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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Genômica e modularidade morfológica: como genes espectadores, sintenia genômica e arrastamento constroem e restringem opções evolutivas emergentes]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/sessao(ea).jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gen&ocirc;mica e modularidade morfol&oacute;gica: como genes espectadores, sintenia gen&ocirc;mica e arrastamento constroem e restringem op&ccedil;&otilde;es evolutivas emergentes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Michael Crawford     <br> Tradu&ccedil;&atilde;o de Germana Barata</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Tenho dois pequenos embri&otilde;es em esp&iacute;rito, para os quais esqueci     <br> de anotar os nomes, e n&atilde;o sou muito capaz de determinar a qual classe     <br> eles pertencem. Eles poderiam ser lagartos, pequenos p&aacute;ssaros, ou ser     <br> mam&iacute;feros muito jovens. O desenvolvimento da cabe&ccedil;a e do tronco     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> nesses animais &eacute; t&atilde;o parecida. As extremidades ainda n&atilde;o est&atilde;o presentes     <br> nesses embri&otilde;es. Mesmo que elas estivessem presentes nos primeiros     <br> est&aacute;gios de desenvolvimento, elas n&atilde;o ensinariam nada j&aacute; que as patas     <br> dos lagartos e mam&iacute;feros em desenvolvimento, as asas e patas das aves,     <br> como as m&atilde;os e p&eacute;s das pessoas, possuem a mesma forma b&aacute;sica. </i></font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Karl Ernst von Baer (1828)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>E</b>m 1979, Gould e Lewontin defenderam uma vis&atilde;o menos reducionista da evolu&ccedil;&atilde;o (1). Eles argumentaram que as teorias dominantes, aquelas que eram centradas no gene (neodarwinistas), colocaram &ecirc;nfase indevida sobre as caracter&iacute;sticas individuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Eles sugeriram que tais abordagens tendiam a confundir as consequ&ecirc;ncias indiretas das decis&otilde;es arquitet&ocirc;nicas com a caracter&iacute;stica sobre a qual a sele&ccedil;&atilde;o natural realmente operava. Al&eacute;m disso, eles argumentaram que a "bagagem" de tra&ccedil;os ancestrais reduzia a latitude dispon&iacute;vel para a inova&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica. Este argumento foi posteriormente ampliado por Gould (2). Os recentes avan&ccedil;os na biologia gen&eacute;tica faz com que valha a pena rever esse argumento.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por exemplo, fica claro que as sequ&ecirc;ncias reguladoras de DNA altamente conservadas do genoma se juntam em blocos maiores de regula&ccedil;&atilde;o que podem expandir-se para englobar diversos genes. Essa tend&ecirc;ncia enfatiza o grau no qual a heran&ccedil;a ancestral desempenha um papel em direcionar e restringir a gen&eacute;tica que sustenta a embriog&ecirc;nese e a evolu&ccedil;&atilde;o, respectivamente. Os esfor&ccedil;os recentes de sequenciamento indicaram que h&aacute; um grande n&uacute;mero de RNA que s&atilde;o transcritos mas n&atilde;o traduzidos, mas que desempenham um papel na regula&ccedil;&atilde;o da atividade do gene. Muitos deles s&atilde;o transcritos de forma coordenada a partir de sequ&ecirc;ncias que est&atilde;o pr&oacute;ximas a genes importantes. Juntas, essas descobertas sugerem que uma revis&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o, dentro do paradigma e da cr&iacute;tica de Gould e Lewontin, poderia revelar-se &uacute;til para iluminar como a modularidade do genoma tornou-se uma propriedade emergente que trabalha sobre a embriog&ecirc;nese e a evolu&ccedil;&atilde;o. Neste artigo, vamos resumir o sucesso do reducionismo, especialmente na defini&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es moleculares que regulam os genes, as c&eacute;lulas e os tecidos durante a forma&ccedil;&atilde;o do embri&atilde;o. N&oacute;s, ent&atilde;o, nos debru&ccedil;aremos sobre algumas das tentativas mais recentes, hol&iacute;sticas baseadas na fenomenologia, para que grandes conjuntos de dados fa&ccedil;am sentido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gould e Lewontin usaram uma met&aacute;fora poderosa para explicar sua cr&iacute;tica &agrave; vis&atilde;o de evolu&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento reducionista e centrada no gene (1). A t&iacute;tulo de exemplo, eles citaram os "rins" (ou, talvez mais corretamente os pendentes) da bas&iacute;lica veneziana de S&atilde;o Marco (<a href="#fig1">Fig. 1</a>). Quando os arquitetos da igreja montaram uma c&uacute;pula sobre uma matriz quadrada de arcos de sustenta&ccedil;&atilde;o, havia lacunas deixadas para preencher os cantos. O preenchimento, o qual Gould e Lewontin erroneamente denominaram rins, ocupou, e, em seguida, decorou os espa&ccedil;os nos quais a c&uacute;pula n&atilde;o poderia facilmente atingir os cantos quadrados. Uma vez que essas fus&otilde;es de canto da c&uacute;pula tinha sido instaladas e decoradas, impuseram um motivo quadrangular sobre o teto: hipoteticamente, a c&uacute;pula poderia ter recebido projetos do mosaico de azulejos que eram 3, 5, 6, 7 ou mais sim&eacute;tricos, no entanto, todas essas op&ccedil;&otilde;es teriam ressoado mal com os 4 cantos decorados. Com efeito, a decora&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o arquitet&ocirc;nica preliminar - uma c&uacute;pula repousada em cima de um quadrado com quatro arcos - estava sendo ditada pelo preenchimento de canto ... o design a posteriori. Em ess&ecirc;ncia, eles argumentaram que pelo menos algumas morfologias poderiam ser consideradas como os acidentes indiretos de decis&otilde;es antepassadas e arquitet&ocirc;nicas mais prim&aacute;rias, e que essas caracter&iacute;sticas acidentais poderiam mais tarde ser utilizadas para alterar e informar modifica&ccedil;&otilde;es da estrutura prim&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a12fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, Gould e Lewontin (1979) argumentaram que as decis&otilde;es preliminares e os rins combinados constituem uma "bagagem" de tra&ccedil;os ancestrais que restringem a latitude dispon&iacute;vel para a inova&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica. Gould elaborou, mais tarde, sobre este tema, para sugerir que as restri&ccedil;&otilde;es n&atilde;o precisam ser consideradas apenas como uma limita&ccedil;&atilde;o, mas como um &iacute;mpeto fornecedor de uma canaliza&ccedil;&atilde;o construtiva para a evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica (2, p.1032). &Agrave; luz de recentes tentativas de organizar e dar sentido &agrave;s grandes quantidades de dados decorrentes dos projetos genoma, sua cr&iacute;tica parece ser particularmente perspicaz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o per&iacute;odo de algumas horas ou dias, a c&eacute;lula &uacute;nica de um novo embri&atilde;o se desenvolve em uma variedade de tipos de c&eacute;lulas e tecidos extremamente complexos e que sofrem r&aacute;pidas mudan&ccedil;as. Em estudos de vertebrados tetr&aacute;podes, que tomaremos como exemplo, tem havido uma consider&aacute;vel consterna&ccedil;&atilde;o a respeito do como as morfologias emergem e, principalmente, como &eacute; que, apesar de grandes diferen&ccedil;as na forma final e fun&ccedil;&atilde;o do corpo, esses diferentes animais, parecem todos passar por um est&aacute;gio embrion&aacute;rio, no qual eles s&atilde;o muito semelhantes. Essa conserva&ccedil;&atilde;o do processo se tornou conhecida como o est&aacute;gio filot&iacute;pico e foi observado pela primeira vez por von Baer (3). Uma das causas principais dessa semelhan&ccedil;a reside na conserva&ccedil;&atilde;o de genes ancestrais e suas respectivas redes de sinaliza&ccedil;&atilde;o - a chamada "homologia profunda" que subjaz a morfog&ecirc;nese. Resumidamente, independentemente de se estar estudando mosca, r&atilde;, peixe ou humanos, os genes semelhantes est&atilde;o direcionando a forma&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os e estruturas an&aacute;logos. Recentemente, ficou evidente que essas redes de genes hom&oacute;logos est&atilde;o sendo ampliadas e implantadas de modo imprevisto e que podem ser reveladas atrav&eacute;s da reinven&ccedil;&atilde;o da maneira para a qual olhamos para os dados. Por exemplo, uma abordagem recente sobre a caracteriza&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, ou seja, a chamada filoestratigrafia paleogen&ocirc;mica tem aumentado a evid&ecirc;ncia fornecida pela estrutura do grupo de genes <i>Hox</i> de que os vertebrados s&atilde;o dotados de um plano gen&eacute;rico e robusto de corpo e sobre o qual as morfologias variantes podem ser constru&iacute;das.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vamos discutir como as homologias gen&eacute;ticas, sintenias (blocos de genes preservados em conjuntos ordenados ao longo de cromossomos), sequ&ecirc;ncias repetitivas de DNA (que conferem coer&ecirc;ncia regulat&oacute;ria para genes dentro desses blocos sint&ecirc;nicos), e a implanta&ccedil;&atilde;o de RNAs transcritos n&atilde;o codificantes, ilustram o grau pelo qual a "bagagem" emerge para desempenhar um papel evolutivamente construtivo. Dois temas v&atilde;o se desenvolver &agrave; medida que revelamos essas descobertas. Em primeiro lugar, as abordagens mais antigas da biologia, predominantes at&eacute; o s&eacute;culo XX e que ganharam proemin&ecirc;ncia na cataloga&ccedil;&atilde;o de dados e na caracteriza&ccedil;&atilde;o de regras operacionais gerais, apresentam relev&acirc;ncia renovada. A fenomenologia e abordagens hol&iacute;sticas est&atilde;o ressurgindo como uma estrat&eacute;gia &uacute;til para sobreviver ao ataque de esmagamento de dados reducionistas. Em segundo lugar, a modularidade gen&ocirc;mica e funcional &eacute; emergente e funciona tanto para constranger quanto para canalizar a inova&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARESSURREI&Ccedil;&Atilde;O DAS ABORDAGENS FENOMENOL&Oacute;GICAS</b> Quando os investigadores desmontam e estudam as vias de sinaliza&ccedil;&atilde;o gen&eacute;ticas e celulares, eles sup&otilde;em que uma vis&atilde;o atom&iacute;stica de um sistema, em suma, vai aproximar a realidade do todo. Uma das ironias desta abordagem reducionista/neo-darwinista das quest&otilde;es biol&oacute;gicas &eacute; que seu pr&oacute;prio sucesso criou conjuntos de dados que s&atilde;o grandes demais para compreender como uma sucess&atilde;o de partes separadas. Por exemplo, uma &uacute;nica via de transdu&ccedil;&atilde;o de sinal (a cadeia de intera&ccedil;&otilde;es moleculares que liga a recep&ccedil;&atilde;o de um est&iacute;mulo na superf&iacute;cie da c&eacute;lula a ativadores que alteram o comportamento de genes espec&iacute;ficos) pode envolver dezenas de participantes diretos e muitas dezenas de moderadores adicionais. A din&acirc;mica de uma dessas redes de sinaliza&ccedil;&atilde;o pode ser muito dif&iacute;cil, tanto para entender como prever porque a cadeia de causa e efeito n&atilde;o &eacute; necessariamente linear. Na verdade, quando se considera que v&aacute;rias redes de sinaliza&ccedil;&atilde;o diferentes operam dentro de uma &uacute;nica c&eacute;lula e que colidem cada uma com a outra, a escala de integra&ccedil;&atilde;o e complexidade torna-se aparente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Imagine o que acontece, ent&atilde;o, quando essa complexidade ao n&iacute;vel celular &eacute; variada atrav&eacute;s de comunica&ccedil;&otilde;es e press&otilde;es exercidas entre grupos de c&eacute;lulas e tecidos. A coordena&ccedil;&atilde;o e a complexidade da sinaliza&ccedil;&atilde;o talvez seja mais complexa no embri&atilde;o em desenvolvimento do que qualquer outro lugar: a fidelidade na qual nossos corpos s&atilde;o constru&iacute;dos &eacute; surpreendente, dadas as varia&ccedil;&otilde;es de desafios metab&oacute;licos, ambientais e f&iacute;sicos que podem, e v&atilde;o, surgir. Novas abordagens para lidar com enormes conjuntos de dados foram criadas, e elas caem na categoria geral da fenomenologia. Geralmente imparcial na abordagem, eles procuram revelar normas gerais de funcionamento e padr&otilde;es, tanto para categorizar genes, fam&iacute;lias de genes e redes, quanto para buscar motivos repetidos em sequ&ecirc;ncias de DNA, ou atrav&eacute;s do sequenciamento e compara&ccedil;&atilde;o de RNAs transcritos em contextos celulares diferentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FILOESTRATIGRAFIA </b>Ovos e zigotos (i.e., embri&otilde;es recentes fertilizados e em divis&atilde;o), como morfologia de adultos, assumem diversas formas, tamanhos e estrat&eacute;gias de sobreviv&ecirc;ncia, mas em algum momento eles passam por uma fase em que compartilham semelhan&ccedil;as significativas (3). Haeckel expandiu o estudo dessa homologia morfol&oacute;gica surpreendente para estabelecer as bases para suas teorias da recapitula&ccedil;&atilde;o (4). N&atilde;o obstante as cr&iacute;ticas feitas por seus contempor&acirc;neos (e desde ent&atilde;o) acerca da exatid&atilde;o de suas descri&ccedil;&otilde;es, um elemento de verdade permanece na disputa de Haeckel que, em algum momento, todos os embri&otilde;es vertebrados passam por est&aacute;gios de desenvolvimento, onde se parecem, para o olho destreinado, praticamente id&ecirc;nticos (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Por que uma tartaruga, pintinho, cachorro ou embri&atilde;o humano parecem t&atilde;o semelhantes em uma determinada fase de desenvolvimento? Qual &eacute; a raz&atilde;o e import&acirc;ncia desse gargalo de similaridade no projeto de corpo? Ser&aacute;, como Haeckel sugeriu, que "ontogenia &eacute; uma repeti&ccedil;&atilde;o curta e r&aacute;pida da filogenia", ou, em outras palavras, que o desenvolvimento de um embri&atilde;o tende a recapitular sua hist&oacute;ria evolutiva (5)? O argumento de Gould e Lewontin sugere que a "bagagem" de heran&ccedil;a evolutiva oferece esse plano b&aacute;sico de corpo, mas tamb&eacute;m que a bagagem imp&otilde;e limites sobre as inova&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas que podem surgir. Pela mesma raz&atilde;o que a morfologia dessa fase do embri&atilde;o &eacute; conservada no filo, &eacute; referida como a etapa <i>filot&iacute;pica</i> (6). O plano gen&eacute;rico do corpo que se estabelece durante esse processo &eacute; criado por um programa de desdobramento da express&atilde;o do gene, o <i>zootipo</i> (7). Uma encarna&ccedil;&atilde;o mais moderna de filotipo define o fen&ocirc;meno n&atilde;o tanto quanto um ponto discreto no desenvolvimento, mas como uma sucess&atilde;o ordenada de fases ao longo do tempo- um <i>processo</i> conservado descrito em resson&acirc;ncia direta com Haeckel (8; 9).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a12fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma an&aacute;lise imaginativa das categorias de genes expressos ao longo da vida de um organismo foi realizada recentemente (10-12). Cada esp&eacute;cie de gene ativo foi pesquisada e comparada com o banco de dados Genbank e, em seguida, caracterizada com rela&ccedil;&atilde;o a quando, ao longo da evolu&ccedil;&atilde;o, o seu gene parente mais pr&oacute;ximo apareceu pela primeira vez. Para cada est&aacute;gio de desenvolvimento, a idade evolutiva de produtos de genes ativos (transcri&ccedil;&otilde;es de RNA) identificados poderia ser indexada e uma avalia&ccedil;&atilde;o derivada para descrever a idade m&eacute;dia da evolu&ccedil;&atilde;o dos genes e redes em jogo (denominado filoestratigrafia). N&atilde;o surpreendentemente, caracter&iacute;sticas recentemente adquiridas, aquelas que emergem para explorar oportunidades ambientais espec&iacute;ficas, tendem a implantar genes novos. A penetra&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o de novos nichos ecol&oacute;gicos requer estrat&eacute;gias que afetam a reprodu&ccedil;&atilde;o e fecunda&ccedil;&atilde;o, ou que afetam morfologias e comportamentos juvenil/ adulto. Por outro lado, as redes de genes mais antigas s&atilde;o implantadas ao mesmo tempo que os embri&otilde;es passam pelo gargalo do filotipo. Em outras palavras, um gene de express&atilde;o zootipo impulsiona o filotipo morfol&oacute;gico, e incorpora uma montagem antiga e conservada de genes e redes reguladoras. Mas o que mant&eacute;m esses genes, redes e processos t&atilde;o resistentes &agrave; mudan&ccedil;a?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>HOMOLOGIA PROFUNDA: A RETEN&Ccedil;&Atilde;O DE GENES ANTIGOS E REDES DE GENES PARA AGENDAR O DESENVOLVIMENTO </b>Os genomas de vertebrados e, de fato, de todos os animais compartilham enormes semelhan&ccedil;as: os n&uacute;meros e fam&iacute;lias de genes representados, surpreendentemente, pouco diferencia os seres humanos de vermes ou esponjas. Um exemplo de semelhan&ccedil;a comumente citado se manifesta na estrutura do tipo c&acirc;mara dos olhos entre cefal&oacute;podes (polvo e lula), vertebrados e cnid&aacute;ria (&aacute;gua-viva). Essas estruturas se desenvolvem por meios profundamente diferentes, no entanto, durante a padroniza&ccedil;&atilde;o, eles constroem &oacute;rg&atilde;os muito semelhantes e implantam genes semelhantes e redes de sinaliza&ccedil;&atilde;o, incluindo <i>Opsisn, Cristalinos, Pax, Mitf, Six3</i> e outros (13-16).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os vertebrados, existem correla&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas para o plano do corpo conservado identificado desde o in&iacute;cio de 1800. Por exemplo, os vertebrados partilham de um conjunto de ferramentas de genes comuns a outros animais: estes est&atilde;o contidos dentro das sequ&ecirc;ncias de DNA longas, de aproximadamente 100 mil nucleot&iacute;deos, que comp&otilde;em grupos de cerca de 13 genes <i>Hox </i>que especificam a identidade dos segmentos ou v&eacute;rtebras. Os genes foram secundariamente reimplantados para desempenhar um papel na padroniza&ccedil;&atilde;o dos membros em tetr&aacute;podes (17). Ao longo do eixo dorsal, os genes <i>Hox </i>s&atilde;o acionados na mesma ordem em que s&atilde;o dispostos no cromossomo, e que progressivamente definem os dom&iacute;nios posteriores do embri&atilde;o. A modula&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o do gene <i>Hox</i> &eacute; identificada como uma caracter&iacute;stica subjacente de inova&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica necess&aacute;rias para gerar v&aacute;rios <i>clusters</i> nos tetr&aacute;podes, o elevado grau de intera&ccedil;&atilde;o encaixada e reguladora cruzada, bem como a modularidade de estrutura gen&ocirc;mica, tem impedido muito na forma de flexibilidade evolutiva (9; 31). De um modo geral, a conserva&ccedil;&atilde;o da ordem dos genes que &eacute; descrita por sintenia (32) provavelmente reflete a necessidade de preservar as estruturas e sequ&ecirc;ncias reguladoras regionais: isso tem implica&ccedil;&otilde;es interessantes para a montagem de tra&ccedil;o(s), a modularidade e a evolu&ccedil;&atilde;o. Eventos de transloca&ccedil;&atilde;o de cromossomos tendem a ser muito raros em compara&ccedil;&atilde;o a micro-rearranjos, tais como inser&ccedil;&otilde;es, dele&ccedil;&otilde;es e invers&otilde;es, consequentemente as sequ&ecirc;ncias entre os genes podem mudar, mas a ordem linear bruta de genes dentro de segmentos maiores permanece relativamente est&aacute;tica (33). As sequ&ecirc;ncias de DNA n&atilde;o codificantes extremamente conservadas s&atilde;o distribu&iacute;das ao longo da extens&atilde;o de dois milh&otilde;es ou mais de nucleot&iacute;deos, e constituem blocos de regula&ccedil;&atilde;o do genoma. Por meios ainda n&atilde;o totalmente compreendidos, essas sequ&ecirc;ncias repetitivas ajudam a restringir e regular genes pr&oacute;ximos. Blocos regulat&oacute;rios garantem n&atilde;o apenas que os genes de desenvolvimento e mit&oacute;ticos se-jam bem coordenados, independentemente da loca&ccedil;&atilde;o onde residem dentro da regi&atilde;o, mas tamb&eacute;m que eles sejam altamente resistentes a amplas muta&ccedil;&otilde;es substantivas. Na verdade, blocos (18), e isto &eacute; corroborado pelos fen&oacute;tipos at&aacute;vicos (regressos evolutivos) de alguns ratos <i>Hox</i> mutantes: mutantes podem exibir estruturas do ouvido m&eacute;dio apropriadas aos ancestrais reptilianos, ou eles podem exibir v&eacute;rtebras cervicais no lugar das placas da parte traseira do cr&acirc;nio - adquiridas mais recentemente para conter um c&eacute;rebro maior (19-25). Essa co-linearidade (26) da localiza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do gene e da ordem temporal e espacial da sua express&atilde;o &eacute; o produto de regula&ccedil;&atilde;o primorosamente coordenada. As sequ&ecirc;ncias reguladoras para um gene podem ser frequentemente encontradas dentro de um gene vizinho (27), enquanto externamente aos aglomerados de genes (<i>clusters</i>) as sequ&ecirc;ncias reguladoras na parte superior direcionam a express&atilde;o co-linear durante o desenvolvimento da coluna vertebral, e as sequ&ecirc;ncias na parte inferior direcionam padr&otilde;es nos brotos dos membros (28). Para tornar a situa&ccedil;&atilde;o ainda mais complexa, fica claro que as transcri&ccedil;&otilde;es de RNA n&atilde;o-codificantes (ncRNAs) tamb&eacute;m desempenham um papel na regula&ccedil;&atilde;o de genes dentro do <i>cluster</i>. Em moscas, diferentes ncRNAs podem alterar a atividade do gene alvo, atuando tanto em cis ou trans (exercendo uma influ&ecirc;ncia ao lado ou distante do gene) (revisado em 29). Nos mam&iacute;feros, os genes ncRNA que est&atilde;o embutidos dentro do <i>cluster Hox</i> s&atilde;o reguladas de forma coordenada com genes <i>Hox</i> espec&iacute;ficos, e eles interagem com as prote&iacute;nas de remodela&ccedil;&atilde;o de cromatina, ou produzem miRNAs e longos RNAs n&atilde;o-codificantes que regulam as caracter&iacute;sticas de transcri&ccedil;&atilde;o, tradu&ccedil;&atilde;o e epigen&eacute;tica (o empacotamento do DNA e sua atividade) (29; 30).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SINTENIAS E BLOCOS REGULADORES DE GENOMA </b>Todas as caracter&iacute;sticas acima mencionadas j&aacute; devem ter contribu&iacute;do para a preserva&ccedil;&atilde;o da estrutura, sequ&ecirc;ncia e atividade de v&aacute;rios grupos de genes <i>Hox</i> durante escalas de tempo evolutivas: apesar das duplica&ccedil;&otilde;es de genoma regulat&oacute;rios de genoma podem estar subjacentes &agrave; sintenia gen&ocirc;mica (34). At&eacute; mesmo os resqu&iacute;cios de exons (as sequ&ecirc;ncias de DNA que s&atilde;o transcritas em mRNA), h&aacute; tempos removidos de seu gene hospedeiro por duplica&ccedil;&atilde;o mutacional ou eventos de transloca&ccedil;&atilde;o, mant&ecirc;m a conserva&ccedil;&atilde;o da ordem das sequ&ecirc;ncias se eles residem dentro do blocos regulat&oacute;rios do genoma (35). Da mesma forma, os desertos de genes adjacentes e genes espectadores se juntam para o percurso - sintenia e modularidade resultam. Em certo sentido, as regi&otilde;es repetitivas se ligam a genes vizinhos como se fossem vag&otilde;es de um trem, no qual eles se tornam ativos como uma tropa. Pertinente a essa discuss&atilde;o, muitos dos principais atores do desenvolvimento do olho de vertebrados, como os genes <i>Rax1</i>, <i>Pax6</i> e <i>Six3</i>, est&atilde;o imersos dentro de regi&otilde;es ricas em elementos n&atilde;o codificantes altamente conservados - existe uma esclarecedora utilidade baseada na internet voltada para a identifica&ccedil;&atilde;o de potenciais loci espectadores neste contexto: <a href="http://ancora.genereg.net" target="_blank">http://ancora.genereg.net</a> (36). Por exemplo, onde os elementos n&atilde;o codificantes altamente conservados ao redor de <i>Pax6</i> s&atilde;o particularmente ricos, eles englobam outros oito genes, os quais s&atilde;o expressos, pelo menos, nos olhos e no c&eacute;rebro. Alguns desses genes espectadores est&atilde;o associados a muta&ccedil;&otilde;es oculares (<i>WT1</i>, <i>ELP4</i>, <i>MPPED2</i>). Dito isto, seria preciso ter cuidado em diferenciar os efeitos de muta&ccedil;&otilde;es associadas a esses genes dos efeitos que suas interrup&ccedil;&otilde;es possam ter sobre o comportamento regulador de todo o dom&iacute;nio. Isso seria tecnicamente desafiador, por&eacute;m resol&uacute;vel, e poderia ajudar a elucidar a extens&atilde;o em que esses t&iacute;mpanos gen&eacute;ticos podem agora influenciar a estrutura maior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EMERG&Ecirc;NCIA DE MODULARIDADE GEN&Ocirc;MICA E FUNCIONAL </b>No contexto de agrupamentos de genes sint&ecirc;nicos e blocos de genes regulat&oacute;rios, a transmiss&atilde;o e carregamento de genes "espectadores", tanto em termos de liga&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica quanto da express&atilde;o de comportamento, sugere um mecanismo pelo qual a fixa&ccedil;&atilde;o de um tra&ccedil;o pode indiretamente comissionar outro. Genes espectadores s&atilde;o aqueles que, como os genes de col&aacute;geno fibrilar adjacentes a grupos de genes <i>Hox</i>, s&atilde;o capturados e fixados por restri&ccedil;&otilde;es regulat&oacute;rias (cis) em um bloco sint&ecirc;nico. Inicialmente, &eacute; prov&aacute;vel que os genes espectadores sejam os turistas acidentais de eventos de duplica&ccedil;&atilde;o ou transposi&ccedil;&atilde;o, mas, no final, passam a desempenhar um novo papel. Vamos examinar, posteriormente, os col&aacute;genos fibrilares com mais profundidade. Vou argumentar que esses genes espectadores s&atilde;o como os pendentes de San Marco, e devem ser examinados mais de perto como influ&ecirc;ncias sobre a elabora&ccedil;&atilde;o da arquitetura dos vertebrados. Quanto mais genes espectadores estiverem envolvidos, e a sintenia estiver consolidada, a modularidade gen&ocirc;mica emergente predispor&aacute; sistemas para oferecer solu&ccedil;&otilde;es similares, embora complexas, para os desafios evolutivos. A modularidade pode explicar o quanto animais surpreendentemente diferentes desenvolvem solu&ccedil;&otilde;es quase id&ecirc;nticas para problemas evolutivos (evolu&ccedil;&atilde;o convergente) atrav&eacute;s da montagem e reimplanta&ccedil;&atilde;o desses espectadores de bagagem gen&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A conserva&ccedil;&atilde;o dos blocos sint&ecirc;nicos atrav&eacute;s da aquisi&ccedil;&atilde;o/evolu&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas dispersas n&atilde;o codificantes reguladoras garante tanto a estabilidade, quanto a funcionalidade modular dos genes envelopados. &Eacute; uma caracter&iacute;stica interessante da arquitetura biol&oacute;gica que a expans&atilde;o evolutiva de sequ&ecirc;ncias n&atilde;o codificantes reguladoras for&ccedil;a genes vizinhos capturados a expressar padr&otilde;es semelhantes aos genes que j&aacute; ocorrem naquele dom&iacute;nio. Um trabalho recente sugere que quanto mais n&oacute;s de sinaliza&ccedil;&atilde;o se formam em uma rede, o n&uacute;mero de pontos de controle necess&aacute;rios para limit&aacute;-los e direcion&aacute;-los, na verdade, diminui (37). Embora seja contra-intuitivo, redes simples, paradoxalmente, exigem mais pontos de controle. Lentamente, enquanto o aparelho de regula&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o expande-se para incluir mais parceiros, o sistema torna-se mais simples de controlar. Os genes espectadores, situados como est&atilde;o em um bloco de elementos de regula&ccedil;&atilde;o em consolida&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o cooptados para desempenhar um novo papel: eles enriquecem a agenda que o gene fundador e contexto regulat&oacute;rio originalmente direcionaram. Em pouco tempo, o "espectador" &eacute; um jogador, e sua atividade e regula&ccedil;&atilde;o retroalimentam o todo - um conjunto mais rico de intera&ccedil;&otilde;es emerge para direcionar e construir tecidos, &oacute;rg&atilde;os e processos. A atividade modular da unidade garante que um repert&oacute;rio de ciclos regulat&oacute;rios e as morfologias consequentes s&atilde;o robustos, mas essa tend&ecirc;ncia de modular tamb&eacute;m imp&otilde;e restri&ccedil;&otilde;es sobre o panorama das varia&ccedil;&otilde;es do plano corporal, mesmo para filogenias divergentes. No caso de genes <i>Hox</i>, a coopta&ccedil;&atilde;o de genes de <i>col&aacute;geno fibrilar</i> adjacentes para ativar-se, posteriormente, em locais e tempos semelhantes, poderia ter ajudado os antecedentes de vertebrados a transformar-se, a partir de organismos simples segmentados, para organismos com uma coluna vertebral &oacute;ssea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Col&aacute;genos fibrilares s&atilde;o essenciais para a diferencia&ccedil;&atilde;o do osso, e o ancestral comum mais antigo da vers&atilde;o dos col&aacute;genos fibrilares de vertebrados come&ccedil;ou a se desenvolver no momento em que o esqueleto vertebrado surgiu, e antes de um evento de duplica&ccedil;&atilde;o do genoma inteiro (38). Os clusters <i>Hox</i>, possivelmente como consequ&ecirc;ncia de suas sequ&ecirc;ncias reguladoras a montante ou a jusante, est&atilde;o organizados em blocos sint&ecirc;nicos compreendendo 19 a 21 genes que residem juntos em v&aacute;rios dos genomas analisados. Entre eles, um grande n&uacute;mero de membros do col&aacute;geno fibrilar de clade "A" (39). Acredita-se que esses genes de col&aacute;geno compartilham os eventos de duplica&ccedil;&atilde;o do genoma e uma hist&oacute;ria de arrastamento com seus grupos de genes <i>Hox</i> vizinhos (40). Em um sentido pr&aacute;tico, sua localiza&ccedil;&atilde;o dentro de um dom&iacute;nio regulat&oacute;rio essencial para a fun&ccedil;&atilde;o do grupo ancestral <i>Hox </i>preservou sua liga&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Como resultado dessa liga&ccedil;&atilde;o, o seu comportamento tamb&eacute;m ficou sujeito a influ&ecirc;ncias reguladoras vizinhas: o tempo e padr&atilde;o espacial de express&atilde;o g&ecirc;nica do <i>col&aacute;geno fibrilar</i>, acredita-se que deve ter sido ligada ao comportamento do agrupamento g&ecirc;nico <i>Hox</i> (40). Prop&otilde;em-se que a presen&ccedil;a das duas fam&iacute;lias de genes em blocos sint&ecirc;nicos desempenham um papel na evolu&ccedil;&atilde;o do esqueleto dos vertebrados: em um antepassado distante, os complexos de <i>Hox </i>subdividiram o organismo em segmentos discretos, e a subsequente duplica&ccedil;&atilde;o do genoma completo permitiu que os genes de <i>col&aacute;geno </i>adjacentes tivessem uma latitude suficiente para divergir estrutural e funcionalmente e, em seguida, fazer a nuclea&ccedil;&atilde;o da matriz extracelular das c&eacute;lulas condrog&ecirc;nicas (c&eacute;lulas de cartilagem). Essas c&eacute;lulas condrog&ecirc;nicas que expressam col&aacute;geno s&atilde;o presumivelmente originadas a partir de uma popula&ccedil;&atilde;o ancestral que emergiu da notocorda, onde tanto as fam&iacute;lias do gene <i>Hox </i>e do gene <i>col&aacute;geno </i>expressam-se (41; 42) e, posteriormente, as identidades segmentares traduzirem-se em caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas ossificadas, ou seja, as v&eacute;rtebras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode ser de suma import&acirc;ncia compreender at&eacute; que ponto os blocos regulat&oacute;rios dos genes expandem ou contraem em filos diversificados uma vez que isso nos d&aacute; alguns <i>insights</i> sobre a import&acirc;ncia evolutiva de arrastamento gen&ocirc;mico. Para este fim, uma an&aacute;lise de filoestratigrafia de blocos regulat&oacute;rios do genoma poderia revelar-se &uacute;til. Por exemplo, os genes que transmitem caracter&iacute;sticas particularmente valiosas e que s&atilde;o fixadas no in&iacute;cio da evolu&ccedil;&atilde;o poderiam atuar como centros de nuclea&ccedil;&atilde;o para blocos regulat&oacute;rios gen&ocirc;micos emergentes. At&eacute; que ponto, ao longo da hist&oacute;ria evolutiva, elementos reguladores n&atilde;o codificantes e altamente conservados, que se avizinham a esses genes cr&iacute;ticos, eventualmente se expandiram para abarcar as regi&otilde;es vizinhas? Considerando o exemplo de &oacute;rg&atilde;os sens&iacute;veis &agrave; luz j&aacute; descritos acima, os genes hom&oacute;logos <i>Pax6</i> conservados sugerem que o desenvolvimento da vis&atilde;o apenas envolveu arrastamento regulat&oacute;rio e modulariza&ccedil;&atilde;o gen&ocirc;mica/funcional. Valeria a pena selecionar uma d&uacute;zia ou mais de genes importantes para o desenvolvimento e repetir o exerc&iacute;cio usando genomas de organismos relacionados de maneira mais distante. Uma investiga&ccedil;&atilde;o para avaliar o papel da modularidade gen&eacute;tica em expans&atilde;o na evolu&ccedil;&atilde;o do plano corporal deveria questionar: ser&aacute; que os blocos sint&ecirc;nicos ao redor de genes importantes, especialmente genes que s&atilde;o fundamentais para a sinaliza&ccedil;&atilde;o de nodos, expandem para abranger genes vizinhos &uacute;teis (re)implantados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A MODULARIDADE EMERGENTE AUMENTA A COMPLEXIDADE ENQUANTO RESTRINGE O REPERT&Oacute;RIO MORFOL&Oacute;GICO</b> Como podemos ver, v&aacute;rios mecanismos est&atilde;o entrando em cena para tornar modulares o genoma: genes vizinhos est&atilde;o agrupados em grupos sint&ecirc;nicos que permanecem intactos ao longo de per&iacute;odos evolutivos significativos. N&atilde;o apenas os genes s&atilde;o ligados fisicamente, mas tamb&eacute;m s&atilde;o incorporados em redes reguladoras resistentes &agrave; mudan&ccedil;a. Al&eacute;m disso, os genes dentro de um <i>cluster</i> podem compartilhar elementos reguladores e ser ativos em tecidos semelhantes e em per&iacute;odos semelhantes. Esses atributos t&ecirc;m duas consequ&ecirc;ncias. Em primeiro lugar, como previsto por Gould (2), as limita&ccedil;&otilde;es impostas por essa modularidade ajudam a canalizar a dire&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a evolutiva. Eles podem dar uma apar&ecirc;ncia superficial de uma teleologia evolutiva. Em segundo lugar, quando os tra&ccedil;os e os genes s&atilde;o reunidos em su&iacute;tes modulares, os tra&ccedil;os produzem morfologias mais complexas, mas o repert&oacute;rio de su&iacute;tes dispon&iacute;veis para implanta&ccedil;&atilde;o &eacute; limitado. Por exemplo, a sintenia de genes de fatores de crescimento, como o <i>FGF3</i>, <i>4</i> e <i>19</i> em carn&iacute;voros poderia servir como um exemplo. Esses genes se combinam para regular aspectos da morfologia dos membros, da audi&ccedil;&atilde;o, da fun&ccedil;&atilde;o da ves&iacute;cula biliar, e do tamanho do dente canino. Talvez haja uma raz&atilde;o para a qual morfologias corporais semelhantes surjam em carn&iacute;voros terrestres t&atilde;o d&iacute;spares como os gatos, cachorros e o tilacino marsupial (o chamado tigre da Tasm&acirc;nia). Ser&aacute; que a modula&ccedil;&atilde;o do <i>FGF4</i> &eacute; necess&aacute;ria para um forte desenvolvimento dos membros traseiros ligados &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na fun&ccedil;&atilde;o <i>FGF3</i> que s&atilde;o necess&aacute;rias para o crescimento do dente canino (43; 44)? Ser&aacute; que a atividade do <i>FGF19</i> &eacute; necess&aacute;ria para a ves&iacute;cula biliar e para a fun&ccedil;&atilde;o do esf&iacute;ncter, ligada aos h&aacute;bitos alimentares intermitentes e aos constrangimentos morfol&oacute;gicos desses carn&iacute;voros (45; 46)? Valeria a pena verificar se as marcas de blocos de regula&ccedil;&atilde;o do genoma e circuitos reguladores n&atilde;o codificantes de RNA est&atilde;o presentes nessas tr&ecirc;s classes e fam&iacute;lias diferentes de mam&iacute;feros. A aglomera&ccedil;&atilde;o emergente de genes e processos gen&eacute;ticos de desenvolvimento em m&oacute;dulos funcionais podem acabar provocando mais &iacute;mpeto e constrangimentos &agrave;s "homologias profundas" do que se acreditava anteriormente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Michael Crawford </b> &eacute; doutor pela Universidade de Toronto, concluiu seus estudos de p&oacute;s-doutorado na Universidade McGill e no Instituto de Pesquisas Cl&iacute;nicas de Montreal. Atualmente &eacute; professor associado do Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, da Universidade de Windsor, no Canad&aacute;, e recebeu apoio do Conselho de Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Naturais e Engenharia (NSERC) do Canad&aacute;.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. S. J. Gould; R. C. Lewontin, <i>Proc R Soc  Lond B Biol Sci </i>205,  581 (1979).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. S. J. Gould, <i>The  structure of evolutionary theory</i>. Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Mass.,  2002, pp. xxii, 1433 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. K. E. v. Baer, <i>&Uuml;ber  Entwickelungsgeschichte der Thiere Beobachtungund  Reflexion. </i>(Den Gebr&uuml;dern  Borntr&auml;ger, K&ouml;nigsberg, 1828).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. E. H. P. A. Haeckel, <i>Generelle  morphologie der organismen allgemeinegrundz&uuml;ge  der organischen formen-wissenschaft: mechanischbegr&uuml;ndet  durch die von Charles Darwin reformirte Descendenz-Theorie.</i>, (G. Reimer., Berlin 1866).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. L. W. Swan, <i>BioScience </i>40, 376 (1990).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. K. Sander, in <i>Development  and evolution, </i>B.  C. Goodwin, N. Holder, C. C. Wylie, Eds.  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Zakany; D. Duboule. <i>Curr. Opin.  Genet. Dev., </i>17,  359 (Aug, 2007).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. F. H. Ruddle <i>et al. Ann. NY  Acad. Sci., </i>870,  238 (May 18, 1999).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. B. K. Hall. <i>Nat.  Genet., </i>10, 126 (1995).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. F. M. Rijli; P. Dolle; V.  Fraulob; M. LeMeur; P. Chambon. <i>Dev. Dyn., </i>201, 366 (1994).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. F. M. Rijli <i>et al. Cell, </i>75, 1333 (1993).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. M. Gendron-Maguire; M. Mallo; M.  Zhang; T. 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Co-linearidade &eacute; o termo t&eacute;cnico usado para descrever como a distribui&ccedil;&atilde;o espacial  de genes <i>Hox </i>em  um cromossomo se reflete tamb&eacute;m na  distribui&ccedil;&atilde;o espacial de seus respectivos produtos g&ecirc;nicos ao  longo da axis antero-posterior do embri&atilde;o de moscas, bem como, adicionalmente,  ao tempo de suas atividades em vertebrados.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. D. Duboule. <i>Curr.  Opin. Genet. Dev., </i>8, 514 (Oct, 1998).    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. J. Deschamps. <i>Curr. Opin.  Genet. Dev., </i>17,  422 (Oct, 2007).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. H. W. Brock; J. W. Hodgson; S.  Petruk; A. Mazo. <i>Biochem. Cell. Biol., </i>87, 27 (Feb, 2009).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. D. Lemons; W. McGinnis. <i>Science, </i>313, 1918 (Sep 29, 2006).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. D. Duboule. <i>Development, </i>134, 2549 (Jul,  2007).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32.  Sintenia &eacute; a preserva&ccedil;&atilde;o da ordem linear de genes ao longo dos segmentos cromoss&ocirc;micos  que s&atilde;o adquiridos de um ancestral comum e que s&atilde;o compartilhados  por esp&eacute;cies diferentes. Embora o n&uacute;mero, tamanho, e orienta&ccedil;&atilde;o  dos cromossomos possa variar entre diferentes especies, os sub-dom&iacute;nios  permanecem de serem comparados diretamente.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. H. Kikuta <i>et al.</i>, <i>Genome Res </i>17, 545 (May, 2007).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. P. G. Engstrom; ,S. J. Ho Sui; O.  Drivenes; T. S. Becker; B. Lenhard. <i>Genome  Res. </i>17, 1898 (Dec,  2007).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. X. Dong <i>et al. Nucleic  Acids Res., </i>38,  1071 (Mar, 2010).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. P. G. Engstrom; D. Fredman; B.  Lenhard. <i>Genome  Biol., </i>9, R34 (2008).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Y. Y. Liu; J. J. Slotine; A. L.  Barabasi. <i>Nature, </i>473, 167 (May 12, 2011).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. R. P. Boot-Handford; D. S.  Tuckwell. <i>Bioessays, </i>25, 142 (Feb,  2003).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. A. P. Lee; E. G. Koh; A. Tay; S.  Brenner; B. Venkatesh. <i>Proc. Nat. Acad.Sci. USA, </i>103, 6994 (May 2, 2006).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. W. J. Bailey; J. Kim; G. P.  Wagner; F. H. Ruddle. <i>Mol. Biol. Evol., </i>14, 843 (Aug, 1997).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">41. G. Zhang; M. J. Cohn. <i>Curr. Opin.  Genet. Dev., </i>18,  387 (Aug, 2008).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. V. E. Prince, A. L. Price, R. K.  Ho, <i>Dev Genes  Evol </i>208, 517 (Nov,  1998).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. H. G. Parker <i>et al.</i>, <i>Science </i>325, 995 (Aug 21, 2009).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. C. Y. Gregory-Evans <i>et al.</i>, <i>Hum Mol Genet </i>16, 2482 (Oct 15, 2007).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. F. W. Gorham, A. C. Ivy, <i>General  function of the gall bladder from theevolutionary  standpoint</i>. (Chicago,, 1938), pp. 1  p.l., p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. M. Choi <i>et al.</i>, <i>Nat Med </i>12, 1253 (Nov, 2006).    </font></p>      ]]></body><back>
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