrame. J&aacute; est&aacute; comprovada, tamb&eacute;m, a redu&ccedil;&atilde;o no risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as cardiovasculares proporcionada pela combina&ccedil;&atilde;o de antioxidantes, micronutrientes, subst&acirc;ncias fitoqu&iacute;micas e fibras encontradas nesses alimentos (4).</font></P>     <p><font size="3">Em Roma, por exemplo, a mudan&ccedil;a nas compras de alimentos come&ccedil;ou, gradualmente, no final da d&eacute;cada de 1990. Baseada em uma legisla&ccedil;&atilde;o nacional que tentava barrar a importa&ccedil;&atilde;o de carnes bovinas contaminadas pelo mal da vaca louca, em favor de alimentos produzidos localmente, em particular os integrais e org&acirc;nicos, a administra&ccedil;&atilde;o municipal iniciou uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o no sistema de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar. Desde a constata&ccedil;&atilde;o de que os jovens romanos estavam cada vez mais obesos e que os saud&aacute;veis h&aacute;bitos de consumo de comida mediterr&acirc;nea estavam sendo abandonados, foi iniciado um trabalho junto aos 20 distritos municipais para padronizar as licita&ccedil;&otilde;es e foram estabelecidos crit&eacute;rios de pontua&ccedil;&atilde;o para certifica&ccedil;&otilde;es ambientais, sendo o projeto muito bem sucedido. Tal projeto inspirou experi&ecirc;ncia semelhante no estado de S&atilde;o Paulo, no caso do morango com selo de qualidade, produtos org&acirc;nicos e para a oferta de servi&ccedil;os (educativos, treinamento etc) por parte das companhias participantes de licita&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">Na cidade de Londres, ap&oacute;s a d&eacute;cada de 1990, os gestores p&uacute;blicos voltaram a se preocupar com quest&otilde;es que haviam sido afastadas das preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o escolar brit&acirc;nica: a necessidade de reverter o crescimento da obesidade, de promover a redu&ccedil;&atilde;o dos impactos ambientais e adotar pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o social. A partir de incentivos, os administradores distritais foram motivados a adotar uma agenda de compras locais, visando tamb&eacute;m &agrave; qualidade dos produtos <i>in natura</i> (2).</font></P>     <p><font size="3">No Brasil, assim como em outros pa&iacute;ses, o consumo de hortali&ccedil;as e frutas com selo de qualidade, informando que o produto est&aacute; com n&iacute;veis de res&iacute;duos de agrot&oacute;xicos e ingredientes ativos permitidos pela legisla&ccedil;&atilde;o, ainda &eacute; mais vinculado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de maior poder aquisitivo, o que &eacute; facilmente comprovado pela an&aacute;lise da frequenta&ccedil;&atilde;o dos grandes supermercados e feiras de produtos org&acirc;nicos. </font></P>     <p><font size="3">Com rela&ccedil;&atilde;o ao sistema brasileiro de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, de uma maneira geral, percebe&#45;se que os &oacute;rg&atilde;os de extens&atilde;o rural v&ecirc;m lutando contra o uso indevido de agrot&oacute;xicos e a classe agron&ocirc;mica, os produtores, v&ecirc;m pleiteando o registro pelo Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (Mapa) de produtos qu&iacute;micos para aplica&ccedil;&atilde;o em culturas agr&iacute;colas de produ&ccedil;&atilde;o em pequena escala, porque a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira dificulta as boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas por n&atilde;o disponibilizar para as pequenas culturas (<i>minor crops</i>), as hortali&ccedil;as em particular, um n&uacute;mero suficiente de ingredientes ativos para combate a doen&ccedil;as e pragas agr&iacute;colas, ou seja, os produtos registrados n&atilde;o cobrem todas as culturas, conduzindo o agricultor familiar a a&ccedil;&otilde;es de uso indevido de agrot&oacute;xicos, n&atilde;o raro, com a coniv&ecirc;ncia do engenheiro agr&ocirc;nomo respons&aacute;vel pelo receitu&aacute;rio agron&ocirc;mico que, encontrando&#45;se num impasse entre seguir a lei ou seus conhecimentos t&eacute;cnicos, procura ajudar o agricultor prescrevendo o produto registrado para um determinado cultivo que, na verdade, ser&aacute; utilizado em outro. A problem&aacute;tica n&atilde;o &eacute; t&atilde;o complexa, mas os interesses da ind&uacute;stria de agrot&oacute;xicos e da ind&uacute;stria de g&ecirc;neros aliment&iacute;cios nem sempre s&atilde;o totalmente compat&iacute;veis, do ponto de vista ambiental, o que tem criado uma importante quest&atilde;o para o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pec&uacute;aria e Abastecimento e para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama) na rela&ccedil;&atilde;o com os agricultores. Esse di&aacute;logo j&aacute; se arrasta por mais de duas d&eacute;cadas no Brasil, apesar de algumas a&ccedil;&otilde;es isoladas em estados brasileiros que, em busca de alternativas para o agricultor, t&ecirc;m encontrado alternativos para o controle de pragas e doen&ccedil;as e pleiteado o registro de produtos mais adequados. </font></P>     <p><font size="3"><b>NORMATIZA&Ccedil;&Atilde;O NECESS&Aacute;RIA</b> Ainda sobre os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, uma nova ordem est&aacute; sendo buscada, atrav&eacute;s da constru&ccedil;&atilde;o de um conjunto de normas e de um sistema de garantia de qualidade do produto hort&iacute;cola, por exemplo, na regi&atilde;o paulista do Alto Tiet&ecirc;, por meio de um projeto de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas da Fapesp, que analisou a qualidade f&iacute;sico&#45;qu&iacute;mica e microbiol&oacute;gica da &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o daqueles cultivos. Novas institui&ccedil;&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o da conformidade participativa dos produtos s&atilde;o necess&aacute;rias, assim como uma estrutura de governan&ccedil;a que d&ecirc; suporte para a transforma&ccedil;&atilde;o gradual do padr&atilde;o tecnol&oacute;gico dos agricultores familiares (5). A produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de frutas e hortali&ccedil;as org&acirc;nicas, por exemplo,  nos assegura um produto saud&aacute;vel e sem agroqu&iacute;micos, e essa saudabilidade  &eacute; garantida, aqui no Brasil, por uma Associa&ccedil;&atilde;o de Agricultura Org&acirc;nica, atrav&eacute;s de um selo de qualidade. Mas isso ainda acontece de forma diminuta em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de consumidores. Em geral, o cultivo de hortali&ccedil;as no Brasil faz uso de agrot&oacute;xicos.</font></P>     <p><font size="3">Percebe&#45;se que &eacute; cada vez mais importante valorizar a agricultura familiar org&acirc;nica, tamb&eacute;m por meio do fortalecimento do cooperativismo e associa&ccedil;&otilde;es, embora ainda se encontre alguma dificuldade de ades&atilde;o dos agricultores, em fun&ccedil;&atilde;o de tradi&ccedil;&atilde;o familiar, condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas etc. </font></P>     <p><font size="3">&Eacute; considerado agricultor familiar no Brasil aquele que atende os seguintes requisitos:</font></P> <ul>   <li type="square"><font size="3"> n&atilde;o detenha, a qualquer t&iacute;tulo, &aacute;rea maior do que 4 (quatro) m&oacute;dulos fiscais;</font></li>   <li type="square"><font size="3"> tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econ&ocirc;micas vinculadas ao pr&oacute;prio estabelecimento ou empreendimento; </font></li>   <li type="square"><font size="3"> dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua fam&iacute;lia;</font></li>   <li type="square"><font size="3"> utilize predominantemente m&atilde;o de obra familiar nas atividades econ&ocirc;micas do seu estabelecimento ou empreendimento (6).</font></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">J&aacute; a agricultura familiar mundial caracteriza&#45;se por:</font></P> <ul>   <li type="square"><font size="3"> apresentar interface entre trabalho e gest&atilde;o; </font></li>   <li type="square"><font size="3">&ecirc;nfase na diversifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, na sustentabilidade do uso dos recursos naturais e na qualidade de vida; </font></li>   <li type="square"><font size="3"> tomada de decis&otilde;es ligada ao alto grau de imprevisibilidade do processo produtivo;</font></li>   <li type="square"><font size="3"> predom&iacute;nio do trabalho assalariado complementar, mesmo que apenas quando a fam&iacute;lia apresenta falta de condi&ccedil;&otilde;es de desempenhar todas as atividades produtivas (7).</font></li>     </ul>     <p><font size="3">Comparando&#45;se o modelo patronal ao familiar, observa&#45;se no primeiro completa separa&ccedil;&atilde;o entre gest&atilde;o e trabalho, organiza&ccedil;&atilde;o centralizada, &ecirc;nfase na especializa&ccedil;&atilde;o e nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas padroniz&aacute;veis, predom&iacute;nio de trabalho assalariado, tecnologia voltada &agrave;s decis&otilde;es de oportunidades de momento, tecnologias voltadas principalmente &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da necessidade de m&atilde;o de obra e pesada depend&ecirc;ncia de insumos adquiridos (8). E &eacute; isso que acontece nas grandes culturas como a da cana de a&ccedil;&uacute;car, no estado de S&atilde;o Paulo, e a da soja, em n&iacute;vel nacional, sendo esse o modelo tecnol&oacute;gico predominante da agricultura brasileira em larga escala.</font></P>     <p><font size="3">As monoculturas (cultivo de uma &uacute;nica cultura agr&iacute;cola) ou a rota&ccedil;&atilde;o de culturas (alterna&ccedil;&atilde;o de um cultivo de uma cultura agr&iacute;cola com outra no ano), mas com plantios intensivos em grandes &aacute;reas, diferentemente da agricultura familiar, t&ecirc;m colaborado para a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental atrav&eacute;s do manejo inadequado do solo e da &aacute;gua e do uso excessivo de agrot&oacute;xicos. A estimativa da safra nacional de 2013 de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185 milh&otilde;es de toneladas, superior 14,2% &agrave; obtida em 2012 (161,9 milh&otilde;es de toneladas), e com varia&ccedil;&atilde;o absoluta positiva de 3.637.423 toneladas na compara&ccedil;&atilde;o com a estimativa de mar&ccedil;o (2,0%). A &aacute;rea a ser colhida em 2013, de 52,8 milh&otilde;es de hectares, mostrou acr&eacute;scimo de 8,2% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; 2012 (48,8 milh&otilde;es de hectares). O arroz, o milho e a soja s&atilde;o os tr&ecirc;s principais produtos desse grupo, que somados representaram 92,4% da estimativa da produ&ccedil;&atilde;o e corresponderam a 86,1% da &aacute;rea a ser colhida no Brasil. Comparativamente a 2012, na produ&ccedil;&atilde;o, os acr&eacute;scimos foram de 5,1% para o arroz, de 9,1% para o milho e de 23,3% para a soja (9).</font></P>     <p><font size="3">Por&eacute;m, observa&#45;se que houve uma maior conscientiza&ccedil;&atilde;o, em geral, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso racional de agrot&oacute;xicos, at&eacute; por for&ccedil;a de novos posicionamentos do mercado consumidor de g&ecirc;neros aliment&iacute;cios no estado de S&atilde;o Paulo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua em &aacute;rea de arroz irrigado por inunda&ccedil;&atilde;o no Vale do Para&iacute;ba,  em amostragens realizadas em setembro de 1999 (antes da aplica&ccedil;&atilde;o do inseticida no campo de arroz) e mensais de outubro de 1999 (5 dias ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o) at&eacute; maio de 2000 utilizando&#45;se o inseticida carbofurano formulado a 5% deste ingrediente ativo (com pequena m&aacute;quina que produzia efeitos semelhantes a aplica&ccedil;&atilde;o a lan&ccedil;o), verificando&#45;se o n&iacute;vel de dano econ&ocirc;mico, portanto, apenas quando o inseto gorgulho aqu&aacute;tico do arroz compromete a produ&ccedil;&atilde;o, constatou&#45;se que nas amostras de &aacute;gua foram detectados res&iacute;duos, ainda que n&atilde;o em volume representativo. Na &aacute;gua bruta e de abastecimento do distrito industrial de Taubat&eacute;, tratada pela Sabesp, no mesmo per&iacute;odo n&atilde;o foi detectado res&iacute;duo de carbofurano (10). </font></P>     <p><font size="3"> Mas, tanto no Brasil quanto em alguns pa&iacute;ses europeus, a qualidade da &aacute;gua subterr&acirc;nea, por exemplo, ainda est&aacute; amea&ccedil;ada por pesticidas (11) e ainda ocorrem muitos problemas de contamina&ccedil;&atilde;o ambiental por pesticidas em virtude de transporte, lixivia&ccedil;&atilde;o e escoamento superficial, juntamente com as part&iacute;culas de solo ou da &aacute;gua, comprometendo enormes &aacute;reas agricult&aacute;veis, o abastecimento p&uacute;blico, animais e popula&ccedil;&otilde;es inteiras de consumidores e de habitantes de determinadas regi&otilde;es. </font></P>     <p><font size="3">Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como o Brasil, h&aacute; ainda muita car&ecirc;ncia de profissionais que possam dar assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e orienta&ccedil;&otilde;es aos agricultores familiares sobre, principalmente, inova&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas da &aacute;rea e melhor manejo do solo, o que contribuiria para que as gera&ccedil;&otilde;es futuras possam  usufruir de uma nova realidade onde haja  produ&ccedil;&atilde;o racional de alimentos, energia e bens produzidos dentro de padr&otilde;es &eacute;ticos e sustent&aacute;veis. Programas como o PNAE poder&atilde;o, se bem implementados, ajudar os pequenos agricultores a serem, mais que produtores, agentes de mudan&ccedil;as.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Magda Regina Santiago Moreira</b> &eacute; engenheira agr&ocirc;noma, pesquisadora cient&iacute;fica do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental, do Instituto Biol&oacute;gico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de S&atilde;o Paulo.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Brasil. Lei nº 11947, de 16 de junho de 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Siliprandi, E.; Belik, W. "A agricultura familiar e o atendimento &agrave; demanda institucional das grandes cidades". In: Cor&aacute;, M. A. J., Belik, W. (Orgs.). <I>An&aacute;lise da inclus&atilde;o da agricultura familiar na alimenta&ccedil;&atilde;o escolar no estado de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo: Instituto Via P&uacute;blica, 2012</I>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/alimenta&#45;o&#45;escolar/arquivos&#45;2012/Publica%C3%A7%C3%A3oNutreS%C3%83OPAULO.pdf" target="_blank">http://www.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/alimenta&#45;o&#45;escolar/arquivos&#45;2012/Publica%C3%A7%C3%A3oNutreS%C3%83OPAULO.pdf</a>. Acesso em: 18/01/2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Belik, W. e Souza, R. (2009). "Algumas reflex&otilde;es sobre os programas de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar na Am&eacute;rica Latina". <I>Planejamento e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas Ipea</I> nº 33 jul/dez.2009, p.103&#45;122.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. <a href="http://www.agricultura.gov.br/arq.../Hortalicas/.../A_Politica_Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o e as Iniciativas para aumentar o consumo de frutas e hortali&ccedil;as no Brasil.pdf" target="_blank">www.agricultura.gov.br/arq.../Hortalicas/.../A_Politica_Nacional de Alimentação e Nutrição e as Iniciativas para aumentar o consumo de frutas e hortaliças no Brasil.pdf</a>.  Acesso em16/12/2011.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Chalita, M.A.N. &amp; Carvalho, Y.M.C. "Potencialidades do envolvimento  social em torno da constru&ccedil;&atilde;o do selo de qualidade ambiental na regi&atilde;o das cabeceiras do Tiet&ecirc;". <I>Textos para discuss&atilde;o</I>. S&atilde;o Paulo. TD&#45;IEA n.20/2010.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Brasil.  Lei da Agricultura Familiar (Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006).    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. <a href="http://www.ceplac.gov.br/radar/artigos" target="_blank">www.ceplac.gov.br/radar/artigos</a>. Acesso em 08/06/2011.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Veiga, J.E. "Debates&#45; Agricultura familiar e sustentabilidade". <I>Cadernos 396 de Ci&ecirc;ncia &amp; Tecnologia</I>, Bras&iacute;lia, v.13, nº 3, p.383&#45;404, 1996.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9. <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/lspa_201304comentarios.pdf" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/lspa_201304comentarios.pdf</a> . Acesso em 19/05/2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Santiago, M. R. "Impactos ao ambiente e riscos potenciais &agrave; sa&uacute;de, Decorrentes do uso de carbofuran em &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o de arroz, Taubat&eacute;, S&atilde;o Paulo". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em sa&uacute;de p&uacute;blica, 2001, 72 p. &#150; Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo , USP , S&atilde;o Paulo,  2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">11. FAO &#150; Irrigation and drainage paper 55, Rome, 1996. 101p.    </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>FONTES CONSULTADAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3"><a href="http://www.cati.sp.gov.br/projetolupa/index.php" target="_blank">www.cati.sp.gov.br/projetolupa/index.php</a>.{acesso em 16/01/2012}. <a href="http://www.fao.org/fcit/fcit&#45;home/en" target="_blank">www.fao.org/fcit/fcit&#45;home/en</a> {acesso em 07/6/2013}</font> ]]></body><back>
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