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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/sessao(mun).jpg"></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a09img01.jpg" ></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Projeto europeu transforma o olhar e a participa&ccedil;&atilde;o de jovens</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meio &agrave; crise da educa&ccedil;&atilde;o e da economia internacional, o projeto europeu Sis Catalyst encara o desafio de contribuir para transformar jovens em agentes de mudan&ccedil;a, sobretudo no que diz respeito &agrave; inclus&atilde;o social. O objetivo principal &eacute; "ir al&eacute;m da compreens&atilde;o compartilhada para a co-cria&ccedil;&atilde;o de um futuro sustent&aacute;vel atrav&eacute;s da inclus&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens como atores sociais no desenvolvimento de pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas", como enfatiza a inglesa Tricia Jenkings, fundadora do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O di&aacute;logo de crian&ccedil;as de 7 a 14 anos com gestores e tomadores de decis&otilde;es comp&otilde;em as linhas de a&ccedil;&atilde;o do projeto que visa envolver diferentes atores na defini&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do de programas educacionais que disseminem ci&ecirc;ncia na sociedade, atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es como escolas, universidades, institui&ccedil;&otilde;es culturais, festivais e museus de ci&ecirc;ncia. "Sempre me pareceu intrinsicamente errado que o sistema de educa&ccedil;&atilde;o fosse usado para refor&ccedil;ar os sistemas de classe e poder da sociedade", afirma Tricia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O projeto investe em uma mudan&ccedil;a de cultura para que os adultos assumam a responsabilidade de encontrar formas de consultar as crian&ccedil;as e reconhecer que as ideias e opini&otilde;es dos jovens s&atilde;o t&atilde;o importantes quanto as de institui&ccedil;&otilde;es e governos. "Tamb&eacute;m acreditamos que as crian&ccedil;as precisam entender que verdadeiramente t&ecirc;m responsabilidade, que s&atilde;o confi&aacute;veis, respeitadas e que ser&atilde;o ouvidas", enfatiza Tricia, que atua na Universidade de Liverpool.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a09img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DI&Aacute;LOGOS POSS&Iacute;VEIS</b> Um exemplo dessa capacita&ccedil;&atilde;o, ou empoderamento, ocorreu em 2012 quando jovens de 20 pa&iacute;ses se reuniram em Bucareste, na Rom&ecirc;nia, durante dois dias com representantes ministeriais e de institui&ccedil;&otilde;es de ensino da Uni&atilde;o Europeia para debater o futuro da educa&ccedil;&atilde;o superior. Marina Gon&ccedil;alves, uma jovem brasileira de 14 anos, participou do encontro. "O que mais me surpreendeu foi que em pa&iacute;ses de culturas completamente distintas, os problemas se repetiam; como, por exemplo, o custo da educa&ccedil;&atilde;o superior e a grande quantidade de alunos por sala dentro de escolas p&uacute;blicas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Matteo Merzagora e Andrew Abrahamson, membros do projeto, os jovens tiveram a oportunidade de expressar suas opini&otilde;es aos ministros e pol&iacute;ticos e discutir o futuro da educa&ccedil;&atilde;o. "No entanto, essa influ&ecirc;ncia &eacute; muito individual e pessoal", avaliam. Para Marina ter a oportunidade de dar a sua opini&atilde;o muda a vida dos jovens. "Ter a chance de sentar com uma personalidade pol&iacute;tica e question&aacute;-la, foi muito importante, pois mostrou que, al&eacute;m de tudo, conseguimos ter voz para ir atr&aacute;s do que queremos. Fizemos perguntas que literalmente fizeram com que ministros co&ccedil;assem a cabe&ccedil;a em busca de respostas", relata.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O projeto atua como um catalisador, ajudando os dois lados da equa&ccedil;&atilde;o a reagir uns com os outros da melhor maneira poss&iacute;vel", explicam Merzagora e Abrahamson. Para eles, o sucesso da atua&ccedil;&atilde;o do projeto ser&aacute; traduzido em sua capacidade de influenciar futuras a&ccedil;&otilde;es de indiv&iacute;duos ou institui&ccedil;&otilde;es. Segundo Tricia, esse impacto j&aacute; pode ser sentido. "Posso ver o pensamento por tr&aacute;s do Sis Catalyst ressoando n&atilde;o apenas dentro da Uni&atilde;o Europeia mas tamb&eacute;m de modo mais amplo como em recente documento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas que cita palavras como confian&ccedil;a e respeito m&uacute;tuos - centrais no projeto - como pe&ccedil;as-chave de mudan&ccedil;as. O projeto, que termina em 2014, tem financiamento de 3,6 milh&otilde;es de libras da Comiss&atilde;o Europeia, agrega 16 parceiros na Europa e 19 consultores em todo o mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Marcela Salazar Granada</i></font></p>      ]]></body>
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