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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/sessao(lit).jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Autores aproximam fauna brasileira de crian&ccedil;as</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil &eacute; um pa&iacute;s megadiverso, uma das na&ccedil;&otilde;es que det&eacute;m maior biodiversidade do mundo, no entanto a fauna e a flora nativas s&atilde;o pouco conhecidas pela popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Um dos fatores que contribuem para esse cen&aacute;rio &eacute; a influ&ecirc;ncia que a m&iacute;dia exerce atrav&eacute;s de desenhos animados, filmes, jogos e livros infantis, nos quais o destaque s&atilde;o, frequentemente, os grandes mam&iacute;feros africanos. Esta &eacute; a principal raz&atilde;o pela qual uma crian&ccedil;a de tr&ecirc;s anos reconhece o le&atilde;o, a girafa e o elefante, ou ainda o panda, o urso e o lobo, mas dificilmente saber&aacute; quem &eacute; a anta, o lobo-guar&aacute;, o peixe-boi ou o tamandu&aacute;. Nesse cen&aacute;rio, os livros infantis mostram-se um instrumento eficaz para auxiliar na comunica&ccedil;&atilde;o, introduzir e apresentar, desde a inf&acirc;ncia, algo genuinamente brasileiro para, quem sabe, despertar para a import&acirc;ncia de se preservar essas esp&eacute;cies. Essa &eacute; a aposta da ilustradora Laurabeatriz e do escritor Lalau, que desde 1994, dedicam-se a divulgar a fauna e a flora brasileira por meio da poesia. A ideia da cole&ccedil;&atilde;o <i>Brasileirinhos</i> (2000), por exemplo, surgiu quando a dupla constatou que os animais brasileiros estavam criticamente amea&ccedil;ados, com muitas esp&eacute;cies em vias de extin&ccedil;&atilde;o – seja pela destrui&ccedil;&atilde;o do habitat ou pelo tr&aacute;fico, e concomitantemente eles perceberam que as crian&ccedil;as brasileiras praticamente n&atilde;o conheciam a fauna nacional. O livro foi uma estrat&eacute;gia que nasceu com esse intuito, de mostrar para as crian&ccedil;as os animais amea&ccedil;ados, afinal: "o p&uacute;blico infantil de hoje &eacute; quem, no futuro, vai ajudar a preservar o nosso planeta".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a21img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a21img02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Bem-te-vi e outras poesias</i> (Cia das Letrinhas) foi o primeiro dos cerca de 40 t&iacute;tulos publicados pela dupla, dos quais destacam-se: <i>Belezura marinha</i> (2010), <i>Boniteza silvestre</i> (2007), <i>a cole&ccedil;&atilde;o Brasileirinhos, &Aacute;rvores do Brasil</i> (2011), <i>Passarinhos do Brasil</i> (2013), <i>Di&aacute;rio de um papagaio</i> (2007) e <i>Zum, zum, zum e outras poesias</i> (2007). Hoje, chegando aos quase 20 anos de parceria, a cria&ccedil;&atilde;o &eacute; resultante de uma conversa em busca de temas diferentes, divertidos e que acrescentem coisas boas na vida de uma crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contrariamente &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que conceitos cient&iacute;ficos ligados aos animais poderiam ser inapropriados ou entediantes para crian&ccedil;as, os autores buscam sempre "levar surpresa, emo&ccedil;&atilde;o, encantamento e, principalmente, divers&atilde;o para os pequenos leitores. O lado cient&iacute;fico fica por conta das informa&ccedil;&otilde;es que entram no conceito de cria&ccedil;&atilde;o dos livros".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a21img03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Laurabeatriz e Lalau s&atilde;o otimistas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a de comportamento de jovens. As visitas que realizam em escolas t&ecirc;m mostrado que a fauna est&aacute; muito mais conhecida agora do que quando foi lan&ccedil;ado o primeiro volume de <i>Brasileirinhos</i> no ano 2000. Os livros n&atilde;o s&atilde;o, no entanto, o &uacute;nico esfor&ccedil;o empregado na mudan&ccedil;a deste quadro. "&Eacute; importante levar o assunto n&atilde;o s&oacute; nos livros, mas tamb&eacute;m na sala de aula, em casa, na televis&atilde;o, aplicativos, internet. Depois de incont&aacute;veis visitas a escolas, descobrimos que existe um ponto muito positivo nisso tudo: as crian&ccedil;as gostam de discutir, ouvir, descobrir coisas novas a respeito, e elas se envolvem, se emocionam, se mobilizam. Motivar, ainda mais, esse sentimento, onde for poss&iacute;vel, &eacute; fundamental, produtivo e d&aacute; certo".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OUTRAS INICIATIVAS</b> Outros autores v&ecirc;m popularizando a fauna e a flora brasileira atrav&eacute;s da literatura. Entre eles destacam-se a autora, bi&oacute;loga e escritora brasiliense Nurit Bensusan com a obra <i>Labirintos – Parques Nacionais</i>, premiada neste ano com o selo "O Melhor para a Crian&ccedil;a", na categoria informativo, pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o m&eacute;dico, entom&oacute;logo e escritor de livros infantis &Acirc;ngelo Machado, comprometido e preocupado com a fauna e a divulga&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos cient&iacute;ficos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Graziele Scalfi</i></font></p>     ]]></body>
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