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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/artigos.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>Influ&ecirc;ncia dos h&aacute;bitos   de vida no desenvolvimento do c&acirc;ncer</b></font></p>     <p><font size="3">Bernardete Bisi Franklin do Prado</font></p>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>Q</b></font>uando tratamos de doen&ccedil;as gen&eacute;ticas, logo pensamos em doen&ccedil;as herdadas, por&eacute;m vamos tratar, neste artigo, de doen&ccedil;as gen&eacute;ticas que, em sua maioria, afetam c&eacute;lulas som&aacute;ticas como <B>o c&acirc;ncer</B>. </font></P>     <p><font size="3">O c&acirc;ncer, uma doen&ccedil;a silenciosa que afeta as pessoas do "mundo industrializado", era menos frequente h&aacute; um s&eacute;culo. Naquela &eacute;poca, em muitas regi&otilde;es do mundo, as pessoas morriam comumente de doen&ccedil;as infecciosas, apresentando expectativa de vida reduzida para o desenvolvimento do c&acirc;ncer. </font></P>     <p><font size="3">Desde que o governo dos Estados Unidos declarou "guerra contra o c&acirc;ncer", em 1970, uma fant&aacute;stica quantidade de informa&ccedil;&otilde;es a respeito das c&eacute;lulas cancerosas &#151; seu crescimento e sua propaga&ccedil;&atilde;o &#151; tem sido obtida. Talvez a descoberta mais not&aacute;vel seja que o c&acirc;ncer &eacute; causado primeiramente por modifica&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas adquiridas por fatores externos e n&atilde;o como uma doen&ccedil;a gen&eacute;tica passada de gera&ccedil;&atilde;o a gera&ccedil;&atilde;o. Essas modifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o principalmente muta&ccedil;&otilde;es no DNA das c&eacute;lulas som&aacute;ticas que se propagam por mitose (tipo de divis&atilde;o celular). Os genes que promovem a divis&atilde;o celular est&atilde;o ativos na c&eacute;lula embrion&aacute;ria, mas inativos nas c&eacute;lulas adultas. No entanto, se sofrem alguma mudan&ccedil;a, que possa ativ&aacute;&#45;los em momentos inadequados, eles se transformam em oncogenes e provocam o c&acirc;ncer (1).</font></P>     <p><font size="3">As c&eacute;lulas cancerosas diferem das normais, das quais se originaram de duas formas principais:</font></P>     <p><font size="3">Primeiro, as c&eacute;lulas cancerosas perdem o controle sobre a divis&atilde;o celular, pois as c&eacute;lulas do corpo dividem&#45;se somente quando s&atilde;o expostas a influ&ecirc;ncias extracelulares, tais como fatores de crescimento e horm&ocirc;nios. As c&eacute;lulas cancerosas n&atilde;o respondem a esses controles e, em vez disso, dividem&#45;se mais ou menos continuamente e, finalmente, formam tumores (grandes massas de c&eacute;lulas). Quando o m&eacute;dico consegue apalpar um tumor ou observ&aacute;&#45;lo por raio X, ultrassom ou tomografia, ele j&aacute; cont&eacute;m milh&otilde;es de  c&eacute;lulas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os tumores<B> benignos </B>assemelham&#45;se ao tecido do qual eles se originaram, crescendo lentamente e permanecendo localizados. Um lipoma, por exemplo, &eacute; um tumor benigno de tecido gorduroso que surge por debaixo da pele. Os tumores benignos n&atilde;o s&atilde;o c&acirc;nceres, mas devem ser removidos se porventura afetarem um &oacute;rg&atilde;o importante, tal como o c&eacute;rebro.</font></P>     <p><font size="3">Os tumores <B>malignos</B>, por outro lado, n&atilde;o se parecem em nada com seu tecido de origem. Uma c&eacute;lula epitelial pulmonar plana e especializada, por exemplo, ao transformar&#45;se em uma c&eacute;lula de c&acirc;ncer maligno torna&#45;se arredondada. As c&eacute;lulas malignas frequentemente apresentam estruturas irregulares, como n&uacute;cleo de tamanho e forma vari&aacute;veis. Muitas dessas c&eacute;lulas expressam o gene para telomerase (enzima que tem como fun&ccedil;&atilde;o adicionar sequ&ecirc;ncias espec&iacute;ficas e repetitivas de DNA &agrave; extremidade 3' dos cromossomos onde se encontra o tel&ocirc;mero) e, desta maneira, n&atilde;o encurtam as extremidades de seus cromossomos ap&oacute;s cada replica&ccedil;&atilde;o do DNA, podendo gerar o tumor.</font></P>     <p><font size="3">A segunda e mais temerosa caracter&iacute;stica de c&eacute;lulas cancerosas consiste na capacidade de invadir os tecidos vizinhos e propagar&#45;se para outras partes do corpo. Essa propaga&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer &eacute; chamada de met&aacute;stase, e ocorre em v&aacute;rios est&aacute;gios. Primeiro, as c&eacute;lulas cancerosas se estendem no tecido que rodeia por meio da secre&ccedil;&atilde;o de enzimas de digest&atilde;o, que desintegram as c&eacute;lulas e os materiais extracelulares pr&oacute;ximos, preparando seu caminho em dire&ccedil;&atilde;o a um vaso sangu&iacute;neo. Ent&atilde;o, algumas das c&eacute;lulas cancerosas entram na corrente sangu&iacute;nea ou sistema linf&aacute;tico. A passagem dessas c&eacute;lulas por esses vasos &eacute; perigosa, e poucas das c&eacute;lulas cancerosas sobrevivem &#151; talvez uma em 10 mil c&eacute;lulas. Se apenas uma c&eacute;lula cancerosa chega a um &oacute;rg&atilde;o apropriado para seu novo crescimento, ela expressa prote&iacute;nas na superf&iacute;cie celular que permitem que se ligue e invada o novo tecido do indiv&iacute;duo. Por fim, em seu novo local, o tumor secreta sinais qu&iacute;micos que provocam o crescimento de vasos sangu&iacute;neos nele, para supri&#45;lo com oxig&ecirc;nio e nutrientes.</font></P>     <p><font size="3"><B>A DOEN&Ccedil;A  PODE OCORRER EM QUALQUER TECIDO DO CORPO </b>Os tipos de c&acirc;ncer s&atilde;o agrupados em grandes categorias: os carcinomas, os sarcomas, as leucemias, os linfomas e mielomas e os tumores do sistema nervoso central.</font></P>     <p><font size="3">Os carcinomas s&atilde;o tumores malignos que se originam nas c&eacute;lulas epiteliais ou glandulares (adenocarcinoma) com forte tend&ecirc;ncia a invadir tecidos vizinhos. Os mais comuns entre todos os tipos, s&atilde;o os c&acirc;nceres de mama, de pulm&atilde;o, de bexiga, de pr&oacute;stata, de pele, de est&ocirc;mago, de ov&aacute;rio e de p&acirc;ncreas.</font></P>     <p><font size="3">Sarcomas,  conhecidos como tumores malignos dos tecidos moles, podem se originar em ossos, cartilagens, gordura, m&uacute;sculo, vasos sangu&iacute;neos ou tecidos moles. Ocorrem, mais frequentemente, em crian&ccedil;as e adolescentes. Os mais comuns s&atilde;o: sarcoma de Kaposi, que atinge o tecido que reveste os vasos linf&aacute;ticos; sarcoma de Ewing, que atinge o osso; osteosarcoma, o mais comum c&acirc;ncer prim&aacute;rio de osso, e o liposarcoma, que afeta os tecidos profundos das extremidades do retroperit&ocirc;nio.</font></P>     <p><font size="3">As leucemias s&atilde;o caracterizadas pelo ac&uacute;mulo de c&eacute;lulas jovens (bl&aacute;sticas) anormais na medula &oacute;ssea. Aos poucos, estas c&eacute;lulas substituem as c&eacute;lulas normais do sangue, prejudicando a produ&ccedil;&atilde;o de gl&oacute;bulos vermelhos, gl&oacute;bulos brancos e plaquetas. As mais comuns s&atilde;o: leucemia linfoide aguda ou linfobl&aacute;stica, leucemia mieloide cr&ocirc;nica e leucemia linfoc&iacute;tica cr&ocirc;nica.</font></P>     <p><font size="3">Linfomas s&atilde;o tumores malignos do sistema linf&aacute;tico, podendo atingir todas as gl&acirc;ndulas linf&aacute;ticas, apenas um linfonodo ou se espalhar por todo o corpo. Os linfomas mais comuns s&atilde;o o linfoma de Hodgkin e o linfoma n&atilde;o&#45;Hodgkin, divergindo na c&eacute;lula de origem (c&eacute;lulas T ou c&eacute;lulas B, respectivamente). O mieloma &eacute; um grupo de doen&ccedil;as caracterizado pela prolifera&ccedil;&atilde;o descontrolada de c&eacute;lulas plasm&aacute;ticas, principalmente na medula &oacute;ssea.</font></P>     <p><font size="3">Tumores do sistema nervoso central acometem o c&eacute;rebro e, geralmente, se originam nas c&eacute;lulas gliais, que d&atilde;o suporte aos neur&ocirc;nios. Os mais comuns s&atilde;o os meningiomas, desencadeados por meningites; meduloblastomas, que afetam o cerebelo, e os astrocitomas, que se desenvolvem nos astr&oacute;citos (tipo mais comum de c&acirc;ncer no c&eacute;rebro).</font></P>     <p><font size="3">Como vimos, existem v&aacute;rios tipos de c&acirc;nceres que, conforme a regi&atilde;o ou o tecido do organismo em que est&atilde;o localizados, recebem nomenclatura espec&iacute;fica para cada situa&ccedil;&atilde;o.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>ALGUNS  C&Acirc;NCERES S&Atilde;O PROVOCADOS POR V&Iacute;RUS </b>Na d&eacute;cada de 1960, pensou&#45;se que grande parte dos c&acirc;nceres nos humanos era causada por v&iacute;rus. No entanto, investiga&ccedil;&otilde;es cuidadosas mostraram que cerca de 15% dos c&acirc;nceres humanos s&atilde;o induzidos por v&iacute;rus. Pelo menos cinco tipos s&atilde;o causados, provavelmente, por v&iacute;rus:</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a11img01.jpg" /></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O v&iacute;rus da hepatite B est&aacute; associado ao c&acirc;ncer de f&iacute;gado, especialmente na &Aacute;sia e na &Aacute;frica, onde milh&otilde;es de pessoas encontram&#45;se infectadas. Um grupo importante de c&acirc;ncer induzido por v&iacute;rus entre europeus e norte&#45;americanos &eacute; o c&acirc;ncer anogenital causado pelo papilomav&iacute;rus. As verrugas genitais e anais que esses v&iacute;rus causam, s&atilde;o pequenos tumores. Esses v&iacute;rus parecem ser capazes de agir por si pr&oacute;prios, n&atilde;o necessitando de muta&ccedil;&otilde;es nas c&eacute;lulas do tecido do organismo que ir&aacute; desenvolver o tumor. A transmiss&atilde;o sexual desse papilomav&iacute;rus infelizmente est&aacute; difundida por falta de preven&ccedil;&atilde;o dos parceiros.</font></P>     <p><font size="3">Alguns c&acirc;nceres causados por v&iacute;rus podem ser evitados e tratados com vacinas antivirais. Amplos programas de vacina&ccedil;&atilde;o na &Aacute;sia j&aacute; reduzem a incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer de f&iacute;gado causado pelo v&iacute;rus da hepatite B. Recentemente, desenvolveu&#45;se uma vacina eficaz para os papilomav&iacute;rus que causam o c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero (1).</font></P>     <p><font size="3"><B>A MAIORIA  DOS C&Acirc;NCERES (85%) &Eacute; CAUSADA POR MUTA&Ccedil;&Otilde;ES G&Ecirc;NICAS </b>Em fun&ccedil;&atilde;o da maioria dos c&acirc;nceres se desenvolverem em pessoas com idade avan&ccedil;ada, &eacute; razo&aacute;vel presumir que o tempo de vida prolongado seja suficiente para que uma s&eacute;rie de eventos ocorra no organismo, dentre eles est&atilde;o as muta&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas.</font></P>     <p><font size="3"> O DNA pode tornar&#45;se danificado de muitas maneiras. Muta&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas surgem por causa das trocas qu&iacute;micas dos nucleot&iacute;dios. Al&eacute;m disso, certas subst&acirc;ncias mutag&ecirc;nicas, chamadas carcin&oacute;genos, podem causar altera&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas que causam o c&acirc;ncer. Dentre eles est&atilde;o as subst&acirc;ncias qu&iacute;micas presentes no fumo, em conservantes de carnes e embutidos em geral, a luz ultravioleta do sol, as radia&ccedil;&otilde;es ionizantes de fontes radioativas, al&eacute;m das bebidas alc&oacute;olicas. S&atilde;o tamb&eacute;m agentes cancer&iacute;genos v&aacute;rios tipos de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas como herbicidas, pesticidas e fungicidas que, utilizados de forma indiscriminada pelos agricultores no cultivo de verduras, hortali&ccedil;as e demais produtos destinado ao consumo humano, podem gerar tumores malignos, sendo que mais de 80% da exposi&ccedil;&atilde;o humana a tais agentes causam o c&acirc;ncer (2).</font></P>     <p><font size="3">Tais carcin&oacute;genos danificam o DNA por causarem trocas de bases nitrogenadas durante a duplica&ccedil;&atilde;o celular. Em c&eacute;lulas som&aacute;ticas que se dividem com frequ&ecirc;ncia, como as c&eacute;lulas&#45;tronco epitetilais e da medula &oacute;ssea, n&atilde;o h&aacute; tempo para que os mecanismos de reparo do DNA funcionem antes que a duplica&ccedil;&atilde;o ocorra novamente. Portanto, essas c&eacute;lulas s&atilde;o mais suscept&iacute;veis ao c&acirc;ncer (1). </font></P>     <p><font size="3">Em um organismo saud&aacute;vel, h&aacute; equil&iacute;brio entre o n&uacute;mero de c&eacute;lulas mortas (por morte celular programada, doen&ccedil;as ou les&otilde;es) e a prolifera&ccedil;&atilde;o celular (renova&ccedil;&atilde;o tecidual). Isso garante a integridade dos tecidos e &oacute;rg&atilde;os. Entretanto, muta&ccedil;&otilde;es no DNA &#151; altera&ccedil;&otilde;es no c&oacute;digo gen&eacute;tico que "dita" as regras do corpo &#151; podem perturbar os processos fisiol&oacute;gicos, fazendo com que c&eacute;lulas n&atilde;o morram no tempo certo, levando &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de tumores benignos (que n&atilde;o se espalham) e/ou malignos (c&acirc;ncer). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As t&eacute;cnicas est&atilde;o cada vez mais precisas no diagn&oacute;stico do c&acirc;ncer: radiografias; bi&oacute;psias (extra&ccedil;&atilde;o de peda&ccedil;os de tecidos para exames ao microsc&oacute;pio); papanicolau (exame que acusa a presen&ccedil;a de c&eacute;lulas malignas no colo do &uacute;tero); mamografia (radiografia  da mama); pun&ccedil;&atilde;o (agulhas fin&iacute;ssimas retiram c&eacute;lulas dos &oacute;rg&atilde;os); testes gen&eacute;ticos que identificam a presen&ccedil;a de oncogenes espec&iacute;ficos para certos tipos de c&acirc;nceres; marcadores tumorais que acusam a presen&ccedil;a de subst&acirc;ncias produzidas pelas c&eacute;lulas cancerosas, indicando o grau do tumor. Dependendo do tipo, podem ser usadas cirurgias, que retiram o tumor; a radioterapia, que mata as c&eacute;lulas cancerosas por radia&ccedil;&atilde;o; ou quimioterapia (uso de medicamentos que matam as c&eacute;lulas cancerosas). Essas terapias podem ser combinadas dependendo do tipo de c&acirc;ncer de cada indiv&iacute;duo.</font></P>     <p><font size="3"><b>DETECTAR  O C&Acirc;NCER AINDA NO IN&Iacute;CIO &Eacute; FUNDAMENTAL </b>Quanto mais precoce o diagn&oacute;stico, maior a chance de cura. Quando surgem os primeiros sintomas, na maioria das vezes, o c&acirc;ncer est&aacute; no seu est&aacute;gio final, em que a multiplica&ccedil;&atilde;o celular descontrolada &eacute; irrevers&iacute;vel (2;3). </font></P>     <p><font size="3">Muitos desses casos de tumores podem ser prevenidos. A observa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos sinais que provavelmente surgir&atilde;o no organismo &eacute; de extrema import&acirc;ncia, para que haja o diagn&oacute;stico do tumor em fases muito precoces, permitindo uma interven&ccedil;&atilde;o antes que o c&acirc;ncer se espalhe (met&aacute;stase). As modifica&ccedil;&otilde;es dos fatores ambientais ou h&aacute;bitos de vida podem influenciar positivamente no crescimento do tumor inibindo sua r&aacute;pida evolu&ccedil;&atilde;o, pois tais fatores s&atilde;o respons&aacute;veis por mais de 1/3 das mortes por c&acirc;ncer no mundo. Sabemos que 75% dos c&acirc;nceres podem ser prevenidos pelo controle dos h&aacute;bitos de vida de fatores oriundos do ambiente externo (4).</font></P>     <p><font size="3">Segundo dados do Instituto Nacional do C&acirc;ncer (Inca) a maior parte dos casos de c&acirc;ncer n&atilde;o se deve unicamente &agrave; hereditariedade, embora a heran&ccedil;a gen&eacute;tica seja relevante na forma&ccedil;&atilde;o de c&acirc;nceres. Muitos casos da doen&ccedil;a est&atilde;o intimamente ligados aos h&aacute;bitos de vida. </font></P>     <p><font size="3">O principal respons&aacute;vel pelo c&acirc;ncer de pulm&atilde;o<B> &eacute; o tabagismo</B>: a exposi&ccedil;&atilde;o, seja ela prolongada ou n&atilde;o, &agrave; fuma&ccedil;a do cigarro pode causar c&acirc;ncer de pulm&atilde;o. As chances de desenvolver a doen&ccedil;a aumentam muito quando o indiv&iacute;duo possui tend&ecirc;ncia a ter c&acirc;ncer (geralmente quando h&aacute; casos na fam&iacute;lia). O cigarro possui mais de 4 mil subst&acirc;ncias na forma de gases e part&iacute;culas, sendo que aproximadamente 60 delas s&atilde;o consideradas cancer&iacute;genas. Quando algu&eacute;m fuma, quem est&aacute; perto tamb&eacute;m inala tais subst&acirc;ncias (fumante passivo), que s&atilde;o liberadas no ar, fazendo com que os genes das c&eacute;lulas das vias respirat&oacute;rias sofram muta&ccedil;&atilde;o. A muta&ccedil;&atilde;o muda a organiza&ccedil;&atilde;o dos genes, fazendo com que as c&eacute;lulas fiquem doentes. As c&eacute;lulas doentes se multiplicam, formando o c&acirc;ncer. O fumante passivo pode sofrer, al&eacute;m de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o, outros tipos de c&acirc;nceres, assim como o fumante ativo. Dois tipos de c&acirc;ncer sofrem grande influ&ecirc;ncia do tabagismo:</font></P> <ul type="square">       <li>         <p><font size="3"> C&acirc;ncer de boca: na fuma&ccedil;a do cigarro est&aacute; presente uma subst&acirc;ncia chamada benzopireno que reage com o DNA humano, modificando a reprodu&ccedil;&atilde;o celular e gerando c&acirc;ncer. Al&eacute;m disso, a fuma&ccedil;a que entra na boca durante uma tragada pode estar a uma temperatura de aproximadamente 70ºC, o que causa ferimentos que podem gerar tumores. Fumantes ativos apresentam de 10 a 15% mais chances de desenvolver c&acirc;ncer de boca do que os fumantes passivos, entretanto, quem para de fumar tem, ap&oacute;s aproximadamente dez anos, as mesmas chances de ter c&acirc;ncer que um n&atilde;o fumante.</font></p>   </li>       <li><font size="3"> C&acirc;ncer de pulm&atilde;o: a nicotina presente no cigarro torna poss&iacute;veis respostas imunes do organismo em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento de c&eacute;lulas malignas insatisfat&oacute;rias e insuficientes, aumentando o risco de desenvolver esse tipo de c&acirc;ncer. Mulheres que fumam ou j&aacute; foram fumantes e fazem terapia hormonal t&ecirc;m maior risco de ter a doen&ccedil;a.</font></li>     </ul>     <p><font size="3">Quando o assunto &eacute; risco de c&acirc;ncer, n&atilde;o existe "cigarro <I>light</I>" ou "cigarro menos nocivo". Todos eles provocam c&acirc;ncer.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>O CONSUMO DE &Aacute;LCOOL </b>&eacute; outro fator de risco para o desenvolvimento de c&acirc;ncer. Ingerir bebidas alco&oacute;licas, mesmo que moderadamente, pode ser muito prejudicial. Quando o etanol entra no organismo humano ele &eacute; metabolizado e a partir desse processo surge uma subst&acirc;ncia, chamada acetalde&iacute;do, que tem a&ccedil;&atilde;o parecida com a do formalde&iacute;do, subst&acirc;ncia que entra no DNA e o altera, dando origem a c&eacute;lulas cancer&iacute;genas. A maioria das pessoas tem em seu organismo uma eficaz prote&ccedil;&atilde;o contra a a&ccedil;&atilde;o do acetalde&iacute;do, uma enzima (desidrogenase) que o transforma em acetato, n&atilde;o sendo danoso ao organismo. Entretanto, estima&#45;se que mais de 1,6 bilh&atilde;o de asi&aacute;ticos e americanos nativos do Alasca n&atilde;o possuem essa enzima, o que os torna mais propensos a desenvolver c&acirc;ncer. </font></P>     <p><font size="3">O consumo excessivo de &aacute;lcool pode causar v&aacute;rios tipos de c&acirc;nceres, entre eles:</font></P> <ul type="square">       <li>         <p><font size="3"> C&acirc;ncer de boca: o acetalde&iacute;do entra nas c&eacute;lulas bucais do indiv&iacute;duo que ingere o &aacute;lcool, modificando o DNA dentro destas c&eacute;lulas gerando assim o c&acirc;ncer. Testes feitos com pacientes mostram que, em quatro horas ap&oacute;s a ingest&atilde;o de bebida alco&oacute;lica, os n&iacute;veis de DNA alterado aumentam em 100 vezes nas c&eacute;lulas da boca, diminuindo ap&oacute;s 24 horas do consumo.</font></p>   </li>       <li><font size="3"> C&acirc;ncer de f&iacute;gado: o abuso do consumo de &aacute;lcool pode causar preju&iacute;zo &agrave;s c&eacute;lulas hep&aacute;ticas, causando assim les&otilde;es ao f&iacute;gado, uma vez que este &oacute;rg&atilde;o &eacute; o respons&aacute;vel pela metaboliza&ccedil;&atilde;o do &aacute;lcool no organismo.</font></li>     </ul>     <p><font size="3">O &aacute;lcool pode agir de v&aacute;rias maneiras diferentes no desenvolvimento do c&acirc;ncer. Ele altera o DNA, originando c&eacute;lulas defeituosas, causa danos e les&otilde;es no f&iacute;gado, que, ao serem reparados pelo organismo, geram c&eacute;lulas cancer&iacute;genas, dissolve subst&acirc;ncias que fazem mal ao organismo, fazendo com que essas se espalhem mais facilmente.</font></P>     <p><font size="3">Em um estudo com mais de um milh&atilde;o de mulheres (idade m&eacute;dia de 56 anos) descobriu&#45;se que um <I>drink</I> por dia aumenta o risco para c&acirc;nceres da orofaringe, es&ocirc;fago, laringe, reto, f&iacute;gado e mama. A cirrose alco&oacute;lica &eacute; um grande fator de risco para o desenvolvimento do c&acirc;ncer do f&iacute;gado. O &aacute;lcool tamb&eacute;m potencializa o risco de c&acirc;ncer do trato respirat&oacute;rio de fumantes.</font></P>     <p><font size="3"><B>A N&Atilde;O UTILIZA&Ccedil;&Atilde;O DO FILTRO SOLAR</b> tamb&eacute;m pode contribuir para o aparecimento de c&acirc;ncer (os raios ultravioletas podem causar c&acirc;ncer de pele; deve&#45;se evitar a exposi&ccedil;&atilde;o ao sol, principalmente, entre 10h e 15horas &#151; mesmo com filtro solar).</font></P>     <p><font size="3">O c&acirc;ncer de pele &eacute; o tumor maligno mais comum na esp&eacute;cie humana. Mais de um milh&atilde;o de novos casos surgem anualmente em todo mundo. No Brasil, o c&acirc;ncer de pele representa cerca de 25% de todos os c&acirc;nceres (5).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O risco de c&acirc;ncer de pele est&aacute; diretamente relacionado com a quantidade de radia&ccedil;&atilde;o solar que o indiv&iacute;duo recebeu durante sua vida. O aparecimento do c&acirc;ncer &eacute; resultado do efeito cumulativo dos danos causados pela exposi&ccedil;&atilde;o aos raios ultravioletas na pele. Eles surgem em pessoas que pegam sol frequentemente durante anos seguidos. O comportamento de risco para o c&acirc;ncer de pele inicia&#45;se na inf&acirc;ncia e, como o risco &eacute; cumulativo, &eacute; importante educar os filhos desde cedo quanto aos riscos do excesso de sol.</font></P>     <p><font size="3">O melanoma tende a surgir em pessoas de pele mais clara. A excessiva exposi&ccedil;&atilde;o ao sol promove ard&ecirc;ncia e vermelhid&atilde;o, o que pode provocar danos nas camadas profundas da pele e promover o aparecimento de melanomas.  &Eacute; importante tamb&eacute;m evitar o bronzeamento artificial, pois eles s&atilde;o t&atilde;o ou mais perigosos que a exposi&ccedil;&atilde;o solar prolongada.</font></P>     <p><font size="3"><B>O SEDENTARISMO</b> &eacute; respons&aacute;vel por alguns tipos de c&acirc;nceres, mesmo em pessoas com peso corporal adequado. Estima&#45;se, segundo pesquisa realizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que o estilo de vida sedent&aacute;rio esteja associado a pelo menos 5% das mortes por c&acirc;ncer (6). A atividade f&iacute;sica regular est&aacute; associada a um risco diminu&iacute;do para c&acirc;nceres de f&iacute;gado, c&oacute;lon, p&acirc;ncreas, mama e est&ocirc;mago. Durante determinados per&iacute;odos da vida, como adolesc&ecirc;ncia, a atividade f&iacute;sica pode oferecer prote&ccedil;&atilde;o adicional contra o c&acirc;ncer de mama.</font></P>     <p><font size="3">A atividade f&iacute;sica t&ecirc;m efeitos variados na preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer, pois combate o sedentarismo, ajuda no controle do peso corporal, aumenta o bem&#45;estar dando mais disposi&ccedil;&atilde;o para o trabalho ou outras atividades.</font></P>     <p><font size="3"><B>A ALIMENTA&Ccedil;&Atilde;O ADEQUADA</b>, variada e sem ingest&atilde;o excessiva de alimentos, pode contribuir para uma sa&uacute;de equilibrada. O &uacute;nico tumor que apresenta rela&ccedil;&atilde;o positiva e direta com a ingest&atilde;o de gordura &eacute; o c&acirc;ncer de pr&oacute;stata.</font></P>     <p><font size="3">A ingest&atilde;o frequente de carne vermelha, incluindo carne bovina, carne de porco, vitela e cordeiro, est&aacute; comprovadamente associada com risco aumentado de c&acirc;ncer de c&oacute;lon e reto em homens e mulheres (5). Carnes processadas, como lingui&ccedil;as, salsichas, bacon etc, tamb&eacute;m aumentam o risco de c&acirc;ncer. Pessoas que consomem grande quantidade de carne vermelha e baixa quantidade de carnes brancas, apresentam at&eacute; 50% mais chance de desenvolver c&acirc;ncer (5). &Eacute; aconselh&aacute;vel incluir na dieta alimentar, como forma de preven&ccedil;&atilde;o, mais carnes brancas &#151; como de peixes e aves &#151; evitando no m&aacute;ximo as carnes vermelhas.</font></P>     <p><font size="3">O consumo regular de grandes quantidades de frutas e vegetais, incluindo alimentos &agrave; base de soja, ajuda a prevenir alguns tipos de c&acirc;ncer. </font></P>     <p><font size="3">Os alimentos org&acirc;nicos s&atilde;o mais saud&aacute;veis por serem criados sem adi&ccedil;&atilde;o de pesticidas, horm&ocirc;nios, antibi&oacute;ticos ou qualquer outra subst&acirc;ncia n&atilde;o natural, ficando como a melhor op&ccedil;&atilde;o para a nossa dieta alimentar. Por outro lado, sabemos que o uso indiscriminado pelos agricultores de produtos qu&iacute;micos provoca altera&ccedil;&atilde;o nos alimentos e por efeito cumulativo causam diversos tipos de c&acirc;nceres, principalmente os relacionados com o sistema digestivo.</font></P>     <p><font size="3"> Todavia, apesar de toda base te&oacute;rica, ainda n&atilde;o est&aacute; comprovado que alimentos org&acirc;nicos diminuam a incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer.</font></P>     <p><font size="3">A alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel pode diminuir o risco de uma pessoa desenvolver o c&acirc;ncer. Farelo de trigo, rico em vitamina B6, pode reduzir o risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o pela metade. Azeite de oliva e suplementos de &oacute;leo de peixe protegem contra o c&acirc;ncer de mama.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>ALGUNS TIPOS DE V&Iacute;RUS SEXUALMENTE TRANSMISS&Iacute;VEIS </b>podem causar c&acirc;ncer de &uacute;tero. As infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis s&atilde;o evit&aacute;veis atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es como reduzir o n&uacute;mero de parceiros sexuais e usar preservativos nas rela&ccedil;&otilde;es sexuais. Entre as DST (Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis) que aumentam o risco de c&acirc;ncer est&atilde;o: HPV: associado ao c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero; Hepatite B: associado ao c&acirc;ncer de f&iacute;gado; Hepatite C: associado ao c&acirc;ncer de f&iacute;gado; e HIV  (Aids): associado a v&aacute;rios c&acirc;nceres.</font></P>     <p><font size="3"><B>EXAMES M&Eacute;DICOS PERI&Oacute;DICOS </b>Exames como o de Papanicolau, a mamografia nas mulheres e o exame de pr&oacute;stata nos homens permitem o diagn&oacute;stico precoce de altera&ccedil;&otilde;es teciduais que podem gerar c&acirc;ncer ou mesmo detectar o c&acirc;ncer em est&aacute;gios iniciais que s&atilde;o pass&iacute;veis de cura.</font></P>     <p><font size="3">Muitos casos de c&acirc;ncer t&ecirc;m origem gen&eacute;tica ou s&atilde;o causados por infec&ccedil;&otilde;es ou v&iacute;rus, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel controlar seu aparecimento. Entretanto, muitos fatores ambientais e h&aacute;bitos de vida s&atilde;o sabidamente geradores de altera&ccedil;&otilde;es celulares que favorecem o surgimento de diversos tipos de c&acirc;nceres. A conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; influ&ecirc;ncia desses fatores &eacute; um passo importante na redu&ccedil;&atilde;o das estat&iacute;sticas de c&acirc;nceres no Brasil e no mundo, para que cada pessoa possa evitar o surgimento de uma doen&ccedil;a t&atilde;o agressiva em seu pr&oacute;prio organismo.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><I><b>Bernardete Bisi Franklin do Prado</b> &eacute; bi&oacute;loga, professora de biologia (&aacute;rea de gen&eacute;tica) no Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Caxias do Sul. &Eacute; p&oacute;s&#45;graduada em desenvolvimento urbano e gest&atilde;o ambiental. Email: </i><a href="mailto:bernardete.bisi@caxias.ifrs.edu.br">bernardete.bisi@caxias.ifrs.edu.br</a></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Orians, G. H.; Sadava, D.; Heller, H. Craig, et al. <I>Vida: a ci&ecirc;ncia da biologia</I>. 8ª edi&ccedil;&atilde;o&#45; Artmed, 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Linhares, S.; Gewandsznajder, F. <I>Biologia hoje</I>. 1ª edi&ccedil;&atilde;o. Editora &Aacute;tica. 2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Brentani, M. M.; Coelho, F. R. G.; Konaleski, L. P. <I>Bases da oncologia</I>. 2ª edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Groot, K. M. "Cancer of the esophagus". <I>S. Afr Med J</I>. 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Instituto Nacional de C&acirc;ncer (Inca). <a href="http://www.inca.gov.br" target="_blank">http://www.inca.gov.br</a> (acesso em novembro de 2013).    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Pesquisa do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de citado no site do Inca.    </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></p>     <p><font size="3">Junqueira, L.C.; Carneiro, J. <I>Biologia celular e molecular</I>. 9ª edi&ccedil;&atilde;o. Editora Guanabara Koogam. 2012.</font></P>     <p><font size="3">Mickos, D.A.; Greg A.F. <I>A ci&ecirc;ncia do DNA</I>. 2ª edi&ccedil;&atilde;o. Artmed. </font></P>     <p><font size="3">Hospital do C&acirc;ncer A.C.Camargo. <a href="http://www.accamargo.org.br" target="_blank">http://www.accamargo.org.br</a>.</font></P>      ]]></body><back>
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